Discussões sobre ética no país do amiguismo
Esta discussão sobre conflitos de interesses foi muito produtiva. Descobri que:
1. Há quem acredite que ética é o que está escrito no código deontológico.
2. Há quem acredite que ética é o que está escrito na lei.
3. Há quem acredite que uma violação ética implica que essa violação terá que ser necessariamente punida por uma autoridade.
4. Há quem acredite que um comportamento é ético porque existem pessoas que têm um comportamento pior.
5. Há quem considere que os interesses a defender por um colunista numa coluna de opinião coincidem com os interesses pessoais desse colunista.
6. Há quem considere que o amiguismo/nepotismo/amantismo não pode ser escrutinado pela opinião pública porque implica violação de privacidade.
7. Há quem considere que quando a opinião pública escrutina conflitos de interesses há violação da liberdade de expressão.
8. Há quem considere que os problema éticos que resultam de uma ligação com a esposa legítima são diferentes dos que resultam de uma ligação com uma amante.
9. Há quem considere que os políticos/opinadores são um exemplo de boas práticas na imprensa.
10. Há quem não consiga distinguir más práticas de crime.
11. Há quem considere que não é ético trazer para a praça pública ligações privadas, mas já é ético defender ligações privadas numa coluna de opinião.

João Miranda,
Chove no molhado. Quem não quer perceber tem interesse em não mostrar que percebe. É a demagogia ao serviço da mais pura hipocrisia.
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O dia tinha que chegar em que eu concordasse com tudo o que diz o João Miranda. É hoje. (está bem, são simples constatações de factos, mas concordamos.)
Proponho por isso uma mudança de tema: vamos discutir os aspectos estéticos do cartaz de Ferreira Leite, o outro tema escaldante da lusa blogosfera?
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«« 5. Há quem considere que os interesses a defender por um colunista numa coluna de opinião coincidem com os interesses pessoais desse colunista. »»
Não necessariamente, mas podem coincidir, desde que seja essa a vontade do colunista e que quem lhe paga não se oponha.
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3. Anónimo,
Desde que o dinheiro cubra os interesses não há qualquer problema ético?
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É, e há quem considere que é ético lançar lama para o ar e o visado que se limpe se puder, É triste mas os dias estão assim.
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“5. Há quem considere que os interesses a defender por um colunista numa coluna de opinião coincidem com os interesses pessoais desse colunista.”
Eu sou dos que considera isso.
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«« Desde que o dinheiro cubra os interesses não há qualquer problema ético? »»
Se houver dinheiro envolvido defendo que isso seja público, mas não é isso que está em discussão. A questão é saber se mesmo que todos os interesses sejam públicos, continua a ser pouco ético defender interesses próprios numa coluna de opinião. Eu acho que não.
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O Gonçalo Amaral também foi acusado pelos McCann de «conflito de interesses», técnica usada pelos defensores do argumento de autoridade para desviar a atenção daquilo que é dito para a pessoa que o diz.
Motivado por questões de moral ou de utilidade, a descredibilização pelo «conflito de interesses» sem atenção ao que é dito tem apenas um resultado: escusar-se ao debate de ideias sobre o que é dito.
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Parabéns pela análise, João Miranda.
Tenho ‘pena’ dessa gente pois vivem no Mundo Disney.
Mas compreende-se, muito deles trabalham na bilheteira e não querem perder o emprego, ou querem subir na vida, talvez passando para a montanha russa.
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Afinal há mais vítimas de cabala por conflito de interesses: Gonçalo Amaral. Polícia judiciário que não vencendo o caso venceu com o caso. A ética está mesmo moribunda.
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Muito bem resumido.
Todos nós acreditamos nesses pontos.
O João Miranda não terá interesse em nos convencer?
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Muito bem resumido.
Todos nós acreditamos nesses pontos.
O João Miranda não terá interesse em nos convencer?
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“A ética republicana é a Lei”, Pina Moura dixit.
