Mar português
4 Julho, 2009
Porta marítima privilegiada, Portugal está no percurso preferencial para a a América e Extremo Oriente. Mas como não há uma rede de portos competitiva, a maioria das companhias que acedem à Europa, prefere utilizar os portos de Antuérpia ou Barcelona. Poderíamos ter uma frota pesqueira de excelência, uma aquacultura intensiva. Mas não há armadores portugueses com dimensão. Não há uma rede de marinas ao longo do país. E nem sequer, na maioria das cidades costeiras, um cais que permita receber os navios de cruzeiro.
28 comentários
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Nah! O mar é dos espanhóis.
Nós preferimos fazer linhas de comboio esplendorosas a rasgar a Serra da Estrela para ver se os espanhóis se interessam também pela nossa montanha.
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Ou portos ou praias.
Nas imediações dos portos, muito mais de 50 km a norte e a sul, quando se implanta um porto desaparecem, ou degradam-se as praias.
De resto, atenção à semântica! “Portugal porta marítima” é uma metáfora salazarista. tipo Portugal Varanda da Europa.
Já se está a perfilar no horizonte um bando de loucos, a tornar ainda mais de serviços este país.
Prefiro as praias!
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Aquacultura? Quem tem bom gosto evita comer peixe de aquacultura. O sabor desse peixe escravo, produzido artificalmente não se compara com o outro.
As frotas pesqueiras intensivas deviam desaparecer em todo o mundo, porque estãio a promover a extinção massiva de todas as espºecies de peixe.
Rede de marinas…aqueles chatíssimos e monótonos parques de barquinhos todos brancos para marinheiros de água doce, para ir tomar um martini ao pôr-do-sol?
Navios de cruzeiro? Viagens enlatadas com ar condicionado.
Meu Deus, todos os conformismos da superstição modernista-
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Excelente tema que deveria ser mais discutido entre nós….
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(ironia) – Mas ele há subsídios para isto? É que se não há para ir sacar algum, então não vale a pena.
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Porque qualquer greve de camionistas em Espanha ou França interrompe a logística das empresas a operar em Portugal.
Porque a energia usada pelo TGV é eléctrica, podendo portanto ser gerada sem recorrer a combustíveis fósseis.
Porque num cenário de escassez de combustíveis fosseis, o TGV será uma alternativa ao avião para trazer os fluxos turísticos dos nossos mercados abastecedores mais importantes.
Porque o principal problema de qualquer empresa que se pretenda instalar em Portugal é a localização periférica do país e a fragilidade da ligação quase exclusivamente rodoviária ao centro da Europa.
Eu defendo uma linha de TGV com valência de carga, de Badajoz a Lisboa e melhoramentos nas linhas ferroviárias já existentes. Defendo uma linha marítima com barcos de Portugal para o centro da Europa. Eu defendo uma central nuclear de fissão para diversificar a as fontes de produção de energia eléctrica (Portugal tem todos os inconvenientes de uma central atómica com Almaraz refrigerada pelas águas do Tejo, e nenhuma das suas vantagens).
Eu não defendo o projecto do apresentado pelo PSD com diversas linhas de TGV com paragens em todas as estações e apeadeiros. Eu não defendo a urgência de um novo aeroporto.
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O Porto de referência na Europa continental é Roterdão. Portugal é periférico em termos de consumo na Europa, e o transporte terrestre posterior é menos ecológico e menos económico que o de barco. No centro da Europa é onde está o consumo por isso competir com estes portos é dificil se as mercadorias se destinarem a esses mercados.
No entanto nem nos produtos destinados ao nosso país (podíamos competir a nível ibérico) conseguimos competir. É normal as empresas de transitários Portuguesas irem gerar emprego na Holanda porque é por lá que a maioria dos produtos que consumimos, mesmo se importados por empresas portuguesas, é introduzido ao consumo.
Duas coisas simples levam a que isto assim seja: uma é a esperteza saloia das nossas autoridades alfandegárias, mais papistas que o papa em termos de legislação europeia que faz fugir para esses paises todo esse emprego, porque a mesma legislação é interpretada de forma mais branda, a burocracia diminuta e os importadores tratados como gente de bem até prova em contrário;
a outra é a imposição de pagar o IVA da mercadoria importada à cabeça, coisa que não acontece se mandar vir por qualquer outro Porto europeu. Dá que pensar não dá?
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#5 E é claro que seriam as empresas de construção a tomar conta do negócio. Aliás, já têm experiência em água, em muitas parcerias publico privadas de privatização de distribuição de água – em que os públicos cobrem o risco e os privados assumem os lucros.
