Uma coisa não tem a ver com a outra
Os Lobo Antunes – perdoem-me o plural mas eles são os primeiros a falar de si nestes termos – são regra geral insuportáveis. Entre os olhinhos azuis à beto, aquele ar reguila de quem andou à pancada com os putos da Fábrica Simões, em Benfica, e teve as melhores notas no liceu onde chegaram devidamente zurzidos pela professora da escola primária arreigou-se-lhes a certeza de que são os melhores. Por acaso profissionalmente até costumam ser mas isso não faz deles gente simpática, coisa que também acho que nunca pretenderam ser. Assim exposta a minha habitual falta de paciência para a dita família alguém me consegue explicar:
a) Existem, em Portugal, muitas outras pessoas com um curriculum semelhante para aquele lugar?
b) a nomeação de João Lobo Antunes foi ou não acordada entre a Presidência REpública e o Primeiro -Ministro?
c) será aceitável que se comece a criticar João Lobo Antunes acusando-o dessa coisa terrível que é ser conservador para justificar o seu afastamento?

Ainda bem que fala na Fàbrica Simões.
Hoje saiu mais um projecto infalível para começar até Setembro, com tudo até tunel rodoviário.
Já houve mais de cem projectos em trinta anos.
Porque será que hoje apareceu mais um?
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O que é que tem o currículo de Lobo Antunes a ver com ética? Ele não é neurocirurgião?
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Ó anónimo das 8h25 p.m.
Você respondeu à sua própria pergunta!
Se pensar que vamos discutir coisas como a eutanásia e testamentos vitais…
Percebeu agora?
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2. Ó Anónimo suponha lá o que terá um neurocirurgião e no caso um com um curriculum notável a ver com um conselho de ética?
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António Lobo Antunes é um muito bom escritor.
João Lobo Antunes é um notável cirurgião, extraordinário intelectual.
Há mais Lobo Antunes activos e com destaque na sociedade portuguesa — poi há ! Qual o ‘mal’ ? Prejudicam quem ?
Até onde pode actuar uma, ou duas, ou três pessoas duma família ? — segundo parâmetros, tabelas, limites, impostos por Miss HMatos, por um ignorante ou por ‘decreto-lei’?
João Lobo Antunes não tem craveira intelectual e científica para o cargo ?
Espero que HMatos não conote o caso JLAntunes com “tacho”…
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Por mim os Lobo Antunes são uns cagões, tal e qual.
Agora podem ter mérito nisso. Não sei, mas se tiverem, é preciso aguentá-los.
O tal neurocirurgião é o maior deles todos?
Que seja.
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Pelo que tenho visto e ouvido sempre que o tal fala em publico, acho sempre que devia ficar-se pela sala de operações.
Em Portugal o Peter tem um princípio arreigado a tudo o que mexe.
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se era tão importante, porque é que o psd não o propôs?
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5. Leu bem o que escrevi? Acho o escritor pessoalmente insuportável. Mas isso não me interessa nada porque eu não ando a falar com ele. Dele interessam-me os livros e as crónicas que são das melhores que já se escreveram em Portugal. Quanto ao neurocirurgião o senhor tem um ar blasé que me cansa. Mas como é óbvio a sua competência como neurocirurgião parece-me ser muitos furos acima da média e não entrevejo razões além da mesquinhez para que nos demos ao luxo de prescindir dele no dito conselho. Por fim acho uma sacanice que caso se tenha acordado a nomeação depois se volte com a palvara atrás.
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8. Segundo Maria de belém ele era proposto pelo Governo
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Como leio livros e nunca fui sujeito a uma cirurgia, só conheço o Lobo Antunes escritor. Que é muito bom.
Ah o outro foi nomeado para um cargo não sei quantos?
Vou perguntar à minha tia Singeverga, que é alcoviteira.
