Orçamento de Manuela Ferreira Leite (2004) previa o TGV
Estudos da alta velocidade avançam em 2004
Por Inês Sequeira
16.10.2003A continuação dos estudos da rede de alta velocidade ferroviária, envolvendo as ligações Porto/Vigo e Porto/Lisboa, e ainda a ligação transversal a Madrid, está prevista no Orçamento de Estado (OE) entregue ontem na Assembleia da República.
[…]
O primeiro-ministro garantiu na sexta-feira passada que tinha dado indicações à ministra das Finanças para “dar grau de prioridade em termos de orçamento” ao projecto, na sequência das dúvidas lançadas pelas declarações que Manuela Ferreira Leite tinha feito três dias antes em Bruxelas. A ministra tinha afirmado que “provavelmente, para se fazer o TGV não se farão quaisquer outras coisas”. Na mesma altura, garantiu que “o Governo irá dar execução ao projecto”, mas salientou que não sabia dizer nada sobre “em que momento é que irá ser feito”.
Para alem de prever o TGV, o orçamento de 2004 previa ainda a construção de mais uma data de auto-estradas:
O Programa de Parcerias Público-Privado do MOPTH deverá será lançado até ao final de 2004, recorrendo ao regime de “Project Finance”: os parceiros privados asseguram a parte de financiamento, projecto, construção, operação e manutenção de uma determinada obra durante o período da concessão. Objectivo? “Acelerar a conclusão do Plano Nacional Rodoviário e da rede de transportes colectivos de uma forma economicamente viável e sustentável do ponto de vista económico e financeiro”.
Na parte de obras públicas, está em causa a expansão da rede rodoviária nacional a nível dos IPs (itinerários principais) e ICs (itinerários complementares) em perfil de autoestrada, “em zonas onde o tráfego esperado permitirá um retorno adequado do investimento por via da cobrança de portagens, reduzindo desta forma o impacto sobre o OE”, afirma o Governo. Confirma-se assim a opção de Durão Barroso por autoestradas portajadas, em detrimento das SCUT (sem custos para o utilizador). Na área de transportes, o Executivo irá recorrer à parceria com privados nos projectos do Metro do Mondego, no Metro Ligeiro de Superfície entre Algés e Falagueira e na linha de Gondomar do Metro do Porto.

É caso para dizer que nessa altura ninguém sabia que o défice era superior a 6%.
GostarGostar
Porque será que o grande Pacheco anda assobiar para o lado, lá no seu blog?
Será que vamos ter de novo emblemas de pernas pró ar, ou desta vez ficam os emblemas direitos e os escritos em pino?
Que giiiiruuuuuuu…
GostarGostar
«nessa altura ninguém sabia que o défice era superior a 6%.»
Sim, a invenção dos 6,32% por Víctor Constâncio foi muito posterior.
O défice veio a ser de 2,8%.
Se tivesse sido superior a 3, Portugal teria sofrido pesadas sanções.
GostarGostar
Já se viu o rigor dessa Sra. entre 2002 e 2004.
Simplificação fiscal significa: métodos mais simples para se entrar no bolso do contribuinte e não o que ela quis fazer passar;
Anular o investimento público anunciado para distribuir pelos mais carenciados? Mas isso significa apenas sacar mais a quem trabalha para dar a quem mandreia;
Esquecer que o TGV foi contratualizado com a UE por ela e Durão em 2002 é no mínimo Alzeimer;
Querer agora esquecer que o novo aeroporto de Alcochete só o é porque o PSD da Sra. e de MM não quis que este fosse na Ota é no mínimo um aberrante atentado à inteligência colectiva dos portugueses.
Que rica credibilidade tem a Sra., logo de início é o mais demagógica que alguém consegue imaginar.
Mas Santana e Menezes é que eram os populistas…
Começo a ter vergonha deste PSD!
