Nixon, o presidente que tentou limpar o FBI (Watergate 30 anos depois)
29 Dezembro, 2008
O Cachimbo de Magritte: A propósito da morte do Deep Throat
A revelação de que Felt foi o Deep Throat mostra que o episódio lhe permitiu vingar-se do Presidente, mesmo que a sua primeira intenção fosse a justiça. Mas também mostra que, como o editor do The Washington Post sabia quem era a fonte, sabia que estava a ser manipulado. A protecção do anonimato da fonte levou a que não fossem os jornalistas a controlar o processo, no fundo, a que toda a investigação ao Watergate fosse uma manipulação. E levou a que uma notícia tão importante quanto informar que o FBI espiava a Presidência nunca fosse dada.
4 comentários
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Já cá faltava esta. O Nixon foi um presidente execrável, sob vários pontos de vista. O caso Watergate, percebe-se melhor se se ler o livro dos dois jornalistas Os Homens do Presidente ( por cá editado em 1974, pela Bertrand e nunca reeditado).
Entretanto, em 2006, a editora Quidnovi, publicou as memórias de Mark Felt, já então debilitado, sobre o FBI.
Depois de ler os dois, aconselhor a ler o comentário do jornalista Vítor Matos, no Cachimbo.
Então, talvez se perceba o essencial: um jornal, o Washington Post, conseguiu que um presidente fosse obrigado a resignar por ser mentiroso, vigarista e compulsivo tratante. A Crook, como lhe chamaram- e bem.
Por cá, tivemos uma coisa parecida, com a licenciatura deste Sócrates que anda por aí a mandar em nós.
No entanto, a imprensa não foi capaz de o pôr a mexer. E por factos mais graves que os de Nixon: mentir descaradamente, apanhar um curso à foge que te aleijo e gabar-se publicamente do feito.
É a diferença.
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“O Nixon foi um presidente execrável, sob vários pontos de vista.”
Porquê? Sob que pontos de vista? Por ser republicano e não democrata?
Talvez dos poucos presidentes americanos que tivesse uma cultura acima da média e conhecia o mundo para lá das praias de Staten Island!
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É ler as transcrições das gravações e percebe-se logo porquê. Podem ler-se algumas razões, por exemplo, aqui
Mas há mais.
Uma certa Direita portuguesa, com leituras da Spectator e assim, discordam deste ponto de vista. Estão no seu direito, mas os factos são factos.
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O José tem razão. O Nixon era execrável. Não é por causa dele admirar gente que professava a ideologia fascista (Salazar, Marcelo Ceateno e outros…) que vou deixar de lhe dar razão neste ponto.
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