Aeroportos de Roma e Nova Iorque concorrem entre si
New York Loses Direct Flights To 25 Cities
Even New York isn’t big enough to maintain all its direct destinations.
Starting next month, nonstop flights between New York and 25 domestic and international cities will disappear, and service to another 55 cities will be sharply curtailed, according to FareCompare.com, an airline-ticket research site that analyzed fall flight schedules at the request of Crain’s.
Bangkok Thailand is among the cities losing direct service to the Big Apple. Ditto Bologna, Naples, and Palermo Italy. You’ll probably have to go via Rome. Tucson Arizona will lose direct service too. A lot more people will be taking connecting flights and spending more time in intermediate airports.
Roma concorre com Nova Iorque por voos de Bolonha, Nápoles e Palermo, apesar de estarem a milhares de quilómetros uma da outra.

O João Miranda consegue sempre surpreender-nos. Quando pensávamos que ele era só ironias e segundos sentidos, manda-nos uma bujardona destas para percebermos bem em que quadrante intelectual ele se encontra.
Volte à escola e aprenda a interpretar um texto…
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João Miranda, mais uma vêz ao lado.
O artigo diz que há menos vôos directos para Nova Iorque, passando estes voos a ter destinos intermédios, por questões de peso e logo economia (podem por combustível no caminho).
O que isso tem a ver com concorrencia? Nova Iorque perdeu voôs como destino? Não!
Se o Voo de Ponta Delgada para Londres parar em Lisboa, há concorrencia entre Lisboa e Londres?
parafraseando “Back to The Future”:
“Anybody home”, JM?
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««O artigo diz que há menos vôos directos para Nova Iorque, passando estes voos a ter destinos intermédios, por questões de peso e logo economia (podem por combustível no caminho).»»
Isso significa que o valor produzido pelo aeroporto de Nova Iorque está a dispersar-se por vários aeroportos espalhados pelo mundo. A razão? Os aeroportos intermédios estão numa melhor posição competitiva para responder a novas condições de mercado. A isto chama-se concorrência.
««O que isso tem a ver com concorrencia? Nova Iorque perdeu voôs como destino? Não!»»
Claro que perdeu. Só os perdeu porque Roma concorre com Nova Iorque por voos directos. Sabe que na concorrência perde-se e ganha-se não sabe?
««Se o Voo de Ponta Delgada para Londres parar em Lisboa, há concorrencia entre Lisboa e Londres?»»
É óbvio que há. Implica que Lisboa passa a captar serviços aeroportuários que até então eram prestados exclusivamente por Londres.
««João Miranda, mais uma vêz ao lado.»»
Gosto da sua arrogância. Está a par da sua incompreensão dos fenómenos de concorrência no sector da aviação.
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Goodfeeling
Suponhamos uma pessoa que tem de voar de Chicago para Bolonha. Antes essa pessoa faria escala em Nova Iorque. De futuro essa pessoa voará diretamente de Chicago para Roma, e daí para Bolonha. Ou seja, efetivamente, Roma concorre com Nova Iorque.
Quando eu vivia em Pittsburgh, podia voar para Lisboa utilizando diferentes companhias aéreas, que faziam escala em diversas cidades: em Nova Iorque, em Londres, em Paris, etc. Ou seja, todos esses aeroportos concorriam entre si como escalas.
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Entrámos finalmente na Twilight Zone. Sem ponta por onde se lhe pegue. O texto é bastante explícito, é escusado inventar teorias para justificar o tiro ao lado.
Two thumbs down…
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Podia ser verdade, mas, de facto, a notícia não diz isso.
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A resposta de Vital Moreira a JMiranda foi pouco convincente. Eu acho.
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««Podia ser verdade, mas, de facto, a notícia não diz isso.»»
A notícia diz que o tráfego que era captado directamente por Nova Iorque é agora captado por Roma. O que é isso senão uma evidência de que Nova Iorque concorre com Roma por esse tráfego? O facto de Roma captar esse tráfego implica um desvio de receitas de Nova Iorque para Roma porque Roma passa a receber mais voos e Nova Iorque menos.