GostarGostar
Confrontada por uma militante, Manuela Ferreira Leite defendeu a continuidade do Estado nos sectores da Educação e da Saúde, “para servir com qualidade as pessoas com menos meios” e a necessidade de o sector privado intervir nestas áreas.
“É necessário e desejável que o sector privado tenha intervenção. Em todo o caso, se deixássemos só o sector privado, a quantidade e a qualidade dos serviços oferecidos não seriam os desejáveis do ponto de vista social”, afirmou.
Comentário de moi: Como não há sector privado em Portugal, só mama na teta “Estado”, a coisia prometia. E depois há “aquela explicacioni” que non há portuganhês que tenha xeta para pagari o carcanhol do privé (já agora não existe privé) porque nem classia média existirá, a coisia tem piadia. (rir)
Quantio á “corrupção e poder local”, a “malta” embebeve-se na filosofia da (verdadeira) “autonomie” das ecoles portugueses. Um dos “últimos bastiões de não corrupção”, les ecoles, (claro) pouco dado a “mudanças” e “modernices”, finalmente vai pertencer ao “deviri de designio nacionali”.
Mas aqui a “coisa” é muito mais “compliqué” pois trata-se do último reduto do “Portugal”.
Alguém (mesmo) já pensou (mesmo) no “assunté”!?
A “coisa” é (mesmo) muito “compliqué”. Para “tudis”.
Os “professozecos” têm estado a “elucidé” o “Portugal”. Mas se o “Portugal” na liga, a coisa vai “compliqué” muito para “tuodos” os portuganheses. Todos.
Vejam lá se resolvem abrir “os olhitios”.
Finalmente!!!!
Topo da carreira de Professor igual a Topo da Carreira de um Cabo da Guarda Nacional Republicana.
“E para mal dos meus pecados ao consultar o DR de hoje dou de caras com o Dec-Lei nº 104/2008 que regulamenta a prova pública e os concursos de acesso a professor-titular.
A carreira de um professor, o topo, termina no ex-7º escalão, o que equivale a uns 1300/1400 Euros.
Actuamente, claro!”
“1400 euros no final da carreira! É o que ganha um cabo da GNR em final de carreira.”
In,
http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3200789965596288971&postID=7326165132457342721
Ora tomem lá, professorzecos. A Fenprof (desculpem PCP) de filosofia “do descontentamento se implanta a ditadura do proletariado” deve estar muito contente. Está verdadeiramente a cumprir o (seu) ideal (ou quase). Digo “quase” porque os professores (ainda) não são “soldados-rasos” como é digno da “revolução do proletariado” em marcha.
Digam-me lá se o “Entendimento” não é bom!?
O Barroso agradece.
Tá-se bem.
GostarGostar
“mudam-se os tempos”
mudam-se as verdades
o socialismo é um estado definitivo, ou seja “de cadáver morto”
GostarGostar
E por essas e por outras assim que essa senhora nos deixou com o monstruoso deficit orcamental com que deixou.
GostarGostar
O PSD prefere a alternância à alternativa… vou continuar a votar em branco…
GostarGostar
Luis Lavoura Diz:
“E por essas e por outras assim que essa senhora nos deixou com o monstruoso deficit orcamental com que deixou”
E o Guterres nem nunca existiu. Right? 🙂
GostarGostar
“Orçamento de Manuela Ferreira Leite (2004) previa o TGV”
Mas afinal o orçamento era da Manuela ou do Durão? Ou a Manuela já foi 1º ministro e ninguém avisou o pessoal?
Se o contabilista principal do reino é o dono do orçamento como é que o Campos e Cunha, que não parecia nada virado para os disparates faraónicos, foi despedido? Nesse caso não devia ter sido ele a despedir o Socrates? Ou afinal o Socrates não existe e quem manda nisto é o Teixeira dos Santos?
