Investigação do caso Maddie resumida
5 Agosto, 2008
O MP diz que é “elevada” a probabilidade de se ter tratado de homicídio, mas não há provas.
Método de trabalho das autoridades:
Não há provas ==> elevada probabilidade de homicídio
126 comentários
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Como se diz na caixa de comentário do Público:
“Se tivessem apertado com eles, confessavam”
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Como argumentos, socorre-se do facto de não ter ficado provado “à luz dos critérios da lógica”, que alguém conseguisse retirar a criança do apartamento sem ser visto, desmontando assim a tese do rapto.
Gosto especialmente desta. Porque nao conseguiam tirar a criança do apartamento sem ser visto. Mas a tese é que a tiraram de lá morta. A nao ser que ela estivesse todo o tempo escondida atrás do sofá e ninguém a visse.
A segunda tese é que do restaurante nao conseguiam vigiar o quarto das crianças, mas sair de lá alguém é que nao conseguiam.
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E esta.
“o apartamento foi devassado. Não só houve contaminação como foram provocados irreversíveis e indetermináveis prejuízos em termos de aquisição de prova”
A suposta prova foi encontrada meses depois com os caes a cheirarem cadaver e sangue. Até existe aa hipotese de as provas terem sido lá colocadas pelo verdadeiro criminoso. Ou os caes se enganarem. Mas as provs foram tao contaminadas no inicio que só as procuraram meses depois.Meses depois viram atrás do sofá? lol
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“Como se diz na caixa de comentário do Público:”
A caixa de comentários do público é dolorosa. A quantidade de pessoas que estao convencidas de que eles sao culpados e os querem apedrejar, esquartejar, e estrafegar. E que acham que uma coisa ingleses contra portugueses. O poder dos media é mesmo impressionante.
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. e o máximo da história é o rumor, referido até pelo próprio ex-inspector, que o PM ingles teria assinado o tratado de Lisboa, em troca da mudança dos inspectores. eheh
Mas o casal é espiao ao serviço de sua Magestade? Afinal eles sao o que? lolol É o máximo.
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Voce acha que o trabalho das autoridades tambem nao se rege pela estatistica?
Tenho duvidas que a criminologia seja uma ciencia exacta…. para nosso mal.
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Se houvesse provas suficientes (para os tribunais), não era elevada probabilidade, era certeza.
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Estimados amigos: a minha opinião sobre a nossa PJ, ao fim de 30 e tal anos de contactos, é infelizmente a pior possível- opinião certamente partilhada por outro confrade destas coisas da justiça, que é o estimado Augusto Emílio (digo eu).
No antigamente, os únicos casos que se conseguiam deslindar, faziam-no com base em denúncias.
Portugal, este cantinho à beira-mar plantado, sempre foi um país de bufos e de denunciantes que, movidos pela inveja e pela vontade de se mostrarem, sempre colocaram a boca no trombone, de forma voluntária, gratuita e descarada.
Não houve apenas os bufos da Pide, que até era uma profissão oficializada sujeita a descontos; havia os bufos dos patrões nos trabalhos, os bufos das finanças (ganhava-se uma percentagem da multa por falta de licença de uso de isqueiro), os bufos dos jornais, e os bufos da polícia. Em qualquer bairro ou sítio da província havia um bufo que imediatamente denunciava um qualquer movimento anormal, ou um dito de café.
Esta actividade tinha decaído nestes últimos anos, mas o Sr. Eng.º Sócrates e o Dr. SS (Santos Silva), têm-se encarregado de incentivar e acarinhar novamente tão traadicional actividade, prometendo o céu e uns cobres na terra aos seus colendos praaticantes – e que tem dado os seus frutos mediáticos.
Com as denúncias viveu a PJ o seu momento de ouro nos anos 50 e 60, onde não acontecia nada ou convenientemente fechava os olhos a investigações que envolviam figurões. Não era preciso virem ordens de “cima” para se absterem e ficarem a palitar os dentes nas tardes solarengas à espera que o relógio de ponto batesse as 5, pois eram os próprios inspectores que sabiam bem as suas voluntárias, assumidas e convenientes limitações – que o respeitinho era muito grande…Por isso ficaram sem qualquer efeito, por exemplo, as denúncias sobre pedofilia a um embaixador.
A conivência da PJ com os figurões é do conhecimento de todos e, para os que comem mais queijo, relembro os incidentes relacionados com o “S. Bento Gate” e com o Sr. Jorge Nuno, em que era os próprios inspectores a avisarem os visados das suas visitas a empreender, ou da notificação dois dias depois de expirado o prazo legal para poder proceder a caducidade ao Dr. Luís Filipe Menezes, por ser “deputado voador”, num número da Av. da Boavista inexistente – e apesar dele estar todos os dias na Câmara de Gaia.
Portanto, fiquem todos cientes de que o trabalho da PJ se limitava a ficar sentadinho no ar condicionado, à espera de um telefonema – anónimo ou não.
Recebia-se a denúnciazinha e depois, com um murros e uns empurrões, a “verdade” vinha ao de cima. A título de exemplo refiro apenas o caso da mãe da Joana, cuja cara feita num bolo preto resultou, para a PJ, dela ter tropeçado na escada.
Porém, com a tecnologia, veio a nova forma de investigar – as escutas telefónicas. Continuam sentadinhos no ar condicionado, mas entretidos a ouvirem conversas escabrosas sobre a intimidade dos visados.
Ora, é com denúncias e com escutas que a nossa PJ trabalha.
Como no caso Meddie não houve nem uma coisa (o grupo de amigos ingleses acertou uma estória e mantiveram-na inalterada repetidamente), nem a outra (por serem ingleses, não foram colocados sobre escuta), a PJ ficou sem “provas”. Grande azar…
Nada me move contra as pessoas da PJ, onde tenho amigos do peito. Mas no fundo e a todos nós portugueses, o caso em referência é apenas mais um a lamentar: daquilo que tem sido tornado público e do atropelo constante de declarações e opiniões de pessoas com responsabilidade ligadas à instituição, denota-se de uma incompetência evidente e escandalosa.
A que acresce o ridículo do investigador responsável pelo caso se ter vindo embora da PJ com uma reforma antecipada paga por todos nós, e ainda de lucrar mais com um livro em que divulga exactamente aquilo de que teve conhecimento no estrito âmbito da sua actividade profissional, por si sigilosa e ao abrigo do segredo de justiça.
Além de (infelizmente) ter um ar de taberneiro com uma gravata metida no pescoço, este ex-inspector vai ganhar uns valentes cobres à custa de descrever no livro as suas próprias faltas,incompetências, omissões e submissões altamente grosseiras, pois era ele o único responsável pela coordenação da investigação.
Isto é tudo um circo e ninguém acha caricato! Até deve haver uns papalvos a dar dinheiro ao ex-polícia apesar de já todos sabermos o que é que ele ali diz…E ainda diz que “sabe” mais, e irá publicar outro livro (ou está a meter medo a alguém, ou a preparar a sequela á boa maneira hollywoodana. Espero que ele amealhe algum, pois os ingleses e o ex-bastonário da Ordem dos Advogados dos óclinhos, que também se tem promovido e facturado à pála da miúda, vão accioná-lo devida e principescamente – como o figurão merece, aliás.
Aquilo que aqui digo, não põe em causa a necessidade de apanhar os meliantes de qualquer maneira. Põe é em causa os métodos amadores, a velocidade de caracol, a falta de habilidade, a inexistência de meios técnicos, e os poderes régios que certos inspectores ainda têm, e que lhes permite daram a público a imagem confrangedora que têm dado, interna e externamente – como no “Caso Meddie”.
Como democrata de um estdo de Direito, e como português com algum orgulho nas nossas gentes, tenho pena e lamento imenso.
Digo eu…
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Se fechar numa sala uma galinha e uma vaca e no dia seguinte aparecer um ovo,apesar de nao haver provas, a probabilidade de ter sido a galinha a por o ovo nao seria grande?
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ó ordralfabeletix… faça a pergunta colocando a galinha, a pata e uma avestruz. Tem de examinar o ovo para provar quem é.
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Não há provas de homicídio, mas há provas de probabilidades.
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A vaca é inglesa?
Se for inglesa poe ovos. Os ingleses sao todos uns monstros que poem ovos.
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Se fechar numa sala uma galinha e uma vaca e no dia seguinte aparecer um ovo,apesar de nao haver provas, a probabilidade de ter sido a galinha a por o ovo nao seria grande?
Uma rica lógica diga-se! Tudo relacionado com o caso!
A verdade é só uma: a PJ, e sobretudo Gonçalo Amaral, é incompetente! Mas lembra a alguém só processar um possível local de crime 100 dias depois dos factos ocorridos? Da mesma forma que não lembra a ninguém andar a sustentar uma tese de homicídio, mesmo que acidental, com base em convicções pessoais e não em provas!
