O culto do especialista II
Como é que se distingue um especialista em X de um impostor. Não é possível. Qualquer crítica de um não especialista em X ao “especialista em X” será “refutada” com o argumento de que quem não percebe de X não tem competência para avaliar um especialista em X. Por outro lado, um especialista em X nunca será criticado pelos seus pares porque não há nada para criticar. Todos eles pensam da mesma maneira. Se por acaso o “especialista em X” for particularmente mau ao ponto de ser criticado pelos seus pares, não há problema. O “especialista em X” passa a denominar-se “especialista em X, sub-especialidade em x minúsculo”. Um mero “especialista em X” não tem competência para criticar um “especialista em X, sub-especialidade em x minúsculo”. A “sub-especialidade em x minúsculo” tem peculiaridades que não estão ao alcance de um mero “especialista em X”.

mudemos portanto para o culto do generalista…
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até parece que está a falar da/o ME e dos institutos do ISCTE que produzem estudos para a/o ME…
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Imagino que se refira à esperiência própria na sua área de investigação.
Porque se assim não for, corre o risco de estar a confundir opinião com análise de factos, de resto, uma realidade bem recorrente na blogolândia.
🙂
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Finalmente, na blogosfera,
a genialidade absolutamente inesperada: o até às 4H19 irresolúvel e magno problema “X” está resolvido !
Ou seja, Mr.JMiranda multiplicado !
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“O Especialista” é o Stallone, que vingou a morte dos “pais” da Sharon Stone
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Bem, como é que se distingue, eu não sei. Mas quando tenho uma dor de dentes, vou a correr a um gajo que tem uma placa que diz “dentista”. Será que arrisco demasiado, João Miranda? Catano, ó pá, mete-me em cada dilema… e agora?
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Eu tinha escrito:
«O apelo à autoridade de um especialista pode fazer bastante sentido.
Mas existem 3 casos em que é ridículo apelar à autoridade dos especialistas:
1 – O assunto em discussão não é o assunto no qual o indivíduo é especialista
(”Einstein afirmou que os seres humanos usam apenas 10% do seu cérebro”. Ele disse isso a gozar, mas se fosse a sério seria irrelevante)
2 – Os especialistas não estão de acordo sobre o assunto
(”João Maguejo diz que a velocidade da luz variou ao longo do tempo”. Até pode ser verdade, mas o debate a esse respeito ainda está vivo)
3 – Os especialistas são parte interessada na discussão
(”Todos os psicólogos consideram que a qualidade de vida das pessoas melhoraria significativamente se elas utilizassem os seus serviços com mais frequência”).
Claro que mesmo que nenhuma destas três condições se verifique, o argumento por apelo à autoridade pode não ser decisivo. Mas não deixa de ser um argumento forte.
Dependendo dos casos, a discussão pode realmente ser virtualmente impossível entre especialista e não-especialista.»
Neste texto do João Miranda entendo que está a falar de casos em que os especialistas estão todos de acordo. Nesse caso, basta que não se verifique o caso 1 e 3 para que o apelo à autoridade constitua um bom argumento.
Quanto ao problema de aferir aquilo que é um especialista, não creio que seja realmente problemático. Nos tribunais são chamados especialistas e depôr (precisamente porque há casos em que o apelo à autoridade destes é relevante), e geralmente são reconhecidos por ambas as partes como tal. Quando não é o caso, são encontradas outras formas de aferir o crédito do alegasdo especialista.
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ehh ehh , o culto do trocadilho do JM !!!
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Tudo bem, a menos que haja dinheiro para distribuir. Nesse caso, os X esgadanham-se uns aos outros e nem as respectivas mãezinhas escapam.
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7 – pois…
“Quanto ao problema de aferir aquilo que é um especialista, não creio que seja realmente problemático. Nos tribunais são chamados especialistas e depôr (precisamente porque há casos em que o apelo à autoridade destes é relevante), e geralmente são reconhecidos por ambas as partes como tal. Quando não é o caso, são encontradas outras formas de aferir o crédito do alegasdo especialista.”
…
aqui: psicanalises.blogspot.com está um exemplo de um especialista q interveio num tribunal…
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Exemplos de especialistas que intervêem dos tribunais devem existir todos os dias. As prestações podem ser melhores ou piores, mas seria ridículo que os julgamentos não prestassem atenção aos depoimentos dos especialistas.
Realmente existem condições em que o apelo à auutoridade é um argumento forte, mais ainda quando os outros intervenientes têm incapacidade técnica para discutir os problemas em questão ao mesmo nível.
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Há profissões em que na mesma área há especialistas. Como na Medicina.A evolução da profissão fez-se nesse sentido. Com vantagens para quem os procura. E a tendência é dentro da especialidade as subespecialidades.