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“eutanásia e testamentos vitais…”
e então é quem diagósticos de morte cerebral, ou é neurocirgião que só por si é que vai decidir de etica e testamento vitais? Naõ estou a dizer que ele não tem curriculo para tal, mas não é só por si unico. Há muitos mais. Podiam também eleger um padre por exemplo.
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12. A desconversa tem de ser mais trabalhada para resultar.
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Estou a desconversar? #13
não sei como. Parecia-lhe mal que escolhessem um padre para o conselho? E se for um conservador e não padre já serve?
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Cuidado que essa trupe dos Lobo Antunes não é para brincadeiras. Olhem que eles depois vingam-se.
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Mrs. Helena Matos,
Interpretei-a mal sobre o ALobo Antunes-escritor e sobre João LAntunes.
Desculpe-me.
São duas personalidades bem fortes, incomuns, é certo.
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14 – Há certamente padres que se fossem vivos, como o padre Manuel Antunes, seriam certamente uma mais valia em qualquer instituição. Quanto ao padre Luís Archer presumo que lhe conhece o curriculum.
Ser padre não habilita nem exclui ninguém
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“Segundo Maria de belém ele era proposto pelo Governo”
deve ter ouvido isso ao zé manel. a roseira tem alguns encravados, mas não disse isso, nem tem competência para dizê-lo.
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“Por fim acho uma sacanice que caso se tenha acordado a nomeação depois se volte com a palvara atrás”
quem é que tinha competência para fazer esse a acordo, quem o fez e em que circunstâncias? o estupefacto não fala, o surpreendido diz que foi com ele, mas ninguém concretiza nenhuma acusação.
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Vejam o vídeo no blog “31 da Armada”, sobre a bandeira monárquica hasteada.
Às 24h12.
Um cidadão passa, vê alguém subir uma escada. Não desconfia de nada ! Não avisa a polícia !!
Estão, os espaços públicos vulneráveis ?
Há cidadãos ignorantes e irresponsáveis ?
E sobre tudo aquilo, Duarte Nuno e a Casa de Bragança não é indagado pela comunicação social ? Ou por iniciativa própria não se desmarca do assalto/violação a um espaço público onde hastearam um símbolo que defende mas que a Constituição rejeita ?
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Adenda, 20
E, supondo que outros cidadãos, por acaso olharam para a varanda durante a noite, não estranharam a bandeira monárquica ?
Por que não avisaram as autoridades policiais ?
Por ignorância ? Por incultura ? Por irresponsabilidade ?
Porque indiferentes a tudo e a todos, incluindo os símbolos nacionais ?
Porque (já) civicamente anestesiados ?
Por bebedeira ?
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Helena Matos nunca se coíbe de nos dar a conhecer de que são feitos os seus ódios pessoais. Tinha obrigação de saber o quanto isso pode (deixar) dizer de nós próprios (frustrações , ansiedades e assim). É por isso que o comedimento costuma ser uma virtude. Mas a gravitas também nunca foi o seu forte.
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#22:
Por mim, a Helena Matos disse o óbvio. Sinto o mesmo sempre que vejo o indivíduo na tv em conversas ou no Prós & COntras.
Será isso um ódio pessoal? Safa!
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Ele é neurocirurgião do Cardóso Pires e outros quejandos
Quando atende alguém do povéu vai lavar as mãos por causa do contágio com od ditos
O povo, que nojo
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5.MJRB disse
10 Agosto, 2009 às 8:31 pm
Ó cagasentensas
E o Anónio e João dão-se bem ????
Tens a cereza ???
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O prof Lobo Antunes é mais um mito cientóino, que deslumbra os pacóvios. Herdeiro da escola neuro-cirúrgica do inefável prof. Egas Moniz que reinventou uma prática cirúrgica bárbara – a leucotomia pré-frontal (ablação de um segmento da parte da fretne do cérebro), Lobo Antunes, como neuro-cirurgiaõ notabilizou-se em ser o primeiro no mundo a inserir um olho electrónico num invisual.
