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Acumulação de funções no sector da saúde.

29 Julho, 2008
by

Pela actualidade do tema, poderá ter interesse reler o texto “Acumulação de funções no sector da saúde“, de 11/01/2007.

17 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    29 Julho, 2008 18:17

    Aqui se julgará uma das maiores batalhas contra as Corporações…..médicas.

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  2. jose manuel faria's avatar
    29 Julho, 2008 18:37

    A ministra já veio dizer que o asunto “só” está em cima da mesa. Vão reunir e depois ver-se-á´.

    Sócrates nâo tem capacidade para enfrentar a Ordem. Seria uma das 1ªs medidas positivas do PS.

    Eles fogem para o privado. Que vão. Não dá para todos, e os que ficarem no público serão os melhores, não correm atrás do dinheiro.

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    29 Julho, 2008 18:48

    Análise séria!

    Parabéns!

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  4. RM's avatar
    29 Julho, 2008 19:52

    os médicos querem é tacho e que ninguém os chateie lá no reinozinho deles q são os hospitais públicos onde eles vão nos intervalos para descanso da clínica privada…

    quem pode … pode…

    off-topic:

    informação útil a divulgar:

    quem quiser acompanhar pelo telemóvel de forma GRATUITA os live scores da liga pode consultar este link:

    Resultados de futebol em directo no telemóvel

    e seguir as instruções…

    RM

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  5. ordralfabeletix's avatar
    ordralfabeletix permalink
    29 Julho, 2008 21:46

    Idealmente seria positivo que quem trabalho no privado não trabalhe no público. Mas não há médicos suficientes para tudo. E nalgumas especialidades o SNS entraria em colapso pois quase todos os médicos iriam para o privado. Mesmo sem essa divisão há hoje hospitais que têm de recorrer a parcerias com empresas para terem determinadas especialidades.

    Exemplo 1)a Radiologia nalguns hospitais do Estado é explorada por empresas privadas.

    Exemplo 2)a Oftalmologia no H. Vale do Sousa é explorada por uma empresa privada.

    “Eles fogem para o privado. Que vão. Não dá para todos, e os que ficarem no público serão os melhores, não correm atrás do dinheiro.”

    Cmo o João Miranda lhe explicaria melhor do que eu, os melhores são os que têm mais oferta: Os que melhor operam, são os que mais operam. No público ou no privado. A diferença é que no público ganham todos o mesmo (2.000€/mês), no privado os melhores ganham 20-25 vezes isso. Por isso não se iluda, no público vão ficar os que não têm procura na privada. E o SNS ficaria como os hospitais públicos nos U.S.A.

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  6. jose manuel faria's avatar
    29 Julho, 2008 22:06

    Há médicos que não pensam só no dinheiro, mas no gosto do que fazem. Chame-me utópico ou irrealista.

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  7. Desconhecida's avatar
    ourição permalink
    29 Julho, 2008 23:29

    O verdadeiro descalabro na saúde não é fácil de explicar. O nível da maior parte dos hospitais tem caído progressivamente.
    Antigamente havia sempre umas personalidades de nomeada para salvar a honra dos conventos (ex. o Prof. Gentil Martins, excepcional cirurgião pediátrico e muitos outros que fizeram história). Actualmente são cada vez menos (ainda existe o Prof. Manuel Antunes nos HUC que por acaso gere o seu serviço de forma completamente independente e poucos mais).
    A aprendizagem nos hospitais centrais tem declinado a olhos vistos, o que conta são os números dos actos médicos e cirúrgicos como se tratasse de fábricas de sapatos. Como é óbvio há muitas situações em que menos intervenções, menos medicamentos, menos cirurgias, significa apenas melhor saúde.
    As carreiras médicas são uma sombra da estrutura que guindou o sítio a uma posição invejável no contexto internacional. Os centros de saúde, a maioria das pessoas sabe como é, mas os expatriados sabem mais porque têem termos de comparação.
    A táctica de fazer privada ao lado do centro de saúde permite tudo. O utente está na mão do tipo/a, atestados médicos, requisições de todo o tipo para obter a comparticipaçãozinha. As policlínicas soviéticas são o modelo encapotado duma escravização ideológica que se paga muitas vezes com a vida. Consultas dilatadas no tempo, diagnósticos precoces falhados, arrogância e negligência a dar com um pau. Como é que os tipos se actualizam se as viagens aos países tropicais e ao Algarve são pagos pelas multinacionais farmacêuticas e não só? Passam décadas sem pôr os pés numa verdadeira sessão de formação já que as reuniões na esmagadora maioria desses tais centros são para discutir questões administrativas de mulheres a dias, sem desprimor para essas incansáveis profissionais que por enquanto ainda não foram nacionalizadas.
    O embuste consiste em pôr o próximo post a declarar o contrário pelos que comem na mangedoura não só os médicos.
    A treta da falta de médicos é um filão, vejam o ratio médicos/população e entendam uma vez por todas. Se um profissional faz metade do que deve vamos tirar a conclusão de que são precisos dois para as mesmas tarefas. Querem fazer de todos uns atrazados mentais. Por isso, se este governo tivesse de facto a intenção de separar de vez público do privado faria muito bem. Teria porém, em simultâneo, de assegurar de facto a liberdade de escolha e retirar qualquer forma de penalização encapotada aos que escolhem a privada. Vai falar muito nisso de modo a encobrir a inépcia, talvez renda alguns votos dos que andam revoltados com a falta de assistência e com os “azares” que são cada vez em maior número. Nada mais.

