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Cavacologia

31 Julho, 2008

Os cavacólogos estarão certamente neste momento a tentar interpretar todos os sinais para perceber o que é que Cavaco Silva vai dizer logo à noite. Eu aposto em eleições legislativas antecipadas.

68 comentários leave one →
  1. Levy's avatar
    Levy permalink
    31 Julho, 2008 02:12

    Cavaco irá demitir-se. Já alguém me disse há algum tempo atrás, que o Presidente sofre de doença oncológica.

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  2. CMO's avatar
    CMO permalink
    31 Julho, 2008 02:17

    Isso era bom demais.

    Cavaco não tem coragem para tal.

    Ele não passa de “um bom aluno”.

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  3. Desconhecida's avatar
    Vi dente permalink
    31 Julho, 2008 02:58

    Cavaco vai dar-nos mais ânimo, dizer-nos que o que é preciso é não baixar os braços.
    Ele está muito atento aos problemas que, apesar de todos os esforços do Governo estarem a levar-nos a caminho do absoluto caos.
    Mas a causa é os portugueses desanimarem, que o Governo já tomou excelentes medidas

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  4. Aníbalito's avatar
    Aníbalito permalink
    31 Julho, 2008 03:23

    Continua estranho o tempo aí na Mirandéria.

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  5. Desconhecida's avatar
    Ferrinhos e Rodriguinhos permalink
    31 Julho, 2008 04:18

    onde leu isso?

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  6. Desconhecida's avatar
  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 05:13

    http://www.startracking.org/blog/?home=yes

    o presidente da republica vai falar dos talentos e génios que somos

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  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 05:18

    Vai dizer que é um proudly portuguese
    e fazer campanha de que é um talento.. ele próprio.lol

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 05:21

    Fuck you!

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  10. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 05:28

    ó anónimo 9
    isso é pata quem?

    eu o anónimo 8 só tentei ajudar. O presidente vai falar no startracking que se realiza hoje no campo pequeno

    é mais que evidente o que vai dizer antes do banquete

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  11. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 05:56

    O público escreve na primeira página que só uma razao importante fazia Cavaco Silva interromper as férias!

    é o máximo
    mas atao ele vai ao campo pequeno, essa é a razao importante. Os talentos

    o público está mesmo tapadinho de todo e anda na lua.
    ihihih
    vai ser de morrer a rir a continuaçao da grande manchete

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  12. Piscoiso's avatar
    31 Julho, 2008 07:04

    Cavaco vai apresentar o boletim meteorológico.

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  13. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 07:53

    Até na página da presidencia da républica está a razao importante porque interrompe as férias.

    O evento do campo pequeno parece ignorado pelos média.

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  14. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 07:54

    eheh o boletim metereológico!!! lol
    evidente! o tempo de Verao estes dias tem estado fresco.

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  15. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 08:17

    A ultima noticia do público já descobriu o evento do campo pequeno. Mas continua a dizer que o presidente interrompe as férias de propósito para falar ao país. Uauuu ..lol

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  16. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    31 Julho, 2008 08:39

    A verdade é que o sítio não merece que se interrompam umas boas férias. De qualquer modo o irmão gémeo jamais deixará de apoiar o inginheiro, então agora que ele mais precisa. Talvez queira dar mais alguns computadores aos ciganos com a marca palácio de belém. Se fosse o ronaldo a anunciar a próxima namorada ainda interessava, agora deste tipo de intervenções estamos cheios e os nossos bolsos cada vez mais vazios. Ele não vai enche-los.

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  17. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    31 Julho, 2008 08:48

    Vai anunciar o grande desígnio nacional: a reconquista de Olivença.

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  18. Desconhecida's avatar
    Português Velho permalink
    31 Julho, 2008 08:54

    Logo à noite, Cavaco vai dizer… NADA! Aliás, o que sempre disse!

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  19. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    31 Julho, 2008 09:02

    Eleições antecipadas? OXALÁ!!!!

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  20. Desconhecida's avatar
    Português Velho permalink
    31 Julho, 2008 09:04

    Pi-Erre:

    Olivença não necessita de ser reconquistada: precisa apenas que Castela devolva a Portugal o que, de Direito, sempre foi e será seu território.

    PS- Os espanhóis continuam defender que Gibraltar não deve pertencer ao Reino Unido. Têm razão. De Olivença não falam, os ladrões!

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  21. Tuga's avatar
    Tuga permalink
    31 Julho, 2008 09:19

    Será demição do próprio ou de alguém. Socrates ainda ontem apareceu motivado nas televisões a anunciar mais investimentos, os ministros continuam pelo país… MAs porque é que a página oficial do PS deixou de ter a agenda de Socrates disponivél? Sempre esteve, porque foi retirada??

    Fica a dúvida

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  22. Tuga's avatar
    31 Julho, 2008 09:21

    Porque é que a agenda do ps ou do seu lider, no site oficial deixou de estar disponivél??
    Fica a minha dúvida!

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  23. .'s avatar
    31 Julho, 2008 09:42

    Vai tentar levantar o moral dos portugueses, negando as evidências… Enfim.

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  24. LPedroMachado's avatar
    31 Julho, 2008 09:44

    Por acaso, eleições antecipadas foi a primeira coisa que me passou pela cabeça, mas logo afastei essa hipótese porque seria uma asneira demasiado grande para alguém que preza a estabilidade, como Cavaco. Seria muito mau. Além disso, nem saberia o que fazer com o meu voto agora. Quero esperar pelas eleições de 2009 para decidir. Se as eleições fossem hoje, acho que ficava em casa, não sei.

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  25. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    31 Julho, 2008 09:58

    não é nada disso…
    vai certamente dar numa de levantar o moral … e depois vem aí a superliga e as feriazitas de verão , pequenas mas com massagens… se calhar …
    em setembro cá voltamos a encher o cú dos bancos, e das finanças para fazer aeroportos e tgvs que não fazem falta nenhuma…

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  26. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    31 Julho, 2008 10:02

    Vai falar sobre a descida de divisão do Boavista.

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  27. MJRB's avatar
    31 Julho, 2008 10:19

    Crise. Sobre a crise, sobre a desmotivação, que tem que ser ultrapassada “com esperança”, etc, etc.
    Amanhã volta a banhos. E a maioria dos portugueses ficaram indiferentes, porque a realidade pesa-lhes demasiado.

    Ou então, como Mr.Gabriel Silva vaticinou,
    será sobre a crise do Boavista — boa !

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  28. MJRB's avatar
    31 Julho, 2008 10:25

    Nah…..
    Aquela fotografia ontem colocada às 12H40 por José Pacheco Pererira no seu Abrupto, indicia demissão de alguém…
    Não está pendurada, as personagens estão desfocadas…

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  29. Mário Rodrigues's avatar
    Mário Rodrigues permalink
    31 Julho, 2008 10:37

    Penso que terá sido na Antena 1, num programa em que debatem Luís Delgado, Carlos Magno e outros.