Há ortopedistas subespecialistas em joelho, mão, coluna, tornozelo (como o que operou o CR7).
Há oftalmologistas subespecialistas em cirurgia de miopia, cirurgia de cataratas, retina, córnea, oftalmologia pediátrica.
Geralmente, o que eles fazem é agruparem-se em equipa, sendo que assim têm uma maior competência no tratamento de cada patologia que seria impossível se fossem generalistas. Por outro lado um subespecialista não sobrevive sózinho.
Um caso paradigmático é o da Ortopedia do Hospital CufDescobertas, que é considerado exemplar para toda a classe médica.
Por isso nem sempre é mau ser subespecialista.
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todos os dias vejo um narigudo altamente especializado em mentir
altamente
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porra… que salada de “X” que foste fazer. Podias ao menos inserir alguns “Y”
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Muitas vezes o João Miranda apresenta a teoria neoliberal como uma teoria cientifica. Ora, a área da ciência é, por definição, a do refutável. Assim quando se afirma essa teoria como irrefutável, colocam-na ao mesmo tempo fora do campo da ciência, do lado do dogma, das crenças e das opiniões. Uma impostura, portanto.
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Parabéns, JM, excelente “post”.
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Credo!
Troquei lá em cima um S por um X.
*Já me tinham dito que as unhas de gel eram incompatíveis com teclados… 🙂
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Em 1996, Sokal, professor de física na Universidade de Nova Iorque, submeteu à publicação um artigo pseudocientífico a uma publicação periódica de estudos culturais, como experiência de teste para saber se um tal periódico publicaria um artigo deliberadamente contendo nonsense se (a) tal soasse bem; e (b) agradasse no campo dos preconceitos ideológicos dos seus editores”
O artigo, com o título “Transgressing the Boundaries: Towards a Transformative Hermeneutics of Quantum Gravity,” foi publicado na edição Primavera/Verão de 1996 “Science Wars” do periódico Social Text, sem qualquer revisão de físicos qualificados. No mesmo dia em que foi publicado, Sokal anunciou noutra revista, com o título Lingua Franca, que o primeiro artigo era uma fraude.
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18 –
genial!
então nas chamadas Cc Humanas a fraude é, quase que diria, a regra.
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12 –
“Um caso paradigmático é o da Ortopedia do Hospital CufDescobertas, que é considerado exemplar para toda a classe médica.
Por isso nem sempre é mau ser subespecialista.”
Creio que estamos a tratar de coisas diferentes… Leia o “estudo” feito por encomenda da ministra da saia curta (ver em pags centrais do expresso desta semana), de um prof do iscte, que esteve na base das reformas da educação e logo compreenderá. Está no blog do MUP e tb no do P Guinote.
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Alfredo Diz:
“9 Julho, 2008 às 5:51 pm
Exemplos de especialistas que intervêem dos tribunais devem existir todos os dias. As prestações podem ser melhores ou piores, mas seria ridículo que os julgamentos não prestassem atenção aos depoimentos dos especialistas.”
Sem dúvida. Mas os “especialistas” das Cc Humanas muito frequentemente vendem gato por lebre. E tudo em nome da “ciência”… Como o outro a dar garantias em tribunal impossiveis de dar, quer como psiquiatra, quer como psicanalista.
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JoaoMiranda 9 Julho, 2008 às 4:19 pm :15 valores
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Nuspirit:
Claro que não teve revisão de físicos. O artigo era sobre epistemologia, pubicado numa revista afecta às ciências sociais.
Foi uma boa forma de parodiar a fraude do pensamento pós-moderno, que ele descreveu em maior detalhe no livro “imposturas intelectuais”.
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Alvaro:
Geralmente, quando o assunto são as ciências humanas, ou se verifica a condição 2 ou 3 que referi.
Nos casos em que nenhuma delas se verifica, o argumento de autoridade pode ser bastante relevante.
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Meu bom Mirandinha. Que é dificil distinguir um sábio de um charlatão, concordo. Agora um especialista consegue-se identificar. Quer uma listinha de alguns especialistas?
Direito Administrativo : Diogo Amaral
Origem da Nacionalidade: Mattoso
Nefrologia : Pedro Ponce
Fernando Pessoa: Eduardo Lourenço
Quimica Fisica : Calado
Genética : Rueff
Medicina Dentária : Malo
Filosofia / epistomologia : Fernando Gil
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Uribe Diz:
9 Julho, 2008 às 7:03 pm
Futebol: Pinto da costa.
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Ordralfabeletix, ninguém diz que é mau ser-se especialista ou sub-especialista ou sub-sub-especialista.m A questão do Mirandinha é saber porque raio dos céus é que um não sub-sub-sub-especialista não poderá questionar/criticar a opinião do sub. Por exemplo porque é que um oftalmologista não pode discordar de um oftalmologista sub especializado em cirurgia das cataratas do olho direito de benfiquistas?
