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Economia portuguesa e ordem espontânea

27 Março, 2009

Só quem tem uma visão voluntarista e construtivista da economia é que pode acreditar que a economia portuguesa pode ser discutida através da atribuição de culpa. Diz-se que a culpa é dos empresários, ou que a culpa é dos trabalhadores ou é dos gestores. Nada disso faz sentido. Uma economia é uma ordem espontânea em que os agentes são livres de compromissos prévios. A economia portuguesa não é uma organização com responsabilidades definidas.

Os problemas da economia portuguesa são problemas de distorção dos mecanismos da ordem espontânea criados pelos governos que tentam tratar a economia como uma organização. A baixa produtividade da economia portuguesa não se resolve com o governo ou os treinadores de bancada a dizer aos empresários como é que devem ganhar dinheiro (normalmente dizem banalidades como “os empresários devem criar marcas e subir na cadeia de valor”). Nem se resolve com programas de formação de trabalhadores que não têm procura por parte das empresas. A baixa produtividade resolve-se por redução do intervencionismo do Estado. Esta redução permitiria que os mecanismos de organização espontânea do mercado pudessem funcionar. E é só disso que um mercado precisa para gerar riqueza.

41 comentários leave one →
  1. Ricardo's avatar
    Ricardo permalink
    27 Março, 2009 12:11

    Traduzindo por miúdos:

    “Sigam a minha ideologia, que o problema resolve-se por si próprio. Isto sem no entanto conseguir discutir os pormenores de como isso vai ajudar a resolver o problema. Nem interessa. Matematicamente e racionalmente é o melhor caminho. Porque o mercado tem um comportamento totalmente casuístico, com boundaries bem definidas e a informação é completa.”

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  2. Rui Costa's avatar
    27 Março, 2009 12:12

    Parece-me que o problema é ainda mais profundo do que a existente intervenção e tentativa de controlo estatal na economia. Esse liberalismo existe noutros países e não é só por si suficiente. Como postei no blog Costa Rochosa, as raízes deste problema de baixa produtividade parecem-me estar na falta de cultura de excelência, na falta de profissionalismo existente na nossa sociedade.

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  3. Pedro Gil's avatar
    Pedro Gil permalink
    27 Março, 2009 12:12

    João Miranda,
    Como sabemos que existe tal coisa como ordem espontânea e não caos espontâneo? Parece-me ser uma afirmação com uma boa dose de fé.
    Cumprimentos,
    Pedro Gil

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  4. Desconhecida's avatar
    chato permalink
    27 Março, 2009 12:23

    Só quem tem uma visão voluntarista e construtivista da economia é que pode acreditar que a economia portuguesa pode ser discutida através da atribuição de culpa. Diz-se que a culpa é dos empresários, ou que a culpa é dos trabalhadores ou é dos gestores. Nada disso faz sentido. Uma economia é uma ordem espontânea em que os agentes são livres de compromissos prévios. A economia portuguesa não é uma organização com responsabilidades definidas.

    Os problemas do futebol português são problemas de distorção dos mecanismos da ordem espontânea criados pelos clubes que tentam tratar o futebol como uma organização. A baixa produtividade dos resultados não se resolve com a Liga ou os treinadores de bancada ou mesmo de campo a dizer aos gestores das Sads como é que devem ganhar dinheiro (normalmente dizem banalidades como “os empresários devem criar marcas e subir na cadeia de valor”). Nem se resolve com programas de formação de jogadores que não têm procura por parte dos outros Clubes. A baixa produtividade de resultados resolve-se por redução do intervencionismo da Liga. Esta redução permitiria que os mecanismos de organização espontânea do mercado pudessem funcionar. E é só disso que um mercado precisa para gerar bons resultados e riqueza para os jogadores.

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  5. Desconhecida's avatar
    Grunho permalink
    27 Março, 2009 12:23

    “A economia portuguesa não é uma organização com responsabilidades definidas.”
    “… Esta redução permitiria que os mecanismos de organização espontânea do mercado pudessem funcionar. E é só disso que um mercado precisa para gerar riqueza.”

    A organização expontânea dos irresponsáveis é que vai gerar riqueza e salvar isto.

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  6. Desconhecida's avatar
    chato permalink
    27 Março, 2009 12:25

    Não será a mesma coisa?

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  7. Francesco's avatar
    Francesco permalink
    27 Março, 2009 12:27

    Num ano em que se celebra o Darwin será interessante ver como vai funcionar a selecção natural das espécies. Ou será que o Darwin se enganou?

