Hoje, no JN
Paulo Morais fala “De um outro Aleixo” (sem link), descodificando a tão eufemisticamente chamada ‘requalificação’ do bairro do Aleixo:
«Esta operação, em que se pretende extinguir (e bem!) o tráfico de droga, através de um outro tráfico (o dos terrenos), não faz qualquer sentido. Em primeiro lugar, porque as câmaras não devem, por uma questão de princípio, envolver-se em negócios imobiliários. Não é esta a sua missão estratégica. Devem tratar da manutenção do espaço público, da segurança dos edifícios, dos jardins e parques, de todo o tipo de infra-estruturas. Mas não podem envolver-se em negócios de privados, numa promiscuidade contrária à transparência que a gestão pública obriga.
Em segundo lugar, porque o negócio revela-se desastroso para a cidade, sob o ponto de vista económico. Com efeito, a troco do realojamento de 300 famílias, que custaria à câmara cerca de sete milhões de euros, está a entregar-se a um privado um terreno, em zona privilegiadíssima do Porto, que vale muito, mas muito mais».

numa cidade como o Porto, em que a Câmara é dona de milhares de casas, essa posição é mesmo realista! O jeito para números também é notável: o custo de realojamento por família é de 23.333 euros? é pena não ter resolvido o problema quando tinha essa responsabilidade, mas suspeito que é por ter ideias erradas sobre os números que não o conseguiu.
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Deixem-me ver se percebi bem: o culpado é o Rui Rio e o Luis Filipe Vieira!!!
Acertei?
Foi fácil.
É a resposta certa aos últimos 400 posts do CAA…
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Preso por ter cão e por não ter!
Se nada é feito para acabar com os Guetos = Irresponsável e Insensível.
Se procura uma solução que ponha termos a um centro de trafico e criminalidade = Mafioso e Vendido aos interesses privados!
É caso para dizer…ORGANIZEM-SE PORRA!
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«Se procura uma solução que ponha termos a um centro de trafico e criminalidade = Mafioso e Vendido aos interesses privados!»
Pois é! Foi o que RRio disse em 2001 quando os socialistas queriam fazer a negociata em que ele agora se empenhou…
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«… é pena não ter resolvido o problema quando tinha essa responsabilidade, mas suspeito que é por ter ideias erradas sobre os números que não o conseguiu.»
Estou em crer que suspeita mal. Aliás de números percebe Paulo Morais que é professor de matemática…
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ou seja, se o PS sugeriu e o RR não aceitou, agora vamos fazer o mesmo..?!
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Sete milhões para realojar 300 famílias até pode ser um montante suficiente. Na verdade, é perfeitamente possível construir habitações de 50 m2 por 23 mil euros, desde que com telhados em chapas de zinco, paredes em adobe, pavimentos em cimento, janelas em plástico, portas em bambu, etc.
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E a resposta ao primeiro post – o dos 23.333 euros! Não consegue rebater, caro CAA?
Essa parece fácil, pois é bastante objectiva! Ou é você que não tem jeito para os números!
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Caro Carlos Amorim,
Saber matemática garante que sabe fazer contas melhor do que nós. Mas também os contabilistas têm muito jeito para números e sabem o custo de tudo mas não sabem o valor de nada.
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Nuspirit Diz:
“Na verdade, é perfeitamente possível construir habitações de 50 m2 por 23 mil euros,”
Se é, não só possível como está legalmente consagrado incluindo a necessidade de respeitar e integrar todas as novas normas que anualmente vão sendo inventadas, dar habitação independentemente da área ou do numero de ocupantes por 30 ou 40 euros mensais, ou 300 ou 400 anuais conforme preferir, também têm que ser possível construir habitações por menos do que o valor mencionado. 🙂
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Rebatido o 2º argumento – de tão imbecil, indefensável.
Vamos ao 1º
“as câmaras não devem, por uma questão de princípio, envolver-se em negócios imobiliários. Não é esta a sua missão estratégica”.
A alternativa é ficar a ver? Esperar que o Governo (especialista, como sabemos, destas matérias) trate do assunto!?
O homem arranjou forma de, a baixo custo para a câmara (ou nenhum), dar outras casas às pessoas, integrá-las na sociedade, e não “guetizálas”. Ocupar edifício devolutos no centro da cidade, dar-lhe vida, separar as pessoas “problemáticas”, etc, etc, etc – enfim, tudo o que se diz que deve ser feito.
E vem agora um gajo que lá esteve, e nada fez, dizer que não é incumbência da câmara!
