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O auge do estatismo

16 Outubro, 2008

Segundo o Público, em 2009 o peso do Estado na economia será o maior de sempre.

A propósito da crise financeira, há quem defenda que é preciso experimentar uma coisa diferente daquilo que vigorou nos últimos anos.

15 comentários leave one →
  1. Anonimo's avatar
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    16 Outubro, 2008 01:38

    Como não há dados publicos do OE 2009 podem reconfimar os ultimos “NUMEROS SAGRADOS” conhecidos creio serão de 2007:
    .
    -Valor Bruto do aumento de 2,9% pensados para a Função Publica e Aposentados do Estado ?
    .
    -Receita Real do IRS (Receita Total Liquida menos Receita Total s/ Vencimentos da F Publica e Aposentados do Estado) ?
    .
    -Receita Total do IRC e parciais respectivamente das Instituições Bancárias, Maiores Empresas Privadas e Partcticipadas do Estado ?
    .
    -Médias salariais respectivamente da Função Publica activa e da Privada activa ?
    .
    -Media respectivamente das Reformas do Estado e da Provada ?
    .
    -Totais respectivamente de Funcionários Publicos Activos e da Privada ?
    .
    -Media mensal por cada Desempregado e numero total de de Desempregados ?
    .
    -O valor referente a cada dimunuição de 1% do IVA ?
    .
    -A quantos por cento por Litro de Combustivel corresponde o Imposto de Circulação ? E o de Camionagem ?
    .

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  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Outubro, 2008 01:53

    Pudera. Até os países menos estatistas se deram mal. Parece que a Irlanda ainda está mais aflita.

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Outubro, 2008 02:15

    McCain acaba de dizer que os impostos dos usa são os maiores do mundo: 35%
    E pensava que eu as maiores taxas eram as dos países estatistas.

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  4. JLS's avatar
    16 Outubro, 2008 04:22

    «McCain acaba de dizer que os impostos dos usa são os maiores do mundo: 35%
    E pensava que eu as maiores taxas eram as dos países estatistas.»

    Esse argumento já está mais do que refutado, apesar do McCain andar a repetir incessantemente, algumas dessas coisas, a ver se alguma cola. Esses 35%, salvo erro, eram os impostos às empresas, certo? Já foi mais do que esclarecido que esses 35% são meramente teóricos, que na prática, pagam muito menos, sobretudo as big-corporations. Isso até acho que é um no-brainer. Quando, em plena decadência económica e financeira – e hoje já, sem dúvida alguma, em crise – a Exxon anuncia lucros recorde e o McCain ainda propõe baixar-lhes os impostos… como eu disse, acho que é um no-brainer.

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  5. JLS's avatar
    16 Outubro, 2008 04:28

    Aqui está o excerto em concreto (do 1º debate):

    «How High?
    Senator John McCain said tonight that U.S. businesses pay “the second highest business taxes in the world, 35 percent. Ireland pays 11 percent.” While 35 percent is the corporate income tax rate, few if any corporations pay that rate given tax breaks available to them. The effective tax rate is closer to 20 percent.

    Senator Barack Obama, in response, said Mr. McCain is “absolutely right” that business taxes are high “on paper.” He added: “Here’s the problem ­there are so many loopholes that have been written into the tax code, oftentimes with the support of Senator McCain, that we actually see our businesses pay effectively one of the lowest tax rates in the world.” Mr. Obama has proposed closing business tax loopholes, though he hasn’t identified many specifically.»

    Claro que dirá que é só a palavra do Obama. Mas se viu os debates, já terá percebido que o McCain raramente se digna a refutar este tipo de argumentações. Fica-se, geralmente, pela ideia base – enfim, pelo soundbyte; como hoje voltou a fazer inúmeras vezes.