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  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    27 Março, 2009 12:27

    Mas afinal a culpa não é do Sócrates?

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  9. Zé's avatar
    permalink
    27 Março, 2009 12:39

    «Os hospitais públicos estão a receber cada vez mais doentes oncológicos que começam os tratamentos em hospitais privados e têm de interrompê-los porque o plafond dos seus seguros de saúde termina. Por falta de dinheiro, os doentes são forçados a mudar de instituição e de médico, muitas vezes a meio dos tratamentos. No Hospital de Santa Maria, o segundo maior do país, um quinto dos doentes que ali deram entrada em 2008 vieram por transferência directa do privado. A Ordem dos Médicos (OM) considera a situação “inaceitável” e contra todas “as boas práticas médicas” e decidiu, por isso, elaborar um documento em que é definido um conjunto de regras de procedimento, cujo incumprimento poderá resultar em processo disciplinar. Apesar do aumento do número de casos, o Instituto de Seguros de Portugal não recebeu qualquer reclamação em 2008. »

    A solução passa por privatizar tudo, tudo, tudo!

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  10. Piscoiso's avatar
    27 Março, 2009 12:41

    Há qualquer coisa que não bate certo.
    Também estava convencido que a culpa era do tal de Sócrates.

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  11. Desconhecida's avatar
    Ibn Erriq permalink
    27 Março, 2009 12:42

    Oh JM! Onde tem Vexa andado? Com tanta teoria e sabedoria já podia ter ajudado a resolver os problemas do país!
    Será Sua Senhoria um ser tão iluminado, tão à frente que ninguém o compreende? Pois talvez seja isso!

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  12. Desconhecida's avatar
    Ibn Erriq permalink
    27 Março, 2009 12:44

    Piscoiso, a culpa não é só dele, mas é também dele!!

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  13. Piscoiso's avatar
    27 Março, 2009 13:04

    Platão também deve ter algumas.

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  14. Francesco's avatar
    Francesco permalink
    27 Março, 2009 13:09

    E as Tias do Piscoiso também têm o seu quinhão de responsabilidade.

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  15. Nuno Albuquerque's avatar
    Nuno Albuquerque permalink
    27 Março, 2009 13:20

    Como explicar os altos índices de produtividade, em Portugal, de empresas como a Auto-Europa, a Inditex ou a própria Quimonda?

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  16. tina's avatar
    tina permalink
    27 Março, 2009 13:33

    “Como explicar os altos índices de produtividade, em Portugal, de empresas como a Auto-Europa, a Inditex ou a própria Quimonda?”

    Provavelmente são cuidadosos ao empregar o pessoal, mantendo-o nos números mais baixos possíveis. Ou então, usam um chicote.

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  17. Desconhecida's avatar
    pedro silva permalink
    27 Março, 2009 13:40

    boa tarde, só quero dizer que é impossível para alguém (eu) que viva sozinho ser independente e sobreviver com o salário mínimo actual. Se o que defendem os economistas é ainda a redução de um salário que não garante a sobrevivência das pessoas então é a assumpção definitiva da falência deste modelo capitalista.
    cumprimentos

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  18. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    27 Março, 2009 13:41

    ««Como explicar os altos índices de produtividade, em Portugal, de empresas como a Auto-Europa, a Inditex ou a própria Quimonda?»»

    Subsídios atraem capital estrangeiro. Para pagar subsídios a uns é preciso deturpar a ordem espontânea através da cobrança de impostos a outros. Os altos índices de produtividade dessas empresas só são possíveis porque se destrói a produtividade das restantes.

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  19. Desconhecida's avatar
    Pitágoras permalink
    27 Março, 2009 13:41

    “A economia portuguesa não é uma organização com responsabilidades definidas.”

    Mas os agentes económicos, como partes de um sistema têm responsabilidades definidas. Tanto um gestor como um operário têm responsabilidades definidas, e a atribuicao de culpa segue da capacidade e/ou vontade de cumprir as suas responsabilidades.

    Uma ordem económica espontânea não implica que os seus agentes possam agir com arbitrariedade.

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  20. luikki's avatar
    27 Março, 2009 13:55

    # 15
    tinhas de ir dar o coiro para uma delas para perceberes…

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  21. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    27 Março, 2009 14:02

    Ordem espontânea + Entropia espontânea = Desordem espontânea.
    Já cá estamos.