E mesmo que os 7 milhões dessem (???), a crítica não está em o fazer, mas em não ganhar dinheiro com isso – é incrivel!!!
Anda tudo parvo, ou quê?
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Um comentário rápido porque estou com pressa e ainda nem tive tempo de colocar online alguns posts que tenho pendentes n’A Baixa do Porto…
Não é fácil calcular o custo do realojamento porque não se trata de dar casas (para sempre portanto), mas sim de proporcionar habitação apenas enquanto precisam. Eu não tenho dados para fazer uma estimativa realista. Não sei se alguém tem.
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Ou seja, as casas que o investidor vai reabilitar ficam de facto a pertencer (permanentemente, portanto) à CMP, e valem muito mais do que os 23.333 euros cada. O que eu digo é que o custo apenas de realojar temporariamente as pessoas (só enquanto precisam) não é fácil de calcular.
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Não há volta a dar. Lembro-me sempre do túnel.
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O senhor atrás do pacote é o Rui Rio?
Será que o CAA, cansado de lhe bater, prefere agora variar, através do pacote?
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“as câmaras não devem, por uma questão de princípio, envolver-se em negócios imobiliários”
Isto é uma posição totalmente irrealista. As Câmaras têm poder urbanístico (de decidir se em determinada zona se constrói ou não se constrói, se se constrói vivendas ou prédios, se se constrói prédios altos ou baixos), portanto, irremediavelmente, estarão sempre envolvidas em negócios imobiliários.
Sempre que uma Cãmara decide que num determinado terreno se poderá construir, está ipso facto a participar num negócio imobiliário.
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“entregar-se a um privado um terreno que vale muito mais”
Esta frase não está bem correta. O terreno não tem um valor absoluto e invariável. O valor do terreno depende daquilo que a Cãmara nele autoriza a construir. No caso vertente, a Câmara dará autorização para construir no Aleixo moradias. O terreno terá então um valor, o qual será superior àquele que teria se a Cãmara nele não autorizasse a construção, mas inferior àquele que teria se a Câmara nele autorizasse a construção de prédios.
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«Pedro Diz:
24 Julho, 2008 às 2:59 pm
Rebatido o 2º argumento – de tão imbecil, indefensável.»
V. não rebateu nada. O custo tem de levar e linha de conta a participação do Estado de acordo com os programas em vigor. As contas estão a ser apresentadas como se o construtor tivesse de arcar com os custos sozinho – o que não vai acontecer.
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A posição que Paulo Morais deveria defender, pois que corresponderia a uma total transparência negocial, corresponderia ao seguinte:
– A Câmara do Porto desenhava o ubanismo do futuro Aleixo: moradias com uma certa altura e volumetria;
– Seguidamente, a Câmara do Porto puna a leilão os terrenos do Aleixo, paa que os diversos promotores imobiliários pagassem por eles o melhor preço possível – sujeitos a neles construir apenas e tão-somente aquilo que a Câmara para eles tivesse previsto;
– Com o dinheiro no bolso, a Câmara do Porto procedia ao derrube das torres, à reinstalação dos seus moradores alhures, e à instalação das infraestruturas no Aleixo, e ainda ficaria a lucrar.
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«O homem arranjou forma de, a baixo custo para a câmara (ou nenhum), dar outras casas às pessoas, integrá-las na sociedade, e não “guetizálas”. Ocupar edifício devolutos no centro da cidade, dar-lhe vida, separar as pessoas “problemáticas”, etc, etc, etc – enfim, tudo o que se diz que deve ser feito.»
Pronto, já consegui parar de rir…
Será que é assim tão difícil enxergar que a única coisa que motivou o negócio é o valor do terreno onde está o Bairro do Aleixo? Que isto é um negócio de terrenos para construção e a demolição e transferência de pessoas um simples dano colateral? Tal como já acontecia com o projecto da dupla Cardoso / Gomes?
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Vamos a ver:
O Paulo Morais é um homem estruturalmente sério mas tem uma visão afunilada do que o rodeia e acha que à sua volta só há corruptos. Mas já devia ter percebido que não é bem assim. O CAA é amigo dele.