A PJ tem mostrado elevada incompetência em praticamente todos os principais casos mediáticos dos últimos tempos:
– Processo Casa Pia: métodos de investigação e de recolha de provas duvidosos;
– Apito Dourado: escutas ilegais, desvalorização de provas contra possíveis suspeitos, agentes da PJ a fazerem de conta que são árbitros como fonte de prova…
– Caso Joana: mas ainda há alguém que tem dúvidas que a mãe, e suposta homicida, foi agredida pela PJ? É que ficar com os olhos pisados de se atirar de uma escada abaixo é perfeitamente lógico!
– Caso Maddie: investigação vergonhosa, capacidade de comunicação igual a zero!
Ainda por cima temos de assistir à glorificação de um incompetente com um livro escrito poucos meses depois de ter sido afastado do caso a insistir numa tese que não tem sustentação!
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isso!
Continuai a desancar na PJ, nas autoridades portuguesas e estão a prestar um magnífico serviço aos ingleses, que nem eles já acreditam na inocência dos ex-arguidos…
Fica-vos a matar este anti-portuguesismo militante e serve vários interesses.
Sei, a ideia é atacar o governo por via da “incompetência” policiale judicial.
Bons, mesmo bons são os polícias ingleses que têm dúzias de casos de assassínio por resolver, todos os anos ou que condenam a perpétua inocentes como esta semana se viu!
Nem vale a pena argumentar convosco.
Influências políticas? Nada disso houve.
Interferências policiais e políticas? Nem pensar!
Só, e apenas a PJ e por inerência o governo português é que são incapazes!
Sim senhor. Belo raciocínio e que campanha limpa!
Sem poluição!( mas tb sem vergonha!)
MFerrer
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Digam lá todos o que quiserem. Li agora os jornais ingleses. A xenofobia inglesa nota-se a léguas (eles ainda teimam em não usar o sistema métrico)! A xenofobia portuguesa também se sente. Mas há algo que ninguém ainda falou…as cautelas originadas pelo medo? com que os media ingleses estão neste momento a tratar do assunto! Será somente receio de pagar indemnizações? E os processos contra o inspector? Vêm ou foi só bluf?
Desta triste história aprendemos uma coisa.
Entra-se num apartamento pela porta e sai-se pela janela (o contrário era mais comum e lógico)…Ninguém explicou ao raptor que a porta tanto serve para entrar como para sair? E que até dá menos nas vistas?
Então e os cães? serviram para vários processos em Inglaterra e uma vez em Portugal já não prestam? (Os jornais ingleses mal se referem a estas pistas)E o DNA é inconclusivo porque podia ser de qualquer um da família. Porque carga de água estaria DNA de qualquer um da família junto ao pneu sobressalente de um carro alugado? (eu não vejo o meu há anos. Só o da barriga!)
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Este post revela a pequenez de certos portugueses. Não se conhece ainda a investigação mas já se está em condições de criticar.
E se calhar convinha inteirarem-se do assunto antes de se fazer comentários desfasados a alimentar o ego do politicamente correcto sedento de sangue.
Nós ajudamos.
1/ http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009&contentid=8812F3C4-9CE4-4A43-8FD2-25B888C6080C
“Mas não há provas” suficientes para condenar os arguidos porque, felizmente e ao contrário do que se dir por aí, a nossa justiça não tem nada de Santa Inquisição. Antes pelo contrário…
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MFerrer eu ataco a Pj nao é por nao ter descoberto o caso, nem é por causa dos erros que enfim alguns sao mesmo parvos. Ataco porque me desilude. Querer acusar sem provas, usar provas que nao sao seguras, acusar porque acha que sim, usar os média para provocar autentico ódio contra o casal e os ingleses. Pode até estar com a razao, mas para ter razao tem que arranjar provas e nao coisas como o diário, a página da bíblia, o papa, o porta-voz que é amigo do PM, o swing, frases aqui e ali, etc….etc
E a desculpa que nao conseguiram mais por causa das forças ocultas dos ingleses, enjoa. Desilude-me que tivessem respondido a ataques e maldizer da impresa inglesa, e que nao fossem simplemente profissionais.
Se eles fossem culpados nao me parece que fosse dificil arranjar provas. Um exemplo colocavam escutas como nos filmes em locais onde eles pensassem nao poder ser escutados e telefonavam com uma noticia de mais um pedido de resgate ou que tinham encontrado um corpo algures e ouviam a conversa entre os dois
.
Nao podem é tentar fazer crer que o cao que cheira a cadaver no ursinho do peluche significa que eles sao os assassinos. Se calhar o cao gosta é de bonecos.
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Ó Assur.. essa cama sem vestigios significa o que? lol
Nao deixou nenhum pedaço para trás? Nem colheram vestigios na altura que tiraram a foto. Ora.
Tiram uma fotografia e esperavam que estivesse lá um bocado da criança? lol
Que raio de jornal esse Correio da manha. Como é que haveria de ter vestigios. Eles levaram o lençol para colher Dna do mesmo? Nao… lol
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“Este post revela a pequenez de certos portugueses”
A pequenez.. Pequenez sao os portugueses que acusam sem provas. Esses é qeu sao pequenos. E é o que a policia quiz fazer. Isso desilude.
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Ia escrever mas o Bruno Ribeiro, já se adiantou. Subscrevo o que lá está em 14.
Com um acrecento: a cama sem vestígios, só terá algum valor, se for claro que foram recolhidos lençóis e fronhas para analisar. E mesmo assim…
O facto de a cama estar arranjadinha, significa alguma coisa de essencial e indesmentível?
Significa, para Gonçalo Amaral, toda a dimensão da sua incompetência.
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O gajo – o do livrinho milagroso – foi contratado pela Scotland Yard para seguir a pista do Jack Estripador IV, que encarnou numa algarvia de Boliqueime que se encontrava no poço – o dito de – em hibernação, à espera dele, para pôr em cheque a grande organização que é a Judite. Pena é que o dito Jack não tenha raptado ou estripado ou lá o que foi, o tio Jerónimo de Sousa pois, assim, teria prestado um inestimável serviço à comunidade de língua portuguesa e nunca se descobriria o malandro nem com a prestimosa ajuda da KGB que, nesses momentos de grande aflição, ressuscita, para grande gáudio dos comunas.
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é para mim difícil como mãe e avó, pensar que os pais tenham feito mal a esta criança intencionalmente.Se foi acidentalmente deveriam ter assumido, e confessado, pois correram o mundo angariaram fundos visitaram o Papa, comoveram toda a gente, e na realidade tudo leva a crer que eles estão cúmplices na fatalidade…Se não se conseguiu provar tal facto, então que as investigações continuem, para alívio de todos nós, pois é triste perder um filho e mais triste ainda é ser acusado sem haver provas. que Deus ajude a que tudo se resolva….
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Resumindo e concluindo: enquanto cidadão, espero que nenhum dos comentadores que por aqui passeia certezas, seja polícia ou juiz.
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Ó Anónimo 18
Obrigado por ajudar a fundamentar a nossa opinião. L.O.L.
Mas nós vamos dar-lhe uma dica.
Os McCann disseram que a miúda foi raptada enquanto estava a dormir na cama. Se a cama não tem vestígios que uma criança de quatro anos ali teria dormido…
Mas não desespere. Continue a rir que nós também… L.O.L.
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Bonito:
Nenhum polícia, deveria apresentar certezas processuais, baseado apenas em convicções pessoais, desmultiplicando-se em declarações públicas, livros escritos à pressa para apanhar a onda do interesse dos compradores, conjugando assim um interesse pessoal em esconder um falhanço profissional, rotundo.
Mais um triste.
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Anónimo 19
Os McCann disseram que a miúda foi raptada enquanto estava a dormir na cama. Se a cama não tem vestígios que uma criança de quatro anos que ali teria dormido…
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Agora que toda a gente pode mergulhar no processo, aguardam-se ansiosamente as histórias da manquinha que tinha uma sobrinha corcundinha e que vivia num 5º andar sem electridade e tinha um frigorífico de três corpos onde, por engano, guardava uns papeizinhos com um pòzinho que…
Somos um país de voyeurs, de palermas. Tudo o que for especulação, má língua e facadas põe-nos a arfar de ansiedade!
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Só estranho uma coisa, nisto tudo:
O processo Casa Pia, tem muitissimo mais interesse para nós, portugueses do que este caso dramático e porventura trágico.
Então, permito-me perguntar: por que razão não apareceu nenhum Amaral ou simples jornalista curioso a escrever como deve ser e neste estilo adivinhatório e de quase certezas, sobre os assuntos magnos do caso?
