Ainda há taxistas que não se deixam enganar
O Ricardo Noronha, no 5Dias, ficou incomodado com Francisco Sarsfield Cabral apelidar o Bloco e o PCP de anticapitalistas e de esquerda radical. Diz RN que «Fala-nos ainda Sarsfield Cabral acerca de um nebuloso anticapitalismo do Bloco e do PCP, certamente descortinado numa conversa com o seu taxista favorito, uma vez que nada no programa com o qual se apresentaram às últimas eleições legislativas autoriza semelhante caracterização.» Ora, parece que apenas Ricardo Noronha desconhecerá o anticapitalismo intrínseco daquelas duas agremiações, nada tendo de «nubloso» e sendo mesmo a sua base ideológica.
Mas uma vez que o desconhece, sugiro que leia os Estatutos do BE, Artigo1º «Definição e objectivos» onde, entre outras coisas se diz que procura a «busca de alternativas ao capitalismo», seguindo-se, mais à frente «a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade» Na Moção aprovada na última convenção daquele partido indica-se que «O Bloco abriu novos debates sobre o socialismo como anticapitalismo». Acresce que BE foi fundador da rede partidos europeus designada por «European Anticapitalist Left». Alguma dúvida?
Sobre o PCP (explicando o bê-á-bá…!), este «tem como objectivos supremos a construção em Portugal do socialismo e do comunismo». E como não podia deixar de ser, defende a «superação revolucionária do capitalismo e pela construção do socialismo como única, real e necessária resposta à profunda crise do sistema».

Deus nos livre de cair nas garras dessa gente!
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«Idiotas úteis.»
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http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?div_id=1730&id=1092546
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É preciso ter lata. Ainda desmentem o Partido e os líderes. Será vergonha ou o mesmo truque do outro que também achou mal a Ferreira Leite não se ter disfarçado de socialista para caçar votos?
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Mas não diz que o socialismo tem que ser já para amanhã de manhã ou diz?
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Pois. E o Partido Socialista deseja construir o socialismo e o Partido Social-Democrata tem como inspiração Kautsky e Bernstein. Dispenso-me de referir a democracia-cristã.
Eu falei do programa com que concorreram às eleições e não das declarações de princípios. Sem desvalorizar demasiadamente as últimas, não lhe parece que há nuances e subtilezas na vida política que excedem a natureza dos documentos que citou? Parece-lhe mesmo que cada proposta ou diploma apresentado no parlamento responde ao desígnio da superação revolucionária do capitalismo? Até as propostas do PCP acerca do apoio aos pequenos agricultores ou as do Bloco acerca das pescas? Talvez esteja enganado, mas não me parece que a Coreia do Norte esteja ao virar da esquina.
Eu não sou de nenhum dos partidos citados e por isso a minha observação prende-se unicamente com o rigor da caracterização de Sarsfield Cabral. Aliás, se levássemos a sério os exemplos avançados pelo próprio para exemplificar o radicalismo das propostas do PCP e do Bloco, encontraríamos soluções mais tímidas do que as que Sarsfield Cabral defendia em 1975.
Um abraço anticapitalista
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Bom, para sermos justos, convirá relembrar o que continua a constar no preâmbulo da Constituição da República Portuguesa. Nomeadamente, que:
«A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência
nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios
basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir
caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em
vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.»
Nota: o “bold” é meu.
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«E o Partido Socialista deseja construir o socialismo e o Partido Social-Democrata tem como inspiração Kautsky e Bernstein. Dispenso-me de referir a democracia-cristã.»
é verdade, uma desgraça!
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«Parece-lhe mesmo que cada proposta ou diploma apresentado no parlamento responde ao desígnio da superação revolucionária do capitalismo? »
para lá caminham.
E creio bem que são partidos que apresentam programas que respeitam os seus princópios. Ou nem isso? Basta ler os ditos programas para se confirmar que sim.