    Luís Delgado a meio de uma frase a que ninguém ligou importância nenhum disse: «Sei que Cavaco não se vai recandidatar».

    «Sei», disse ele. Não disse «penso». O que saberia Luís delgado?

    Só um motivo (forte e pessoal) o poderia levar a não se recandidatar! É fácil supor.

    Eu espero que não seja o que estou a pensar, para bem dele – pessoa por que não nutro admiração – e do País.

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  30. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 10:39

    às tantas o PM enganou-se a marcar o número e mandou um teste para casa do presidente.

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  31. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 10:50

    Vai abandonar a presidência para passar a acumular mais uma reforma e conseguir entrar para o Guinness.

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  32. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 11:02

    Vai anunciar uma medalha para o Pinto da Costa e outra para
    o Pinto de Sousa, ás 20h, só pode ter a ver com futebol…

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  33. MJRB's avatar
    31 Julho, 2008 11:27

    Agora, a sério:

    Será sobre questões constitucionais, Açores, justiça, crise e “esperança no futuro”.

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  34. Desconhecida's avatar
    31 Julho, 2008 11:30

    Será mais uma treta.

    Eleições antecipadas para quê? A “coisa” está torta e jamais se endireita.

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  35. Desconhecida's avatar
    O homem a quem parece que aconteceu não sei quê permalink
    31 Julho, 2008 11:32

    Cavaco vai avisar o país que assim não pode ser, mas o que é isto! Proibiram as massagens na praia no Algarve. Ora toda a gente sabe que o Sr. Presidente táva de férias. O presidente vai dizer que isto não pode continuar, porque a Maria tem as mãos mto ásperas e ele já está a ficar todo assado. Reponham lá a legalidade das massagens de praia no Algarve ó-faxavor, a bem da cútis presidencial.

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  36. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 11:35

    MJRB,

    “Será sobre questões constitucionais, Açores, justiça, crise e “esperança no futuro”.”

    Questões não faltam, mas a questão não é essa. A questão é o que vai ele fazer de facto, porque se for só para dizer que já vê o que nós vemos há muito, mais vale ficar quieto.

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  37. Desconhecida's avatar
    31 Julho, 2008 11:43

    PROPOSTA PARA ACÇÕES DE PROTESTO

    “Pensem o que quiserem sobre a eficácia do que vos vou propor mas para já é o melhor que me ocorre.

    Estamos sós. Os partidos políticos (do governo e da oposição) tornaram-se improfícuos no que concerne à função da representatividade pública que era suposto desempenharem. Estão na
    política como quem está num emprego e, como tal, não estão dispostos a perdê-lo. Enquanto não vislumbrarmos, no horizonte próximo, um movimento ou partido político de confiança que se enquadre nas nossas legítimas pretensões, teremos de fazer o possível para nos defendermos
    dos efeitos devastadores do carcinoma chamado centralismo. E o possível, só depende da nossa determinação e força de vontade para fazer passar a mensagem a todos os portuenses que se
    sentem indignados com a actual situação. Não nos devemos distrair, nem mesmo com os futuros e prováveis êxitos do FCP… No nosso quotidiano existem pequenas (grandes) acções
    que podemos começar a pôr em prática, tais como:

    * Votar cruzado o boletim (protesto) em todos os próximos actos eleitorais, à excepção de candidatos à Presidência da Câmara que nos inspirem a máxima confiança.
    * Rejeitar veementemente, toda e qualquer promessa ou propaganda veículada pelos actuais partidos em futuras campanhas eleitorais.
    * Rejeitar toda e qualquer participação em campanhas político partidárias à excepção daquelas que eventualmente possam vir a ser promovidas por um movimento da nossa inteira confiança e responsabilidade.
    * Apoiar exclusivamente projectos e iniciativas locais que possam beneficiar directamente a nossa cidade e região e tenham dimensão internacional.
    * Recusar emprego a indivíduos naturais e residentes em Lisboa.
    * Repudiar publicidade a empresas e produtos (jornais por ex.) lisboetas.
    * Procurar influenciar e esclarecer o melhor possível familiares e amigos no sentido de evitarem o consumo de programação televisiva e radiofónica emitidos através dos canais e estações centralistas.
    * Deixar de adquirir jornais que não apostem previlegiadamente na informação de interesse local e regional.
    * Apoiarmos apenas os projectos ligados à Comunicação Social (TV’s, rádios, jornais) que tenham sede, direcção e realização a partir do Porto por pessoas ou entidades marcadamente regionais.
    * Evitar participarmos em espectáculos ou eventos de carácter cultural, desportivo ou recreativo realizados na região de Lisboa e sul do país.
    * Evitar a todo o custo de comprar bens e produtos com origem na região de Lisboa.

    Há uma aparente utopia nesta proposta, mas garanto-vos que se cada um de nós conseguir levar à letra estas premissas talvez possamos gerar algum “desconforto” no status quo actual. Por que não tentarmos? Isto é possível, pode é não ser (como creio) o suficiente.”

    Publicada por Rui Valente em Terça-feira, Julho 29, 2008

    http://renovaroporto.blogspot.com/

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  38. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 11:44

    Atenção às estradas!

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  39. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    31 Julho, 2008 11:49

    Cavaco só nos pretende lembrar que ainda existe.
    Vai desejar umas boas férias a toda a gente, dizer que é preciso trabalhar e ter esperança e avisar a malta para não gastar o subsídio de férias todo de uma vez.

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  40. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 11:49

    “à excepção de candidatos à Presidência da Câmara que nos inspirem a máxima confiança”

    ahahahah!
    tá bem melga!

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  41. pataponi's avatar
    pataponi permalink
    31 Julho, 2008 11:50

    O Cavaco vai mas é mandar-vos todos produzir mais e serem menos vigaristas.

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  42. jose manuel faria's avatar
    31 Julho, 2008 12:05

    Vai dizer que o Boavista não desce e que o Pinto da Costa é o maior benemérito nacional.

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  43. MJRB's avatar
    31 Julho, 2008 12:13

    Anónimo 37,

    Mas será isso mesmo: constitucionalidades, Açores, justiça, crise ! Nada, ou pouco mais.

    E tal como Miss Lololinhazinha assinala,
    Vem-nos dizer “que ainda existe”.
    (As férias continuam).

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  44. Desconhecida's avatar
    31 Julho, 2008 12:16

    Pareceres ou escarradores?
    “Lembram-se de um recipiente que já entrou em desuso e que servia para expelir pela boca excreções pouco agradáveis à vista? Lembram-se do nome? Chamava-se “Escarrador”. Pois é, até no nome esse objecto é asqueroso.

