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Maravilhoso mundo da presunção de inocência

17 Maio, 2009

Rogério Alves considera que Lopes da Mota deve ficar no Eurojust até ao final do processo

“Imputar uma conduta a uma pessoa, sem que ela seja julgada, não deve trazer para ela, em regra, consequências. Isso é que é a presunção de inocência”, sublinhou Rogério Alves.

Portanto, mesmo que Lopes da Mota, devido à suspeição generalizada, deixe de ter condições para desempenhar funções que requerem total imparcialidade, devemos aguardar que o caso seja julgado. Ok.

António Vitorino, Jorge Coelho, Martins da Cruz, Pedro Lynce e Armando Vara demitiram-se porquê? Deviam ter aguardado julgamento.

15 comentários leave one →
  1. MJRB's avatar
    17 Maio, 2009 14:01

    Vitorino, Coelho e Vara não estão nada arrépendidos pela renúncia aos cargos… Pelo contrário !…

    A questão ética e moral de LMota é que, por enquanto, está já em causa.

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  2. Marafado de Buliquei-me's avatar
    Marafado de Buliquei-me permalink
    17 Maio, 2009 14:06

    O que bocês querem sei eu !!!

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  3. MJRB's avatar
    17 Maio, 2009 14:07

    Ontem, também gostei de ouvir do actual bastonário da OAdvogados, aquela estória de um magistrado ter afirmado a alguém que os do Ministério Público “são todos uns filhos da puta !”…

    (O sítio está ‘delicioso’…).

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  4. Causídico's avatar
    17 Maio, 2009 14:07

    Esse gajo, depois do lindo trabalho que fez na Ordem, devia estar calado para sempre. Ou então falar apenas nas reuniões do Sporting…

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  5. hajapachorra's avatar
    hajapachorra permalink
    17 Maio, 2009 14:42

    É. E Carlos Borrego devia ter esperado que o julgassem pelo crime de ter contado uma anedota. Num país que tem como primeiro ministro um homúnculo inimputável tudo é possível, até Marinho Pinto ser bastonário da OA.

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  6. Desconhecida's avatar
    Kolchak permalink
    17 Maio, 2009 14:50

    Não é possível aguentar esta gente.
    O País mergulhou numa crise moral: de total depravação da Política e da Justiça, que, por vezes, custa a acreditar que se tenha descido tão baixo.
    A partir de hoje, quando me perguntarem qual foi o curso que tirei na Universidade, deixo de dizer que foi Direito…! Digo que tirei Sociologia, que é muito mais “politicamente correcto”.

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  7. Jorge's avatar
    17 Maio, 2009 15:05

    Um processo disciplinar não é um processo judicial. Diria que no primeiro não faz sentido falar em presunção de inocência.

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  8. Jorge's avatar
    17 Maio, 2009 15:07

    Comparei dois casos que envolveram processos disciplinar por causa de conversas ditas privadas: Charrua e Lopes da Mota.

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  9. Desconhecida's avatar
    Kolchak permalink
    17 Maio, 2009 15:30

    Depois do escândalo “apito dourado”, tudo se tornou possível neste País.
    VERGONHA!

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  10. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    17 Maio, 2009 17:42

    António Vitorino, Jorge Coelho, Martins da Cruz, Pedro Lynce e Armando Vara demitiram-se porquê? Deviam ter aguardado julgamento.

    Uma coisa é um suspeito demitir-se, outra é ser demitido.

    Mas toda a comunicação social confunde isto. Dizem que Vital Moreira está em contradição com Sócrates, porque o primeiro diz que se demitia se estivesse na situação do L.Mota e o PM diz que o não deve demitir sem a conclusão do processo.
    Onde está contradição?
    Acaso V. Moreira diz que se devia demitir o L. Mota?
    Acaso o PM diz que se fosse ele não se demitia?

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  11. Piscoiso's avatar
    17 Maio, 2009 17:52

    Também acho que os jornalistas deviam demitir quem quisessem.
    Com a condição de acusarem primeiro de qualquer coisinha.

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  12. Desconhecida's avatar
    O Aprendiz de Jurista permalink
    17 Maio, 2009 19:06

    Jorge disse
    17 Maio, 2009 às 3:05 pm
    «Um processo disciplinar não é um processo judicial. Diria que no primeiro não faz sentido falar em presunção de inocência.»
    Em rigor, podem e devem ser respeitados os mesmos princípios quer num quer noutro. Obviamente os que e quando aplicáveis. O processo disciplinar não é conduzido por uma terceira entidade, imparcial, mas antes por alguém que detém poder hierárquico sobre o arguido. Nessa medida, até à conclusão do processo, deve atender-se à presunção da inocência.
    Todavia, o que não faz, absolutamente sentido nenhum, é abrir processo disciplinar, quando o que existe, de facto, são indícios da prática de crimes. E muito menos em processo disciplinar, apurar da prática de crimes, como habilidosamente se fez crer, dizendo: – «se se apurarem indícios de matéria criminal serão extraídas certidões e enviadas ao MP, para que este proceda (…).»
    Isto é, desde logo, atirar areia para os olhos dos cidadãos e o resultado, de um processo crime, para as calendas…

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  13. António de Almeida's avatar
    17 Maio, 2009 19:18

    Pela lógica Dias Loureiro também deve permanecer no Conselho de Estado.

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  14. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    17 Maio, 2009 19:28

    #13 – até parece que estava a fazer conta de se demitir.

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  15. Desconhecida's avatar
    JMBR permalink
    17 Maio, 2009 22:39

    Isto sem Piscoito não dá.
    Não haverá por aí mais nenhum situacionista e muito amante do querido líder para o substituir?

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