«Até as propostas do PCP acerca do apoio aos pequenos agricultores ou as do Bloco acerca das pescas?»
Claro que sim, ou acha que tais propostas visam permitir mais liberdade e mais mercado?
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sobre o rigor da caracterização de FSC, acho que ele acertou em cheio, como na citação que faz: «Por compreensíveis motivos tácticos, os dirigentes comunistas e bloquistas não gostam de tornar explícita a sua posição anticapitalista».
Nem mais.
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Eleição do “lambe botas” do ano 2009
http://www.osonoluso.org/sociedade/eleicao-do-lambe-botas-do-ano-2009
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Uma coisa é certa; Atendendo ao programa do ultimo governo PS-Socrates e ao programa do Bloco de Esquerda, é manifestamente mais correto atribuir ao Bloco de Esquerda a representatividade de um paradigma mais próximo do socialismo do que ao dito Partido Socialista de Portugal. Esse (PS/Socrates) é por demais incoerente, diria até « não praticante».
Portanto e recordando o que aqui já foi dito, nem o Marx queria o socialismo logo na manha seguinte e com esse pressoposto em mente podemos admitir que o Bloco de Esquerda é de facto ou melhor, de programa, a verdadeira esquerda socialista em Portugal
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Louçã em entrevista ao Público- 7 Setembro passado:
«”E sou contra o capitalismo. O socialismo para nós, é um projecto anticapitalista, com todo o gosto pelas palavras e com toda a clareza.” »
Isto não tinha nada a ver com as eleições, pois não?
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AQUI
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O Gabriel Silva limita-se a constatar o que consta das declarações de princípio dos dois partidos.
Se as mesmas não são para levar a sério, então o que devemos levar a sério? Os dois partidos apresentam-se como anticapitalistas e ficam ofendidos se dissermos que são anticapitalistas? É esse o problema do Ricardo Noronha? Haja um módico de bom senso e de coerência…
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«Há muitas pessoas do BE, ou que foram do BE, que vieram das três forças que deram origem ao Bloco. Duas delas, o PSR e UDP, mantêm a sua identidade, têm sites na Internet. No site do PSR, por exemplo, encontra-se relações com a IV Internacional. Porque é que esse relacionamento e essa identidade não são mais claras para o eleitorado?
No BE há uma grande diversidade de opiniões. E há sensibilidades e correntes históricas que fazem parte de trajectórias políticas das pessoas. Eu represento o BE. Falo pelo BE, não falo por nenhuma sensibilidade. Porque o BE é, como tem sido e como os eleitores o conhecem muito bem, uma representação política.
Mas não deixou de ter relações ao mais alto nível na IV Internacional.
Eu tenho as opiniões que tinha desde os 15 anos. O meu trabalho político todas as pessoas conhecem. Sou dirigente do BE, não faço parte de outros órgãos de direcção. Não faço parte de nenhuma outra estrutura política. O BE tem a confiança de pessoas que nunca pertenceram a outros partidos e essas pessoas têm toda a força e toda a capacidade dentro do Bloco porque determinam. Será sempre um movimento plural.
Desde os 15 anos até hoje não tem a mesma identidade na plataforma do Bloco.
São histórias diferentes. O BE tem 10 anos de actividade, responde pela sua política. Eu fui, desde novo, um socialista à esquerda.
Era um revolucionário?
Com certeza.
E hoje continua a ser um revolucionário?
Sou socialista. E sou contra o capitalismo, é verdade. É o que está escrito na plataforma do BE. O socialismo em Portugal, para nós, é um projecto contra o capitalismo. É anti-capitalista, sim senhor, com todo o gosto pelas palavras e com toda a clareza.»
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Então, o Sarsfield é que inventou?