Estava-se em 1986, no ano em que a possiblidade de existir um cyborg fazia delirar os “candides” do progresso científico – entretanto o invisual, e os 15 desgraçados subsequentes a quem foram inseridos olhos electrónicos e que no fundo serviram de cobaias,a vários Lobo Antunes doutros países, para glória da medicina, ficaram a ver umas ténues manchas de cor e pouco mais.
Não se insistiu mais nessa operação.
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“11
O Prof. João Lobo Antunes também escreve…e até lhe publicam os livros…
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A sua introdução antes das perguntas é perfeitamente dispensável.
Sobretudo porque uma pessoa pode ficar a pensar que a Helena Matos tem algum problema mal resolvido com essa família.
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“Olhinhos azuis à beto” escreve a Helena de Matos, como se ter olhos azuis fosse tipico dos betos. temos aqui pior do que má fé, uma imprecisão.
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#28
Exacto.
Tenm que dizer que não gosta para dizer que até gosta. Tem que inocular a sua detestação para depois se perdoar e dizer que até são bons. Insuportáveis de tão bomns. Parece uma agente dos Lobo Antunes.
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A bandeira Monarquica, também é um símbolo nacional. Não está em vigor mas é um símbolo nacional na medida em que faz parte da nossa história.
Eu não sou monarquico, acho que a República é um regime teoricamente mais justo no que respeita à representatividade, mas se passasse na Praça do Município naquela altura, ficaria simplesmente a ver o que é que aqueles “tipos” estavam a li a fazer. Chamaria a polícia se começassem a destruir qualquer coisa, por exemplo. Agora astearem uma bandeira monarquica e chamar a polícia?! para quê?
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Para #0 helenafmatos,
Por mais que tente não a consigo perceber.
Fico à nora e sem saber onde você quer chegar.
Só se… mas não, não é possível!…
Nuno
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Caros
Talvez, o procedimento mais razoável a ter, seja o de ler alguns livros do Dr João Lobo Antunes, para pdermos aquilatar da seu entendimento desse intervalo do ser de um homem que está contido entre os dois parêntesis que ele designa de nascimento e de morte.
A extrema dificuldade que existe em definirmos esses limites…quando….como…que evento considerar?…é nesse campo que o devemos escutar.~
Porque o que está em causa é o “saneamento vital” ou seja…a eutanásia encoberta com o manto legitimador da norma que decorre de um princípio a respeitar.
O direito natural.
Mas existem muitos interesses …mas há quem queira tornar o mercado como princípio natural do homem….a eutanásia serve-lhe perfeictamente os fins que persegue.~
Será preciso detemo-nos um pouco a pensar….encetar um diálogo para esquadrinharmos as reais intenções desse “saneamento vital”.
Poderá estar na forja a limitação da vida naural do homem….se se revelar pouco própria da lei do mercado….ou seja….se para um homem sobreviver se gastar mais do que o seu rendimento útil ..o melhor será recorrer ao seu testamento vital para se lhe aplicar a eutanásia.
São cosas do diabo….entendem??!!!!.
cumps
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A bandeira Monarquica, também é um símbolo nacional. Não está em vigor mas é um símbolo nacional na medida em que faz parte da nossa história.
– Tem toda a razão. E está em vigor na medida em que representa não só um símbolo nacional como agrega ásua volta muita e boa gente.
Eu não sou monarquico, acho que a República é um regime teoricamente mais justo no que respeita à representatividade, mas se passasse na Praça do Município naquela altura, ficaria simplesmente a ver o que é que aqueles “tipos” estavam a li a fazer. Chamaria a polícia se começassem a destruir qualquer coisa, por exemplo. Agora astearem uma bandeira monarquica e chamar a polícia?! para quê?
Uma bandeira dos monºarquicos liberias, que na altura foram revolucionários e instituíram constituições ( A Carta) que permitiriam o aparecimento dos partidos e a consagração das liberdades.