    Foi desse indesejável e pouco higiénico recipiente que me lembrei e associei imediatamente a toda esta canalhada que faz da destruição de pessoas e instituições do Porto o seu cavalo de batalha predilecto.

    Pergunta que se segue: quem deita a mão a estes vigaristas camuflados com capas de credibilidade postiças? Quem põe na cadeia estas cópias de Vales e Azevedos? Quem?”

    Publicada por Rui Valente em Segunda-feira, Julho 28, 2008

    http://renovaroporto.blogspot.com/

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  45. MJRB's avatar
    31 Julho, 2008 12:17

    …E como José Pacheco Pereira indicia no seu Abrupto, desde ontem com um espelho emoldurado e não pendurado, no qual se vislumbram, desfocados, uns rostos….

    (Um sinal ?)

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  46. MJRB's avatar
    31 Julho, 2008 12:20

    J, 45,

    O último parágrafo não pode ser…deferido.

    Vc. e Rui Valente estão “a delirar”, ou quê ?

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  47. Desconhecida's avatar
    31 Julho, 2008 12:26

    Campeão no Mundo
    “Vencimentos acima da média. Aumento mínimo sobre o salário real nunca inferior a 2,5 por cento. Complementos de reforma superiores à concorrência. Mais dias de férias, consoante os anos de clube. Eis, no geral, as regalias dadas pelo FC Porto aos seus funcionários…”

    Segundo a revista Visão de 17/07/08 esta é a realidade laboral, justamente reconhecida pelos sindicatos, que vigora no FC Porto. Como sempre, também campeão no mundo do trabalho, mas, obviamente, suspeito nos arredores. Nada de novo 🙂

    Publicada por António Alves em Quinta-feira, Julho 24, 2008

    http://renovaroporto.blogspot.com/

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  48. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    31 Julho, 2008 12:57

    A explicação cabal talvez esteja na primeira página do JN de hoje: 56.000 milhões de euros em dez anos em obras públicas, sem derrapagens, o que dá 3,3% do PIB. Isto só pode ser uma encomenda socialista para a falência mínima garantida, para não falar em défice. Se cavaco deixar passar isto (razão pela qual os números foram escondidos) estará a penhorar o país por muitos e maus anos, ainda por cima sabendo que a maioria dos portugueses não vai na cantiga. Afinal oos submarinos eram tão caros e está o governo aflito a inventar uma maneira de arranjar dinheiro para os pagar, e mete-se nisto. É cómico.

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  49. Desconhecida's avatar
    ourição permalink
    31 Julho, 2008 13:09

    Cavaco nunca dirá nada de relevante, tem assistido mais ou menos impávido à perda da nacionalidade anunciada. O português velho teria sorte de viver em Olivença, não se ponha com nacionalismos setôdios, faça como J sugere no post 38, é tudo o que nos resta para não fazermos de parvos até ao fim.

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  50. MJRB's avatar
    31 Julho, 2008 13:14

    J, 38,

    Algumas das suas propostas sobre as relações Porto vs Lisboa devo-as entender como humor numa manhã cinzenta e chuvosa, não ?

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  51. mdsol's avatar
    31 Julho, 2008 13:20

    Pois eu que não sou cavacóloga nem cavaquista, logo de manhã fiquei a saber o tema da comunicação ao país…e disse-o sem tabús no meu Tzero.
    :)))))

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  52. MJRB's avatar
    31 Julho, 2008 13:30

    Mdsol,

    Interessante, o seu blog.

    E aquela Ribeira Negra do Resende…é uma obra notável ! Quando por lá passo, peço sempre, se possível, para desacelerarem o popó…

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  53. mdsol's avatar
    31 Julho, 2008 13:53

    MJRB

    Wellcome (sabe…sem pretensões nenhumas…espírito lúdico…sem perder de vista o tempo e o espaço)

    :)))

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  54. fidel's avatar
    fidel permalink
    31 Julho, 2008 13:55

    “…Apoiarmos apenas os projectos ligados à Comunicação Social (TV’s, rádios, jornais) que tenham sede, direcção e realização a partir do Porto por pessoas ou entidades marcadamente regionais…” tais como o camarada major ou o camarada pementa ou talvez o camarada pinto da costa.

    isto é só rir…….

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  55. José F.'s avatar
    José F. permalink
    31 Julho, 2008 14:16

    Cavaco sempre nos habituou a tabus. Este é mais um, por muito breve que seja. Acredito que o tema da comunicação poderá ser mesmo a resignação. Atentem a entrevista de MRS na revista Magazine Grande Informação. A propósito de nada o Senhor Professor diz que tem capacidade (e vontade, digo eu…) para ser PR.

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  56. Desconhecida's avatar
    Laden bumbum permalink
    31 Julho, 2008 14:56

    Resignar seria uma atitude coerente, o outro gémeo pode muito bem fazer o serviço sózinho, vocês os tugas cairam no poço, passaram de consumidores a consumistas, fazem parte de uma agenda arquivada, estão cada vez mais excluídos da comunidade internacional activa sem darem conta. Pelos vistos o pó que eu vos mando de Kandahar mais a branca do meu amigo chavez faz mesmo efeito. O caso da sida é paradigmático de como vocês são enganados diariamente. Foram informados por um tipo que se diz professor de epidemiologia que está a diminuir, aldrabados mais um vez porque o que diminuiu foram o número de mortos devido à medicação cara que vocês têm que pagar com os vossos impostos, o número de casos aumentou, as campanhas tiveram efeito 0.
    Quem quer ser presidente dum sítio desses? Desconfiem.

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  57. José Rocha's avatar
    José Rocha permalink
    31 Julho, 2008 16:07

    Mdsol, os seus textos são deliciosos.

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  58. José Rocha's avatar
    José Rocha permalink
    31 Julho, 2008 16:09

    Fidel, caso não saiba o norte do país tem mais do que 3 habitantes.

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  59. José Rocha's avatar
    José Rocha permalink
    31 Julho, 2008 16:16

    Para errar menos, cerca de um milhão de “vitimas” por cada um dos seus candidatos nortenhos, ou seja, 3 milhões. É por esse seu discurso que eu sou completamente a favor de uma fortíssima autonomia do Porto face ao resto do país. E eu nunca tinha lido o “Renovar o Porto”… gostei muito… para deixarmos de ser vitimas temos de agir e conservar utilizar a autonomia que nos resta.
    Até porque este e os outros governos começam a inconstitucionalmente esquecer a regionalização… Acho que alguma justiça devia de investigar esta flagrante fuga à constituição, eventualmente, não sei, não aprovar programas de governo que não a considerem.