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#8 – “escusar-se ao debate de ideias sobre o que é dito.”
exactamente o que o gamaral fazia e queria, a cipriana foi debatida com requintes de malvadez e os macanos bazaram na parte mais interessante da conversa, quando a judite se preparava para debater.
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Pela primeira vez concordo em absoluto e totalmente com o João Miranda (sobre tudo o que disse relacionado com este assunto). Os argumentos contrários que tenho lido variam entre o absurdo e o vergonhoso.
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Eu acredito nesses 11, e ainda acredito em mais 11 piores ainda.
Eu votei na Fatinha Felgueiras, no Major, no Mesquita Machado, no Isaltino, no José Sócrates, e no Vale e Azevedo.
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É que é uma confusão! É claro que depois são incoerentes e contradizem-se 2 ou 3 meses mais tarde. Nem vale a pena discutir isto.
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13. RXC
“A ética republicana é a Lei”, Pina Moura dixit.
Triste que fale assim quem devia saber melhor…
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É uma técnica muito antiga, que atingiu o apogeu nos tribunais da Igreja. Vamos fazer uma estatística: quantos dos comentários aqui postos reduzem a «evidência» da qualidade do que é dito à autoridade de quem o diz?
Será que essa enfatização na «pureza dos interesses» em detrimento do enfoque na rectidão do que se diz tem tanta importância nos países em que a cultura católica não dominou? Pedro Arroja precisa-se :p
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Citaria uma inscrição retirada do Dicionário Filosófico de Voltaire que está na base da estátua de Chevalier de La Barre, em Paris : “a tolerância é a maior de todas as leis“.
Olhar Ateu
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Os do povo comentamos no café o caso em apreço usando as únicas fontes de conhecimento de que dispomos: TV, jornais, blogues e assim. A jornalista comentadora que poderia ter interesse pessoal e directo no desfecho do caso em apreço, poderá (se calhar) ter acesso a outras fontes de informação. Deverá então revelar a sua razão de ciência?
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“Tenho ‘pena’ dessa gente pois vivem no Mundo Disney.”
Stevens, não se trata de Mundo Disney mas tão sómente de 35 anos de “formatação” socialista.
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Ó #20, isso é que não pode ser. Tens que ser católico ou protestante, senão estragas tudo ao Arroja!
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A MÁFIA DA MADEIRA… Onde isto Chegou!
Verdadeiramente escandaloso, por cá, em terras lusas, também existe, embora mais camuflada, e em menor escala, também devido, o escândalo, à dimensão do território, que na Madeira é muito mais significativo, pois a concentração de poderes mafiosos são em elevado grau “Per capita“.
Recebi, os seguintes dados via e-mail, de pessoa devidamente identificada.
Pode-se de certeza concluir que a ilha da Madeira encontra-se completamente minada..vejamos(vale a pena ler até ao fim).
Alberto João Jardim – Presidente do Governo Regional
Filha – Andreia Jardim – Chefe de gabinete do vice-presidente do Governo Regional
João Cunha e Silva – vice-presidente do governo Regional
Mulher – Filipa Cunha e Silva – é assessora na Secretaria Regional do Plano e Finanças
Maurício Pereira (filho de Carlos Pereira, presidente do Marítimo) assessor da assessora
Nuno Teixeira (filho de Gilberto Teixeira, ex. conselheiro da Secretaria Regional) é assessor do assessor da assessora
Brazão de Castro – Secretário regional dos Recursos Humanos
Filha 1 – Patrícia – Serviços de Segurança Social
Filha 2 – Raquel – Serviços de Turismo
Conceição Estudante – Secretária regional do Turismo e Transportes
Marido – Carlos Estudante – Presidente do Instituto de Gestão de Fundos Comunitários
Filha – Sara Relvas – Directora Regional da Formação Profissional
Francisco Fernandes – Secretário regional da Educação
Irmão – Sidónio Fernandes – Presidente do Conselho de administração do Instituto do Emprego
Mulher – Directora do pavilhão de Basket do qual o marido é dirigente
Jaime Ramos – Líder parlamentar do PSD/Madeira
Filho – Jaime Filipe Ramos – vice-presidente do pai
Vergílio Pereira – Ex. Presidente da C.M.Funchal
Filho – Bruno Pereira – vice-presidente da C.M.Funchal, depois de ter sido director-geral do Governo Regional.
