Outra comemoração do dia do consumidor
ou as ASAS SOB A NAÇÃO Alberto Gonçalves no DN «Com uma viagem aos EUA aprazada para breve, deixo-me seduzir por um e-mail da TAP, que garante ida e volta a Newark por quase metade da tarifa normal. Entro no site da companhia, que reproduz a promoção e especifica: voos directos de Lisboa e do Porto. Começo o processo de reserva online, escolho as datas e aguardo. Nas datas pretendidas, e à partida do Porto, a tarifa não está abrangida pelo desconto. Mudo as datas, o resultado é idêntico. Tento a partida de Lisboa e consigo o desconto, embora, hélas, apenas nos voos com escala no Porto. Decerto um erro informático.
Com a reserva por fazer, desisto das novas tecnologias e prossigo através das velhas: telefono à TAP, confiante no novíssimo decreto-lei que obriga os call centers das empresas públicas a atender os clientes em menos de um minuto. No atendimento geral, um gravador a imitar uma menina põe-me em espera. Sete minutos depois, uma menina real digna-se falar-me. Explico-lhe o problema. Decerto informada do decreto-lei, pede-me um minuto para esclarecer a situação. Dou-lhe um, cinco, dez, dezasseis minutos e trinta e dois segundos, período que aproveito para ouvir dezenas de vezes uma publicidade em que a TAP se vangloria de si própria. Bonito, porém cansativo. Desligo. Ligo ao aeroporto e rogo que me transfiram a chamada para o balcão da TAP. Informam-me que o balcão não concede informações por telefone e que é melhor dirigir-me lá pessoalmente.
Maravilhado por adivinharem que vivo a cinco minutos de Pedras Rubras e não em Castelo Branco, parto rumo a Pedras Rubras. No lendário balcão da TAP, preparo-me para desfiar o meu rosário e sou logo interrompido pela funcionária: as promoções não se marcam ali. Marcam-se onde? A senhora não diz. O que a senhora diz, após escrevinhar uns instantes no computador, é que a promoção anunciada (Porto-Newark-Porto) não existe. A tarifa de baixo preço limita-se ao trajecto Lisboa-Porto-Newark-Porto-Lisboa. Dado que entro no Porto, vai dar ao mesmo, não vai? Não vai, corta a funcionária, já que não posso entrar no Porto, excepto se pagar a tarifa normal. Mas o voo não aterra no Porto? Aterra. E então? Tem de entrar em Lisboa. Hã? É assim, conclui a funcionária.
Ainda bem que é assim. Ainda bem que empresas com o gabarito da TAP continuam nas mãos do Estado. Sabe Deus o pandemónio que adviria da privatização.

http://italiasempre.com/verita/chinonlavora1.htm
Seguindo o conselho do tio Alberto
Quem não trabalha não venha para a Madeira
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Talvez ..e realmente por vezes é exasperante..mas pelo menos a mnutenção é boa e não caem…exsperimente a Tunis air ou a bangladesh airlines…fazem descontos mas não garantem a volta …só a ida…
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Provavelmente a tarifa mais barata só se aplica a esse voo que parte de Lisboa e faz escala no Porto, porventura o menos atraente em termos comerciais nas partidas de Lx, daí ser o voo a praticar o desconto. Situação perfeitamente natural desde que a TAP na publicidade informe que a campanha é apenas para partidas de Lisboa e desconheço se assim será. Quanto ao call center, nada a acrescentar, mas o Alberto se calhar nunca experimentou os callcenters de tantas outras empresas privadas, e a diferença não é muita, então se for nos operadores de telecomunicações, ui…
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http://www.youtube.com/watch?v=-MCvfxKFFHk&eurl=http://corporacoes.blogspot.com/
O PR não está bem. cansaço?
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Ora bem, a crónica tem 3 pontos de interesse.
a) Call center deficiente
Das minhas experiências com a TAP, infelizmente não é perfeito, mas nunca estive tanto tempo à espera, provavelmente teve simplesmente azar.
b)Partidas de Lisboa
Aqui o cronista tem algo, se a campanha não diz que é apenas para partidas de Lisboa, isso é publicidade enganosa. Grave ! Se pelo contrário, a publicidade refere Lisboa-Newark e não refere Porto, nada a fazer. Alguém pode confirmar ?
c) Publico Privado
O Albero Gonçalves finaliza com «Ainda bem que empresas com o gabarito da TAP continuam nas mãos do Estado. Sabe Deus o pandemónio que adviria da privatização».