O Paulo Morais fez parte do executivo no 1º mandato do Rui Rio e a partir de certa altura assumiu o pelouro do urbanismo. Como já nessa altura achava que só havia corruptos, nomeadamente nos serviços da câmara, especialmente nos serviços da câmara, o Paulo Morais decidiu acabar com a corrupção. Como? Deixou de haver aprovações. Não havia processo que dali saísse: nem os que cheiravam a esturro (e havia e com certeza ainda haverá por lá muitos a cheirar a esturro) nem os que não cheiravam a nada. Simplesmente parou tudo. O CAA é amigo dele e acha, erradamente, que se o urbanismso funcionou bem, foi quando o Paulo lá estava. Mas o CAA destas coisas percebe pouco ou mesmo nada. Enfim, dá uns palpites. Mas é amigo do Paulo.
Ao fazer as listas para o 2º mandato, o Rui Rio escolheu quem quis e não quis o Paulo. O Paulo, como sabe que o Mundo é comandado por corruptos, viu logo ali a mão do lobby da construção e toca a disparar mensagens do tipo “eu sei porque fui encostado”. Ele até terá razão e não me admiraria que tenha havido muito construtor satisfeito com a mudança. Mas o Paulo nãp percebeu uma coisa simples: ele ficou fora porque não era a pessoa mais indicada para a função. Aliás o Paulo esqueceu-se que no 1º executivo ele não foi escolhido para o urbanismo. O CAA, que é amigo do Paulo, não percebeu nada disto mas, como é amigo do Paulo, faz de câmara de ressonância das queixas do Paulo (e que camara de ressonancia!…).
Mais, o CAA como é amigo do Paulo e acha que “inimigo do meu amigo é meu inimigo”, passou a inimigo do Rui Rio. Não percebeu que o Paulo não é inimigo do Rui mas, fazendo disto uma questão quase de fé (…) o CAA passou a meter o Rui Rio no mesmo saco do Benfica e da ICAR e a dar-lhes pancada com a mesma convicção.
O Paulo sabe de matemática. O CAA é amigo do Paulo mas de matemática não sabe nada. Mas como é amigo do Paulo e não sabe fazer contas, reproduz, sem pensar muito no assunto, que realojar 300 famílias 7M euros, ou seja 23m euros por família, uns 4700 contos. Mas como o que os jornais trazem costuma ser verdade (!), se o Paulo escreveu no JN que seriam só 7 milhões, então é porque seriam. E afinal o Paulo é professor de matemática. E o CAA é amigo dele.
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Agora um exercício de realidade alternativa:
Vamos imaginar que o Rui tinha escolhido o Paulo para o Urbanismo. O CAA continuava a ser amigo dele e estaria aqui a dizer que o Paulo era o maior porque tinha finalmente arranjado uma solução para o Aleixo.
O homem percebe pouco destas matérias mas há que reconhecer que é amigo do amigo.
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Luis Lavoura,
A Câmara não tem nada que desenhar moradias ou aranha-céus. Basta limitar-se a autorizar o que está previsto pelo PDM do Porto aprovado pelo Vereador Paulo Morais, mais nada. Quem tem de desenhar é quem vai fazer o projecto de arquitectura depois de ficar com o terreno.
Um concurso público é uma forme de leilão, vai ganhar quem der mais.
Era mais simples,de facto, mas a Câmara quer condicionar a utilização do terreno ao realojamento dos actuais moradores.
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“é assim tão difícil enxergar que a única coisa que motivou o negócio é o valor do terreno onde está o Bairro do Aleixo?”
Claro que sim, e qual é o mal disso?
O Aleixo está num ponto privilegiado da cidade (tal como o Casal Ventoso em Lisboa…). Por isso tem valor potencial. É normal, e nada tem de criticável, que a Câmara do Porto tente rentabilizar o melhor possível os melhores (= mais apetecíveis) terrenos da cidade, deslocando para lá os bairros de moradias para ricos, em vez de os dedicar ao realojamento de pobres.
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francisco rocha antunes
Se aquilo que a Câmara faz é um concurso público, então está muito bem.
Não basta a Câmara realizar o PDM. Tem também que fazer um plano de pormenor. É assim que se faz (ou antes: que deve, por lei, ser feito) o urbanismo em Portugal. A Câmara tem que fazer um plano de pormenor para o terreno, no qual preveja as ruas, os parques, as áreas de estacionamento, etc.
Se é isto que a Câmara do Porto está a fazer, como depreendo do seu comentário, então está a fazer muito bem, e eu nada tenho a criticar-lhe.
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Luis Lavoura,
Presumo que o essencial da questão que colocou era a da capacidade construtiva e essa está definida pelo PDM. O índice aplicável é de 0,8. Nada mais simples e objectivo. Sem espaço para as tais negociatas.