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Conclusão: todos os aeroportos do mundo competem entre si. Quanto mais próximos, uns dos outros, maior é a concorrência.
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Na verdade, a concorrência entre Alcochete e Sá Carneiro até que poderá ser bem forte. Têm é que ter gestões autónomas. Obviamente.
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E, que ninguém tenha dúvidas, a concorrência traz-nos benefícios a todos.
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Mas esta notícia-não é-notícia !
Já mais do que umas quantas vezes algo semelhante foi efectivamente primeiras notícias sobre concorrências, mercados, tráfegos aéreos, aeroportos congestionados, etc, etc.
Veja-se os casos de aeroportos asiáticos “competitivos” ou em parcerias….
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João Miranda ao seu nível!
Então se um cartel de Empresas de Aviação resolverem juntar-se na RAS e voar os passageirops e carga em conjunto para NY isso quer que Johanesburgo está a concorrer com NY?
Concorrer, quer dizer isso ?
NY vai perder passageiros? Ou vai ganhar em todas as frentes: mais passageiros, mais carga e menos aviões….? Portanto, mais eficácia e mais produtividade.
Haja paciência!
MFerrer
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O texto original não fala em concorrência para justificar esta situação. Fala em redução do nº de passageiros e aumentos significativos do preço do combustível. Se dantes ia de NY para Bolonha directamente, e agora precisa de parar em Roma, isso não quer dizer que Roma seja mais competitivo do que NY. Isso quer dizer que o custo por passageiro já não compensa o voo directo NY-Bolonha (e vice-versa). Digo eu…
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O Luis Lavoura em 4. só pode estar a brincar! Leia o texto, compreenda-o e depois perceba que Chicago -> NY -> Bolonha vai passar a Chicago -> NY -> Roma -> Bolonha (e não o exemplo estapafúrdio que apresentou).
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Se considerarmos que ter um voo directo ou indirecto é a mesma coisa, então “todos os “voos” vão dar a Roma”…
Lendo alguns comentários aqui, cheguei à conclusão que o aérodromo de Bragança é tão bem servido de voos como Nova York. Em NY são é mais directos.
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Rxc
Não estou a brincar. Não é só desde Nova Iorque que há vôos para Roma. Há companhias a voar para Roma desde muitas cidades dos EUA.
Repito: uma pessoa que está em Chicago e que dantes voaria para Bolonha via Nova Iorque, agora voará (provavelmente com outra companhia aérea qualquer) de Chicago para Roma e daí para Bolonha. Em vez de voar via Nova Iorque, voará via Roma.
Eu quando viva em Pittsburgh, nos EUA, voei montes de vezes para a Europa e nunca, em nenhuma delas, fiz escala em Nova Iorque. Fiz sempre escala noutros sítios. Julga Rxc que só de Nova Iorque é que há vôos para a Europa?
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««O texto original não fala em concorrência para justificar esta situação. »»
Essa parte requer algum raciocínio …
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Caro MFerrer 13. Afirmar que um aeroporto vai ganhar passageiros e carga porque perde voos desafia toda a lógica de gestão aeroportuária.
O Rxc em 15. só pode estar a brincar! Se Chicago tiver voo directo para Roma, ninguém vai optar por NY.
Talvez seja também adequado ver as coisas ao contrário: Nápoles está a 200 km e Bolonha a 400 km de Roma. Muitos passageiros que usavam Nápoles e Bolonha passarão a usar directamente o aeroporto de Roma. Mais: Roma irá aumentar a sua oferta de voos para NY e só por isso aumentar o número de passageiros graças à melhoria dos horários.
Quem ainda não percebeu que uma das componentes mais importantes da oferta de um aeroporto, para os passageiros e companhias aérias, é as rotas de que o aeroporto dispõe, devia abster-se de comentar, por não cumprir os mínimos (pouco) olímpicos.
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Por texto original refiro-me a isto.
