Ele há coisas!
19 Setembro, 2009
Pessoa recém-chegada do planeta Marte pergunta como foi possível que tendo esta ditosa Pátria sido posta em sossego com a suspensão daquele espaço dito informativo onde só se diziam aleivosias esteja agora a ser de novo perturbada com a publicação de um mail obtido por ínvios caminhos?
38 comentários
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HM, receio que a maioria dos leitores não faça ideia sobre o que fala e ignore completamente todo o historial do que o PSOE de Espanha tem sido capaz de fazer ao longo das últimas décadas.
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Abater uma a uma, todas vozes incómodas, sem dó, vergonha ou piedade. Hoje foi um dia grande para a tirania, o ataque ao Público, ao Presidente e ao Juiz Teixeira. Os amanhãs cantam na luso Sicília.
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1. Provavelmente tem razão. Mas tenho a derteza que esta caixa de comentários é lida por quem conhece «completamente todo o historial do que o PSOE de Espanha tem sido capaz de fazer ao longo das últimas décadas.»
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A notícia sobre o juiz Rui Teixeira é particularmente preocupante.
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Gabriel: o teu papel de censor é uma vergonha!
A totalidade dos processos de fundos comunitários da Intervenção Operacional Ambiente do
2.º Quadro Comunitário de Apoio foi ilegalmente destruída em 2007, já durante o actual
Governo, por decisão da Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Ambiente. Entre
os projectos cuja documentação foi eliminada encontra-se o da construção e concessão da
Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB),
cuja adjudicação ao grupo HLC está no centro de um processo de corrupção que tem
julgamento marcado para Outubro e envolve personalidades da esfera de amizades de José
Sócrates. Ao contrário das alegadas pressões para abafar as investigações do Freeport que
continuam a embaraçar o PS, a eliminação de provas naquele outro caso decorreu sem que
quaisquer pressões tenham chegado ao conhecimento público. Apenas nos chegou o resultado
de um trabalho bastante bem feito.
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Gabriel, o teu papel de censor é uma vergonha!
12 Fevereiro 2009
Cova da Beira: António Morais foi acusado há ano e meio mas caso está parado
Processo blindado
Um ano e meio depois de ter sido deduzida acusação pública contra António Morais, o ex-professor de José Sócrates que duas vezes desempenhou cargos de nomeação política em Governos socialistas, o processo continua fechado a sete chaves. Embora as actuais regras do segredo de justiça tivessem tornado públicos todos os casos após a dedução da acusação, a excepção (que assume contornos de segredo de Estado) parece ser o processo em que José Sócrates, então secretário de Estado do Ambiente, chegou a figurar como suspeito.
O caso está neste momento em fase de instrução e o primeiro pedido de consulta interposto pelo CM foi negado com o argumento de que não se vislumbra o interesse público da consulta dos autos. O segundo, entrado recentemente no TIC, onde já foi dada a pronúncia, mas cuja decisão ainda não transitou por recursos sucessivos, ainda não tem resposta. No entanto, o CM sabe que António Morais invocou as anteriores regras do Código de Processo Penal para se opor à publicidade do processo durante a instrução. O pedido foi-lhe deferido, embora à data já vigorassem as regras do Código aprovado pelos socialistas.
O processo – no qual António Morais e a sua ex-mulher são acusados de corrupção passiva e de branqueamento de capitais relativamente ao concurso e adjudicação da obra da central de tratamento de lixo da Cova da Beira – tem ainda a particularidade de a pronúncia (confirmação da acusação) ser datada de Maio do ano passado, mas o caso ainda não ter chegado à Boa-Hora para julgamento.
Recorde-se, ainda, que este processo nasceu de uma denúncia anónima que dava conta de que José Sócrates, Jorge Pombo e João Cristóvão, à data dos factos secretário de Estado do Ambiente, presidente da Câmara da Covilhã e assessor deste último, respectivamente, teriam recebido dinheiro da sociedade HLC – que ganhou o concurso para a construção da estação de tratamento de resíduos sólidos da Associação de Municípios da Cova da Beira. Estavam em causa “trezentos mil contos, dos quais cento e cinquenta mil se destinariam ao senhor secretário de Estado”, pode ler-se no despacho do MP que considerou depois não haver prova suficiente para levar qualquer daqueles responsáveis a julgamento.