Um acto juisto de memória, foi o que fizeram num país onde nada se passa de inconformista, os manifestantes do 31 da Armada.
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Não comecem a desconversar. O que está em causa é que a nomeação do Lobo Antunes foi acertada entre o Presidente e a merda do PM e este; como gajo sem palavra, que é;resolveu não cumprir o acordado.
E isto tudo porque este PM é um bandalhito sem princípios nenhuns.
Com um gajo destes ninguém pode sequer tentar qualquer acordo. Este gajo não tem carácter nem palavra. Em suma é o aldrabão que o país conhece.
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34,
Então, vc se visse um tipo a escalar daquele modo e àquela hora a varanda do município (sem saber ao que ia), entenderia o acto como normal ?
Não avisaria a polícia ?
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36 –
Claro que não avisaria a polícia . o tipo levava a bandeira na mão. E além disso gosto do que não é normal. Da excepção. Da anomalia. Encanta-me tudo o que sabote a tirania da normalidade..
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O prof, João Medina, num livro notável “Portuguesismos” salienta bem esta maneira de ser “português”. Eu diria que o
lusopitecus que somos nós todos afinal, sempre nos sentimos incomodados com “aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando” Camões para os ignorantes. É a pequena intriga o diz que diz, a inveja, a incapacidade ou o medo da inteligência alheia, etc..O prof. Egas Moniz foi vilipendiado por ter ganho o ´prémio Nobel, o José Saramago
dizem que não sabe escrever, que há outros muito melhores,etc,, Já O grande Eça de Queiroz verberou este atávico espírito da pequenez mental, “este vil e triste sofrimento” que é o de dizer mal de tudo e todos, etc… Agora é o ilustre médico Lobo Antunes que leva com a “moca de Rio Maior” Àmanhã outros se sucederão numa espiral infernal de ódio
e difamação. Esta senhora Helena F. Matos devia dedicar-se à cultura do alho à beira das estradas. Porque o alho faz bem à “circulação”
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Piscoiso , tu és um jesuita disfarçado!
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O prof. Egas Moniz ganhou meio prémio Nobel. A sua famosa operação, a leucotomia pré-frontal ficou completanente desacreditada em pouco tempo, e nunca mais se praticou.
O prémio Nobel foi ganho por nulidades como Roger Martin du Gard.
Os que são sublimes resistirão à espiral da moca. Como Camoens, miserável, mesmo morto em pardeeiro infecto, igual á Pátria, conseguiu.
Mas há que discrimibnar entre cientóinos injectadores de olhos electrónicos como o Lobo Antunes e os Pedro Nunes e Bartolomeus de Gusmão e os Padres Himalaias. E não fazer de Califrastos, Mavortes.
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A questão aqui é se um neuro cirurgião conhecido e admirado vai, de forma legal, perpetuar os lobbys da saúde e o “cartel” dos médicos???
Sim, perpetuar esses valores seria mau…
“a) Existem, em Portugal, muitas outras pessoas com um curriculum semelhante para aquele lugar?”
1) Sim, certamente haverá alguém melhor qualificado que Lobo Antunes!!! (E aí surge o problema desta geração no poder!!!)
“b) a nomeação de João Lobo Antunes foi ou não acordada entre a Presidência REpública e o Primeiro -Ministro?”
2)Foi acordada, mas, mal acordada!!! Porque alguém “roeu a corda” do contrato!!! O Cavaco pareceu-me enganado…
“c) será aceitável que se comece a criticar João Lobo Antunes acusando-o dessa coisa terrível que é ser conservador para justificar o seu afastamento?”
