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Notícias dum país disfuncional

9 Fevereiro, 2009

Aluna foi espancada pelos colegas Nada nesta notícia bate certo.

Pode um aluno ser agredido durante uma hora dentro da própria escola sem que professores e funcionário se apercebam? Não é normal mas admitamos que poderá acontecer. Muito mais difícil de entender é como saiu a aluna agredida dessa mesma escola  com “a roupa toda cheia de lama, sangue na boca e a cara esfolada” sem que os funcionários/professores da escola não dessem por nada. Aliás a aluna não saiu só, saiu acompanhada por dois colegas, logo alguém para lá dos agressores e da agredida soube da agressão. Nas saídas das escolas existem funcionários. Não viram nada? E agora chama-se a GNR?

62 comentários leave one →
  1. Antonio Cunha's avatar
    Antonio Cunha permalink
    9 Fevereiro, 2009 10:49

    Não viram porque estavam todos muito ocupados a fazer a avaliação, ou a tomar café, a discutir o Freeport ou a fazer qualquer outra merda menos o seu trabalho.

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  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 10:56

    As agressões foram fora da escola.

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  3. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:01

    «Agressão foi praticada na própria escola »

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  4. Desconhecida's avatar
    José permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:08

    A notícia diz que a ofendida foi retirada do bar da escola, obrigada( crime de coacção) e foi depois levada para uma ribanceira junto a um pavilhão da escola, portanto ainda no perímetro escolar. Aí foi agredida a pontapé e a empurrão, ficando com ferimentos ligeiros( crime de ofensa á integridade física simples).

    A notícia ainda diz que os agressores tinham 11 anos.

    Perante a lei portuguesa nada há a fazer em termos de castigo penal ou tutelar. Nem a Lei Tutelar de Menores ( o Código Penal dos pequeninos) porque esta só se aplica entre os 12 e os 16 anos.

    Logo, a participação vai parar à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Almada que vai chamar os pais dos piquenos. Por carta registada com aviso de recepção. Quando e se eles comparecerem, perguntam-lhes em primeiro lugar se aceitam que a Comissão intervenha no caso. Se eles não aceitarem, ( como irá ser o caso) mandam para tribunal, sem mais diligência alguma.
    No tribunal, o MP recebe o “expediente de sinalização” e nada pode fazer para além de remeter aos juízes o “expediente de sinalização”. Nos juízes, o assunto vai ser analisado já com o MP presente para dar o seu parecer. Geralmente, pede-se à Segurança Social ( o papel das COCJ acabou ali atrás), para verem o que se passou e como é que estes bambinos se comportam e qual o meio familiar e quais as medidas que se afiguram necessárias.

    Estas coisas demoram uns dias ou umas semanas, depende do tempo que faz.

    Quem é o autor de tudo isto?

    O ISCTE. Não estou a brincar.

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  5. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:08

    A noticia diz que agressão foi praticada na ribanceira por trás do pavilhão. Deve ser um local onde os professores não estão. É ir à escola ver o sítio antes de dizer que é impossível.

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  6. Desconhecida's avatar
    José permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:11

    A notícia diz que nenhum professor ou vigilante se apercebeu, o que é compreensível porque estas coisas, mesmo com miúdos de 11 anos, fazem-se longe dos olhares que podem parar a coisa.

    Todos já tivemos 11 anos.

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  7. anónimo's avatar
    anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:13

    Felicidades, Dona Helena.
    Ja ficamos a ponto, a pontinho para chegar a isto:

    http://www.aporrea.org/internacionales/a25834.html

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  8. Piscoiso's avatar
    9 Fevereiro, 2009 11:18

    Agora as escolas também têm ribanceiras?

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:20

    Até parece que isto é uma coisa que nunca tinha acontecido. Não é desvalorizar. Mas na verdade um filho chegar a casa depois de ter apanhado um surra de colegas, é uma coisa que acontece desde a idade média. Quando andava na primária era frequente. Cada vez tem sido menos, mas de vez enquando lá acontece de novo.

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  10. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:23

    Helena,

    Espere pelo viveiro de omissões de casos de bullying com que estão a ser fantasiados os resultados e depois verá o que acontece, daqui a alguns anos. Isto é só o começo.

