Três ideias sobre o sistema bancário
1. Numa democracia, nenhum banco acima de uma determinada dimensão é verdadeiramente privado. Nenhum governo está disposto a deixar falir um banco onde estão as poupanças de milhões de eleitores. Se existe uma garantia pública de que não haverá falência, é como se o banco fosse público.
2. Nenhum mercado bancário pode funcionar bem se existir uma garantia pública de que não há possibilidade de falência. A falência é o custo do risco. Se não existir falência, os gestores tenderão a arriscar mais do que aquilo que seria razoável e ao arriscarem mais tenderão a cometer mais erros e a ter mais problemas.
3. Um sistema regulamentado pelo estado, com emissão centralizada da moeda e com garantias públicas tende a entrar em colapso todo ao mesmo tempo. Isto acontece porque todos os bancos estão sob a protecção das mesmas garantias e sujeitos ao mesmo fluxo de moeda e às mesmas regras.

Sobre o 3, tem muito que se lhe diga. A experiência é que é nos mercados bancários não regulados que todo o sistema tende a entrar em colapso simultaneamente.
Em todo o caso, isso não está relacionado com o Estado. Está relacionado com a interligação que existe entre os bancos, e com a relação próxima entre a saúde da economia e a saúde dos bancos.
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««Em todo o caso, isso não está relacionado com o Estado. Está relacionado com a interligação que existe entre os bancos, e com a relação próxima entre a saúde da economia e a saúde dos bancos.»»
Porque é que os bancos se expõem uns aos outros? Não lhe parece racional que se existisse um risco de falência real, os bancos teriam todo o incentivo para:
1. analisar o estado dos bancos com que se relacionam
2. cortar a exposição a bancos com mais problemas
?
É o facto de não existirem reais mecanismos de mercado que torna mais vantajosa a interligação entre os vários bancos.
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“Numa democracia, nenhum banco acima de uma determinada dimensão é verdadeiramente privado”.
Deduzo então que não vê necessidade de privatizar a cgd.
Está encontrada a explicação para a compra dos prejuízos dos bancos privados por parte de alguns estados (GB, EUA, FR). E eu a pensar era difícil de arranjar uma explicação.
Coitados de nós portugueses quando a “argumentação do número” se impuser na mente dos chineses, por exemplo.
Não me lembro de o ver nos Jogos Olímpicos. Com tamanha flexibilidade deveria ter conseguido ir à prova de ginástica acrobática.
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Bem, já se começa a meter o liberalismo na gaveta…
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Na gaveta? Não percebeu o post?
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5. Tem razão. Foi lido na diagonal. É no que dá a pressa. As minhas desculpas.
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lá vem a fed e o bce ao barulho…mais cacau para quê?
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Caro JoãoMiranda.
Percebi os pontos 1 e 2.
Mas explique-me, porque admito ser ignorante na matéria, e se me pode fazer esse favor, como é possível haver emissão de moeda sem ser centralizada? Com base em quê se não há ouro que chegue para o valor actual das economias?
(se lhe parecer estúpida a pergunta, perdoe-me mas sou um pouco leigo em economia. Pode também responder com um “vai ler uns livros”)
Mas é só o que me falta para me converter ao liberalismo de mercado.
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O Governo por exemplo nos EUA diz que garante os depósitos até $100000 por isso o problema não são as poupanças per si.
O problema é o efeito da notícia da queda de um Banco. Nós estamos instruídos a pensar de uma maneira conservadora no que respeita aos Bancos de modo que a quebra de uma expectativa tão alta tem sempre um impacto maior do que devia.
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««Mas explique-me, porque admito ser ignorante na matéria, e se me pode fazer esse favor, como é possível haver emissão de moeda sem ser centralizada?»»
Existem duas formas possíveis:
1. não existir emissão de moeda – um sistema baseado numa quantidade fixa de moeda
2. emissão competitiva de moedas por diferentes entidades – a integridade deste sistema é garantida pela concorrência
«« Com base em quê se não há ouro que chegue para o valor actual das economias?»»
A quantidade de ouro não é relevante. Pode-se ter papel moeda a valer ouro na quantidade que se quiser. Basta ajustar o factor de conversão.
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Pois , e depois ainda falam da afinsa e da dona branca . Há aqui qualquer coisa que não percebo , mas sei que me perjudica.
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Com o BdP que temos e o exemplo do caso BCP, qualquer teoria sobre a banca cá dentro está sujeita a não valer nada na prática.
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Fiquei convencido.
No entanto, recomendo-lhe a alegre história do Banco Barings, que não foi comprado pelo Governo.
“1. analisar o estado dos bancos com que se relacionam”
Isso não é só válido para os bancos, é também com as namoradas.
“emissão competitiva de moedas por diferentes entidades – a integridade deste sistema é garantida pela concorrência”
E pela ASAE não se esqueça
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Porque é que não responde ao número 3?
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JM ,olhe que o grande problema é os gestores saberem, de antemão, que não vão para a prisão! Ou acabamos com as prisões para os bancos poderam funcionar a seu belo prazer? E, já agora, nas condições que propõe, quem é que lá deposita a massa? Porque não sei se estará presente no seu espírito, que em caso de falência quem se lixa é quem não tem culpa nenhuma.O depositante!
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“Numa democracia, nenhum banco acima de uma determinada dimensão é verdadeiramente privado. Nenhum governo está disposto a deixar falir um banco onde estão as poupanças de milhões de eleitores. Se existe uma garantia pública de que não haverá falência, é como se o banco fosse público.”
