Obras públicas, motor do desenvolvimento
24 Junho, 2009
Tento perceber como é possível que se continue a acreditar que as obras públicas podem ser o motor do desenvolvimento do país. Num país sem uma história de obras pública essa crença seria natural. Mas num país que fez O Centro Cultural de Belém, Alqueva, a Expo98, os estádios do Euro, a nova ponte sobre o Tejo, dezenas de auto-estradas e a renovação da linha do Norte, essa crença inexplicável. Sobretudo porque depois destas obras todas, a economia portuguesas fica estagnada entre 2001 e 1010.
75 comentários
leave one →

Ao “lado” deste post … ou talvez não!
http://www.opaisdoburro.blogspot.com/2009/06/o-desejado-mercado.html
http://www.educacaosa.blogspot.com/2009/06/nao-um-nao-dois-mas-tres-tres.html
GostarGostar
esqueceu-se do maior mamute negro; a Casa da Música, pode fazer uma adenda.
GostarGostar
só se for um motor de casal-boss ou famel zundap…
GostarGostar
Vou dizer heresias , heresias para não confundir com blasfémias . Devíamos sair da europa , pensar small , cultivar , criar e pescar o que queremos comer , fabricar umas roupas e sapatos , educar uns tantos para canalizadores , electricistas , fabricadores de pc e teleles , marceneiros e tal ( aqueles que sabem fazer casas , electrodomésticos , carros e móveis) , tudo para consumo interno- importação ? zero. E pronto , apostar lá nas eólicas e nuclear. Vender ao estranja a praia e o vinho , azeite , queijo ,e um creme de oliveira altamente eficaz contra as rugas ( ou baba de vaca para a calvicie , uma cena assim daquelas que todos os idiotas compram) ou uma aldeia de 3º idade nórdica bué da baril , para arranjar umas tantas moedas para comprar oil , e voilá , um país salazarento e mais ou menos independente e feliz. Ok , os doutores e funcionários públicos iam pelo cano abaixo , tinham de ir plantar em lugar de fazerem estatistica no iefp. O estado não sou rouba recursos , também rouba mãos para produzir. ainda não tinham percebido , pois não?
GostarGostar
ou podíamos vender marijuana…tal como fazem na Holanda.
GostarGostar
Um nicho de mercado , qualquer coisa proibida noutros lados : turismo de morte? droga leve? poligamia ? deixem-se de moralismos. rende bué. small is great!!
GostarGostar
“Tento perceber como é possível que se continue a acreditar que as obras públicas podem ser o motor do desenvolvimento do país”
— TENTE PERCEBER PORQUE É QUE
ESTADOS UNIDOS,
UNIÃO EUROPEIA,
JAPÃO,
RÚSSIA,
entre outros,
ESTÃO TODOS AO MESMO TEMPO EM RECESSÃO ECONÓMICA,
A MAIS GRAVE DAS ULTIMAS DÉCADAS.
…APROVEITE E LEIA KEYNES E TENTE PERCEBER QUEM É QUE DEVE SUBSTUIR-SE À FALTA DE INVESTIMENTO PRIVADO…
PROCURE APRENDER SE O QUE ESTÁ A SUCEDER NO MUNDO PARA VENCER A CRISE É MENOS ESTADO OU MAIS ESTADO.
GostarGostar
A GASOLINA É UM TÓXICO. LITERALMENTE “Lixo Tóxico”. Não é essencial. Nunca foi. Factos científicos e históricos resumidos sobre GASOLINA e ALCOOL
.
Os carros originais funcionavam a álcool porque a gasolina ainda não tinha sido inventada.
.
Quando a industria automóvel arrancou em 1919, interesses do petróleo promoveram a PROIBIÇÃO DO ALCOOL (a calebre Prohibition) que cessou em 1933 altura em que a maioria dos motores já era só a gasolina.
.
O álcool pode ser facilmente fabricado a nível local e comunitário a 1 DOLLAR POR GALÃO (cerca de 0,19 € POR LITRO) a partir de plantas, matos, resíduos vegetais e florestais.
.
A cultura de plantas para álcool não tem efeito sobre os preços da alimentação humana, nem concorre com ela.
.
A cultura de plantas para álcool não tem efeitos carbono na atmosfera. Neutraliza-os. Produzir álcool das plantas é eficiência energética incrível
.
No Brasil cerca de 50% dos carros novos funcionam 100% a álcool. Foi uma das estruturantes fundamentais para o Brasil ser hoje uma das superpotências dos BRIC. Motor de desenvolvimento SUSTENTADO: criou muitos milhares de novos Postos de Trabalho duráveis até hoje. Novas Fabricas e iniciativas locais. Secou enormes despesas de importações de petróleo contribuindo poderosamente para o equilíbrio da Balança Externa
.
Os interesses promovem ‘garbage science’ tentando decepcionar o publico levando-o a acreditar que o combustível álcool a) causará fome b) não é económico e c) é poluidor.
.
A gasolina é um produto altamente tóxico. Não essencial para os nossos carros poderem funcionar e andar. O álcool substitui-a facilmente, sem importações do exterior.
.
Custo para o Estado Português: apenas um simples decisão dos Governos, Partidos ou de Élites avançadas se as houver.
.
GostarGostar
É um velho erro Português.
Costumo dizer aos meus amigos que, nos últimos 200 anos, tivemos muito poucos homens de Estado de grande qualidade: Fontes Pereira de Melo; João Franco; Salazar; Marcelo Caetano, Sá Carneiro e Cavaco Silva.
Personagens muito diferentes e que viveram em regimes muito diversos: Monarquia Constitucional; 2.ª República autoritária; 3.ª República democrática. O que têm em comum? Talvez à excepção de Sá Carneiro e por manifesta falta de tempo no governo, todos acreditaram nas Obras Públicas (a Política de Fomento) como motor do desenvolvimento do País.
GostarGostar
João Miranda,
São públicas porque se vêm. Se não se vissem seriam como as “privadas” ou invisíveis feitas quotidianmente por um Estado que não gere a “coisa pública”. Gere os interesses das cliques e rdos partidos. Nós somos espectadores. No espectáculo em que temos de participar, Rimos e choramos, votamos e aparentemente escolhemos, manter o estado das nossas coisas
GostarGostar
EStas «grandes obras públicas» são, na versão boa, um modo de manter o sector da construção a funcionar para que ainda exista quando chegar a retoma; na versão má, um modo de enriquecer os empresários desse sector, de distribuir comissões e de financiar os partidos políticos decisores.
Ainda niguém deu por isto?!!!!