Sobre o terramoto, por exemplo…
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Os McCann disseram que a miúda foi raptada enquanto estava a dormir na cama. Se a cama não tem vestígios que uma criança de quatro anos que ali teria dormido…
E insiste! Mas o que raio são “vestígios que uma criança de quatro anos que ali teria dormido”? Analisaram os lençóis? Tiram uma foto e depois dizem que não há vestígios? Se não havia vestígios, porque é que não processaram o local? Porque não consideraram os pais suspeitos?
É fácil: porque são incompetentes!
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Assur:
Resta saber se esses vestígios relevantes, foram efectivamente recolhidos, logo que a polícia chegou ao local dos factos.
Não tenho indícios disso. Logo, também posso especular acerca da incompetência profissional de quem teria o dever estrito de o fazer.
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Mais uma vez, de acordo com o comentário que antecede.
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Estamos nós a falar deste caso, e temos aqui à mão, o mistério, grande, grande mistério da Casa Pia. E parece que também neste caso, o papel da PJ ( e do MP, já agora) deixou algo a desejar. Para muitos, até foi muito.
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O caso Maddie ( e outros, como o da Joana) precisavam de inspectores de polícia espertos e mais do que isso, inteligentes e do nível sereno e reflectido de um detective a sério.
Infelizmente, tiveram o azar de apanharem com um Amaral.
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E todos este barulho, aparece apenas por isso. Só por isso. O gajo sabe que falhou e anda a ver se consegue ultrapassar a frustração.
É a minha visão das coisas. Lamento que nestes assuntos, seja sempre a polícia a tomar a rédea das situações e um ou outro polícia em particular.
O Ministério Público da zona nem se sabe quem é. Apesar de o Código de Processo Penal dizer que quem dirige a investigação é o MP, esta entidade só apareceu muito depois e sem relevância alguma na investigação.
Este é outro drama e outra tristeza. Para mim, profunda.
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“Mas o que raio são “vestígios que uma criança de quatro anos que ali teria dormido”? Analisaram os lençóis? Tiram uma foto e depois dizem que não há vestígios? Se não havia vestígios, porque é que não processaram o local? Porque não consideraram os pais suspeitos?”
Os indícios são simples: a cama desfeita, os lençóis remexidos. Se, ao olhar para uma cama onde é suposto ter dormido durante algumas horas uma criança vemos a cama imaculada, os lençóis direitinhos, como se a cama estivesse acabada de fazer, estranhamos.
P.S – Não critico nem louvo investigações que não conheço.
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Todo este triste caso está muito mal averiguado.
E as conclusões, desvirtuadas.
A PJ não teve habilidade para tratar mediaticamente uma investigação que deveria ter prosseguido tranquilamente.
O comportamento do MP e do ministério da justiça é dúbio, nublado… Passivo demais.
E alguns cavalheiros têm usufruido receitas com livros, etc, à custa desta tragédia — a menos que provem que as receitas reverterão para algum fundo de ajuda a instituições.
Possivelmente algo aconteceu diplomaticamente, entre governos.
Não acredito que os pais da criança a tivessem encontrado morta e coniventes com alguém, se desfizessem do corpo. Inclino-me muito mais para o rapto.
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José
Sobre a cama não é difícil tal como o José (35) demonstrou.
Mas porque razão vamos especular acerca da incompetência profissional da nossa polícia? Por ser moda do politicamente correcto?
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Correcção
José
Sobre a cama não é difícil tal como o Luís (35) demonstrou.
Mas porque razão vamos especular acerca da incompetência profissional da nossa polícia? Por ser moda do politicamente correcto?
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Assur:
Não é por ser politicamente correcto, mas apenas por ser mais correcto saber a verdade do que andar atrás de mitos.
E o mito da infalibilidade e da competência superior, tem sido afirmado vezes sem conta, pela PJ.
É bom que tenhamos sempre a noção da nossa realidade e não andemos atrás de mitos.
Quando a polícia tem sucesso numa investigação, está a fazer o seu trabalho. O que lhe compete fazer. Por cá, esquece-se facilmente esta verdade comezinha.
Neste caso como noutros, as coisas não correram bem, porque a investigação, não logrou deslindar um caso que se apresenta difícil. E não tiveram sorte que é geralmente um dos factores de êxito nas investigações.
Porém, costuma dizer-se que a sorte dá muito trabalho.
Conheço investigações que tiveram sucesso por isso mesmo. Mas poderiam não ter.
Assim, o melhor que a PJ e esse Amaral que só envergonha a instituição com este espectáculo triste que anda a dar, só faria bem em comunicar a realidade das coisas. Apresentar-se como é e como a polícia é. Sem mitos e lêndias que só prejudicam porque a mentira tem pernas curtas e a verdade, como diziam os esquerdistas, é revolucionária.
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Em primeiro lugar, quem ouviu ontem, como eu ouvi, as notícias sobre este assunto na sky news, parace que entra numa realidade paralela. O esforço que toda os jornalistas ingleses fazem para ignorar certos factos e concentrarem-se apenas nos factos do bota-abaixo da polícia portuguesa é de um ridículo sem paralelo.
Em segundo lugar, não há nada de anormal no facto de as probabilidades apontarem num sentido e não haverem provas que o confirmem. Isso é um problema quotidiano de muitas investigações. O MP só fez aquilo que tinha que fazer: quando não tem provas, determina o arquivamento. O que não significa que, mesmo sem provas sólidas que sustententem uma acusação, não seja possível encontrar probabilidades fortes de a tese do envolvimento dos pais ser verdadeira.
Em terceiro lugar, apesar de ser evidente que a judiciária não teve no seu melhor momento, não me parece que seja muito justo culpar a judiciária do fracasso de uma investigação onde, ao que parece, desde os envolvidos até aos próprios meios de comunicação social, toda a gente trabalhou no sentido de criar uma onda de ruido em torno da investigação que, evidentemente, a dificultou.
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Além disso: a cama não desfeita, não prova directa ou indirectamente seja o que for, enquanto não se mostrar que alguém lá dormiu ou não dormiu e que alguém a arranjou ou não arranjou.
E isso não se prova com convicções feitas a partir de fotos que não sabemos quando nem como foram tiradas, nem se esse facto foi apresentado nos interrogatórios e foi ou não respondido a contento e se há explicação plausível para o facto.
O facto em si, tal como aparece no jornal, significa apenas isto: há uma foto no processo que mostra uma cama feita. Aceitando que seja a cama onde a miúda dormiu, resta saber porque estava assim- se estava…
Terá sido? É que não li o processo…mas parece que o jornal já sabe tudo.
Ando a reler o Nome da Rosa de Umberto Eco. Depois de ter passado um dia em Melk, e ter visto o maior convento beneditino da Europa. E que serviu para Eco dar o nome ao personagem Adso ( de Melk), do romance.
Este livro ( um dos melhores que jamais li), além de muitas outras coisas, ensina-nos de modo magistral que as aparências iludem. Os mais convencidos e pressurosos, geralmente.
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A PJ não tem culpa do fracasso da investigação, a meu ver. Teve foi azar. Ou, visto de outro prisma, não teve sorte.
Porém, como já disse, esta dá muito trabalho. E foi este que faltou na primeira hora de investigação.
Seria isso suficiente para deslindar o caso? Quem sabe? Eu não arrisco palpite.
Por isso, digo: a PJ fracassou, como tem de fracassar noutros casos. É assim mesmo, nada há a fazer.
Porém, não me venham com livros a justificar convicções pessoais, baseadas em indícios que podem sempre ser desmentidos por argumentos a contrario.
Assumam o fracasso e para a próxima trabalhem melhor, sempre com a ideia que podem outra vez fracassar.
É assim que uma polícia deve ser. Verdadeira, profissional e com brio. E depois não se deve envergonhar destas coisas. Apenas deve envergonhar-se dos seus Amarais e Paulos Cristóvãos.
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O maior pecado que a religião cristã, assumiu no seu catálogo de sete pecados mortais, é o da soberba.
A que se opõe a humildade. É o que falta a uma certa PJ. Não a este actual director, segundo me parece.
Esperemos que as coisas melhorem, mas sem grandes esperanças.
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“A PJ não tem culpa do fracasso da investigação, a meu ver. Teve foi azar. Ou, visto de outro prisma, não teve sorte.
Porém, como já disse, esta dá muito trabalho. E foi este que faltou na primeira hora de investigação”
É precisamente isso que eu acho. Mas convém ver as coisas sob o prisma da própria PJ. Se a verdade foi o rapto, não se descobriu nem havia forma de descobrir o culpado. Milhares de casos em todo o mundo estão aí para demonstrar essa triste verdade.
Se a verdade foi um envolvimento da família, no meio de depoimentos que apareceram logo a dizer que tinham visto um homem com uma criança ao colo, histórias sobre janelas abertas que afinal estavam fechadas, um apartamento contaminado pela presença de várias pessoas ainda antes de a polícia ter chegado, centenas de avistamentos em todas as partes do mundo, a quem é que admira que não tenha sido possível recolher provas?
