Turismo olímpico ou socialismo olímpico?
18 Agosto, 2008
É certo que os atletas olímpicos portugueses se têm comportado como turistas. Mas a verdade é que o turista olímpico está muito mais próximo do espírito original dos jogos do que o atleta-funcionário-público. Os críticos queixam-se que o atleta-funcionário-público não cumpre o seu dever para com o Estado que o subsidia. Mas o erro não está na figura do turista olímpico, mas na figura do atleta-fincionário-público. Acabem com os atletas-funcionários-públicos. Não lhes paguem, e o assunto fica resolvido.
11 comentários
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““De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo”, disse o lançador do Sporting”
Antes de o seleccionar, deviam ter-lhe perguntado a que horas queria lançar o peso.
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Não se queixe João que, seja públio, ou privado, ande tudo ao Deus dará.
Seja subsidio, ordenado, dividendo, etc.
porque o problema é receber X dinheiro, para executar uma função, e não a executar …
não é uma simples questão de Deve e Haver, a que está habituado.
É a razão deste País estar como está.
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Aqui é que era giro comparar com os outros países e os milhões gastos pelas nações vencedoras de medalhas…China e E.U.A., não servem de exemplo pois são campeonatos à parte.
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De facto o Estado não devia dar dinheiro nenhum para isto. O País não ganha nada com resultados desportivos.
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Sobre este assunto recomendo a leitura da minha posta em
http://caldeiradadeneutroes.blogspot.com/2008/08/jogos-olmpicos-e-poltica.html
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O patriotismo olímpico é uma noção que mete nojo, e que parece ter invadido os media com a classificação dos países por numero de medalhas alcançadas e outras imbecilidades do género. Muito útil para os fascistas e sociais-fascistas de hoje e de sempre, ou seja para todos aqueles para quem o indivíduo não existe fora da organização Estado, o tal atleta-funcionário público de que você fala.
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Afinal os nossos atletas olímpicos são os mais puros no ideal olímpico:
O que interessa é participar !
É um desvio andar a construir atletas/escravos para ganharem medalhas, próprio de regimes totalitários.
Assim, A China é que leva mais medalhas, logo seguida da… América.
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Pedro Sá
O desporto é o sector que se paga a si próprio, é por isso que a Europa investe nele há mais de um século…excepto Portugal, que é do Terceiro Mundo!O desporto profissional europeu,incluindo o futebol, gera milhões de euros porque recolhe os benefícios do investimento para criar populações exigentes desportivamente. Na última década, nos Jogos Olímpicos os pequenos países europeus ganharam uma medalha por menos de 1 milhão de habitantes, as quais custaram menos de 40 milhões de dólares de paridade de poder de compra de PNB. Portugal ganhou 1 medalha por 5 milhões de habitantes, custando cada medalha 100 milhões de US$ppp. Isto demonstra que somos uma nulidade no aproveitamento dos nossos recursos humanos e ineficientes quanto aos económicos. Se tivéssemos ganho 5 medalhas estaríamos a conquistar o dobro do que tínhamos feito até agora. Caso fossem 10 era sinal de que estávamos perto da alta competição mundial e do seu óptimo de produção. Os nossos políticos só se preocupam com duas coisas: leis de bases e mega-eventos, decisões exclusivas para produto interno. A verdadeira Europa investe na sua população e na alta competição, ao mesmo tempo que regula o mercado privado minimizando o risco que são os agentes privados associativos e empresariais.O Livro Branco do Desporto da União Europeia diz que o sector desportivo representa 407 mil milhões de euros (3,56% do PIB). O PNB desportivo de Portugal é de 0,5% (2 mil milhões de euros). Isto mostra que o nosso potencial está longe de ser alcançado por dois motivos: o desiquilibrio da estrutura de produção e a inferior literacia desportiva nacional. No artigo acima deste está um comentário, com exemplo, assinado pelo senhor Júlio que mostra que a inferior literacia começa nas escolas.
“Julio Diz:
19 Agosto, 2008 às 10:10 am
E-mail de uma professora de 10ºano da Escola Secundária Luis de Freitas Branco em Paço de Arcos para um dos seus alunos
“Constato que têm perdido muitas aulas de FQA devido a provas desportivas coincidentes com estas aulas e pelo que se vê, todas justificadas! Certamente que esta situação se vai reflectir no aproveitamento.” “
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Gostaria de saber, quem deu o OK. a estes animais! 4 anos deu para ver que filhas da puta se estava a enviar para a china!
Levantar cedo? isto è verdade?
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Seria interessante saber quantos comentadores (incluindo o próprio João Miranda) têm noção do investimento que é feito pelas potências que ganham medalhas e da percentagem de atletas que as consegue. Portugal é um país que nem sequer conseguiu criar hábitos desportivos mínimos na sua população. Agora fala-se das medalhas e do dinheiro gasto (uma miséria, diga-se). Talvez fosse melhor falar das aldrabices da EDP no Sabor, ou das derrapagens das obras públicas, tudo isso com o nosso dinheiro e sem resultados… nem medalhas.
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“Portugal tem reunido todas as “condições”, ao longo das últimas décadas, para que não possamos ficar surpreendidos com os maus resultados registados em Pequim. Um País que abomina exames na Escola (são “traumatizantes” para os alunos…), que aceita alegremente que se entre num Curso Universitário com média negativa, que fomenta o facilitismo (“sacrificios para quê”?…), que deixa vazios os estádios onde se realizam provas de atletismo, que discute futebol até ao pormenor do forro do casaco dos dirigentes, que ergue mais rotundas por Concelho do que locais para a prática livre de desporto, etc, etc, etc… como pode querer que jovens atletas se superem, se sacrifiquem, se mentalizem, se concentrem para serem “os melhores” nas suas modalidades?…” – http://vivo-em-sintra.blogspot.com/
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