Os áugures num país de primos*
Os áugures. Ao assistir ao último Prós & Contras – que na verdade se deveria ter designado Prós & Prós – lembrei-me dos áugures. Os áugures tinham na Roma Antiga a função de, após observarem o vôo das aves e as entranhas de vários animais, declararem se uma determinada decisão se podia ou não tomar. Pode causar espanto que um império daquela magnitude estivesse pendente nas suas grandes decisões daquilo que estas criaturas vislumbravam nos fígados duns bicharocos mas assim aconteceu.
Dada a pouca objectividade e a cultura do pânico de grande parte do discurso feito em nome do Ambiente é tentador dizer que os áugures reencarnaram nuns auto-designados defensores da Natureza que esbracejam com ameaças apocalípticas caso não se cumpram os seus ditames. Mas sendo esta caricatura mais ou menos verdadeira temos de reconhecer que está a ficar ultrapassada. Olhemos para o caso Freeport. Há alguns anos não teriam faltado ornitólogos e biólogos descrevendo os ataques ao ecossistema trazidos por aquela construção. Onde estão agora? Tanto quanto se sabe entretêm-se a ensinar as criancinhas a separar o plástico do cartão, procuram uma causa que substitua as baleias e o aquecimento global como factores de mobilização mediática e sobretudo mantêm-se indiferentes à discricionaridade legislativa nascida em nome da defesa da Natureza.
O Ambiente tornou-se num pretexto para exercícios totalitários como acontece no novo plano de ordenamento do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina que, qual neo-Estatuto do Indígena, prevê que os residentes dessa área protegida tenham de pedir autorização ao Instituto de Conservação da Natureza para semear batatas, arranjar as capoeiras e os proíbe de vender os seus barcos e respectivas licenças. Mais grave ainda, a imagem do Ambiente e respectivo ministério como uma pasta ministerial onde se trata duns ninhos de cegonha e de outras matérias simpaticamente consensuais escamoteia que este ministério, ou o primeiro-ministro através dele, tem cada vez mais poder – por exemplo, o governo de Sócrates concentrou no ministério do Ambiente a gestão do QREN – e ilude que o Ambiente se transformou num dos principais canais da corrupção pois por essa pasta passam boa parte das preciosas excepções que permitem a alguns o que se proíbe a todos os outros. Para conseguir passar para o lado das excepções há que contar com conhecimentos na máquina estatal e com os serviços de juristas, os verdadeiros áugures do nosso tempo.
Um monstro legal constituído por aproximadamente 3.000 artigos, mais de 120 anexos, todos devidamente distribuídos por dezenas de decretos, portarias e regulamentos municipais legislam sobre o licenciamento urbano em Portugal e constituem as entranhas de que se alimentam estes áugures. Se no passado os cidadãos comuns apenas viam fígados de frango onde eles entreviam vitórias para as legiões e entradas triunfais em Roma, agora onde os outros apenas vêem uma emaranhado legislativo propiciador de corrupção os novos áugures encontram a legalidade.
A última vez que se reuniu toda esta legislação foram necessárias mais de trinta páginas de “Diário da República”: “Passámos a discutir direito e não as ciências do urbanismo e do ordenamento do território, sendo por isso cada vez menos importante a intervenção de técnicos especializados nestas matérias, acentuando-se a intervenção dos juristas preocupados com interpretações da lei e dos tribunais para decisão sobre conflitos.” – lê-se num relatório recente da Ordem dos Engenheiros mas também se podia ler na legenda ao último “Prós & Contras”. Os áugures da Nação estiveram ali em todo o seu esplendor.
Os jornalistas. Todos os governos precisam e têm a obrigação de comunicar. Outra coisa é governar pela comunicação social e para a comunicação social como este governo tem feito. Sócrates, habituado a contar com uma imprensa complacente, ficou cada vez mais refém da propaganda. Quando as notícias deixaram de ser simples transcrições dos comunicados ministeriais e descrições das conferências de imprensa governamentais, o governo desorientou-se como se vê no recente episódio do relatório que foi da OCDE e já não é. Provavelmente era necessário o fecho de muitas das escolas referidas nesse relatório. Mais provavelmente ainda desse fecho vão resulta melhorias para os alunos. Mas o governo refém da propaganda quis atirar com a autoria da OCDE para o cabeçalhos dos jornais. Agora que se sabe que o relatório não só não é da OCDE como foi realizado em circunstâncias muito superficiais, o governo viu descredibilizado não só o relatório como a própria experiência que lá é analisada.