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  60. mdsol's avatar
    31 Julho, 2008 16:21

    José Rocha

    Obrigada. Como já disse aí atrás…sem pretensão alguma…olhando a realidade mas com espírito lúdico … “recriando-a” de modo a torná-la (lucidamente) suportável!

    Be my guest

    :))

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  61. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    31 Julho, 2008 19:51

    21 Português Velho Diz:

    “Olivença não necessita de ser reconquistada: precisa apenas que Castela devolva a Portugal o que, de Direito, sempre foi e será seu território.”

    De acordo, mas quando o Estado Português não mostra qualquer interesse…

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  62. kaos's avatar
    31 Julho, 2008 20:35

    Como se esperava a montanha partu um rato e só se tratava dos seus problemas pessoais como PR com o Estatuto da R.A.Açores. Mais valia ter estado calado. Como na história do rapaz que grita lobo, da próxima vez ninguém lhe liga

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  63. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    31 Julho, 2008 22:37

    Chegou com algum quebranto, leu sem convicção, deixou no ar a sensação iniludível e bastante plausível que ainda precisa de mais dias de férias, férias para o resto da sua vida. Vai assegurando o marasmo, nunca mais o vão levar a sério.
    É definitivamente o candidato do inginheiro às próximas eleições presidenciais, caso ainda houver lugar para presidente.

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  64. Carlos Eduardo da Cruz Luna's avatar
    Carlos Eduardo da Cruz Luna permalink
    22 Março, 2009 22:01

    A PROPÓSITO DE OLIVENÇA…

    UMA ANÁLISE DE ESQUERDA DO PROBLEMA DE OLIVENÇA

    UM TEXTO, ESPERO QUE ORIGINAL, DE REFLEXÃO POLÍTICA…À ESQUERDA… SOBRE OLIVENÇA
    (A QUESTÃO DE OLIVENÇA NUMA PERSPECTIVA DEMOCRÁTICA )(à Esquerda)
    TEXTO DE ANÁLISE HISTÓRICA E POLÍTICA
    TEXTO
    (A QUESTÃO DE OLIVENÇA NUMA PERSPECTIVA DEMOCRÁTICA )(à Esquerda)

    UM LITÍGIO FRONTEIRIÇO
    SEMI-ESCONDIDO PELO
    ESTADO PORTUGUÊS HÁ
    … QUASE 200 ANOS!!!

    A ROMANIZAÇÃO E O COLONIZADO

    (…) os mais propensos há pouco a rejeitar a língua de Roma ardiam agora em zelo para a falar eloquentemente. Depois isto foi até ao vestuário que nós temos a honra de trajar, e a toga multiplicou-se, progressivamente, chegaram a gostar dos nossos próprios vícios, do prazer dos pórticos, dos banhos e do requinte dos banquetes, e estes iniciados levavam a sua inexperiência a chamar civilização ao que não era senão um aspecto da sua sujeição.
    Tácito, político e historiador (sécs I-II d.C.). Vida de Agrícola

    (Tácito, Sécs. I – II n.E.)

    Carlos Eduardo da Cruz Luna
    Rua General Humberto Delgado, 22 R/C
    (Telf. 268-322697) 7100-123 Estremoz

    LITÍGIO FRONTEIRIÇO ESCONDIDO…
    COM O “RABO” DE FORA !

    PREÂMBULO

    Poucas histórias terão sido tão mal contadas, vilipendiadas, e ridicularizadas como a que toca ao chamado “Litígio de Olivença” (ou “Questão de Olivença”). Os dados do problema estão tão baralhados, os juízos de valor são tão díspares e disparatados, que manter a cabeça “fria” ao tentar-se estudar VERDADEIRAMENTE o problema é uma tarefa quase hercúlea.
    Falar na questão de Olivença é provocar muitas vezes o riso. Se se fala nela a uma pessoa de Esquerda, ela tenderá a considerá-la uma polémica alimentada, se não criada, pelo Salazarismo, e, portanto, uma provocação ou um motivo de chacota. A este propósito, basta ver o filme “O Barão de Altamira”, obra (?) do mais absurdo preconceito, para se entender esta afirmação. Aliás, por regra, a Esquerda considera tal assunto indigno, classificando-o mesmo como manifestação de uma pretensão colonialista, o que, historicamente, não tem pés nem cabeça, pois o colonialismo, aqui é exercido CONTRA um território que deveria ser Português. Se se fala da Questão de Olivença a uma pessoa de Direita, ela dirá que Portugal já perdeu Angola, Moçambique, … sabe-se lá que mais, e que já não há vontade, nem necessidade… nem um chefe à altura. Aqui, cita-se Salazar como modelo.
    A maior parte das pessoas tem ideias muito confusas sobre a Questão , ou considera-a desprovida de qualquer interesse, ou ainda manifesta um extremo pessimismo. A ideia de que é um assunto anedótico surge mesclada com praticamente todas as anteriores opiniões citadas.
    É no meio de todo este pântano desinformativo que alguém honestamente interessado no assunto se vê mergulhado. Rareia a informação objectiva.

    NÃO HÁ FRONTEIRA !

