Gripe
28 Dezembro, 2008

Duas questões:
1. Porque é que as autoridades de saúde passaram subitamente a apelar ao auto-diagnóstico e à auto-medicação? Vá ao hospital apenas se tiver uma pneumonia? Como é que eu sei o que é que tenho? Não vá ao hospital porque lá só se apanham infecções e você fica pior? Está tudo louco.
2. Houve ruptura dos serviços de saúde porque os médicos estavam de folga de Natal ou porque não existe um plano de resposta para surtos de gripe?

“Estava São Pedro deitado na sua capela com espinhela caída. Nosso Senhor passou girando seu mundo dele, encontrou São Pedro e perguntou: – Que tem Pedro? – Espinhela caída, Senhor. – Com que eu benzo, Pedro? – Água da fonte, raminho do monte. – Isso mesmo, Pedro, com isso eu curo. A minha caridade é vossa. Aqui estão as três pessoas da Santíssima Trindade. Aqui está a caridade e a virtude, este filho da Virgem Maria, fulano, há de ir melhorando de hora em hora, de minuto em minuto, de dia em dia.”
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É obvio que não há nenhum surto de gripe.
Os médicos foram todos de férias e ninguém da gestão hospitalar tratou de ver as disponibilidades. Agora não têm coragem de dizer a verdade aos utentes.
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Subscrevo as perguntas e fico à espera das respostas por parte de quem de direito…
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O mais grave de tudo foi o claro apelo à auto-medicação.
Surtos de gripe? Sempre os houve.
Situações de “pique”? Sempre os houve.
Agora, apelar claramente ao apoio das farmácias (pasme-se de quem tem tanto atacado o “negócio” farmacÊutico!) e à auto-medicação, é que é de bradar aos céus!
É mais uma, para os que acreditam que a “coisa” ainda está a funcionar! Parece que está….
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socialismo de merda
descoordenação e caos total
recorram aos bruxos e outros serviços
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Caro João Miranda,
Um dos problemas é que os atestados só podem ser passados por instituições públicas, de modo que os cidadãos não têm outra alternativa que não seja dirigirem-se às urgências.
Joaquim
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A imbecilidade no seu fulgor. Os hospitais, ou sistemas de saúde, em todo o Mundo (vá lá, na parte civilizada) sempre apelaram ao auto-diagnóstico e à auto-medicação, e ainda ao apoio de outros sistemas eficazes (as farmácias sendo o melhor exemplo). Porquê e para quê? Porque não há hospitais que possam lidar com fenómenos de pânico colectivo, como é estupidamente óbvio, e porque uma percentagem elevadíssima dos casos atendidos nas urgências não são urgentes. A maior parte deles teria uma diagnóstico suficiente pelo telefone na linha (ou linhas) de apoio. Estão a entupir as urgências, tornando mais difícil (nem que seja pelo cansaço nas equipas clínicas) o atendimento aos casos verdadeiramente urgentes.
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Quando vão chatear o House com maleitas tipo gripe, ele prescreve receitas do género:
Avinha-te, abifa-te e abafa-te.
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A minha experiência pessoal diz-me que a questão essencial deve-se ao facto dos médicos terem ido de férias e deixado meia-dúzia de maçaricos de plantão.
A minha filha nasceu numa véspera de um fim-de-semana alargado num hospital central – não se viam médicos. Decisões fundamentais foram adiadas durante horas. A minha mulher esteve 23h em trabalho de parto.
Quando chegou o primeiro dia de trabalho “a sério” não se podia andar nos corredores sem esbarrar com um médico. As folgas alargadas e as férias a meio do ano são planeadas com antecedência por quem pode. Os doentes e o serviço que se lixem.
Toda a gente sabe disto: directores de hospitais, ministério, etc. e ninguém faz nada.
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Só se deve ir ao hospital em caso de quebranto, enguiço, mau olhado, espinhela caída ou dor de cotovelo.
Os restantes casos qualquer barbeiro resolve.
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Para o catarro é os rebuçados do Dr. Bayard.
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No Porto não houve ruptura….
E houve gripe…
E alguns de nós foram de férias….
