Infraestrutura para 4000 automóveis (por Migvic)
Ainda sobre o carro eléctrico, vale a pena o comentário do leitor migvic:
Trata-se de uma manobra de marketing para ambas as partes.
A primeira é que o nosso primeiro, mostra com esta atitude que está muito preocupado com a inflação dos combustíveis e que está a tomar atitudes.
Não vai descer o imposto sobre os combustíveis, não vai diminuir a carga fiscal para compra de automóveis novos e menos poluentes, mas anuncia daqui a dois anos que podemos comprar á Renault/Nissam um dos 4.000 automóveis que a marca diz que vai disponibilizar não sabemos a que preço, mas quem tiver interessado pode começar a fazer fila porque não vai chegar para todos.
Mais anuncia que o imposto para a compra desses automóveis vai ser 30% mais barato, imposto esse que hoje é calculado segundo a cilindrada do carro e as sua emissões de Co2.
Ora, nem estes carros vão ter cilindrada por não terem cilindros no motor e não podem estar sujeitos ao actual imposto automóvel, sobre o CO2 por serem eléctricos e não poluírem.
Mas ele diz que vão ter “um beneficio fiscal” de 30%.
Anuncia que o país vai ter uma rede bastante extensa para abastecimentos destes carros.
Ou seja vai gastar milhões para que em quase cada esquina termos uma zona de abastecimento para estes 4.000 sortudos donos dos carros eléctricos.
Se conseguirmos ver um a passar de 6 em 6 meses na rua é muita sorte.
A realidade, é que daqui a dois anos, não vai haver nenhuns carros eléctricos, nem redes abastecedoras para esses carros, nem de certeza o primeiro ministro será o mesmo.
Daqui a dois anos ninguém se lembra de nada disto.
Entretanto nesse espaço de tempo fica a ideia, que temos alguém preocupado em arranjar soluções para o problema crescente dos combustíveis e fica a ideia que a Renault/Nissan, é uma marca de automóveis mais avançada tecnologicamente que as outras.

1. A questão da eficiência e independência energética é fundamental, ainda para mais num país como Portugal
2. As empresas construtoras de automóveis são as primeiras interessadas. Menos dinheiro para combustível, significa também menos dinheiro para automóveis, menos desgaste, menos tudo. A solução é R&D nestas novas tecnologias: híbridos, eléctricos, hidrogénio, etc.
3. Os impostos já são baixos como estão neste momento. Não acredita? Eu acredito, pois se o desespero (dos profissionais que dependem te automóveis) é assim tão grande, porque é que não se convertem para o GPL? O GPL custa menos de metade do que o gasóleo (67 cent vs 1,43 euros), para além de pagar 50% da taxa normal do imposto automóvel.
4. A realidade é que, daqui a dois anos, ou andam muito menos carros na rua, ou andam carros movidos a energias alternativas à gasolina/gasóleo. Escusa de ter grandes dúvidas sobre isso, porque ou isso acontece, ou o país vai à falência, independentemente do governo que lá esteja – a não ser claro, que descubramos petróleo, o que não me parece muito provável.
5. Numa coisa concordo consigo. É uma questão de marketing. A solução a curto prazo já existe para muitas das pessoas/empresas, basta abrirem os olhos. É uma questão de marketing… Basta um ‘simplex’ qualquer para diminuir as burocracias. (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=323510)
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“Na madrugada do dia 31 de Agosto de 1901 começou a funcionar a primeira linha de carros eléctricos que se estendia do Cais do Sodré a Ribamar (Algés). Citando um jornal da época “a inauguração da tracção eléctrica satisfez completamente o público que, em grande número, concorreu a presenciar o importante melhoramento, a elegância luxuosa dos carros, a comodidade que oferecem aos passageiros e a rapidez da marcha”.
Por volta de 1905 já toda a rede estava electrificada tendo os “Americanos” desaparecido das ruas de Lisboa.” CCFL
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“Entretanto nesse espaço de tempo fica a ideia, que temos alguém preocupado em arranjar soluções para o problema crescente dos combustíveis e fica a ideia que a Renault/Nissan, é uma marca de automóveis mais avançada tecnologicamente que as outras”.
Fica muito mais: a obrigação de se construir a tal rede de apoio, acordada no protocolo agora assinado. por este ou por outro governo. Se não quiserem , têm que pagar.