GostarGostar
“…APROVEITE E LEIA KEYNES E TENTE PERCEBER QUEM É QUE DEVE SUBSTUIR-SE À FALTA DE INVESTIMENTO PRIVADO…
PROCURE APRENDER SE O QUE ESTÁ A SUCEDER NO MUNDO PARA VENCER A CRISE É MENOS ESTADO OU MAIS ESTADO.”
Keynes nao disse que o dinheiro tem que ser gasto em obras publicas como o TGV e outros. Keynes diz e muitos concordam que o dinheiro tem que ser gasto. A questao fulcral e em que sitios e de que formas se pode gastar o dinheiro para que o multiplicador e o retorno desse investimento sejam os maiores possiveis. Investimento para substituir a procura privada e sem duvida necessaria. Mas de preferencia um investimento que traga retorno. Pode-se gastar o dinheiro em programas de ajuda ao desemprego, flexibilizar a lei do trabalho em troca de mais apoio ao desempregado, pagar para educar camadas mais vulneraveis, oferecer subsidios a criacao de emprego, etc. O que tera maior impacto a medio prazo?
GostarGostar
O João Miranda é que estagnou até 1010.
GostarGostar
Há outras perguntas a fazer. Deveria também o JM perguntar-se como teria sido o desenvolvimento do país se não tivesse havido determinadas obras públicas, como pontes e auto-estradas. Os que agora desdenham as auto-estradas, talvez não se lembrem como eram as comunicaçõres no país antes das auto-estradas (A1), etc) ou das muitas IP e IC, com todos os custos sociais, económicos, etc, que irro acarretava.
Porque não fala o JM também, já agora da construção de hospitais e escolas?
Quanto a outras obras, como o CCB, os estádios do Euro e a renovação da linha do norte, com a construção de novas estações ainda em curso, por exemplo, serviram sobretudo propósitos de renovação urbana (e oferta cultural, no caso do CCB ou da Casa da Música), que não é facilmente contabilizável em termos económicos. O JM pode acrescentar o POLIS, que aposto que todos os nossos comentadores acham um horror, mas que mudou muito algumas das nossas cidades, para melhor .
O problema dessas obras não é a sua utilidade, mas sim as derrapagens de custos, fruto de falta de controlo orçamental. Esse foi o problema, não a sua utilidade.
GostarGostar
Caro “Amonino”,
Informe-se antes de dizer disparates.
GostarGostar
É investimento público sem PLANO.Só para dar emprego às construtoras.Agora integrar os investimentos num plano de PRODUÇÃO que d~e emprego e crie riqueza está quieto…o melhor é “investir” no casino , no “resort” e agora a ver os “CLASSIFICADOS” dos jornais no “putedo” de homens e mulheres de todas as raças, nacionalidades e géneros…só faltam mesmo é as crianças mas essas porenquanto têm que ser “comidas” com cuidadinhos…
GostarGostar
Entretanto até os nuestros hermanos com xuxas a governar tomam medidas de combate aos ilegais e destinadas a “RETORNAR” quem os escolheu.Por cá a propaganda ainda considera isso uma “riqueza”pelo que vamos acabar por pagar a nossa parte e a dos outros…
GostarGostar
“Tento perceber como é possível que se continue a acreditar que as obras públicas podem ser o motor do desenvolvimento do país.”
A lógica nunca foi o forte dos Portugueses que são mais emocionais, românticos, usam e abusam do argumento de autoridade, depois a maioria dos Portugueses desde que entrou para a União Europeia meteu o que resta do cérebro de molho.
A terrível verdade é que para a maioria a política é pouco algo mais do que Fé(zada), Emoção e Porreirismo. Os factos não interessam e muito menos tentar descobrir que factos são. O melhor exemplo disto é a forma como os Ministros das Finanças devem ser e se comportar: Tivemos um Ditador austero que pelo menos não deixou o País na bancarrota logo todos os Ministros das Finanças devem ter o mesmo ar e passam a ser competentes.
Ainda temos os vendedores de narrativa: jornais e outros medias cheios de esquerdistas a dizer que o Betão é que é bom, apesar de no tempo de Cavaco terem dito que o Betão era mau, muito mau, a maior parte sem memória é influênciada.
“Investimento para substituir a procura privada e sem duvida necessaria.”
Obsceno e de Loucos. O dinheiro é privado, julga que virá de onde? O Estado é que se endivida(obrigando os privados a pagar no futuro) porque pode sempre ir buscar o dinheiro aos bolsos dos contribuintes, enquanto as pessoas e empresas não tem esse poder de irem buscar dinheiro. O Poder dos Políticos no Ocidente é ilimitado quando se chega ao dinheiro.
GostarGostar
O nosso grande africanizador assessorado pelo soba mor e pelas “associações” não quer perder o cognome…
GostarGostar
Eu gosto e de pessoas que invocam o nome de “Caines”, gente intelectual como o nosso PM.
1 – os pressupostos da teoria de keynes nao se aplicam a portugal, somos uma economia aberta, sem moeda propria, sem politica monetaria ou fiscal autonoma
2 – se todo o investimento no betao foi tao produtivo, porque e que continuamos na cauda da europa. se todo o investimento cultural e na educacao foi tao relevante, porque é que nos estudos da OCDE os nossos alunos estao sempre na cauda do pelotao.porque é que, passados tantos anos apos a entrada na europa, é que se chegou a conclusao que deveriamos valorizar a nossa posicao geografica como potencial ponto de entrada de mercadorias (sines)?
Deviam ler os artigos do Paul Krugman, neo “caynesiano” e como ele está a ver a intervencao estatal na economia.
Deviam tambem ler uns jornais de economia e acompanhar a situacao do estado da california, que esta prestes a entrar em default. verem que tipo de medidas eles estao a ter de fazer para tentar evitar a falencia (heresia, até estao a considerar despedir massivamente do sector publico, fechar parques naturais, despedir professores, etc).
Magreb, em breve juntos!
