Centralismo avaliativo II
Escreve o Tiago Barbosa Ribeiro:
O João Miranda discorda que os computadores do Ministério da Educação mantenham registos das avaliações de desempenho dos professores. Chama a isso, espantosamente, «centralismo avaliativo». Em concordância, sugiro que as direcções de Recursos Humanos das empresas privadas deixem também de ter registos sobre a avaliação de desempenho dos seus colaboradores. A luta é o caminho e tal.
Portanto, o modelo que implícitamente o Tiago defende para a gestão de recursos humanos do ME é o modelo seguido pelas empresas privadas. Parece que terá que ser um liberal a explicar-lhe que o ME não é uma empresa e que a educação não pode ser gerida centralmente como se todas as escolas do país fizessem parte da mesma empresa. Não é difícil de perceber que esse modelo não funciona. Nem sequer existem escolas privadas que funcionem assim. As escolas privadas têm direcção local e avaliação local. Têm autonomia administrativa e pedagógica. Competem umas com as outras e têm modelos de avaliação diferentes entre si. Porque é que isto acontece? Porque a avaliação da actividade educativa requer decisões subjectivas do avaliador que não são compatíveis com a normalização burocrata. Para que é que serve um registro central no modelo público de avaliação? Serve para controlar e normalizar. Serve para retirar autonomia às escolas e para impor as preferências dos burocratas.
Outra nota importante: ao contrário das empresas privadas, as instituições públicas têm obrigações de imparcialidade e de respeito pela privacidade. Estas obrigações tornam determinadas práticas inaceitáveis.

Que pessoas mais complicadinhas da carola. Aquilo é só um programinha para ajudar. é copiar o programinha para a escolinha. Puxa que é só gentiha complicadinha da silva. É só empatas.
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Defendendo pois essa nobre instituição, o Estado…
Então, mas se o ensino devia ser todo privado, que interessa que o as instituições estatais se rejam por normas diferentes?…
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Entrevista
“Ramalho Eanes não fez nada”
Pires Veloso, comandante da Região Militar do Norte, de 1975 e 1976, vai publicar as memórias dos meses de brasa que se seguiram ao 25 de Abril.
A ler no CM de 21.11.08
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http://www.legoergosum.blogspot.com/2008/10/o-fetiche-da-avaliao.html
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Ordem dos Professores
(A minha Sociedade Civil é o corporativismo dos outros.)
A Moriae e a Setora não estão convencidas das vantagens duma Ordem dos Professores. Provavelmente olham para as outras Ordens, vêem nelas mais desvantagens do que vantagens, e não querem o mesmo para a nossa profissão.
Vamos então às desvantagens, que quanto a mim são três: a primeira é a formação duma élite social que, a partir das suas funções dirigentes na Ordem, fique em posição de obter vantagens nos mundos político, empresarial e mediático. Esta desvantagem é relativamente inócua: o mesmo se pode fazer a partir de outros trampolins, desde os clubes de futebol aos próprios sindicatos.
A segunda é o perigo de a Ordem pretender usurpar as funções próprias dos Sindicatos, intervindo em reivindicações relativas às condições materiais de trabalho dos seus membros. Temos visto esta tensão ao observar as relações etre a Ordem dos Médicos e os Sindicatos dos Médicos. Mas também esta desvantagem é superável, como os Médicos nos mostraram: a Ordem e os Sindicatos têm conseguido definir entre si, melhor ou pior, as respectivas áreas de actuação e abster-se de invadir áreas que não são suas. Se esta delimitação implica uma negociação permanente, pois então que se faça essa negociação: só leva a que ambas as partes se fortaleçam.
Já a terceira desvantagem- e presumo que é esta que a Moriae e a Setora têm em mente – é um perigo real e tem de ser tida seriamente em conta: a possibilidade de uma organização de pares limitar o acesso à profissão por critérios que não sejam os da preparação científica, técnica e deontológica. Não vemos isto na Ordem dos Médicos nem na dos Engenheiros, por exemplo, mas vemos sinais preocupantes deste fenómeno na Ordem dos Advogados, que sujeita os candidatos a exames, para a inscrição nos quais são cobradas propinas exorbitantes.