Mas há mais: projectos de investigação em torno de motores que usem energias alternativas, é o que não falta- um deles até está a ser desenvolvido com o apoio da Câmara do Porto (http://www.cienciahoje.pt/23852). Várias faculdades portuguesas estão envolvidas em projectos desses. Problemas como a velocidade e a autonomia, tem sido uma preocupação, havendo um projecto (envolvendo a lotus) que está a explorar a possibilidade do carregamento das baterias ser feio por energia solar, eliminando (ou diminuindo) o tempo de espera. Ora, ou muito me engano, ou a opção do nosso governo ignorou tudo isto.
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A análise deste tema está a ser inquinada pelo facto de ele ter sido lançado por José Sócrates, alguém cuja credibilidade anda pelas ruas da amargura: «Se ele diz isso… é porque é parvoíce» – é a ideia subjacente.
De facto, não se prevê que seja viável, tão cedo, ir de automóvel eléctrico de Lisboa a Madrid – nem sequer ao Porto.
Mas, numa primeira etapa tecnológica (funcionamento em zonas restritas), é, não só é viável, como já existe em vários países:
Empresas de Correios, de manutenção (de água, gás, electricidade), aeroportos, bases militares, grandes superfícies comerciais, etc.
Quem quiser abordar seriamente este assunto tem de o fazer em termos de médio e longo prazo.
Nessa óptica, vale a pena ler «Os 3 desafios dos carros eléctricos que falta ultrapassar» – entrevista com Stephan Connors, do MIT, publicada na pág. 16 do «Público» de hoje (Suplemento de Economia)
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Os trolleys e os eléctricos são tecnologia conhecida e dominada há um século, como diz o comentário anterior.
O que se passa hoje é que a maioria quer manter a todo o custo um sistema de transporte individual baseado em energia barata, um sistema onde para transportar uma pessoa de 100Kg precisamos de mover uma massa de 1500Kg, onde um veículo para 5 pessoas 90% das vezes leva só 1. Um sistema irracional.
Uma scooter, mesmo a gasolina, é uma melhora fantástica em termos de eficiência energética em relação ao carro, uma bicicleta eléctrica nem se fala. São tecnologias que existem e não necessitam de novas infraestruturas que custam milhões, não precisam de governos visionários para serem efectivas, precisam é de pessoas que saibam adaptar-se e que sejam minimamente independentes.
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Mais uma argolada do sócrates com s pequeno (não confundir com o filósofo)
Pelos vistos anunciou redução do imposto automóvel para o veiculo movido a electricidade. Esqueceu-se que os veiculos movidos a electricidade já não pagam imposto automóvel actualmente.
Tristeza
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“Entretanto nesse espaço de tempo fica a ideia, que temos alguém preocupado em arranjar soluções para o problema crescente dos combustíveis e fica a ideia que a Renault/Nissan, é uma marca de automóveis mais avançada tecnologicamente que as outras.”
Exacto. Ficam duas ideias verdadeiras. Nada mau. E sobretudo algo que acontece raramente.
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A Renault/Nissan compromete-se a fabricar e entregar milhares de carros eléctricos a Portugal, a Israel e à Dinamarca.
Vai baldar e não entrega nada.
A imagem da marca não é beliscada.
Tudo isto foi decidido pelo top management francês e japonês.
Isto deve ser lógico e eu devo ser estúpido.
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9 valores
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Eu não vou de scooter porque está a chover.
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Mais uma cacha para entreter jornalistas. É preciso mostrar que o Governo decide e tem projectos, quantos mais melhor.
Mais uma vez os Portugueses confundem produtividade com estar ocupado.
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Eu vou comprar um em preto e com vidros fumados (já comprei os óculos tipo moscardo).
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É. Os carros não são eléctricos.
Os carros não são suficientes.
Os carros são caros.
Pagam Imposto? Somos contra.
Não pagam Imposto? Também somos contra!
O Socrates enganou-se? Porreiro pá!
O Sócrates não se enganou? Somos contra
As notas melhoraram? Somos contra.
Os exames…Porra, somos contra!
Não vai haver electricidade? Porreiro pá!
A gasolina está cara? Pudera!, o Governo bão baixa o Imposto!
Impostos? Somos contra.
Só somos a favor do Imposto sobre os outros! Porreiro, pá!
Viva o nacional-botabaixismo!!!
PS – Viva o IPOD da Apple! Porreiro, pá!
MFerrer
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“Entretanto nesse espaço de tempo fica a ideia, que temos alguém preocupado em arranjar soluções para o problema crescente dos combustíveis e fica a ideia que a Renault/Nissan, é uma marca de automóveis mais avançada tecnologicamente que as outras.”
Quem disse que o Governo não tinha ideias? Pelo menos resta-lhe isso.
Já não é tudo mau.
Espero que a próxima ainda seja melhor.