Nora – Cláudia Pereira – Trabalha na ANAM empresa que gere os aeroportos da Madeira
Carlos Catanho José – Presidente do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira
Irmão – Leonardo Catanho – Director Regional de Informática (não sabia que havia este cargo)
Rui Adriano – Presidente do Conselho de administração da Sociedade de Desenvolvimento do Norte e antigo membro do Governo Regional
Filho – ???? – Director do Parque Temático da Madeira
João Dantas – Presidente da Assembleia Municipal do Funchal, administrador da Electricidade da Madeira e ex. presidente da C.M.Funchal
Filha – Patrícia – presidente do Centro de Empresas e Inovação da Madeira.
Genro (marido da Patrícia) – Raul Caíres – presidente da Madeira Tecnopólio (sabem o que isto é?)
Irmão – Luís Dantas – chefe de Gabinete de Alberto João Jardim
Filha de Luís Dantas – Cristina Dantas – Directora dos serviços Jurídicos da Electricidade da Madeira (em que o tio João Dantas é administrador)
João Freitas, marido de Cristina Dantas director da Loja do Cidadão
Uma autêntica República das Bananas – (sem ofensa para as bananas!)
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A mim na realidade o que mais gostaria do mundo seria descovrir os “interesses” e a “ética” do JM.
he he he he he
hi hi hi hi hi
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Stevens, não se trata de Mundo Disney mas tão sómente de 35 anos de “formatação” socialista.
Com os governos do ppd isso não valeu…
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A ética pode ser vertida para a justiça e feita a lei. Pode ser vertida para códigos deontológicos e tornada também lei. Pode existir no carácter de cada um, além do que estiver objectivado nas regras, práticas e usos das gentes. Mas não tem de estar escrita para ser ética e é necessária para a vida em sociedade. O aspecto não ético do caso particular é por se estar à luz de uma credibilidade e status já atribuído defender-se em “causa própria”. Além do mais:
Código deontológico dos jornalistas:
10.O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses.
Ou não é namorada ou deixou de ser jornalista. E estes dois aspectos são relevantes para julgar a opinião.
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A Câncio, coitadinha, deve estar entusiasmada com todo este burburinho.
Ainda anteontem escrevia umas cronicazitas num jornal e hoje, graças a este amor que nutre pelo homem que nos governa, é falada em tudo o que é sítio.
É a Glória.
A única coisa que me assusta é não vá ela pensar que pode vir a ser a Evita de Portugal.
Descamisados já há por aí aos montes.
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Fado Alexandrino,
Da fama já não se safa. Resta saber que reputação mantém.
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A Cância é deprimente… parece um homem, tem voz de mulher e “namora” com o sócrates… 3 castigos!
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PUDOR, é a palavra que falta nesse léxico. Não se confunde sequer com ética.
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Na comunicação social e nos corredores do poder circulam os maiores proxenetas e as maiores prostitutas da res publica.
Gente disforme sem coluna vertebral.
O espelho do país.
Um país falido, moralmente doente e inviável a médio prazo.
Neste rincão da filha-da-putice e da ética republicana, esta era verde, passou um burro e comeu-a.
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“Com os governos do ppd isso não valeu…”
26. Jacaré, valeu sim. É tudo farinha do mesmo saco.
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nem sequer é a Câncio que interessa aqui. Mas o Miranda está a prestar um bom serviço aos neo-controleiros da informação. já se atiraram à sua prosa com fervor. nada mal para quem se julga liberal.
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Concordo finalmente com o José, o que motiva esta abordagem é uma crítica à falta de pudor. Não se pode confundir a motivação dessa abordagem com preocupações da ordem da Ética (diferente de moral), nem com preocupações acerca da qualidade do que dito, acerca da verdade.