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#7 A questão fiscal, que introduz, é obviamente crucial. Aliás – acrescento – porque razão as empresas marítimas, cujos bens são móveis, hão-de ter sede num dos países com maior carga fiscal? Antes colocar a sede no Luxemburgo!!!
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mais uma vez, por inoperancia do sector privado, vai ter que ser o estado a tratar do assunto. O que alias já está a fazer. Pelo menos a norte. Falta é o tgv. Força socrates.
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OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO Pessoal !!!
Ainda não viram que desde D. João III que Portugal é uma boa merda!
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Faz o projecto. Se for viável, mete num banco espanhol.
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Excelente tema para debate sobre o Portugal da esperança e do presente-futuro.
Os «castelhanos ou estrangeirados», actualmente defensores da «globalização» (vide pêsses e outros), não apreciam, não concordam. É histórico.
Em Portugal sempre existiram os Lusitanos e os não Lusitanos, ou vendilhães da pátria.
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Excelente post político.
Aguardo o seguimento, ou seja como resolver os problemas apresentados.
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Ahhh..e os submarino do Portas e da Mentirosa Ferreira Leite??
(….então apagaram-me o post, eh eh eh…é bom sinal, é!)
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#14
Ahhh..e os submarinos do Portas e da Mentirosa Ferreira Leite??
Não é competitivo para ir à caça….aos gambuzinos?!
ehe hehee hh
É caso para te dizer, como ao autor do post…e certamente não ficarás indignado, pois Cavaco também não fica:
VAI PRÓ CARALHO!!
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#6, e como gera a energia eléctrica, de forma constante e em quantidade suficiente para satisfazer as necessidades? A densidade energética da eólica e do solar são ainda extremamente baixas (isto para não falar na sua inconstância). Mas podemos sempre encher o Alentejo com parques desses…
E tem de explicar também como é isso de usar alta velocidade ferroviária para trajectos como Londres/Lisboa ou Liverpool/Faro (com duração semelhante ao avião). Veja o mapa da alta velocidade na Europa (a partir de 200 km/h) e depois podemos aferir da necessidade do “TGV” em Portugal. E já agora, porque razão os custos por kilómetro noutros países europeus são aparentemente o dobro do que aquilo que nos está a ser “vendido”? Podemos desde já esperar uma derrapagem de 100%, como é normal certo?
#3, suponho que ainda cace porcos e vacas selvajens. A questão é simples: ou aquacultura ou dentro em pouco não há peixe para ninguém. Mas para quem quer fazer de Portugal uma estância balnear para o turista rico vir cá gozar da hospitalidade do indígena, tão característica dos países de 3º mundo, essas questões são de somenos importância.
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Este post e o crux da questao portuguesa.
Como e que um pais que aderiu a UE ha cerca de 25 anos, que sabe desde sempre que e ultraperiferico em termos geograficos, nao torna essa mesma dificuldade no seu maior activo.
Enquanto formos geridos por politicos de segunda, sem visao, preocupados com ciclos eleitorais e em encherem as suas contas, vai tudo continuar na mesma.
(ja agora, o que e que os submarinos tem a ver com isto?)
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Proponho a abertura de canais em Lisboa para a circulação de pessoas e bens em veleiros solares (paineis fotovoltaicos e de aquecimento da água combinados para alimentar motores a vapor coadjuvados por velas tradicionais e ucranianos a remar).
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Proponho o alargamento do porto de Matosinhos até à Rotunda da Boavista e a transformação da Torre dos Clérigos em farol.
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Bem … nesse caso proponho que se nomeie Cavaco Silva conta almirante, Pinto de Sousa contratorpedeiro, Ferreira Leite capitão de mar em terra, Sacadura Cabral Portas submarinho, Loução estrela do mar e Jerónimo marinheiro de plancton ao convés. Assim a nau portuguesa chegará a um bom Porto. Especialmente se navegar por este Douro acima.
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Cavaco Silva Conta-almirante, Pinto de Sousa Conta-torpedeiro e Ferreira Leite Capitão de Mar Enterra, parece-me mais correcto.