O único documento conhecido – o despacho de arquivamento – refere ainda “provas genéricas de que todo o processo de concurso foi controlado por pessoas ligadas ao PS da Covilhã; que a empresa vencedora é uma empresa ligada ao PS; que o assessor já trabalhava para a HLC e que a empresa recebeu 480 mil contos da Associação de Municípios da Cova da Beira, por trabalhos que não realizou”. Lembra ainda que “o proprietário do terreno onde se pretendia fazer a central era um funcionário da HLC e que o então presidente da Câmara da Covilhã passou a trabalhar para a HLC”.
GUARDA RECUSA INSPECÇÃO
O presidente da Câmara da Guarda recusa enviar o relatório sobre as casas projectadas por Sócrates para a Inspecção-Geral da Administração do Território. Para Joaquim Valente o “caso está esclarecido” depois de o documento elaborado por cinco funcionários da autarquia não ter detectado um tratamento especial aos projectos assinados pelo então engenheiro técnico Sócrates. Esta reacção do autarca da Guarda surge depois de os vereadores do PSD, como o CM noticiou ontem, terem anunciado o envio do relatório para o Ministério Público e Judiciária.
PORMENORES
SUSPEITA DE CONTACTOS
O MP diz que “apesar de existirem suspeitas de contactos, não foi possível indiciar qualquer acto ou omissão, que fosse contrário aos deveres dos cargos que exerciam à data”.
MOTORISTA CONFIRMA
O motorista da Câmara da Covilhã confirmou encontros com José Sócrates e visitas do presidente da Câmara à sede da HLC.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=3E86D85C-8716-44A0-8F6D-8941C9122A3E&channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009
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Que hipocrisia!
Falam em liberdade com quem escarra na cara do vizinho.
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@justiça de Fafe, não estou a fazer o papel de defensor oficioso do Gabriel, mas parece-me que é natural que ele remova os constantes copy&paste que faz dos mesmos textos.
Eu até sou da opinião que esses textos deviam estar todos espalhados pelo país em grandes cartazes para todos lerem e nunca mais ninguém se esquecer, mas tem que compreender que é chato a constante repetição dos mesmos em cada caixa de comentário de um post.
Sugestão: Porque é que não reúne o material todo num blogue bem organizado e divulga apenas o link para o blogue ?
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Repare nisto: Site do DN: 46 links para o caso das escutas presidenciais
http://fliscorno.blogspot.com/2009/09/site-do-dn-46-links-para-o-caso-das.html
46 links relacionados com isto na página de entrada do site do DN?! Caramba, é obra.
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Juiz Rui Teixeira tem carreira estagnada devido ao processo Casa Pia
A carreira do juiz Rui Teixeira estará a ser prejudicada por ter sido o juiz de instrução do processo Casa Pia. Todos os magistrados judiciais são avaliados de 4 em 4 anos. Mas a última avaliação de Rui Teixeira foi feita em 2001. Desde então o magistrado voltou a ser inspeccionado com classificação de muito bom mas três conselheiros do Conselho Superior da Magistratura, nomeados pelo Partido Socialista, não concordam com a nota que lhe foi atribuída.
A 21 de Maio de 2003 Rui Teixeira estava longe de imaginar as consequências que o processo Casa Pia haveria de ter na sua carreira.
Numa situação inédita, Rui Teixeira deslocou-se à Assembleia da República para pedir o levantamento da imunidade parlamentar do deputado socialista Paulo Pedroso.
Após quatro meses e meio em prisão preventiva, Paulo Pedroso foi libertado por ordem do Tribunal da Relação.
Um mês antes, o Conselho Superior da Magistratura decidiu manter Rui Teixeira à frente do inquérito Casa Pia, acumulando funções no Tribunal de Círculo de Mafra.
O mesmo órgão que há seis anos o manteve no processo, congelou agora a avaliação do juiz.
De quatro em quatro anos os juízes são inspeccionados. A nota que pode ir de “Medíocre” a “Muito Bom” é depois homologada pelos membros reunidos em conselho permanente. Só assim os magistrados podem aceder a outros tribunais.
