Verdadeiramente, não surpreende….
Não parecia grande questão e só mesmo o PR lhe deu importância. Mas afinal tinha razão. Opôs-se e deu luta. Levantou a voz e estrubuchou. Mas perdeu, sendo inclusive boicotado pelo seu partido de sempre, num dos mais tristes casos que uma direcção parlamentar já protagonizou. Fez ontem discurso vigoroso, chamou nomes como nunca nenhum PR tinha até então chamado. E o que sucedeu? Nada. Ao optar por aquele discurso de força retórica mas sem consequencia, conseguiu destruir para todo o sempre a ideia de que o PR era o garante do que quer que seja, ou a última instância a quem recorrer. Se ele mesmo reconhece «absurdos», «ilegalidades», ausência do «normal funcionamento das instituições da República» e mesmo assim nada acontece, então para que é que ele serve? O cidadão que também se vê no meio de «absurdos», «ilegalidades» e acha que as instituições não o servem, deixou de ter quem o represente, pois o PR demitiu-se da sua função.
Se para alguma coisa serviu o discurso foi para o cidadão perceber que até o PR já nada vale e que o sistema está mesmo sem controle. Vão ser giras as próximas eleições……

Verdade. Afinal de tanto elogio por o presidente não ter dissolvido a assembleia, o facto é que também não se demitiu. Ou seja, afinal aquela merda dos Açores não tinha importância nenhuma…
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Alguém me explica?
1) Qual é a questão em si? Ou seja, que diferença faz para o funcionamento das instituições nos Açores?
2)Porque é que o PR não levou a questão ao Tribunal Constitucional?
3)A Madeira tem um estatuto diferente? Se tem, poderá passar a ter este novo estatuto?
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Entretimento puro… o que tem substancia passa no silêncio.
No caso do código de trabalho pegou nuns artigozinhos e esqueceu o resto que tráz a escravidão para o nosso futuro.. enfim..
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Uma vez estava sem Control e tive de interromper o coito.
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O embaraço do Dr. Cavaco
Anda por aí uma algazarra sobre a constitucionalização do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, que ninguém entendeu até o dr. Cavaco clamar pelos (seus) poderes próprios ou institucionais. A partir daqui todos debatem, não os princípios consignados no catálogo do direito indígena que levam à presuntiva ruptura constitucional ou a singularidade das decisões interpretativas e processo de fiscalização do Tribunal Constitucional, mas a via incidental criada entre o eng. Sócrates e o dr. Cavaco. Isto é, a dimensão político-constitucional que o dr. Cavaco verbera, optimizou nalgumas criaturas uma “esperançosa” tensão e conflito entre o governo e a Presidência da República, que sendo curiosa se verdadeira não tem por ora qualquer valimento.
Na verdade o dr. Cavaco Silva assumiu, desde o início do seu mandato, navegar no discurso e na estratégia política como se de um jogo de tratasse. O paradigma desse jogo presidencial (ou a “linguagem da coisa”) seria criar um espaço único onde o eng. Sócrates em dificuldades económico-financeiras – a braços com a sua incompetência providencial e sob o servil apoio da nova garotada da União Nacional (que sabiamente juntou à sua volta) – ficasse em incómodos mas sem que a acção do Presidente da República se fizesse de todo sentir. Por isso mesmo o dr. Cavaco deu a Sócrates toda a “corda” necessária, para que não pudesse escapar. Daí que a doxa de Sócrates em torno da lenda das “reformas” caseiras, sempre muito bem desocultada via agências de comunicação, jornaleiros & outros tantos fundibulários nativos, obtivessem a eficácia observada, quer entre a elite das corporações e dos interesses quer na atemorizada quanto ignorante canalha.
Sócrates, o chefe do Partido Popular moderado (ex-PS), pode assim concretizar o maior volume de restrições de direitos fundamentais que temos memória (de comum, só ultrapassável pelo Botas de Santa Comba), principalmente nos direitos económicos e sociais consagrados em sede da Constituição, lesando grupos profissionais estruturantes da sociedade portuguesa e sem que a ordem constitucional assim abalada fosse objecto de controlo de constitucionalidade via Presidência da República. E mesmo alguns dos princípios não expressamente consagrados na Constituição, mas importante no domínio normativo constitucional – caso da original profanação do princípio da proporcionalidade (uso do poder), do curioso abandono do principio da não retroactividade ou da afrontosa violação do principio do não-retrocesso social -, o actual presidente da República, como representante da “res publica”, esquiva-se nunca ousando nem querendo exercer controlo prévio. Pelo contrário, o dr. Cavaco torna-se um meticuloso “notário” do governo, num estranho jogo de interesses económicos, sociais e políticos, jamais interpretados mas que as mezinhas tomadas contra crise financeira actual pode um dia explicar e a demagogia democrática do sr. Sócrates exemplifica.