3)Não é aceitável excluir Lobo Antunes por ser Conservador… Mas todos sabemos não ser esse o motivo…aliás trata-se apenas de uma tomada de força pelo governo PS, face ao Presidente PSD… Que “engenhosamente” se rodeia de conservadores do Século XX, que tem ainda muito presente a ditadura e o comunismo, as colónias e o Salazar…
A mesma geração que fez um 25 de Abril de 1974, (não foi uma revolução, foi um assalto ao poder instalado…), são os mesmos que nos governam…
Resumindo… LOBO ANTUNES…”you´re fired!!!”… É o “Lay off”…É a crise…ahahaha!
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O JLAntunes era um gajo muito, mas muito conservador qdo apoiou o Sampaio!!!
Esta cambada de esquerda é nojenta….
mesquinha…
ressabiada…
vingativa…
sem carácter…
bandalhos
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Cra HelenaMatos.
Isto são perguntas, repito perguntas complicadas.
Alguem “do contra” tem resposta á altura?.
D minha parte, apesar de o conhecer nada, até gosto do Curriculum do homem.
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http://www.youtube.com/watch?v=_gT9XGOtEF8&feature=PlayList&p=1E6AA871EB6D2F44&playnext=1&playnext_from=PL&index=11
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http://www.youtube.com/watch?v=UDzygNoOCtE&feature=PlayList&p=1E6AA871EB6D2F44&index=12&playnext=2&playnext_from=PL
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http://www.youtube.com/watch?v=D3gIHMmFMys&feature=PlayList&p=A76221969CB61AF7&playnext=1&playnext_from=PL&index=31
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De facto parece-me que se louva essa gente a mais. No entanto não deixo de reparar nesta curiosidade:
“Entre os olhinhos azuis à beto.”
O que é ter olhos azuis à beto?
Não será um tipo de racismo, cara Helena?
Eu tenho olhos azuis. Sou beto por nascer com olhos azuis?
Eu tenho pele branca à beto. Serei beto por ser branco?
Um tiro no pé, Helena. Vamos lá emendar esse tipo de preconceitos contra as características físicas das pessoas. Eles até podem ser betinhos mass daí a os acusar por ter olhinhos azuis…
anti-comuna
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e, já agora, ninguém se lembrou ainda, nesta novela sobre como a inclusão ou a exclusão de joão lobo antunes muda radicalmente um colectivo de 19 pessoas, daquela história da necessidade de os órgãos de consulta terem uma ‘lógica de contra-poder’ desde que sejam sempre de direita? em estando com a mão na massa, podia até alguém explicar por que é que a expressão ‘instrumentalização política’ só parece aplicar-se a nomeações governamentais e nada ter a ver com as escolhas do presidente da república — ou será que na presidência não há políticos nem se faz política?
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A cena da bandeira, é assim a modos como um gajo tirar o casaco e polo nas costas da cadeira. Vem um militante à sorrelfa e troca o emblema do Benfica que o casaco tem na lapela, por um resplandecente emblema do Sporting.
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Parabéns pela análise. Muito bem. É tão bonito quando falamos das realidades que conhecemos.
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É uito bonito mostrar aquilo que se é atacando a pessoa mas como ainda se gosta menos de outra até se defende o posto.
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Enquanto uns neurocirurgiões são louvados como deuses vão continuar a morrer Joaquins Agostinhos porque quem trabalha são os desgraçados dos internos de neurocirurgia enquanto os doutores chefes ficam a emitir opiniões e pelo telefone.
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Bom post. Sem problemas com mariquices do politicamente correcto. Que cada vez mais tresanda imenso a falsidade e hipocrisia.
52, news flash: estamos no séc. XXI. Tem de actualizar as suas referências “trágicas”. Get a life…
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Por acaso, andei com três dos Lobo Antunes (o João, o Pedro e o Miguel) na escola primária e eles eram todos bons alunos, Tão bons alunos que nunca eram zurzidos pela professora, a D. Adelaide. Quem zurzia – e bem! – naquela escola (a D. João da Câmara em frente à Fábrica Simões), era o marido da professora, o sádico professor André, que só batia nos alunos mais pobres. Critérios de classe, sei lá…
O António escritor, às vezes, ainda fala nisso nos seus livros. Deve ter ficado traumatizado, coitado. Eu também.