So many doubts, so little time! 🙂
GostarGostar
The Swamp ” O PANTANO” .O Luis Coimbra que ignorava o disparo das contas.A oportunidade perdida, o dialogo, isso , isso
e orçamentos são tb docs politicos , plenos de promessas e receitas virtuais
GostarGostar
Manuela Ferreira Leite… má ministra da educação, má ministra das finanças e futura desempregada… mas deve ter uma boa reforma de um banco ou de uma universidade publica qualquer, sim, porque de certeza já andou por lá! Alem disso com a reforma de deputada e ex-ministra e com aquele ar de “não me toques” há-de ir longe…. muito longe.
Será que lado nenhum fica assim tão longe? Pode ser que não, com as piranhas e tubaroes do partido a acompanhar, pode ser que chegue lá depressa, ou então vai de TGV…mas só até Badajoz, porque depois vai ter que or de pendular até Madrid! eheheh!
GostarGostar
“”A ministra tinha afirmado que “provavelmente, para se fazer o TGV não se farão quaisquer outras coisas”. Na mesma altura, garantiu que “o Governo irá dar execução ao projecto””
Já não sei o que mais admirar , se a stiradas demagógicas, se as que competem com o sr. de La Palisse…
Com esta gente isto aproxima-se do desastre a alta velocidade.
MFerrer
GostarGostar
Toda a gente muda de opinião. Eu em 2004 também era a favor do TGV. Hoje já não sou. Manela também evoluiu. Ela apenas tem que dizer que mudou se opinião, pelo simples facto de não nos obrigar a ler nas entrelinhas. Quanto mais não seja porque isso dá muito trabalho.
GostarGostar
Acho que Manela mudou de opinião genuinamente. Não há aqui nenhuma demagogia e aproveitamento político. Isso era no tempo de Menezes. Menezes é populaça. É pimba.
GostarGostar
Para sermos rigorosos também não se pode ocultar as razões pessoais para esta repentina mudança de opinião de Manela: só agora enxergou que é neto que vai pagar o TGV!!!
GostarGostar
Isto do TGV é ridiculo. Já se fala sobre o assunto ha tempo suficiente para a obra estar feita. O mais ridiculo é que ninguém faz as contas ao dinheiro já gasto com a situação. Eu fico com a ideia de que a decisão estava tomada ha muito tempo, mas afinal se calhar ainda estamos numa fase de decisão… ah… uma coisa que acho engraçado… enquanto ainda andavam meia duzia de gajos a masturbar-se mentalmente sobre o traçado no nosso território Já Espanha tinha decidido a ligação em alta velocidade á fronteira.
A Ideia é simples. Sé é para fazer faz-se. Se não é para fazer então não se diz que se faz. Se ainda não se sabe então também não se diz que se vai fazer. Chamem-lhe responsabilidade, Seriedade, Coerencia, aquilo que quiserem…Ah… mas eu sou um bocado estupido, nem sei em quem votar… e isto do TGV continua a fazer-me saltar a tampa…
GostarGostar
O TGV não faz falta nenhuma.A não ser aos sindicatos bancários e ás construtoras.
Qualidade de vida não se mede em betão e bens materiais. Á que mudar o paradigma do progresso.
Andar aqui a fuçar , a pagar impostos para construir obras faroónicas para alguns justificarem salários e andarem montados em frotas de mercedes ou audi`s não é progresso, nem é vida decente que se leve.
GostarGostar
Se evoluiu, devia pronunciar-se por comboio mais rápido que o TGV.
GostarGostar
Nota . Para ligação á Espanha até acho bem.Liga á rede europeia .Agora TGV Lisboa-Porto e Porto-Vigo é uma coisa de novos-ricos sem carcalhol armados em cagões.
GostarGostar
Devem querer andar mais 10 ou 20 anos a gastar dinheiro nos estudos. É que os tipos que fazem os estudos nao podem deixar de ganhar dinheiro.
GostarGostar
Nuspirit
Toda a gente muda de opinião. … Manela também evoluiu…
Completamente de acordo!MFL veio com a arrogância made in Sócrates. Poderia dizer que mudou de ideias, mas deveria justificar essa mudança. Um pouco de humildade não lhe ficava nada mal. Aliás, foi durante o governo em que MFL pertenceu como ministra de estado e das finanças, que foi dado o aval e definidos os traçados e localização para que tais obras faraónicas viessem a ser feitas.