Ora, este ponto é desmontado com enorme facilidade:
A TAP empresa pública nunca se preocuparia com isso e seria indiferente entrar ou não em Lisboa, os descontos seriam para todos. Gerida sem estratégia económica ou comercial, de não adequar o preço ao produto.
A TAP gerida profissionalmente como uma verdadeira empresa privada naturalmente aplica o desconto aos voos menos interessantes, para clientes que preferem sacrificar o desconforto e tempo numa escala extra por um preço mais baixo.
A conclusão disto é exactamente a oposta à que o autor quis dar. A TAP embora sendo publica é gerida como empresa privada por uma gestão profissional que concorre num mercado muito competitivo.
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bulimunda, isso só explica que o senhor é um determinista… pfff… mas a história da tap é MARAVILHOSA.
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6. “a crónica tem 3 pontos de interesse”
não, tem quatro. você esqueceu-se da PUBLICIDADE ENGANOSA!!!!!
e a culpa não é das agências de publicidade, que se limitam a fazer o “boneco” para a promoção. a culpa é mesmo da tap que está a comunicar mal a promoção.
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Deixo aqui a ligação para o site do Inter-Consumidor, promovido pela CGTP-IN.
Abraço
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Boa boa era a Air Luxor que era completamente privada.
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Mas a TAP não é para nos trazer a nossa riqueza?Aquela que agurada nos 36 bairros sociais “problemáticos” o seu “magalhães” para conseguir sacar de forma moderna o seu sustento em vez de andar de canos serrados e pés de cabra a assaltar ourivesarias?Não se queixem!Baratas têm que ser as viagens lá á terrinha deles donde nos vem o “pózinho” outra riqueza que não se teria sem o seu árduo trabalho…
A TAP está ao serviço da africanização e o resto são minudências…
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A TAP está ao serviço da africanização e o resto são minudências…
Você sabia que já exportamos mais emigrantes nacionais para Angola do que importamos imigrantes angolanos ?
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A TAP existe e é boa para nos africanizar, para transportar droga em malas ou nas barriguinhas.Como qualquer empresa pública que se preze dá imensos milhões de prejuizo…
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Ó 11
Vá dar musica para outro lado.Sé em Lisboa 36 bairros “problemáticos” que alguém pagou, com milhares e milhares a RSI.Aceita-se a troca.Levem os deles e recambiem os nossos.Como já fizeram e ainda vão tornar a fazer…
Ou será que por lá também dão casas sociais, RSI e têm um CPPenal bestial?E mandam o SEF deles á procura dos minoritários brancos para os legalizar, lhes fornecem os papéis para se nacionalizarem?
Os contribuintes pouco lucram com Angola.Pagam e bem para meia dúzia se safarem e desses alguns nem Portugueses são…
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Ó 13 vc é racista, não é?
O hitler também.
Fala assim porque não lhe deram uma casa social. Mas com a crise que aí vem pode ser que tenha sorte e alguém deses bairros sociais lhe arranje um cantinho para dormir.
Este gajo é capaz de ser retornado… Angola com ele. Não era o “Botas” que dizia “Angola é nossa”
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Não era o “Botas” que dizia “Angola é nossa”
Não.
O Botas dizia “Para Angola e em força”.
Como agora!
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“A TAP embora sendo publica é gerida como empresa privada por uma gestão profissional que concorre num mercado muito competitivo.”
Gestão profissional num mercado muito competitivo implica fazer publicidade enganosa?
Isso não faz qualquer sentido.
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,
Para já, a TAP é uma merda; é conhecida como tal em todo o mundo por onde voa e poisa por Take Another Plane, ou seja, tome outro avião.
A encomenda (reserva) dos bilhetes deve ser feita por uma agência e, se esta for portuguesa, com todas as garãntias e só pagando depois de ter os bilhetes na mão.
Quanto aos imigrantes, ou seja, os que vêm para cá, estão a entrar, mais ou memos, à balda e há ilegais com fartura. Se não têm onde ficar, em última análise, podem sempre atravessar a fronteira e ir chatear outro. Mandá-los de volta sai muito caro e Portugal está teso; portanto, só se o país de origem pagar as despesas.
Quanto aos emigrantes, houve aí um gajo que perguntou: “Você sabia que já exportamos mais emigrantes nacionais para Angola do que importamos imigrantes angolanos ?”. Nem à rasca o tuga quer ir para alí, Guiné. Angola, Moçambique, …, por que naquelas praias ficam escurinhos demais. E, se calhar, até arranjam trabalho; só que não sabem é se recebem.
Cuidado com os disparates…
Nuno
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