GostarGostar
A classe política é toda ela financiada por antigos “pedreiros”, agora “empresários” e “construtores”.Foram as facturas falsas, casinhas quase de borla, e muita vista grossa nas “obras a mais” e nos custos finais.Muito político nada mais é do que pau mandado das construtoras.A classe média ou se revolta ou é deitada para o lixo.Ela e principalmente os seus filhos que empregos cadê deles…
GostarGostar
Uma industria vecejante é mesmo a da política.tenho acompanhado a saga dos rendimentos deles nos jornais.Todos bem graças ao estado de saque.Eles os familiares e amigos de peito transformados em “assessores”.Só a actual estrutura política era suficiente para “derrubar” qualquer economia.Então a nossa em que a parte “produtiva” foi destruida…
GostarGostar
E nessa industria vicejante quem mais “derrubar” Portugal mais ganha.É ver o caso da Ana Gomes…
GostarGostar
Quer-se dizer num país constantemente traido e em que os “eleitores” pagam bem aos traidores o que é que poderiam esperar?T~em o que pediram e merecem…
GostarGostar
A OCDE continua com a sua cabala contra Portugal. O bota baixismo continua em grande, e tudo culpa dos media, do jornal da TVI.
Como se pode ver abaixo, recomendam vivamente empreender o quanto antes projectos de betao armado com orcamentos superiores a 7.5 bilioes de euros, ou a construcao de um ou dois novos aeroportos, pois este tipo de despesas ajudarao a consolidar o deficit a medio prazo (daqui a 5 anos).
“O défice orçamental e a dívida pública significam que a consolidação orçamental é urgente no médio prazo”, pode ler-se no documento onde a OCDE diz esperar um saldo negativo das contas públicas de 6,5% este ano.
O segundo alerta é o da necessidade de mais reformas. “Serão necessárias reformas estruturais no médio prazo para suportar perspectivas de crescimento económico, reduzir o desemprego de longo prazo e ajudar a equilibrar as finanças públicas”, refere o mesmo relatório.
Há ainda um terceiro aviso relacionado com a dívida pública. “O impacto da crise financeira nos balanços dos bancos e a deterioração das finanças públicas tornam possível que os mercados exijam um preço mais elevado para comprar dívida pública portuguesa”, considera a OCDE.
A organização internacional diz que o desemprego vai subir para 9,6% este ano, que a economia portuguesa vai contrair-se em 4,5% e que o défice orçamental será de 6,5%.
GostarGostar
18.
Lukiluki, julgas tu que se não houvesse Estado, se não houvesse impostos, os privados fariam a A1? Ou a estrada Porto Chaves? ou escolas por todo o país? Ou a linha da Beira Alta? ou os Polis, etc, etc?
GostarGostar
Caramelo,
O que o Estado faz, faz com o nosso dinheiro.
Podemos fazer um paralelo facil: eu posso comprar um casa de duas maneiras (estamos a falar de casos normais, nao da mae do PM)
1 – compro a pronto (se tiver dinheiro)
2 – nao tendo dinheiro, peco um emprestimo a pagar a 30 anos e compro a casa. é bom no entanto que quando eu utilizo esta segunda tecnica, que as minhas expectativas sobre os meus rendimentos futuros sejam razoaveis.
O estado recorre a tecnica numero 2… Ora, o estado nao pode pedir dinheiro até ao infinito, este truque tem limitacoes.
Agora, qualquer estudioso de economia (ou, dada a crise actual, basta abrir uns jornais economicos) percebe que os estados tambem podem ir a falencia, e que, regra geral, crescimento com base em endivididamento nao é sustentavel a medio prazo (portugal é um bom exemplo).
Portugal atingiu um ponto limite nas suas financas publicas, estamos no topo das tabelas dos paises endividados face ao seu pib (portugal está no top 5 do mundo :))
Mais uns anos com esta mesma formula de sucesso e entraremos em falencia, é tao simples quanto isso.
GostarGostar
“O que o Estado faz, faz com o nosso dinheiro.”
Exactamente, Básico, chama-se a isso “impostos” e é coisa antiga. O Estado não “pede”, cobra. O que eu perguntava (reformulo a pergunta, para quem não entendeu) é como é que seria o país se não houvesse impostos. Não estava a falar de endividamente excessivo, nem de más contas. Estava a responder ao lukiluki sobre o assunto da substituição do Estado pela iniciativa dos particulares.
GostarGostar
#27 Basico
“Portugal atingiu um ponto limite nas suas financas publicas, estamos no topo das tabelas dos paises endividados face ao seu pib”
Parece que há muita gente que ignora este facto.
Infelizmente, neste país que continua-se a enfiar a cabeça na areia e a defender que continuemos a pedir cada vez mais crédito para continuar a gastar cada vez mais, sem se pensar que já não temos sequer capacidade de pagar os créditos que temos agora. Portugal deve à volta de 320 biliões de Euros. Dá uma média de 32.000 euros /habitante. É completamente absurdo.
Agarrando no seu exemplo da casa (para estabelecer um paralelo simples com os exemplos de estradas (e não só) construidas nestes últimos 20 anos), a compra da mesma foi necessária porque estávamos a viver debaixo da ponte. Agora, só porque foi necessário comprar a crédito 1 casa, não implica necessáriamente que tenhamos que comprar outra e mais outra e mais outra. E ainda por cima a pedir créditos para cada uma delas.
É ridículo. Actualmente abre-se a boca toda para falar em obra pública (para isso Keynes é visto como um Deus), ignorando-se análises simples de custo-benefício.
Neste momento, as obras faraónicas propostas têm um custo ENORME face ao benefício que trazem. E o problema não se prende apenas com o custo monetário. Prende-se com o afundamento de todo um país.
GostarGostar
Se o Caramelo quer saber como é que seria um país sem impostos ou com baixa carga fiscal, apanhe um aviao até singapura. ao contrário do que poderia esperar, eles tem estradas, hospitais, arranha ceus, etc.
A economia é um jogo de soma zero. alguém tem de pagar para as coisas aparecerem. obras feitas pelo estado mais nao sao do que um adiantamento de fundos por conta de receitas futuras. Pior, em Portugal o estado, para administrar o dinheiro que nos tira, consome perto de 50% da riqueza produzida. pelos vistos nem assim a coisa vai lá, porque sao tao ineficientes nesse jogo que por cada ano que passa juntam mais 10/15% ao bolo da dívida acumulada.
como diz o medina carreira, isto vai acabar mal.
GostarGostar
Para sermos a casa pia do mundo a esquerdalhada apertará o que for necessário nos impostos.Serão os custos da africanização evangelizadora…
GostarGostar
“Lukiluki, julgas tu que se não houvesse Estado, se não houvesse impostos, os privados fariam a A1? Ou a estrada Porto Chaves? ou escolas por todo o país? Ou a linha da Beira Alta? ou os Polis, etc, etc?”
Primeiro eu não defendo o Fim do Estado. Mas defendo-o muito mais reduzido.