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Se há coisa que a História nos ensinou é que as ideologias nada mais são que meios para atingir objectivos particulares. Uma vez no poder, as ideologias vão para a gaveta e instaura-se uma ditadura. Tanto o fascismo de Hitler e Mussolini como o comunismo de Estaline e Mao Tse-Tung nada mais foram que instaurações de ditaduras sob pretextos ideológicos. Ou, mais recentemente, veja-se as tentativas presentes de Hugo Chavez.
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…e o flamingo Sócrates!
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.
Se calhar é por isso que o Salazar deixou tanta gente com saudades.
O Salazar queria a Paz e não tinha ideologias. Era católico e muito religioso.
Nuno
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#22
(cont.)
Por isso faz cá tanta faltinha outro Salazar – mas que não deixe que a cambada de pulhas se balde e dê à soleta…
Nuno
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Salazar era mais um contra o Mercado. Se tivesse tido uma barba revolucionária, o PC e os avós do Bloco teriam estado com ele.
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Pois, Salazar sim, mas o Abel.
No café Rialto há esta bela gravura.
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A verdade é que oitenta por cento (sondagem feita a meu pedido por Rui Oliveira e Costa)dos votantes no BE julgam que ele defende outras causas e nem sequer sabem o que é o socialismo.
Julgam que é qualquer coisa como socializar nas Docas.
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«Salazar era contra o mercado», diz o comuna/liberal do Luck.
ò ignaro, onde aprendeste isso? Alguma vez Portugal teve mercado mais livre que no tempo de Salazar e Marcello?
Ou achas que agora é que temos centenas e centenas de investidores privados?
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É uma coisa impressionante esta ignorância e estes mitos que se espalharam.
E já ouvi esse mesma frase a um historiador.
V.s nunca estudaram a ponta de um corno na vida e desconhecem completamente o que foi o salazarismo em termos de economia.
Do mesmo modo que estes “putos” do post desconhecem em absoluto o que é o BE e o PCP e vão em cantigas.
V.s são papel químico. E este Luck ilustra esta facilidade das patranhas se venderem de ouvido, às mil maravilhas.
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Assim nem daqui a 2 séculos.
Nem daqui a 300 anos. Isto propaga-se como o vento e são tretas propagadas até por estes Lucks que se dizem liberais e não passam de uns formatados mentais.
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Zazie…não se enerve que ainda lhe sata uma veia..guarde-se para as verdadeiras questões…tenha calma.
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E foi também à conta destas patranhas e destes tabus em relação ao passado de Portugal que correram daqui com o Arroja.
Ele pode dizer muito disparate e até o diz. Mas pegou na economia do tempo da Ditadura e mostrou como era mil vezes mais próspera e livre.
E depois, no Portugal Contemporâneo continuou o tema. Há por lá posts com comentários onde se passou uma tarde de sábado a conversar sobre o assunto- usando as fontes e as entrevistas da época- assim como o exemplo concreto das empresas e da finança dessa altura.
E isso deveria ser de leitura obrigatória para quem depois quer falar do que não sabe e se limita a propagar os mitos do PREC.
E esta não é apenas para o Luck. É também para todos os blasfemos.
Para a comunada monga nem vale a pena porque esses nem enfiando-lhes os factos pela cabeça dentro eram capazes de ver o que não querem.
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Que são verdadeiras questões?
Verdadeiras questões em Portugal no resultado dos governos são estas.
Como diz o José- é pela semântica que tudo passa.
As pessoas votam por serem aldrabadas por palavras.
Do mesmíssimo modo que até acredito (de boa fé) que este bacano do Ricardo Noronha seja enganado.
O BE vende mentiras e vende esta- escondendo a sua verdadeira natureza.
E o espantalho do salazarismo “monpolista de Estado” ainda é agitado e ainda funciona para depois haver este fenómeno único na europa- um país onde se acredita que a prosperidade económica só pode ser alcançada com programas de esquerda.
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Zazie…BE como PP como PSD/PS …descubra as diferenças (aquelas que interessam, não as com côres ou vocalizadas num diferente tom voval).