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RTFA!
HARD TO REACH
International cities losing nonstop service from New York.
Bangkok, Thailand
Barranquilla, Colombia
Bologna, Italy
Bucharest, Romania
Cologne, Germany
Knock, Ireland
Lagos, Nigeria
Liverpool, England
London-Luton, England
London-Stansted, England
Naples, Italy
Palermo, Italy
Papeete, Tahiti
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Joao Miranda!
O número de voos pode servir de algum critério para a taxa aeroportuária mas é evidente que critério preferível será o número de utilizadores do voo, ou seja sendo estes os mesmos em termos absolutos significaria que as receitas aeroportuárias serão evidentemente as mesmas!
Ou seja não concorrem estes aeroportos em termos de utilizadores mas sim em número de voos levando os mesmos utilizadores…a questão revela-se mais em termos de concorrencia de companhias doque em termos de utilizadores do aeroporto!
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Mais ou menos assim …aeroportos de Roma e Bologna…concorrem entre si, assim como NY, Chicago, Washington…
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na continuação da notícia original:
“…A couple of months ago I came across a report that if (or, rather, when) oil prices go high enough direct flights across the United States and over similar distances on other continents will become rare. Instead people will travel in aircraft that go in hops. The problem with direct flights is that the fuel for the last part of the journey has to get carried the entire distance. Carrying fuel uses fuel to push that fuel along. So airplanes if airplanes carry less fuel and stop more often they become more fuel efficient. The elimination of direct flights from New York is probably partly a reflection of this fact.”
Mesmo não percebendo nada do assunto, basta ler o resto da notícia! Parece simplesmente que os voos citados, deixaram de ser rentáveis com os actuais preços do combustivél.
A partir de +/-4000km, dependendo do preço do combustivél, compensa fazer uma paragem. A escolha entre as escalas depende mais da companhia aérea e da localização do seu “hub”. Infelizmente a liberalização do mercado ainda não facilita que a Air France faça de Heathrow o seu “hub” principal. Com o TGV pode ser que a Ibéria passe o seu hub para o Alcochete, não deve faltar muito para o ministro Lino se lembrar dessa!!!
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Para começar uma coisinha que João Miranda sabe muito bem mas que ignorou.
JFK está completamente esgotado não havendo um slot livre e havendo leilões astronómicos para comprar posições.
João Miranda também sabe que há por ali mais dois aeroportos internacionais esgotados ou a caminhar a passos largos para tal.
Ditto Bologna, Naples, and Palermo Italy. You’ll probably have to go via Rome.
O que é que isto quer dizer.
Quer dizer que Roma se transforma numa placa giratória para distribuir o tráfego vindo da América.
Ou seja em vez de saírem quatro aviões com destino a quatro aeroportos vão dois para Roma que distribui o tráfego interno.
Qual é a admiração.
Por acaso o João Miranda já se perguntou porque é que saíram no 11 de Setembro dois aviões com intervalo de cinco minutos para o mesmo destino cada um com um terço de ocupação?
O mundo mudou o preço do jet-fuel também e é preciso racionalizar.
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««sendo estes os mesmos em termos absolutos significaria que as receitas aeroportuárias serão evidentemente as mesmas!»»
Está a esquecer que o aeroporto de Roma pode funcionar como distribuidor para os EUA. Permite a muitos passageiros contornar Nova Iorque.
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««JFK está completamente esgotado não havendo um slot livre e havendo leilões astronómicos para comprar posições.»»
E? Quer isso dizer que Roma e Nova Iorque deixam de estar em concorrência. Não. O que quer dizer é que os preços dos slots seriam ainda maiores se não existisse concorrência.
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««Quer dizer que Roma se transforma numa placa giratória para distribuir o tráfego vindo da América.»»
Quer dizer que Roma concorre enquanto placa giratória com outras plas geratóris nos EUA.
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Quer isso dizer que Roma e Nova Iorque deixam de estar em concorrência.
Mas onde é que o senhor vê concorrência.