Na questão que colocas sim se houvesse um desenho totalmente diferente do que as pessoas conhecem como Estado e da existência efectiva de limites ao seu poder . Foi assim que começaram os Caminhos de Ferro por exemplo. Nas circunstâncias actuais a A1 seria impossível suceder. Quando falou em Escolas mostra o problema que todos temos eu também não escapo dele, dirigimos a nossa atenção para o meio e não para o fim. O fim é o Saber , as escolas são só um meio. É sim possível que hajam escolas ou que se seja criativo e se invente outras maneiras de ensinar mais económicas. Há um mercado para aprendizagem se o saber que for ensinado for um valor para a sociedade. O que é que eu posso aprender que possa ter valor para um meu semelhante? É esta a pergunta que cada pessoa deve fazer.
“se todo o investimento cultural e na educacao foi tao relevante, porque é que nos estudos da OCDE os nossos alunos estao sempre na cauda do pelotao.”
A educação supostamente não é só para as estatísticas. Embora a educação não seja o único factor no estado de um País a questão também se põe da seguinte maneira: No que é que a Educação Pública contribuiu para melhorar o País?
No que é que contribuiu para melhorar a economia?
O País está em estagnação á quase dez anos(e dou de barato esta recessão), sem a dívida pública e défice crescente que dá empregos temporários, e que teremos de pagar mais tarde ou mais cedo, a estagnação seria recessão endémica. A conclusão a tirar é que o País tem investido mal, muito mal uma vez que a outra hipóteses de que os portugueses são diferentes dos outros povos me parece pouco provável.
Porque é que tem investido mal? Certamente a principal razão é a existência um sistema de incentivos que permeia e ou não pune o mau investimento. O que poderá ser esse incentivo? Quem investe não tem feedback da qualidade do investimento porque não quer(exemplo:Educação)? Quem investe não é quem sofre as consequências do investimento?
Que melhor exemplo de que quem investe não é quem sofre as consequências do que o Estado Paternalista que se arroga o direito de gastar 51% do PIB mais a dívida pública?
GostarGostar
Singapura não tem impostos? Bem, se o Básico o diz deve ser verdade, nem me vou dar ao trabalho de confirmar. Quer dizer que tudo o que é feito nesse território é do bolso e da directa iniciativa dos privados. Imagino que nem tenham funcionários públicos nem exercito (não podem ter claro). Muito bem, excelente país, excelente e solidária e digna população. Mas olhe que isso só deve funcionar em territórios pequenos como Singapura. Em Portugal e noutros países grandes e mais populosos, seria um pouco mais dificil, não? Digo eu…
GostarGostar
“Na questão que colocas sim se houvesse um desenho totalmente diferente do que as pessoas conhecem como Estado e da existência efectiva de limites ao seu poder”
Lukiluki, se a minha avó tivesse asas e um “desenho totalmente diferente”, seria um boeing, uma avioneta, vá.
GostarGostar
Para dar um exemplo prosaíco que ilustra bem o País: Há uns anos sempre que via a Esquerda e não só( o PSD e CDS também por lá andaram) a protestar contra os terríveis critérios de Maastrich pensava assim : “Mas então estes %&$@!! acham bem gastar mais do que aquilo que produzimos? 3% de defice já não é suficente? Não devia ser a União ter de nos mandar fazer isto, deveríamos ser nós a termos inteligência suficiente para o fazer e atermos limites ao endividamento na Constituição.”
E depois ainda têm a lata de vir falar de economia de casino e bolhas especulativas!
Não há maior bolha especulativa e economia de casino do que aquela em que Portugal se tem metido. É como um viciado em jogo a jogar sempre na mesma chave e a perder, sempre.
GostarGostar
é só comparar com os tax rates na europa (as taxas sao menos de metade das cobradas em portugal).
http://www.iras.gov.sg/irasHome/page.aspx?id=7594
Since independence, Singapore’s standard of living has risen dramatically. Foreign direct investment and a state-led drive to industrialization based on plans drawn up by the Dutch economist Albert Winsemius have created a modern economy focused on industry, education and urban planning.[10] Singapore is the 5th wealthiest country in the world in terms of GDP (PPP) per capita.[11] In December 2008, the foreign exchange reserves of this small island nation stood at around US$174.2billion.[12] The Singapore government had for the first time in history tapped into her official reserves and withdrew some S$4.9 billion with the approval of the President. The funds were then used as part of the S$20.5 billion resilience package unveiled by Finance Minister Tharman Shanmugaratnam on 5 February 2009. As of January 2009, Singapore’s official reserves stands at US$170.3 billion.
GostarGostar
Singapura, essa bela democracia!
GostarGostar
“Lukiluki, se a minha avó tivesse asas e um “desenho totalmente diferente”, seria um boeing, uma avioneta, vá.”
Para haver Mercado é preciso haver propriedade privada, confiança e limites ao poder do Estado em destruir os vários mercados. Os Estados actuais não demonstram nenhum respeito por tal coisa. Por isso se amanhã O Estado dissesse que deixava de investir passariam ainda alguns anos para que alguém não ficasee desconfiado. Seriam precisas mudanças na Constituição limitando os poderes do Estado de modo a oferecer algumas garantias.
GostarGostar
Já agora, o taxa de IRS em Singapura é progressiva e varia entre 0%-20%. A taxa de IRC é fixa e é de 17%. O IVA é de 7%.
GostarGostar
o JM é muito teimoso… e não quer ver a realidade:
o problema das obras públicas tem sido as derrapagens… a mama partidária de empresas contratadas a falta de prioridades e de orçamentos rigorosos. e tudo isto porque os partidos que têm ascendido ao poder apenas podem propor políticos amadores candidatos a ministros amadores, que se rodeiam de acessores e conselheiros, que nestas questões serão sempre amadores, sabe-se lá com que critérios…
e, depois, os cidadãos, até nem gostam muito de se dar ao trabalho de criar ou integrar associações de análise e pressão, para poderem continuar a fazer um dos desportos favoritos, depois do futebol de canapé, o activismo de sofá com a crítica pela crítica!
os nossos empresários andaram décadas a construir casas e bairros sem infra-estruturas à farta, e não sabem fazer, nem arriscam, em mais nada, e agora que têm de fazer uns canteiros ajardinados e uns passeios catitas, passaram a vender essas casas a preços astronómicos, com a cumplicidade das instituições bancárias, que também se encheram até fartar à custa dos desgraçados que entre pagar uma renda cara toda a vida, decidem pagar toda a vida um crédito, por um caixote de cimento.
se se estivesse à espera do envestimento privado para fazer progredir este país, ainda estávamos agora a saír da pré-história!