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  6. JLS's avatar
    16 Outubro, 2008 04:31

    Esqueci-me de referir o link: http://thecaucus.blogs.nytimes.com/2008/09/26/check-point-the-first-debate/

    Esse excerto que postei não é o puro transcript, mas sim uma versão do primeiro debate já com o ‘fact check’ do que foi dito (The Times is presenting its “Check Point” feature examining the policies and statements of the presidential candidates in real time tonight.)

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  7. Diogo's avatar
    16 Outubro, 2008 07:21

    Jon Stewart, do Daily Show – 700 mil milhões de dólares para os Bancos

    Jon Stewart, do Daily Show, fala-nos do plano do secretário das Finanças, Henry Paulson, no valor de 700 mil milhões de dólares, para salvar a finança americana. Pelo meio, uma breve mas brilhante análise da situação por George Bush. Um curto vídeo que nos arranca um bom par de gargalhadas e que termina numa toada arrepiante:

    Stewart: Com Wall Street em ruínas, o secretário Frankensteiniano das Finanças, Henry Paulson, correu a ajudar com um plano brilhante. Um plano governamental de 700 mil milhões de dólares para resgatar a indústria financeira. 700 mil milhões do vosso dinheiro.

    Bem, 700 mil milhões de dólares é imenso dinheiro, será que o Paulson vai aceitar? Sim ele aceita mas só sob certas condições. Para o secretário Paulson aceitar o nosso dinheiro, as decisões dele têm de ser, e passo a citar:

    Não consultáveis e mantidas em sigilo, e não podem ser analisadas por qualquer tribunal ou organismo administrativo.

    Ouçam, antes de darmos a um funcionário sinistro que nem sequer foi a votos 700 mil milhões de dólares para fazer o que lhe apetecer, há uma coisa que devem saber. Este guru financeiro foi apanhado de surpresa.

    (Entrevista de Paulson na Fox News a 16 de Março deste ano – 2008):

    Paulson: tenho imensa confiança no nosso mercado financeiro, nas nossas instituições financeiras, os nossos mercados são resistentes, são flexíveis. As nossas instituições e os bancos de investimento são fortes.

    Stewart: Isto é que é ter visão! É a cabeça de Aquiles dele. Para mais informações vamos falar com o nosso analista John Oliver. Oliver, obrigado por estares connosco. Isto é espantoso… Um exemplo espantoso… Para esta Administração depois do Katrina, depois do Iraque…

    Oliver: A prisão de Guantánamo?

    Stewart: Sim, isso também nos colocou numa situação difícil…

    Oliver: E a politização do sistema judicial?

    Stewart: Sim, preocupante.

    Oliver: O secretismo draconiano?

    Stewart: Sim, está bem. Onde quero chegar é ao seguinte, nunca pensei que houvesse outra área onde estes tipos conseguissem dar barraca.

    Oliver: Eu sei. E não foi fácil. Foi como tentar encontrar a veia num viciado em falhanços.

    Stewart: Então… Isto é… Eu compreendo, quando a veia morre é difícil… Então esta crise económica é, digamos assim, a cobertura de bosta no bolo de merda desta administração?

    Oliver: Muito bem… Duas coisas: primeiro, essa metáfora teve classe. E, segundo, não os dês por acabados, Jon. Ainda falta muito até Janeiro (de 2009).

    Stewart: Então achas que ainda há mais para vir? O que é que resta para eles… desconseguirem, digamos assim?

    Oliver: Bem, vejamos… Ainda tens casa? Sim? Bem, então aí tens. Os teus filhos tomaram o pequeno-almoço hoje de manhã?

    Stewart: Tomaram, tomaram um bom pequeno-almoço.

    Oliver: E foi alguma coisa que encontraram na rua?

    Stewart: Estás a dizer que o Presidente só vai ficar satisfeito quando os miúdos americanos comerem animais atropelados?

    Oliver: Quando lutarem entre si pelos animais atropelados. Quando os animais atropelados forem o prémio para os mais fortes.

    Stewart: Mas… Porquê?