Guarde-se dizia eu…para debates como esse do Portugal Contemporâneo, entre seres com um conhecimento intelectual semelhante (que reconheço não ter) e aberto (que orgulhosamente tenho).
Fique bem
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O que são programas de esquerda?
O que é ser-se de esquerda?
É isto- afirmar-se por oposição a um perigo tremendo que levaria à mais cruel miséria e exploração humana e que eles dizem que é “a Direita”.
Ser-se de esquerda é isto- agitar espantalhos do passado que se desconhece (tanto como o desconhece este personagem robot que dá pelo nome de Luck e que se diz liberal) e depois fazer passar o socialismo e o comunismo como as tábuas de salvação que mais ninguém quer.
Em parte alguma. Em parte alguma se vendem votos comunistas dizendo-se que se está a evitar catástrofes económicas da “direita”; do “saudosismo do capitalismo monopolista de estado da ditadura” e da incapacidade para se criarem “postos de emprego”.
Em mais nenhuma parte da Europa.
Só cá.
E ainda há palermas que dizem que este não é problema.
É todo- este é o problema histórico por excelência de Portugal.
E enquanto não for desmontado há-de vender, render e travar tudo.
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É claro que eu nada tenho de liberal e muito menos ando para aí com a globalização na boca como se fosse um milagre civilizacional.
Mas muito menos vou em palavras vazias- em “hinos” e mitos de patranhas que não passam de sacos cheios de palavras
E as palavras fazem a cabeça a muita gente. Fazem-na tanto que a realidade é sempre o que elas são capazes de mostrar ou de esconder.
Neste caso, em Portugal, as palavras dos mitos políticos servem para esconder um passado e esconder as intenções e modelos políticos de quem se afirma contra a esse tal passado demoníaco.
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O disparate é que, na prática, esse tal liberalismo que se agita como espantalho mais não seria que propiciar uma social democracia um pouco mais livre.
Porque isto é mesmo assim- nós temos tanto estatismo que não haveria perigo de se sair de uma social democracia.
Mas está visto que quem fala nos “postos de emprego e na precaridade de emprego” dos outros é quem a tem vitalícia.
E é em defesa de pequenos privilégios de caca vitalícia que se agita o espantalho do perigo do capitalismo.
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E os privilégios do encosto estatal e da promiscuidade dos lucros que ele propicia agradam a todos.
Por isso é que só temos esquerda desde o PREC.
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O Meneses é de esquerda, como o Louçã- andam todos a ver se sacam o mesmo no poleiro.
Os únicos que abrem o jogo são os do PCP. Ao menos com esses ninguém vai ao engano- dizem mesmo o que querem- e que o BE esconde debaixo do tapete.
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Eu não estava a dialogar com ninguém e não a menor mania de superioridades intelectuais.
Isto aqui na blogo é tudo igual- é mesmo o único local onde a igualdade de estatuto é uma mais valia- a do pensamento, independentemente de quem o tem, do nome, do status, de tudo o resto que também é verniz (como as palavras).
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Se assim não fosse nem “punha os pés” no Blasfémias, como não ponho em nenhum blogue de “apertadinhos da ribalta” que só aceitam comentadores com nick e que sejam figuras de tv.
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Sem nic, claro. Sem nick- eles chamam “anónimos” a todos os que não têm o nome no jornal ou nos noticiários mediáticos.
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fdx! tanto disparate desde o meio dia e 1/2 !
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A Zazie tem pesadelos com o BE, he he que maravilha.
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Nem imaginas os pesadelos que aquela mariconagem me dá. Tadinhos deles.
O Louçã então, esse valente anti-fascista que a única manif que conseguiu promover antes do 25 de Abril (quando se correu com os gorilas de Direito) foi da cidade universitária à Feira Popular, porque já iam cansados
ahahahahha
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Esses gajos são uma anedota. E os ogres que por lá têm ninguém os comprava.