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  8. SG's avatar
    29 Julho, 2008 23:58

    Não sei porque tanta discussão. O Estado que pague em condições e terá, sem dúvida os melhores, mesmo exigindo exclusividade.

    Mas exclusividade a este preço? NÃO ME FAÇAM RIR!!!!

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  9. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    30 Julho, 2008 00:05

    Calma aí, para o que a maioria deles anda a fazer nos centros de saúde já ganham um exorbitância. Marcar uma consulta para daqui a três meses e depois mal olhar para o desgraçado e rabiscar uma receita no pc, toma lá que se faz tarde.

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  10. SG's avatar
    30 Julho, 2008 00:10

    Sei de um hospital que, para não pagar melhor a médicos que vão exercer funções de direcção de serviço, os contrata com horários de 20 horas, metade dos horários daqueles que vão dirigir.

    Com esta forretice…..

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  11. SG's avatar
    30 Julho, 2008 00:15

    Ourição Diz:
    29 Julho, 2008 às 11:29 pm

    … Se um profissional faz metade do que deve…

    Quem lhe diz isso? Já esteve num hospital? Já viu como a generalidade das pessoas trabalham?
    Quem é V. Exa. para definir “o que cada um deve trabalhar”. Acaso alguém lhe está a dizer como deve exercer a sua profissão?

    Meta-se na sua vida, porra…

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  12. ordralfabeletix's avatar
    ordralfabeletix permalink
    30 Julho, 2008 01:59

    “Há médicos que não pensam só no dinheiro, mas no gosto do que fazem”

    O gosto pelo que fazem é o traço essencial dos bons médicos. Só assim conseguem evoluir na sua profissão. É esse gosto que os faz querer todos os dias ser melhores profissionais. Mas não se iluda, JM Faria.

    Pense em si e na sua profissão. Se puder fazer o mesmo que faz, com o mesmo gosto, e no sitio A ganhar 10 e no sitio B ganhar 100, vai ficar no A porquê? E se ainda por cima no A não tiver boas condições de trabalho, se não houver investimento em novos aparelhos, se sentir que no sitio A além de ganhar menos está a estagnar, vai ficar no A porquê?

    “ainda existe o Prof. Manuel Antunes nos HUC”

    O Prof. Manuel Antunes não é exemplo, porque como diz o Prof. Manuel Antunes gere o seu serviço de forma independente. Os seus colaboradores trabalham em dedicação exclusiva mas não ganham 2.000€/mês. Se o SNS pudesse pagar a todos os seus colaboradores o que ganham os médicos que trabalham com o Prof. Manuel Antunes, muitos dos melhores ficariam no SNS. Só que não há dinheiro para isso. É tão simples quanto isso.

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  13. Vítor Vilar's avatar
    30 Julho, 2008 10:02

    O problema todo com os médicos, é que são vistos como uma classe favorecida. Logo, levanta-se a invejazinha tipicamente portuguesa. Fosse um metalomecânico muito bom, que fosse convidado para dar umas workshops sobre soldadura e já era regulamentação fascizóide não deixar o homem ir passar conhecimento.
    Pois acontece o mesmo com os médicos, são muitas vezes (nas suas horas privadas!) consultores do mais variado tipo de empresas e terão que o deixar de ser. Por outro lado, se o médico cumpre o horário de trabalho no SNS, porque não há de fazer horas na sua cliníca privada à noite?
    “Ah, mas ele depois safa-se ao trabalho no SNS para ir para a cliníca” e mais uma vez observamos o mesmo reflexo. Se fosse um operário da AutoEuropa a vir para casa trabalhar na sua oficina, usando os cursos de formação que recebeu na empresa para proveito próprio, já só estava a desenrascar-se.

    Miseráveis!

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  14. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    30 Julho, 2008 18:16

    Uma forma, encapotada, de terminar com o SNS, podendo, sempre, atribuir a culpa aos médicos, por terem optado por exercer medicina em unidades privadas em detrimento do SNS.

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  15. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    30 Julho, 2008 18:23

    Uma forma, encapotada, de terminar com o SNS, podendo, sempre, acusar os médicos de terem optado por exercer medicina em unidades privadas em detrimento do SNS.

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  16. Desconhecida's avatar
    ourição permalink
    30 Julho, 2008 21:35

    S. G., Calma, não me estava a referir a médicos hospitalares. Na minha profissão vemos os médicos que trabalham e os outros, os que foram para os congressos, os que estão grávidas, os que foram não sei onde, pergunte aos desgraçados que vão aos centros de saúde. Se o S. G. pensa que não é possível definir “o que cada um deve trabalhar”, então já não vive neste século.
    “Fifty-seven indicators were found to be valid, feasible, reliable and discriminative in all participating countries. The instrument was able to determine differences in practice management within and between countries”. Testing a European set of indicators for the evaluation of the management of primary care practices. Family Practice Advance Access published online on October 21, 2005
    Family Practice, doi:10.1093/fampra/cmi091
    Richard Grol and col. Centre for Quality in Care Research (WOK), Radboud, University Nijmegen, The Netherlands.

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  17. SG's avatar
    31 Julho, 2008 01:47

    Ourição.
    Tenho manhãs que consigo ver 14 doentes. Noutras apenas vejo 5. Será que nestas fui calaceiro?

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