A última nota de Rui Teixeira é de 2001: um “Bom com distinção”.
A nova inspecção só acabou agora – e, já apanhou os anos do dossiê Casa Pia. Abrangeu quase metade dos 17 anos de carreira do juiz.
Rui Teixeira obteve a classificação de “Muito Bom” mas quando a nota chegou à reunião do Conselho Superior da Magistratura, três vogais indicados pelo Partido Socialista, não aceitaram a classificação. Para eles há um processo mais importante do que todos.
Carlos Ferreira de Almeida, Rui Patrício e Alexandra Leitão, a vogal que é também consultora na Presidência do Conselho de Ministros, alegaram que o processo Casa Pia teve grande impacto na opinião pública, que as pessoas envolvidas deram muita notoriedade ao caso – e, que, por isso, Rui Teixeira merecia um tratamento especial.
Os três membros argumentaram que foi um erro do juiz que levou à libertação de um arguido. Paulo Pedroso, é a ele que se referiam.
Que houve um arguido nunca pronunciado. Foi também o caso de Paulo Pedroso.
E que um arguido foi indemnizado por ter sido ilegal a sua detenção. Quem mais se não Paulo Pedroso?
O conselho, presidido por Noronha do Nascimento, entendeu que a avaliação do juiz deveria ser decidida pelo plenário e não pelo conselho permanente, que é o órgão competente para votar as notas dos juízes.
O assunto chegou mesmo a plenário, onde ficou decidido que a avaliação de Rui Teixeira terá de esperar pelo resultado do processo em que o Estado foi condenado a pagar uma indemnização a Paulo Pedroso. Resultado que pode levar anos a ser conhecido.
Agora está no Tribunal da Relação mas é provável que suba ao Supremo e até ao Constitucional.
Rui Teixeira recorreu da decisão do conselho para o Supremo Tribunal de Justiça.
Por enquanto, o juiz continua a “marcar passo” no círculo de Torres Vedras.
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Empresa da mãe de Sócrates citada no processo de corrupção na Amadora
A empresa da mãe do primeiro-ministro, que está a ser investigada no âmbito do Freeport,
surge envolvida num processo de corrupção na Câmara da Amadora, o qual abarca outras
figuras relevantes do PS
A equipa que está a investigar o caso Freeport suspeita que José Paulo Bernardo Pinto de
Sousa, primo do primeiro-ministro, possa ser o parente que o arguido Charles Smith acusa
de ter sido o receptor das ‘luvas’ alegadamente entregues a Sócrates para conseguir o
licenciamento do projecto de Alcochete.
José Paulo Bernardo está também referenciado num outro processo, que desde 2001 corre no
Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), onde se investigam indícios
de tráfico de influências, corrupção, financiamento a partidos e branqueamento de
capitais, e que tem como figura principal o actual presidente da Câmara da Amadora,
Joaquim Raposo.
Raposo é um dos vários suspeitos deste vasto processo, cuja investigação se tem arrastado
apesar de já terem sido constituídos oito arguidos. Em causa, soube o SOL, estão os actos
ilícitos praticados por uma rede de pessoas ligadas à Câmara da Amadora e a empresas de
construção civil, e que envolve também elementos da Direcção Regional de Ambiente e
Ordenamento do Território, a que presidiu Fernanda Vara.
Esta arquitecta – uma das arguidas no processo da Amadora – integrou a comissão que deu
parecer favorável ao Estudo de Impacto Ambiental que permitiu o licenciamento do projecto
Freeport, em Alcochete.
Nas buscas desencadeadas pela Polícia Judiciária, em 2004, às empresas suspeitas neste
processo e a vários serviços da Câmara da Amadora, o computador do presidente, Joaquim
Raposo, foi um dos que mais provas deu aos investigadores. Foi aqui, soube o SOL, que
surgiu a referência à Mecaso – uma das empresas de Maria Adelaide Carvalho Monteiro, mãe
de José Sócrates, e José Paulo Bernardo, o primo de quem agora se suspeita.