A memória dos políticos ( é muito curta???
Quando se está na oposição, também se está em oposição aquilo que fizeram quando estavam no governo.
GostarGostar
honni soit qui mal y pense :
Não percebo o significado do seu nick, mas você penal mal ou não pensa !
1. Badajoz – Madrid será um comboio tipo alfa-pendular com velocidades máximas de 250 km/h e não um TGV que tem velocidades máximas de 350 km/h. Os traçados pra TGVs são muito mais caros e consomem mais energia electrica do que os traçados de de comboios de velocidade elevada (CVE). Não faz sentido haver TGV Lisboa-Badajoz;
2. Porto-Vigo sempre esteve previsto CVE. Aliás, será o prolongamento do alfa-pendular que em vez de parar em Braga seguirá até Vigo.
3. Porto-Lisboa já tem CVE: Chama-se alfa-pendular e entre Aveiro e Coimbra já faz 220 km/h. Apenas é necessário modernizar os restantes troços da linha existente e um dia destes encurtar a distâncias entre carris, passando da bitola ibérica para a europeia.
Como vê, obras farónicas à custa dos contribuintes não são necessárias para tornar o território competitivo.
GostarGostar
A Nelinha é mais do mesmo.
GostarGostar
Então já não é TGV é um CVE . Veja lá se não é uma linha daquelas do Tua .
Torna o território competitivo !!!.É capaz de ser. Como preço da gasolina como está , vai tudo andar de pendular ( é isso ? )a partir de agora.
Olhe a selecção até andava num autocarro a energia positiva .Veja no que deu .
GostarGostar
caro senhor que pensa mal,
É capaz de se esforçar e argumentar algo mais inteligente ?
GostarGostar
respondo-lhe assim :
honni soit qui mal y pense
GostarGostar
Ah ! Bem me parecia ! Quando os argumentos sobem de tom, você desce o nível, não é ?
GostarGostar
A Portela não está saturada ! A reportagem da TVI : http://www.tvi.iol.pt/mediacenter/home.php?tipo=2&art_id=&mul_id=11067150&pagina=1&psec_id=
GostarGostar
1. Badajoz – Madrid será um comboio tipo alfa-pendular com velocidades máximas de 250 km/h e não um TGV que tem velocidades máximas de 350 km/h. Os traçados pra TGVs são muito mais caros e consomem mais energia electrica do que os traçados de de comboios de velocidade elevada (CVE). Não faz sentido haver TGV Lisboa-Badajoz;
Alguém me confirma esta informação. Se veio no SOL não quer dizer que seja verdade, e de facto não consigo encontrar em Espanha nada que confirme esta informação.
Fica o pedido a quem saiba.
GostarGostar
30: O melhor é mesmo a fonte, MOPTC de Espanha:
GostarGostar
eu se hoje comprar um mercedes e daqui a 1 ano vir que não tenho dinheiro para ele sou TOLO se não o vender, e mais TOLO se ouvir os meus “amigos” a dizer que vou perder “prestigio” por o ter vendido.
E interessante que quando os politicos defendem as mesmas ideias do passado todo o “mainstream” acusa de ser mais do mesmo. Quando como o caso se da ouvidos as várias discussoes que se vai fazendo e se volta a traz….. preso por ter cão ….bla bla bla.
VIVA O BLASFEMIAS MAINSTREAM.
GostarGostar
Ora aqui está um texto que não deixa dúvidas sobre as dúvidas de MFL sobre as obras faraónicas.
Barroso é que mandou; não foi MFL.
GostarGostar
A ignorância esquecimento é fantástica:
foi MFL quem teve de combater o processo por défice excessivo instaurado pela CE em 2002 por Portugal ter ultrapassado 3% em 2001.
Aliás, só em Agosto de 2002 se soube q o défice de 2001 era de 4,2%.