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  22. Levy's avatar
    27 Março, 2009 14:33

    Algo semelhante à Teoria da Geração Expontânea?

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  23. tina's avatar
    tina permalink
    27 Março, 2009 14:51

    O que não se percebe é que é mais do que sabido que os países mais ricos têm maior liberdade económica tal como se pode ver nas tabelas do Free Economy Index. Então porque é que Portugal insiste em colocar-se como um dos últimos da Europa nesta lista?

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  24. rosinha's avatar
    rosinha permalink
    27 Março, 2009 15:25

    “..A baixa produtividade resolve-se por redução do intervencionismo do Estado. Esta redução permitiria que os mecanismos de organização espontânea do mercado pudessem funcionar. E é só disso que um mercado precisa para gerar riqueza.
    Aqui está mais uma teoria defendida por quem não sabe o que significa trabalhar com os empresários portugueses (salvo raríssimas excepções…).
    A produtividade passa essencialmente pelas pessoas que organizam a metodologia da produção,(gestores e empresários e responsáveis máximos das empresas) e pelos que a executam ( os trabalhadores). O que vemos da realidade em Portugal, é que apenas se aposta na realidade dos baixos salários, quanto mais baixos melhor! A formação profissional e actualização permanente de conhecimento para os executantes na produção, não é bem vista por muitos empresários, que apenas vêm nela a possibilidade de o empregado exigir reclassificação profissional e pedir mais ordenado. Estupidamente, muitos empresários (sobretudo PMEs) continuam a pensar que é “uma regalia” possibilitar a formação profissional aos seus empregados. Muitos recusam-na, outros utilizam-na (apenas para retirar o valor dos subsídios), e poucos a valorizam, como factor de aumento da produtividade.
    Mas, a verdade é que a formação e adequação do profissional à função que desempenha, aliada às condições legais de trabalho, geraria o aumento da produtividade desse trabalhador e dessa empresa.
    Não tenho dados que possam justificar a razão da maioria do empresários – sim a maioria, porque mesmo aqueles que parecem estar do lado contrário, só o fazem para os jornais, porque internamente nas empresas, a coisa fia mais fino..– preferir apostar em pagar menos, formar menos, e qualificar (tem custos, dizem eles) menos, para poder ganhar Mais lucro! Mas é isto que acontece!.. Deixo aqui um repto ao João Miranda, para que explique isso, porque a minha ignorância não o permite..
    Contudo, a realidade daquilo a que assisto,por força das circunstâncias é isso que atrás referi.
    Como mudar estas mentalidades? Este é um factor que não é originário da crise, mas que seguramente se agravará com ela. Hoje há licenciados a aceitar trabalhar, com o salário mínimo, e sem subsídios de férias ou Natal. Acha o João Miranda que a produtividade, onde quer que estejam, poderá alguma vez, ser a desejável??? O seu grau de satisfação levá-los-á a produzir consoante o seu empenhamento, que é pouco, e portanto a sua produtividade jamais alcançará os níveis de outros , e não passamos disto: baixos salários, baixa produtividade, e mesmo assim pouca competitividade – esta última defendida por quem acha que se paga salário mínimo muito alto!
    Noto ainda, que quem assim defende esta tese da falta de competitividade, são os mesmos que a medem, pelas pausas dos seus funcionários quando vão à casa de banho…
    Sobre produtividade, teria ainda muito para referir, mas por agora fico por aqui, que o texto já vai longo!
    Sobre a intervenção do Estado, acho que intervém pouco e mal. A economia liberal, não é propriamente uma actividade onde tudo se possa permitir fazer. Sem reguladores, sem supervisores, sem qualquer tipo de autoridade legal sobre o cumprimento das regras, que por serem liberais não se cumprem!
    E é com isso que o Estado tem pactuado. Deixar-se andar a reboque dos interesses, sem cuidar da parte que lhe compete: legislar, regular, supervisionar e fazer cumprir!…A seguir exigir resultados, a TODOS.

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  25. Pedro Gil's avatar
    Pedro Gil permalink
    27 Março, 2009 16:02

    João Miranda,

    Imagine um sistema em que imensos agentes efectuam trocas entre si. Parecem formigas pretas em random walk a mover-se num plano e a interagir entre si. A engordar, morrer, evoluir etc.

    Agora consideremos o mesmo sistema em que nalguns pontos desse plano pequenas bolhas vermelhas começam a aumentar. A certa altura explodem e matam as formigas nas redondezas.