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Foi por ter ideias que a Microsoft celebrou acordos com o Governo.
Portugal é mesmo conhecido na UE por ter mais ideias há mais tempo. É a chamada potencia ideal ou ideia de potência ou ideia da ideia ou potência da potência.
Prontos, país de emigrantes
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A quem tenha dúvidas de que os veículos eléctricos já estão isentos de imposto, sugere-se que veja a página 14 [deste] documento.
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Caro C. Medina Ribeiro,
mas ninguém tem dúvidas, já foi aqui explicado ontem:
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Portugal nao é o unico país a ter esses acordos com a Nissan. Também a Dinamarca e Israel.
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JERUSALEM – Israel moved ahead Monday with an ambitious plan to build the world’s first electric car network by 2011 – with a half-million recharging stations crisscrossing the tiny nation.
Supporters hailed the undertaking as a bold step in the battle against global warming and oil dependency.
In a signing ceremony with a joint venture run by automakers Renault and Nissan, Israel’s leaders pledged to provide tax incentives to customers to make the country’s cars fuel-free. The Renault-Nissan Alliance will provide the electric vehicles, and a Silicon Valley-based startup called Project Better Place will operate the massive recharging grid.
http://www.nydailynews.com/news/us_world/2008/01/22/2008-01-22_batteryrun_vehicles_12million_charging_s.html
Ó malta, se os judeus querem o carro electrico é porque ele deve ter pernas para andar..lol
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“A realidade, é que daqui a dois anos, não vai haver nenhuns carros eléctricos, nem redes abastecedoras para esses carros, nem de certeza o primeiro ministro será o mesmo.”
Esta frase poderia ser proferida por Medina Carreira
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Isso são países atrasados.
Israel?
Dinamarca? Aquele onde o Reino cheirava mal? Por amor de Deus!
Nós cá, os espertos, que pouco mais temos do que a 4ºa classe atrasada, nós é que sabemos o que é bom para o País!
Governo? Um bando de inúteis! De corruptos que até compraram poucos submarinos!
Isso é que a malte curte. Submarinos, sim senhor!
Agora energias alternativas, estudar matemática, investir nalguma coisa que produza emprego, isso está quieto.
Só para saberem que em Israel, no dia seguinte à assinatura do acorco com a R/N se formou de imediato uma cooperativa aberta a todos os sócios que queiram investir, para garantir a tal rede de abastecimento de 500 postos ( e não de 500.000, como está aí nesse texto americano…)
Aqui em Portugal ? Aqui, a malta está à espera que um banco abocanhe o negócio para depois irmos dizer que os bancos são uns gatunos e que afinal a electricidade é 3 vezes mais cara…
Tchau!
MFerrer
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“A realidade, é que daqui a dois anos, não vai haver nenhuns carros eléctricos, nem redes abastecedoras para esses carros, nem de certeza o primeiro ministro será o mesmo.”
Só um bruxo fala em realidade daqui a dois anos.
E que nos arraiais já não vai haver carros eléctricos.
E que já sabe o resultado das eleições.
O Miranda arranja cada bengala…
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C. Medina Ribeiro Diz:
” Mas, numa primeira etapa tecnológica (funcionamento em zonas restritas), é, não só é viável, como já existe em vários países:
Empresas de Correios, de manutenção (de água, gás, electricidade), aeroportos, bases militares, grandes superfícies comerciais, etc.”
Curiosamente, fui o primeiro a dizer que desde serviços públicos, a empresas, podiam utilizar o carro eléctrico e mostrei até um link para outro tipo de carro (movido a pressão de ar. Não protótipo, mas existente e a circular).
Fui um bocado gozado, o que me levou a pensar que se calhar nem existem tantos serviços públicos assim , nem igualmente empresas.
Os exemplos mais concretos que deu, vieram dar mais luz. Neste caso, eléctrica.
Deixo aqui, entretanto, um modelo de luxo para quem quiser comprar e não esperar pelos 4.000
Trata-se do Tesla Roadster.
Curiosamente, neste automóvel eléctrico, tem contribuído financeiramente algumas das pessoas mais conhecidas a nível mundial a nível de internet, como sergey brin e o outro rapaz (nunca me lembro do nome, ehe), um que foi do e-bay, e por aí fora.
Ahhh, se não ouvirem o carro a fazer muito barulho na estrada não se admirem. Curiosamente, é mesmo assim. Sendo eléctrico não faz barulho como os outros com motores.
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Gabriel Silva,
Tem razão; embora o texto seja o mesmo, o URL que indica é melhor (mais actual).
