A esquerda lisboeta descobriu-se senhoria e está indignada
11 Outubro, 2008
Helena Roseta: “As rendas actuais são completamente antiquadas.”
José Sá Fernandes: “Fiquei completamente boquiaberto com as rendas baixíssimas.”
Ruben Carvalho: “a autarquia não tem feito uma boa gestão do seu património”
Já terão os acima referidos Helena Roseta, José Sá Fernandes e Ruben Carvalho ouvido falar na Lei das Rendas? Provavelmente sim. Nesse caso saberão que senhorio algum, a não ser a CML, fica boquiaberta com as rendas antiquadas. E o vereador Ruben de Carvalho que tão sensível está à boa gestão do património pode explicar aos outros senhorios boquiabertos com as suas rendas antiquadas o que devem fazer para gerir bem o seu património? Pode deixar sugestões na caixa de comentários deste blogue
22 comentários
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esta cambada não faz nada do que deve.
isto é pior que o Zimbabué
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E a direita?
Já sei, a direita é coisa que nem existe.
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São uns fingidores hipócritas e nada mais seria de esperar desta gente.
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2 – exactamente
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2- mas mesmo que existisse certamente que achava a lei das rendas óptimas. Essa lei e o seu princípio basilar de que os senhorios devem ser a santa casa da misericórdia dos inquilinos, logo as rendas não podem ser liberalizadas, faz a comunhão entre todos os governos deste país desde o tempo em que ainda não havia marchas na capital, nem mangericos no Rossio e em que a própria cidade não sabia em que dia fazia a sua festa. Isto não é uma lei, é talvez a tradição mais antiga da nossa cidade
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Se não existe direita, será uma redundância falar de esquerda.
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“Essa lei e o seu princípio basilar de que os senhorios devem ser a santa casa da misericórdia dos inquilinos, logo as rendas não podem ser liberalizadas,”
Claro. Como se pode admitir que a CML cobre rendas mais elevadas do que os senhorios, que é o que está a acontecer agora e que a nova lei das rendas não vem resolver nada? A CML em muitos casos está até a EXPLORAR os seus inquilinos já que estes podem ter menor rendimento e pagam mais do que os inquilinos de senhorios privados.
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Eu, se fosse inquilina da CML, ia protestar por desigualdade de tratamento e favorecimento dos inquilinos de senhorios privados. E se não me baixassem a renda até ao mesmo nível, processaria-os em tribunal. E depois exigiria que me fizessem obras e colocassem alcatifas novas.
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A Lei das rendas vem do tempo de Salazar.
Como se vé nem todas as leis daquele tempo desagradaram a quem combatia o regime.
A Lei para aquele tempo era justa.
Ela só deixou de ser justa, quando os vencimentos dos inquilinos aumentaram, em alguns casos, mais de 100 vezes e, tiveram a coragem ou, má consciência, de continuarem a pagar a mesma renda, vivendo à custa do proprietário que, em muitos casos é mais pobre que o inquilino.
Certos paladinos da justiça democrática, não deviam fazer, ou deixar fazer aos outros, aquilo que não gostariam que lhes fizessem a eles.
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Ruben Carvalho tem contemporizado com a situação porque há muito “camarada” que é inquilino… Lá se vai mais um pouco da “integridade” comunista autárquica…
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Consta que o “camarada” BB vai protestar porque paga 200 euros e o “camarada” Fernando Ká só paga 5.
Acho bem.
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Já agora convém relembrar que a CML embora não fazendo obras ou melhoramento nas fracções de que é proprietária, e que segundo declarações da Helena Roseta no Jornal das Nove serão cerca de 40.000, anda por intermédio das SRUs a obrigar os senhorios particulares, descapitalizados ou não, a avançarem com a reabilitação dos seus imóveis sob ameaça de expropriação, imediata e sem recurso a providencia cautelar segundo a velha táctica do facto consumado, impondo tectos de actualização de renda irrelevantes e totalmente desfasados da realidade nas taxas de juro.
Os protocolos acordados com os bancos para empréstimos deste novo esbulho são ligeiramente abaixo da taxa normal nos empréstimos à habitação e que está muito acima da taxa bruta possivel de aplicar à actualização das rendas, 4% a aplicar em 2, 5 ou 10 anos.
Se a estes 4% brutos se descontar os encargos com o novo IMI, aplicado de imediato e na totalidade à revelia do que determina mais um aborto SóCretino também conhecido por NRAU, e todas as demais taxas, licenças e pagamentos acaba-se por chegar a uma taxa negativa de rentabilidade para o “investimento”.