Nem os curas de passeata que promoveram o Louça nos jornais.
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“O Gabriel Silva limita-se a constatar o que consta das declarações de princípio dos dois partidos.
Se as mesmas não são para levar a sério, então o que devemos levar a sério? Os dois partidos apresentam-se como anticapitalistas e ficam ofendidos se dissermos que são anticapitalistas? É esse o problema do Ricardo Noronha? Haja um módico de bom senso e de coerência…”
Não se enervem. O Ricardo Noronha tem vários problemas, mas nenhum deles envolve Louçã ou o bloco de esquerda. Faço-vos apenas ver que o que se pode considerar anticapitalismo está noutro lado, mas percebo que não acreditem. Declarações de amor à democracia também o governo turco as faz e nem por isso as levamos a sério. Há uma diferença grande entre os princípios orgânicos e o programa com que se apresentaram às eleições e foi isso que sinalizei no que escrevi. Percebo também que tamanha subtileza vos pareça um truque ou outra coisa qualquer. É a vida.
Lamento informá-lo, caro Gabriel, mas liberalismo e capitalismo não são sinónimos e por isso medidas proteccionistas ou intervencionistas não são necessariamente anticapitalistas. É um debate longo que acho que vamos ter que deixar para outra ocasião.
Um último reparo. As loas tecidas à economia no tempo de Salazar e Marcello são todo um programa.
Com liberais destes ficamos muito mal servidos no que ao liberalismo diz respeito. Cuidado com as companhias.
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Sim, pázinho- as loas são as vossas Setenaves que agora já merecem apreço, não é rapazito de esquerda?
É pois, mas a v. religião vive assim, de estigmatizar o que desconhecem à conta de nada.
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Liberalismo e capitalismo não são sinónimos mas o BE é comunista e nunca deixou de o ser.
Entendes a diferença- que o capitalismo é uma merda, sabemos todos, porque o dinheiro é uma merda. Mas essa merda em colectivo e à escala internacional- é mil vezes mais perigosa.
O capitalismo é a troca natural e é tão eficaz que os ciganos sempre o foram, ainda antes dele existir.
E o que é que v.s queriam em troca? Regressar à Idade Média e trocar dádivas e prendas por castas e o resto cavar batatas?
Na volta é essa a utopia, com a diferença que os comités centrais nunca largam os luxos e não são eles que vão cavar batatas- do Estaline ao Ceausescu, não é assim?
O vosso engulho é outro- o liberalismo é o outro lado da moeda do internacionalismo comunista.
E esta treta é que trama- porque têm sempre de andar de mãos dadas a prometer utopias.
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Mas eu gostava de te ouvir acerca da economia do tempo de Marcello Caetano.
Palavra. Isso gostava, porque o estigma esconde a ignorância.
E acredita que nessa ignorância e nesse estigma não estás sozinho- até podes ter desculpa pois há historiador de PSD a dizer o mesmo.
E são muitos. Muitos os licenciados em História com uma única aula sobre a República, efabulada pelo Rosas.
E zero- zero absoluto de conhecimento do dito “facismo” , da economia no tempo de Salazar e mais ainda, da de Caetano.
Zero e a vergonha é essa. Nem nas faculdades se estuda, quanto mais em propaganda virtual.
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Não estudam a ditadura e muito menos o PREC.
Não estudam nada. Decoram umas palavras que lhes disseram ser sagradas- como a democracia.
E tem piada, porque agora a democracia é pau para toda a obra. Até para quem nunca foi democrata.
O Vasco Gonçalves já dizia o mesmo -que andava a acabar com os ricos em Portugal.
Era esse o farol de prosperidade. Mas a matriz é pior- o exemplo do extermínio do capital na Rússia tem uma história linda.
E v.s julgam que a história muda, por esconderem uns personagens.
Não muda. E muito menos mudam os gurus como os Louçãs e Rosas e quejandos dessa trupe fandanga.