Claro que isto não branqueia o deplorável comportamento de uma pj que falou demais quando devia ter estado num silêncio total.
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José
“Quando a polícia tem sucesso numa investigação, está a fazer o seu trabalho”. Quando falham devem ser apedrejados. Assim pensa a opinião pública.
Convenhamos que as críticas efectuadas pela opinião pública a nossa PJ começam a resvalar para a dor de cotovelo conforme se pode ler na expressão “infalibilidade e da competência superior”.
Quanto à cama, se a miúda foi deixada lá a dormir como afirmaram, teria de apresentar outro aspecto. Essa sendo de sensibilidade geral não gera dúvida.
“E isso não se prova com convicções feitas a partir de fotos que não sabemos quando nem como foram tiradas, nem se esse facto foi apresentado nos interrogatórios e foi ou não respondido a contento e se há explicação plausível para o facto. Terá sido? É que não li o processo”. Lá está. É aqui que a opinião pública enferma. Não se sabe mas comenta-se. Veja-se o caso Esmeralda e o papel da comunicação social em conduzir a carneirada ao lado do Coronel, perdão, sargento.
“A PJ não tem culpa do fracasso da investigação, a meu ver. Teve foi azar. Ou, visto de outro prisma, não teve sorte” Infelizmente aqui há factores mais corpóreos que a sorte e o azar. Tais como determinadas pressões sobre a investigação.
Sobre o “Nome da Rosa”, interessante a problemática suscitada pelo nominalismo entre o que é essencial, que parece ser o nome da rosa como nome, em si um conceito, portanto um universal, dessa forma, eterno, imutável, imortal e de sua contraposição a rosa particular, individual no mundo, flor de existência única na realidade, que por acontecer, também é passageira, mortal e transitória.
O próprio nome do livro suscita uma questão que relembra a questão dos universais e dos particulares, que se refere a saber se o “Nome da Rosa” é universal ou particular. O quadro da questão pode ser representado de forma tradicional pelo quadrilátero de proposições lógicas. A questão se refere ao juízo que fazemos do nome da rosa: se ele é universal, por exemplo: O nome da rosa é imortal; particular: O nome da rosa é passageiro (mortal) e ainda: Nenhum nome da rosa é imortal ou: Algum nome de rosa é passageiro. Os vértices do quadrilátero seriam formados por esses quatro juízos. Seria algum desses juízos verdadeiro ou falso? Se sim ou não, nisso há alguma contradição? Haveria outras possibilidades, outras incertezas?
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««O que não significa que, mesmo sem provas sólidas que sustententem uma acusação, não seja possível encontrar probabilidades fortes de a tese do envolvimento dos pais ser verdadeira.»»
Eu acho extraordinário que uma polícia que se diz científica formule “pobabilidades fortes” quando nem tem provas para fazer uma acusação (e muito menos para conseguir uma condenação em tribunal). As tais “pobabilidades fortes”, se não se baseiam em provas, baseiam-se em quê? Nos sentimentos dos investigadores? Eles não deviam usar o método científico para investigar o caso em vez de andarem a dar palpites sobre coisas que não conseguem provar?
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João Miranda,
Só acha extraordinário – caso maddie à parte – porque não percebe que nem sempre a verdade dos processos judiciais corresponde à verdade dos factos. Exemplo rápido: uma confissão obtida sob tortura, ainda que verdadeira, não é válida e se não existirem outras provas, a pessoa é absolvida porque a verdade do processo não corresponde à verdade dos factos.
Há inúmeras situações em que, de acordo com critérios de razoabilidade, se percebe que um facto aconteceu. Mas essa percepção, que seria suficiente para o Jmiranda extrair uma conclusão, pode não ser suficiente para sustentar uma acusação. As percepções obtidas através de critérios lógicos (e nao intuições) em muitos contextos não são suficientes para obter o grau de certeza que a convicção judicial exige.
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E mais, o trabalho da polícia desenvolve-se, precisamente, através das probabilidades fortes. Quando não se sabe, não se viu e é preciso descobrir, primeiro parte-de daquilo que é provável que tenha acontecido e depois tentam-se encontrar provas nesse sentido. É assim que se investiga a menos que lhes caiam no colo provas de outra versão qualquer.
O que está francamente errado aqui, é haver agentes que sendo responsáveis pela investigação e não tendo logrado obter provas que confirmassem que o que entenderam ser indícios, venham para fora do processo fazer comentários.
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José do comentário 25:
Eu devo ser o único português que não tem opinião formada sobre este caso. Mas não posso deixar de reconhecer que há uma série de situações mal exploradas. Por exemplo, nunca vi os jornalistas muito interessados em saber o que leva alguém a trocar um bem remunerado cargo junto do governo britânico, para vir fazer o papel de porta-vos da família. Isto nada tem que ver com os dados até agora em segredo de justiça, e talvez contribuísse para esclarecer algumas coisas.
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Lololinhazinha,
Já todos sabemos em que se baseiam as tais “probabilidades fortes”. Baseiam-se em nada. A PJ formou opinião sem provas e depois tentou encontrar provas e não conseguiu. Ou antes, tentaram valorizar provas (como as provas genéticas e os cães) que não provavam nada. E o mais grave é que a PJ insiste que as opiniões é que deviam ter contado e teriam contado não fossem as forças ocultas.
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O método da PJ neste caso foi o de tentar chegar às provas a partir das convicções, quando o procedimento correcto é o de chegar às convicções a partir das provas. Não é por acaso que não se preocupam em recolher provas logo no primeiro dia. No primeiro dia formaram a convicção de rapto. Logo, não fazia sentido em procurar provas de assassínio.
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João Miranda,
Uma amiga da família jurava a pés juntos ter visto um homem com uma criança ao colo, pouco antes do desaparecimento da miúda, perto do local de onde a miúda desapareceu. Esta foi a prova que condicionou a investigação inicial no sentido do rapto. Não parece lógico seguir esta pista?
Além disso, por motivos evidentes, a investigação da tese do rapto é prioritária em relação à do homicídio. Se fosse ao contrário é que seria criticável porque faria com que a polícia se preocupasse mais em encontrar responsáveis para uma morte do que em salvar uma vida. Havendo algo que apontasse para o rapto era este o caminho correcto para a investigação. É preferível deixar responsáveis por um homicídio sem punição do que deixar uma criança viva nas mãos dos sequestradores por errada canalização de meios. É assim que a polícia pensa e ainda bem.
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Calma gente.
Analisar camas não está à altura de todos.
Eu sei quem podia ser chamado a dar uma opinião importante mas neste momento (presumo) está ocupada a desfazer uma.
Mas sobre camas convêm relembrar que num dos lençois analisados pela equipa do Exmo.ex-inspector e novo romancista Gonçalo Amaral foram encontrados fluidos de hóspedes passados cf. se pode ler no extracto publicado pelo Expresso.
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Ao fim de 50 comentários, fico com uma convicção: a investigação, se tivesse tomado em consideração estes comentários, teria sido bem pior do que foi!
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A verdade sobre o caso “Maddie” – que era a única coisa que poderia interessar – nunca irá ser conhecida, pelos vistos. Nacionalismos patrioteiros, anglofobias, lusofobias, investigadores de bancada, palpites, etc., etc., valem o que valem.
Sem querer ser cínico, eu estaria tentado a dizer como o Oliveira Salazar que uns “safanõezinhos” dados a tempo fazem milagres… Infelizmente parece que a União Europeia já não vai nisso, como os da Judiciária perceberam tardiamente…
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Acompanhei o caso de perto, apesar de não ter trabalhado com ele directamente e por isso posso afirmar, sem rodeios, que o mesmo se deveu, em grande parte, ao “azar” de, na altura, estar a chefiar o DIC de Portimão o Sr. G.A.
A PJ, como instituição, não devia ser posta em causa pelo comportamento irresponsável e indigno de um dos seus mais nocivos elementos.
No activo revelou sempre as suas péssimas qualidades como líder.
Se fizermos uma retrospectiva dos títulos do Correio da Manhã desde o início do processo e os compararmos com o livro, vemos logo quem foi o grande obreio desta “paranóia” colectiva sobre o casal inglês.
O que, para quem conhece a esquizo-personagem, faz todo o sentido.
Há pessoas, em todas as áreas, algumas delas de reponsabilidade, que nós conhecemos e que rapidamente consideramos que nunca poderiam assumir determinados cargos.
Este é o mais paradigmático.
Uma das coisas, rapto ou homicídio, aconteceu naquela noite. Não se pode é querer forçosamente chegar a uma delas por tão ínvios caminhos.
