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“Empates desiguais” *

15 Setembro, 2009
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Foi o debate que correu pior a Sócrates – e era o que tinha de ganhar. Ao contrário, Ferreira Leite nunca esteve tão bem (com Portas foi confrangedora) –, e era o debate que não podia perder.
Sócrates intimidou-se com a questão da credibilidade: sentiu o perigo e fugiu. Talvez por isso, Ferreira Leite cresceu, superou os seus apertados limites, mostrou tanta firmeza que as (muitas) contradições em que caiu ficaram quase sem objecção.
Sócrates, irreconhecível, meio abúlico, parecia vacilante entre a máscara do ‘animal feroz’ ou a do ‘falso manso’ que lhe aconselham desde as Europeias.
Claro que Sócrates estava mais bem preparado. Mas, num debate destes, isso vale tanto como a convicção que se exibe. Ao permitir um empate, Sócrates fraquejou num momento essencial.

* Ontem, Correio da Manhã

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