Mentidos e desmentidos
A 13 de Maio Sócrates anunciou a futura aquisição da Cosec e disse que «Temos a disponibilidade dos privados para vender essa parte».
A Euler-Hermes, detentora de 50% da empresa prontamente desmentiu tal «disponibilidade».
A 20 de Maio, 0 «ministro das Finanças adiantou que prosseguem as negociações com os franceses da Euler Hermes, que controla os restantes 50% da Cosec».
A 1 de Julho Teixeira dos Santos diz na Assembleia da República que o negócio com o BPI «está concluído, está acertado», faltando apenas «assinar os contratos». E que relativamente à Euler Hermes tal accionista «está disposto a vender a sua participação nos mesmos termos» dos negociados com o BPI.
A 4 de Julho a Euler Hermes informa que «até ao momento não teve contactos com o Governo português, nem recebeu nenhuma proposta oficial», acrescentando que «não foram iniciadas quaisquer negociações oficiais porque, para isso, é preciso que seja feita uma proposta».
As dúvidas sobre o porquê do «negócio» mantêm-se.

e estas contradições e mentiras, claro, ficam “esquecidas” pela cambada acéfala e invertebrada dos “media”, moços de recados do PS e do BE…
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entretanto, em desespero, o governo vai nomear “boyszinhos” e “girlszinhas” para os poucos tachos k restam…
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Mentidos e desmentidos,
pão nosso de cada jornada,
estes políticos incontidos
são de natureza esganada.
A verdade trapaceira
já está institucionalizada,
com gentalha arruaceira
e totalmente descredibilizada.
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O negocio ‘Cosec’ não é simples de analisar. Não se converte, pois, em instrumento fácil para culpabilizar ou desculpalibizar o Governo, com o qual, de resto, não simpatizo. A arrogância do PM é absolutamente intragável. Porém, neste caso, haja a lucidez dos ‘media’ investigarem se a Euro-Hermes não está também a actuar de má-fé e quem se prejudica é o sector exportador. De facto, garanto que há operações de crédito à exportação cujos os seguros de crédito têm prémios, em parte, subvencionados pelo Governo, a fim dos exportadores poderem usufruir da respectiva garantia, sem perda de competitividade – a Cosec, mediante imposição do accionista francês, cobra prémios muito elevados. A objectividade e a verdade são condições imperativas na imprensa, ou na blogoesfera. Devem prevalecer sobre a prática panfletária. A ignorância é um estado facilmente associável ao descrédito e à subjectividade. É preciso escrever com conhecimento de causa.
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