Existe uma espécie de síndroma princesa Diana na relação de Sócrates com os jornalistas: sem eles Sócrates não teria construído a imagem deste governo mas quando as notícias deixaram de ser tão simpáticas quanto costumavam, Sócrates volta-se para os jornalistas e acusa-os de cabalas e campanhas. Sócrates tornou-se de tal forma dependente da comunicação social que na conferência de imprensa que deu em S. Bento, se dirigiu aos jornalistas e não aos portugueses. Mas é com os portugueses que tem rapidamente de falar.
A crise. De repente instituiu-se que investigar as responsabilidades do primeiro-ministro no caso Freeport compromete as instituições, o regime democrático e sobretudo o optimismo necessário para sairmos da crise. Deve ser por isso que os regimes ditatoriais são sempre governados por gente acima de qualquer suspeita, os seus povos são sempre felizes e as crises não os afectam. Um pouco mais e estamos sovieticamente perfeitos! Ou vamos novamente para a versão Estado Novo?
Que mais não fosse poderíamos aproveitar a enorme atenção mediática sobre Israel para comprovar como se pode estar em guerra, ser-se uma democracia e investigar ministros e chefes de governo.
Os primos. O cidadão José Sócrates pode portar-se como mais outro sobrinho do tio e ir avisando duns algures exóticos que ora está em retiro espiritual ora a frequentar um curso de artes marciais ou a provar pato lacado. (Pese a embirração que tenho por praticantes de retiros espirituais, tenho de reconhecer que o primo que “está na China” não lançou uma campanha difamatória sobre o ministério Público e os jornalistas, nem tem a Procuradoria a jurar diariamente a sua inocência, antes pelo contrário Cândida Almeida declarou-o na RTP como candidato a foragido.) Acontece que o cidadão José Sócrates não é apenas primo, sobrinho, filho… como qualquer um de nós. O cidadão José Sócrates candidatou-se por sua livre vontade a primeiro-ministro após ter-se candidatado a líder dum partido. Em ambas as candidaturas ganhou. Sabia dos privilégios e dos contrangimentos de um e de outro cargo. Entre os privilégios conta-se o de ter poder político. Qualquer um de nós, independentemente de apoiar ou não José Sócrates, tem a sua vida condicionada por legislação e programas aprovados pelo seu Governo. Entre os constrangimentos do cargo de primeiro-ministro está naturalmente o não rebaixar a função para que foi eleito, falando como se estivesse em sua casa, aludindo a poderes ocultos e portando-se como um clone birrento do pictoricamente choroso Menino da Lágrima.
*PÚBLICO, 5 de Fevereiro

“os ataques ao ecossistema trazidos [pelo Freeport]”
Ques estragos foram esses, concretamente?
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A Helena Matos é uma áugure. Não sabe nada de nada e opina sobre o que não sabe. Olha para o voo dos pássaros e se vão para a direita é assim, se vão para a esquerda é assado. Varia conforme for da esquerda ou da direita, e o resto não interessa.
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“Ques estragos foram esses, concretamente?”
Deu cabo da fábrica de pneus
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“Sócrates, habituado a contar com uma imprensa complacente, ficou cada vez mais refém da propaganda.”
Claro, porque jornalista que se digne tem de falar mal. Descobrir parangonas para o 24 Horas. Com tanta gente a recibo verde, as notícias têm mesmo de aparecer.
“…a enorme atenção mediática sobre Israel para comprovar como se pode estar em guerra, ser-se uma democracia e investigar ministros e chefes de governo.”
Mas não estamos em Israel. Os políticos estão ao nível do seu povo que é precisamente de onde nascem os jornalistas (que apenas por um deus ex machina poderiam ser diferentes).
“O cidadão José Sócrates pode portar-se como mais outro sobrinho do tio e ir avisando duns algures exóticos que ora está em retiro espiritual ora a frequentar um curso de artes marciais ou a provar pato lacado. (Pese a embirração que tenho por praticantes de retiros espirituais…”
Ao nível de Sinistra – de Grande Líder e outros rótulos que os guerrilheiros extremistas vêm arranjando. Ficam muito bem nos cartazes, sim. No entanto percebe-se que embirre tanto com quem é diferente de si, afinal a verdade pertence-lhe.
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Parabéns Helena, isto é que é mesmo serviço público. Todos os empreendedores deste país agradecem.