Joaquim Raposo, que o SOL não conseguiu contactar antes do fecho da edição após várias
tentativas, ao ter conhecimento da notícia afirmou que «o único computador que foi levado
era o do presidente da Assembleia Municipal, António Preto», e não o seu.
Confrontado com uma escuta que existe no processo, o presidente da Câmara de Amadora
adianta ainda que «nunca» ouviu falar da MECASO nem conhece o primo do primeiro-ministro.
«Logo, não lhe podia ter telefonado», afirma.
Em relação a Fernanda Vara, Raposo diz apenas ter tido contacto enquanto autarca, para
lhe «pedir alguns pareceres».
http://www.sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=131046
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Foi a enterrar o rapaz de Paderne, e que a Comunicação nem OUSOU referir que foram Ciganos a perpetrar tal acto.
O políticamente correcto permite que essa “espécie protegida” pratique os mais variados atropelos à Sociedade, e como prémio recebe garantidamente pensões “ad eternum” que nós contribuintes otários fornecemos.
Assim vai o Faroeste…
P.S.Foi morto com tiro de caçadeira na cabeça por defender as suas alfarrobas.
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A perseguição a Rui Teixeira pelos xuxas socretinos só demonstra que ele, Rui Teixeira, tinha razão.
Aliás, a decisão de libertação de Paulinho Pedroso não foi unânime (dois a um), o relator é casado com uma líder regional do PS, candidata a deputada e ex- Governadora Civil nomeada por este Governo.
Há também uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa que conclui que se justificava a prisão preventiva do Paulinho e posterior renovação.
Mas a classe dominante político-mediática-judicial IGNOROU-A TOTALMENTE!
Seria curioso investigar ( se houvesse jornalistas em vez de moluscos, paquetes e pedintes…) a carreira profissional dos “magistrados” que proferiram decisões a favor do Paulinho…a começar pelo autor do Acórdão “libertador”.
Há mais casos de perseguição por essa função pública e não só fora!
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Bom, e averiguar também a carreira profissional dos ilustres “conselheiros” do CSM que servem de moços de recados do poder que persegue o Rui Teixeira….
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Olé, querem ver que foi o psoe! ihihihih
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#8
Já leu os “comentários” dum tal “Eterno Azul” no mesmo post?
Que tal? Quais os que deviam ser apagados (isto na hipótese de ser obrigatório apagar…)
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Jorge disse
19 Setembro, 2009 às 1:54 am
Repare nisto: Site do DN: 46 links para o caso das escutas presidenciais
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Os links de ontem (Sexta) não parecem relevantes. Mas já que fala de links, estive precisamente na última hora a investigar uma coisa curiosa.
Uma das primeiras mensagens no Twitter sobre a notícia do DN sobre o email veio da… Fernanda Câncio. Surprise !
A mensagem foi esta:
A mensagem dirigia-se ao Paulo Querido, socrático confesso, mas simultâneamente um dos twitters com mais seguidores em Portugal, o gajo que segue toda a gente, e para difundir notícias ou rumores nada melhor do que pessoas como o PQ. O objectivo parece claro, espalhar rapidamente a notícia do DN. Não me recordo nunca de ter visto a fernanda câncio assim tão diligente a essas horas ( 2 da manhã) em espalhar uma manchete do DN. Nem me recordo de a ter visto com um dia tão activo no twitter.
E vem esta gente falar de deontologia ! Grande lata !
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De imediato seguem-se dois twetts do Paulo Querido faz em resposta a fernanda câncio (com minúscula)
Curiosamente, no segundo tweet não usa o url original, faz o recode de novo num outro provider. Estranho, para quê perder tempo em fazer um novo url se já existia um da câncio ? Melhor ainda, bastaria um RT da mensagem original ….
Como diz a Helena Matos, ele há coisas….
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Qual será a negociata que a “Controlinvest”- DN; JN; TSF- anda a abichar?
É que o Baldaia da TSF (ex assessor de não sei quê xuxa, os gajos são assessores de tanta coisa sem fazerem nada…) também se fartou de gritar histérico como uma teen ager lá na casita…
É que esta cambada não tem mesmo vergonha nenhuma na fuça!!!
Andam de megafone a servir de papagaios com total descaramento…
Será que tiraram todos cursos ao Domingo?