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“A imbecilidade no seu fulgor. Os hospitais, ou sistemas de saúde, em todo o Mundo (vá lá, na parte civilizada) sempre apelaram ao auto-diagnóstico e à auto-medicação”
Imbecis de todo o mundo, UNI-VOS!
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“as farmácias sendo o melhor exemplo”
Farmácias? Esses antros do lucro fácil e imediato?
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na falta de tusa, tomo 1 Viagra.
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Devo viver no Ruanda afinal , ou então não tinha visto uma serie de anuncios a chamar a atenção para os perigos da auto medicação e a desaconselha-la totalmente . Enfim…
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O drama é que todos têm razão!Na maior parte dos casos não é preciso ir ao hospital.Os médicos vão de férias.Os administradores não prevêm.E os outros hospitais estiveram todos lotados como o Amadora/Sintra? Não é possível gerir os fluxos de utentes? Os Centros Hospitalares já funcionam ou está tudo de costas voltadas uns para os outros?
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Não há nada a fazer. Havendo médicos e serviços de saúde as pessoas tendem a recorrer a eles. Por isso deviam encerrar de vez o sistema nacional de saúde. Acabavam-se os surtos. E reduzir logo a seguir nos impostos. Realmente estar a gastar dinheiro com gente doente quando há excesso de mão-de-obra é antieconómico. Nem moralmente se justifica pois é preciso acudir aos banqueiros aflitos e enquanto isso não for feito não se podem delapeidar recursos em mézinhas para o lumper.
Quanto aos atestados proponho um sistema de leitura da tensão arterial automático à porta das farmácias com emissão de talão autenticado que servirá de justificativo para ausência ao trabalho.
PS: espero que o Pacheco não venha aqui ler estes comentários senão ninguém o cala em relacão à jactância dos blogues!
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“E os outros hospitais estiveram todos lotados como o Amadora/Sintra?”
No canal televisivo oficial, apareceu uma notícia sobre a grande afluência ao H. São João, Porto.
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O Pacheco, é ele próprio um placebo.
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Durante a minha vida estive várias vezes com gripe e nunca fui a um serviço de urgencia com uma gripe. Quem é que de vós já esteve gripado e foi ao serviço de urgencia?!?
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E se os médicos estavam de folga, como é que sabem que era gripe ?
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Tomem lá um remédio. È bom , já experimentei.
RESFRIADOS: para resfriados comuns ou severos, tomar uma colher de sopa de mel morno com ¼ de colher de sopa de canela em pó diariamente, por 3 dias. Este processo curará a maioria das tosses crônicas, resfriados e limpará as sinusites
Se preferirem também podem por a colher de mel e a canela em àgua quente , umas 2 vezes por dia. Tipo chá.
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Com gripe vai-se ás urgências por:
São crianças e os papas ficam ansiosos (é o meu caso)
Ter uma prova que foram às urgências ( o que é muito bom em caso de falta ao trabalho)
Velhotes com outras patologias e que já não aguentam uma gripe.
Gajos que vão para lá para oferecerem porrada aos médicos (no Amadora/Sintra era para mostrar que a gestão privada não prestava)
Gajos que vão para lá para mostrar que a gestão pública não presta
Gajos e gajas todos partidos que precisam mesmo de ir às urgências (não é “dos partidos” é mesmo “todos partidos”)
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Na realidade a piada da coisa é que a percentagem de engripados era pequena. Tratava-se antes de infecções várias das vias superiores.
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Caro João Miranda,
1. As questões são pertinentes. Não penso que esteja tudo louco mas antes que devemos reflectir seriamente sobre a inexistência de um verdadeiro plano nacional de educação para a saúde. Isto é particularmente notório nas questões relacionadas com a educação sexual e o planeamento familiar, mas também se verifica nestas matérias.
2. Os médicos não têm “folgas de Natal”.
Caro Joaquim,
Com excepção dos funcionários públicos, não é possível passar baixas (certificados de incapacidade temporária) nos Serviços de Urgência.
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Não há nenhuma epidemia de gripe extraordinária, apenas o normal para um Inverno frio (como se pode verificar AQUI).