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É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral e do Direito. Estas três áreas de conhecimento se distinguem, porém têm grandes vínculos e até mesmo sobreposições.
Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.
A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum.
O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis tem uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. O Direito Civil, que é referencial utilizado no Brasil, baseia-se na lei escrita. A Common Law, dos países anglo-saxões, baseia-se na jurisprudência. As sentenças dadas para cada caso em particular podem servir de base para a argumentação de novos casos. O Direito Civil é mais estático e a Common Law mais dinâmica.
Alguns autores afirmam que o Direito é um sub-conjunto da Moral. Esta perspectiva pode gerar a conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de conflitos entre a Moral e o Direito. A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma determinada lei. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito, apesar de referirem-se a uma mesma sociedade, podem ter perspectivas discordantes.
A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos – Moral e Direito – pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que a caracteriza.
José Roberto Goldim
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O José ja botou faladura?
O que que ele disse?
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Foi portanto uma discussão prolífica tantas as descobertas que fez. E já fez um progresso em relação a um post anterior em que misturava julgar ( o juiz e a amante) ou promover ( o autarca e a amante) com emitir livremente uma opinião (a amante e o PM).
Podia também ter descoberto que nos dias que correm ética e jornalismo são valores cada vez mais afastados. Deixo-lhe algumas interrogações para ver se descobre mais qualquer coisa
Será que há conflito de interesses quando um jornalista que tem (ou colabora) uma agência de comunicação faz notícias (ou campanhas) que beneficiam os interesses de clientes dessa agência de comunicação?
Será que há conflito de interesses quando um jornal faz notícias sobre empresas do proprietário do jornal?
Será que há conflito de interesses quando um jornalista que tem (há anos) processos em tribunal com um político faz notícias (verdadeiras ou não) que vão denegrir a imagem desse político
Será que há conflito de interesses quando um pivot de telejornal, que confessa numa qualquer conversa indiscreta o seu ódio de estimação por determinado político, abre um telejornal dizendo que esse político é corrupto?
Declaração unca votei Sócrates. Nas legislativas (tapando o rosto de MFL) votarei PSD; nas Europeias hesito entre Nuno Melo e Paulo Rangel.
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Todos deviam fazer o juramento de hipócritas,
como sempre fizeram os médicos.
E resulta?
Se resulta!!!
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Fala de tudo mas, não diz nada com jeito.
Vou jogar a espadinha
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Xico:
Falei em pudor. Recato. Vergonha de expor coisas privadas, em público. Decência em apresentar uma defesa dos que nos são chegados. Reserva de intimidade para o que deve ser íntimo e de cada um. Sobriedade na explicação do que nos está muito próximo e nos interessa particularmente e com grande importância pessoal.
Será preciso explicar melhor o conceito ou chegam estas achegas?
O cházinho e a chinelinha não ligam bem. Um acalenta o espírito; a outra, calafeta o chulé. Há por aqui alguns, sempre de chinela na…mão e de bedum virtual.
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Eu
cá é
que não
sou parvo.
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“1. Há quem acredite que ética é o que está escrito no código deontológico.”
Como profissional, será.
Por outro lado:
Nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, a não ser por contrato ou no exercício de uma profissão com um Código de Ética.
Cada vez me rio mais do “LIBERAL” miranda.
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Inteiramente de acordo com o JM nesta matéria.