    E, todavia, há algo estranho em tudo isto. Na verdade, A POSIÇÃO OFICIAL DO ESTADO PORTUGUÊS NÃO MUDOU DESDE 1808-1814/15 ATÉ HOJE (2000): Olivença é considerada TERITÓRIO “DE JURE” PORTUGUÊS, ESPANHOL “DE FACTO”. Haverá afinal algo, neste caso, que não seja conhecido ?
    Na verdade, há. Qualquer pessoa poderá verificar, em mapas OFICIAIS (Mapas Militares, por exemplo), que não há fronteira Internacional no Guadiana entre as Ribeiras de Olivença e Táliga (ou de Alconchel). Ela existe, mas não TRAÇADA, entre as Ribeiras de Táliga e Cuncos (próximo de Mourão), pois o Estado Português nega-se a aceitar qualquer fronteira na Região sem se resolver, de acordo com o Direito Internacional, a “Questão de Olivença”.
    Não se trata de uma posição de meia dúzia de indivíduos. É a POSIÇÃO OFICIAL do ESTADO PORTUGUÊS. Ela é muito pouco conhecida, porque pouco divulgada… ainda que não seja propriamente um Segredo!
    Para além dos Mapas, há alguns exemplos concretos e recentes. Vejamos!
    Em 1988, o Presidente da Comissão Internacional de Limites da época (Dr. Carlos Empis Wemans) afirmava, em entrevista ao Diário de Lisboa, que a Região de Olivença obedecia legalmente à Bandeira Portuguesa, não sendo o Guadiana fronteira Internacional na Região. Portuguesa “de jure”, Olivença era espanhola por administração (ilegal), “de facto”.
    Em 1994, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português vetava uma ponte “internacional” no Guadiana, entre Elvas e Olivença, no lugar da Ajuda, por considerar não poder considerar “internacional” uma ponte legalmente NACIONAL pelo facto de as duas margens do Guadiana serem consideradas território Português. Após alguns incidentes (com muita Xenofobia de algumas autoridades espanholas), o mesmo Ministério, então sobraçado por Durão Barroso, assumia a construção INTEGRAL POR PORTUGAL da Ponte (Agosto de 1994).
    Em 1995, vários jornais lembravam que, POR CAUSA DA QUESTÃO DE OLIVENÇA, a Espanha não punha grandes reservas ao ALQUEVA. No mesmo ano, o jornal “Expresso” noticiava que o Estado Português, nos relatórios de Impacto Ambiental enviados para Bruxelas a propósito do mesmo Alqueva, NÃO RELACIONAVA NUNCA OLIVENÇA COM A SOBERANIA ESPANHOLA, antes a DISTINGUIA!!!
    Em 1996, assinava-se um acordo para a construção de uma Ponte no já referido Lugar da Ajuda (Guadiana; entre Elvas e Olivença), de carácter MUNICIPAL e INTEGRALMENTE PAGA POR PORTUGAL, por, disse-se, NÃO PODER PORTUGAL ENVOLVER-SE EM NENHUM ACORDO QUE IMPLICASSE RENÚNCIA DE SOBERANIA SOBRE OLIVENÇA!!!
    Em Outubro de 1999, o Instituto Geográfico do Exército publicava um Mapa de Portugal onde a fronteira, no Guadiana, ostensivamente NÃO está traçada. O presidente da Comissão Internacional de Limites, Dr. Júlio Mascarenhas, esclareceu a Imprensa, dizendo que a Questão de Olivença não era uma prioridade portuguesa, mas que a Região era TERRITÓRIO PORTUGUÊS ILEGALMENTE OCUPADO POR ESPANHA, e que Portugal considerava válidos os Tratados de 1815 (Viena de Áustria), decorrentes da situação criada em 1801 (Tratado de Badajoz: cedência de Olivença à Espanha) e 1807 (anulação, pela Espanha, do Tratado de Badajoz, por agressão não justificada a Portugal, em conjunto com os exércitos de Napoleão), bem como o de 1817 (aceitação total, pela Espanha, do estipulado em 1815 em Viena de Áustria).
    Muito honestamente, todas estas posições, declarações, e malabarismos, levam a duas conclusões: a primeira, é a de que existe, de facto, um problema fronteiriço por resolver; a segunda, é a de que há muito secretismo, e, portanto, hipocrisia, em torno do facto.

    DIREITA OU ESQUERDA ?

    Antes de se passar, porque é necessária, a uma História da “Questão de Olivença”, há, talvez, que responder desde já a uma angústia que pode assaltar neste momento um militante/activista de Esquerda: afinal, a polémica em torno de Olivença é alimentada por Democratas ou Salazaristas? A resposta nem é difícil: pelos dois… e por nenhum.
    Em 1910, os revolucionários republicanos viram-se confrontados com o problema. Diplomatas espanhóis insinuaram que a aceitação da Soberania Espanhola sobre Olivença poderia facilitar o Reconhecimento do Novo Regime, o qual não se prestou a tal capitulação.
    Em 1919, em Versalhes, a delegação portuguesa, dirigida por Afonso Costa, tentou que, no Tratado de paz que concluíu a Primeira Guerra Mundial, se incluísse uma cláusula a obrigar a Espanha (que nem beligerante fôra) a devolver Olivença a Portugal, o que se gorou. Entretanto, o estado Português acenava com a alternativa de um referendo na Região disputada… a que o Estado Espanhol não se dignava responder.
    Nas décadas de 1920 e 1930, tanto pensadores (e políticos) democráticos como conservadores protestaram contra a situação de Olivença, nomeadamente oliventinos refugiados, com destaque para o Intelectual Ventura Ledesma Abrantes, o fundador do Grupo de Amigos de Olivença.
    Ora, este grupo NÃO ERA SALAZARISTA. Pela sua Direcção passaram, de facto, algumas pessoas afectas ao Regime (que diligenciavam para que a sua actividade fosse reduzida ao mínimo…), mas também oposicionista! O presidente do Grupo em 1974 era, nem mais menos, que o PROFESSOR HERNÂNI CIDADE !!!
    O Grupo de Amigos de Olivença encontrava sempre uma barreira intransponível: desde a vitória de franco em Espanha, Salazar negava-se a pressionar o Estado Espanhol, exercendo mesmo repressão sobre os que se atreviam a ser demasiado veementes em relação à Questão de Olivença.
    A Associação protestava, indignada, contra a colonização e a repressão exercidas em Olivença, mas o Estado Novo nunca lhe deu ouvidos, mesmo porque a sua Política Colonialista em África não lhe permitia ser… anti-colonialista em Olivença!
    É curioso ver, nos relatórios da Polícia Espanhola da década de 1950, classificando como “mação, judeo-maçónico, de inspiração inglesa (Questão de Gibraltar), oposicionista”, o Grupo de Amigos de Olivença. Diz-se mesmo que por trás da reivindicação da Cidade andam elementos próximos do… Partido Comunista!!!
    Afinal, onde está a tradição Salazarista na História do Grupo?
    Em 1974/75, os Serviços de Informação espanhóis começam a deixar de chamar “mações” aos Amigos de Olivença, e, num volte-face surpreendente, começam a classificá-los como… saudosistas, velhos salazaristas, conservadores! E, porque era uma intenção política e um preconceito que estava por de trás de tais afirmações, houve mesmo um Historiador Comunista Oliventino que, quiçá entusiasmado, citou vários antigos salazaristas do Grupo, mesmo quando o não eram, não hesitando, por manifesta ignorância, por neles incluir… o Professor Hernâni Cidade!!!
    Em Portugal, as Movimentações Anti-colonialistas acabaram por cair numa armadilha, talvez ajudadas por insinuações espanholas: em vez de levarem o seu colonialismo até ao fim, coerentemente, passaram a considerar a Questão de Olivença como derivada do Imperialismo/Colonialismo Salazarista, INVERTENDO A REALIDADE HISTÓRICA E POLÍTICA, já que, como veremos, se estava perante um caso em que uma “parcela” genuinamente (e legalmente) portuguesa fôra (e continuava a ser) VÍTIMA DE COLONIALISMO!
    Entretanto, na Direcção do Grupo de Amigos de Olivença, passavam a predominar elementos conservadores… ainda que nem sempre Salazaristas. De qualquer forma, o problema, como veremos, não reside aí, mas em saber se, de facto, EXISTE ALGUMA RAZÃO PARA A “QUESTÃO DE OLIVENÇA” SE MANTER, APESAR DE TUDO, COMO ALGO CONCRETO PARA O ESTADO PORTUGUÊS, AINDA QUE POUCO CONHECIDO!!!
    È isso que vamos tentar analisar!!!