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A razão porque estes carros terão mais possibilidades em paises como Portugal, Israel e Dinamarca, é simples.
Curiosamente, e ao contrário de outros países, a distancia entre localidades é pequena.
E as cidades são relativamente pequenas também. Compare-se com outras como LA e seria preciso o carro reabaster a meio para andar de uma ponta à outra da cidade. Tal não acontece em nenhuma das cidades dos países referidos (Portugal, Israel, Dinamarca).
Muitas localidades estão a distancia relativamente curtas umas das outras. Como o “grande Porto ” e a “grande Lisboa”, com cidades a seguir umas às outras.
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“Compare-se com outras como LA e seria preciso o carro reabaster a”
LA é Los Angeles, e com “reabaster” queria escrever reabastecer.
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“Compare-se com outras como LA e seria preciso o carro reabaster a meio para andar de uma ponta à outra da cidade.”
Mas enquanto LA, tal como todas as cidades americanas, tem muito espaço para, se for caso disso, encostar e reabastecer sem parar todo o transito aqui não o há. Então ou se diminue drasticamente o raio de acção útil do carro eléctrico para se poder contar com uma boa margem de segurança ou os Tazers novos dos Srs Agentes da Autoridade podem vir a ter toda uma nova utilidade de que nem os inventores deles alguma vez se lembraram 😉
– Falta de gasolina?
– Não. Falta de pilhas! 😉
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Sao Francisco parece que quer fazer acordo com a Nissan e o Hawai
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Teremos muita sorte se daqui a dois anos, a maioria dos Portugueses conseguir comer uma refeição por dia…
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O poste é muito ligeiro.
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Bem me parecia que a negociata trazia “água no bico”…
Entrevista do “Diário Económico” Carlos Ghosan CEO da Renault
Já se fizeram carros eléctricos, mas nunca foram bem-sucedidos. O que é preciso fazer para mudar este cenário?
Um carro eléctrico tem uma bateria que precisa de ser carregada de energia, tal como um depósito precisa de ser abastecido com combustível. Para que estes carros sejam um sucesso, é preciso haver economia, ou seja, abastecer uma bateria tem que sair mais barato do que encher o depósito de gasolina.
Como é que se vai encontrar essa economia?
É preciso estudar cada um dos mercados/países em particular. É necessário comparar o custo da gasolina por quilómetro e da energia por quilómetro. Mas estou confiante, pois na Europa existe muita energia eléctrica e várias formas diferentes de a obter (eólica, hidráulica, solar, nuclear, etc).
Quem compra o carro eléctrico tem que comprar várias baterias?
Não. O cliente é dono do carro, mas não da bateria. O sistema irá funcionar da seguinte maneira: o cliente paga uma taxa mensal que lhe permite “atestar” a bateria 20 vezes, nos diversos postos de abastecimento. Caso precise urgentemente de uma bateria, pode também chegar a um posto e trocá-la por outra. É inevitável que os sistemas de vendas mudem.
Quando vamos ter à venda carros eléctricos?
A tendência é para que as vendas arranquem para os clientes empresariais e só depois aos particulares. Em 2012 vamos ter vários modelos de carros eléctricos, com um design ‘sexy’ e tecnologia Nissan nos países que tiverem feito acordo connosco. O primeiro acordo já está assinado com Israel, que começa a receber os carros em 2010.
A Nissan vai produzir somente os carros?
Não vamos limitar-nos a produzir apenas o carro e a bateria, pois queremos estar envolvidos também na rede de distribuição e nos postos de recarregamento das baterias. Se for preciso fazemos uma ‘joint-venture’ em cada país.
E há outros fabricantes a apostas nestes carros?
Estamos na linha da frente na produção de carros eléctricos em termos de inovação, contratos assinados e produtos. Garanto que em 2010 vamos ter carros a energia eléctrica em Israel, onde as infra-estruturas se estão a adaptar aos carros da Nissan. Somos a única empresa no mundo que já se comprometeu a fazê-lo oficialmente. Em relação aos outros fabricantes, não sei o que estão a fazer. Mas nos países onde já tivermos o sistema Nissan implementado, quem chegar depois vai ter que se adaptar.
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A mim quem me tira o V8 a roncar às 7500RPM, tira-me tudo!!! Jámais!! Andar ali de teco-teco sem a alma e o coração a mexer!!
E para que o tal senhor Ghosn saiba jámais compraria um Renault que sempre teve motores electricos!!!
É todo um mundo que desaba…não mais falar em pistons, segmentos, capas de bielas, bomba injectora e passar a falar em bóbine, stator, arrancador…
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