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Mentidos e desmentidos

4 Julho, 2009

A 13 de Maio Sócrates anunciou a futura aquisição da Cosec e disse que «Temos a disponibilidade dos privados para vender essa parte».
A Euler-Hermes, detentora de 50% da empresa prontamente  desmentiu tal «disponibilidade».

A 20 de Maio, 0 «ministro das Finanças adiantou que prosseguem as negociações com os franceses da Euler Hermes, que controla os restantes 50% da Cosec».

A 1 de Julho Teixeira dos Santos diz na Assembleia da República que o negócio com o BPI «está concluído, está acertado», faltando apenas «assinar os contratos». E que relativamente à Euler Hermes tal accionista «está disposto  a vender a sua participação  nos mesmos termos»  dos negociados com o BPI.

A 4 de Julho a Euler Hermes informa que «até ao momento não teve contactos com o Governo português, nem recebeu nenhuma proposta oficial», acrescentando que «não foram iniciadas quaisquer negociações oficiais porque, para isso, é preciso que seja feita uma proposta».

As dúvidas sobre o porquê do «negócio» mantêm-se.

4 comentários leave one →
  1. o sátiro's avatar
    5 Julho, 2009 01:47

    e estas contradições e mentiras, claro, ficam “esquecidas” pela cambada acéfala e invertebrada dos “media”, moços de recados do PS e do BE…

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  2. o sátiro's avatar
    5 Julho, 2009 03:31

    entretanto, em desespero, o governo vai nomear “boyszinhos” e “girlszinhas” para os poucos tachos k restam…

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  3. Amêijoa Fresca's avatar
    5 Julho, 2009 10:47

    Mentidos e desmentidos,
    pão nosso de cada jornada,
    estes políticos incontidos
    são de natureza esganada.

    A verdade trapaceira
    já está institucionalizada,
    com gentalha arruaceira
    e totalmente descredibilizada.

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  4. Carlos Fonseca's avatar
    Carlos Fonseca permalink
    5 Julho, 2009 23:41

    O negocio ‘Cosec’ não é simples de analisar. Não se converte, pois, em instrumento fácil para culpabilizar ou desculpalibizar o Governo, com o qual, de resto, não simpatizo. A arrogância do PM é absolutamente intragável. Porém, neste caso, haja a lucidez dos ‘media’ investigarem se a Euro-Hermes não está também a actuar de má-fé e quem se prejudica é o sector exportador. De facto, garanto que há operações de crédito à exportação cujos os seguros de crédito têm prémios, em parte, subvencionados pelo Governo, a fim dos exportadores poderem usufruir da respectiva garantia, sem perda de competitividade – a Cosec, mediante imposição do accionista francês, cobra prémios muito elevados. A objectividade e a verdade são condições imperativas na imprensa, ou na blogoesfera. Devem prevalecer sobre a prática panfletária. A ignorância é um estado facilmente associável ao descrédito e à subjectividade. É preciso escrever com conhecimento de causa.

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