Acumulação de funções no sector da saúde.
29 Julho, 2008
Pela actualidade do tema, poderá ter interesse reler o texto “Acumulação de funções no sector da saúde“, de 11/01/2007.
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Pela actualidade do tema, poderá ter interesse reler o texto “Acumulação de funções no sector da saúde“, de 11/01/2007.
Aqui se julgará uma das maiores batalhas contra as Corporações…..médicas.
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A ministra já veio dizer que o asunto “só” está em cima da mesa. Vão reunir e depois ver-se-á´.
Sócrates nâo tem capacidade para enfrentar a Ordem. Seria uma das 1ªs medidas positivas do PS.
Eles fogem para o privado. Que vão. Não dá para todos, e os que ficarem no público serão os melhores, não correm atrás do dinheiro.
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Análise séria!
Parabéns!
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os médicos querem é tacho e que ninguém os chateie lá no reinozinho deles q são os hospitais públicos onde eles vão nos intervalos para descanso da clínica privada…
quem pode … pode…
off-topic:
informação útil a divulgar:
quem quiser acompanhar pelo telemóvel de forma GRATUITA os live scores da liga pode consultar este link:
e seguir as instruções…
RM
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Idealmente seria positivo que quem trabalho no privado não trabalhe no público. Mas não há médicos suficientes para tudo. E nalgumas especialidades o SNS entraria em colapso pois quase todos os médicos iriam para o privado. Mesmo sem essa divisão há hoje hospitais que têm de recorrer a parcerias com empresas para terem determinadas especialidades.
Exemplo 1)a Radiologia nalguns hospitais do Estado é explorada por empresas privadas.
Exemplo 2)a Oftalmologia no H. Vale do Sousa é explorada por uma empresa privada.
“Eles fogem para o privado. Que vão. Não dá para todos, e os que ficarem no público serão os melhores, não correm atrás do dinheiro.”
Cmo o João Miranda lhe explicaria melhor do que eu, os melhores são os que têm mais oferta: Os que melhor operam, são os que mais operam. No público ou no privado. A diferença é que no público ganham todos o mesmo (2.000€/mês), no privado os melhores ganham 20-25 vezes isso. Por isso não se iluda, no público vão ficar os que não têm procura na privada. E o SNS ficaria como os hospitais públicos nos U.S.A.
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Há médicos que não pensam só no dinheiro, mas no gosto do que fazem. Chame-me utópico ou irrealista.
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O verdadeiro descalabro na saúde não é fácil de explicar. O nível da maior parte dos hospitais tem caído progressivamente.
Antigamente havia sempre umas personalidades de nomeada para salvar a honra dos conventos (ex. o Prof. Gentil Martins, excepcional cirurgião pediátrico e muitos outros que fizeram história). Actualmente são cada vez menos (ainda existe o Prof. Manuel Antunes nos HUC que por acaso gere o seu serviço de forma completamente independente e poucos mais).
A aprendizagem nos hospitais centrais tem declinado a olhos vistos, o que conta são os números dos actos médicos e cirúrgicos como se tratasse de fábricas de sapatos. Como é óbvio há muitas situações em que menos intervenções, menos medicamentos, menos cirurgias, significa apenas melhor saúde.
As carreiras médicas são uma sombra da estrutura que guindou o sítio a uma posição invejável no contexto internacional. Os centros de saúde, a maioria das pessoas sabe como é, mas os expatriados sabem mais porque têem termos de comparação.
A táctica de fazer privada ao lado do centro de saúde permite tudo. O utente está na mão do tipo/a, atestados médicos, requisições de todo o tipo para obter a comparticipaçãozinha. As policlínicas soviéticas são o modelo encapotado duma escravização ideológica que se paga muitas vezes com a vida. Consultas dilatadas no tempo, diagnósticos precoces falhados, arrogância e negligência a dar com um pau. Como é que os tipos se actualizam se as viagens aos países tropicais e ao Algarve são pagos pelas multinacionais farmacêuticas e não só? Passam décadas sem pôr os pés numa verdadeira sessão de formação já que as reuniões na esmagadora maioria desses tais centros são para discutir questões administrativas de mulheres a dias, sem desprimor para essas incansáveis profissionais que por enquanto ainda não foram nacionalizadas.
O embuste consiste em pôr o próximo post a declarar o contrário pelos que comem na mangedoura não só os médicos.
A treta da falta de médicos é um filão, vejam o ratio médicos/população e entendam uma vez por todas. Se um profissional faz metade do que deve vamos tirar a conclusão de que são precisos dois para as mesmas tarefas. Querem fazer de todos uns atrazados mentais. Por isso, se este governo tivesse de facto a intenção de separar de vez público do privado faria muito bem. Teria porém, em simultâneo, de assegurar de facto a liberdade de escolha e retirar qualquer forma de penalização encapotada aos que escolhem a privada. Vai falar muito nisso de modo a encobrir a inépcia, talvez renda alguns votos dos que andam revoltados com a falta de assistência e com os “azares” que são cada vez em maior número. Nada mais.
