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Garantidas condições para normal progressão na carreira

28 Novembro, 2008

Alguns professores estão a receber o email seguinte (remetente: Ministerio_da_Educacao@min-edu.pt):

Exmo.(a) Senhor(a) Professor(a)

Prestam-se as seguintes informações relativamente ao processo de avaliação de desempenho dos docentes:

Um modelo de avaliação de desempenho que não prejudica nenhum professor

Com a classificação de Bom, para a qual não existem quotas, estão garantidas condições para uma normal progressão na carreira.
As classificações de Excelente e Muito Bom aceleram o ritmo da progressão.
Neste ciclo avaliativo eventuais efeitos negativos decorrentes das classificações de Insuficiente ou Regular estão suspensos e sujeitos a confirmação posterior.

Assim, este modelo protege os professores, dando-lhes condições mais vantajosas que à generalidade dos funcionários públicos, que não adquirem automaticamente condições de progressão com classificações isentas de quotas. Neste período transitório existe uma vantagem adicional para os professores, que decorre da não aplicação de efeitos das classificações negativas.

O que é, afinal, a avaliação de desempenho docente?
Este modelo de avaliação respeita a especificidade da função docente e o nível de qualificação que o seu exercício exige, ao contrário do que sucede com a larga maioria dos trabalhadores da administração pública – incluindo o pessoal não docente, que há dois anos é avaliado em todas as escolas.
É por isso que a avaliação do desempenho dos professores contempla duas vertentes e, consequentemente, é efectuada por avaliadores distintos:
– a avaliação funcional, que é assegurada pelo director ou presidente do conselho executivo e contempla dimensões inerentes ao desempenho de qualquer profissão, tais como o cumprimento dos objectivos individuais, a assiduidade, o cumprimento do serviço lectivo e não lectivo, a participação na vida da escola, entre outros.
– a avaliação científico-pedagógica, que é efectuada pelos professores coordenadores do respectivo departamento curricular ou outros professores titulares em quem tenha sido delegada a competência de avaliação, que são em regra os professores mais experientes.
Para que esta seja efectivamente uma avaliação de desempenho, e não uma análise documental baseada em registos administrativos, é fundamental, na vertente científico-pedagógica, a observação directa do desempenho em sala de aula.
É por esta razão que, embora esta vertente tenha sido tornada transitoriamente voluntária, ela permanece obrigatória para a atribuição das classificações que distinguem o mérito (Muito Bom e Excelente).

A avaliação dos professores e os resultados escolares dos alunos

Foi tomada a decisão de não considerar o parâmetro que avalia o contributo dos docentes para progresso dos resultados escolares e para a redução da taxa de abandono, na sequência, aliás, da recomendação do Conselho Científico de Avaliação de Professores, que considera a necessidade de uma maior consolidação técnica a este nível.

Esta medida decorre, fundamentalmente, da percepção de que se trata de um dos elementos de mais difícil operacionalização, dando, em muitas escolas, origem a instrumentos de registo e indicadores de medida muito complexos e induzindo uma forte carga burocrática, contribuindo, assim, para a simplificação do processo, que poderá prosseguir normalmente em todas as escolas.

Ministério da Educação

20 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    28 Novembro, 2008 20:16

    Mas não esteve sempre a decorrer tudo normalmente?

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  2. Piscoiso's avatar
    28 Novembro, 2008 20:18

    Mas isto agora é um edital do ME ?
    Já agora podia pôr aí os emails do ministério da Saúde.
    Pode ser que algum tenha uma receita para os calos.

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  3. adse's avatar
    adse permalink
    28 Novembro, 2008 20:41

    olha o pscois®! estiveste de baixa ou quê?

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  4. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    28 Novembro, 2008 21:07

    Alguns professores…
    Só alguns? Porquê?

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  5. tric's avatar
    tric permalink
    28 Novembro, 2008 21:33

    Na Madeira o processo é mais simplificado e segue a mesma logica!

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  6. fado alexandrino's avatar
    28 Novembro, 2008 21:34

    Chiça!
    Quando é que acabará este folhetim, parece os tempos do Tide na rádio.

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  7. Desconhecida's avatar
  8. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    28 Novembro, 2008 22:09

    ‘Quando for grande, vou inscrever-me no PS. “É tocante.”

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  9. Pedro C.'s avatar
    28 Novembro, 2008 22:14

    Máquinas a ré a toda a força! O barco da educação, que não recuava um milímetro, está a recuar milhas. Pobre democracia cujos cidadãos só conseguem alguma coisa de um governo se reunirem força reivindicativa.

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  10. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    29 Novembro, 2008 00:15

    É impossível mudar alguma coisa. O melhor é desistir, pois o país não tem dinheiro para gastar nestas coisas. Ainda por cima parece que vão pagar horas extraordinárias aos avaliadores. Vai ser dinheiro deitado fora numa coisa que não serve para nada. Estava na altura de suspender, anular os professores titulares e reduzir o ordenado a todos os professores. Progrediam todos na carreira mas sem aumento de ordenado. Recebiam uns quadros e medalhas comemorativas.

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  11. MFerrer's avatar
    29 Novembro, 2008 01:00

    E mesmo assim não querem ser avaliados? Nem assim?
    Talvez assim se explique a não apresentação de qq outro modelo alternativo. Não fazem a menor ideia do que sej atrabalho com responsabilidade.
    MFerrer

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  12. Trinta e três's avatar
    29 Novembro, 2008 09:27

    O que todo esse palavreado do Ministério mostra, é que afinal os professores têm razão!!! Só oportunistas podem aceitar estas sucessivas… “simplificações”.