O que me espantou sobretudo foi a total ausência de liderança da Direcção da PJ no caso, sabendo de antemão dos antecedentes e das incapacidades/incompetências de G.A. para coordenar um caso que, logo à partida, se sabia muito difícil.
Estaremos, assim, perante o “crime perfeito”: que considero todo aquele que a polícia não consegue resolver. Neste caso, em larga medida, por inépcia da direcção do serviço e da coordenação da investigação.
Os inspectores que trabalharam o caso, podem crer, deram o melhor de si (e estão ao nível do que melhor se faz por essa Europa fora) e só não resistiram a tão má liderança.
Felizmente que G.A.(s), na PJ, não há assim tantos. Mas que os há, há.
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Estimada Lololinhazinha: não posso concordar consigo quando diz que a PJ não teve culpa no caso Meddie – para si foi só azar, mas olhe que não Dra…..
Em primeiro lugar, porque (se conhece alguma coisa da maneira como ali se trabalha, concordará comigo) se define um crime à partida, e centram a investigação toda nessa linha, desprezando e arredando todas as outras hipóteses criminais possíveis – nem sequer equacionaram outra qq direcção;
Segundo: ao direccionerem numa única direcção (nesta caso, o rapto), deram cabo irremediavelmente dos indícios e provas que esquadravam outras hipóteses de crime (morte involuntária,acidental, ocultação de cadáver, etc.);
Terceiro: a omissão nas medidas devidas de salvaguarda das circubstancias envolventes do caso, tornaram impossível a recolha de prova posterior (recordo-lhe que ao fim de muitos meses, d obtenção e análise às impressãos digitais, concluiu-se que estas eram dos próprios polícias – gaffe incomensurável para um polícia digno desse nome);
Quarto: foi preciso a Scotland Yard propor a intrevenção dos cães snifeiros, e análises ao ADN para que estes tivessem actuado, mais de 6 meses depois do inquérito ter sido iniciado;
Quinto: inexistência de pedido de escutas telefónicas – se a Lololinhazinha conhece o Código e a prática penal, sabe bem que em caso de rapto do Juíz d Instrução autoriza de imediato o pedido da PJ de escutas;
Sexto: análise à fracção autónoma e à viatura quase um ano depois da ocorrência – nem a polícia do Burumbi, ou do Congo, demoraria tanto tempo a analisar os elementos materiais ali disponíveis;
Sétimo: constituição de arguído do outro inglês (Murabi???) – acto gratuito, injustificado, injusto e precipitado da PJ portugueza, apenas para calar os jornais e que ainda pode vir a sair muito caro em Portugal, como se viu no Old Baily;
Quer mais ou chegam-lhe estes, para mostrar à evidência a completa incompetência da Nossa PJ neste caso??????? – (é que estou a almoçar, e as sardinhas estão a arrefecer).
De todos estes erros sobressai a figura de cervejeiro da baviera do ex-inspector agora escritor. Mas a culpa também é da instituição que lhe atribuiu os pederes para coordenar o caso.
PS – Aí para trás fala-se da criança ter sido raptada “da sua cama”…mas, está já tudo grosso, ou estão só a ver muitas séries televisivas? Se ninguém asistiu ao alegado rapto, como é que é possível falar da cama, do armário, da janela, ou do que quer que seja????????????
Digo eu….
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O comentário do Anónimo 56
É algo que não se deve menosprezar.
Parece-me plausível.
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Eu leio e re-leio e continuo a não acreditar: a PJ não teve culpa, teve azar! AZAR? Mas desde quando é que uma investigação policial de define pela sorte ou azar? Mas a justiça em Portugal é tipo euromilhões agora?
A PJ só tinha de fazer uma investigação competente! Ponto final! E a partir daí obtinha ou não provas que sustentasse a tese de rapto ou de homicídio. O que o sr. Gonçalo Amaral acha ou deixa de achar é irrelevante para o caso. O que interessa são o que as provas indiciam. No caso não indicam homicídio, rapto ou outra coisa qualquer. Como tal, é absolutamente ridículo alguém defender que os McCann mataram a própria filha, porque há forte probabilidades disso ter acontecido, mas provas é que não há nenhuma! Também há a possibilidade da miúda ter sido raptada pelos reptilianos!
E andam por aqui a lançar comentários acerca da grande conspiração inglesa, das probabilidades, e das camas (já agora, a tal foto é que surge no Correio da Manhã? É que se é vê-se perfeitamente que alguém esteve deitado por cima dos lençóis, ou isso é descabido?) e fogem ao essencial: a PJ foi incompetente! O simples facto de processarem o apartamento 100 dias depois do caso e de este ter sido alugado a outros casais seria prova suficiente disso. Mas não, a culpa é dos media britânicos porque são xenófobos! É o que os nossos não são!
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Saloio, desculpa mas não percebes nada disto ou és mesmo mal intencionado.
1. não é assim que se trabalha na PJ (só o G.A.);
2. Em devido tempo poderiam-se ter remediado os erros iniciais;
3. Os “dedos” eram de GNR(s) que tomaram contacto inicial com a comunicação de desaparecimento. Obviamente, chegados ao local, tiveram de procurar e “mexer”;
4. A scotland não propôs nada e os cães foram usados muito antes dos seis meses de que falas;
5. É falso;
6. É falso;
7. Isso é que foi sugerido pelos colegas britânicos que acompanhavam o caso e que teve por base um “estudo de prefil” e na sequência de uma informação de uma jornalista inglesa…
…Informa-te e não digas disparates
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Verdades indesmentíveis:
1-A PJ é incompetente
2-A PJ é a melhor polícia do mundo
3-Os Mcann são definitivamente culpados
4-Os Mcann estão irremediávelmente inocentes
5-Gonçalo Amaral é o nosso inspector Clouseau
6-Gonçalo Amaral está algures entre Hercule Poirot e o Columbo
7-Os jornais é que sabem tudo sobre o caso
8-Os jornais inventaram tudo sobre o caso
9-Maddie foi raptada por aliens
10-Maddie não foi raptada aliens
11-os ingleses são uma cambada de merdosos
12-Os portugueses são uma cambada de merdosos
13-O Rogério Alves, o Moita Flores e o Gonçalo Amaral é que se estão a safar no meio de tudo isto
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Concluindo : chamem o mulder e a scully que aqui há mão de Ets. Ele não há provas de homicidio , também não há de rapto , logo foi abduzida e está noutro planeta. Só pode.
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Diz Assur:
“Quanto à cama, se a miúda foi deixada lá a dormir como afirmaram, teria de apresentar outro aspecto. Essa sendo de sensibilidade geral não gera dúvida.”
Comprei o 24 Horas, para ver as fotos, do quarto e da cama.
Comprovam inequivocamente uma coisa: não é por aí que se pode extrair qualquer ilação. Segundo declarações, a miúda ficou a dormir, por cima da dos lençóis e edredon.
E as fotos, nada permitem concluir.
Quanto à dor de cotovelo, e nada disso.
O problema é a PJ ao longo destes anos todos de democracia, ainda funcionar de modo diverso do que devia funcionar e ressentir ainda muito o espírito anterior ao 25 A/74.
A PJ, no seu conjunto, julga-se superior aos magistrados, voilà! E o problema é que na maior parte dos casos tem razão para isso…
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Diz Assur:
“Quanto à cama, se a miúda foi deixada lá a dormir como afirmaram, teria de apresentar outro aspecto. Essa sendo de sensibilidade geral não gera dúvida.”
Comprei o 24 Horas, para ver as fotos, do quarto e da cama.
Comprovam inequivocamente uma coisa: não é por aí que se pode extrair qualquer ilação. Segundo declarações, a miúda ficou a dormir, por cima da dos lençóis e edredon.
E as fotos, nada permitem concluir.
Quanto à dor de cotovelo, e nada disso.
O problema é a PJ ao longo destes anos todos de democracia, ainda funcionar de modo diverso do que devia funcionar e ressentir ainda muito o espírito anterior ao 25 A/74.
A PJ, no seu conjunto, julga-se superior aos magistrados, voilà! E o problema é que na maior parte dos casos tem razão para isso…
E agora vou á praia.
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Antes porém, quero confirmar a autoria do escrito anónimo. E dizer ao João Miranda que segundo a teoria do processo penal, não há qualquer contradição nos termos que apresenta.
Um magistrado pode concuir exactamente como concluiu o do caso Maddie e no entanto, estar até convencido plenamente que o caso ocorreu como deixa entrever.
O problema é um ou dois artiguinhos do Código que fala nos indícios suficientes e no exacto significado processual penal deste conceito.
Para escrever sobre estas coisas, não basta o senso comum, como já disse.É preciso mesmo saber um bocadinho de direito.