    No segundo caso seria melhor, se possível, fazer explodir as bolhas vermelhas à medida que elas forem aparecendo.

    Obviamente, poder-se-á dizer que
    1) Ao fazer explodir umas bolhas aumenta-se o crescimento de outras bolhas ou que
    2) As bolhas são boas porque explodem por si e melhoram o funcionamento geral porque as formigas aprendem ou que
    3) as bolhas não são vermelhas, são invisíveis e não se distinguem de coisas boas ou que

    Há ainda um terceiro cenário, em que o sistema simplesmente não evolui para um equilíbrio! Porque não?

    Parece-me muitas vezes que alguns economistas sabem (como?) com uma certeza enorme que tudo corre bem, que o equilibrio existe, que os pontos 1) a 3) são verdade etc… Mas tudo isto é em grande parte baseado em nada mais do que fé ou em modelos muito simplistas. Ou estou enganado?

    Cumprimentos,
    Pedro Gil

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  26. jcd's avatar
    27 Março, 2009 16:13

    Esta história da aposta nos baixos salário não faz muito sentido. Cada empresa, em cada momento, paga aquilo que é essencial para captar ou manter os recursos humanos que necessita. Se pagar abaixo do que pagam as outras, perde qualidade. Se pagar acima do valor de mercado, perde competitividade. Há um preço adequado a cada momento e a cada estratégia, seja ela certa ou errada.

    A aposta nunca é nos baixos nem nos altos salários, mas nos salários de mercado. Em Portugal, quando comparados com outros países desenvolvidos, são baixos. Quando comparados com o terceiro mundo, são altos.

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  27. jcd's avatar
    27 Março, 2009 16:14

    “Porque o mercado tem um comportamento totalmente casuístico, com boundaries bem definidas e a informação é completa.”

    Está a fazer confusão. Essa teoria era a dos planos quinquenais.

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  28. jcd's avatar
    27 Março, 2009 16:17

    “Ordem espontânea + Entropia espontânea = Desordem espontânea. Já cá estamos.”

    “Economic progress, in capitalist society, means turmoil.” – Schumpeter

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  29. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    27 Março, 2009 16:17

    As boas práticas são descobertas por uma Sociedade devido á competição que recompensa os melhores isso só é possível em liberdade. Portugal que nunca teve liberdade e os Governos do PS ao PSD tèm-se entretido a limitar cada vez mais ssa liberdade inserindo cada vez mais distorções na economia.

    Acho que ninguém discute que o País está mal. Logo porque é que está mal?

    Podemos começar por estas hipóteses:

    1- Má informação ou distorcida.

    2- Maus incentivos que recompensam quem não decide bem ou fez um bom investimento.(sem boa informação que só existe com competição livre não é possível descobrir tal coisa)

    3- Má justiça que não penaliza quem prevarica.(sem competição e livre informação não é possível ter justiça que funcione)

    4- Os Portugueses não querem ser ricos.

    5- Os Portugueses são estúpidos logo mesmo na presença de boa informação decidem mal.

    Logo devemos começar pela primeira e irmos eliminando uma a uma até começarmos a melhorar ou não…

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  30. tina's avatar
    tina permalink
    27 Março, 2009 16:28

    “Sobre a intervenção do Estado, acho que intervém pouco e mal.”

    De maneira nenhuma, Rosinha. De acordo com estudos comparativos, Portugal é um dos países da Europa onde o Estado mais intervém na economia.

    http://www.heritage.org/Index/

    Enquanto problemas básicos como este não forem resolvidos, escusamos de estar a atirar culpas para empresários ou empregados (tal como o João diz).

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  31. Pedro Gil's avatar
    Pedro Gil permalink
    27 Março, 2009 16:39

    JoãoMiranda e JCD,

    Certo (relativamente às respostas do JCD), mas não concordam que por vezes parece que a fé em que controlar o mercado funciona é substituida pela fé de que se o não controlarmos ele evolui para o equilibrio?

    Porque razão a verdade não há de estar no meio?

    Pedro Gil

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  32. Leandro's avatar
    Leandro permalink
    27 Março, 2009 17:22

    JM,

    Que aprecie o Capitalismo em todo o seu esplendor ainda vá que não vá, mas relacionar aumento de produtividade com diminuição do intervencionismo é pura demagogia.

