Coisas que a PGR ainda não comentou, por não serem «urgentes»
29 Janeiro, 2009
«Juízes dizem que poder político tem acesso a processos mesmo em segredo de justiça»
«(…) O novo sistema informático Citius permite o acesso em tempo real do poder político a todos os processos judiciais, mesmo os que estão sob segredo de justiça, permitindo mesmo introduzir alterações nos despachos de um juiz ou nas acusações de um advogado.»
45 comentários
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Isso parece uma coisa impossível!
Então os juizes não possuem passwords!? A password de administrador abre tudo? lol Isso não costuma ser assim. Se os juízes dizem que assim é! Não devem estar a mentir. Coisa estranhíssima.
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Nunca pensei que tal fosse possível. Inquietante. E foi preciso que os juízes denunciassem a situação!
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Até o meu pc. Se eu quiser que o administrador nãoo possa ler ou escrever nos ficheiros posso dar essa ordem, quanto mais numa aplicação oficial!! Programa estranho esse citius.
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E se o computador do juiz estiver ligado à Net até eu posso lá ir cuscar. E se o juiz falar do processo com o escrivão e tiver o telemóvel ligado dentro do bolso, eu posso ouvir a conversa, etc, etc. Num mundo impregnado de tecnologias de informação não há privacidade. Saber o que os outros fazem ou dizem, utilizando essa tecnologia, é sempre possível.
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Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas. […]“;
temos
“Um clero português, desmoralizado e materialista, liberal e ateu, cujo Vaticano é o ministério do reino, e cujos bispos e abades não são mais que a tradução em eclesiástico do fura-vidas que governa o distrito ou do fura-vidas que administra o concelho […]“;
“Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo […]“;
“Um exército que importa em 6.000 contos, não valendo 60 réis […]“;
“Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo […]“;
“A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rolhas”;
“Dois partidos monárquicos, sem ideias, sem planos, sem convicções […]“;
“Um partido republicano, quase circunscrito a Lisboa, avolumando ou diminuindo segundo os erros da monarquia, hoje aparentemente forte e numeroso, amanhã exaurido e letárgico […]“;
“Instrução miserável, marinha mercante nula, indústria infantil, agricultura rudimentar”,
“Um regime económico baseado na inscrição e no Brasil, perda de gente e de capital, autofagia colectiva, organismo vivendo e morrendo do parasitismo de si próprio”;
“Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários”;
“Uma literatura iconoclasta, – meia dúzia de homens que, no verso e no romance, no panfleto e na história, haviam desmoronado a cambaleante cenografia azul e branca da burguesia de 52 […]“;
“E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares […] teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa no tempo da morte de D. Luís, cujo reinado de paz podre vem dia a dia supurando em gangrenamentos terciários.”
GUERRA JUNQUEIRO 1886 em “Anotações”, anexas à Pátria em jeito de balanco
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Cavaco Silva.
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Este spam do anonimo 5 está a ficar deveras incomodativo.
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É difícil acreditar que o Citius não tenha um sistema de segurança adequado.
Se as pessoas com acesso privilegiado resolvem facultar as passwords a outrem, já é outra história.
Ainda vão culpar a motherboard.
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Incomodativo é os comentários já não aparecerem em tempo real, mas só depois de darem uma volta ao bilhar grande.
O comentário perde oportunidade e post comentadores.
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Temos o país sequestrado por uma justiça que não funciona.
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o largo dos ratos tomou conta da pocilga
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Esta estória dos juízes está muito mal contada.
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Acho que os juízes não devem mesmo perceber de informática! Já desmentiram isso.
Era impossível, bolas. Era tao ridiculo.
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cão-tribuinte
A ser como dizes, deverias chamar-te porco-tribuinte
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Esta notícia é um spam do mesmo nível da do anónimo Junqueiro-citador.
Os Juízes deviam ter um bocadinho de juízo na tola para evitarem atoardas destas. e alguns jornalistas também!
se fossem mas era trabalhar pois têm imenso que fazer e não o fazem em devido tempo!