O remédio, claro está, não é renunciar a qualquer estrutura auto-reguladora da profissão, mas sim organizá-la de modo a que estes abusos não sejam possíveis.
As Ordens profissionais têm uma vantagem enorme para a sociedade em geral: impedem que as condições deontológicas e éticas do exercício duma profissão que interessa a todos (e cujos praticantes não podem ser facilmente avaliados, como o podem ser os trabalhadores duma empresa) sejam condicionadas pelo poder político segundo os interesses políticos do momento, ou pelo poder económico segundo interesses económicos nem sempre compatíveis com o bem comum. Por isso é que eu digo que, se só houvesse lugar em Portugal para três Ordens profissionais, essas três deviam ser a dos Médicos, a dos Professores e a dos Jornalistas.
Atente-se a uma afirmação da Ministra na entrevista que deu à Visão: os Sindicatos de Professores têm toda a legitimidade para intervir nas condições materiais de trabalho dos seus associados, mas não a têm, segundo ela, para intervir na formulação das políticas educativas. Se a Ministra estivesse a falar duma Ordem, não se atreveria a dizer o mesmo: uma Ordem tem toda a legitimidade para intervir nas condições éticas e deontológicas do trabalho dos seus associados; e ao intervir nelas está a intervir legitimamente nas políticas que as regem.
Esta área da ética e da deontologia foi por demasiado tempo terra de ninguém, e daqui resultou um défice de regulação que está na origem de alguns dos piores vícios do nosso sistema de ensino. O que precisava de ser regulado não o foi; e o que não precisava foi-o até ao delírio, apenas para dar uma razão de existir à máquina monstruosa do Ministério.
Hoje toda a gente descobriu a deontologia docente, e esta área, que antes tinha sido deixada ao abandono, é agora terreno disputado pelos Sindicatos e pelo poder político; e eu, como nesta matéria não confio nem numa parte, nem na outra, quero vê-la ocupada por uma Ordem dos Professores.
http://www.legoergosum.blogspot.com/2008/10/ordem-dos-professores.html
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Oh senhores, crie-se a Ordem e que seja a Orda(em) a avaliar.
Já que não gostam do centralismo democrático, crie-se uma ordem inspectiva! E estou-me borrifando se o inspector é mais novo ou tem menor grau académico que o avaliado, que isso são tretas!
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Deixando a responsabilidade do ensino nos privados, não é preciso ser profeta para adivinhar o que aconteceria. Aumentando o número de escolas, haveria a formação de dois ou mais grupos privados que com o passar do tempo acabariam por ter a maior quota do mercado. Várias escolas segundo o mesmo padrão de qualidade por todo o país, e com exactamente os mesmos problemas burocráticos que o Estado agora tem… é natural, defende-se uma marca, tem de se oferecer a mesma qualidade em todo o lado, senão uma escola irá colocar o nome da marca em perigo. E como é que se resolve então o problema?
A única solução, diria, será a de garantir a autonomia necessária às escolas, mas ainda dentro do sistema público. Senão arriscamos a ter um problema ainda maior.
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Já Cansa 7.
Explique lá melhor essa sua teoria.
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A teoria é simples. Crescendo o mercado do ensino privado, iriamos ver o nascimento de “Grupos Mello” e outros que tais para o ensino. Não iriamos ad eternum ter os modelos actuais de colégios, cada um fazendo a sua vida independente. Vamos agora chamar a um destes Grupos, o Grupo X. 20 escolas na região da Grande Lisboa, 5 no Grande Porto, 6 no Algarve, etc… os programas a serem leccionados nas escolas do Grupo X, com o crescimento do mesmo, passariam a ser determinados centralmente, de forma a não perder o “bom nome” da instituição. É uma velha marca de qualquer grande empreendimento, indo a um McDonalds não se espera ter um menu diferente em cada local, nem ter produtos diferentes em sucursais do BES diferentes. Ou melhor, o que o JM anda a elogiar na forma como as escolas privadas são geridas, seria perdido de forma gradual. Se hoje em dia essas escolas defendem tudo localmente, é porque não têm mais do que uma dimensão local. Por isso, a teoria de “passar tudo para o Privado que a coisa se resolve”, porque a autonomia de cada escola vai ser preservada, é uma falácia. Na verdade, o que se pode esperar é exactamente o contrário. Poderá argumentar-se que a competitividade entre os grupos iria trazer algum benefício. Mas nós sabemos como funciona a competitividade em Portugal…
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Julgo que o sistema anglo-saxónico de autonomia das escolas, em que a reponsabilidade é partilhada a meias entre as autoridades locais e centrais é dos que melhor servem os propósitos. Uma coisa é certa, e aí a ministra tem razão, tem que se começar por algum lado.