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  11. Desconhecida's avatar
    José permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:23

    A tal lei tutelar de menores, chama-se com maior rigor, Lei Tutelar Educativa e é a Lei 169/99 de 14 de Setemnbro, aprovada pelo Homem do Pântano. Feita na mesma altura que a Lei de Protecção de Crianças e Jovens. Como se trata de uma lei, é da responsabilidade integral da AR que tínhamos ( e temos porque os deputados revezam-se sempre na espinhosa tarefa).

    Estas leis, como é natural, não têm preâmbulo. A última tem uns parágrafos em jeito disso, na Proposta.

    Em 1996, o governo do Homem do Pântano encarregou uma Comissão ( uma Unidade de Missão, chamar-se-ia agora), para estudar o problema das crianças delinquentes e transviadas. Estudo profundo e que deu leis.

    Sabem quem foi o Coordenador da Comissão de Reforma da legislação da protecção de crianças e jovens em risco, de Novembro de 1997-11 a JUnho de 1998?

    João Pedroso.

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  12. Desconhecida's avatar
    José permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:25

    É com estas leis que os pais deixaram de o ser e passaram a ser “progenitores”.

    Está tudo dito.

    (Bastos: hoje estou mesmo zangado com estas bestas que me aparecem em documentos oficiais)

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  13. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:26

    Estas pessoas nunca foram crianças. Bolas.

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  14. Antonio Cunha's avatar
    Antonio Cunha permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:29

    Crianças todos fomos, agora não sei que infancia tiveram voces. Espancar uma miuda ? Cheia de sangue ?

    Vou já comprar mais 2 jogos prá PSP do puto !!!

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  15. Piscoiso's avatar
    9 Fevereiro, 2009 11:29

    Só demonstra o nosso atraso.
    Nos EUA é com pistolas, como em Colombine.

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  16. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:30

    As “auxiliares da acção educativa” nunca vêm nem ouvem nada. Normalmente moram na área dos agressores e têm mêdo de retaliações. Os alunos tabém, É a lei da máfia: ninguém, vê ninguém ouve, ninguém fala. As direcções das escolas encobrem, para não criarem “mau nome” para as respectivas escolas…

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  17. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:34

    Na minha escola primária no tempo da outra senhora era preciso ter instinto de sobrevivencia e a escola nem era mista. Era pancadaria todos os dias. Era do professor era no recreio. lol A escola melhorou muito. Acho é que a maioria das pessoas já nem se lembra.

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  18. Erik's avatar
    Erik permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:34

    4. José,

    Nos poucos colégios privados que conheço, o atalho era o seguinte:

    Confirmados os factos e identificados os agressores, os mesmos eram chamados à presença de um responsável da turma e/ou colégio e caso o comportamento fosse reincidente, eram “convidados” a não matricular os filhos no ano seguinte.

    Os problemas da escola inclusiva não se esgotam no ritmo da aprendizagem.

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  19. Desconhecida's avatar
    Joaquim permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:37

    Um empurrão, uma estalada, um pontapé. Isso pode ser de miúdos.
    Ali foi empurrada várias vezes caindo pela ribanceira e sendo obrigada a subir outras tantas e de cada vez que subia era agredida. “Numa das vezes, puseram-me um pé em cima da cara e meteram-me lama pela boca dentro”. Ana conta que “eu chorava e pedia-lhes que parassem”, mas só passado mais de uma hora isso aconteceu. não é de miúdos.

    Fosse a miúda minha filha e podem ter a certeza de que, com 11 anos ou não, os quatro seriam devidamente punidos. Para que não fiquem dúvidas, sim, fazia-lhes exactamente o que fizeram à miúda. A dobrar.

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  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:37

    A brigada da normalização acampou desde há muito no Blasfémias. Tudo é normal, aceitável e compreensível. Da corrupção ao mais alto nível à justiça inexistente, do crime descontrolado à violência nas escolas. Tudo é normal. Estas brigadas da normalização são talvez o indício mais expressivo da podridão total que já assola o nosso país. Em todos os regimes podres e corruptos a chafurdar no fundo de um poço cheio de merda existem estes tarefeiros bem instalados cuja principal função além de serem controleiros é a de garantirem ao povo de que este vive no paraíso de normalidade.

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  21. Pedro's avatar
    Pedro permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:38

    Não sei o porquê de tanto alarido…
    Sempre vivi e estudei no meio deste “novo” bullying – e calculo que praticamente toda a geração de 70 tenha tido a mesma experiência. É feio! mas sempre o foi…
    A diferença é que agora é notícia – a diferença é que agora os putos são caso de acompanhamento ou de processo nas escolas quando escrevem algo menos nobre sobre um colega; no tempo em que estudava um processo aparecia quando se levantava ou fazia descer uma cadeira num professor, o resto era do foro comum.
    Agora há bastante mais controlo… tanto que os putos deixaram de saber estar na rua ou na escola – em grupo.