Caramba!
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Esta noticia mostra que há juízes que devem ser pessoas mesmo estranhas. Se não é verdade isto, o que é que pretendem? Bolas!!!
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Políticos têm acesso a processos, mesmo em segredo de justiça? E que será então quando eles mesmos elegem os juízes e pgrs?!
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Estas notícias tem um objectivo claro. servem para criar uma cortina de fumo sobre as fraudes bancárias. Toda a gente sabe quem pretende sair beneficiado com isto.
Há partidos que não estão a fazer muitas ondas pois os telhados dele são de vidro.
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Mr. e Caro Gabriel Silva,
Recém-chegado, ao saber das intempéries oriundas de Alcochete que têm assolado S.Bento; ao ler este seu post sobre os acessos aos processos em segredo de justiça; depois de ter ouvido Sócrates, resta-me aconselhar o último post de João Gonçalves no “Portugal dos Pequeninos” sobre a “Campanha Negra” de que Sócrates disse ser vítima.
Ninguém proporciona ao PM um “G”PS que o tire de Alcochete ?
A “coisa” parece que está mesmo negra.
Já nem me apetece comentar estas e outras ocorrências num desastrado país.
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Se estas noticia é falsa é um bocado assim difamatória a noticia. Então nao podiam perguntar primeiro e informar-se antes de fazer um manifesto destes para circular? São criancinhas e usam bibes ainda, os juízes!?
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quando frequtava a maçonaria onde fui roubado
soube factos de arrepiar,
ocorridos neste país do triunfo dos porcos,
e nemhum editor quiz publicar o meu diário
(só estudos sobre assuntos considerados anódinos ).
entreguei o mesmo à BNP
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ou os juízes são uns azelhas em matéria de informárica e não acautelam por meios simples a eventual intromissão da tutela mas também de qualquer hacker curioso… e como é que eles explicam que os médias do costume tenham acesso a documentos em segredo de justiça? também foi a tutela que os entregou à felizarda da Felícia?
é que não só não acredito nos políticos dos vários quandrantes, como não acredito nas diferentes corporações, TODAS, que soit disant deveriam servir o estado e os cidadãos!
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leiam no google
sócrates é aldrabão
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Campanha negra- espero que nao seja nada de racista.
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Os juizes ligados ao processo,,PRG ou Procurador Adj, tem conhecimento do processo, todos os outros Juizes, nem o Supremo, incluindo 1º ministro e governo. não tem acesso ao processo que esta em segredo de justiça.
Uma carta anonima, toda gente tem conhecimento e torna-se noticia publica, basta que o denunciante diga á Visao ou o Correio da Manha sem til..
Não é verdade que o processo esteja em segredo de justiça, mas devia estar.
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É VERGONHA MUNDIAL, NEM NOS PAÍSES QUE SE DIZEM DO 3º MUNDO!… VEJAM O EXEMPLO DO BCP:
– CONTINUA A EXTORQUIR E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO (CRC) DO CLIENTE. ASSIM DESTA FORMA O CLIENTE FICA CADASTRADO NO BANCO DE PORTUGAL PARA TODA A SUA VIDA, NÃO PODENDO FAZER QUALQUER MOVIMENTO BANCÁRIO… ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS CONTINUAM INTOCÁVEIS E AINDA GOZAM…
bcpcrime.blogspot.com
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Eu ouço os jornalistas dizer que o socrates é corrupto.
Mas ninguem apresenta provas,
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Eu tirei o meu dinheiro do BCP, saldei as contas.
Considero um roubo
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Nem mais. Lapidar…
( Roubei o link da TST. Obrigado ).