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“Os áugures tinham na Roma Antiga a função de, após observarem o vôo das aves e as entranhas de vários animais, declararem se uma determinada decisão se podia ou não tomar. Pode causar espanto que um império daquela magnitude estivesse pendente nas suas grandes decisões daquilo que estas criaturas vislumbravam nos fígados duns bicharocos mas assim aconteceu.”
Depende das decisões. No caso dos romanos pretenderem fixar uma nova comunidade, os áugures certamente iriam dar uma ajuda ao observar as entranhas dos animais. Conseguiriam ver o estado geral (animais saudáveis ou não) e de nutrição (sub-nutridos ou não). E isso é importante. Se os animais forem saudáveis e bem nutridos há boas probabilidades daquela zona ser boa (fértil e saudável) para a instalação de uma nova comunidade. Nunca devemos subestimar as crenças antigas, se elas existiam é porque davam bons resultados.
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Eu sou empreendedor e não agradeço.
A Tina deve ser prima do Mao, quando fala, fala por todos.
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Ó Filipe, mas isso interessa para alguma coisa? Interessa é que a Helena deu uma de erudita fingindo que até percebia sobre tradições Romanas, não percebeu?
O jornalismo hoje em dia faz-se assim. Pega-se em duas ou três coisas que aos olhos do leitor mediano pareçam meio eruditas. Espeta-se com uma teoria urbano-compreensiva em cima e tá feito. Cola UHU e aí está uma opinião bem fundada ao melhor estilo cata vento.
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Luís Lavoura caso não treslesse perceberia que nunca escrevi ou disse que o outlet representa uma agressão ambiental naquela zona quando comparado com o que lá estava anteriormente.
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A Lena, tem essa pertinacia, marca penalty quando a bola vai para canto. Tá bom, para assessoras do Pedro.
Aonde esta o Freeport, era a multinacional, Firestone, cheguei a lá ir em trabalho e já fui lá depois visitar o freeport, paredes meias com a ponte, como a Ponte lá apareceu,não sei, sei que ninguem levantou objecçoes, nem foi objecto de uma carta anonima para a PJ de Setubal, ao menos, davam um pouco de dignidade a Vila Alcochete e remetiam o anonimato para a sede da PJ ou PGR.
Repito, aonde esta esta o Freeport era uma Fabrica de pneus
Pergunto. A Fabrica de Pneus não polui mais que o Centro Comercial?
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8 – alguns anos de estudo de latim serviram-me para ter hoje a certeza que não sou erudita alguma e que nos estudos clássicos o termo erudito não se aplica a quem, como eu, sabe umas declinações e pouco mais. Por estranho que pareça existem faculdades e áreas de saber nas quais ninguém se licencia aos domingos. e mesmos licenciados temos a humildade de reconhecer que não sabemos muito
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Helena,
Gostei do distanciamento, ao tratar-me pelo número do comentário quando sou um dos poucos comentadores que dá inclusive a cara, mas adiante. (talvez eu não tenha uma insígnia que lhe permita dirigir-se a mim pelo nome).
Pois eu não estudei latim e também não sou erudito de nada. Mas sou livre o suficiente no pensamento, para reparar que o comentário que o Filipe fez é pertinente e que transforma o seu post de “tal como na Roma Antiga este Governo decide de uma forma aleatória” num “este Governo decide com base em ferramentas que eu não domino.”
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Post hoc, ergo propter hoc
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Os áugures, na antiga Roma, faziam as previsões por encomenda… só para que se saiba, os Romanos sabiam todos que aquilo era uma treta, servia apenas para fazer crer ao povo determinadas decisões.
Quanto às aves. Havia aves ensinadas a voar para o lado direito, e outras para o lado esquerdo. Depois, antes de fazer o augúrio, escolhia-se as aves que se precisava, consoante o augúrio que era necessário fazer.
No tempo da república, o partido que pagava mais aos áugures era o que tinha o augúrio a seu favor.
Como eram modernos estes romanos.
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O voto dos emigrantes, vai haver mexida, o PS tenta acabar com os profissionais do voto .
Emigrantes que votam 2 PR, votam 2 governos, votam 2 europeias, votam 2 autasquicas, votam aquilo que lhes vai na cabeça.
São portugueses de Luxo
Bene vinum lactus sensus homo
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Well…
A Quercus se se porta mal é expulsa do Jornal da Manhã na RTP1… Um caso extraordinário de um lobby a ter tempo de antena numa estação pública de TV e num noticiário! Talvez já tenha sido incorporada no Estado…
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-Cavaco Silva vetou o diploma argumentando, no essencial, que a proibição do voto por correspondência faria aumentar ainda mais a abstenção.-
Acta est fabula
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Uma pergunta: proibir o voto por correspondência, não é rejeitar à partida os fundamentos do voto electrónico?