De Agosto a dezembro MFL teve de se desenrascar à portuguesa.
E ainda há quem diga q ela deixou um défice monstruoso!!!
O Guterres/Teixeira/Pina/ Sócrates nunca fizeram despesismo: os 4,2% são invenção de Constãncio.
E ainda querem q “isto” seja europeu…
GostarGostar
Só os burros não mudam de opinião
Ouvi dizer que os espanhóis já não sabem quando é que o TGV chega a Badajoz.
Será verdade?
Ora a ser verdade o projecto deve ser repensando e mesmo sendo mentira porque é que o que era maravilhoso há cinco anos não pode ser agora uma cagada.
Basta lembrarem-se do IP5.
Quando foi construído parecia uma maravilha.
E mais exemplos não faltam.
GostarGostar
Não,não é.O senhor é que não tem nível nenhum…por isso nem sequer me dou ao trabalho de lhe dar qualquer resposta ao nível de contraditório … a não ser aquela que viu…se sabe o que significa tirará a conclusão, visto ser tão inteligente embora carecendo de educação e elevação…
passe bem e mta agua benta
GostarGostar
Muitos têm apontado a incoerência de, em 2004, o PSD defender obras públicas e, em 2008, as atacar. Desde logo, note-se a diferença entre os planos de investimento então e agora. Mas note-se, sobretudo, as alterações estruturais entre uma e outra data.
Em primeiro lugar, neste momento é já reconhecido que Portugal está num processo de divergência estrutural com a UE. Ou seja, é totalmente impossível imaginarmos que basta continuar na modorra do costume. Entrámos num beco e temos que repensar muito bem os investimentos a fazer. É muito mais importante recuperar a competitividade perdida do que estimular a procura interna através de investimento público.
Em segundo lugar, estamos no meio do 3º choque petrolífero, um choque que não teve nenhum “totalista”. Se todos previam uma tendência de subida do preço do petróleo, ninguém previu que este subisse tanto e tão depressa. Dado que a maioria dos investimentos públicos são destinados a transportes, o choque petrolífero obriga a repensar tudo. Não podemos repetir os erros do passado em que avançámos com Sines como se não tivéssemos sofrido o 1º choque petrolífero.
Em terceiro lugar, as contas públicas têm-se mostrado muito mais difíceis de consolidar do que se previa, pelo que é agora muito mais importante assegurar que não se estão a criar encargos de longo prazo sobre as contas públicas.
Quanto a trocar investimento público por protecção social, concordo que a formulação não é a mais feliz. Prefiro trocar investimento em obras públicas por investimento para recuperar a competitividade. Pôr os tribunais que lidam com as questões económicas a funcionar custará certamente menos de 10% do TGV, mas alguém duvida que a utilidade seria muitíssimo superior? Mas é evidente que se tem que dar uma atenção crescente à protecção social. Neste momento cerca de metade dos desempregados não recebem qualquer tipo de subsídio e um qualquer plano de convergência com a UE deverá gerar mais desemprego ainda.
GostarGostar
Na realidade entre Barcelona e França a linha também transportará mercadorias, no entanto a linha vai ser projectada para 300 km/h. O que o gráfico afirma claramente é que a linha de Madrid a Lisboa será para tráfico misto, não que estará limitada a 250 km/h.

GostarGostar
“Em primeiro lugar, neste momento é já reconhecido que Portugal está num processo de divergência estrutural com a UE.”
E em 2004 ainda não tinham reconhecido? Ao fim de 4 anos de divergência?!?
GostarGostar
“Mas afinal o orçamento era da Manuela ou do Durão? Ou a Manuela já foi 1º ministro e ninguém avisou o pessoal?”