    Inverteu-se a situação para o extremismo oposto!

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  22. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:44

    “…fazia-lhes exactamente o que fizeram à miúda. A dobrar.”

    O Joaquim faria o mesmo a miudas da idade da sua miuda? Não diga isso que o Joaquim é um adulto. Devem ser castigadas mas não com violencia fisica. Aí estava a dar-lhes razão. Que os problemas e zangas se resolvem à chapada e na pancadaria.

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  23. Erik's avatar
    Erik permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:48

    Pedro,

    Se bem me lembro (e lembro!) fui suspenso na escola secundária por muito menos (mas mesmo muito menos) que isto. Hoje em dia, neste país de urbano-compreensivos chegamos ao limite de termos os bullies a serem alvo de maior cuidado e atenção do que as próprias vítimas.
    Sempre à espera de compreender, sempre a tentar medianizar as coisas, quando só criam é medíocres.

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  24. Desconhecida's avatar
    Rxc permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:54

    Tudo normal, nada para ver aqui…Tal como não há problema nenhum de aumento de criminalidade no País, segundo o lúcido e perspicaz João Miranda.

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  25. Erik's avatar
    Erik permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:58

    e a culpa (já que perguntam) é de todos:

    Dos PAIS porque vivem em patamares de ignorância tal que acham que as escolas são depósitos de crianças onde estas são educadas e se lhes atribuem valores que nem precisam de exercer. Daqui, chegam facilmente à conclusão (errada por sinal) que se o filho se comporta que nem um animalzinho, é porque o professor não está a fazer o seu trabalho.

    Dos PROFESSORES porque vivem exactamente como Saramago descreveu o povo português “um povo que chega à berma da estrada e fica à espera, parado, que alguém lhe dê a mão para atravessar”. Resguardando-se em diplomas legais, na letra da lei, no alínea do estatuto, para justificarem a sua falta de vontade para colaborar na mudança das mentes e na transformação de comportamentos.

    Somos efectivamente um país sem vontade.

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  26. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 11:59

    “E agora chama-se a GNR?”

    Realmente…
    Deveriam era comunicar ao PGR que a dona Cândida arquivava mais depressa.

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  27. Pedro's avatar
    Pedro permalink
    9 Fevereiro, 2009 12:06

    A escola está efectivamente mais segura – no entanto o bom será sempre inimigo do óptimo.

    Quem conhece casos de miúdos que são obrigados a faltar às aulas pelos colegas para contarem o campo de futebol com um pau de fósforo?
    Onde se fazem ainda praxes à moda antiga?
    Quantos professores são obrigados a falar com jeitinho a fim de que o seu carro fique com as rodas?
    Quantos professores são internados com um esgotamento por lhes meterem os órgãos genitais em cima da mesa?
    Quantos professores têm uma cadeira levantada uma cadeira sobre a cabeça semanalmente?
    Em quantas escolas é que os putos se juntam com paus e pedras para fazer uma espera aos ciganos que vêm fazer a colecta?
    Quantos alunos vão tocar viola e apanhar banhos de sol no telhado das escolas?
    Quantas escolas têm zonas delimitadas por grupos rivais que as defendem a toque de taco de basebol?
    Quantos miúdos foram esfaqueados em ajustes de contas?
    Quantas escolas não vedadas há?
    Quantas escolas são o principal centro de tráfico da zona?
    Etc, etc, etc

    Os que sabem o que isto era são agora os pais dos que aparecem em hora nobre. Parece que nos esquecemos, que deixamos de saber lidar. Todos fomos bons e maus e foi assim que crescemos e no fim ficou a formação que nos foi dada e que no momento exacto, foi ela que nos fez escolher o lado, que nos fez crescer e definitivamente ser.

    Entre estes “escapes” e as gaiolas que se avizinham prefiro os escapes.

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  28. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    9 Fevereiro, 2009 12:18

    Esta agressão pode acontecer em qualquer escola. Pública ou privada.

    O que não pode acontecer em escola alguma é que após a agressão nem funcionários enm professores tenham visto a aluna naquele estado. Para sair da escola teve de passar pela portaria. Não estava ninguém? Não é possível.