GostarGostar
#27 é isso, e quanto mais rápido entrarmos em falencia melhor! acaba-se de vez com a peçonha! vem para cá uma comissão instaladora da UE gerir a coisa… ( já que está mais que provado que nós não conseguimos, e além disso, era bom termos alguém que nos defenda de nós mesmos – somos auto-flageladores).
GostarGostar
E-Ko, segundo a sua logica, é melhor o mau investimento feito por politicos amadores (com o meu dinheiro) que o nao investimento de alguns patos bravos que nao sabem construir.
Eu assim de repente preferia a opcao 2, o nao investimento dos patos bravos (que ao menos nao gastam mal o meu dinheiro).
Bottom line: onde ha oportunidades, os privados aparecem. tirando raras excepcoes (saude?) a inicitiva privada supera a iniciativa publica. mais, em Portugal, está tudo a ser privatizado, a saude, a educacao (universidades privadas, colegios privados), os sectores chave da economia. os unicos projectos que o estado chama para si, a julgar pelos factos, sao os maus projectos, sao os estadios, as casas da musica, os tgvs, etc.
conclusao, em portugal temos maus politicos a executar maus projectos, que, a julgar pelo apetite do sector privado, nem deveriam ser feitos.
Magreb, em breve estaremos convosco.
GostarGostar
««o problema das obras públicas tem sido as derrapagens…»»
Portanto vamos continuar a fazer mega obras públicas quando temos uma divida externa superior a 100% do PIB, acreditar inocentemente que as derrapagens vão acabar, os políticos vão ficar honestos, as grandes construtoras vão deixar de empregar ex-políticos, os unicórnios cor de rosa vão voltar à lezíria…
««os nossos empresários andaram décadas a construir casas e bairros sem infra-estruturas à farta…»»
E os parvinhos andaram a endividar-se para comprar essas casas, alguém os obrigou? Bem, juros artificialmente baixos para incentivar o consumo terá ajudado, mais uma excelente decisão dos “estados”!
««se se estivesse à espera do envestimento privado para fazer progredir este país, ainda estávamos agora a saír da pré-história!»»
Não subestime o “envestimento” público, como isto anda talvez tenha a capacidade de nos mandar de volta para a pré história, ainda por cima cheios de dívidas!
GostarGostar
#
15, Caro Carlos Duarte,
.
Acrescento: carros a alcool reduzem concorrem para REDUZIR O ENDIVIDAMENTO EXTERNO e AUMENTAR A PRODUÇÃO ENERGETICA SEM DEPENDENCIA EXTERNA.
.
As informações estão absolutmente certas. Factos históricos e cientificamente provados. Seguindo o Brasil, os EUA estão a arrancar no alcool para os carros, reduzir a dependencia do petroleo, endividamento externo, menos poluição sonora e energia muito mais limpa. Rebata sem perder o verniz.
.
O que tem contra a autorização e fabricação de alcool para combustivel automovel em Portugal ? Contra os carros a alcool ? Sente-se bem com a factura do petróleo que Portugal paga ao Exterior, endividando-se mais ? Quem quere usa alcool, quem não quere não usa. Agora proibição total do que concorre bastante para cessar mais empobrecimento de Portugal e dos Portugueses é que não.
.
É endividar ainda mais Portugal com o exterior só por prazer e porque sim. Outro absurdo inaceitavel.
.
GostarGostar
Basico,
“E-Ko, segundo a sua logica, é melhor o mau investimento feito por politicos amadores (com o meu dinheiro) que o nao investimento de alguns patos bravos que nao sabem construir.
Eu assim de repente preferia a opcao 2, o nao investimento dos patos bravos (que ao menos nao gastam mal o meu dinheiro).”
então não gastam mal o seu dinheiro, isso é você que o diz… porque se for ver de perto a questão, os bairros construídos, durante décadas, nessas condições, põem problemas de segurança que não têm sido muito bem tratados entretanto, implicam a resolução de problemas de acecibilidades, construção e melhoria de algumas infra-estruturas (entre outras dedicadas ao ensino, saúde, actividades socio-culturais, espaços verdes, etc.) e tem-se gasto muito dinheiro em programas polis, porque as empresas de construção, depois da m***a que deixaram, foram construir mais m***a para outro lado e não há serviço pós-venda, quanto mais responsabilidade.
só ilusões, amigo! nunca lhe disseram que o barato sai caro? e não estou a justificar todos os investimentos públicos, no meu comentário falo também de prioridades e de responsabilidade cidadã!
GostarGostar
36.
Portanto, Básico, foi preciso um estado forte, planeador, para fazer a Singapura que tanto elogia… aliás, o Estado de Singapura continua a ter esse papel, como devia saber, e de que maneira. O mercado em Singapura não está exactamente em auto-gestão. E vá lá viver para Singapura durante alguns tempos, para ver o que é um Estado controlador da vida dos seus cidadãos. Foge logo a correr para este estado socialista… ;). E as altas reservas do Estado devem ter sido doações dos privados 🙂
Lukiluki, “se amanhã O Estado dissesse que deixava de investir”, o lukiluki iria rezar para que essa promessa não se concretize.
GostarGostar
Ulf Cegrell,
“Portanto vamos continuar a fazer mega obras públicas quando temos uma divida externa superior a 100% do PIB, acreditar inocentemente que as derrapagens vão acabar, os políticos vão ficar honestos, as grandes construtoras vão deixar de empregar ex-políticos, os unicórnios cor de rosa vão voltar à lezíria… ”
quem é que lhe disse que acredito inocentemente que as derrapagens vão acabar ou que os políticos vão ficar honestos? em contra partida constato que é inocentemente que você acredita que são só os unicórnios cor de rosa que são absorvidos pelas grandes construtoras… que saiba, as lezírias não estão cheias de unicórnios laranja!
e também tenho a certeza que faz parte dos activistas de sofá, que muito gosta de criticar por criticar, mas que só sabe pensar com o seu neurónio partidário!
GostarGostar
nao, foi um estado planeador que soube cativar o investimento estrangeiro e criar uma cultura de trabalho e de justica, o inverso de portugal, onde o estado é omnipresente e onde nao ha justica.
as reservas foram amealhadas porque o estado de singapura nao gasta mais do que recebe, em portugal é a logica inversa que perdura.
e quanto a sua fobia e viver em singapura, aconselhava que la desse um pulo, talvez deixasse de pensar assim.
enfim, continue a viver este sonho de o estado pode fazer tudo e que é tudo de graca para todos, alguem há-de vir trazer a conta um dia destes.
depois, venha-me dizer como é que vive com 1/2 da pensao que pensava que ia ter, com uma casa que vale 1/5 do que pagou por ela, com infraestruturas que ninguem tem dinheiro para manter, num país onde os melhores já desde ha muito se piraram para o estrangeiro (eu por exemplo estou a teclar de londres…)
GostarGostar
Caramelo,
Voce representa o tipico portugues, a criticar de longe, sem nunca ter vivido ou experimentado em pessoa as coisas sobre as quais opiniao. Vá lá a Singapura e veja pelos seus olhos.