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Oliveira e Costa ainda c’a está
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Porque é que os grandes grupos se formam? Baixando o preço. Porque é que os Hipermercados tiveram sucesso? Por causa do preço mais baixo. Logo quando se formarem Grupos os custos da educação baixam em relação ás escolas independentes.
Como é óbvio nem os Hipermercados acabaram com as lojas da esquina que têm as suas vantagens nem os Grupos de Ensino Privados iriam acabar com as Escolas privadas se estas tiverem um excelente funcionamento que aliás é bem mais fundamental que no caso das lojas da esquina onde o produto é feito noutro local, logo a qualidade do produto é relativamente independente da Loja. Ao contrário caso das Escolas o produto a vender é fabricado na própria Escola logo esta e as pessoas que lá trabalham têm muito mais importância que um mero proprietário de uma loja da Esquina.
“Poderá argumentar-se que a competitividade entre os grupos iria trazer algum benefício. Mas nós sabemos como funciona a competitividade em Portugal…”
Onde há mercado em Portugal a competitividade funciona e muito bem. Agora não me fale de mercados hiperregulados e hipertaxados e os continue a chamar de mercado…
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“ao contrário das empresas privadas, as instituições públicas têm obrigações de imparcialidade e de respeito pela privacidade.”
COMO? As empresas privadas nao têm obrigaçoes de “privacidade”, nem de “imparcialidade”? Talvez no Bangladesh…
Caro Joao Miranda: as empresas nao têm as mesmas obrigaçoes que uma empresa pública, é certo. Mas as leis afectas à privacidade e “imparcialidade” (conceito que importaria precisar)do indivíduo, sao leis fundamentais, nao têm nada que ver com o carácter privado ou público de uma empresa.
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“ao contrário das empresas privadas, as instituições públicas têm obrigações de imparcialidade e de respeito pela privacidade.”
Não desmerecendo o artigo, as empresas privadas têm obrigação de respeito pela privacidade. (e existem limitações à parcialidade).
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“E estou-me borrifando se o inspector é mais novo ou tem menor grau académico que o avaliado, que isso são tretas!”
Claro que sao tretas! O inspector nem devia ter nenhum grau académico, assim podíamos fazer comissoes populares para eleger o inspector entre a turba, fazer uns pequenos autos-de-fé nos pátios dos liceus, etc.
Por que nao? Assim, inspector somos todos nós e todos desancamos os professores, que nos chumbam os filhos e no verao nao querem estar de serviço ATL para que possamos prosseguir com as nossas brilhantes carreiras sem o empecilho de se educar em casa o rebento. E, ainda por cima, essa corja professoral acha que é injusto nao lhes pagarem as horas extraordinárias que fazem para tratar de burocracias e vigiar a criançada em actividades extra-curriculares. Realmente, nao há direito.
O Miguel Esteves Cardoso é que tem razao. Em Portugal nao se pode dar poder às pessoas, senao ficam logo uns tiranetes de merda, como se pode depreender da opiniao desta gente. Anda tudo ressabiado, e quando mete o professor que acha que o puto é um mandriao, alto lá! Lavem os olhos, os estudantes tugas sao os mais cagoes da Europa, os professores sao os mais mal pagos, mais socialmente desconsiderados e, ainda por cima, têm uma comunidade de papás ressabiados contra eles. Querem ter putos? Entao nao estejam à espera que seja a sociedade que os eduque.
Bom, bom era haver inspectores de pais. Aí é que era tudo corrido a chumbo, cambada de poltroes.