    Dois colegas acompanharam a aluna a casa. Como souberam da agressão? Se eles souberam como é que professores e funcionários não souberam?

    Este tipo de casos sempre aconteceu. O que não acontecia era chamara a GNR para so investugar. A escola tem de ter poder para castigar estes alunos.

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  29. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 12:20

    Quem chamou a gnr foi a mãe ou o hospital

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  30. Pedro's avatar
    Pedro permalink
    9 Fevereiro, 2009 12:21

    Cara Helena,

    Tocou no ponto. Estas questões deixaram de ser do foro interno das escolas para passarem a ser debatidas e julgadas na praça pública. como tudo o resto.

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  31. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    9 Fevereiro, 2009 12:28

    Que a mãe chame a polícia é lógico. Pois tudo o mais falhou.
    A escola não conseguiu assegurar a segurança da criança, o que tendo em conta a estrutura arquitectónica de muitas escolas é compreensível mas o mais estranho é que escola parece ter optado por fazer de conta que não aconteceu nada.
    Três crianças, uma delas com sangue, saem da escola. Não mostraram o cartão a ninguém? nenhuma crinaça comentou a agressão? Isto não bate certo.

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  32. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 12:30

    Helena,

    Quando vêem não fazem nada: há professores que têm medo de expor as questões porque sabem estar a estragar as estatísitcas ao conselho é à direcção regi(o)nal. Procure arranjar o vídeo das agressões que passaram há cerca de 3 ou 4 meses na TVI, muito depois do caso de telemóvel. É brutal. Passou na TV e, nada. Nada! Ninguém comentou. Pancadas violentíssimas, inclusivamente pelas costas e na cabeça a pessoas sentadas. Está filmado. Nem sequer a ministra da educação é chamada a pronunciar-se. Oposição? Nada! Ninguém sabe! Ninguém viu!

    A minha opinião que há aqui no meio gente que deveria ser criminalmente acusada por omissão.
    Este país está a ser gerido por gente primitiva.

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  33. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 12:31

    “Sabem quem foi o Coordenador da Comissão de Reforma da legislação da protecção de crianças e jovens em risco, de Novembro de 1997-11 a JUnho de 1998? João Pedroso.”

    Outro daquele clube educativo.

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  34. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 12:33

    Chegou-se ao ponto do sindicadto acusar o governo quando o zezinho bate no luízinho.

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  35. Acção Directa's avatar
    Acção Directa permalink
    9 Fevereiro, 2009 12:34

    O Guinote ontem num post confirma a mesma agressão. ( Educação do meu umbigo ).
    Azar ser aluna. Azar não ter ido parar à YouTube.
    Os profes não viram. A Direcção Regional não sabe. Exemplar da Escola que temos. Do Ensino que não temos. Claro que bate certo: há CENTENAS de casos abafados e ignorados pelos C.E.’s. Como todos o sabem: os profes olham para o lado. Eles próprios o dizem.
    Pior: esta é a Escola onde um tal Albino quer despejar os nossos filhos. Nem por acaso. Onde está o Albino?

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  36. Desconhecida's avatar
    José permalink
    9 Fevereiro, 2009 12:44

    O Albino? O matraca palradora ainda não se pronunciou sobre os nossos filhos?

    Ah, Albino que estás em falta.

    A sério:

    Os professores e contínuos, não querem saber porque há leis que sabem por eles. Esas leis desresponsabilizam-nos. E nem a GNR pode intervir num caso de menores de 12 anos…

    Perguntem ao tal Pedroso como é. Além de coordenador daquela missão também foi professor de direito de menores em pós-graduações. E um dos primeiros responsáveis pela Comissão Nacional da Protecção de Crianças e Jovens.

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  37. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 13:16

    Helena,

    Total de ocorrências de ofensas corporais do último relatório Escola Segura/GNR: 60.
    Último ano da publicação no site da GNR: 2006.

    Isto dá 1 ocorrência anual em 1 de cada 5 municípios.
    As agressões sexuais e similares totalizam 15(!), 25% das ofensas corporais.
    Está-se mesmo a ver que há números que não batem certo com a realidade.

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  38. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    9 Fevereiro, 2009 13:41

    .
    mais ribanceira menos ribanceira, é simplesmente um caso de vandalismo e violência. Nem Juvenil nem Infantil. Criminosa. Como Tal, no minimo os agressores deviam ser expulsos da Escola e submetidos a um regime disciplenar especial com acompanhamento psicologico. Mas fóra de Eescolas. Ou então, se não hà meios, “à antiga portuguesa” um arraial de porrada pela familia da vitima, criança.