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Não sei porque tanta discussão. O Estado que pague em condições e terá, sem dúvida os melhores, mesmo exigindo exclusividade.
Mas exclusividade a este preço? NÃO ME FAÇAM RIR!!!!
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Calma aí, para o que a maioria deles anda a fazer nos centros de saúde já ganham um exorbitância. Marcar uma consulta para daqui a três meses e depois mal olhar para o desgraçado e rabiscar uma receita no pc, toma lá que se faz tarde.
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Sei de um hospital que, para não pagar melhor a médicos que vão exercer funções de direcção de serviço, os contrata com horários de 20 horas, metade dos horários daqueles que vão dirigir.
Com esta forretice…..
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Ourição Diz:
29 Julho, 2008 às 11:29 pm
… Se um profissional faz metade do que deve…
Quem lhe diz isso? Já esteve num hospital? Já viu como a generalidade das pessoas trabalham?
Quem é V. Exa. para definir “o que cada um deve trabalhar”. Acaso alguém lhe está a dizer como deve exercer a sua profissão?
Meta-se na sua vida, porra…
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“Há médicos que não pensam só no dinheiro, mas no gosto do que fazem”
O gosto pelo que fazem é o traço essencial dos bons médicos. Só assim conseguem evoluir na sua profissão. É esse gosto que os faz querer todos os dias ser melhores profissionais. Mas não se iluda, JM Faria.
Pense em si e na sua profissão. Se puder fazer o mesmo que faz, com o mesmo gosto, e no sitio A ganhar 10 e no sitio B ganhar 100, vai ficar no A porquê? E se ainda por cima no A não tiver boas condições de trabalho, se não houver investimento em novos aparelhos, se sentir que no sitio A além de ganhar menos está a estagnar, vai ficar no A porquê?
“ainda existe o Prof. Manuel Antunes nos HUC”
O Prof. Manuel Antunes não é exemplo, porque como diz o Prof. Manuel Antunes gere o seu serviço de forma independente. Os seus colaboradores trabalham em dedicação exclusiva mas não ganham 2.000€/mês. Se o SNS pudesse pagar a todos os seus colaboradores o que ganham os médicos que trabalham com o Prof. Manuel Antunes, muitos dos melhores ficariam no SNS. Só que não há dinheiro para isso. É tão simples quanto isso.
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O problema todo com os médicos, é que são vistos como uma classe favorecida. Logo, levanta-se a invejazinha tipicamente portuguesa. Fosse um metalomecânico muito bom, que fosse convidado para dar umas workshops sobre soldadura e já era regulamentação fascizóide não deixar o homem ir passar conhecimento.
Pois acontece o mesmo com os médicos, são muitas vezes (nas suas horas privadas!) consultores do mais variado tipo de empresas e terão que o deixar de ser. Por outro lado, se o médico cumpre o horário de trabalho no SNS, porque não há de fazer horas na sua cliníca privada à noite?
“Ah, mas ele depois safa-se ao trabalho no SNS para ir para a cliníca” e mais uma vez observamos o mesmo reflexo. Se fosse um operário da AutoEuropa a vir para casa trabalhar na sua oficina, usando os cursos de formação que recebeu na empresa para proveito próprio, já só estava a desenrascar-se.
Miseráveis!
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Uma forma, encapotada, de terminar com o SNS, podendo, sempre, atribuir a culpa aos médicos, por terem optado por exercer medicina em unidades privadas em detrimento do SNS.
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Uma forma, encapotada, de terminar com o SNS, podendo, sempre, acusar os médicos de terem optado por exercer medicina em unidades privadas em detrimento do SNS.
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S. G., Calma, não me estava a referir a médicos hospitalares. Na minha profissão vemos os médicos que trabalham e os outros, os que foram para os congressos, os que estão grávidas, os que foram não sei onde, pergunte aos desgraçados que vão aos centros de saúde. Se o S. G. pensa que não é possível definir “o que cada um deve trabalhar”, então já não vive neste século.
“Fifty-seven indicators were found to be valid, feasible, reliable and discriminative in all participating countries. The instrument was able to determine differences in practice management within and between countries”. Testing a European set of indicators for the evaluation of the management of primary care practices. Family Practice Advance Access published online on October 21, 2005
Family Practice, doi:10.1093/fampra/cmi091
Richard Grol and col. Centre for Quality in Care Research (WOK), Radboud, University Nijmegen, The Netherlands.
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Ourição.
Tenho manhãs que consigo ver 14 doentes. Noutras apenas vejo 5. Será que nestas fui calaceiro?
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