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Março 2007 a Dezembro de 2007: as traquinices do menino de ouro*

7 Agosto, 2009

Este é um tempo marcado pelas revelações em torno da licenciatura de Sócrates. Perante o escândalo o PS reagiu como reagem as grandes famílias quando o seu menino de ouro faz asneiras: uniu-se, pelo menos publicamente, acusou os outros de mentir e, no limite das evidências, culpou as companhias e arrumou o assunto como se fosse uma traquinice. Teria sido diferente a atitude do PS caso o partido não estivesse no poder? Talvez. Mas acontece que o PS era poder e entendeu que devia defender o seu líder. Os efeitos dessa opção para o partido ver-se-ão no futuro. Para o país foi um desastre pois desde Março de 2007 que o maior partido português confunde deliberadamente responsabilidade criminal e responsabilidade política.

Março e Abril de 2007 – Dado o ritmo a que a blogosfera comenta o processo académico de Sócrates, em S. Bento sabe-se, desde o fim de Fevereiro, que se está em contagem decrescente para que o assunto se transforme em notícia. Só resta saber quando. Mas enquanto a crise da licenciatura não estala eis que a criação do Conselho Superior de Investigação Criminal, a ser presidido pelo primeiro-ministro, suscita uma inusitada reacção por parte dos assessores de Sócrates que telefonam para alguns daqueles que assinaram artigos de opinião criticando este novo organigrama das forças policiais e do próprio Governo: o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de estado José Magalhães iniciam um blogue na própria página do ministério onde fazem comentário aos comentadores. Se o reforço do Estado-polícia gera polémica já a actuação do Estado-empresário essa continua inquestionável: neste mesmo mês de Março, a Caixa Geral de Depósitos votou contra a desblindagem da Portugal Telecom inviabilizando assim a OPA da Sonae sobre a PT. Entretanto a rua emerge: a CGTP garante ter congregado mais de cem mil pessoas em protesto contra a política governamental. E um dado que o futuro provaria não ser irrelevante em matéria de manifestações: Mário Nogueira foi eleito secretário-geral da FENPROF. Quase no final de Março o assunto da licenciatura de Sócrates é finalmente tratado na imprensa escrita, mais precisamente no PÚBLICO. O que sucede nas semanas seguinte é apenas controlo de danos: o ministro Santos Silva fala de “jornalismo de sarjeta” e defende o novo Estatuto para a classe. Mário Soares diz que Sócrates é alvo de “ataques raivosos da direita”. Os assessores governamentais continuam a fazer de telefonistas e a responder aos blogues. A Assembleia da República descobre que tem dois registos biográficos de José Sócrates datados de 1992 e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) pretende averiguar se existem pressões. O Reitor da UnI é detido. Na sua posse tem uma pasta com documentos sobre as licenciaturas de José Sócrates e Armando Vara. Os partidos vivem tudo isto com manifesto embaraço. José Sócrates dá finalmente a entrevista possível na RTP. Parafraseando uma velha frase: aos costumes disse nada. Mas também o objectivo desta entrevista não era esse: tratava-se sim de um ritual para encerrar este equívoco capítulo do passado. Ritual cumprido, Sócrates tem boas notícias para o futuro: Novas Oportunidades, projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN) e possibilidade de referendo ao que então ainda se chamava Tratado Constitucional da UE. Sócrates acaba o mês a acusar a oposição de “bota-abaixismo”, sendo o principa visado desta acusação é Marques Mendes que levantara questões sobre a OTA e a ida de Pina Moura para a TVI. O país constata que Sócrates é um osso duro de roer. Característica que provavelmente agradou aos portugueses que já começavam a acreditar ser sua sina que os primeiros-ministros não terminassem os mandatos.