Fizeram exames numa só folha A4?
Com cartãozinho de recomendação de Secretário de Estado?
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Magistrado do processo Casa Pia
PS chumba ‘Muito bom’ de juiz Rui Teixeira
Três membros do Conselho Superior da Magistratura (CSM) nomeados pelo PS levantaram dúvidas sobre a avaliação de ‘Muito Bom’ atribuída ao juiz Rui Teixeira, que esteve à frente do caso de pedofilia da Casa Pia, e a nota está suspensa até que chegue ao fim o processo da indemnização reclamada ao Estado pelo ex-arguido Paulo Pedroso.
A notícia foi divulgada ontem pela SIC e confirmada pelo CM, que soube ainda que a polémica e inédita decisão foi tomada no plenário do CSM antes das férias judiciais, em Julho, depois de a questão ter sido levantada por Rui Patrício, Carlos Ferreira de Almeida e Alexandra Leitão. Os três vogais sugeriram que o caso da avaliação do juiz de Torres Vedras, no decurso de uma inspecção ordinária, fosse avocado pelo plenário, que acabou por suspender a avaliação desta nota com dois votos contra e uma abstenção. Na reunião não estiveram presentes os vogais indicados pelo PSD nem o penalista Costa Andrade, nomeado pelo Presidente da República. Agora, Rui Texeira, que ordenou a prisão preventiva de Paulo Pedroso em 2003, vai ter de concorrer com a nota antiga: ‘Bom com Distinção’.
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Sócrates o ditador por António Barreto
«A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.
Entre estes, está o facto de o candidato à Autarquia se ter afastado do Governo e do Partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal.
A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.
Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais. Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado.
Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas.
Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo.
Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.
As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer. Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.»
Encontrei este texto, isto é verídico??? Até o António Barreto pensa o mesmo que muitos dos seus colegas. Nunca vi nada semelhante nestes últimos anos de democracia. A ser verdade, parabéns pela sua clarividência.
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Porra helena tu es feia a brava, as noites que aqui passei a bater punhetas so de ler o teu nome foi um desperdicio de tempo…e que nao prestas em nenhuma frente…e que ha gajas feias mas com um minimo de cabecinha…
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A votação dos três conselheiros do conselho superior da magistratura apenas põe a nú o problema de colocar pessoas nomeadas politicamente a apreciar o mérito dos juizes.
Os referidos conselheiros não são juízes, foram para ali nomeados pelo PS.
E assim vai a separação dos poderes político (legislativo/executivo) do judicial.
Juntem-lhe a lei da responsabilidade civil por actos jurisdicionais – onde se prevê que é precisamente o conselho superior da magistratura, cada vez mais fortemente politizado, quem dá luz verde a processos de responsabilização contra juizes com vista a que paguem indemnizações.
Quem é o juiz que, com este pano de fundo, se arrisca a prender as vedetas políticas deste país?
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Chegou cá o marciano e falou à marciana, vê lá como neste planeta o portuga faz de conta sobre o que é, quando o cala, sem cuidar de desmentir verdades que chama de ‘aleivosias’, com tudo mais que provado por fretes, corrupção, dinheiros, com figuras verdadeiras a prová-lo na imagem e nos dizeres.
Lembra a máfia, marciana, um circulo de injustiça, que dizem, aqui, não sabe, não faz nada, dada a servir o poder.
Nos Media, igual, se de inveja se guerreiam jornalistas, entre si, contra e prò-governo, e vencem os alinhados, multidão.
Se não, olha o post, aqui, posta a desacreditar tudo, como quem chuta prò ar.
Que país, ó marciana, à cabeça da Europa, diz Camões, mas já um dos mais corruptos, dos mais pobres, mais injustos quanto à distribuição da riqueza, um dos mais endividados, mais beato e mais obtuso.
E isto não tem futuro de jeito, apesar do sol que vês.