    Oliver: O legado Jon. Ouve, todos sabemos que ele nunca será lembrado como o melhor Presidente. Mas ainda pode, se se esforçar bastante…

    Stewart: Ser o pior?

    Oliver: Ser o último!

    Vídeo legendado em português:
    ***

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  8. bis coito's avatar
    bis coito permalink
    16 Outubro, 2008 07:22

    a saloiada tem que mostrar que sabe inglês
    “a mediocridade é imbatível” Albert Einstein

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Outubro, 2008 08:44

    “.. mais do que esclarecido que esses 35% são meramente teóricos, que na prática, pagam muito menos”

    E isso não é como nos outros países? Ainda no outro ficamos todos a saber que cá mais de 80% já nem pagam irc.

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  10. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Outubro, 2008 09:55

    Espero que a comunicação social ainda tenha uma réstia de responsabilidade e de coragem para interpelar directamente o senhor PM por esta fraude, que aliás não é única, porque correm muitos rumores que noutras áreas já foi feito o mesmo, nomeadamente no que toca a cálculo do desemprego. Já ontem deu para ver que os aumentos não batem com a estabilidade do défice e com os impostos. Nem é preciso fazer grandes contas.

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  11. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Outubro, 2008 09:59

    Às tantas fizeram o documento mal feito e quando à última da hora deram pelo problema, arranjaram uma solução radical. Como a colecta de impostos com a crise vai ficar muito abaixo do esperado, temos um encapotamnento monumental das contas públicas. Isto não é uma situação normal, mas é reveladora do resultado que dá entregar um país em dificuldades a um artista faxeado.

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  12. Desconhecida's avatar
    Doe, J permalink
    16 Outubro, 2008 11:36

    2008-10-16
    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1346250&idCanal=57

    Peso da despesa pública na economia vai atingir novo máximo em 2009

    “Os valores para estes indicadores que estão explícitos no relatório do OE não apontam nesse sentido, mas apenas porque uma alteração metodológica decidida pelo Governo tornou os dados apresentados para a receita e despesa total em 2008 e 2009 incomparáveis entre si.
    “Entre 2008 e 2009, utilizando para os dois anos a anterior metodologia contabilística, a despesa passa de 46,1 para 47,8 por cento do PIB, um valor que ultrapassa o registado em 2005 (47,7 por cento), no início da presente legislatura, e que constitui até agora o máximo histórico registado em Portugal.”
    “A conclusão a que se chega com estes números é que, tal como já aconteceu em 2008, o Governo está a sustentar a concretização de um défice de 2,2 por cento muito mais num acréscimo da receita do que numa diminuição da despesa.

    2005-03-12
    Discurso do Primeiro-Ministro na Tomada de Posse do XVII Governo Constitucional
    “Rigor, transparência e verdade têm de ser as palavras-chave no domínio das contas públicas. Rigor, desde logo, na despesa, porque essa é a forma última de garantir a sustentabilidade de longo prazo das contas públicas, de assegurar uma economia competitiva e de garantir o Estado Social.
    http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Primeiro_Ministro/Intervencoes/20050312_PM_Int_Posse.htm

    Os mestres da contabilidade criativa continuam em grande.

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  13. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Outubro, 2008 13:56

    Ao 13,

    Bela colheita. É uma calamidade e está tudo a discutir o futebol.

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  14. JLS's avatar
    16 Outubro, 2008 13:57

    «E isso não é como nos outros países? Ainda no outro ficamos todos a saber que cá mais de 80% já nem pagam irc.»

    Acredito que assim seja, na generalidade dos países com sistemas fiscais semelhantes. Já noutros, que utilizam o sistema fiscal predilecto aqui do blog (ou outros em forma híbrida), não tanto assim. Mas aqui a diferença é que um dos candidatos sabe como de facto é e o outro afirma e reafirma os 35% e o alegado facto de terem os segundos impostos mais altos do mundo.

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