Então eu tenho um aeroporto onde não consigo fazer aterrar mais avião nenhum, onde a lista para ter um lugarzinho chega a LGA e estou preocupado com concorrência!
Dê um pulinho a
http://flightaware.com/live/airport/KJFK
e assuste-se.
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“Quer dizer que Roma concorre enquanto placa giratória com outras plas geratóris nos EUA.”
Barajas que se cuide!!!
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««Então eu tenho um aeroporto onde não consigo fazer aterrar mais avião nenhum, onde a lista para ter um lugarzinho »»
Mas então o preço dos slots não existe? Não varia? Não responde à variação da procura?
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Não varia? Não responde à variação da procura?
Não.
Pela simples razão de que não há procura, porque não há vagas.
E claro está que The Port Authority of NY and NJ não pode aumentar indefinidamente o preço estipulado.
Talvez dado um saltinho a
http://www.panynj.gov/CommutingTravel/airports/html/air_business_proposal_jfk.php
possa apresentar-lhe uma ideia melhor.
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“Então eu tenho um aeroporto onde não consigo fazer aterrar mais avião nenhum, onde a lista para ter um lugarzinho chega a LGA”
Bem, depois desta notícia, ou já há lugares, ou pelo menos a lista de espera diminuiu razoavelmente. O que, em todo o caso, valida a conclusão de JM: NY perdeu competitivo face a Roma e esta captou mais voos.
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“Não varia? Não responde à variação da procura?”
“Não. Pela simples razão de que não há procura, porque não há vagas.”
Joao Miranda: já sei que discorda, mas penso mesmo que o Governo devíam impor o estudo dos princípios básicos de economia no ensino obrigatório…
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NY perdeu competitivo face a Roma e esta captou mais voos.
Não conforme já expliquei e Roma (FCO) passa apenas a receber aviões com mais paxs.
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Há no entanto uma certeza.
Ninguém sabe como será a aviação daqui a vinte anos.
Quem imaginava há vinte anos que o A380 seria o sucesso que é, com mais procura que fabrico.
Na ideia de João Miranda o que eles deviam fazer era aumentar o preço do que é carinhosamente conhecido como “The Beast”.
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PMS Diz:
27 Agosto, 2008 às 7:24 pm
Não sei se a sua piadinha era para mim mas deixe-me dar-lhe um exemplo para perceber a questão da oferta e da procura.
O Manchester United tem todos os seus lugares de sócios ocupados e a procura é imensa acontece é que não há oferta.
Na opinião de João Miranda e provavelmente da sua há uma solução, aumentar o preço dos cativos de tal maneira que haja desistências e assim satisfazer parte da procura.
Uma excelente ideia que lhe aconselho ir vender aos gestores do MU.
Pode também aplicá-la em JFK e aguardar pelos resultados.
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A notícia não refere nada quanto ao número de voos que é o parâmetro realmente importante na definição de maior ou menor concorrência entre aeroportos.
Os voo para Bologna desaparecem, porque aumentam para Roma. Simples. O aeroporto de Roma não concorre com Nova Iorque mas sim com Ciampino. Eventualmente o maior número de voos para Nova Iorque de Fiumicino, impicará um maior número de voos para Bologna via Ciampino. Mas isto é o mercado a trabalhar, são spillovers de um aumento do número de voos directos para Nova Iorque, que é a rota mais rentável do mundo.
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“Claro que perdeu. Só os perdeu porque Roma concorre com Nova Iorque por voos directos. Sabe que na concorrência perde-se e ganha-se não sabe?”
Um passageiro para ir ver o papa, fica em dúvida..roma?, Ny?, roma?, Ny?…
Uma empresa para colocar os seus produtos nos EUA também.. Roma?, NY?, Roma?, NY?…
“Bangkok Thailand is among the cities losing direct service to the Big Apple. Ditto Bologna, Naples, and Palermo Italy. You’ll probably have to go via Rome.” traduzindo para português:
Bangkok Thailand está entre as cidades que perdem serviço directo para a Big Apple. Ditto Bologna, Naples, and Palermo Italy. terá que voar com escala em Roma.