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  39. Ricardo Ferreira's avatar
    9 Fevereiro, 2009 13:58

    Eu acho engraçado, que no tempo em que eu andava na escola, anos 90, coisas piores aconteciam e nada chegava à comunicação social.

    Eu assisti a rixas que envolviam largas dezenas de alunos, e nada ia para a comunicação social, nem se metia a polícia ao barulho.

    Agora por uma aluna ser agredida (acto condenável) aparece logo nos jornais e nos blogues dos bons costumes.

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  40. bulimundo's avatar
  41. Desconhecida's avatar
    EMS permalink
    9 Fevereiro, 2009 14:11

    «Eu acho engraçado, que no tempo em que eu andava na escola, anos 90, coisas piores aconteciam e nada chegava à comunicação social»

    Eu digo o mesmo sobre os anos 70, isso ainda no tempo da “outra senhora”.
    Acho que agora há muito alarmismo e falta de assuntos serios para se vender papel impresso.

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  42. Pedro Gama's avatar
    Pedro Gama permalink
    9 Fevereiro, 2009 14:24

    #41.
    Subscrevo.

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  43. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Fevereiro, 2009 14:32

    #41.

    Também subscrevo. Vamos então fechar os olhos porque antigamente já era assim.
    Mas não é isto que estamos a discutir?

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  44. Pedro Gama's avatar
    Pedro Gama permalink
    9 Fevereiro, 2009 14:43

    43.
    A mãe da menina já apresentou queixa, não?
    Então vamos antes debater porque é que as escolas hoje são locais mais seguros, mas também, porque deveriam deixar de ser gaiolas.
    Vamos antes debater que valores são incutidos aos nossos filhos;
    Que papel queremos que as nossas escolas tenham na sociedade e para os putos;
    Se determinados exercícios de poder – descontinuados – não deveriam prevalecer – como as expulsões;

    Debater uma coisa antiga e que agora tem nome – bullying, só pq é notícia, é que não faz sentido.

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  45. Desconhecida's avatar
    EMS permalink
    9 Fevereiro, 2009 14:47

    Eu não digo que devemos fechar os olhos. Apenas acho desproporcionada toda esta histeria jornalística que nos apresenta coisas completamente triviais e intemporais como se fosse algum sinal do fim da civilização ou coisa assim.

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  46. Antonio Cunha's avatar
    Antonio Cunha permalink
    9 Fevereiro, 2009 15:01

    Caro EMS, mas voce acha normal e trivial uma miuda ser espancada dequele modo ? Durante uma hora ? Mas tá tudo bebado ou quê ?

    “Ana Milene já era alvo de ameaças por parte dos colegas há algum tempo, facto que levou a progenitora a pedir a intervenção dos professores. “A escola não teve cuidado com a minha filha e ela agora diz que não quer voltar a estudar”, continua. “”

    Então os profs já sabiam e não fizeram nada ? Assim ainda é mais grave.

    Mas que merda de serviço publico é este que eu ando a pagar ?
    Claro que nada me surpreende nesta escola onde nunca tive o azar de ir parar. Estudei na Anselmo de Andrade em Almada. No monte da caparica toda a gente sabe que tipo de malta lá vai parar. O pica pau amarelo fica lá bem perto. É só vandalos e bandidos.

    Se fosse minha filha até o cocó comiam. Eles e os paizinhos, que são os verdadeiros responsaveis.

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  47. DSC's avatar
    DSC permalink
    9 Fevereiro, 2009 15:03

    A todos os que dizem que era normal antigamente e agora dá-se importância a mais até sou capaz de compreender.

    A diferença. A grande diferença de hoje em dia é que eu chegava a casa e era “educado” para pensar seriamente e mais que duas vezes antes voltar a fazer mais merda.

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  48. Pedro Gama's avatar
    Pedro Gama permalink
    9 Fevereiro, 2009 15:10

    António Cunha.
    Penso que está a minimizar o comentário do EMS.

    47.
    Aí está um bom ponto de arranque para uma discussão.
    Que valores são hoje incutidos aos putos? Com que frequência? Com que referências?