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Concordo plenamente, os especialistas só dizem parvoíces e só servem para confundir.
Até porque para ser especialista em alguma coisa é necessário estudar essa coisa(não sei se estão a ver a incongruência).
No entanto, há métodos para emitir opiniões especializadas sem sequer estar a par do assunto.
Há mesmo pessoas que conseguem ser ministros sem terem a noção do que estão a fazer (esses são os renováveis), os outros as pessoas não tem noção do que eles andama fazer (os perenes).
Por mim já comprei vários livros sobre o X para poder dar os meus palpites.
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Alguém sabia que o X vem da palavra grega ZEX?
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ESCÂNDALO!
“O REI E A RAINHA VÃO NUS
Desde que foi desmascarado, o Estudo sobre a Reorganização da Carreira Docente do Ministério da Educação, coordenado por João Freire, tem vindo a ser objecto de algumas reflexões e comentários nos blogs de educação.
. Solicita-se uma ampla divulgação deste estudo e das reflexões sobre ele, para que todos os professores (e todos os cidadãos em geral) possam, definitivamente, perceber as trampolinices dos nossos responsáveis ministeriais e afins que, através do seu enfezamento, vão tornando o País mais mesquinho e vil.
. Parte deste estudo pode consultá-lo neste blog em ESTUDO QUASE SECRETO.
. Reflexões e comentários:
Da APEDE:
. Para uma Genealogia do Estudo da Carreira Docente – 1
. Para uma Genealogia do Estudo da Carreira Docente – 2
De Ramiro Marques
. Estudo sobre a Reorganizão da Carreira Docente: a Origem de Todos os Males
De Paulo Guinote:
. Margarita e o Mestre
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-2
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-3
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-4
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-5
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-6
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-7”
Ver
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/07/rei-e-rainha-vo-nus.html
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
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Creio que terá a ver com uma maior experiência nas matérias, alicerçada em estudos realizados e tratamento de casos concretos durante alargados períodos de tempo. Um “nao especialista” pode questionar, não pode, ou não deve, é arvorar-se em especialista quando o não é.
Portugal está entregue a este ultimo tipo de “nao especialistas”, mais conhecidos por “fazedores de opinião” que, para poderem emitir opinião sobre tudo sem muito esforço precisam, obviamente, de deitar abaixo quem passa uma vida a aprofundar um só tema.
Como diz o velhote na sic noticias, “todos temos direito a ter uma opinião”, o que convem não esquecer é que, para se ter uma opinião fundamentada é preciso mais do que debitar preconceitos e estados de alma.
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“Por exemplo porque é que um oftalmologista não pode discordar de um oftalmologista sub especializado em cirurgia das cataratas do olho direito de benfiquistas?”
No caso dos exemplos que dei, a vantagem da especialização é a experiência. Se a um Hospital com 5 ortopedistas chegaram 50 mãos, 50 pés, 50 colunas, 50 joelhos e 50 ancas para operar como é que acha que teremos melhores resultados:
1. Se cada um deles operar 10 casos de cada
2. Se cada um deles só operar os 50 casos da sua área?
A experiência trás destreza daí a vantagem da subespecialização.
O que não significa que o subespecialista não possa ser questionado. Pelo contrário como disse antes o subespecialista só sobrevive em equipa, numa rede de referenciação. E para evoluir na sua área tem muito para discutir e aprender com os outros. Sózinho morre.
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““Por exemplo porque é que um oftalmologista não pode discordar de um oftalmologista sub especializado em cirurgia das cataratas do olho direito de benfiquistas?””
Se for um benfiquista (ou portista) a opinar sobre o CJ da FPF é melhor consultar um especialista em Estrabismo porque ambos têm um olhar muito enviezado sobre essa questão.
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Esta é a desculpa que Joao Miranda repete a si mesmo cada vez que profere disparates com autoridade, em resultado da sua falta de domínio de algum tema.
Livre-se alguém de confrontar Miranda com a sua falta de bagagem conceptual sobre alguma coisa!!!! Escondam-se aqueles que pensam que Miranda muitas vezes mete a pata na poça, por ignorar olimpicamente os fundamentos dos temas que pretende atacar com tanta jactância. O Miranda sabe tudo e se alguém demonstrar que nao sabe algo, é imediatamente acusado de ser um “especialistazinho”, um “chico-esperto-que-pensa-que-sabe-umas-coisas”, insignificante insecto que pretende atentar contra a mente mirandeana que tudo abarca com igual competência e profundidade.
Finalmente, caro Miranda, um especialista é alguém que sabe mais que o senhor sobre alguma coisa. Habitue-se à ideia. Eles existem.