Vejamos:
A cronista X faz a defesa apaixonada do político Y, comparando-o a uma das figuras icónicas das injustiças da Justiça. Em comentário a esse texto, vários comentadores apontam o facto de a cronista X ser namorada do referido político e ter, por isso, a sua credibilidade comprometida. Isto posto, – alto lá, diz a jornalista e os seus defensores – que a cronista está a ser vítima de um injustiça só comparável àquela do político Y e do Dreyfus. Mas não têm razão: quem trouxe para a ribalta a sua vida privada foi a cronista X quando misturou a sua actividade profissional com os problemas políticos do seu namorado. Não pode a mesma agora acusar a imprensa de invadir a sua vida privada da mesma maneira que quem vende fotos do casamento a revistas cor-de-rosa não pode pretender depois que estas não noticiem o divórcio. Na verdade, o que parece é que a referida jornalista quer “ter o bolo no papo e no saco”: usar da sua profissão para defender a sua vida pessoal e usar esta para se escudar a responder pela sua actividade profissional. Em todo o caso, tudo isto seria evitado se a referida cronista tivesse feito uma simples declaração de interesses no início dos seus artigos. É o mínimo que se pode exigir de uma pessoa colocada na mesma posição.
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O João Miranda começa finalmente a entrever como funciona o cérebro de uma mulher inculta à procura de marido/casa/vida. Também podia chegar lá lendo com atençaõ a recvista Maria e afins.
How is this as a provocation?
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Para quando uma entrevista de Câncio a Sócrates?
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46# “Para quando uma entrevista de Câncio a Sócrates?”
Não vale a pena, ela é feia demais, ele está sempre a rir-se para a câmara, os tugas iam pensar desta vez: porque está ele a rir-se para uma gaja daquelas? Podiam perceber a marosca, né?
Depois ela sabe que o filho de sua mãe sabe que ela sabe que ele sabe, tá ver? Agora é só esperar a retoma, não tarda, e pronto, são mais 4 anos de felicidade mesmo que a mangedoura mingue. Haverá sempre uma carteira para roubar, um carrito para jackar, uma velhita para assaltar, um pó para snifar. Clima é porreiro, que mais podem esperar os chavalos?
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eh pá que vocês têem bons jornalistas, lá isso:
Inteiramente gratuito, o guia com que sempre sonhou
14-Abr-2009
A justiça em Portugal parece-lhe confusa? Não faz ideia porque é que todos os processos que envolvem pessoas importantes acabam sempre em regabofe? Diga não à desorientação! Em apenas 20 passos, eis o guia ideal para entender todos os casos que em Portugal começam com a palavra “caso”:
1) Os jornais publicam uma notícia sobre qualquer pessoa muito importante que alegadamente fez qualquer coisa muito má.
2) Essa pessoa muito importante considera-se vítima de perseguição por parte de forças ocultas.
3) Outras pessoas importantes vêm alertar para o vergonhoso desrespeito do segredo de justiça em Portugal, que possibilita a actuação de forças ocultas.
4) Inicia-se o debate sobre o segredo de justiça em Portugal.
5) Toda a gente tem opiniões firmes sobre o que é preciso mudar na legislação portuguesa para que estas coisas não aconteçam.
6) Toda a gente conclui que não se pode mudar a quente a legislação portuguesa.
7) A legislação portuguesa não chega a ser mudada para que estas coisas não aconteçam.
8) As coisas voltam a acontecer: os jornais publicam notícias sobre essa pessoa muito importante dizendo que ainda fez coisas piores do que as muito más.
9) Outras pessoas importantes vêm alertar para o vergonhoso jornalismo que se faz em Portugal, que nada investiga e se deixa manipular por forças ocultas.
10) Inicia-se o debate sobre o jornalismo português.
11) Toda a gente tem opiniões firmes sobre o que é preciso mudar no jornalismo português.
12) Toda a gente conclui que estas mudanças só estão a ser debatidas porque quem alegadamente fez uma coisa muito má é uma pessoa muito importante.
13) Nada muda no jornalismo português.
14) Enquanto o mecanismo se desenrola do ponto 1) ao ponto 13) a justiça continua a investigar.
15) Após um período de investigação suficientemente longo para que já ninguém se lembre do que se estava a investigar a justiça finaliza as investigações e conclui que a pessoa muito importante: a) Não fez nada de muito mau. b) Já prescreveu o que quer que tenha feito de muito mau. c) É possível que tenha feito algo de muito mau mas não se reuniram provas suficientes. d) Afinal o que fez não era assim tão mau.