É a hipocrisia total e habitual na politica tugaleza em todo o seu esplendor.
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Realmente parece dar vontade de rir mas só dá para chorar este país.
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Convém investigar quem, na Câmara, deu ao “historiador” Freire Antunes instalações para um alegado Centro de História Contemporânea, que não passa de um gabinete pessoal em Belém, com vista para o Tejo.
Freire Antunes é um ex-ornamento do MRPP que se tornou deputado do PSD pela mão de Santana Lopes.
Vai toda a gente fazer de conta que isto não é um escândalo?
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Saiu a lista.
Vão começar a sair nomes.
O primeiro já lá está.
Ká, cinco euros, três assoalhadas ao lado da Praça de Espanha.
Também quero um!
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“Se a estes 4% brutos se descontar os encargos com o novo IMI, aplicado de imediato e na totalidade à revelia do que determina mais um aborto SóCretino também conhecido por NRAU”
Isto é mesmo verdade? É que isso vai contra o que está estabelecido na Lei Nº 6.
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“Os protocolos acordados com os bancos para empréstimos deste novo esbulho são ligeiramente abaixo da taxa normal nos empréstimos à habitação e que está muito acima da taxa bruta possivel de aplicar à actualização das rendas, 4% a aplicar em 2, 5 ou 10 anos.”
Não acredito que isto seja possível. Mas se for verdade, então que Sócrates vá parar ao inferno.
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@ Tina
http://www.lisboaocidentalsru.pt/default.aspx?module=ArtigoDisplay&ID=73&substateactive=16
Nesse link há um mail de contacto para onde, supostamente, pedir informações. Pode tentar mas a resposta é um pdf com isto:
http://www.lisboaocidentalsru.pt/default.aspx?module=ArtigoDisplay&ID=53&substateactive=14
e a indicação de se dirigir directamente ás empresas que lá constam para informações.
Pode ligar aos bancos em seguida e perguntar do que se trata e quais as condições do protocolo, supostamente “publico”, estabelecido com a SRU de acordo com a informação que está na pagina “oficial”. Por mail escusa de tentar pois não tem resposta, mesmo depois de lhes ligar. A conclusão da conversa está no post anterior, o tal que você acha “impossível”. 😉
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Anónimo,
E quanto ao IMI? Porque é verdade que eles nos cobraram o IMI na totalidade e até antes do tempo devido. No departamento de finanças explicaram-me que ainda não tinham programa de computador para o NRAU e que isso seria rectificado, mas agora soube que tem havido muitas queixas.
O que me parece é que o governo está deseperado por dinheiro e está a sacá-lo indevidamente. Qual foi a sua experiência?
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Julgo que uma boa forma de resolver este tipo de problemas seria responsabilizar criminalmente os vereadores da câmara municipal de Lisboa por abuso de poder e gestão ruinosa, os actuais e os que lá estiveram antes.
Quanto ganham estes vereadores?
Qual é o motivo pelo qual ignoram esta situação há tantos anos?
Quanto é que a câmara perdeu por causa disto?
Quanto é que os senhores vereadores responsáveis devem à cidade?
Depois passar ao plano nacional.
A actualização das rendas nunca foi feita por motivos eleitorais. Pois bem, está na hora de cobrar. Os nossos deputados ofereceram leis que tinham tanto de delírio como de prejudicial aos senhorios. Em troca receberam bons salários de deputados. Agora, indemnizem aqueles a quem tanto roubaram em vez de ficarem boquiabertos…
– Mamã, estás sempre a falar de responsabilidades, mas mamã e já te disse que num tenho vocação prás as responsabildades… Mamã, não gosto que me culpem e façam pagar os meus erros… Mamã…
A mamã faz uma pausa pensativa, um sorriso ilumina-lhe o rosto e responde ao carrinho de mimos que tem à frente:
– Meu filho, torna-te vereador da CML e quando tiveres acabado de fazer asneira abre a boca!
– Mamã disso eu sou capaz!
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Depois a camara esta endividada e tal… E pede-se emprestimos.Que escandalo.
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1. O Estado Novo publicou uma lei, no. 2002, base V, salvo erro, que previa que as rendas não podiam exceder um sexto do total de rendimentos do agregado familiar.
2. Outra lei, não me ocorre o número, limitava o rendimento dos senhorios a 7% do valor do investimento anualmente actualizado.
Aparentemente, há uma tremenda divergência da presente situação.
Pois é.
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