O crescimento de Singapura aconteceu nao porque o estado injectou dinheiro na economia (nao tinha) mas porque criou as condicoes necessarias para que o investimento estrangeiro acontecesse e que por ali ficasse. criou tambem um estado de direito, com regras e uma justica que funciona. Criou uma cultura de trabalho e de merito.
O superavite que eles tem nao aconteceu por magia, aconteceu porque o estado guarda mais do que gasta (e nao guarda muito como ja vimos).
Claro que nada disto faz sentido para o portugues que quer todos os servicos publicos de graca, que quer o estado para amparar os seus falhancos, que gosta de fugir aos impostos.
é continuar assim, um dia alguem virá apresentar a conta, e nao se preocupe, nessa altura, o estado socialista de que tanto gosta nao lhe estará a pagar a pensao a qual pensa que tem direito (neste momento ja so vai receber 2/3, daqui a uns anos ficaremos abaixo de 1/2), a sua casa nao valera o que pensa que ela vale
GostarGostar
Básico, eu não disse que o Estado de Singapura injectou dinheiro; eu disse que o Estado de Singapura planeou, de forma centralizada, a economia do país (coisa, a´liás, que até custa dinheirinho…). O Estado. Certo? O êxito económico de Singapura deve-se, em primeiro lugar ao Estado.
E eu não preciso de ir a Singapura, para ter conhecimentos de Singapura. Estávamos lixados com essa exigência. Eu só poderia falar da minha terrinha. Básico, há abundante e suficiente literatura sobre Singapura, para eu saber que os cidadãos são aí altamente controlados pelo Estado e que a liberdade de expressão é aí uma coisa muito relativa…
GostarGostar
nao, está errado. o sucesso de qualquer país deve-se as pessoas. em portugal os mais brilhantes ha muito que se foram, os melhores alunos das novas geracoes vao todos para o estrangeiro. alias, o exemplo vem de cima, se o patrao da sua empresa sem que nem praque de repente se pirasse pro estrangeiro nao ficava preocupado com o seu futuro? guterres, durao barroso, joao cravinho.
quanto aos comentarios sobre a liberdade de expressao, é ver o exemplo que o seu actual primeiro ministro tem dado, processando todos os que o criticam, demitindo os funcionarios publicos que o criticam ou as suas politicas. assim de repente parece-me que singapura é capaz de nao ser tao ma quanto isso.
continuem continuem (eu estou a teclar de londres, observando de longe o gradual declinio de portugal).
GostarGostar
«Chegados aqui, para onde iremos agora que a Escola é uma entidade politizada em todos os seus patamares? É o objectivo da Educação a formação dos cidadãos ou o controlo político da aprendizagem?»
http://www.fliscorno.blogspot.com/2009/06/o-director.html
GostarGostar
««e também tenho a certeza que faz parte dos activistas de sofá, que muito gosta de criticar por criticar, mas que só sabe pensar com o seu neurónio partidário!»»
O assunto é as obras públicas como motor de desenvolvimento, sou contra, não devemos gastar dinheiro que não temos, não devemos sobre endividar as gerações seguintes para continuarmos a consumir desalmadamente, devemos viver segundo as nossas posses ainda para mais no meio de uma crise que não se sabe como vai acabar, temos estradas suficientes, aliás temos uma quantidade de património construído que necessita manutenção, essa devia ser a prioridade.
O estado consome 50% da riqueza produzida e mesmo assim continua a endividar-nos e a prometer obras mastodônticas, resultados zero!
Esta gente só vai descansar quando tivermos o país todo alcatroado, ainda por cima com dinheiro emprestado.
Só leva o meu voto quem garantir que não vai endividar mais os nossos filhos!
GostarGostar
“Foreign direct investment and a state-led drive to industrialization based on plans”.
O Básico devia prestar mais atenção ao que cita. E pois claro que são “pessoas”. Havia de ser máquinas?
Quanto à liberdade de expressão em Singapura (e outras restrições), e as diferenças com Portugal, investigue um pouco mais.
GostarGostar
Tem razao, nao vale a pena tentar bater mais no ceguinho. eu resigno-me a evidencia da superioridade economica e politica de portugal.
Repito entao:
“o crescimento economico de singapura deve-se ao enorme investimento estatal na economia (nao tinham dinheiro nem o fizeram mas isso nao interessa), que cativou um pequeno fluxo de investimento directo estrangeiro privado, que somente complementou o enorme esforco financeiro que o estado havia feito.
posteriormente, a continuacao da boa performance da economia continuou-se a dever a continuada aposta do estado em infraestruturas fisicas, estradas, comboios de velocidade rapida e tgvs tambem, na construcao de multiplos aeroportos para o bem da nacao, sempre financiada com a emissao de divida e tambem na engenheria financeira das famosas parcerias publico privadas ou project finance”
GostarGostar
Básico, para a próxima tens de escolher com mais cuidado os trechos da net que transcreves. Ou aprender certas palavras e frases em inglês, como “state-led drive to industrialization based on plans” 😉
GostarGostar
Ha duas maneiras de liderar processos (state led), uma e baseada em financiar (a boa maneira portuguesa) a outra e baseada em incentivos (fiscais, etc). essa foi o caminho escolhido por singapura.
Mais: “In 1979, after the shock of two oil crisis, the Government started a program of economic restructuring. This was achieved by modifying education policies, expanding technology and computer education, offering financial incentives to industrial enterprises and launching a productivity campaign.”
http://www.singaporeexpats.com/about-singapore/brief-history.htm
Exacto, em Portugal a historia escreveria-se assim:
“com a adesao a uniao europeia portugal comecou um plano economico de betonagem do pais, primeiro usando os fundos de coesao e outros incentivos a fundo perdido, depois destes exaustos, atraves do endividamento nos mercados internacionais. os resultados ate a data nao se fazem ver, portugal milita permanentemente nos ultimos lugares da europa, mesmo apos a ultima ronda de alargamento. no entanto, os portugueses parecem apreciar esta estrategia, tendo ate eleito para seu presidente da republica aquele que foi um dos seus principais incentivadores”
GostarGostar
Não estarás a confundir “financial incentives” com “tax incentives”? ai, ai, básico, deixa lá isso, deixa.