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  49. Francesco's avatar
    Francesco permalink
    9 Fevereiro, 2009 15:10

    Pois no ano em que se celebra o centenário de Darwin nada parece mais oportuno do que estes exemplos para nos recordarem que o “darwinismo social” está aí para ficar. Não será fácil eliminar o código genético que perpetua a selecção da espécie através do domínio dos mais fortes sobre os mais fracos.

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  50. Pedro Gama's avatar
    Pedro Gama permalink
    9 Fevereiro, 2009 15:21

    #49.
    Não queria ir tão longe…

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  51. Antonio Cunha's avatar
    Antonio Cunha permalink
    9 Fevereiro, 2009 15:30

    Francesco, alem de def és ignorante

    Primeiro não deves ter filhos, porque se a tua filha chegesse a casa naquele estado até amaranhavas plas paredes;

    e segundo a referida escola é o reflexo daquilo a que se convencionou chamar uma escola que serve um bairro social. Se quiseres trocado por miúdos é só pretos, ciganos e outras aves raras.

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  52. Piscoiso's avatar
    9 Fevereiro, 2009 15:38

    >i>…nenhuma crinaça comentou a agressão?-HM

    Como é que sabe que não há por aqui crinaças a comentar?

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  53. DSC's avatar
    DSC permalink
    9 Fevereiro, 2009 15:38

    Pedro Gama,

    Eu só de pensar no que me iria acontecer quando a mãe da miuda ligasse aos meus, até se me dá aqui um arrepio na espinha.

    Não sendo pai, também não sirvo muito como exemplo, se calhar, para mandar postas de como educar uma criança. ´

    Mas de facto concordo no geral. Que referências têm os miudos hoje em dia (e mesmo esta geração de 18 20 anos)?
    Pais ausentes por circunstâncias várias, chantagem emocional à custa disso, mimos de 35 € para jogarem, etc, etc. Fui à eslováquia à 2 anos e fiquei absolutamente estarrecido com o sistema familiar deles. Liçenca de maternidade de 3 – 5 anos (sim, 3 anos) com o estado a dar um subsídio de 150 € (o ordenado mínimo lá é 200 €). As empresas ou faculdade vêm-se, passada a licença, obrigadas a reintegrar estas pessoas. Pode ser licença re-partida pelo pai ou ser o pai a assumi-la na totalidade. etc, etc. E assim as crianças ficam com um familiar directo até entrarem na escola (se pode vir a ser bom pai/mãe isso é outra conversa). Não sei se a eslováquia é, vendo a floresta, um exemplo, mas creio ser um bom exemplo.

    Os valores nos putos tem de ser logo à nascença. hoje em dia, esses valores são passados como quem come um BigMac. A correr. aquela meia hora que os pais chegam a casa e só querem fechar um pouco os olhos…

    Toda a gente fala do papel das famílias, etc, mas como podem falar disso quando o sistema está montado para que as famílias se vejam em esforço para se gerirem, alimentarem. Quantos aqui que têm filhos podem dizer sem pensar duas vezes: EU conheço o meu filho/a? eu conheço o meu pai/mãe?

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  54. Pedro Gama's avatar
    Pedro Gama permalink
    9 Fevereiro, 2009 16:21

    DSC.

    Nem sequer vou comentar o modus de outros sistemas pq efectivamente não vale a pena.
    Começa logo pq regra geral “os meus seriam incapazes disto” – treta! Eu posso dizer que conheço bem o meu filho e enteados, mas uma coisa é o que são em casa outra é o que são no seu meio.

    Simplesmente parto do principio de que são iguais a muitas outros e como os outros, estão mais sujeitos a factores externos que internos (casa). Resta-me o papel de passar valores que entendo basilares para a sua formação, procurando ter uma conduta de acordo com o que prego – sempre com a salvaguarda de que também me engano e muitas vezes tenho dúvidas.

    Tudo isto numa perspectiva de futuro: incomoda-me menos vê-los revoltados comigo agora, por alguma medida de força que tenha que tomar, do que ter dedos apontados quando forem adultos. Nessa altura e quando forem tb pais, poderão olhar para trás e perceber alguns dos porquês que à data não perceberam e que seriam impossíveis de demonstrar.

    É como dizer que não se deve bater. Não há como a palmada pedagógica!- Como é que uma criança de 1 ou 2 anos percebe o que é apanhar um choque, queimar-se num tacho ou que se cair parte – Não se explica! Demonstra-se que NÃO PODE (ponto)

    Mas como conciliar tudo isto com o nosso desejo de que vão para a rua brincar – que saiam depois de almoço e voltem para lanchar. Com receio. No entanto é a nossa capacidade enquanto pais de os soltar, de os obrigar a descobrir (tal como foi connosco) que deve estar presente.