JM, o que o texto diz é que as pessoas perderão mais tempo nos voos entre um determinado destino e NY. O destino final do serviço (voo) é e continuará a ser NY (por exemplo). Se alguém ou alguma carga quer ir para NY, não é obrigada a ficar em Roma. Ou será que Vila franca de Xira é mais competitiva do que Lisboa, porque os camiões tires param lá para os condutores baterem uma soneca e atestarem o bandulho?
NY não deixou de ser destino. Há mais paragens pelo meio, por questões económicas e de gestão de transporte de mercadorias e pessoas.
NY e Roma a concorrerem como placas giratórias? Tóquio também? Os aviões têm capacidade de voo ilimitada?
Roma ganha passageiros e serviços, mas NY não os perde. Poderá existir um reajuste da oferta. Por exemplo: um avião tem capacidade de 250 pax. Se 100 têm como destino roma e 150 destino NY, porque razão fazer um voo directo?
Com os dados da noticia, não se infere mais nada do que a perda de voos directos por parte de NY, e optimização dos voos. Nenhuma carga e pessoas, irão deixar de ir a NY, por pararem em Roma.
Ou se o Ex.mo JM quiser ir ao Porto e parar em Aveiras, já não vai para o Porto?
A outra coisa que se pode inferir é que Ny irá vender menos combustível para aviões. Daí até existir concorrencia por passageiros…
Quanto a slots: As companhias não deixaram os seus slots em NY, não é o que o texto diz. Apenas Roma ganhou mais movimentos quer de aeronaves quer de passageiros.
Explicando melhor com outro exemplo, porque o tema do texto é voos directos´para NY. Se estou em Estocolmo e vou para NY, poderia ir directamente. Agora passo por Roma. Mas continuo a ir para Nova Iorque. Se um colega queria ir de Estocolmo para Roma e não tinha esse serviço, passou a ter.
Concorrencia era se o trajecto fosse Estocolmo Londres, NY, e passasse a ser Estocolmo, Roma, NY.
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um esclarecimento… todos os persupostos estão na base que estamos a falar de “Rome, Italy”, ou será que é “Rome, USA”?
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Obrigado Goodfeeling, por clarificar finalmente o assunto. Esperemos que a tradução tenha ajudado o JM a perceber a essência do texto.
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««Roma ganha passageiros e serviços, mas NY não os perde.»»
O que interessa é que perde valor. Ter voos directos tem um maior valor acrescentado que ter voos indirectos. Logo, o valor de Nova Iorque enquanto centro aeroportuário diminui. O valor de Roma enquanto centro aeroportuário aumenta.
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“Ter voos directos tem um maior valor acrescentado que ter voos indirectos.”
O aeroporto cobra taxa mediante o peso da aeronave. Dúvido que entre vir de Roma ou “Bologna” faça muita diferença!!!
A tendência actual é para os aeroportos saturados é deixarem de receber tantos voos do regionais, para poderem acomodar mais voos de longo curso (aeronaves maiores, mais taxas, mais pax, mais lucro…). Mas decerto que a gestão do JFK e outros estão muito preocupados com os aeroportos em Roma e Bangkok.
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Mas decerto que a gestão do JFK e outros estão muito preocupados com os aeroportos em Roma e Bangkok.
Tem parcialmente razão.
O que eles estão preocupados é com esta análise de João Miranda e por isso hoje às 09:00 só tinham 21 vôos para partir com atrasos que iam de cinco a trinta e cinco minutos.
Verifique aqui
http://jfktower.com/jfktwr/
os seus gritos de horror!
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O que conta para um aeroporto é o n.º de movimentos de aviões que o utilizam, o numeros de passageiros que embarcam/desembarcam, toneladas de mercadorias movimentadas, etc.
Isso sim é que interessa na competição.