16) Pessoas importantes que são amigas dessa pessoa muito importante concluem que ela foi vítima de perseguição por parte de forças ocultas.
17) Pessoas importantes que não são amigas dessa pessoa muito importante concluem que em Portugal nada acontece às pessoas muito importantes que fazem coisas alegadamente muito más.
18) As pessoas citadas no ponto17) iniciam mais um debate sobre a justiça em Portugal.
19) As pessoas citadas no ponto 16) iniciam mais um debate sobre o jornalismo em Portugal.
20) Os jornais publicam uma outra notícia sobre uma outra pessoa muito importante que alegadamente terá feito outra coisa muito má. Repetem-se os passos 1) a 19).
JOÃO MIGUEL TAVARES | DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 14.04.2009
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Exemplo de ético:
A empresa de genéricos MER numa campanha de promoção junto das farmácias, intitulada “Genéricos Low-Cost” anuncia o seguinte negócio:
Omeprazol 20mg: 56 cp 27.46€
Sinvastatina 20mg 60cp 19.72€
Depois referem: na compra de 5 embalagens, oferta de 4. Na compra de 10, oferta de 10. Na compra de 50, oferta de 100 (cem) embalagens.
Ou seja a farmácia compra 150 embalagens e paga 50. Mas o Estado (nós) comparticipa as 150.
Negócio chorudo. Percebe-se o ruído que o lobo com pele de Sr. Cordeiro fez nos últimos dias à volta deste tema.
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Já anda por aí o alma mater do Miranda
Não conseguem perceber que a opinião pública tem capacidade de fazer juízos (li isto em qualquer lado)
O que se passa aqui é o direito à asneira
Escrevem, escrevem, escrevem e não dizem nada
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Dos 11 pontos do JM este é o mais delicioso e cabe que nem uma luva ao texto cachimbeiro:
«8. Há quem considere que os problema éticos que resultam de uma ligação com a esposa legítima são diferentes dos que resultam de uma ligação com uma amante».
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O negócio do cordeiro definhará quando as pessoas tomarem conhecimento de que existe a possibilidade de obter a maior parte dos medicamentos pelo mesmo preço pelo correio através da Canadian Healthcare?
“Our pharmacies are licensed to ship medication to all countries in the world,and employ licensed pharmacists to provide you with thehighest standards of pharmaceutical care . All medication is obtained from legitimate pharmaceutical wholesalers, so you can rest assured that you are receiving the same medication as you would at your neighborhood pharmacy”.
http://geocities.com/howardgogomu39
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«« Em todo o caso, tudo isto seria evitado se a referida cronista tivesse feito uma simples declaração de interesses no início dos seus artigos. É o mínimo que se pode exigir de uma pessoa colocada na mesma posição. »»
Em princípio sim, mas depende da situação concreta. Se for público e notório que existe uma relação de amizade entre duas pessoas, quando ler um artigo que uma delas escrever sobre a outra já vou ter isso em conta, e não me interessa se essa relação é mais ou menos íntima.
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Pois… Esta discussão sobre conflitos de interesses foi muito produtiva. Descobri que:
1. Há quem acredite que ética NÃO é o que está escrito no código deontológico, mas aquilo que lhe dá na gana.
2. Há quem acredite que ética NÃO é o que está escrito na lei, mas aquilo que não está escrito na lei.
3. Há quem acredite que uma violação ética NÃO implica que essa violação tenha de ser necessariamente punida por uma autoridade.
4. Há quem acredite que um comportamento NÃO é ético porque existem pessoas que têm um comportamento pior.
5. Há quem considere que os interesses a defender por um colunista numa coluna de opinião NÃO coincidem com os interesses pessoais desse colunista.
6. Há quem considere que o amiguismo/nepotismo/amantismo PODE ser escrutinado pela opinião pública porque NÃO implica violação de privacidade.