Maio de 2007 – Para defender a escolha da OTA, Mário Lino declara que “Na margem sul não há cidades, não há gente, não há hospitais, nem hotéis nem comércio” e garante, em francês, que “jamais” o aeroporto irá para esse “deserto”. Com declarações deste teor Sócrates deixou de precisar de explicar que sem ele o Governo não passava dum conjunto de baratas tontas. Quanto ao PS, a avaliar pelas declarações do seu presidente Almeida Santos – “um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada?” – o desacerto era evidente e o partido bem precisava do apoio do secretário-geral para fazer face às revelações sobre os financiamentos que o PS aceitara quer em Felgueiras quer no Brasil. Continuavam as notícias sobre a licenciatura de Sócrates ou mais precisamente sobre aquilo que o liga a António Morais e Armando Vara. No meio de tanto passado as questões do presente correm em catadupa: no final do mês, o Presidente da República faz um apelo a que se reaprecie o dossier Ota; o primeiro-ministro anuncia que meio milhão de pessoas vai ter computador e Internet mais baratos, a CGTP organiza uma greve geral e a candidatura de António Costa à autarquia lisboeta obriga à sua substituição no MAI por Rui Pereira. O processo  a um funcionário da Direcção Regional de Educação do Norte por este ter feito um comentário jocoso sobre a licenciatura do primeiro-ministro chama a atenção para a partidarização da administração pública. Nada que não se soubesse acontecer mas que com o PS de Sócrates é assumido.

Junho 2007 – O Governo começa a preparar o recuo na questão da OTA: quando Cavaco Silva recebe o estudo patrocinado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), que apontava Alcochete como alternativa à Ota, Mário Lino anuncia que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) vai comparar as opções Ota e Alcochete. A CGTP continua a encher as ruas. Quanto ao primeiro-ministro parece apostado em transmitir convicção: diz que Portugal não voltará a enfrentar crises orçamentais, dado o alcance das reformas que o Governo empreendeu e anuncia que o acordo com Joe Berardo deslocou o roteiro internacional de arte contemporânea de Madrid para Lisboa

Julho, Agosto e Setembro de 2007 – Boas notícias para José Sócrates: Portugal tem a presidência da UE; António Costa torna-se presidente da CML; o ex-inspector da PJ que denunciou o caso Freeport foi condenado a oito meses de prisão e ao pagamento de uma multa; a PGR arquivou o inquérito à sua licenciatura embora não consiga explicar como um certificado com data de 1996 inclui um impresso que só podia existir depois de 1998. Entretanto o PSD está sem líder pois Marques Mendes demite-se na sequência dos resultados das autárquicas lisboetas. Este é o Verão em que a ASAE se enfurece com as bolas-de-berlim, a aguardente de medronho e a Ginginha do Rossio. O responsável da ASAE defende publicamente que metade dos cafés de Portugal deve fechar e comporta-se como se dirigisse um corpo especial e inquestionável de polícia.

Outubro, Novembro e Dezembro de 2007 – Agentes policiais levam material da sede de um sindicato na Covilhã, cidade que iria ser visitada por Sócrates. No meio deste ambiente meio anacrónico tem lugar a cimeira UE-África que traz a Lisboa ditadores vários e o festival da tenda de Kadhafi. Pragmaticamente os portugueses constatam que da América Latina a África aquilo a que pomposamente se chamava política externa é cada vez mais uma política de negócios no estrangeiro. Este é o tempo do “porreiro, pá” que Sócrates profere a Durão no final da conferência que viu nascer o Tratado de Lisboa: no parlamento está tudo reduzido a combates entre o imbatível primeiro-ministro e o menino-guerreiro, ou seja Santana Lopes que o novo líder do PSD, Luis Filipe Menezes, tornara líder parlamentar. A oposição está sobretudo na rua  onde a CGTP só em Outubro fez desfilar 200 mil manifestantes. Mas, acredita-se por essa época em S. Bento, não será difícil mostrar as ligações da CGTP ao PCP e como tal apresentar toda esta contestação como um entrave ao espírito reformista do Governo de de Sócrates que finda o ano em beleza com a assinatura do tratado de Lisboa. Para Sócrates o pior parece ter passado.
*PÚBLICO

39 comentários leave one →
  1. Clara França Martins's avatar
    Clara França Martins permalink
    7 Agosto, 2009 11:08

    ?

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  2. MJRB's avatar
    7 Agosto, 2009 11:30

    Miss Helena Matos,

    Bom trabalho na semana anterior, nesta e certamente na próxima, para fazer recordar aos propositadamente ‘amnésicos’, o trajecto do “Menino de Ouro do PS”.

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 11:36

    Achas que vou ler esse lençol?

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  4. Hevel's avatar
    Hevel permalink
    7 Agosto, 2009 11:39

    e…?

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  5. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 12:02

    É a evidencia que existe uma parte da blogosfera que não é grande coisa. Centrada a discutir uma licenciatura.