    OLIVENÇA COLONIZADA (1801? – 1936)

    Após a ocupação espanhola de Olivença (1801), iniciou-se um processo de “aculturação”, que ainda mais se pareceu acelerar a partir de 1815, data em que, segundo Portugal, o território foi de novo reconhecido como legalmente Português. Em 1840, foi proibido o uso do Português, nomeadamente nas Igrejas.
    Uma das maiores ironias verificou-se nas décadas de 1880/1890, quando um Professor Espanhol, após o falecimento de uma velha Mestra que ensinava a ler e a escrever em Português, tomou a seu cargo escolarizar o maior número possível de crianças oliventinas. E fê-lo. Só que, às mães que, em Português, lhe entregavam os filhos, dizia que na escola só se ensinava espanhol, e que se quisessem ensino em Português se dirigissem a Juromenha, a onze quilómetros em linha recta, do outro lado do Guadiana, onde Guardias espanhóis lhes impediram a passagem! Deste modo, ao alfabetizar-se, Olivença colonizou-se.
    Nos finais do Século XIX, surgem alguns movimentos pró-portugueses no território, logo desarticulados. Alguns dos seus mentores preferiram vir para o Alentejo ou para Lisboa, vindo-se a destacar, nesta cidade, a figura de Ventura Ledesma Abrantes.
    Nas décadas de 1910 e 1920, começa a circular em Olivença uma história falsa, destinada a ter muito sucesso: a de que Olivença passara para Espanha por troca com Campo Maior. Aliás, paralelamente, começou-se a propalar que a região viera para Espanha como Dote de uma Rainha. A confusão vai-se estabelecendo!
    Entretanto, Táliga ou Talega, uma antiga aldeia oliventina, torna-se Concelho Autónomo.

    OLIVENÇA COLONIZADA (1936-1975)

    A Guerra de Espanha abriu um novo capítulo na descaracterização/colonização de Olivença. Maioritariamente progressista e Republicana, a população, logo em 1936, ficou sob domínio franquista. Alguns oliventinos forma fuzilados em Badajoz. Muitos refugiaram-se em Portugal, onde, criminosamente, as autoridades salazaristas “devolviam” os fugitivos espanhóis, sabendo condená-los assim à morte. Os oliventinos escaparam quase totalmente a esta sorte, se podiam provar a sua origem pronunciado correctamente algumas palavras em Português (a mais usada “cinza”). Em 1939/40, regressaram a Olivença, sendo então vítimas de repressão… perante a impassividade de Salazar, que proibira mesmo a um oficial português entrar em Olivença com o seu Regimento, em 1938!!!
    O Franquismo levou a castração cultural de Olivença ao seu auge. Mudaram-se apelidos, topónimos, referências históricas. Falar Português era um anátema, sinal de atraso, vergonha, ignorância. As classes possidentes, muito comprometidas com o franquismo, salvo honrosas excepções, “espanholizaram-se” ao máximo, procurando estender tal atitude a toda a população. Não havia professores, funcionários, polícias, quadros, em Olivença… que nela tivessem nascido. Suspeita-se que houve mesmo algumas emigrações intencionais, embora 80% da população, mais ou menos, seja de raiz portuguesa ainda hoje. Estimulou-se o chamado “auto-ódio”. Os oliventinos passaram a orgulhar-se duma História que não era a sua, e na qual não passam afinal de presas de Guerra. Passaram mesmo a considerar a sua maneira de falar Português como um “chaporreo”, um Português incorrecto… atitude reforçada pelo facto de se tratar do falar alentejano, diferente do Português ouvido na Rádio, primeiro, e na Televis
    ão, depois.
    Quando economicamente a Espanha ultrapassou Portugal, reforçou-se a rejeição a tudo o que era Português. Por via das dúvidas, criaram-se imagens ultra-preconceituosas sobre o Português (miserável, pobre, bruto, agressivo em relação ao pacífico e “genuinamente” espanhol burgo oliventino, que queria roubar (!!!) a Madrid). Em resumo: um típico processo de colonização!

    CONCLUSÃO/SOLUÇÃO (?)

    A Democracia em Espanha (1975) permitiu “abrandar” a pressão sobre Olivença. E, todavia…
    Todavia, não se ensinou aos oliventinos a sua verdadeira História, antes se continuou, persistentemente, a Ensinar apenas a História de Espanha. Todavia continuou-se a ensinar só o idioma castelhano. Mesmo quando se passou a ensinar algum Português, foi sempre enquanto opção, mais ou menos sentimental ou exótica, e enquanto língua estranha à região , pois não se recuperou o “falar” tradicional alentejano que ainda e teimosamente sobrevive falado principalmente nos meios rurais e por pessoas idosas… e muitas vezes “clandestinamente”…
    Todavia… os textos sobre o problema da posse de Olivença estão só ao dispor de alguns, longe do Ensino… e ainda assim truncados, na versão “censurada” que a Polícia Espanhola recebia, habilmente elaborada por um pseudo historiador… ainda que, actualmente, impressa em papel de muito boa qualidade, a patrocinada por altas instâncias.
    Pior ainda… toda esta “actuação” tem sido ajudada por Responsáveis portugueses, democratas e de esquerda, quase sempre de boa fé, mas que , ao caírem na armadilha de considerar a “Questão de Olivença” como um tema salazarista, fazem coro com uma administração que não descoloniza, ainda que se diga democrática, e coro também (mais irónico ainda!) com os velhos e novos franquistas!
    Isto perante um Estado que se reclama anti-colonialista em Gibrlatar, mas é colonialista em Ceuta e Melilla,… e em Olivença, claro. Um Estado que agora já aceita um plebiscito em Olivença… depois de não aceitar o resultado do plebiscito de 1967 em Gibraltar (99% de votos a favor da Grã-Bretanha; 12.138 votos contra 44!)!
    O que pode levar certos políticos e Estados a considerar injustos casos de colonialismo como os de Gibraltar, Malvinas, Timor-Leste, Hong-Kong, Curdistão, Tibet… e justos casos de colonialismo em Olivença, Ceuta e Melilla, Chipre… ?
    Como pode um Estado (o Português!) manter um litígio, que se prolonga desde 1815, sem nunca o considerar prioridade? Como pode ao mesmo tempo protestar… e pactuar? Como pode aceitar uma solução mediante “aceitação de facto consumado” ao pé da porta… e negar tal tipo de “soluções” em todo o resto do mundo?
    Por esta lógica (a do facto consumado…), por quanto tempo terá um agressor de ocupar um território para ser “desculpado” e para ser considerada válida a ocupação? Que diabo de Direito Internacional é este?
    Por que razão, aproveitando a tão propalada democraticidade e abertura dos regimes “civilizados” da Europa, nomeadamente da Europa Comunitária, bem como o facto de as fronteiras não serem barreiras “físicas”, se não avança com um projecto pacífico, por exemplo, de administração conjunta da Região Disputada, com a generalização do Ensino da História e Língua autóctones e a salvaguarda de privilégios adquiridos, nomeadamente no que concerne ao nível de vida, administração conjunta durante um prazo a definir, dando-se depois resolução final ao litígio… a exemplo do que o Estado Espanhol propôs para Gibraltar?
    Irão os homens e mulheres de Esquerda continuar a defender posições historicamente erradas, politicamente “correctas”, socialmente (?) apreciadas… pactuando com uma situação colonial e de desrespeito pelo Direito Internacional, ao lado, nomeadamente, de pensadores franquistas? Ou terão a coragem de, pela primeira vez, tentarem enquadrar correctamente uma solução viável para este diferendo?
    Não bastará de hipocrisia? Ou não será verdade que “SÓ A VERDADE É REVOLUCIONÁRIA”?