    Não querendo abusar, partilho que um dos dias felizes que tive na vida, foi o ver o meu filho (há data com 8 anos) a correr para mim, de camisola alçada e com um lenho que lhe cruzava o peito e barriga de cima a baixo, com ar assustado para me dizer que tinha caído de uma árvore. Respondi-lhe que da próxima tinha que se agarrar melhor.
    Claro que pensei no pior, mas a alegria de o saber a descobrir a rua, ao invés da PS2, foi algo reconfortante.
    Ou quando o descobri, com os primos, sentados no telhado de uma igreja…

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  55. Erik's avatar
    Erik permalink
    9 Fevereiro, 2009 16:22

    Quem vos ouve com os “no meu tempo era assim e não vinha mal nenhum ao mundo” até se esquece por momento na bela trampa de portugueses que habitam este rectângulo.

    Em sede de IRS:
    – Majoração da dedução específica nas despesas de educação, para os pais dos melhores alunos
    – Penalização da dedução específica nas despesas de educação, nos casos de indisciplina
    – Majorações comulativas incentivando o crescimento dos agregados familiares

    É apenas uma ideia. Não penaliza o demérito, apenas premeia o mérito. Penaliza o mau comportamento, não premeia o comportamento “normal”. Descarrega sobre os pais o impacto da educação que dão aos filhos.

    Isto somado a uma avaliação dos docentes eficiente, é capaz de ser positivo.

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  56. JL's avatar
    9 Fevereiro, 2009 16:53

    Meus amigos, eu conheço a escola e onde ela está localizada e digamos que…comparando esta escola com o liceu do telemóvel, este último é o paraiso na terra. É a mesma escola em que um familiar meu professor, assim que se apresentou para leccionar há uns anos atrás, foi ameaçado por 5 alunos de 13/14 anos logo à entrada,só para intimidar…e que estava cheia de pré-marginais. É uma das escolas mais problemáticas da margem sul e sim, tem diversas ribanceiras…

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  57. DSC's avatar
    DSC permalink
    9 Fevereiro, 2009 17:20

    Pedro, espero, também, poder ser capaz de poder proporcionar esses momentos aos meus futuros filhos.

    Pegando, por exemplo no exemplo das PS, gamebox, nets, internet etc. São ferramentas/gadgets que fazem parte do nosso meio e, principalmente, do meio das gerações mais novas.
    Infelizmente, são também a moeda de troca de pais com complexos de culpa por se sentirem ausentes do quotidiano deles. Isto, a meu ver, leva a um ciclo que, não controlado, leva a que os putos percam a noção dos “mecanismos sociais”. Isto é, a criança priva-se de desenvolver, desde cedo, mecanismos sociais, de trato com as pessoas, etc e tal. O futuro, como diz, não poderá ser o melhor se juntarmos a esse facto a ausência de valores. E é curioso que não tendo filhos, olho para os meus pais com um outro olhar. Como diz, antes apontava mas agora não. Entendo algumas coisas (falta-me ser pai para ver o filme todo).

    E sim. Um estalo bem mandado faz milagres. Quem pensa que isso são maus tratos bastava ver a má-criadisse de putos de 5 anos, por exemplo, e ver o ar complacente dos pais em achar que é normal. Basta ver putos de 11 anos a espancar um miuda e percebe-se que há algo de errado.

    E tem razão acerca do comportamento no seio familiar e no próprio seio onde se desenvolvem. Mas o sistema de valores incutidos em casa não se desvanesce quando se passa a porta. Podemos comportar de maneira diferente, mas temos a noção do que é errado ou não. E isso também passa pelo que se vê em casa. E hoje em dia os filhos vêm pouco.

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  58. Desconhecida's avatar
    Joaquim permalink
    9 Fevereiro, 2009 19:19

    Pedro (21):
    Pois eu sou da geração de 60 e, da primária à Universidade, NUNCA assisti a qualquer agressão em grupo.

    Anónimo (22):
    “Devem ser castigadas mas não com violencia fisica.”
    Exactamente como? Com detalhes, por favor.