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“Aumentando o número de escolas, haveria a formação de dois ou mais grupos privados que com o passar do tempo acabariam por ter a maior quota do mercado.”
Acha mesmo que existem essas economias de escala no ensino? Eu diria precisamente o contrário, que o ponto de equilíbrio tem muitos concorrentes.
Basta ver o que acontece no ensino privado: não existe um único “grupo” privado de gestão escolar. Normalmente, cada empresa gere uma única escola. A realidade contradiz a sua teoria.
Só vejo uma única situação em que haveria uns “Mellos” nas escolas. Seria, aliás, situação similar à dos “Mellos” nos outros negócios: o estado entregava todas as escolas a uma única empresa e cria regulação para impedir o aparecimento de concorrentes, se necessário. Normalmente o povo aplaude, vá-se lá saber porquê.
É o que aconteceu nas autoestradas, na energia, nas telecomunicações, e vai acontecer agora nos aeroportos.
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A ministra da Educação acabou de anunciar várias medidas que, segundo ela, simplificam o sistema de avaliação. Quer reduzir a “sobrecarga de trabalho” e a “burocracia excessiva”. Para lá do que haja a dizer sobre as medidas em concreto, que exigem maior atenção, fica uma dúvida: então não eram apenas “duas folhinhas de papel”?
“O sistema era gerador das maiores perplexidades, e não sem razão”, concluiu a ministra. Se assim é, espera-se que a ministra explique porque criou e teimou neste sistema de avaliação. Quem a avalia, tendo em conta o caos que criou nos últimos meses, o tempo que demorou a reconhecer os erros e as acusações que foi fazendo a quem os denunciou?
http://arrastao.org/sem-categoria/quando-a-ministra-reconhece-as-suas-proprias-mentiras/
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Correcçao: eu disse “nos chumbam os filhos”. É falso. Por decreto, ninguém chumba. Para que alguém chumbe em Portugal, exige-se ao professor que recorra uma labirinto de tramites burocráticos, reunioes de conselhos de druidas, testes de polígrafo, etc.
De repente, estudar passou a ser um acessório nas escolas. E a palavra “mérito” foi eliminada dos dicionários da nova pedagogia, que prega a aprendizagem por alguma espécie de osmose telepática, que nao envolve o esforço activo do aluno.
Ler é uma violência para as crianças.
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Vai tudo em sentido contrário. O necessário para começar a reforma do ensino público é, na minha opiniao, dar a merecida atençao à situaçao vergonhosa dos profissionais do ensino. Mas o que dá votos é lixá-los, picá-los, humilhar o professor diante de todos. O que faz falta é exactamente o contrário! É preciso valorizar a profissao, apoiar a sua difícil actividade, fazer sentir a essa classe que tem o respeito e confiança dos portuguese. Em Portugal um professor é um pária, um gajo que vomita programas de disciplinas ano após ano e está ali para aturar as malcriadices do puto ranhoso que os papás se recusam a educar em casa. E ai dele se diz numa reuniao que o miudo tem dificuldades! O professor nunca tem razao, é sempre o pobre educando que sofre as violências de um sistema de ensino cruel, competitivo, exigente…
Ora, bardamerda. Nao há esperança para este país.
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O ME central tem que saber por causa do concurso nacional…
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««O ME central tem que saber por causa do concurso nacional…»»
O ME só tem que saber o resultado da avaliação. Não precisa de saber os objectivos.
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E, no entanto, depois deste post, o JM continuará a defender este modelo de avaliação e a sua protagonista principal, a ministra da Educação. Contradição? Naaaa…
Não por acaso, a única meta escolar que a ministra traçou à escola na entrevista que terminou há pouco foi a diminuição das repetências. Este objectivo – depreende-se – deve ser imposto pelas escolas aos professores que terão de incluir nos seus relatórios o modo como se propôem a atingi-lo. Serão avaliados em conformidade com o cumprimento do objectivo que lhes foi imposto, ou seja, terão de diminuir as repetências. Custe o que custar, porque só assim passarão de escalão. Ainda há dúvidas que o sistema centralista tem de continuar? Como se assegura, de outro modo, que o governo possa apresentar como bandeira eleitoral a melhoria dos resultados escolares?