    Estremoz, 14 de Janeiro de 2000

    Carlos Eduardo da Cruz Luna

    O ENSINO DO PORTUGUÊS EM OLIVENÇA

    Envia: Carlos Eduardo da Cruz Luna, prof. Hist. Ensino Secundário em Estremoz, Rua General Humberto Delgado, 22,r/c 7100-123-ESTREMOZ, Portugal, 268322697 939425126

    3) O ENSINO DO PORTUGUÊS EM OLIVENÇA : PASSOS QUE FALTA DAR….

    O ENSINO DO PORTUGUÊS EM OLIVENÇA

    A História da sobrevivência da Língua Portuguesa em Olivença terá que ser feita um dia. Mais do que sobrevivência, é uma História de Resistência, dados a pressão e os condicionalismos vários, ainda muito mal estudados.
    Em 1840, trinta e nove anos após a ocupação espanhola (1801), o Português foi proibido em Olivença, inclusivamente nas Igrejas. O combate contra a Língua de Camões já vinha de trás, todavia. Em 1805,as Actas da Câmara tinha começado a ser redigidas em Castelhano, o que fizera uma vítima, digamos que um mártir: Vicente Vieira Valério. Este, negando-se a escrever na Língua de Cervantes, teve de ceder o lugar a outro. E acabou por morrer à mingua de recursos, personificando um drama cujo desenvolvimento se processaria, geração após geração.
    Algumas elites forma aceitando o castelhano. O Português foi-se mantendo, teimosamente, principalmente a nível popular. Numa deliciosa toada alentejana, que logo as autoridades, vigilantes, classificaram como “chaporreo”, palavra de difícil tradução (talvez “patois”; talvez “deturpação”), que criou complexos de inferioridade nos utilizadores, levando-os, cada vez mais, a usar a Língua Tradicional apenas a nível caseiro, dentro do aconchego do lar, em público, quase só por distracção, ou com amigos próximos.
    O hábito e o amor-próprio levavam o oliventino a, quase constantemente, “saltar” do castelhano para o português. De tal forma que, depois de duzentos anos de pressão, ele é entendido e falado por cerca de, pelo menos 35% da população, segundo cálculos da União Europeia (Programa Mosaic).
    Como sucede, contudo, neste casos, em qualquer ponto do Globo, o Português foi perdendo prestígio. Não sendo utilizado nunca em documentos oficiais, na toponímia (salvo se traduzido e deturpado), ou em qualquer outra situação que reflectisse a dignidade de um idioma, manteve-se, discretamente, por vezes envergonhadamente. A Televisão e a Rádio vieram aumentar a pressão sobre o seu uso e compreensão.
    A Ditadura Franquista acentuou a castelhanização. Agora oficialmente, o Português era uma Língua de quem não tinha… educação! Uma Língua de Brutos, ou, como também se dizia, uma Língua Bárbara!
    Não obstante, ela sobreviveu. Mesmo nas ruas, surgia e ressurgia, a cada passo… raramente na presença da autoridades. Mesmo algumas elites continuavam a conhecê-la, embora numa fracção minoritária.
    Nas décadas de 1940, 1950, e 1960, era raríssimo, mesmo impossível em alguns casos, encontrar professores, polícias, funcionários em geral, que fossem filhos da terra oliventina, na própria Olivença. Colonizadores inconscientes, peões numa política geral de destruição das diferenças por toda a Espanha.
    Se há ironias na História, esta pode ser uma delas. Alguns desses cidadãos “importados”, com muito menos complexos que os naturais porque não tinham, quaisquer conflitos de identidade, ou os seus filhos, puseram-se a estudar os aspectos “curiosos”, “específicos”, da cultura oliventina! “Oliventinizados”, por vezes até, ainda que ligeiramente, em termos linguísticos, acabaram por produzir trabalhos de valor sobre a cultura da sua Nova terra, que podem chamar para sempre, e sem contestações, de Terra Mãe, por adopção, por paixão, ou já por nascimento.
    A Democracia veio abrir novas perspectivas, ainda que os fantasmas não desaparecessem de todo. Alguns cursos de Português foram surgindo, com maior ou menor sucesso. Por vezes ao sabor de questões políticas, como durante a Década de 1990 por causa dos avanços e recuos no atribulado processo que levou à construção de uma nova Ponte da Ajuda o Guadiana, entre Elvas e Olivença.
    Em 1999/2000, continuando em 2000/2001, a Embaixada de Portugal em Madrid, e o Instituto Camões, passam a apoiar o apoiar o ensino do português no Ensino Primário em todas as Escolas de Olivença. Incluindo as Aldeias. Apenas Táliga, antiga aldeia de Olivença transformada no Século XIX em município independente, está ainda de fora deste projecto, para o qual foram destacados, primeiro três, depois quatro professores portugueses. Diga-se ser urgente acudir a Táliga, onde só 10% da população ainda tem algo a ver com a Língua de Camões. Urgentíssimo!
    Está dado um primeiro e importante passo. O Estado Português deverá tentar influenciar a tomada de outras medidas, dada até a sua posição sobre o Direito de Soberania sobre Olivença: o ensino da História (que não é feito em parte nenhuma em Olivença), por exemplo: a utilização prática da Língua, em documentos oficiais, toponímia, etc.; a continuação do Estudo do Português até níveis de ensino mais avançados; e tantas coisas mais que se poderiam referir!
    E, já agora, deixe-se continuar o Ensino do Português no Secundário, como sucede em Badajoz e noutros locais. TER-SE CONSIDERADO QUE TAL, EM OLIVENÇA, ERA PERIGOSO, é ridículo…
    Para já, aplaude-se, com vigor, com entusiasmo, o passo dado, a que se junta uma sugestão: faça-se um estudo do Português-Alentejano falado em Olivença, e ligue-se o mesmo ao Português-Padrão ensinado nas Escolas, de modo a fazer a ligação entre as gerações e produzir uma normal continuidade que deveria naturalmente ter ocorrido. Assim se corrigirá a distorção introduzida pela pressão do Castelhano.
    Para um alentejano, isto é particularmente importante. Estudará a sua própria maneira de falar num lugar onde se manteve quase integralmente pura!
    Longa vida, pois, ao Ensino do PORTUGUÊS em Olivença!