Por tudo isto não se compreende o choro desvalido das sinecuras, dos comentadores & trovadores do regime. Nem se aceita a hipocrisia e o cinismo presentes na comunicação última de Cavaco Silva. O dr. Cavaco entrou no jogo, livremente, foi cúmplice em galanteios e em melodias febris sobre a governação, estatelando-se depois na sua própria frouxidão. Se está arrependido, só o futuro o dirá. Aguardemos!
http://www.almocrevedaspetas.blogspot.com/search/label/Cavaco%20Silva
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como sempre, Cavaco viu muito antes e muito para além. Sócrates comprou uma guerra, talvez suicida, por causa do ego e dos tiques de ditador do ambicioso C. César. Curioso como pouco se fala da teimosia e da arrogância de C. C.. Sócrates irá perder a médio prazo. Basta atentar no calendário eleitoral, e na previsível maioria relativa em setembro… e no difícil eleitoralismo.
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republica populas dos ratos e coelhos
é só mafiosos
pior que palermo ou nápoles
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Volta depressa rei D. Manuel!
Isto ACABOU!
Se até a Corporação dos professores diz que está a lutar pela salvação da República, eu sou o anti-Cristo. Tadinho do comuna Nogueira. A imbecil da Tia Milú até merece pena ao pé do gaijo. Um bom ministro, uma refundação séria do modelo e sistema educativos, AVALIAÇÃO com cabeça tronco e membros e no fim nem 10% lá ficavam.
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Neste país só há um partido político. O resto são miragens.
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Sou monárquico desde que me conheço. Não voto por isso em eleições presidenciais, seja qual for o candidato. Considero desde sempre que o cargo de Presidente da República para nada serve, a não ser para gastar com despesas «pornográficas», o dinheiro do erário público.
Concordo com o que escreve.
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Excelente “post”, Gabriel.
A III República está à espera de quem declare o seu fim. Apenas isso. A IV República que seja melhor e Democrática.
Até onte, no RCP, ouvia “capitães de Abril”, entre eles o Vasco e o Sousa e Castro, que diziam que os “políticos estragaram o que os militares fizeram”. Até estes, que foram os “sindicalistas” de há 35 anos dão lições à miséria que tem governado Portugal.
Abram alas para os Novos governantes.
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“Isto “só estoira quando a Associação de Merceeiros deixar de pôr a mão por baixo.
Ou quando,e se, os vizinhos do lado passarem das palavras aos actos…
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devolvam isto a espanha
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E a culpa disto tudo ainda acaba nas costas de Cavaco Silva… hilariantes são estas pessoas no seu pensamento…
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Gabriel , estás a exagerar (para variar) , olha que um Presidente é bem melhor que um rei . Reparao que aconteceu na Belgica.O rei deu um verdadeiro golpe de estado ao não convocar eleições . Para além disso criou a divisão do partido CDNV.
Por isso , viva o presidente. Porque se for mau , nas eleiçoes seguintes podemos por lá outro.
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ao sr. silva só resta uma opção: demitir-se a bem da nação… mai nada!
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Concordo com o nono, Pi-erre… eheheh! Só há mesmo um Partido por cá, o resto… são sectorizações do dito cujo, (bem) vestidinhos de Bennetton, todos diferentes, mas… todos muito iguais!
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Simples: o cidadão que também se vê no meio de absurdos, iligalidades, ausência do normal funcionamento das instituições da República e nada pode fazer, encontrou um PR ao seu nível. E, por isso, se não for parvo, deve sentir-se ainda mais desamparado.
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“E o que sucedeu? Nada. Ao optar por aquele discurso de força retórica mas sem consequencia, conseguiu destruir para todo o sempre a ideia de que o PR era o garante do que quer que seja, ou a última instância a quem recorrer”.
Basta lembrar o Código Laboral e a Lei do Divórcio. O PR não vale nada.
Mas neste, pelo menos, não me enganei. E, se calhar, nesta treta nem voto mais.
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