    “a PGR arquivou o inquérito à sua licenciatura embora não consiga explicar como um certificado com data de 1996 inclui um impresso que só podia existir depois de 1998”

    era uma fotocopia e o papel da fotocopia era de 1998? grande mistério! lol
    esta é mesmo a anedota

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  6. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 12:05

    Ao ler esta cronologia dá perfeitamente para ver como este foi dos melhores governos e a oposição uns autenticos idiotas. demagogos e que distorcem a realidade.

    Até aparece o da asae que disse que metade dos cafés deviam fechar pois é mais que evidente que mais de metade absusam da porcaria e dizem que ele disse algo de extraordinário!

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  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 12:06

    Cambada de cretinos atrás da licencitaura de Sócrates! lol

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  8. Ricardo Van Helden's avatar
    7 Agosto, 2009 12:07

    Helena Matos,

    Acredito que seja difícil de aceitar as criticas que nos últimos dias rodeiam o PSD, quer pelas suas decisões politicas polémicas, quer pela forma como se está a direccionar a “Politica de Verdade “…Uma treta, pois a memória a mim não me falta, e para que fique bem explicito vou tentar ser mais sucinto do que o seu post irresponsável sobre uma referência, aonde a analogia barata e muito fraca prevalece e demonstra uma serie de falhas graves quer a nível de cronológico e temporal…
    É uma Pseudo Intelectual e passo a explicar com clareza, objectividade e exactidão alguns pontos que devem ser acrescentados para dar no mínimo credibilidade ao seu Post e refutá-los é claro:

    O Governo do PS tem sabido fazer dos problemas oportunidades e usar positivamente as dificuldades, como se está a verificar, mais uma vez, na resposta à grave crise económica que todo o mundo atravessa.

    Nada disto se faz sem vontade e sem coragem reformista. Saber romper com práticas instaladas e inercias imemoriais, não transigir com regalias e excepções que há muito perderam justificação, não pactuar com a captura do Estado por interesses corporativos e sectoriais. E, ao mesmo tempo, transmitir a mensagem da confiança, contrapondo ao fatalismo e à descrença a capacidade de atacar bloqueamentos e despertar energias. Onde outros viram, no passado, “um país de tanga”, e assim agravaram irresponsavelmente o clima de confiança, este Governo vê a possibilidade da iniciativa e a indispensabilidade da reforma.
    As políticas sociais: igualdade, coesão, serviço público vincula-se inequivocamente à defesa e ao aprofundamento do Estado social. A promoção da igualdade, a integração social, o desenvolvimento dos sistemas de protecção e segurança social, a solidariedade, o combate à exclusão constituem os princípios norteadores das nossas políticas. Para o PS, o Estado social não é um problema, é uma enorme conquista civilizacional e uma das mais poderosas condições da cidadania democrática, do bem-estar social e do crescimento económico.Portanto, daqueles que, mesmo quando o mundo atravessa a maior crise económica desde a II Guerra Mundial, insistem em privatizar, parcial ou totalmente, as funções sociais do Estado.
    Para deixar uma marca no país era necessário começar por reformar o próprio Estado. Evitando gastos supérfluos e eliminando desperdícios,investir naquilo que realmente interessa: na modernização do tecido produtivo e no reforço da coesão social. Isto é, apoiar as empresas e as famílias.
    Há quem olhe para a redução do défice orçamental como um fim em si mesmo; há quem aposte na degradação dos serviços públicos e na privatização dos seus segmentos “rentáveis”.
    Desde Março de 2005, a criação das condições para o desenvolvimento económico e social voltou ao centro da política. Na resposta aos efeitos da crise económica mundial, não foram esquecidas as famílias, as empresas e o emprego.
    A política económica passou assim a ter objectivos e prioridades claras: redução de custos administrativos e de contexto; promoção da subida da economia portuguesa na escala de valor e sua modernização tecnológica; atracção de investimento com forte componente tecnológica e orientação modernizadora; alargamento e qualificação da oferta e diversificação para mercados extra-comunitários; definição de focos: a energia, as tecnologias de informação, a petroquímica, a floresta e o papel, o turismo; promoção de um ambiente fiscal favorável ao investimento; orientação do QREN e os fundos comunitários para a agricultura e pescas no sentido de apoiar o esforço de modernização das explorações agrícolas e das empresas industriais e de serviços, com particular atenção às pequenas e médias empresas.
    Uma das questões essenciais dos tempos de hoje é a valorização das funções do Estado ligadas à soberania. A política externa e a de defesa nacional, a administração da justiça, a segurança interna e a protecção civil são obrigações constitutivas do Estado,Depois de anos em que estas funções foram sendo secundarizadas, quer do ponto de vista das orientações estratégicas, quer do ponto de vista da afectação e utilização dos meios, o actual Governo lançou um amplo conjunto de reformas. Também aqui o propósito foi claro: valorizar as funções de soberania, partindo sempre da articulação necessária entre segurança e liberdade,o reforço da autoridade do Estado é indissociável de uma agenda de aprofundamento dos direitos dos cidadãos. E aqui não foi menos importante a intervenção na esfera política, melhorando a qualidade da nossa democracia….