Pergunto isto, porque as razões apresentadas para vetar um podem precisamente ser usadas para vetar o outro. No caso de existir voto electrónico não havia nenhuma razão lógica para impedir que um emigrante votasse comodamente em sua casa.
Ou existem diferenças?
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esta gentalha não augura nem inaugura nada de bom
“vaticinios só depois do jogo”
o desgoverno passa o tempo
«a assar passarinhos fritos»
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“…o Ambiente se transformou num dos principais canais da corrupção.“
“Canais de corrupção” está linkado para uma notícia do Portugal Diário, sobre “alegado caso de financiamento directo e ilegal ao FC Felgueiras”
Donde se depreende que o FC Felgueiras é composto por jogadores amigos da Natureza e das canelas.
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Não se conhece o voto electronico em eleições para o PR , o que conhece, é o voto electronico nas eleições para o Presidente do Benfica, mas tem que se lá ir, excepto as Casas.
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Os apparatchiks apareceram aqui rapidamente e em força, em defesa da Nomenklatura.
Mas que praga!!!!
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A Botabaixenklatura, né ?
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Enfim, mais um exemplo típico do desprezo da direita pelo ambiente (vide a política Bush e o cepticismo cínico em torno do aquecimento global). O Ministério do Ambiente deveria ter ainda mais protagonismo, porque o ambiente é uma questão crucial em termos de desenvolvimento. Só não vê quem tem vistas curtas e olha só para o imediato. A costa alentejana e vicentina deve ser defendida com unhas e dentes, senão transforma-se noutra monstruosidade como o Algarve e perde todo o seu valor. Já chega de caos urbanístico por esse país fora que destruiu irremediavelmente certas zonas, tornando-as simplesmente horrendas. Temos que defender o que é de todos nós e transformar isso em riqueza e não deixar delapidar pelos patos bravos e autarcas sem excrúpulos.
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Pi-Erre,
Você parte do princípio que não se pode discordar de quem discorda. Que isso é serviçal. Que só uma cambada de acéfalos seguidores, podem discordar de tão boas teses.
Lamento sinceramente (muito mais do que possa pensar) que pense isso. Na verdade são posturas como a sua que minam e eliminam o debate de ideias.
Quem tem a ficha preta é bom, quem tem a ficha branca é mau. Quando o país e o mundo são feitos em tons de cinzento.
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20 – Um dos processos que envolve Fátima Felgueiras prende-se com a urgência ambiental invocada para contratar uma empresa de tratamento de lixos
Helena Matos
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24 – Leu o plano de ordenamento? É uma mostruosidade legal que vai acabar a banalizar o incumprimento
Helena Matos
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Os áugures da modernidade
com a sua douta erudição,
discorrem ignóbil moralidade
sobre o estado da Nação.
A teia legislativa
aprisiona facilmente,
a presa mais inofensiva
paralisando-a cruelmente!
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Os botabaixonomenklatura só tem comparação com os lambekunomenklatura.
Devem ser os sarjetários jornalistas a serem malhados ocultamente.
Uns tem tios outros tias.
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“Enfim, mais um exemplo típico do desprezo da direita pelo ambiente (vide a política Bush e o cepticismo cínico em torno do aquecimento global).”
Bush foi o Presidente Americano recente que mais defendeu o ambiente, é só olhar para as áreas que foram declaradas reservas. E não fale dessa “ciência” chamada “aquecimento global”. Não passa de uma tentativa política para um novo controle estatal.
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Ele estava a pensar naquela esquerda chinesa amiga do ambiente que já produz mais co2 que o Bush embora ainda produza menos de metade.
Ou melhor ainda…no Zimbabué alem do metano produzido pelos cadaveres da fome e da doença, não produz mais nada.
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mais um excelente artigo da Dona Helena . Claro que provoca dores à nomenclatura , mas que me sabe bem ler , tal como gosto de saborear uma boa bacalhauzada ou um bom cozido , com ou sem charuto! Obrigado dona helena e Deus lhe dê força na tecla!Sim que a nossa terra está cheia de eunucos!
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30. Essa do Bush amigo do ambiente é para rir à gargalhada. Então o homem ordenou a deturpação de estudos sobre o aquecimento global, defendeu sempre uma posição unilateral em relação aos esforços de redução de CO2, levantou a proibição de perfuração em zonas protegidas do Alaska, etc. etc. Para o fim já admitiu a existência do fenómeno do aquecimento e, com a consciência pesada, lá apresentou um plano para a redução da emissão de CO2 e criou uma zona protegida no Pacífico com a dimensão de Espanha, o que é de aplaudir.