“Ter voos directos tem um maior valor acrescentado que ter voos indirectos.” Monetário, não. Importãncia (ranking) tambem não, porque não é por aí que se mede.
Mas a que valor acrescentado é que fala? Alguma fonte onde diz isso?
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««O que conta para um aeroporto é o n.º de movimentos de aviões que o utilizam, o numeros de passageiros que embarcam/desembarcam, toneladas de mercadorias movimentadas, etc.»»
É óbvio que não. O que interessa para um aeroporto é o valor do serviço que presta. É isso que lhe permite cobrar mais pelo mesmo número de passageiros, aviões, carga etc.
««“Ter voos directos tem um maior valor acrescentado que ter voos indirectos.” Monetário, não. »»
Acha que um aeroporto com voos directos pode cobrar o mesmo que um com voos indirectos?
««Mas a que valor acrescentado é que fala? Alguma fonte onde diz isso?»»
Acho que é mais ou menos elementar que para o passageiro o valor de uma rota é maior quando o voo é directo do que quando é indirecto.
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««O aeroporto cobra taxa mediante o peso da aeronave. Dúvido que entre vir de Roma ou “Bologna” faça muita diferença!!!»»
Para começar, o que acontece em Roma é uma consolidação de tráfego. Logo, o desparecimento de voos directos de Bologna implica uma redução de chegadas a Nova Iorque.
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««Obrigado Goodfeeling, por clarificar finalmente o assunto. Esperemos que a tradução tenha ajudado o JM a perceber a essência do texto.»»
Vê-se que o rxc está à procura de informação sobre concorrência no texto. Mas essa informação não está lá. A concorrência entre aeroportos de Roma e NY deduz-se essencialmente da teoria das redes de tráfego. E isso, obviamente, não se aprende no texto.
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««A tendência actual é para os aeroportos saturados é deixarem de receber tantos voos do regionais, para poderem acomodar mais voos de longo curso (aeronaves maiores, mais taxas, mais pax, mais lucro…).»»
E porque é que existe essa tendência? Porque há nodos na rede capazes de fazer concorrência aos nodos mais importantes. A prazo isso implicará a emergência de novos nodos com capacidade para distribuir tráfego. No exemplo do post, Roma pode emergir como um nodo de distribuição que em vez de usar NY como distribuir começa a fazer a sua própria distribuição para as cidades secundárias dos EUA. Ou seja, a eliminação de voos Bolonha-NY pode levar à emergência de mais voos Roma-Boston ou Roma New Jersey.
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A teoria das redes diz-nos que todos os nodos estão em concorrência uns com os outros e que nodos principais estão sempre em risco de serem substituídos por nodos secundários.
Numa rede existem sempre vários caminhos alternativos para ligar dois pontos. Por exemplo, para ligar Bologna a Boston existem várias possibilidades:
Bologna-Boston
Bologna-NY-Boston
Bologna-Roma-Boston
Bologna-Paris-Boston
Bologna-Londres-Boston
etc
Neste caso todos os aeroportos intermédios estão em concorrência entre si pelo tráfego que liga Bologna a Boston.
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JoaoMiranda Diz:
28 Agosto, 2008 às 2:56 pm
O senhor é um bocadinho teimoso na suas análises.
Mas explique-me lá como é que eu tendo um produto que faça o que fizer não consigo produzir mais que 50 unidades por ano, cujo preço é fixado administrativamento e para o qual em caso de desistência de qualquer comprador tenho 100 em lista de espera, estou preocupado com concorrência
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Mas afinal, nesta comparação NY entra como destino final, como diz o texto, ou como aeroporto de ligação? Pelo menos falem da mesma coisa.
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“Ou se o Ex.mo JM quiser ir ao Porto e parar em Aveiras, já não vai para o Porto?”