    Espero que leia com atenção esta informação e seja mais fiável nas suas opiniões….

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  9. José Manuel Santos Ferreira's avatar
    José Manuel Santos Ferreira permalink
    7 Agosto, 2009 12:17

    Isto é um fé divere qua senhora nos oferece
    O ambiente está pesado

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  10. per caso's avatar
    per caso permalink
    7 Agosto, 2009 12:29

    E lembra o outro, sobre os chefes e os índios, quando em rasgo absolutista decide pela subida automática dos funcionários eleitos pelo partido, a quem basta sentar o cu a ver passar o tempo, sossegado, enquanto aos mais se exige o escárnio e humilhação impossíveis.

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  11. Paulo Nunes's avatar
    Paulo Nunes permalink
    7 Agosto, 2009 12:36

    #8 Ricardo Van Helden

    Só falta o sr. dizer a que país se refere.
    Porque quem anda na rua e vive o dia-a-dia de um cidadão comum, dificilmente acredita que se está a referir a Portugal.

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  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 12:45

    Para além de domado e em ditadura encapotada o país caminha para o mafioso acentuado.

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  13. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 12:46

    “a PGR arquivou o inquérito à sua licenciatura embora não consiga explicar como um certificado com data de 1996 inclui um impresso que só podia existir depois de 1998″

    Ocorre-me um crime qualquer, não me ocorre mais nada.

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  14. Ricardo Van Helden's avatar
    7 Agosto, 2009 12:49

    #11

    Paulo Nunes

    Mas quem votou neste Governo foram as pessoas, por isso se alguma coisa está mal, quem está insatisfeito tem a oportunidade de o demonstrar nas próximas eleições legislativas, o cidadão comum tem essa oportunidade e não esconder a sua insatisfação na abstenção…

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  15. Romão's avatar
    Romão permalink
    7 Agosto, 2009 12:59

    Caro Ricardo Van Helden,

    Aqui cabe o mundo e não se disse nada; é mais genérico que um compêndio de metafísica:

    “Desde Março de 2005, a criação das condições para o desenvolvimento económico e social voltou ao centro da política. Na resposta aos efeitos da crise económica mundial, não foram esquecidas as famílias, as empresas e o emprego.
    A política económica passou assim a ter objectivos e prioridades claras: redução de custos administrativos e de contexto; promoção da subida da economia portuguesa na escala de valor e sua modernização tecnológica; atracção de investimento com forte componente tecnológica e orientação modernizadora; alargamento e qualificação da oferta e diversificação para mercados extra-comunitários; definição de focos: a energia, as tecnologias de informação, a petroquímica, a floresta e o papel, o turismo; promoção de um ambiente fiscal favorável ao investimento; orientação do QREN e os fundos comunitários para a agricultura e pescas no sentido de apoiar o esforço de modernização das explorações agrícolas e das empresas industriais e de serviços, com particular atenção às pequenas e médias empresas.
    Uma das questões essenciais dos tempos de hoje é a valorização das funções do Estado ligadas à soberania. A política externa e a de defesa nacional, a administração da justiça, a segurança interna e a protecção civil são obrigações constitutivas do Estado,Depois de anos em que estas funções foram sendo secundarizadas, quer do ponto de vista das orientações estratégicas, quer do ponto de vista da afectação e utilização dos meios, o actual Governo lançou um amplo conjunto de reformas. Também aqui o propósito foi claro: valorizar as funções de soberania, partindo sempre da articulação necessária entre segurança e liberdade,o reforço da autoridade do Estado é indissociável de uma agenda de aprofundamento dos direitos dos cidadãos. E aqui não foi menos importante a intervenção na esfera política, melhorando a qualidade da nossa democracia….”