    Mais, o Governo não deve deixar de intervir, deve isso sim apostar em inovação, formação e tudo o mais que leve à valorização do capital humano. Só assim meu caro, lá chegaremos um dia!

    Deixo-lhe uns artigos interessantes Courbois & Temple 1975, Gollop 1979, Kurosawa 1975, Pineda 1990, Saari 2006.

    cumprimentos,

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  33. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    27 Março, 2009 17:44

    “deve isso sim apostar em inovação, formação e tudo o mais que leve à valorização do capital humano.”

    Ora aí está mais uma grande bolha expeculativa, só que ninguém fala porque é um dos mitos sagrados da sociedade propagandeado pelos media.

    A que é chama a algo no qual se investiu e INVESTE biliões para que essas pessoas tenham estado 15 anos a serem “formadas” para acabarem a atender telefones ou num guichet? Com a agravante que fomos todos investidores forçados via impostos?

    Os consensos formam bolhas expeculativas e a Educação é um delas.
    Está sobrevalorizada porque o produto é medíocre, pior cada vez se tem vindo a degradar mais.

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  34. Nuno Albuquerque's avatar
    Nuno Albuquerque permalink
    27 Março, 2009 18:07

    «Para pagar subsídios a uns é preciso deturpar a ordem espontânea através da cobrança de impostos a outros. Os altos índices de produtividade dessas empresas só são possíveis porque se destrói a produtividade das restantes.»

    Se o principal factor da baixa produtividade em Portugal é a distorção do mercado provocada pela intervençao do Estado (conclusão com a qual concordo), porque razão propor uma redução dos já tão baixos salários portugueses e não a redução drástica da intervenção estatal?
    Será por não acreditar que esta redução seja viável, tendo em conta que os subsídios, além de alimentarem certas empresas, alimentam a sobrevivência do próprio Estado?
    Propor a redução dos salários equivale a desistir de lutar contra o intervencionismo estatal. O que é preciso é acabar com a manjedoura estatal e os subsídio dependentes. O “factor de produção” a mais é o estado, não o trabalho.

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  35. jcd's avatar
    27 Março, 2009 18:59

    “Que aprecie o Capitalismo em todo o seu esplendor ainda vá que não vá, mas relacionar aumento de produtividade com diminuição do intervencionismo é pura demagogia.”

    Eu juraria que era uma verdade de La Palisse…

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  36. Carlos III's avatar
    Carlos III permalink
    27 Março, 2009 19:41

    Com o intuito de clarificar esta interessantíssima discussão, recomendaria aos ilustres comentadores a leitura de um livrinho que apareceu há mais de 100 anos, da autoria de um tal Karl Marx. O livrinho chama-se “Das Kapital”.

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  37. tina's avatar
    tina permalink
    27 Março, 2009 21:53

    “Ora aí está mais uma grande bolha expeculativa, só que ninguém fala porque é um dos mitos sagrados da sociedade propagandeado pelos media.”

    Muito bem observado Lucklucky, é um tabú em que não se pode mexer. Os resultados práticos são completamente o oposto, formação a mais para o mercado de trabalho disponível.

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  38. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    28 Março, 2009 00:30

    E o JM diz isto em plena crise…

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  39. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    28 Março, 2009 04:22

    #15, amigavelmente, despreveniu-se:
    .
    “A organização expontânea dos irresponsáveis é que vai gerar riqueza e salvar isto.”
    .
    Conclui-se do que diz: se é preciso salvar isto então antes é houve uma organização expontânea dos irresponsáveis que não geraram riqueza. Senão não era preciso salvar nada. Correcto ? Então quem são os irresponsaveis, os do ‘antes’ ou os do ‘depois’ que adivinha “irresponsaveis” ?
    .

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  40. Leandro's avatar
    Leandro permalink
    30 Março, 2009 20:09

    Caro JCD,

    Relativamente ao comentário 35, gostava que me explicasse a verdade de La Palisse… É que eu, por mais que pense, não entendo a conexão entre um e outro.

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  41. salvado's avatar
    salvado permalink
    2 Fevereiro, 2010 13:32

    estes politicos falam em aumentos de impostos para combater o defice,quem tem de pagar são sempre os mesmos,estes senhores se comecassem por eles proprios ,reduzir seus astronomicos ordenados,e reduzir os deputados no parlamento,que são a mais,ai sim seria bom para o defice,
    desta forma que pensam,mais aumentara o desemprego,mais empresas irão fechar,será o caos no nosso pais

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