GostarGostar
O mais engraçado é que arrumarias a questão se dissesses de uma vez que o estado de Singapura foi mais eficaz a controlar e dirigir a sua economia, e fê-lo com mais mão de ferro, do que o Estado Português. A verdade é essa. É a Ásia, meu amigo. Os chineses também sabem muito bem como fazer a coisa nas suas zonas “livres”.
GostarGostar
Eu nao tenho interesse em prosseguir esta questao, a situacao esta negra em portugal e so quem nao quer ver nao ve.
Somos os ultimos, nao conseguimos aproveitar os fundos e dinheiro que foi injectado na economia para convergir para a media europeia.
O estado ja usou todos os fundos estruturais, portugal vai passar a receber muito menos dinheiro da ue.
O estado ja privatizou quase tudo o que tinha para privatizar, falta uma companhia aerea falida dirigida por um brasileiro, a falida cp, os correios, e um banco estatal (espero nao me faltar mais nada)
O estado ja nao tem dinheiro para construir estradas ou pontes, da tudo a concessionarios.
A saude esta a ser gradualmente privatizada.
A educacao publica esta cada vez pior, as boas escolas privadas ganham cada vez maior relevancia.
O estado ja comecou a alienar patrimonio fisico, e durante o mandato da MFL ate operacoes de securitizacao (falhadas) de dividas fez.
Ainda assim temos uma divida acumulada superior a 100% do PIB.
Ja nao sobram mais aneis a Portugal carissimo.
O futuro e negro…
GostarGostar
.
Singapura é um porto porto franco(duty free), dalguma forma outro paraíso fiscal.
.
São esses os motores do seu desenvolvimento Economico e Financeiro. Tal qual os paraísos fiscais na Europa. Sem isto mais ou menos planeamento centralizado resolvia tanto como em Cuba, ex-União Soviética ou na Coreia do Norte.
.
Singapura logrou saber ser um TECIDO ECONOMICO ALTAMENTE LUCRATIVO atraindo para si o Investimento, Empresas e Conhecimento internacionais. É a via Fiscal e Politica que Portugal tem de se convencer para se autosustentar como Nação deixando de empobrecer cada vez mais de forma completamente descontrolada. É o designio nacional do momento.
.
Naturalmente que as elites que conduziram esse ciclo histórico não estão preparadas, habituadas ou vocacionadas para este NOVO que está a cair ao colo de Portugal. Actuam com mais do mesmo; nalgumas àreas sensiveis com desesperados reformismos e praticas extremistas/ fundamentalistas. Nada contra elas, mas cada elite tem o seu Tempo de Validade. Opta por se encapsular sobre si própria ou emulsiona-se fortemente com gente de novas ideias, visões e designios. Os resultados finais estão aí à vista de todos.
.
Em Portugal o Investimento Publico sempre foi sustentado por dinheiro doutras zonas geográficas, Colonias e Europa. Desde Fontes Pereira de Melo (excepto o episodio Albino dos Reis). Este ciclo histórico está a fechar exactamente agora. Portugal está agora confrontado consigo proprio, com as suas capacidades e com a inciativa dos seus Cidadãos.
.
A Grande Depressão foi resolvida pela Guerra Mundial, guerra outro tipo de “Investimento Publico”. Não por Keynes. Sem a Guerra Mundial as soluções de Keynes resultavam ZERO.
.
LIBERALISMO COM DIREITOS SOCIAIS INTOCAVEIS: Saúde, Educação, Pensão de Reforma, Apoio no Desemprego e Maternidade. E para isto não é preciso o Marxismo ou o Planeamento centralizado para nada.
.
GostarGostar
e a Irlanda deu tantas vatagens fiscais – e até fizeram coisas interessantes – mas essas vantagens fiscais que deram, não os impediram de estar em grandes dificuldades, do ponto de vista económico, nestes últimos tempos!
GostarGostar
#61,
“é por isso” que:
.
The rest of the EU has agreed to assure Ireland that the new regime will not affect Irish military neutrality, abortion laws, taxation policy and the Irish are also guaranteed a seat in the European Commission.
The summit planned to issue a “legally binding” declaration on the promises to the Irish, on the assumption that they vote Yes to the treaty which would then come into force next January”.
.
a Irlanda obrigou a Comissão Europeia, a dar liberdade total e absoluta de decisão aos irlandeses sobre:
.
-Neutralidade militar
-Aborto
-Politica Fiscal e Impostos
-Um Lugar na Comissão Europeia.
.
Pois, os Irlandeses estão “arrependidissimos” com ‘as tantas vantagens fiscais que deram’ …. Vê-se. E “choram desalmadamente” porque não têm TGV ….. É uma “infelicidade” pegada …
.
GostarGostar
“Lukiluki, “se amanhã O Estado dissesse que deixava de investir”, o lukiluki iria rezar para que essa promessa não se concretize.”
Eu batia palmas excepto na Defesa e na Justiça. Senão nem havia motivo para haver Estado.
“e a Irlanda deu tantas vatagens fiscais – e até fizeram coisas interessantes – mas essas vantagens fiscais que deram, não os impediram de estar em grandes dificuldades, do ponto de vista económico, nestes últimos tempos!”
Não impediu porque não tem uma coisa que ver com a outra. Embora relacionadas a parte financeira tem problemas específicos tal como parte produtiva tem os seus.
O Problema da Irlanda foi o Bancos terem emprestado demasiado dinheiro com demasiado baixas taxas de juro(definidas pelos Governos-Bancos Centrais) para o risco involvido, como é evidente os Irlandeses que colocaram lá sua grande riqueza viram-se de repente sem poderem levantar o seu dinheiro porque os Bancos estavam em risco de falir por terem emprestado a outros que não pagaram os juros- de repente ficaram na pobreza. Isto não tem que ver com impostos. Tem que ver com o facto de os bancos só precisarem de reservas de 6-8% do capital.O 92-94% do resta é apenas confiança, esperamos e fazemos figas que o banco consiga recuperar uma grande parte desse capital emprestado. O facto de o Estado Irlandês e das pessoas terem ainda parte da riqueza criada nos últimos anos ajuda-as a passar por isto, porque nem todos colocaram o dinheiro no mesmo sítio. Se fossem muito mais pobres era muito muito pior e provavelmente teriam colocado o dinheiro todos nos bancos locais que faliram.