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PARA ALÉM DOS LADRÕES DE BANCOS QUE NADA MOTIVAM INDIGNAÇÃO A CAVACO SILVA (porque será!?) IMPORTA TAMBÉM PEDIR EXPLICAÇÕES AO PROFESSOR DESTAS “GAFES” ..(insultos só os outros é que fazem, os nossos são impolutos):
José Eduardo Martins insulta na Assembleia da República Candal e entre ameaças físicas diz-lhe “vai pó c…”
Minuto 4:28, mais outra de José Eduardo Martins, desta vez insulta o 1º Ministro de um país chamando-o de “palhaço” dentro da Assembleia da República, a mesma que indignou o mundo político e Cavaco Silva pelo gesto de Manuel Pinho. Mas quanto a este José Eduardo Martins, Cavaco Silva não parece ter ficado indignado. O que faríam se o protagonista fosse do Ps?
http://www.youtube.com/watch?v=YxxtspetR8A
E que faríam imediatamente os jornais, tvs e partidos da oposição, e até Cavaco Silva, se o seguinte vídeo fosse proferido por Sócrates?
pois..nós sabemos…
A JUNTAR AO RESSABIAMENTO TEMOS AGORA EM FORÇA….A HIPOCRISIA.
É caso para dizer.. e certamente Cavaco Silva não fica indignado nem ofendido.. VAI PRÓ C…..PALHAÇO”
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Antes de apostar no TGV, Portugal deve reforçar os acessos no seu interior, não só auto estradas como até aqui, mas também ferrovias que permitam a circulação de pessoas e bens dentro do país, muito favorável ao ambiente mas também ao turismo, criando uma alternativa às autoestradas.
As energias renováveis são uma boa aposta porém insuficiente, apostar na microgeração, eficiência energética e pesquisa de novas tecnologias também me parece dinheiro bem gasto!
A aquacultura infelizmente será uma realidade para todos a médio prazo… O stock de peixe está a acabar…
Não sou a favor do TGV, temos um Alfa Pendular, extremamente subaproveitado, além de que o TGV é tecnologia em fim de vida… Um pouco como comprar submarinos ou caças F16, demasiado dispendioso face ao retorno!
Quanto a Portos 2 a 3 de uma dimensão considerável, 1 essencialmente turistico, 1 industrial/comercial e 1 misto que aglutinaria as duas valências. Todavia esta situação dos portos teria que ser muito bem ponderada sobretudo do ponto de vista ambiental e balnear (já para não falar orçamental), com seriedade e isenção, sem os estudo de impacte ambiental do Zé Socas e as desafectações de território “Com tudo na legalidade… Legalidade essa criada na véspera”!
P.S- Nada do que foi referido acima constitui solução ou benefício para o país, se ocorrerem “as derrapagens” do costume…
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não sei porquê este tipo de discurso soa-me aos tais “grandes projectos” que tanto criticam.
alem disso queria apenas comentar esta pequena perola:
“E nem sequer, na maioria das cidades costeiras, um cais que permita receber os navios de cruzeiro.”
É que nas cidades portuárias que conheço(viana, porto, aveiro etc), realmente existem cais de atracagem. o que não faz nem poderia “a maioria”. Logo depreendo que o autor gostaria de ver cruzeiros no furadouro, no mindelo ou em mira.
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25.caaii disse
5 Julho, 2009 às 11:45 am
É como o TGV.
Parece que nao vai poder parar em todas as cidades.
Uma tragédia.
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Rxc
” suponho que ainda cace porcos e vacas selvajens.”
Supõe bem. Covem fazer juizos a priori a propósito de tudo. Caço-os nas caixas de comentários.
Rxc
“A questão é simples: ou aquacultura ou dentro em pouco não há peixe para ninguém.
Sabe o que comida de plástico e não se importa de comê-la. Mais um supporter dos McDonalds.
Rxc “Mas para quem quer fazer de Portugal uma estância balnear para o turista rico vir cá gozar da hospitalidade do indígena,”
Quem é quer isso, a não ser um pacóvio. As praias já para os portugueses! E os turistas podem deixar de cá vir. Amolecem os países.
Rxc ” tão característica dos países de 3º mundo,”
Há mias mundos do que julga. Essa classificação ternária hoje em dia é um fóssil. Além disso,
o primeiro mundo é muito mais terceiromundista do que sonha a sua filosofia, Rxc.
De resto quando já começou o altermodernismo há uns anos é extravagante, para não dizer retro, realçar o paradigma do primeiro mundo como soberano e mentor do desenvolvimento.
Rxc “essas questões são de somenos importância.”
comer plástico é de somenos importância para si? Não deve estar nada a par dos problemas alimentares do que você chama primeiro mundo, Rxc, pois não. Nem dos problemas de saºude pºublica causados pelo tipo de alimnentação apoiado em aquaculturas e congéneres.
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é verdade .
Aqui esta um tema interessante.
Vale a pena ler o que Ernani Lopes publicou recentemente .
Não esta tudo por fazer, mas falta muito.
A defesa da costa pela marinha Prtuguesa tem também que ser reequipada. Portas tinha razão sem marinha não vale a pena ter barcos e ter uma exelente costa.
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