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José Barros mesmo depois da ministra explicar e explicar como se estivesse a falar para putos, vem aqui dizer essa treta? Xiça!! Please. A ministra esplicou bem que seria de avaliar era o esforço e empenho de cada professor na luta contra as desistencias. É um bocado para o triste
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«As Ordens profissionais têm uma vantagem enorme para a sociedade em geral: impedem que as condições deontológicas e éticas do exercício duma profissão que interessa a todos (e cujos praticantes não podem ser facilmente avaliados, como o podem ser os trabalhadores duma empresa) sejam condicionadas pelo poder político segundo os interesses políticos do momento, ou pelo poder económico segundo interesses económicos nem sempre compatíveis com o bem comum. Por isso é que eu digo que, se só houvesse lugar em Portugal para três Ordens profissionais, essas três deviam ser a dos Médicos, a dos Professores e a dos Jornalistas.»
Tem razão. A dos engenheiros percebe-se facilmente. A maior parte das engenharias não têm vantagem em pertencer à Ordem. A Ordem dos advogados é verdade, apesar do problema estar no elevado numerus clausus das universidades. Ou seja, devia-se diminuir as entradas logo na universidade e não na Ordem. Devia-se tê-lo feito há 15 anos. Quanto ao preço dos exames… sim, também é verdade, mas economia, dizem, é bem pior.
Todavia, no ano passado o governo pretendia impôr que todas as Ordens formadas a partir da entrada em vigor da lei, não pudessem sujeitar a exame quem lá entra. Ou seja, se essa é a via profissional inerente a determinado curso, não poderiam barrar a entrada. Na altura PS e PSD estavam 99% de acordo. O 1% de desacordo tinha a ver com saber se esta lei se deveria aplicar às Ordens já existentes ou se para as formadas ex novum. Já não sei quem defendia o quê… mas como estavam de acordo em quase tudo, presumo que tenha ido para a frente, ou talvez esteja na gaveta à espera de um dia “vago” na Assembleia de República. Só consultando o DR… mas não me apetece muito. 😉
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A ministra saiu-se muito bem na entrevista.
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«Já que não gostam do centralismo democrático, crie-se uma ordem inspectiva! E estou-me borrifando se o inspector é mais novo ou tem menor grau académico que o avaliado, que isso são tretas!»
Curioso é que o modelo proposto pela FENPROF (vêr site) permite que um recém-licensiado possa avaliar um doutorado. 😀 Chamam-lhe co-avaliação e dizem que todos os professores (do agrupamento ou whatever) vão ter uma palavrinha a dizer.
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Estou de acordo com JM,
mas há uma coisa que não refere: o ME não quer os objectivos para nada. Ninguém vai ler aquilo, porque não é possível ler 1 500 000 objectivos (é esse mesmo o número). O que o ME quer, é apenas coagir. Nada mais que coagir.
Há dezenas de modelos de objectivos. Cada escola elaborou os seus, em formatos diferentes. Julgo que todos em papel ou pelo menos em formato word. Agora aparece um formulário que é apenas um rectângulo, como este onde escrevo, completamente descontextualizado, onde apenas aparece a palavra “Objectivo”. Acha que isto ajuda alguém? Só serve para aborrecer, maçar e castigar. Nada mais.
Mais grave que isso que o JM escreveu, é o facto de ser sugerido o preenchimento dos objectivos on line, mas essa sugestão é altamente dúbia e pouco clara. Em lado nenhum isso está previsto, não é estabelecido nenhum prazo, nem obrigatoriedade. Nada. A própria linguagem do mail mandado aos professores é redonda.
Hoje, surgiu no sitio onde está a aplicação informática para increver os objectivos, uma outra, com o título “INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA”, abre-se e ve-se um formulário para insersão de dados pessoais, sem estar estar escrito em lado algum para que é a inscrição. Inscrição obrigatória em quê??
Esta forma de tratamento por parte do ME é absolutamente inaceitável. Aquilo que se espera do ME é clareza, rigor, e objectividade em relação aquilo que espera do professores. E não nubulosas burocráticas.
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O comentário 27 é meu.
Deve ler “nebulosas” e não “nubulosas”
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