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A solução proposta consiste, pois, em traços gerais e tal como foi anunciada por Rui Rio, na constituição de um Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII), cujo activo será o próprio Bairro do Aleixo, e encontrar, através de um concurso público, um parceiro privado que irá subscrever entre 70 a 90% de unidades desse fundo, ficando o remanescente para a autarquia.
Ou seja, meu caro CAA, é à autarquia que caberá uma percentagem desse fundo.
TIRADO DO SITE OFICIAL DA CM-PORTO.
Dá-me ideia que você não sabe do que fala, nem está interessado em informar-se.
Está tudo claro, e basta ir ao site – está lá tudo, homem!!!
Quanto a essa de não conseguir parar de rir dizendo:
” Será que é assim tão difícil enxergar que a única coisa que motivou o negócio é o valor do terreno onde está o Bairro do Aleixo? Que isto é um negócio de terrenos para construção e a demolição e transferência de pessoas um simples dano colateral? Tal como já acontecia com o projecto da dupla Cardoso / Gomes? ”
É realmente para rir. E que salutar é conseguirmos fazer isso de nós próprios!
Então o homem vai realojar as pessoa, depois de “receber” de privados, entre 70 e 90% desse custo, vai ter, como tal, de meter (até você que não é bom em contas faz esta!) – entre 10 e 30 %. Como pode ser benefíciado? Vai haver tumultos, pessoas tiradas à força pela policia, etc, etc, com o consequente desgaste eleitoral e você diz que a única coisa que motivou isto é um negócio!?
Então se o negócio, para a cãmara não é bom – que negócio é esse?
Não me diga que vai falar de interesses, dos grandes e poderosos, que o Rio vai embolsar umas massas, BLÁ, BLÁ, BLÀ.
Tolda-se-lhe o raciocínio quando não consegue distinguir, eventuais, questões pessoais das profissionais!
E não “ENXERGAR” isto é mau para a sua credibilidade – digo yo!
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O Dr Paulo Morais está a ficar muito parecido com o Saldanha Sanches! Não se trate, não…
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“No caso vertente, a Câmara dará autorização para construir no Aleixo moradias. O terreno terá então um valor, o qual será superior àquele que teria se a Cãmara nele não autorizasse a construção, mas inferior àquele que teria se a Câmara nele autorizasse a construção de prédios.”
Quem é que falou em moradias? O que existe ali é apenas o coeficiente de 0,8 do PDM, nada mais. Muito provavelmente vão ser torres, digo eu. E não vejo nisso mal nenhum, só por si. O que determina se um projecto é bom ou é mau (no sentido mais amplo, incluindo portanto adequação ao local e à envolvente) não é o facto de serem torres ou moradias.
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O que a mim me faz mais impressão é que a Câmara tenha juntado três questões diferentes num só concurso: a venda do Aleixo (que neste caso vai ser “paga em géneros”), a reabilitação dos seus imóveis no Centro Histórico, e o realojamento dos moradores do Aleixo, que deveria ser tratado família a família, independentemente, com recurso a arrendamento no mercado. Ver aqui:
http://porto.taf.net/dp/node/4270
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É este o link
http://jn.sapo.pt/blogs/jnverao/default.aspx
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“O Aleixo está num ponto privilegiado da cidade (tal como o Casal Ventoso em Lisboa…)”
Talvez mais parecido com o Alto da Bela Vista (onde se faz o rock in Rio). Com vista fantástica para o Tejo oriental, lezíria, Montijo. Suspeito que até para ver os aviões a levantar no novo aeroporto (esta é para picar as pessoas do Porto). Está ocupada por ciganos, porque “há trinta anos que tinham ali a barraca, logo não aceitaram sair dali”.
E Chelas – se bem que este mais antigo. As zonas nobres do urbanismo das cidades é ocupada com habitação social e a classe média vai viver para o Fogueteiro para demorar uma hora e meia a entrar na cidade para vir trabalhar para pagar aquilo tudo.
Quem paga a casa, escolhe onde quer viver. Quem tem casa de borla paga pela comunidade só deve ter casa onde a comunidade achar que convém. Sujeita-se. É a vida. Agora dado e arregaçado…
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Quanto a custos o melhor é ler isto antes de falarem
Click to access 0864108642.PDF
vamos supor que em mádia cada uma das 300 famílias vai ter um T3
300X72543= € 21.762.900 Quase 22 milhoes de euros .
É muito, não?
Só um pequeno pormenor: se se tratar de reabilitação de casas em zonas históricas, etc. aquele valor multiplica-se por 1,5= € 32.644.350
Parece que a poupança de Rio vai por água abaixo.