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  16. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 13:10

    Nº 8 O que fizeram na segurança? Entregaram-na à maçonaria. Isso é uma política de gente séria?

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  17. Ricardo Van Helden's avatar
    7 Agosto, 2009 13:28

    # Romão

    “Aqui cabe o mundo e não se disse nada; é mais genérico que um compêndio de metafísica:”

    É de realçar que todo o programa descrito baseia-se no esclarecimento das noções de como as pessoas entendem o projecto do governo, incluindo a existência e a natureza do relacionamento entre objectos e suas propriedades, espaço, tempo, causalidade, e possibilidade, logo, além de ser a linha essencial de actuação do Governo, tentava ser uma resposta fundamentada ao post de Helena Matos, mas se insere este esclarecimento no compêndio da metafisica, devia traduzi-lo para latim para ser mais objectivo…

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  18. Ricardo Van Helden's avatar
    7 Agosto, 2009 13:31

    # 16

    Se o entender dessa forma claro que não, tente então apostar na ” Politica de Verdade” e depois vai ver o que acontece à segurança.

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  19. Romão's avatar
    Romão permalink
    7 Agosto, 2009 13:38

    Caro Van Helden,

    Não é necessária retroversão (e para latim porquê?). Vejam-se os exemplos seguintes:

    “promoção da subida da economia portuguesa na escala de valor e sua modernização tecnológica”
    “A política externa e a de defesa nacional, a administração da justiça, a segurança interna e a protecção civil são obrigações constitutivas do Estado,Depois de anos em que estas funções foram sendo secundarizadas, quer do ponto de vista das orientações estratégicas, quer do ponto de vista da afectação e utilização dos meios, o actual Governo lançou um amplo conjunto de reformas”
    “orientação do QREN e os fundos comunitários para a agricultura e pescas no sentido de apoiar o esforço de modernização das explorações agrícolas e das empresas industriais e de serviços, com particular atenção às pequenas e médias empresas.”

    A desmultiplicação dos enunciados supra-referidos nos seus correlatos concretos (que medidas se inserem na ideia genérica de “promoção da subida da economia portuguesa na escala de valor e sua modernização tecnológica”, quando foram tomadas, por que decisores?) seria muito mais esclarecedora do que a formalidade apresentada nos eu texto, que pode corresponder somente a uma declaração de intenções ou a um esquisso de manifesto.

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  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 13:54

    CAA está numa cruzada.
    Daqui até às eleições nâo se vai calar.
    Se Manuela Ferreira Leite perder, ele ganha.
    É isto que devemos ter presente e nunca esquecer

    (Fado Alexandrino vai como anónimo porque ele censura os meus post)

    Por favor queira reenviar o post para o seu colega de blog

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  21. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 13:57

    ó helena! e o freeporcos? conte lá essa que ainda há bué de people que não conhece.

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  22. luikki's avatar
    7 Agosto, 2009 14:09

    ainda estápara nascer um primeiro-ministro que se tenha licenciado a um domingo…
    não, afinal não está!

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  23. Ricardo Van Helden's avatar
    7 Agosto, 2009 14:17

    # 19 Romão

    “A desmultiplicação dos enunciados supra-referidos nos seus correlatos concretos (que medidas se inserem na ideia genérica de “promoção da subida da economia portuguesa na escala de valor e sua modernização tecnológica”, quando foram tomadas, por que decisores?) seria muito mais esclarecedora do que a formalidade apresentada nos eu texto, que pode corresponder somente a uma declaração de intenções ou a um esquisso de manifesto.”