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  65. Carlos Eduardo da Cruz Luna's avatar
    Carlos Eduardo da Cruz Luna permalink
    12 Abril, 2009 21:34

    ORGANIZADA POR OLIVENTINOS
    UM ESTRONDOSO ÊXITO, A JORNADA DO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA DO DIA 28 DE FEVEREIRO DE 2009
    (COM PRESENÇAS DE “PESO”!!!)(DUAS VERSÕES)
    O dia amanheceu sem nuvens significativas. O Sol pareceu querer saudar o evento. E não
    era para menos!
    Neste dia 28 de Fevereiro de 2009, e pela primeira vez desde 1801, a Língua Portuguesa
    manifestava-se livremente em Olivença. Mais do que isso, com a “cobertura” das
    autoridades espanholas máximas a nível local e regional. E, talvez ainda (!) mais
    importante do que tudo isso, graças à iniciativa, ao esforço, à coragem de uma associação
    oliventina, a Além-Guadiana.
    Não por acaso, jornais e televisões estavam representados. E talvez por acaso, pois
    outra razão seria insustentável, não estavam órgãos de comunicação portugueses,
    empenhados com outras realidades informativas. De facto, decorria o Congresso do Partido
    do Governo em Lisboa.
    A Jornada do Português Oliventino decorreu na Capela do vetusto Convento português de
    São João de Deus. Num clima de alguma emoção. Estava-se a fazer História… e quase 200
    pessoas foram testemunhas disso, entre as quais o arqueólogo Cláudio Torres, o “herói” do
    mirandês Amadeu Ferreira, e… bem… fiquemos por aqui!
    Falou primeiro o Presidente da Junta da Extremadura espanhola, Guillermo Fernández
    Vara. Curiosamente, um oliventino. Foi comovente ouvi-lo confessar que, na sua casa
    paterna, o Português era a língua dos afectos. Uma herança que ele ainda conserva, apesar
    de já ser bem crescidinho… e Presidente duma região espanhola.
    De certa forma, estava dado o mote. O Presidente da Câmara de Olivença, Manuel Cayado,
    falou em seguida, realçando o amor pela língua portuguesa, e acentuando o papel de
    Olivença como ponto de encontro entre as culturas de Portugal e Espanha.
    Joaquín Fuentes Becerra, presidente da Associação, fez então uma breve intervenção, em
    que se destacou a insistência no aspecto cultural da Jornada.
    Juan Carrasco González, um conhecido catedrático, falou das localidades extremenhas,
    quase todas fronteiriças, onde se fala português, com destaque para Olivença, e defendeu
    que tal característica se deveria conservar.
    Usou depois da palavra Eduardo Ruíz Viéytez, director do Instituto dos Direitos
    Humanos e Consultor do Conselho da Europa, vindo de Navarra, embora nascido no País
    Basco, que defendeu as línguas
    minoritárias e explicitou a política do Conselho da Europa em relação às mesmas. Informou
    a assistência sobre o ocorrido com o Português de Olivença. De facto, o Conselho da
    Europa já havia pedido informações ao Estado Espanhol sobre este desde 2005, sem que
    Madrid desse resposta. Em 2008, graças à Associação Além-Guadiana, fora possível conhecer
    detalhes, com base nos quais o Conselho fizera recomendações críticas.
    Seguiu-se Lígia Freire Borges, do Instituto Camões, que destacou o papel da Língua
    Portuguesa no mundo, com assinalável ênfase e convicção. Tal discurso foi extremamente
    importante, já que, tradicionalmente, em Olivença, se procurava (e ainda há quem procure)
    menorizar o Português face ao “poderio planetário” do espanhol/castelhano.
    Uma pequena mesa redonda antecedeu o Almoço. Foi a vez de ouvir a voz de alguns
    oliventinos, em Português, bem alentejano no vocabulário e no sotaque, em intervenções
    comoventes, em que não faltaram críticas e denúncias de situações de repressão
    linguística não muito longe no tempo.
    À tarde, falaram Domingo Frade Gaspar (pela fala galega, nascido na raia extremenha) e
    José Gargallo Gil (de Valência, a leccionar em Barcelona), ambos
    professores universitários, que continuaram a elogiar políticas de recuperação e
    conservação de línguas minoritárias. O segundo fez mesmo o elogio da existência de
    fronteiras e do de seu estatuto de lugar de encontro e de compreensão de culturas
    diferentes, embora não como barreiras intransponíveis.
    Seguiu-se Manuela Barros Ferreira, da Universidade de Lisboa, que relatou a
    experiência significativa de recuperação, quase milagrosa, do Mirandês, a partir de uma
    muito pequena comunidade de falantes, convencidos, afinal erradamente, de que aquela
    língua tinha chegado ao
    fim. O exemplo foi muito atentamente escutado pelos membros do Além-Guadiana.
    Falou finalmente o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, a propósito dos
    projectos de salvaguardar o dialecto barranquenho e de o levar à “oficialização”.
    Queixou-se do estado de abandono em que se sentia o povo de Barrancos face a Lisboa.
    No final, foi projectado um curto filme sobre o Português oliventino, realizado por
    Mila Gritos. Nele surgiam
    oliventinos a contar a história de cada um, sempre em Português, explicando os
    preconceitos que rodeavam ainda o uso da Língua de Camões e contando histórias
    pitorescas. A finalizar o “documentário”, uma turma de jovens alunos de uma escola numa
    aula de Português
    pretendia mostrar para a câmara os caminhos do futuro.
    Deu por encerrada a sessão Manuel de Jesus Sanchez Fernandez, da Associação
    Além-Guadiana, que ironizou um bocado com as características alentejanas do Português de
    Olivença, comparando-o com o pseudo superior Português de Lisboa.
    A noite já tinha caído quando, e não sem muitos cumprimentos e alegres trocas de
    impressões finais, os assistentes e os promotores da Jornada abandonaram o local. Com a
    convicção de que tinham assistido a algo notável.
    Estremoz, 28 de Fevereiro de 2009
    Carlos Eduardo da Cruz Luna
    ___________________

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