Mas nem é difícil para quem quiser saber. E até é rápido, como passo a demonstrar:
Vai ao Google ( ou ao novo Cuil) e digita: processo penal indícios suficientes. Basta isto. Pode ainda acrescentar tribunal da relação, que é para ler alguns acordãos que são muitos e dizem muito bem explicadinho, até para leigos o que é essa coisa.
Esse trabalhinho prévio, evitaria algumas calinadas, João Miranda.
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««Um magistrado pode concuir exactamente como concluiu o do caso Maddie e no entanto, estar até convencido plenamente que o caso ocorreu como deixa entrever.»»
Não duvido. A questão que eu coloco é outra. Um magistrados não deve ter dois critérios de avaliação da verdade, um privado e um público. Ou pior, não pode divulgar duas verdades ao público, uma oficial e outra oficiosa. Não pode formar convicções sem ter provar. A PJ não deve conduzir investigações com base em teorias privadas sem qualquer sustentação (e é mais que evidente que os magistrados do caso Maddie não têm nenhuma prova para sustentar o que têm afirmado), nem deve manifestar as suas convicções em público sem as poder provar. Se o código penal diz que as provas não são suficientes, o MP não tem que andar a dizer que é elevada probabilidade de homicídio. O que se pede é que quem, desempenahndo cargo oficiais, dá opiniões, se baseie em processos de descoberta da verdade tão rigorosos como os exigidos pelo código penal.
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De alguém com pergaminhos de investigador, esperar-se-ia um muito maior domínio da lógica e muito menos demagogia.
O MP diz que é “elevada” a probabilidade de se ter tratado de homicídio, mas não há provas. quer dizer que a probabilidade de ter sido homicídio é elevada apesar de não existirem provas, não por causa de não existirem provas.
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É um problema tão velho como o Mundo: que risco se deve corre? O de absolver um criminoso ou o de condenar um inocente? Não há resposta pois é uma questão filosófica. Comparem, por exemplo, o Direito Islâmico; ou as leis de processo criminal da China.
E é curioso notar como dentro de uma Europa supostamente unida, as idiosincrassias da Europa nórdica e da Europa mediterranica divergem.
Li o livro do inspector Gonçalo e recordou-me um dito lá do Brasil: “Todo o araruta tem seu dia de mingau!”. O livro divulga uma opinião interessante, mas trata-se apenas uma opinião.
Infelizmente, torna-se praticamente impossível saber a verdade dos factos.
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««O MP diz que é “elevada” a probabilidade de se ter tratado de homicídio, mas não há provas. quer dizer que a probabilidade de ter sido homicídio é elevada apesar de não existirem provas, não por causa de não existirem provas.»»
Mas isso faz algum sentido? Como é que se forma um juízo de probabilidade sem provas?
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Anónimo Diz:
5 Agosto, 2008 às 3:02 pm
7. Isso é que foi sugerido pelos colegas britânicos que acompanhavam o caso e que teve por base um “estudo de prefil” e na sequência de uma informação de uma jornalista inglesa…
Como é que Robert Murat passa de tradutor a arguido?
Havia muitas dificuldades em encontrar tradutores. Precisávamos de muitos porque era preciso ouvir muita gente. Foi a GNR a sugerir o nome de Robert Murat porque falava fluentemente português e inglês. Era conhecido dos militares por ter ajudado informalmente nalgumas traduções. Passa a arguido por um conjunto de factores conjugados. Há um depoimento de Jane Taner que o reconhece quando o vê de costas e garante que é o homem que viu naquela noite com uma criança ao colo.
Mas Jane Taner era uma testemunha credível?
Nunca foi. Mas havia outras coisas. Telefonemas anónimos de pessoas que chegam a referi-lo como possível raptor.
Esses telefonemas anónimos aconteceram antes ou depois de a Jane Taner o ter reconhecido?
Não sei precisar, mas foi seguramente antes de ter sido constituído arguido. Seja como for, nada foi encontrado que relacione Robert Murat a este caso.
Entrevista do escritor ao JN
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José
“Há fortes indícios de que alteraram a cena do crime, mexendo em alguns móveis. As alterações são indicadores de simulação”, lê-se num dos relatórios da PJ, que revela ainda que o peluche de Maddie, encontrado à cabeceira da cama onde dormia, foi ali colocado em momento posterior, uma vez que, ao contrário do boneco, a cama não revelou qualquer odor a cadáver.”
Quanto à PJ também tem razão. Outros também fazem algumas apreenções. Mas é PJ aparece nas TVs 🙂
Vai para a praia da luz? 🙂
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José: “O caso Maddie ( e outros, como o da Joana) precisavam de inspectores de polícia espertos e mais do que isso, inteligentes e do nível sereno e reflectido de um detective a sério.”
Parafraseando JM (algures neste blog): “Qualquer sistema que dependa (determinantemente)da virtude dos seus agentes está condenado ao fracasso.
Ao JM: O método cientifico, segundo creio ter aprendido no secundário, parte justamente da formulação da hipótese …
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Já vai em 70 comentários. Continuem com sangue e facadas que chegarão aos 700.
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Joaquim
O seu comentário visto de outra maneira:
“O MP diz que é “elevada” a probabilidade de se ter tratado de homicídio, mas não há provas.” Estamos tentados a pensar que a frase está incompleta faltando, por exemplo, “suficientes para sustentar a acusação”. Um juízo de valor que também depende de magistrado para magistrado.
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Fado Alexandrino
Falta este pequeno pormenor:
Foi um erro constituir Murat arguido?
Não, não foi. Erro era se nós não tivéssemos actuado daquela forma e ele continuaria sempre como suspeito sem se poder defender. Agora até recebeu uma indemnização. Já reparou que ninguém pediu a instrução do processo? Ele podia tê-lo feito.
http://diario.iol.pt/sociedade/maddie-madeleine-pj-goncalo-amaral-mccann/978138-4071.html
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«Erro era se nós não tivéssemos actuado»
«nós»?? Quem???
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Infelizmente aessa pergunta só podemos responder como o Octávio Machado “Vocês sabem bem do que é que eu estou a falar” ou “na devida altura vocês saberão.”
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Alexandrino, esse homem é um louco, acredita. Pena não ter saído muito antes da PJ.
Podia não se ter descoberto a “verdade”, mas não passávamos por isto.
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se nós não tivéssemos actuado daquela forma e ele continuaria sempre como suspeito
A verdade é que se “eles” tivessem ficado quietos e não acreditassem em telefonemas anónimos, ele continuava era inocente.
Pelos vistos pode acontecer a qualquer um de nós.
Basta uma chamadinha anónima!
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Qualquer sistema deste género, dedicado a investigação de factos com relevãncia criminal, no meu simples modo de ver, depende essencialmente da virtude dos seus agentes. Depende (determinantemente) desses agentes, repito mais uma vez. É o valor e a qualidade dos mesmos que conduzem a resultados positivos, porque se trata de um sistema que lida com fenómenos humanos, essencialmente. Por isso, a palavra sistema, aqui, tem um significado particular e precisa de melhor reflexão para quem o toma como paradigma sei lá de quê.
Agora, o essencial, para o João Miranda:
O que provocou a discussão foi a afirmação de que é elevada a probabilidade de homicídio, mas não haver provas, não é assim?
O que eu disse atrás, deveria ter sido suficiente, a meu ver, com uma consulta a uma entrada do Google com aquelas palavras: “processo penal indícios suficientes”.
A consulta iria parar a um sítio como aquele de onde retiro esta expressão (PGD Lisboa):
” – Os factos indiciários devem ser suficientes por forma a que, logicamente relacionados e conjugados, forneçam um dado persuasivo de culpabilidade e importem um juízo de probabilidade de que o arguido haja praticado o crime que lhe é imputado.I – Para haver lugar à pronúncia não é preciso demonstrar a certeza da infracção, pois basta que haja indícios bastantes da existência do facto punível e dos seus autores.
Processo nº 48806 – 3ª Secção Relator: Manuel Saraiva”
Para além desta noção simples, ainda há que entender o seguinte:
A noção de suficiência, no processo penal, pode resumir-se numa noção simples que remete para o entendimento que são suficientes os indícios, sempre que permitam ao magistrado do MP ou ao Juiz de Instrução ( na pronúncia), aquilatar sobre a probabilidade mais forte de uma condenação do que uma absolvição SE e apenas SE esses mesmos indícios se mantiverem no julgamento do caso.
Ora, nós sabemos muito bem, como a prova tem de ser toda, mas mesmo toda repetida em julgamento ( prova são os documentos, perícias, testemunhos etc etc.). Sabemos que aquilo que os arguidos ou testemunhas dizem em Inquéirito nada vale em julgamento e por isso alguns dizem o contrário do que disseram ( aos arguidos nada lhes acontece porque podem sempre mentir, sem consequências processuais e quanto às testemunhas podem sempre alegar melhor entendimento e confusão e o que calha, às vezes, para dizerem diferente do que disseram. Normalmente perdem a memória dos factos, na altura do julgamento e quando as coisas aquecem. As perdas de memória, não tem consequências, também).