7. Há quem considere que quando a opinião pública escrutina conflitos de interesses NÃO há violação da liberdade de expressão.
8. Há quem considere que os problema éticos que resultam de uma ligação com a esposa legítima NÃO são diferentes dos que resultam de uma ligação com uma amante.
9. Há quem considere que os políticos/opinadores NÃO são um exemplo de boas práticas na imprensa.
10. Há quem consiga distinguir BOAS práticas de crime.
11. Há quem considere que É ético trazer para a praça pública ligações privadas, mas já NÃO é ético defender ligações privadas numa coluna de opinião.
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ok, um pormenor, não se deve dizer se é ético ou não. A ética é a reflexão sobre aquilo que é bom e procura a justificação da acção. Quando se diz que algo não é ético está-se a fazer um julgamento moral. O que neste caso se aplica muito bem. A discussão ética permite clarificar posições e melhorar as prácticas perante dilemas.
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Se for público e notório que existe uma relação de amizade entre duas pessoas, quando ler um artigo que uma delas escrever sobre a outra já vou ter isso em conta, e não me interessa se essa relação é mais ou menos íntima. – anónimo
É público e notório para quem? A relação não foi confirmada por nenhum dos dois envolvidos, tudo o que existe são notícias dos tribunais, algumas fotografias dos dois publicadas em revistas cor de rosa. Ora, a maioria dos leitores do DN muito provavelmente não acompanha a blogosfera onde estes boatos são comentados e provavelmente também não é leitor de revistas como a Caras. Maior parte de colegas meus de emprego não sabiam da relação e supôe-se que sejam pessoas minimamente informadas.
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Correcção: onde se lè “notícias dos tribunais” queria dizer “jornais”. Lapso curioso.
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«« É público e notório para quem? »»
Por isso escrevi “se for público e notório”. Não me estava a referir a este caso em particular. Se não for do conhecimento geral acho que deve haver esse aviso.
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“Maior parte de colegas meus de emprego não sabiam da relação e supôe-se que sejam pessoas minimamente informadas.”
99% desses seus colegas não lê o DN. Em Portugal, hoje, quem não sabe que Sócrates e Câncio têm uma relação não é “minimamente informado”. Poruqe essa informação está, como o JBarros diz, em todo o lado: jornais, revistas do coração e blogosfera. E no “viral spread” do diz que disse.
Mas o que está em questão é que Fernanda Câncio não pode ser calada por ser namorada de Sócrates. Ela participa num progama com Contança Cunha e Sá, JP Coutinho e FJViegas na TVI. Todos bloggers. Se JP COutinho e FJViegas podem falar de Sócrates a Câncio deve calar-se?
E na Quadratura do Círculo pode Pacheco Pereira falar de LFMenezes? E como vê os comentários de António Costa sobre as eleições À Câmara de Lisboa? E quando Lobo Xavier defende em baixar o IRC deverá a SIC-N colocar um asterisco junto ao seu nome dizendo que é perito em assuntos fiscais e trabalha para um grande grupo económico?
Declaração de interesses:
1. Acho que os argumentos de FCâncio na defesa de Sócrates debéis .
2. Não acredito na inocência de Sócrates
3. Nunca votei nem vou votar em Sócrates
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«Se for público e notório que existe uma relação de amizade entre duas pessoas, quando ler um artigo que uma delas escrever sobre a outra já vou ter isso em conta, e não me interessa se essa relação é mais ou menos íntima.»
A amizade já implica intimidade, não?
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Pois eu gostava de saber que ligação existe, se existe, entre a Jornalista Câncio e o “famoso” designer Câncio que apareceu na campanha da West Coast feita pelo ministério de Manuel Pinho. É que nunca ninguém ouviu falar da criatura, muito menos como exmplo do “talento português”.
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“Pois eu gostava de saber que ligação existe, se existe, entre a Jornalista Câncio e o “famoso” designer Câncio que apareceu na campanha da West Coast feita pelo ministério de Manuel Pinho. É que nunca ninguém ouviu falar da criatura, muito menos como exmplo do “talento português”.”