Desculpa la Joao, mas porque e que nao pode deixar falir o banco? nao serao os eleitores reponsaveis por confiar nesse mesmo banco?
Nao entendo como o que aqui dizes se coaduna com o Liberalismo…enato vejamos:
Os Sistema de Saude e o garante da saude publica de todos eleitores assim numa democracia este sistema nunca podera ser verdadeiramente privado…
Poderia dizer o mesmo da educacao…e por ai fora…
Nao e uma visao muito liberalista da sociedade a meu ver…
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Troll kalla mik
O João não concorda com o ponto 1 do post. Suponho que se trata de uma ilação que ele tirou depois das 2 “nacionalizações” nos EUA
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Caro João,
Pena é que você descubra a verdade só depois de disparatar e vender propaganda baratissima.
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“Se não existir falência, os gestores tenderão a arriscar mais do que aquilo que seria razoável e ao arriscarem mais tenderão a cometer mais erros e a ter mais problemas.” JM
Têm lógica, sem dúvida. O que é estranho é não haver relatos de colapsos financeiros em bancos públicos ( dos verdadeiramente públicos, quero eu dizer). Segundo essa lógica isso deveria ser muito comum. Mas ao que se sabe bancos públicos não só não colapsam como são uma excelente fonte de receita dos estados.
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“3. Um sistema regulamentado pelo estado, com emissão centralizada da moeda e com garantias públicas tende a entrar em colapso todo ao mesmo tempo.”
Onde é que já aconteceu este colapso total? Pode dar um exemplo?
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««Onde é que já aconteceu este colapso total? Pode dar um exemplo?»»
Basta olhar para as 3 últimas recessões.
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“Basta olhar para as 3 últimas recessões.”
Recessão = colapso total?
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E quantos bancos falharam nessas 3 últimas recessões (é aos USA que se está a referir)?
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Cada vez vejo mais pontos de contacto entre o marxismo e o austrianismo. As mesmas constantes previsões de colapso total do sistema, o mesmo divórcio entre a teoria e a realidade observada, o mesmo milenarismo (se bem que o milenarismo austriaco da massa monetária fixa com os preços a descer assimptoticamente para zero é bem mais engraçado).
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««Recessão = colapso total?»»
É óbvio que a recessão não é um colapso total. Nunca ocorreu nenhum colapso total. A recessão é uma anomalia estatística ó explicável pelo colapso sincronizado de vários agentes e actividades ao mesmo tempo.
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Se assim não fosse o Milenium já tinha dado o último suspiro.
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Essa teoria falha em toda a linha, tendo em conta que a Reserva Federal norte-americana, é um banco privado, ao contrário do que habitualmente se supõe.
é a RF que cria o dinheiro, o empresta ao estado e este paga-lhe juros, ou seja, tudo ao contrário.
rjnunes
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Da wikipedia:
The Federal Reserve System (also the Federal Reserve; informally The Fed) is the central banking system of the United States. Created in 1913 by the enactment of the Federal Reserve Act, it is a quasi-public (government entity with private components) banking system[1] composed of (1) the presidentially appointed Board of Governors of the Federal Reserve System in Washington, D.C.; (2) the Federal Open Market Committee; (3) 12 regional Federal Reserve Banks located in major cities throughout the nation acting as fiscal agents for the U.S. Treasury, each with its own nine-member board of directors; (4) numerous private U.S. member banks, which subscribe to required amounts of non-transferable stock in their regional Federal Reserve Banks; and (5) various advisory councils. As of February 1, 2006, Ben Bernanke serves as the Chairman of the Board of Governors of the Federal Reserve System.
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É mais difícil ser livre do que puxar a uma carroça. Isto é tão evidente que receio ofender-vos. Porque puxar uma carroça é ser puxado por ela pela razão de haver ordens para puxar, ou haver carroça para ser puxada. Ou ser mesmo um passatempo passar o tempo puxando. Mas ser livre é inventar a razão de tudo sem haver absolutamente razão nenhuma para nada. É ser senhor total de si quando se é senhoreado. É darmo-nos inteiramente sem nos darmos absolutamente nada. É ser-se o mesmo, sendo-se outro. É ser-se sem se ser. Assim, pois, tudo é complicado outra vez. É mesmo possível que sofra aqui e ali de um pouco de engasgamento. Mas só a estupidez se não engasga, ó meritíssimos, na sua forma de ser quadrúpede, como vós o deveis saber.
Vergílio Ferreira
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Há funcionárias do banco totta de Montalegre a falcatroar os clientes, aliciando-os as investirem em poupança rendimento vida, pelo prazo de 10 anos dizendo-lho: são depósitos a prazo e que se for por 10 anos a taxa de juro é maior.
como são pessoas do interior com idade e que trabalham na agricultura com o minimo de escolarida(4ª classe), assinam o contratos confiando nas funcionárias sem saber o que estão a assinar, pensando mesmo que as suas poupanças estão no depósito a prazo.qual o seu espanto quando no final de 4 anos(em Dezembro de 2008)recebem uma carta com menos 4000 € da quantia que foi depositada.O clinte dirige-se ao banco dizendo à funcionária que o enganou e que quer levantar as suas economias. A funcionária argumenta que se deixar ficar o dinheiro por 10 anos que o levanta na totalidade, não havendo nenhum contrato que alegue isso, pode ser verdade?
Nota a funcionária em questão é a sª MARIA HELENA RODRIGUES.
GOSTARIA QUE ME RESPONDE-SE.
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