Falência do Estado Social III
10 Março, 2009
Apesar de tanta despesa promotora da igualdade, Portugal é o país mais desigual da Europa. Se actualmente a despesa pública é de 50% do PIB, quanto é que teria que ser para acabar finalmente com a desigualdade?
8 comentários
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Se actualmente a despesa pública é de 50% do PIB, quanto é que teria que ser para acabar finalmente com a desigualdade?
-Quando todos estivermos transformados em meretrizes, deixando ao Estado o papel de proxeneta.
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Como o João bem sabe, parte considerável (a maioria?) desses 50% do PIB gastos pelo estado não o são feitos no “estado social”. Há muitas empresas e bancos a “salvar” e muita obra pública para “gerar” emprego.
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Portugal é um dos países da UE com menor despesa pública em relação ao seu PIB.
Em valores absolutos per capita Portugal é também um dos países da UE com menor despesa. Pelo menos da UE antes do alargamento era o que tinha menor despesa per capita.
Portugal é também um dos países da UE com menos funcionários públicos em relação ao total de trabalhadores em em relação á população.
Por exemplo, Portugal com 10.500.000 habitantes nem chega a ter 750.000 funcionários públicos enquanto que a Suécia com menos de 9 milhões tem 1.200.000 funcionários públicos!
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Como o Jorge bem sabe, as «empresas e bancos a “salvar” e muita obra pública para “gerar” emprego» são caracteristicas de um estado social intervencionista.
Em resposta ao JM, penso que só um estado comunista que chame a si 100% da riqueza, acredita poder acabar com a desigualdade. E quando lá chegar e perceber que não dá, como já o provaramas várias tentativas ao longo do tempo, há sempre um crédito pra ultrapassar os 100%. Os meus parabéns ao socialismo por já ir a meio do caminho, e os pesar a todos nós que lá vamos perdendo liberdade o que ganhamos em exploração estatal, andando e rindo.
Bem-haja!
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Nunca acabará a desigualdade e ainda bem que é assim.O que se pretende é a igualdade de oportunidades, o que é uma coisa diferente.A desigualdade só é má se houver pessoas abaixo da linha de miséria.Ou não terem tido as mesmas oportunidades.É o que se passa em Portugal.Não tem a ver com o volume de dinheiro envolvido( ou não é só).
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Usando um velho chavão retórico eu diria que o problema não é quantitativo mas sim qualitativo.
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JM:
o problema não é da peça, o encenador é que é mau, muito mau.
blue
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“…actualmente a despesa pública é de 50% do PIB…”
Caro Miranda,
Já lhe ocorreu que o volume da despesa pública é medida por critérios tão ruins, tão ruins que não permitem comparar países, nem evoluções no tempo, e muito menos concluir que o Estado consome metade da riqueza nacional?
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