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e, agora mesmo, sem condições de inscrição, assinatura ou pagamento de canais de televisão adicionais… um concerto em directo do Louvre:
http://www.medici.tv/
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Zazie, acho que devia existir um ramo do saber apenas para estudar o seu pensamento e sintaxe. Por acaso escreve regularmente nalgum lado («O Diabo»?), onde o leitor possa contactar regularmente com as suas reflexões?
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Não, imagine a vergonha. Não escrevo em nenhum jornal fascista nem sou comunista nem sou catalogável.
Mas sei que v. papagueia cartilhas e não se envergonharia nada de escrever no Avante.
É assim a vida. Quem nasceu para andar com trela nunca entenderá que as palavras e as etiquetas podem não passar de estrategemas de dialéctica erística (Shopnenhauer, vem online o que se lhe aplica).
E o que me dá vontade de rir é que a sua ignorância acaba por ser tão caricata que é agora capaz de defender a bondade de um capitalismo igualzinho ao que já tivemos com Caetano.
Mas isto v. não pode entender porque lhe disseram que Caetano era fascismo e isso é uma palavra má e nas palavras más não entram modelos económicos bons.
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O capitalismo bera, bera, que lhe ensinaram é o neoliberal, não é?
Este dos simulacros financeiros e onde já nem se sabe o que são fábricas e empresas com creches e escolas para os filhos dos trabalhadores e trabalhadores com esse emprego de uma vida, não é?
Pois será. E eu até penso bem perto disso.
E sabe porquê?
Porque conheci esse outro modelo que nenhuma globalização permite- era o do tempo do Marcello. Um capitalismo que daria um país com ruralism q.b como deu uma Áustria.
Mas isso v. nunca entenderá porque lhe proibiram pensar economias de “regimes fascistas”.
Antes as boas companhias liberais- que esses ao menos são “anti-facistas” e internacionalistas como v.s
E nunca suportariam essas coisas pavorosamente socializantes como o corporativismo salazarista ou o social-democrata com liberalismo q.b. do Caetano.
Confuso?
Estude ou pergunte a um sujeito insuspeito- o Pedro Lains.
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Asintaxe sai assim de rajada. Não ia perder tempo a fazer redacções nestas tretas de janelinhas.
Para a criticar com propriedade tem o meu blogue. Aí sim acato críticas porque o que se publica na primeira página não é a mesma coisa que esta escrita em chat. Feita em simultàneo com outras coisas.
E respondo-lhe a si, aqui- nem poderia entrar no 5 Dias porque até para fazer um elogio ao Vidal o tipo o censurou, apenas porque também li umas coisas suas que me pareceram decentes.
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Mas o Diabo assusta-o muito, não é?
Assusta-o por ter esse cunho do mal. Coisa para que serve ser-se comunista e a combater.
Se o resultado dá liberdade de pensamento e contra-corrente num e totalitarismo com milhares e milhares de mortos no outro, é questão de somenos.
Morreram mas foi por uma boa causa. Não é assim kamarada? foi isto que aprendeu desde o berço. Aposto. Há-de ser mais um descendente de gaivota.
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Vs. existem para isto- para serem anti-facistas do século XXI por mero saudosismo de não terem vivido o mito do PREC que lhes contaram.
E assim, daqui a 300 anos aposto que a luta continuará a ser a mesma- evitar que a “reacção levante a cabeça” ou partirem-lhes os dentes.
Quiça, nessa altura em nome do capitalismo liberal, porque isto de acompanhar os tempos para caçar votos dá para tudo. O que é preciso é parecer-se muito moderno e progressista.
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Poie é, Zazie,
Era preciso haver muito mais gente como V. com sbar, tempo e disposição para vir aqui e a outros lados pôe as coisas em pratos limpos.
Abençoado o tempo que dedicou hoje ao Blasfémias.
Esta gente bem precisa de umas ensaboadelas de vez em quando.
Obrigado.
Nuno
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