Ora cá está um exemplo de declaração de interesses, interessante.
Se frutificasse a ideia, teríamos surpresas aos montes e veríamos como Portugal é um país de endogamias no nabal e nepotismos na eira.
Para os amigos tudo, para os outros a lei.
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Para os amigos tudo, para os outros a lei.
com sentensa tua, código à escolha e interpretação duvidosa. será que a tua comarca tem livro de reclamações ou é linha grátis para o supremo.
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Author: ordralfabetix
Comment:
“Maior parte de colegas meus de emprego não sabiam da relação e supôe-se que sejam pessoas minimamente informadas.”
99% desses seus colegas não lê o DN. Em Portugal, hoje, quem não sabe que Sócrates e Câncio têm uma relação não é “minimamente informado”. Poruqe essa informação está, como o JBarros diz, em todo o lado: jornais, revistas do coração e blogosfera.
Em que é que estes afaires contribuem para a felicidade e bem estar dos portugueses? Isto e atirar serradura para os olhos das pessoas. Falem de coisas sérias e deixem os rabos de saias para as revistas dae futilidades.
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Esse problema câncioso está resolvido. Podem passar adiante que não é isso que interessa. A Srª já apareceu em público acompanhando o senhor e todos esperaram muito por eles e patearam pelo que podemos dizer que é público e notório que existe uma qualquer relação e basta.Tenho pena que não se tenha conseguido tirar mais da discussão mas quem aprende o que pode a mais não é obrigado.
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A ètica tem sido destruida, pelos governos, pós abrilada!
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Não “Há quem acredite…” se não houver quem queira fazer acreditar. Há ainda os que, sem qualquer questão, querem crer. São esses ( a maioria, suponho) que não reparam no método infantil dos que querem que acreditemos.
Quando criança (3 ou 4 anos) adorava brincar na rua mas a minha mãe nem sempre deixava. Consegui então engendrar um plano de fuga que falhava porque vivíamos num R/c e eu tinha de passar em frente à janela da sala onde estava sempre alguém que me via. Mas aí pus em prática outro plano: sempre que passava em frente da dita janela, para que não me vissem, passei a fechar os olhos.
Descobri mais tarde que nas crianças daquelas idades: fechar os olhos para que não as vejam fazendo assim com que os outros acreditem que não estão ali, que não se passa nada, que é tudo impressão deles…
Agora digam lá que a atitude dos que, hoje em dia, nos querem fazer acreditar não é infantil. Com a agravante de não ser, de todo, inocente.
Mas se eles se convencem que todos acreditam é porque há muitos que, por não reagirem nem fazerem nada, fazem acreditar que somos todos (mea culpa) muito desatentos e aparvalhados… E será que não somos?
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Não “Há quem acredite…” se não houver quem queira fazer acreditar. Há ainda os que, sem qualquer questão, querem crer. São esses ( a maioria, suponho) que não reparam no método infantil dos que querem que acreditemos.
Quando criança (3 ou 4 anos) adorava brincar na rua mas a minha mãe nem sempre deixava. Consegui então engendrar um plano de fuga que falhava porque vivíamos num R/c e eu tinha de passar em frente à janela da sala onde estava sempre alguém que me via. Mas aí pus em prática outro plano: sempre que passava em frente da dita janela, para que não me vissem, passei a fechar os olhos.
Descobri mais tarde que é comum e natural nas crianças daquelas idades fechar os olhos para que não as vejam fazendo assim com que os outros acreditem que não estão ali, que não se passa nada, que é tudo impressão deles…
Agora digam lá que a atitude dos que, hoje em dia, nos querem fazer acreditar não é infantil. Com a agravante de não ser, de todo, inocente.
Mas se eles se convencem que todos acreditam é porque há muitos que, por não reagirem nem fazerem nada, fazem acreditar que somos todos (mea culpa) muito desatentos e aparvalhados… E será que não somos?
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