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NOTA PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL
A Procuradoria-Geral da República/Departamento Central de Investigação e Acção Penal, face ao alarme social causado pelas notícias vindas a público e relativas ao chamado “Caso Freeport”, ao abrigo do disposto no artigo 86º n.º 13, alínea b), do Código de Processo Penal, esclarece o seguinte:
1º
O processo relativo ao “Caso Freeport” encontra-se a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal desde Setembro de 2008, estando neste momento a ser efectuadas perícias pelo Departamento competente da Polícia Judiciária sobre diversos fluxos bancários e a serem realizadas diligências várias, consideradas essenciais para a descoberta da verdade, pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal.
2º
Tais diligências foram consideradas prioritárias e a elas serão afectados todos os meios considerados necessários.
3º
Serão seguidas quaisquer pistas consideradas com interesse, analisados todos os fluxos bancários e inquiridas todas as pessoas ligadas ao caso, realizando-se as diligências tidas como necessárias para a descoberta da verdade.
4º
Não foram recolhidos até este momento indícios que permitam levar à constituição de arguido de quem quer que seja.
5º
Logo que a Lei Portuguesa o consinta será dado conhecimento público das diligências efectuadas, desde que o processo se iniciou em 2004, com uma carta anónima recebida na Polícia Judiciária de Setúbal.
6º
A carta rogatória inglesa agora divulgada pela Comunicação Social, foi recebida no Departamento Central de Investigação e Acção Penal em 19 de Janeiro do corrente ano e irá ser cumprida, de acordo com a Convenção sobre a Cooperação Internacional em Matéria Penal, como tem acontecido durante a investigação.
7º
Os alegados factos que a Polícia inglesa utiliza para colocar sob investigação cidadãos portugueses são aqueles que lhe foram transmitidos em 2005 com base numa denúncia anónima, numa fase embrionária da investigação, contendo hipóteses que até hoje não foi possível confirmar, pelo que não há suspeitas fundadas.
8º
A carta rogatória inglesa não contém nenhum facto juridicamente relevante que acresça aos factos conhecidos e investigados pelas autoridades portuguesas, nem contém nenhum elemento probatório considerado válido e que justifique uma alteração da posição tomada nos comunicados anteriores.
9º
Ninguém está acima da lei, mas nenhum cidadão português pode ser considerado arguido, nem sequer suspeito, unicamente porque a polícia de outro país o coloca sob investigação com base em hipóteses levantadas e não confirmadas e que servem somente para justificar um pedido de colaboração.
Lisboa, 29 de Janeiro de 2009
O Gabinete de Imprensa
Ana Lima
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A partir de 2009 começou a haver o processo inteiramente digital e os Juízes passaram a ser obrigados a praticar os seus actos processuais por via electrónica. Obviamente com uma assinatura e password pessoal e intransmissível. Este comunicado é risível.
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SERIA INTERESSANTE SABER A EMPRESA ESCOLHIDA PARA CONCEBR O CITIUS?
será q há semelhança foi alguma datacomp?
esta empresa é responsável por outras pérolas técnológicas dos programas informáticos
q equipam a administração pública!!
tentei achar no google mas nao encontrei nada acerca da empresa q concebeu este programa
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Deve é deixar rastro. Num processo de papel qualquer pode ler e ninguém sabe quem foi. Num computador se alguém abrir a pasta a password fica registada. Deve ser mais dificil andar a espiolhar os processos dos outros sem ninguém saber.
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Toda a gente sabe que a informatização dos serviços públicos é sabotada pelos indefectíveis burocratas.
Porque perdem poder.
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Muito estranho.
Desde 2004 nem ata nem desata.
Há 3 eleições este ano, é por causa disso?
Os jornalista da Visão. grosso modo acusa o Socrates. Quanto a provas nada
Ele esta a fazer frete a alguem, parece que sim.
Em Setembro pp, volta o processo com a mesma historia 2004.
Ninguem apresenta provas nem o jor. da Visão.
Ou isto é só conversa?
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Esta notícia não é GRAVE … É DE UMA GRAVIDADE EXTREMA.
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Lembram-se de os juizes barafustarem, quando o Diário da Républica deichou de ser entregue em papel, porque estava disponivel na Internet? Argumentavam os Dignissimos, que havi8a juizes que não sabiam consultar a Internet.Será que sabem ler?