    Amonimo (38):
    “no minimo os agressores deviam ser expulsos da Escola e submetidos a um regime disciplenar especial com acompanhamento psicologico”
    No mínimo.
    Depois de fazerem o que fizeram nunca mais deveriam ser autorizados a entrar naquela escola. E os outros alunos deveriam recusar-se a ter aulas com eles.

    EMS (41):
    “Acho que agora há muito alarmismo e falta de assuntos serios para se vender papel impresso.”
    Os assuntos são mais ou menos sérios dependendo de cada um. Por exemplo, para a miúda agredida durante UMA HORA dentro da escola e para os pais dela, este assunto merece muito mais do que primeiras páginas num jornal.
    E enquanto cada um de nós não se indignar com estes casos como se se passassem connosco, não existirá Justiça.

    António Cunha (46):
    “Se fosse minha filha até o cocó comiam. Eles e os paizinhos, que são os verdadeiros responsaveis.”
    Os verdadeiros responsáveis são os animais que agrediram a miúda. Os respectivos pais e os professores que sabiam que a miúda tinha sido ameaçada também são responsáveis mas não confundamos as coisas.
    11 anos ou não, eles sabiam exactamente o que estavam a fazer.

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  59. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    10 Fevereiro, 2009 16:28

    Bem, quando a responsabilidade civil e criminal, começa a aprtir dos 10 anos? quer ver primeiro um assassinio?

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  60. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    12 Fevereiro, 2009 17:22

    Questionam…”escolas com ribanceiras”?? Sim!! É terrível, feio e… no mínimo estranho que senhores professores se dêm ao trabalho de falar sem nada conhecer. Já se deram ao trabalho, sei lá, de ir ao google.maps ver a localização da escola? Como devem calcular, não somos nós quem constroi as escolas (ou pensam realmente que sim?)…
    Afirmam…”espancada”?? Por favor, vocês viram a menina? 2 horas? Pensem, raciocinem, voces estudaram e trabalham a raciocinar, ou será que não?
    É de lamentar que tal situação tenha ocorrido, LAMENTÁVEL MESMO, mas “espancada”? Calma…isso são notícias tipo “TVI”…
    Dêm-se ao trabalho de pesquisar o contexto em que a escola está inserida, dêm-se ao trabalho de pesquisar o que pode justificar tal barbaridade (nada, eu sei, mas bateram por si só, por nada?), dêm-se ao trabalho de perceber que famílias, ou género de, têm vindo para a televisão e jornais comentar e aí perceberão, finalmente, que o sucedido foi lamentável e exagerado (MUITO!!!!!!!), mas que o que se diz, também o é…

    Saudações e bom trabalho!

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  61. Antonio Cunha's avatar
    Antonio Cunha permalink
    12 Fevereiro, 2009 17:44

    #60

    Totalmente em desacordo. Eu não preciso do google earth porque conheço essa escola muito bem. E já houve aqui relatos na 1ª pessoa.

    Quando alguem é espancado e agredido tem que ser castigado. Não me interessa se é menor, branco, preto, amarelo ou se mora no pica pau amarelo. Se se comporta como animal então que viva na selva, e não no meio de pessoas civilizadas.

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  62. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    12 Fevereiro, 2009 17:49

    Afinal vão ser castigados. Vão deixar de ir a visitas de estudo. Sinceramente…..

    “Os quatro alunos que agrediram uma colega no Monte da Caparica (Almada) na sexta-feira vão ser “impedidos de fazer o que mais gostam”. Foi esta a garantia dada ontem aos pais de Ana Milene, a menina de 10 anos que foi agredida.

    O Conselho Executivo da escola reuniu com os pais de Ana Milene e com a GNR, a quem foi apresentada queixa formal. No encontro, Rute Baptista, mãe da aluna, teve conhecimento de que os agressores “não vão a visitas de estudo”. Embora ainda não sejam conhecidas as medidas disciplinares aplicadas, o Estatuto do Aluno prevê medidas como a suspensão durante 5 ou 10 dias ou até mesmo a expulsão, de acordo com as circunstâncias. Contactado pelo CM, o Conselho Executivo não quis prestar esclarecimentos.

    Apesar de este ser considerado “um caso isolado de violência”, a situação não tranquiliza pais e alunos. Para Rita Silva, mãe de uma aluna do 7º ano, “mais vigilância teria evitado muita coisa”. Sónia Domingos, mãe e representante dos pais do 1º ano, admite que se trata de uma zona com problemas de exclusão social, o que obriga “os professores a assumirem o papel de pais”. “

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