O que há é o caos habitual do SNS nestas situações, mesmo com as brilhantes “reformas” da saúde deste Governo.
PS- Claro que a grande maioria das pessoas com gripe recorre aos serviços das Farmácias. Isto acontece há gerações e tende a aumentar – os doentes são bem atendidos, o aconselhamento e a educação em saúde é eficaz e, consequentemente, eles voltam sempre, fazendo crescer a procura.
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É uma vergonha, ou corrigo, neste país já não há sequer vergonha.
Obviamente que não se passou nada de especial, foi apenas uns dias frescos banais patra o Inverno e a consequência de mais uma ponte irresponsavelmente oferecida à função pública (no privado não é muito diferente) neste país à beira da banca rota mas alegremente a assobiar para o ar enquanto cai para o abismo.
A desculpa esfarrapada teve requintes sofisticados, como por exemplo distribuir pelos jornais gráficos do gripenet (http://www.gripenet.pt/images/stories/epid_08_09/gripedaily2008.png) esquecendo-se de dizer que no projecto gripenet (voluntário) os resultados do mesmo dependem do nº participantes, e que infelizmente é muito limitado (Portugal 3257 participantes, Holanda 20539 participantes e Bélgica 7359 participantes).
Por milagre a epidemia “desapareceu” hoje das urgências. Já não há mesmo vergonha de mentir e manipular em Portugal ? Com toda esta desfaçatez ?
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como andaram a fechar urgências dos centros de saúde, qqr tosse leva as pessoas a recorrer a técnicos de diagnóstico, ou seja, urgências hospitalares. Conheço quem, por causa disso- URGÊNCIA FECHADA-, com 86 anos, tenha ficado 11 horas numa maca de hospital. Os crâneos da reforma não deviam estar presos?
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As crianças e os velhotes realmente necessitados dos serviços de saúde nas urgências ficam 11 horas á espera, principalmente porque umas centenas de marmelos ao primeiro espirro se dirigem ao mesmo.
Ele há coisas ….. em directo na tv alguns desses “urgentes” entrevistados pelos “super-sumos” dos nossos jornaleiros.
O primeiro teria um dedo da mão esquerda torcido e achava que tinha “direito” a uma consulta urgente de ortopedia. O segundo moçoilo de menos de trinta teria tido “muita febre” pois teria apanhado o resfriado na noite. A terceira jovem de 50 avantajada e com voz de trovão só teria ido lá para uma radiografia porque “sei lá poderia estar a fazer uma bronco” (sic).
São os mesmos que aqui foram pela liberalização de alguns medicamentos de uso comum, analgésicos e antipiréticos por causa desse lobby maléfico das farmácias de lucros fabulosos promovendo a venda deles junto das hortaliças, os mesmos dizia, agora são contra a auto-medicação.
Já sabemos que o SNS é uma porcaria, já sabemos que os médicos vão de férias, só não sabemos que até “doentes” são uma porcaria.
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Quando não joga o Benfica nem é tempo de praia, aumentam os surtos de gripe.
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Sinal da civilização.
Uma gripe dá 43523 telejornais . Não havia gripes há 50 anos .
Nem aparvalhadas linhas de aconselhamento telefónicas para gente burra , a quem os paizinhos não passaram conhecimentos porque estavam em porto-galinhas em férias a credito, ou depositavam os rebentos na escola á espera que os professores lhes dessem a educação que não souberam … nem quiseram dar .
Ora … deem mais um cheque fashion clinic ao Socrates
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ATCHIMMMMM !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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( é alergia )
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joão miranda,
conhecendo o sistema e a realidade das urgências acredito que não tenha havido um planeamento adequado para dar resposta ao surto gripal. Mas as outras questões que você coloca não têm ponta por onde se lhes pegue.
Uma gripe não se cura-se, espera-se que passe tentando controlar o melhor possível os sintomas da forma mais confortável possível (em casa, de molho, e fazendo medicação antipirética). É curioso
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que você que apela tantas vezes (e às vezes até com razão…) ao bom senso, venha agitar o fantasma da loucura e da irresponsabilidade quando se fala de tomar cházinhos e paracetamol durante 1 ou 2 dias.