Aqueles valores incluem o valor do terreno, ora a Câmara do Porto tem terrenos, no Aleixo, por exemplo.
É uma negociata sim senhor, mesmo que não sejam os 7 milhões de que Paulo Morais fala.
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Suponho que toda a gente entendeu que fica mais barato fazer novo que reconstruir. Até porque no Aleixo a câmara já é dona do terreno.
E, ali não estamos a falar de trastes, são pessoas.
G>ostava de saber se algum dos comentadores que defendem tanto a lógica mercantilista pura achava piada a os seus pais terem de mudar de casa aos 70 e mais anos,
É gente porra! Há gente má, sim, mas imensa gente boa, apenas ignorantes.
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As pessoas do Aleixo, já estavam avisadas, pelos autarcas anteriores. Votaram Rio porque Rio lhes prometeu que não saíam dali.
Ora porra p’ró Rio.
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Fado Alexandrino,
Esse link é da entrevista do Paulo Morais que saiu no domingo. O artigo publicado hoje é que não tem link. Ou não o encontrei.
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Winston Smith,
O seu texto está bem esgalhado. Nem tudo é verdade mas nem tudo é mentira.
No que me não diz respeito, pessoalmente, a mentira maior é a sua versão da não-escolha de PM para a lista do 2.º mandato de Rui Rio. Acompanhei o caso de perto e não foi nada disso.
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“Gostava de saber se algum dos comentadores que defendem tanto a lógica mercantilista pura achava piada a os seus pais terem de mudar de casa aos 70 e mais anos,”
Caro Pendulo,
Eu não estou a pairar sobre uma realidade com a qual nada tenho a ver. Eu pago impostos para sustentar este e outros circos. Tenho direito a defender o meu ponto de vista, pois eu contribuo. Eu pago. E porque pago tenho direitos para lá de do acto de pagar. Não estou aqui apenas a largar bitates sobre a casa dos outros, paga pelos outros. Estou a falar na casa dos outros paga por mim.
Se qualquer beneficiário da habitação social diz coisas como “não saio daqui porque foi aqui que morreu a minha mãezinha” – uma velha, provavelmente com mais de 70 anos alinhavou este profundo argumento logo no primeiro dia de recolha de depoimentos televisivos -, eu tenho o direito de afirmar que isso não é argumento suficiente. Obviamente. Até porque a maezinha dela deve estar no cemitério.
Porra, pá, só há apelos à “humanidade e à “decência” no sentido do beneficiário.
E ter alguma consideração “humanista” e “decente” em benefício de quem paga … contrariado, ainda por cima ?
Ou na constituição está lá alguma alínea na parte da habitação que refira “com vista para o rio” ?
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Não me choca que a CMP tenha lucro na venda de um terreno que deve estar integrado no domínio privado municipal, desde que o lucro seja utilizado na prossecução de um interesse público a que a CMP está legalmente obrigada.
Choca-me, outrossim, é a porra da HIPOCRISIA do RR!
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CAA Diz:
24 Julho, 2008 às 8:00 pm
” No que me não diz respeito, pessoalmente, a mentira maior é a sua versão da não-escolha de PM para a lista do 2.º mandato de Rui Rio. Acompanhei o caso de perto e não foi nada disso. ”
Essa é daquelas que nunca ninguém vai saber, certo? Eu até admiti que tenha havido quem tenha ficado contente com a não-escolha. Mas isso é absolutamente normal assim como é normal que haja lobbying onde há interesses (que podem muito bem ser legítimos).
Mas a mim não me convencem que o RR não escolheu o PM porque não o deixaram ou porque lhe pagaram para isso.
E basta falar com quem quer que tenha relações com o urbanismo da câmara para saber que as coisas no tempo do PM simplesmente não funcionavam (declaração de desinteresse: não tenho qualquer relação com a CMP, excepto o pagamento da rampa da garagem todos os anos).
Ser sério é fundamental. Concordo e tenho a certeza que o PM é. Mas não chega.
Já esta obsessão de atacar tudo o que tenha a ver com o RR parece-me pouco séria. E quando se diz coisas como “nos bairros sociais não se faz nada desde que o Paulo veio embora” então já entramos no campo do ridículo… (e não valem argumentos do tipo “eu passo pelos bairro X todos os dias” porque eu por acaso até passo e vejo bem o que tem feito).
Isto não invalida toda uma série de críticas ao RRque são bem merecidas. Mas quando o fazemos por “default” perdemos credibilidade. Mas isso fica com cada um.
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