Claro, ela estava lá só para obedecer. Não tem opinião, e nem tem que dar o aval financeiro. No fundo, é inimputável… deve dar uma rica 1ª ministra…
GostarGostar
“honni soit qui mal y pense Diz:
25 Junho, 2008 às 11:41 am
Nota . Para ligação á Espanha até acho bem.Liga á rede europeia .Agora TGV Lisboa-Porto e Porto-Vigo é uma coisa de novos-ricos sem carcalhol armados em cagões.”
Vou-lhe tentar explicar devagarinho.
1- A linha Lisboa-Madrid é TGV (350Kms/hora) até à fronteira espanhola, do lado português, e CVE (250kms/hora) do lado espanhol. Esta linha apenas serve o distrito de Lisboa, uma vez que de Leiria para norte é mais rápido e barato via Vigo.
2- É mais barato e rápido para um Lisboeta ir de avião para Madrid do que de TGV
3- Tendo em conta que a região de Lisboa apenas exporta cerca de 10% do total do país, a linha é pouco relevante para as mercadorias
4- Fazer em CVE é 1/4 do custo de TGV
5- Para ter um business plan sustentável, esta linha teria de ter um tráfego semelhante a Paris-Bruxelas. Ou seja, a região mais povoada da europa, e não o deserto entre Lisboa e Madrid.
Logo, a Linha Lisboa-Madrid não tem qualquer interesse, quanto muito deveria ser feita em CVE.
A linha Porto-Lisboa é a única que poderá aguentar economicamente o TGV. Mas tendo em conta que em CVE seria 1/4 do custo, demorando apenas mais 10 minutos, esta deveria ser a solução escolhida.
Por último, a linha Porto-Vigo permite a ligação da região norte e centro (80% das exportações) à rede ferroviária internacional. É também a ligação mais rápida a Madrid para quem esteja a norte de Lisboa. Cumpre ainda um objectivo de serviço público, uma vez que actualmente Porto-Vigo (200kms) dura 3h30m. Por último, permite um acréscimo de tráfego de 20% à linha Porto-Lisboa (e outro tanto ao aeroporto), tendo por isso um efeito de externalidades muito grande.
Mas o efeito principal será, sem dúvida, nas exportações portuguesas.
E é feita em CVE (250kms/hora), pelo que será muito mais barata que as outras linhas.
É, por isso, a linha mais importante que irá ser feita. No entanto, note-se que a que seria mais importate, a ligação Aveiro-Salamanca ficou no papel (que deveria substituir Lisboa-Badajoz, por ter a mesma distância a Madrid para os Lisboetas, mas inferior para todo o norte e centro).
GostarGostar
30.
Pelas informações que têm chegado, é verdade. Os espanhóis vão fazer CVE( 250kms/hora) e não TGV (350kms/h) do lado deles.
É o resultado expectável por termos Governos de Lisboa que gostam de dar tiros nos pés do país. Ainda os vamos ver a decidir que Porto-Vigo passa a TGV. Nós cá dispensamos. Não precisamos de luxos para lisboeta ver. Basta o que é economicamente viável.
GostarGostar
PMS
1- Onde é que foi buscar isto. O documento espanhol está a ser mal entendido neste forum. As ligações internacionais (ex. Espanha/França, França/Itália) são normalmente para tráfico misto e aptas a 300-350 km/h
2 – Tal em geral não é válido nas ligações onde existe TGV. Mais com o preço a que está o petróleo as ligações aéreas podem-se tornar caras. O TGV é sempre mais rápido do que a aviação para ligações até 800 km. Estamos a falar de centro de cidade a centro de cidade. Mais as pessoas perdem imenso tempo nos aerorportos e os aviões estão normalmente sujeitos a mais atrasos do que os comboios.
3 – Primeiro duvido dos 10 %. Segundo não será só a região de lisboa mas todo o país abaixo de Leiria. Terceiro o porto de Sines é o maior porto nacional.
4 – Depende do Terreno.
5 – Este sim parece ser o calcanhar de aquiles desta ligação, a falta de passageiros para tornar o investimento rentável.
«Pelas informações que têm chegado, é verdade. Os espanhóis vão fazer CVE( 250kms/hora) e não TGV (350kms/h) do lado deles.»