Já agora, e se por acaso num destes dias de pânico no sistema financeiro, todos decidirmos ir ao banco levantar as nossas poupanças e o “sistema” não der resposta, você acha que a culpa é só da falta de planeamento?
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Sem retirar absolutamente nada à pertinência das perguntas, que também subscrevo, há que sublinhar que uma gripe não é motivo para ir a uma urgência de um hospital, mas antes ao Centro de Saúde.
Parece-me evidente que há uma falta de contingência para uma situação tão expectável como os incêndios no Verão. Faz falta realmente um plano de prevenção. Imagine-se se de facto acontecia alguma coisa séria ou grave no país.
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Se esses caramelos não tivessem encerrado unidades de saúde a torto e a direito por este país fora, talvez o sistema estivesse agora menos sobrecarregado
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Caro João Miranda,
1 – O problema da auto-medicação em Portugal prende-se, acima de tudo, com a utilização de ANTIBIÓTICOS. Não estou a ver nenhuma campanha pelo excesso de Aspirina ou Constipal.
Ao contrário do que afirma, o primeiro “diagnóstico” é sempre feito pelo próprio (ou Vc. vai a correr ao médico sempre que faz um corte no dedo?).
Se ler nas bulas dos medicamentos de venda livre, vem lá escritinho que em caso de persistência dos sintomas deve consultar o seu médico ou farmacéutico. “PERSISTÊNCIA DOS SINTOMAS” é a palavra-chave.
No caso de infecções virais sazonais (como a gripe) ir ao médico não ajuda nada. Se não souber o que tomar, um farmaceutico é perfeitamente capaz (e habilitado) para lhe fornecer a resposta.
2- Como foi dito antes, os médicos não têm “folga” no Natal.
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Com esta ministra da saude e o outro idiota anterior, demos à praia, como uns idiotas, que è aquilo que eles querem que sejamos, só não se veem ao espelho……
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O passatempo nacional é dizer mal. Não há nada que as pessoas mais gostem de fazer….
O SNS é o serviço público que melhor funciona. Disso não tenham qualquer sombra de dúvida!
Um pico de procura em qualquer serviço será sempre problemático, quer se trate de uma urgência, de uma fila para comprar o passe social ou a lista de espera par aum lar de idosos. Nessas alturas o tempo de espera aumenta: é uma inevitabilidade.
O que é preciso é analisar com seriedade a própria procura. Não tenho os números, mas é realmente preciso analisar se as pessoas vieram aos SU justificadamente, ou vieram ao “primeiro espirro”.
Dos doentes que normalmente acorrem ao SU, alguns têm logo alta, outros ficam durante algum tempo e um grupo fica internado. As proporções entre estes grupos são normalmente constantes. Os números absolutos sobem e descem consoante aparecem “surtos” de doenças, mas a proporção é mais ou menos constantes.
Parece que em hospitais onde a média de internamentos é 9% dos doentes admitidos, neste “surto” a percentagem desceu, o que indicia que a gravidade média” dos doentes será menor. Desses, provavelmente uma franja não necessitaria de ir ao hospital.
Eu tenho uma outra justificação: a proximidade do Natal. No passado fim de semana, num grande hospital do Grande Porto, morreram 17 pessoas na “Área Médica” (exclui a “área cirúrgica”). Todos tinham mais de 90 anos!!!! E que motivo especial tinha a maioria para ali estar no fim de semana de Natal? Nenhum em especial. Apenas era Natal.
Hoje em dia as pessoas já não morrem em casa. As famílias não querem ter que passar pela morte dos seus velhos, especialmente no Natal.
Está provado que no Natal aumenta o “depósito” de idosos no Serviço de Urgência e nos serviços de internamento.
Há campanhas para não se abandonarem os animais de estimação nos meses de férias…. Talvez devesse haver alguma para os velhos, no Natal.
Curioso é que ninguém chama atenção para este problema
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MERDA E O QUE ISTOAFFFFFFFFF E E OS MEDICOS NAO FAZEM NADA
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pois tens toda a llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll
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