Logo, a verdade a que o João Miranda de apega, é um mito, neste caso.
Tomemos o caso da pequena Joana, também investigado por este tal Gonçalo. A PJ, tinha poucos indícios probatórios. Teve também neste caso, azar ( são azares a mais convenho). E o que se lembraram então de fazer? Obter uma confissão á velha maneira da Inquisição em que esta era a prova raínha e por isso, os métodos para a obter por vezes não eram os mais ortodoxos ( como se pode ler no Nome da Rosa).
Em julgamento, a confissão dos arguidos, valia zero. Tinha que ser repetida para valer e os arguidos, aconselhados pelo advogado, calaram-se.
O que havia de prova essencial, no caso Joana? Pouco. Mesmo assim, foram condenados, os arguidos. Ainda hoje desconfio que mal condenados foram, tendo em atenção as exigências de prova que resultam do processo penal que temos. Mas sabemos também que o STJ por vezes aplica justiça, mesmo sem atender muito às regras estritas do processo penal que poderiam muito bem impedir essa justiça. Estou a especular…
Outro ponto:
A afirmação que houve homicídio provável. Pode ser uma afirmação perfeitamente admissível. Isso quer dizer que os investigadores entenderam ser essa a hipótese mais provável, face aos indícios e provas recolhidas, mas ainda assim, as mesmas não serem suficientes para a acusação. Porquê?
Acusar quem? Os pais? E as provas indiciárias contra eles? Outrém? E as provas?
Será preciso continuar a apresentar argumentos, para rebater os que apresentou no ponto 66?
Esta afirmação – “Um magistrados não deve ter dois critérios de avaliação da verdade, um privado e um público. Ou pior, não pode divulgar duas verdades ao público, uma oficial e outra oficiosa”- não faz sentido.
Pura e simplesmente, estamos a falar de alhos e alguns a entenderem bugalhos.
É este o problema das análises dos casos judiciais- aqui e não só. E é por isso que repito que para escrever sobre certos assuntos, é preciso saber um pouco mais. Isto não é arrogância da minha parte ( Alô Tina).
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Presunção de inocência: somos todos inocentes até ao MP lançar para a comunicação social uma suspeita.
Depois a suspeita é para o resto da vida, sem direito a recurso.
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O MP ou os jornais. Talvez estes, não?
E que dizer do caso Maddie? Também foi o MP? haja senso.
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“A caixa de comentários do público é dolorosa. A quantidade de pessoas que estao convencidas de que eles sao culpados e os querem apedrejar, esquartejar, e estrafegar..”
já por aqui os nossos blasfémios estão convencidos do contrário…é caso para dizer que é o mercado a funcionar!
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Pois é caro José
Conforme escrevi no seu sítio,
com o devido respeito e salvo melhor opinião, há assuntos que nos deviam preocupar mais.
Eis um exemplo: Prisão preventiva em part-time. Era conveniente infomar o pessoal se os presos nestas condições têm direito a banho e pequeno almoço.
Até amanhã e boa sorte 😉
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Ainda sobre a cama:
“Uma das principais contradições nos depoimentos dos McCann, que decorreram no início de Setembro, prende-se com a forma como a filha ficou deitada naquela noite: Kate garante que deixou Madeleine tapada, debaixo dos cobertores. Por sua vez, Gerry dá uma informação contrária: quando foi ver as crianças, antes de sair para jantar, afirma que viu Madeleine deitada sobre o lado esquerdo, totalmente destapada: deitada por cima da colcha com a manta e com o peluche a seu lado.”
http://diario.iol.pt/sociedade/mccann-ultimas-noticias-madeleine-maddie-iol/978826-4071.html
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Para quem acompanha estes casos, é estranho ver como a opinião publica se vai formatando.
Por exemplo a comparação com o caso Joana.
Qual a ligação entre este caso e o caso Joana ? Nenhuma.
Apenas aconteceram no mesmo sitio. E como tal, foram investigadas pela mesma pessoa, G. Amaral. Rigorosamente mais nada.
Se fosse mais a norte, será que comparariam com o Rui Pedro ?
Se fosse noutros locais, com uma das 20 crianças desaparecidas portuguesas, e que ninguém liga nenhuma, a começar pelos próprios portugueses?
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“Uma das principais contradições nos depoimentos dos McCann, que decorreram no início de Setembro..”
Grande contradiçao.. se calhar a miuda tinha calor e tirou a manta de cima dela. A cama tinha cobertores no Verao? Era a manta se calhar.
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já por aqui os nossos blasfémios estão convencidos do contrário…é caso para dizer que é o mercado a funcionar!
Pode ser, mas é um mercado distorcido.
É que enquanto o Público faz censura nos comentários, publicando só aqueles que considera dignos, correctos e que ajudam à causa, aqui nunca vi fazer censura sobre nada nem sobre ninguém.
É um espaço verdadeiramente liberal.
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Uma das principais contradições tem a ver com o facto da menina se ter destapado enquanto dormia?
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“Grande contradiçao.. se calhar a miuda tinha calor e tirou a manta de cima dela. A cama tinha cobertores no Verao? Era a manta se calhar.”
Nem mais. Kate deixou Madeleine tapada, debaixo dos cobertores. Gerry viu Madeleine deitada sobre o lado esquerdo, totalmente destapada: deitada por cima da colcha com a manta e com o peluche a seu lado. Ou seja, a miúda com o calor tirou a manta e teve o cuidado de fazer a cama para se deitar em cima da colcha que antes a cobria.
Pelos vistos opiniadores há muitos mas investigadores poucos.
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Não tem nada a ver com as provas João, a questão é que, estatisticamente, a esmagadora maioria dos casos semelhantes tratam-se de homicidio por parte de um familiar próximo, penso que ronda os 80% mas não posso assegurar. A possibilidade de homicídio por parte dos pais deveria ter sido a primeira coisa a investigar depois de perceber que do raptor nem pedido de resgate havia.
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Honestamente não segui o caso com interesse algum, mesmo tendo em conta o carácter psico-sociológico do mesmo porque a “novela” em torno do mesmo se tornou nauseante. Agora aquilo que me parece óbvio para quem como eu vê o caso à distância é que de facto a PJ foi incompetente! Ao deixar o local sem ser processado, ao permitir que potenciais provas fossem contaminadas, a PJ deixou que o caso se tornasse completamente impossível de julgar. Aqui em Portugal, a questão da dúvida razoável não faz lei, mas a verdade é que ninguém pode com certeza garantir que os McCann mataram a filha, e como tal nem a PJ, nem a comunicação social, nem um incompetente oportunista como o Sr. Gonçalo Amaral podem andar publicamente a acusá-los disso.
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O tal Amaral, é um investigador tipo juiz Roy Bean ( foi caricaturado no Lucky Luke, mas é personagem histórica do Oeste americano). Investiga, imagina, conclui pelo que imaginou ser plausível, acusa publicamente e condena na praça pública, sem qualquer pudor.
E até dá autógrafos.
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Basta vermos os indícios da cama e as contradições para se ver a falta de provas recolhidas pela PJ e termos uma noção do ridículo a que a instituição se prestou. A mãe diz que deixou a miúda coberta, o pai que a encontrou descoberta. Mas isto é uma inconsistência onde? Não será mais provável assumir que a miúda retirou os cobertores, edredons ou o que quer que seja porque tinha calor? O facto de alguém considerar isto suficiente como indícios do que quer que seja é preocupante do ponto de vista do cidadão comum.
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Deixem a PJ em paz para poder trabalhar.
Senão nunca mais descobre quem matou Alexandra Neno mais o rapaz do shopping.
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a primeira coisa a investigar depois de perceber que do raptor nem pedido de resgate havia.
Olhe que há raptores que não procedem como no cinema.
Alguns querem mesmo é o/a raptado e não o trocam por nada.
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“A mãe diz que deixou a miúda coberta, o pai que a encontrou descoberta. Mas isto é uma inconsistência onde?” —->Aí não há inconsistência. Mas não foi isso que se passou. Há inconsistência no facto de a mãe ter dito que deixou Madeleine tapada debaixo dos cobertores e o Pai a ter visto deitada por cima da colcha com a manta e com o peluche a seu lado.
“Não será mais provável assumir que a miúda retirou os cobertores, edredons ou o que quer que seja porque tinha calor?” —->Não porque implica que a menina fez a cama para se deitar em cima da colcha que antes a cobria.
“O facto de alguém considerar isto suficiente como indícios do que quer que seja é preocupante do ponto de vista do cidadão comum.”—> É preocupante quando se quer dizer mal.