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# 35
Se ler as notícias publicadas na imprensa escrita percebe muita coisa sobre as razões que levou a um processo destes não ser investigado pelas autoridades judiciárias portuguesas.
Foi agora com o conhecimento da carta rogatória, enviada pelas autoridades judiciais inglesas (DEZ DIAS), que se deram ao trabalho de “fazerem uns números para inglês ver”
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35
Se ler as notícias publicadas na imprensa escrita percebe muita coisa sobre as razões que levou a um processo destes não ser investigado pelas autoridades judiciárias portuguesas.
Foi agora com o conhecimento da carta rogatória, enviada pelas autoridades judiciais inglesas (DEZ DIAS), que se deram ao trabalho de “fazerem uns números para inglês ver”
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Será que o caso Freeport já é acessível e sujeito a edição do poder político?
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COMUNICADO
1. Em 13 de Março de 2007, um ilustre Advogado denunciou ao Senhor Procurador-Geral da República um crime de falsificação de documento autêntico, envolvendo a licenciatura em engenharia civil na UNI – Universidade Independente de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
2. O Senhor Procurador-Geral da República nomeou, por despacho de 30 de Abril de 2007, a Procuradora-Geral Adjunta Maria Cândida Almeida para dirigir o respectivo inquérito e a Procuradora-Adjunta Carla Dias para a coadjuvar.
3. No decurso do inquérito foram determinadas e realizadas vinte e nove diligências, das quais vinte e sete inquirições, duas buscas e recolha de variada documentação proveniente da Câmara Municipal da Covilhã, Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Direcção-Geral do Ensino Superior, Inspecção-Geral do Ensino Superior e Ordem dos Engenheiros.
4. Da análise conjugada de todos os elementos de prova carreados para os autos resultou não se ter verificado a prática de crime de falsificação de documento autêntico, p. e p. pelo art.º 256º, n.º 1 e n.º 3, do Código Penal, na modalidade de falsidade em documento, ou de crime de uso de documento autêntico falso, p. e p. pelo citado preceito, n.sº 1, al. c) e 3, envolvendo a licenciatura em engenharia civil de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
5. Em consequência, determinou-se o arquivamento dos autos nos termos do art.º 277º, n.º 1, do Código de Processo Penal, por despacho exarado em 31 de Julho de 2007.
A PROCURADORA-GERAL ADJUNTA
__________________
(Maria Cândida Almeida)
A PROCURADORA-ADJUNTA
___________________
(Carla Dias)
http://www.pgr.pt/portugues/grupo_soltas/noticias/COMUNICADO.pdf
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Caro Gabriel, esta notícia e estes receios só se percebem por incompreensão de questões técnicas do funcionamento do sistema. Em particular do processo de assinaturas digitais e/ou de encriptação, e da segurança que ele proporciona. Não é por aí que devemos ter receio. Admito que o caso possa não ter sido bem explicado, mas trata-se seguramente de um problema de comunicação com os utilizadores e com o público.
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Tiago
até posso aceitar que certos magistrados estejam desconhecedores dos processos de segurança eventualmente existentes.
Mas precisamente por isso, estranho, muito mesmo, que magistrados venham para a praça publica com abaixos assinados insurgindo-se contra uma ficção e então fazem figura de ursos e ignorantes, o que é grave e mereceria um rapido esclarecimento, ou então tem alguma base real ( e as explicações do sec de estado são fraquinhas), e a coisa merecerá atenção.
Para mim, o certo é que de uma forma ou outra existem razões para «alarme social»: seja se for verdade, o que será gravíssimo, seja se for falso, que também grave será por a alegação ser feita por quem é.
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Gabriel,
é isso mesmo… grave se tem fundamento, mas, ainda mais grave se não tem fundamento, por vir de quem vem!
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http://quartarepublica.blogspot.com/2009/01/estado-de-citius.html
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