“Ciência chamada aquecimento global”. Outra piada! Como se chama a ciência? Aquecimentologia? Santa ignorância!
Até o guru da direita neste domínio, o Lomborg, admite a existência do fenómeno do aquecimento. O que ele questiona é a racionalidade das medidas empreendidas para o combater e, quanto a isso, nada a obstar. Agora, o trabalho árduo e honesto de milhares de cientistas pelo mundo fora ser confundido com um qualquer maniqueísmo para controlar o que quer que seja só revela desprezo pela ciência e uma profunda ignorância.
31. O OLP tem uma cabecinha fraquinha e tão formatada que só pode levar a comentários do mais estúpido que existe. O raciocínio (ou o esboço de raciocínio) deve ser: ora bem, este gajo defende o ambiente, deve ser de esquerda, comunista ou bloquista, logo, é amigo dos chineses, se defende os chineses e estes são maus, também deve ser adepto do Mugabe. O que mais cabe no seu miserável esterótipo? Também devo fumar ganzas, defender os terroristas islâmicos, etc.
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“25 Vítor
“Pi-Erre,
Você parte do princípio que não se pode discordar de quem discorda. Que isso é serviçal. Que só uma cambada de acéfalos seguidores, podem discordar de tão boas teses.
Lamento sinceramente (muito mais do que possa pensar) que pense isso. Na verdade são posturas como a sua que minam e eliminam o debate de ideias.
Quem tem a ficha preta é bom, quem tem a ficha branca é mau. Quando o país e o mundo são feitos em tons de cinzento.”
Está a discordar de mim, não é verdade?
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Nem tanto quanto o seu próprio estereótipo aliás bem explanado em cada palavra que escreve,que além do epíteto que lhe põe se pode acrescentar o da raiva.
Quanto aos seus conhecimentos neurológicos para classificar outros só se for de ganzas mesmo porque fez um suposto raciocínio que nem a minha suposta cabeça fraquinha seria capaz de fazer.
Nem tinha reparado que defendia o ambiente.
Defende mesmo? ou apenas fala de posições politicas?
A sua cabeça formatada é que começa classificando direitas anti-ambientalistas e bushistas. Provavelmente você acha que isso é defender o ambiente, talvez o “seu ambiente”.
Na provocação que fiz nem isso descortinou,o que provavelmente define o que conhece do assunto.
Já agora permito-me dar-lhe uma indicação. Vá ao blog mitos climáticos leia um bocadinho, pode ser que seja um arranque para conhecer o assunto em vez de “patacoadas bushistas e de direitas”
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Depois de uma visita ao hiper para comprar um chouriço….comecei por ver um chouriço normal a um preço x…andei mais adiante e pude admirar um chouriço de porco bísaro a um preço x+y…mais adiante pude ver um chouriço de porco preto a um preço x+y+z…..mais á frente encontrei mais chouriços de porco bísaros , pretos….mas agora biológicos a um preço x+y+z+w….depois lembrei-me dos que em casa da minha avó pingavam do fumeiro na lareira de telha vã….e ri-me para mim próprio de tantas etiquêtas para me fazerem escolher um simples chouriço de um gosto de fábrica.
Mas qual não foi o meu espanto quando entrei numa das caixas que não tinha sacos para guardar os artigos comprados.
Interpelei a fncionária sobre o facto ao que me respondeu que era uma caixa ecológica e que tinha de pagar dois centimos por saco… Depois lá paguei os sacos….mas sobreveio-me uma ira interior…os vendilhões do templo a aproveitar da propaganda que grassa por sobre as massas ignaras.
Mas o que ninguém me explica é porque raio aconteceram as quatro glaciações na era cenozóica da terra. Que factores consideram para esses fenómenos. Quem é que fabricaria então o CO2? para alterar o clima da terra?…Digam-me sff, algum expert sobre essa matéria …para que eu possa entender os parcos conhecimentos que tenho sobre a geologia e a geografia deste geóide que é a terra.
A história do chouriço é apenas um exemplo da minha ausência à dose diária da propaganda difundida sob a aura dos grandes princípios proclamados.
cumps
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“Bush foi o Presidente Americano recente que mais defendeu o ambiente, é só olhar para as áreas que foram declaradas reservas”
Afinal o mundo está todo errado.
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