Mas o argumento do JM nunca foi esse. Estão todos a pressupôr que os voos disponíveis não são factor relevante para o passageiro escolher se voa ou não (p.e. pode substituir por conference call), ou se escolhe aquele destino ou não (p.e. em vez de passar 7 dias de férias em NY, passa-los em Boston). E, da mesma forma, ignoram o facto de que em muitos casos NY não é o destino final. Por exemplo, muitos portugueses fazem escala em NY quando querem ir para Newark – e nesse cenário existe uma grande diferença entre fazer Lisboa-NY-Newark e Lisboa-Porto-Newark: é que o aeroporto do Porto é mais barato e rápido que o de NY. Ou se quiserem, para quem fazia Bolonha-NY-Boston, agora só resta fazer Bolonha-Roma-Boston.
Ou seja, se quiser ir de Lisboa a Vila-Real, pode fazer Lisboa-Coimbra-Viseu-Vila Real ou Lisboa-Coimbra-Porto-Vila Real.
“Uma excelente ideia que lhe aconselho ir vender aos gestores do MU. Pode também aplicá-la em JFK e aguardar pelos resultados.”
De facto, a gestão de infraestruturas obedece às mesmas regras. Tem duas hipóteses: ou sobe preços, ou aumenta a capacidade. É possível que não aumente os preços de forma drástica para não ter problemas com os stakeholders. Em todo o caso, uma redução da lista de espera não significa senão uma coisa: a infraestrutura tornou-se menos atractiva.
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Fado alexandrino Diz:
28 Agosto, 2008 às 3:23 pm
Isso é um bom argumento contra má regulação (i.e. se a regulação resulta em incentivos ao desinteresse na melhoria contínua do serviço, o resultado a longo prazo não ver ser simpático: vai ser perda anual de competitividade, até que de repente passa de uma situação com falta de capacidade para claro excesso dela).
Goodfeeling Diz:
28 Agosto, 2008 às 3:32 pm
“Mas afinal, nesta comparação NY entra como destino final, como diz o texto, ou como aeroporto de ligação? Pelo menos falem da mesma coisa.”
Caro Goodfeeling: TODOS os aeroportos são simultaneamente aeroportos de destino e aeroportos de ligação? A distinção não faz verdadeiramente sentido.
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Caro PMS.
Neste caso faz. Porque ou estamos a falar de uma viagem Bolonha – NY, ou de uma viagem Bolonha – Roma -NY, e não de uma Bolonha – NY – destino qualquer.
Aliás a discussão é sobre se a escala em Roma, irá tirar valor a NY.
A sua definição está certa do ponto de vista da operadora. Do ponto de vista do passageiro , isso faz a distinção. Saber se quando aterra no aeroporto precisa de mudar de avião ou não. por ex.
Aliás ser um HUB é completamente diferente em termos de gestão de ser o aeroporto de Lisboa, cuja função é mais de destino de passageiros. A relação entre os dois usos é económicamente vital na gestão de cada aeroporto.
Portanto, comparar um aeroporto como destino de carga e de passageiros, que são uns dados, ou comparar esse aeroporto como ponto de passagem ou de transferencia de pessoa e de cargas, não tem nada a ver.
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até que de repente passa de uma situação com falta de capacidade para claro excesso dela
O seu ponto peca por uma omissão.
Não é possível, pelo menos em termos realísticos, aumentar a capacidade de JFK.
Isso passaria por aumentar as pistas, mas tal em termos de gestão e controlo não se torna viável.
JFK já tem 4 pistas a funcionar no seu máximo e o seu tráfego está dependente de conjugação com LGA e EWR, pode acompanhar aqui
http://skyvector.com/#39-15-3-2703-3190
a complexidade da região.
Temos pois que JFK está bem, recomenda-se e certamente que faria as delicias de qualquer investidor privado, pois é obvio que haverá sempre excesso de procura sobre a oferta para voar para lá.
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A concorrência só é boa para o mercado quando há ganho para clientes e acredito que esta disputa será válida para os passageiros… Na aviação o barato é que os players devem concorrer entre si, mas sempre pensando no mercado da aviação que de modo geral precisa de todos para se fortalecer…
Portal Meio Aéreo – Comissários de Bordo
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