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Os indícios da cama, a mim, nada me dizem de relevante. Não consigo tirar as ilações que o Assur tira, assim tão a limpo.
Gostaria de ter um espírito mais prático, mas não tenho.
Quando referi o NOme da Rosa, foi para mencionar que há por lá um caso de raciocínio idêntico: quando queremos muito demonstrar algo, arranjamos sempre modo de argumentar a favor, esquecendo os pequenos detalhes. No entanto, o o diabo esconde-se sempre neles…
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A verdade naturalística é uma coisa simples que por vezes custa muito a descobrir. O erro mais grave que um investigador pode cometer, é aceitar, logo de início, uma hipótese como sendo a mais plausível e desprezar outras igualmente plausíveis.
Neste caso, parece ter acontecido precisamente isso: primeiro rapto; depois homicídio. Tanto uma como outra, deveriam ter sido equacionadas logo à partida e sem preconceitos ou pressupostos negativos. Um investigador deve ser neutro, neste caso.
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Um investigador deve ser neutro, neste caso.
Claro que tudo devia ter sido pensando.
Até a miúda de livre vontade ter ido para uma boite.
Então uma mãe desata aos gritos que lhe raptaram a filha, o apartamento está impecável e não há um sinal de luta ou uma gota de sangue a porta não está fechada e a janela entreaberta e o senhor queria que a judiciária pensasse em crime disse ela.
Adivinhos como o senhor era o que a polícia devia ter de permanência nos piquetes.
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Pensam que uma miuda de 4 anos nao consegue sair debaixo dos coberturas e deitar-se por cima da colcha. Bolas.
Acham que uma miuda de 4 anos é uma azelha.
Para mim o mais provável até seria a miuda ter acordado e ter saido para ir ter com os pais ou ir a algum lado que ela tivesse em mente e enganou-se no caminho e caiu nalgum buraco ou foi apanhada por quem aproveitou a oportunidade.
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Mas também já vos digo se nao existissem contradiçoes, se estivesse o cenário todo muito plausível, é que seria mais de suspeitar dos pobres pais. Caraças entao eles montaram o cenário de rapto e nem abriram a janela, nem desrranjaram a cama, nem umvidro partido… pobres que nem o cenário de tal drama souberam montar.
É na verdade muito estranho serem culpados e nem terem montado cenários. Coisa mais esquisita.
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José
Tem também o frente a frente do interrogatório aonde se nota alguns pormenores. Conforme deve conhecer melhor do que aqui a malta 🙂
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Voltando à cama, esta estava praticamente feita, com a coberta e os lençóis por abrir. Claro que a preocupação de criança de 4 anos quando acorda a meio da noite é fazer a cama bem feitinha para agradar à mãe.
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ó Assur…a cama nao está intacta e uma criança de 4 anos nao deixa uma marca do corpo, só se pessasse 200 quilos.
Mas também o raptor até podia ter feito a cama antes de sair. Se calhar era um obcessivo-compulsivo, ou fez isso para confundir.
Estar a deduzir coisas sobre a cama é cá de uma utilidade. Só se a examinassem no laboratório.
Ou mais simples, algum policia colocou a mao na cama para ver se ela estava ainda quente?
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E além do mais das 6 ou 7h a que se deitou até ao desparecimento nao dava muito tempo para desarranjar a cama. Só teve aí 3 horas para estragar a formatura da colcha.
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Caro José
Só por curiosidade:
Click to access MaddieMcCann_PJ_report.pdf
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Mas os senhores já leram o relatório que manda arquivar o processo?
É que sobre as camas lá diz-se textualmente pelo Ofendido (fls. 50) que uma mancha que foi detectada numa das cobertas de uma cama não pertencia a ninguém da família mas sim que era de um hóspede anterior, uma mancha de saliva do menor Charlie Gordon.
Quem nunca irá para aquele resort é cá o moi je, ainda me acusavam de engravidar a gaja posterior.
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Já agora, e se se fala em edredons, convém recordar que aquando dos factos ocorridos, Maddie tinha 3 anos de idade e não 4.
Agora, se estiver viva, é que terá 4. E daqui a uns meses, 5… Mas na altura do desaparecimento, tinha 3 anos de idade.
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Li o relatório. A parte mais esquisita para mim é o cheiro a cadáver na chave do carro e sangue na mesma. É um mistério.
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Já agora: Nascida a 12 5 2003, desapareceu a 3 5 2007
tinha portanto quase 4
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é o cheiro a cadáver na chave do carro e sangue na mesma
Pode estar relacionado com um contacto com sangue mesntrual.
Como este provêm da decomposição de um óvulo (igual a quase quase uma pessoa)sei lá, isto é só um palpite tipo GA.
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Um disparate que se diz no caso Joana, é que a mãe desta teria entregue ou vendido a criança. E que não a teria morto.
Mas que a mãe da Joana, teria escondido tais alegados factos.
Ora, para quem estuda estes casos, é facíl de ver que nada disto, faz sentido. Não é punivél por lei, uma mãe vender ou entregar uma criança.
A ser verdade, a mãe da Joana, não seria punida por nada.
Tinha era que dizer, a quem o tinha feito. Apresentar os nomes, para as autoridades verificarem.
Estranhamente, esta tese, sem nexo, continua a correr por aí, apesar da Lei não punir quem venda ou entrague os filhos.
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Eu vou explicar o que me incomoda!
Como eu sou BIFA,e vivo neste Pais desde os 6 meses!
Incomoda-me o servilismo tuga e a ARROGÂNCIA BRITÂNICA,que eu sei como funciona!…
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Agora começa a estar perto da verdade. E se é BIFA, melhor saberá.
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Mais vale ir directa ao assunto. Poupa-se tempo, e talvez algo mude.
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Paulo Quintela, claro que é punivel por lei. Uma criança é um ser humano e na lei os seres humanos nao podem ser vendidos nem traficados. Está na lei. Nao precisa de dizer na lei criança. É para todos. Essa historieta é converseta de treta.
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Podia ser sangue menstrual? E daí o cheiro nas calças da mae,no peluche, etc… quer dizer mais uma suspeita desfeita.
Mas nas chaves do carro? E o Gerry que guardava as chaves malcheiross a cadaver nao cheirava a nada? Ou nunca mais tocou nas chaves depois dela ficar a cheirar a cadaver? E quem conduziu o carro para a inspeccçao cheirava a cadaver?
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Escrevem, neste blog uns aloios, que a policia descobre algo, se não tem apoio de informadores (ele chama-lhe bufos, com saudades do fascismo). A treta da policia de proximidade, è mesmo treta. è nos bares, restaurantes, casa de alterne, receptadores de mercadorias, onde se pode encontrar informação sobre muita coisa. Neste caso não foi aplicavel! mas vieram os policias ingleses, que pediram os cães pisteiros e que assistiram às buscas e ficaram convencidos que houve crime!
Portanto, quando os jornais ingleses, agoram apontam milhentas
de denuncias, que a menina foi vista dias depois, existe uma encomenda de alguem, que quer renovar a teoria de rapto! sempre os mesmos, só que a PJ e a policia inglesa não comeu essa…….
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Bifa , qual Lei ?
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Só para dizer que por aqui acima está uma série de portugueses típicos: burros todos os dias!…
Para conseguir dizer-se esta pérola:
“Ainda por cima temos de assistir à glorificação de um incompetente com um livro escrito poucos meses depois de ter sido afastado do caso a insistir numa tese que não tem sustentação!”
É preciso mesmo ser burro dia sim, dia sim!…
Depois como é que este país não ha de ser como é…
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este país não ha de ser como é…
Tem razão, vá aprender a escrever em português!
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Mas se é proibido dar uma criança, como é que a Esmeralda aparece nas mãos do Sargento e da Esposa ?
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Parece mesmo legal dar uma criança a desconhecidos.
Será que foi isso que os MaCann fizeram ? ?
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Srs. Comentadores,
A polícia inglesa acompanhou a investigação desde o início, assim, quando quiserem, por masoquismo que seja, denegrir a imagem da nossa PJ não esqueçam de referir que os ingleses também lá estavam e até, pasmem-se, foram eles quem aconselharam ao uso dos cães, meses depois.
Deixemo-nos de merdas, se o casal maravilha fosse português, estavam no chilindró. Os indícios recolhidos chegam para um julgamento e depois, aí em julgamento, veríamos como o casal se defenderia e se os indícios resultavam em prova ou não.
Quiçá, optassem, confrontados com a acusação, por uma confissão integral e sem reservas.
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meus amigos sabem que mais?
estão todos impunes da justiça!
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Tenho uma sugestão. Porque não atribuir a investigação destes casos, os mediáticos, à P.S.P. ou à G.N.R? Meus Deus, tanta ignorância. Estes comentários são explicitamente difundidos por pessoas que não fazem a MÍNIMA ideia do que estão a comentar.
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