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Polícia investiga empresas de mãe e irmão de Sócrates
A equipa de magistrados do ‘caso Freeport’ e a Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal estão a
investigar a empresa Mecaso que tem, entre os sócios fundadores, Maria Adelaide Carvalho
Monteiro, mãe do primeiro-ministro, José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo de José
Sócrates, e um cidadão inglês de origem indiana
A Mecaso, sociedade gestora de participações sociais, foi constituída a 12 de Fevereiro
de 1999, ainda José Sócrates era secretário de Estado do Ambiente e corria o inquérito da
Cova da Beira, onde chegou a ser suspeito de ter favorecido o consórcio que ganhou o
concurso do aterro, mas os autos que se lhe referiam acabaram por ser arquivados pelo MP.
Por coincidência, foi nesse ano do concurso que Sócrates comprou o andar onde vive em
Lisboa, no edifício Heron Castilho. E também Maria Adelaide vendera a sua casa em Cascais
e comprara um apartamento no mesmo edifício.
http://www.sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=130355
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Antiga notária devolve documentos desaparecidos
Na sequência da notícia do SOL sobre a descoberta de cópias de
documentos da venda de um apartamento à mãe de José Sócrates, uma
ex-notária entregou esta manhã ao 21.º Cartório Notarial de Lisboa um
conjunto documentos até agora desaparecidos
Lídia Menezes, de 75 anos, compareceu logo de manhã no 21.º cartório
notarial de Lisboa para entregar vários dossiês de documentos
desaparecidos do cartório.
Segundo uma fonte contactada pelo SOL, a antiga notária alega que os
documentos foram levados por uma ex-funcionária entretanto falecida,
que os entregou a Lídia Menezes pouco antes da sua morte.
Na ausência da actual notária, Luísa Vieira, os dossiês foram
colocados num caixote selado e só serão analisados na segunda-feira.
Para já, desconhece-se o conteúdo dos mesmos.
O desaparecimento de documentos relativos a transações imobiliária
realizadas entre a offshore Stoldberg Investments Limited e Maria
Adelaide Monteiro, mãe do primeiro-ministro José Sócrates, já tinha
sido noticiado pelo SOL e motivou um inquérito instaurado pelo
Ministério Público.
Esta sexta-feira, o SOL faz manchete com a descoberta de cópias
autenticadas destes documentos no 2.º Cartório Notarial de Lisboa.
Os papéis mostram que a offshore Stoldberg Investments Limited tem
como procuradora uma portuguesa que vive com o líder de um grupo
imobiliário perseguido em França por ligações à Camorra e que reside
agora no Algarve.
http://www.sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=138260
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Pois é , essa coisa dos ínvios caminhos deu cabo da vida de muita gente, é o costume quando não se olha por onde se vai 😉
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Um desempregado a cada QUATRO MINUTOS!
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=2&id_news=123855
O povo de esquerda é estúpido que nem calhaus.
Votem nos partidos (BE,PCP,PS) que fazem fugir o investimento, força!
Desemprego e manifs para o ego da CGTP e PCP e BE é que é bom…
Ou tipo Zapatero, que já vai em quase 20%
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Ó Fafe
com tanta aldrabice à volta dessas negociatas, é caso para perguntar:
DE QUE É QUE A JUSTIÇA ESTÁ À ESPERA?
(se é que a Justiça existe…)
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Vão tdos pó carálho…
A elite dos intelectuais inteligentes e honestos deste país, são um lixo, cobardes, anestesiados, subjogados.ñ valem merda!!!
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
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” Mas tenho a derteza que esta caixa de comentários é lida por quem conhece «completamente todo o historial do que o PSOE de Espanha tem sido capaz de fazer ao longo das últimas décadas.”
eu conheço perfeitamente. Eu googlo. lol
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Há quem julgue que liberdade é urinar à porta do vizinho.
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o nuno melro não diria melhor do banco de portugal. a corrupção, desde que pague impostos, é uma activadade legal, já o denúnciante não tem a mesma sorte. são as más conciências do salazarimo a funcionar.
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#33 – diria um alqueva de merda à cota 750 m
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Que engraçado!!!
Caso das escutas
Assessor de José Sócrates fez tese sobre Cavaco e pertence à maçonaria
Rui Paulo Figueiredo pertence à loja maçónica Mercúrio. Em 2007, substituiu Carrilho como vereador na Câmara de Lisboa.Foi professor na Independente
“Aníbal Cavaco Silva e o PSD”. Este é o título da tese de mestrado que Rui Paulo Figueiredo concluiu no ISCTE, em 2004. O assessor de José Sócrates, que alegadamente terá vigiado Cavaco Silva durante uma visita à Madeira, fez uma tese sobre o actual Presidente da República, o que podia indiciar que este teria investigado Cavaco Silva.