    Na resposta à sua dúvida, vou tentar ser breve e objectivo na minha opinião:

    Está no programa do governo várias das medidas de promoção da subida da economia portuguesa na escala de valor e sua modernização tecnológica e vou só enunciar algumas, que já foram implementadas e têm sido referênciadas, tendo em atenção os últimos 4 anos é claro, para demonstrar a evolução em Portugal nestes sectores tão importantes.
    A despesa com I&D aumentou de 0,8% do PIB em 2005 para 1,2% em 2008.Em 2005,o regime de incentivos fiscais à I&D nas empresas e foi reforçado em 2009 (pode atingir até 82,5% do investimento).
    Aumentou o número de investigadores (de 3,8 por mil activos em 2005 para 5 por mil em 2007). Em 2007, 65% do total do corpo docente universitário era constituído por doutorados (contra 43% em Janeiro de 2005).
    Aumentou o número de artigos de investigadores portugueses em publicações científicas internacionais. Aumentou o número de patentes portuguesas registadas na Europa e nos Estados Unidos.Em conjunto com Espanha, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, localizado em Braga.
    Há quem olhe para a redução do défice orçamental como um fim em si mesmo; há quem aposte na degradação dos serviços públicos e na privatização dos seus segmentos “rentáveis”. Desde Março de 2005, a criação das condições para o desenvolvimento económico e social voltou ao centro da política. Na resposta aos efeitos da crise económica mundial, não foram esquecidas as famílias, as empresas e o emprego. Ao mesmo tempo existiram modificações significativas ao nível da regulação, da modernização e da promoção dos investimentos, enquanto factores decisivos para o desenvolvimento sustentado do país.
    A política económica passou assim a ter objectivos e prioridades claras: redução de custos administrativos e de contexto; promoção da subida da economia portuguesa na escala de valor e sua modernização tecnológica; atracção de investimento com forte componente tecnológica e orientação modernizadora; alargamento e qualificação da oferta e diversificação para mercados extra-comunitários; definição de focos: a energia, as tecnologias de informação, a petroquímica, a floresta e o papel, o turismo; promoção de um ambiente fiscal favorável ao investimento; orientação do QREN e os fundos comunitários para a agricultura e pescas no sentido de apoiar o esforço de modernização das explorações agrícolas e das empresas industriais e de serviços, com particular atenção às pequenas e médias empresas.

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  24. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 14:42

    Ricardo Van Helden
    quem é este cromo? faz parte dos “acessores”?

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  25. Pedro Ribeiro's avatar
    7 Agosto, 2009 14:49

    Parte dos ” acessores” não…Mas é um gajo do PS de certeza….mas ao menos está bem informado…e ainda diz algumas coisas..mas não todas…faltam as mais importantes..

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  26. Tomaz's avatar
    Tomaz permalink
    7 Agosto, 2009 14:55

    #23 e anteriores

    “vou tentar ser breve e objectivo na minha opinião”

    Ricardo, já que visivelmente não consegue ser objectivo, tente ao menos ser breve. Os tempos de antena são normalmente de duração limitada. E o período oficial de campanha ainda não começou.

    Romão, não vale a pena insistir, com pérolas de generalismo como “capacidade de atacar bloqueamentos e despertar energias”, noções económicas que incluem “redução de custos de contexto”, e verdades incontornáveis(?) como “orientação do QREN e os fundos comunitários para a agricultura e pescas”, discutir o quê??

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  27. Tomaz's avatar
    Tomaz permalink
    7 Agosto, 2009 15:00

    #23 e anteriores

    LOL… deve ser PS de Odivelas: http://www.psodivelas.com/sitemega/view.asp?itemid=527

    Isto é acção isolada ou temos a máquina socialista em força no copy & paste?

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  28. Romão's avatar
    Romão permalink
    7 Agosto, 2009 15:45

    Caro Van Helden,

    Em contraponto aos dados que fornece antes de voltar a citar parte do programa do PS para 2009, a minha modesta opinião, que dispensa alavancamentos percentuais:

    1. O programa Novas Oportunidades é uma calúnia oficialmente patrocinada a todos quantos cursaram o 12ª ano de escolaridade pelas vias normais. É um regalo para o ego daqueles que a seu tempo fizeram pouco do esforço de quem prosseguiu os estudos porque tinham pressa de ganhar dinheiro, comprar um Saxo Cup e com a pala do boné virada para trás mandar uns piropos nos semáforos. A esses é dado de bandeja um canudo e com os meus impostos um computador portátil. Pode ser que futuramente integrem as suas percentagem de investigadores por metro cúbico.

    2. O Programa Magalhães, um dos maiores embustes pedagógicos de que tenho memória, cuja utilidade numa sala de aulas é comparável à instalação de Playstations em todas as Escolas do país. Se o Ricardo não tem filhos deve certamente louvar a tostadeira portátil e entronizá-la como corolário máximo das aspirações pedagógicas deste governo. Se tiver uma criança em idade escolar que seja, verificará que todo o dinheiro despendido em portáteis e que engordou a facturação da JP Sá Couto para níveis euromilioniários teria sido muito melhor aplicado na modernização dos programas escolares e na recolocação do professor como co-autores do processo Escola, visto que agora estão confinados ao papel ingrato de panos de fundo de um teatro mediático que lhes passa ao lado.