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Fui conferir com o meu Pai: no tempo em que os Lobo Antunes eram meninos e moços, metade deles agora são sexagenários, não existia a palavra “beto”. Existia a designação de “meninos bem.” E era mais site specific, reservada para os meninos e meninas da Lapa, Estrela, e certa zona de Benfica (e Cascais e Carcavelos, mas só certo Carcavelos e Cascais – à roda do jardim da Parada) e certamente não extensível à gente das “Avenidas Novas” – que essas sim, foram o viveiro dos betos.
Por isso, quando se é jornalista há quer noção mínima destas coisas e designações, de ter sensibilidade as áreas de Lidsboa e arredores, e ler repetidas vezes o Porust, o Sttau Monteiro e o Cardoso Pires e a antiga e deliciosa revitsa “Almanaque” em que cartoonizava com talento imenso o João Abel Manta.
Meninos bem, portanto, e não “betos” eis o que os Lobo Antunes eram e nunca “betos”.
Além disso, chamar betos a sexagenários presume uma dilatação do prazo de validade ímpar e inaceitável.
Portanto, imaginar e divulgar que todos os betos tem “olhinhos azuis” só pode ser uma opinião leviana e com laivos de racismo social, de Matonville-sur-mer, onde hordas de pescadores de olhões escuros vigiavam por meio de comités populares a decência e normalidade do tom escuro dos olhos do bom povo, simples, simplório e simplex.
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Fui conferir com o meu Pai: no tempo em que os Lobo Antunes eram meninos e moços, metade deles agora são sexagenários, não existia a palavra “beto”. Existia a designação de “meninos bem.” E era mais site specific, reservada para os meninos e meninas de “boas famílias” da Lapa, Estrela, e certa zona de Benfica (e Cascais e Carcavelos, mas só certo Carcavelos e Cascais – à roda do jardim da Parada) e certamente não extensível à gente das “Avenidas Novas” – que essas sim, foram o viveiro dos betos.
Por isso, quando se é jornalista há que ter noção mínima destas coisas e designações, de ter sensibilidade às áreas de Lidsboa e arredores, e ler repetidas vezes o Proust, o Sttau Monteiro e o Cardoso Pires e a antiga e deliciosa revista “Almanaque” em que cartoonizava com talento imenso o João Abel Manta.
Meninos bem, portanto, e não “betos” eis o que os Lobo Antunes eram e nunca “betos”.
Além disso, chamar betos a sexagenários presume uma dilatação do prazo de validade ímpar e inaceitável.
Assim, imaginar e divulgar que todos os betos tem “olhinhos azuis” só pode ser uma opinião leviana e com laivos de racismo social, de Matonville-sur-mer, onde hordas de pescadores de olhões escuros vigiavam por meio de comités populares a decência e normalidade do tom escuro dos olhos do bom povo, antibeto, simples, simplório e simplex.
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O problema que a maior parte deste gente tem com a exposição pública dos preconceitos privados faz supor que eles não tenham nenhuns (preconceitos).
O politicamente correcto é o atalho mais rápido para o debitar ininterrupto de informações inúteis: se pode considerar-se correcto a aplicação do termo beto a pessoas de determinada rua (?) ou outras preciosidades relativas à cor dos olhos.
Por favor não me convidem para as vossas festas.
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Cara Helena Matos
É sempre um gosto vê-la a defender as suas opiniões na caixa de comentários.
Apesar de ser a mesma tão desacreditada, não deixa de lá participar, tentando esclarecer os , ditos comentadores.
À oportunîdade incómoda dos seus comentários junta o respeito pelos seus leitores.
E isso me leva a ter o “Blasfémias” como o 1º dos meus favoritos.
Sempre na expectativa de a ler renovo os agradecimentos pelo privilégio.
Vasco Silveira
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