Porém, consultando este trabalho, percebe-se que apenas utilizou como material de investigação artigos publicados em jornais e biografias públicas de Cavaco Silva. Além disso, a tese nem é de teor opinativo e conta com 400 páginas de pura objectividade.
Ainda assim, seguindo o percurso de Rui Paulo Figueiredo é fácil encontrar factos que o ligam a S.Bento e… a Belém. Além de ser militante socialista, Rui Paulo Figueiredo foi professor assistente de Direito na Universidade Independente, a mesma do primeiro-ministro. O rol de curiosidades também se estende ao seu percurso político, uma vez que pertenceu ao núcleo socialista de… Belém.
No entanto, Rui Paulo Figueiredo também fez parte da secção do Alto de São João. Era lá que estava quando no início de 2007 substitui Manuel Maria Carrilho na vereação da Câmara Municipal de Lisboa, por este ter renunciado ao cargo.
Tentou ter uma vereação dinâmica e chegou a criar um blogue que pretendia ser uma plataforma de comunicação com a cidade: “Lisboa quem te viu e quem te vê” .
A história fértil para teorias da conspiração não se fica por aqui, pois este pertence a uma organização conhecida pela sua influência: a maçonaria. Os especialistas dizem que a Loja Mercúrio, da Grande Loja Regular de Portugal (GLRP), é das mais influentes no universo maçónico nacional.
É certo que não integra a maior obediência da Maçonaria portuguesa – o GOL (Grande Oriente Lusitano) – mas entre os seus membros estão figuras que têm o dever de estar muito bem informadas sobre o que de mais importante se passa em Portugal, como Jorge Silva Carvalho, chefe do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e que depende do secretário-geral do SIRP, Júlio Pereira. É nessa loja maçónica que “milita” também Rui Paulo Figueiredo.
O socialista tem 38 anos e é director do Instituto Transatlântico para a Democracia, colaborador da revista “Segurança e Defesa” e da Fundação Luso-Americana. Há vídeos seus no Youtube a comentar as eleições norte-americanas.
Segundo um artigo do Expresso, Rui Paulo foi um dos poucos sportinguistas seleccionado para uma entrevista online ao treinador. A Paulo Bento terá perguntado: “A equipa faz tudo por si, tal é a devoção à sua liderança? Está aí um dos segredos?”.
http://www.dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1366236
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Para dizer assim uma piada acho que foi descoberto fiamlmente uma daquela denominadas forças ocultas da campanha negra
Venham mais que é preciso!!
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Governamentalização da investigação e informação criminal
No último ano, assistimos a uma perigosíssima governamentalização da
investigação e informação criminal. Através de vários diplomas – Lei
de Segurança Interna, Lei de Organização da Investigação Criminal e a
Lei do Sistema Integrado de Informação Criminal –, o Governo e o PS a
atribuíram ao Secretário-geral do Sistema de Segurança Interna
(SG-SSI) e ao Gabinete Coordenador de Segurança – que dependem
directamente do Primeiro-Ministro – funções de coordenação da
investigação criminal e poderes de organização e gestão
administrativa, logística e operacional dos serviços, sistemas, meios
tecnológicos e outros recursos comuns dos órgãos de polícia criminal,
incluindo o Sistema Integrado de Informação Criminal. O Governo chegou
até a pretender colocar na dependência do SG-SSI a Interpol e Europol
(e se isso tivesse sucedido, pense-se no que poderia acontecer num
caso como o do “Freeport”), acabando por consegui-lo relativamente ao
Gabinete SIRENE (e, quanto a este, note-se que a esmagadora maioria da
informação que por ali passa é exclusivamente de interesse para a
investigação criminal). Sendo o Ministério Público quem, nos termos da
Constituição e da lei, dirige a acção penal e a investigação, a ele
deveria caber a gestão do Sistema Integrado de Informação Criminal.
Nunca a um órgão do Governo.”
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