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Para mim um subespecialista é um especialista que ganha menos que um especialista. ele espera pelo 25 de Abril dos subespecialistas, mas os especialistas não permitem ao subespecialistas ascenderem a um grau de hiperespecialistas.
Normalmente os subespecialistas são gordos, baixos e com performance sexual a nível de masturbador de casa de banho (vulgo esgalhador Atlântico)
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JoãoMiranda, isso é teimosia ou um grito por atenção?
Seja qual for, estamos todos aqui para si.
Ora diga lá quem é que o humilhou para estar sempre a dar e a burra a fugir? Quem foi o especialista que o meteu, ao JoãoMiranda, no seu lugar para estar com essa diatribe?
Seja como for, remeto-o para o post que ignorou no queixume anterior:
Cientista Liberal-Conservador Diz:
9 Julho, 2008 às 2:34 pm
… por outro lado, há os que se consideram especialistas em X, Y e Z, não sendo especialistas em nada. Em Portugal grassa uma espécie de “opinion makers”, como o João Miranda, que apesar de não dominarem o conceito teórico do que é um spin, querem discutir a supercondutividade com os físicos. O pior é que, por presunção, estes “fazedores de opinião” estão plenamente convencidos da sua sapiência, que, no caso dos temas foram da sua área de intervenção académica e profissional, não passam muitas vezes de distorções resultantes de um domínio superficial dos conceitos subjacentes. O efeito argumentativo é conseguido dando um contorno autoritário e pseudo-científico aos textos (organizar as ideias em listas, passar como certezas o que são probabilidades e vice-versa, extraír dados de um contexto amostral, manipulandoo seu significado, alterar o significado obliterando informação, citar fontes não científicas, como publicações de imprensa generalista, como se o fossem, etc,). E quando este facto fica exposto, basta desviar a discussão neste sentido, ou seja, colocar-se na posição do arguto, genial, heróico outsider ao establishment científico, que pretende combater o preconceito da autoridade em Ciência.
Um especialista é simplesmente isso: uma pessoa que se dedicou academicamente a estudar determinado assunto. A génese do “fenómeno das autoridades” na sociedade portuguesa reside no mesmo processo que deu origem ao geral desdém que no nosso país se dedica aos “especialistas”. Por isso, os melhores “especialistas” geralmente emigram, ficando os da casta de Joao Miranda. São reflexos antagónicos de um mesmo terceiro tique social, contraído durante o período do Estado Novo, durante o qual se promoveu uma intensa elitização das academias: a inveja e o medo do saber (e de quem sabe).
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Caro Cientista Liberal-Conservador perdoe-me por reproduzir o seu comentário anterior, mas acho que continua assentar que nem uma luva.
Apesar do “liberal-conservador” ser um conceito que me faz eriçar os cabelos…
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O maior problema dos especialistas e das suas sub-espécies, é a arrogância com que por vezes tratam quem deles discorda.
Este tema trouxe-me á memória uma anedota que graceja com aquilo que digo acima.
O cenário é numa linha ferroviária, numa zona isolada, onde aconteceu á não muito tempo um terrivel acidente.
Um comboio de passageiros que circulava a alta velocidade descarrilou, tendo as carruagens sido projectadas por muitos metros, o que originou um numero impressionante de vitimas.
Já começavam a chegar as primeiras ambulâncias, e também as forças da autoridade.
No sentido de organizar a evacuação das vitimas, um médico acompanhado de um sargento da GNR, procedia a uma primeira triagem de modo a enviar para o hospital, nas ambulâncias já chegadas, os feridos mais graves.
assim, percorrendo o local de pessoa em pessoa. o médico ia dizendo:
– Esta senhora deverá seguir de imediato para o hospital.
– Este rapaz pode aguardar mais um pouco.
Nesta tarefa acercaram-se de um homem deitado no chão, imóvel e com o corpo quase coberto de sangue. Ao que o médico observando-o mais de perto diz:
– Este não vale a pena levarem-no pois já está morto!
Ora o dito senhor, apesar de muito debilitado com as várias escoriações e traumatismos ainda vivia, e apesar de estar quase desfalecido conseguiu ouvir o diagnóstico do clínico, retorquindo:
– Eu não estou morto!
Ouvindo o lamento da vitima, o sargento inclinou-se sobre ele com o indicador esticado na vertical á frente da boca, dizendo:
– CALUDA!! O CHENHOR DÓTOR É QUE CHABE!
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“O maior problema dos especialistas e das suas sub-espécies, é a arrogância com que por vezes tratam quem deles discorda.
Este tema trouxe-me á memória uma anedota que graceja com aquilo que digo acima.”
Na sua anedota não há arrogância do especialista. Apenas estupidez da autoridade que segue as indicações do especialista.
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