    Este governo hipotecou o futuro da Escola em Portugal e garantiu que só as classes privilegiadas poderão, em tempos próximos, terem suficientes habilitações para desempenharem cargos de responsabilidade. Aos outros terá sido administrado um simulacro adocidado de Educação.

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  29. Ricardo Van Helden's avatar
    7 Agosto, 2009 15:46

    É só uma forma de responder com critérios definidos e públicos, para não dizerem que o programa está ” escondido”, aqui existe transparência e fundamento na argumentação das resposta…só isso e mais nada…

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  30. Licas's avatar
    7 Agosto, 2009 16:08

    Limpeza

    Razia nos Sociais-Democratas:
    Agora é o Arlindo em questão,
    Tudo por causa das negociatas
    Que estão agora em Investigação.

    O réptil não alinha em bravatas,
    Calado, rato em mastigação,
    Tira, vamos lá, da massa, as patas!,
    Polícia não actua em vão.

    Desde sempre há uma inovação:
    Portugal, paraíso dos magnatas,
    Banqueiros na grelha… que sensação!
    Devagarinho vai assim de gatas,

    Té alguma igualdade? Batatas!
    Pois não pára a mistificação,
    O que vejo são só fúteis macacas:
    Da Lei vem-lhes toda a protecção.

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  31. Da Silva 27's avatar
    Da Silva 27 permalink
    7 Agosto, 2009 16:25

    Meus amigos, #24 e #25:
    não existem “acessores”, mas sim assessores, digo eu!…

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  32. Da Silva 27's avatar
    Da Silva 27 permalink
    7 Agosto, 2009 17:49

    Não sendo eu professor creio que a argumentação de Romão radica em factos incontroversos que só não vê quem não quer, além de que os prof.s e a Escola Pública, foram vítimas da maior campanha negra de que há memória. Quem escreve assim, sabe do que fala e o seu último parágrafo contém afirmações que corroboram que a política do ME, só teve o mérito, objectivamente ou não, (dá-se o benefício da dúvida) de criar condições de liderança, no futuro, a uma geração oriunda da oligarquia reinante. Será que os professores vão esquecer?!…

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  33. Paulo Nunes's avatar
    Paulo Nunes permalink
    7 Agosto, 2009 18:11

    #14 Ricardo Van Helden
    “Mas quem votou neste Governo foram as pessoas, por isso se alguma coisa está mal, quem está insatisfeito tem a oportunidade de o demonstrar nas próximas eleições legislativas, o cidadão comum tem essa oportunidade e não esconder a sua insatisfação na abstenção…”

    A abstenção revela alheamento e desesperança no futuro. O voto em branco é que revela insatisfação.
    Só tenho pena que estes dois conceitos seja vistos de forma tão superficial e desculpabilizante, sem que os partidos políticos daí tirem ilações mais sérias, continuando a ter comportamentos que penalizam o país e os cidadãos em geral.

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  34. agruras's avatar
    agruras permalink
    7 Agosto, 2009 18:48

    Suspeito de corrupção, licenciatura duvidosa, autor de projectos duvidosos, não é conhecido pelo seu apelido (não conheço nenhum político com esta particularidade), habilitações rassuradas nos arquivos da assembleia da república, não lhe conheço um único registo de medidas anti-corrupção, (se existir por favor mostrem). Se isto não é um menino de ouro o quê que é.

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  35. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    7 Agosto, 2009 19:18

    Votar *S, nunca, quando descobri o que era o PS, com o Mario Soares à frente, fiquei enojado………

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  36. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Agosto, 2009 22:10

    #35 – com esse critério o psd dá suicídio.

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  37. Desconhecida's avatar
    8 Agosto, 2009 02:03

    Não é engenheiro, é ENGENHOSO.

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  38. Desconhecida's avatar
    Plus permalink
    8 Agosto, 2009 03:00

    Bom post!

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  39. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    8 Agosto, 2009 03:02

    O povo que vota é que decide. Tem de aguentar a azia, cara Helena.

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