Mas eu gostaria de ver onde é que isto vem?
GostarGostar
Em relação à linha Lisboa-Porto Portugal precisa urgentemente de uma nova linha. A linha Lisboa-Porto está completamente estrangulada. Não só é essencial para o transporte rápido de Lisboa ao Porto como para as mercadorias e o transporte regional e suburbano. Quanto à discussão VE TGV, eu acho que muitos de vós pensam que se pode comprar um artigo barato com mais ou menos com a mesma qualidade. Tenho muitas dúvidas sobre tudo o que se tem dito sobre os custos da linha a 250 km/h. E até aposto que a linha Porto Vigo vai ficar bem mais cara do que a linha Poceirão Caia.
GostarGostar
“1- Onde é que foi buscar isto.”
Procurarei encontrar fontes
“2 – Tal em geral não é válido nas ligações onde existe TGV. Mais com o preço a que está o petróleo as ligações aéreas podem-se tornar caras. O TGV é sempre mais rápido do que a aviação para ligações até 800 km. Estamos a falar de centro de cidade a centro de cidade.”
O preço previsto para Lisboa-Madrid é de 100€. Preço mais caro que os voos low cost (embora não muito, incluindo as taxas). Duração Lisboa-Madrid em avião é de 1h (voo) + 30m (check in) + 30 minutos (deslocações) = 2 horas. Por TGV são 3 horas.
“3 – Primeiro duvido dos 10 %. Segundo não será só a região de lisboa mas todo o país abaixo de Leiria. Terceiro o porto de Sines é o maior porto nacional.”
Peço desculpa pela incorrecção. Segundo o “Retrato Territorial de Portugal 2005”,pag.152, Lisboa é responsável por 22% das exportações e 44% das importações. Significa isto que a linha Lisboa-Madrid é boa para promover as exportações…de Espanha!
O Alentejo exporta 10% e importa 14%, e o Algarve não utiliza esta linha, mas a ligação a Huelva, embora tal não seja relevante, pois as exportações não chegam a 1% do total nacional.
Sublinho ainda que, tendo em conta que a velocidade não é relevante para as mercadorias, o relevante é a fiabilidade, esta linha não necessita ser TGV.
Quanto aos passageiros, conclui-se que apenas beneficia o distrito de Évora.
“4 – Depende do Terreno.”
Mas não só. Caso contrário far-se-ia tb TGV em Porto-Vigo. Digo eu. Mas quanto a isso acredito no que me dizem…
Uma nota final. Os meus argumentos não devem ser vistos isoladamente. São um conjunto de factores que desvelam o que a linha Lisboa-Madrid é na sua essência: um projecto de especulação imobiliária na região Évora-Alqueva.
GostarGostar
“Em relação à linha Lisboa-Porto Portugal precisa urgentemente de uma nova linha.”
Não estou a questionar isso. Concordo. Não vejo é necessidade de TGV.
Ainda assim, compreenda-se que os meus comentários são feitos em resposta ao “honni soit qui mal y pense” que afirmava que a linha Lisboa-Madrid é a única necessária. Pelo contrário, é a menos necessária.
GostarGostar
Uma pergunta ingénua… não levem a mal mas… das pessoas que não concordam com a ligação em alta velocidade Lisboa-Madrid já alguma andou num “TGV”?
É só por curiosidade, mais nada… 🙂
GostarGostar
PMS
Os tempos de avião estão muito optimistas. Como exemplo existem companhias que pedem aos seus passageiros para estarem uma hora e meia antes do vôo. Existem uma série de procedimentos que tornam todo o procedimento mais demorado. Por exemplo eu penso que a EasyJet fecha os seus balcões de check-in meia hora antes do vôo. Eu diria que os tempos são no mínimo
20min chegada ao aeroporto
1h check in segurança e entrada no vôo
1h20 levantar e aterrar
20min levantar a bagagem
20min chegada ao centro da cidade.
GostarGostar