GostarGostar
Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
DIVIDA EXTERNA DE PORTUGAL // 348 MIL MILHOES DE EUROS // DEZEMBRO 2008
http://www.bportugal.pt/stats/sdds/extdebt.htm
348 BILIOES DE EUROS EM DIVIDA EXTERNA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MAIS COMENTARIOS PARA QUE ?
E ASSIM QUE SE ENTERRA UM PAIS, EU JA VI ESTE FILME NO BRASIL ……..
CADA HOMEM / MULHER E CRIANCA PORTUGUES, DEVE AOS BANCOS INTERNACIONAIS 34.828,00 EUROS ( TRINTA E QUATRO MIL OITOCENTOS E VINTE OITO EUROS ).
VIVA PORTUGAL !!!!!!!!!!!
UM PAIS GOVERNADO POR GATUNOS E OUTRAS COISAS MAIS.
UM ABRACO DEMOCRATICO.
RAMIRO LOPES ANDRADE
ramirolopesandrade.blogspot.com
———————————————————————————————
GostarGostar
um dos nossos inteligentes governantes acordou um dia e pensou: “É pá! Tanta gente a viajar de Lisboa para Madrid! 6 expressos diários! Porra, isso é muita gente, são o dobro das carreiras que vão de Chaves para Covas do Barroso (aquela aldeia no fim do mundo), para nem falar no comboio extra (que não há para Covas)! Temos que, imediatamente, construir um TGV, é a coisa mais urgente e importante para o desenvolvimento do país, merece bem os 3300 milhões de euros que vamos gastar nele, e isso é só um bocadinho mais do que o preciso para fazer 4 pontes Vasco da Gama!”.
http://bloguex.blogspot.com/2009/06/estudo-sobre-o-tgv.html
É mesmo verdade que só há 6 expressos e 1 comboio diários de Lisboa para Madrid?
GostarGostar
“Eu batia palmas excepto na Defesa e na Justiça. Senão nem havia motivo para haver Estado.”
Sim, sim, que avançavam logo os privados para construir escolas, hospitais, estradas, saneamento básico, etc (um longo etc), em todos os lugares onde eles são precisos, coisas que tu agora dás como garantidas, nas quais nem pensas, a preços módicos. Se achas que agora pagas muito, experimenta quando (hipotese absurda) os privados o quisessem fazer.
GostarGostar
Não é preciso saneamento básico, escolas(saber), hospitais(saúde)? Como são certamente serviços necessários logo haverá sempre na sociedade alguém que os fornece. Tal como a comida . A toda a destruição do mercado pelo Estado vai acontecer o mesmo que aconteceu aos comboios, educação. Ou seja a estagnação, quebra de qualidade e a rarefacção por mais milhões que se despejem. É só uma questão de tempo.
GostarGostar
“haverá sempre na sociedade alguém que os fornece”?
Olha, luckiluki, eu não sei que sociedade é essa que fornece assim essas coisas tão generosamente. Os sócios ou accionistas dessa sociedade devem ser tipos porreiros. Mas não existem no mundo que eu conheço. No mundo que eu conheço é assim: vamos imaginar que um empresário maluco, aventureiro, quer investir numa escola em carcanhóis de baixo, onde existem dez crianças. Os cálculos dele são os seguintes: ora bem, tenho que amortizar o meu investimento, pagar ao pessoal, pelo menos um professor e uma auxiliar, mais despesas disto e daquilo, tenho também obviamente que ter lucro, que é para isso que invisto, portanto, vou cobrar a cada aluno por mês… acaba tu de fazer as contas, luckiluki. E multiplica isso pelo saneamento básico, hospitais, etc, etc, etc, etc.
Há coisas que se devem deixar ao mercado, como a comida, e há coisas que não se podem deixar exclusivamente ao mercado, onde o estado deve ter um papel importante, é o caso da educação, saúde, etc. Percebeste porquê através do meu exemplo?
E qual é o problema com os comboios? A qualidade dos nossos comboios desceu depois da sua nacionalização, depois da linha Lisboa-Carregado, foi? Olha, em inglaterra foi ao contrário… 😉
GostarGostar
http://www.opaisdoburro.blogspot.com/2009/06/aquela-cantiga-que-nao-para-de-render.html
GostarGostar
O Caramelo sabe muito sobre o reino unido, quase tanto como sabe sobre singapura.
BBC, 26 de Maio de 2009
Record number of trains ‘on time’
http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/8067945.stm
Em Portugal claro que as coisas sao muito melhores, o nosso estado providencia, que nos consome 50% da riqueza produzida, faz melhor, muito melhor.
GostarGostar
Básico, parece que nem todos concordam com isso, de acordo com a noticia, não sejas tão triunfante. E qualquer um pode ir à net. Olha, toma lá outra:
http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/road-and-rail-transport/5131284/Rail-complaints-rise-despite-improved-punctuality-for-train-passengers.html
E eu acho que Telegraph não é lá muito suspeito de simpatias socialistas, pois não? Mas não vivo em inglaterra, por isso nada sei sobre o assunto, como deves imaginar 😉
Mas olha toda a gente ainda se lembra dos desastres nos comboios ingleses que se seguiram à privatização, e que levaram, inclusive à intervenção do governo. Não se sabe só em inglaterra…
GostarGostar
Imaginem o que nos acontece se um primo de Jorge Coelho for para o governo em Outubro
http://norteamos.blogspot.com/2009/06/imaginem-o-que-nos-acontece-se-um-primo.html
GostarGostar
As obras publica, apenas precisam de manobradores de maquinas
(brancos) pretos, brazileiros e pessoal do leste para fazer força e nada Mais! A partir dai, são os bancos as empresas de obras publicas e uma data de subcontratas, que metem mais pretos, brazileiros e leste.
O que repressenta isto para a economia em geral?
O socrates que vá pastar carneiros……………….
GostarGostar
.
60, 61, 62:
.
A Iralanda é o 2º País Europeu com o maior PIB por habitante, a seguir ao Luxemburgo:
La crisis se come los avances logrados por España en PIB per cápita desde 2005
http://www.elpais.com/articulo/economia/crisis/come/avances/logrados/Espana/PIB/per/capita/2005/elpepueco/20090625elpepueco_3/Tes
.
Portugal, também País pequeno, está cada vez mais perto de ser o ultimo. É o casco politico inflacionado de “salvadores” que “salvaram”. Com tantos “salvamentos” porque é que está tudo afogado ? E insistem em mais dos ditos “salvamentos”, mais do mesmo ?
.
GostarGostar