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  13. Desconhecida's avatar
    29 Novembro, 2008 10:51

    Eu pensei que fosse o “Magalhães”

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  14. O Silva's avatar
    O Silva permalink
    29 Novembro, 2008 16:33

    Este email é uma treta… qualquer um pode enviar um email assim… Ó caro João Miranda, veja o seu email…

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  15. O Silva's avatar
    O Silva permalink
    29 Novembro, 2008 16:35

    Depois diga se ainda acredita no Pai Natal…

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  16. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    29 Novembro, 2008 16:54

    Caro “O Silva”,

    É óbvio que qualquer pode mandar um email assim. Mais difícil é saber os emails dos professores a quem estes emails foram enviados. Os emails foram recebidos por professores que de alguma forma tinham cedido o seu email ao ministério.

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  17. MJP's avatar
    MJP permalink
    30 Novembro, 2008 01:12

    Um mail carregado de mérito!
    Querem que se pactue com isto?

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  18. anabela's avatar
    1 Dezembro, 2008 01:17

    Os métodos utilizados por esta gentalha durante estes anos deste desgoverno são de total ILEGALIDADE e de MENTIRA. Como os professores trabalham com jovens (não adultos) não os podem ter como testemunhas do que é umaescola e do seu funcionamento. E também não podem perder a autoridade perante os jovens o que tem tornado tudo mais complicado, na denúncia.

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  19. JCb's avatar
    1 Dezembro, 2008 15:59

    Os professores não querem ser avaliados, pois não? Querem progredir pelo tempo, como os militares?

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  20. anabela's avatar
    2 Dezembro, 2008 00:27

    Ensino, mentiras e videotape

    “O jornalismo é uma operação a prazo em que o trigo também não existe em ideia, mas em que, realmente, há grande debulha de farelo” [Karl Kraus]

    1. O aparecimento em carrossel de membros do Ministério da Educação & os seus habituais apparatchiks nos media, gotejando incentivos à desvairada “reforma” de ensino com que nos brindaram estes quase 4 anos, transformaram a semana finda num espectáculo de informação, desinformação e ocultação, invejável. De tal modo as articuladas benzeduras postas a correr por essa curiosa gente foram ridículas – tão assombrosa foi a fantasia, a confusão e o desnorte – que a náusea tomou definitivamente lugar, mesmo entre os que, anteriormente, estampavam singulares “panfletos” em louvor e oração à obra de N. Sra. De Lurdes Rodrigues. Numa única semana, o reportório de gaffes, insolências & demais desvarios permitiram desvelar o carácter da gente que está à frente do ministério, dito de Educação. E justifica o tom trauliteiro dos seus apaniguados, alguns muito chorosos e saudosos do velho Botas de Santa Comba. É a vida!

    2. Depois da semana anterior, Maria de Lurdes Rodrigues (perigosa anarquista, em dormência) nos ter entrada pela casa dentro, via TV, em oráculos didácticos e cantos épicos sobre assuntos que não conhece nem sabe (trata-se de educação e ensino, evidentemente), esta semana os jornais (D.N. e Público) auxiliaram a “festa” com um animado perfil da senhora, simples e pleno de fogo “revolucionário”. Para os profanos da revolução, colher a pregação & a epopeia de Lurdes Rodrigues é, certamente, uma curiosa aventura jornalística para assombrar e dar a conhecer aos meninos dos Magalhães, mas para iniciados um simples arcaísmo de juventude, sem mais.

    De entre os escribas que conduziram o perfil da extinta ministra da educação, pelo esplendor romântico e vigor varonil, está a prestante Fernanda Câncio [DN, 22/11/2008]. A bela e curiosa trovadora do regime – uma descoberta que a tipografia indígena espalhou e a blogosfera anichou – viu em Lurdes Rodrigues uma “estóica mas sensível, dura mas suave, distante mas sedutora” senhora. Talvez por isso mesmo resolveu enriquecer a croniqueta, grifando-a com um sólido e urbano título: “Os bons vencem sempre”. A linguagem pitoresca e formosa da doce Câncio não merecia tão generoso letreiro.

    Seja como for, a lista de mazelas e rimas forçadas, deram a conhecer uma caridosa quanto divertida anarquista, que o seu compadre João Freire um dia desenganou na militância, mas que se pode consultar (para quem for jornalista e cultive escritos prosaicos) na expiada revista A Ideia, procurando uma sua qualquer reflexão ou contributo sobre as ideias libertárias ou o anarquismo em geral. Não vale – já se sabe – o esforço crepitante de receber e enviar cartas ou o hercúleo trabalho de cintar o periódico. Isso, não!

    Fica, porém, por ensaiar a um jornalista sério – talvez quando a Lurdes Rodrigues sair definitivamente do palco do ministério – a vexata question de se saber, o seguinte: quanto custou aos contribuintes a atabalhoada reforma educativa, com o ECD à cabeça? se os seus encantadores e sábios autores fazem parte do pessoal do Ministério da Educação ou se foi uma encomenda em outsourcing? e se foi comissionado, quem assinou? Agradecia-se a presença de um jornalista, s.f.f.!
    Almocreve das Petas

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