Mais ano menos ano também fazem tarifário lá para casa
26 Outubro, 2009
Entre os direitos dos autores a que se juntam agora os dos produtores e intérpretes que prevêm que os ouçamos nos ginásios, cabeleireiros, cantinas, salas de congressos, centros comerciais e supermercados, serviços de casamentos e baptizados, parques de estacionamento, linhas telefónicas, estádios, hospitais, clínicas e centros de saúde. será que eles ainda acabam a registar o silêncio?
20 comentários
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Quanto ao pagamento dos direitos de autor há ainda esta situação caricata: uma autarquia decide contratar um artista para realizar um espectáculo GRATUITO para o público. Essa autarquia paga o cachet devido a esse artista. Essa autarquia – que não vai cobrar entradas ao público e pagou o cachet ao artista – tem que pagar à Sociedade Portuguesa de Autores “direitos de autor”.
A SPA é uma estranha máquina de cobrança de verbas. Não é de estranhar que tamanha estranheza proporcione tantos episódios estranhos.
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sempre foi assim, ninguém fiscaliza e ninguém paga.
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Há pequenos estabelecimentos comerciais dos mais antigos (oficinas, sapateiros,…) que costumam ter um rádio como ruído de fundo enquanto as pessoas trabalham.
Ora, por lei, têm que pagar para ter a porcaria do rádio a trabalhar. O que acaba por ser uma dupla taxação, uma vez que as estações de rádio também têm que pagar para poderem passar música.
Não admira que haja uma Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) que movimenta cerca de 40 milhões por ano, constantemente rodeada de polémicas no que respeita à distribuição dos ‘rendimentos’ pelos autores.
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Quanto ganhavam os presidentes da SPA, ainda aqui há uns tempos? Francisco Rebelo, não era? E filha também, não foi?
E agora como é, com o homem que ganhou notoriedade a cantar no Zip Zip de 69, o poema de António Gedeão…”eles não sabem que o sonho é uma constante da vidas “?
A Maçonaria o que dirá disto? É que também neste campo a secreta mete bedelho.
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Olha, olha!… esqueceram~se das praias. Será porque a época balnear já está no fim?
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Erro meu acima por omissão. Quem cobra não só é a SPA, mas também a Passmusica que, segundo dizem no Publico, cobram “uma remuneração por contrapartida de direitos” dos produtores e intérpretes que não são representados pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).
Isto é completamente absurdo. Os estabelecimentos pagam à SPA para os autores representados por ela e depois ainda pagam à Passmusica pelos autores não representados pela SPA. Qualquer dia pagam a uma terceira que representa os que não são representados por estas duas.
O que está a dar é arranjar cobertura legal para sangrar veias novas. O problema é que a produção de sangue é limitada e há casos em que os cateteres a tirar sangue são tantos que as empresas/pessoas acabam por não resistir.
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“Ora, por lei, têm que pagar para ter a porcaria do rádio a trabalhar.” Não sei se a lei é tão fundamentalista, mas para isso, fundamentalismo e meio: ouvir só as vozes da lusofonia, nos fora da Antena Um e TSF. O programda do Carlos Vaz Marques tem o indicativo do Pat Metheny. Por que venha ele reclamar os direitos…que a gente gostaria de o ver outra vez em palco.
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HÁ ALGUM tempo, António Barreto abordou, no «Público», a actual moda da «música ambiente em tudo quanto é sítio», num texto lúcido e divertido que foi um pouco mais longe do que o simples protesto.
Dizia ele que a inundação dos espaços públicos por essa nova praga pode vir a dar lugar a um novo nicho de mercado:
«Venha para o nosso hotel (ou restaurante, etc), que NÃO temos música ambiente!» – o que, a transformar-se em moda, pode fazer proliferar «zonas livres de música ambiente», em tudo semelhantes às «zonas livres de fumo».
Se tal suceder, será inevitável que, numa fase seguinte, apareçam movimentos a reclamar o «direito à música ambiente», pelo que iremos ter, em todo o lado, zonas demarcadas – e tudo isso acompanhado pela inevitável legislação a regulamentar o assunto.
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ENTRETANTO, a farmácia onde costumo ir também aderiu a essa praga, instalando um gigantesco écrã de onde jorra abundante e impiedosa publicidade sonora e visual.
Mas, aí, até se compreende: trata-se de, provocando náuseas e dores de cabeça aos clientes, aumentar o negócio do estabelecimento…
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Um taxista que ouve radio enquanto trabalha, tambem tem de pagar?
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#7 Não sei se a lei é tão fundamentalista
Se a lei é, não sei. Mas que os senhores que a utilizam e que cobram ao abrigo da mesma são, não duvide. Pelo menos 2 casos conheço pessoalmente: O mecânico onde arranjo o automóvel e um pequeno e decrépito estabelecimento comercial de familiares (um pronto a vestir dos antigos na Almirante Reis). Receberam as notificações o ano passado por causa do rádio (da SPA ou da Passmusica é que já não sei).
Até agora estão a seguir a regra do anónimo #2. Mas até quando o vão conseguir fazer é outra coisa.
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Apetece-me ouvir Money, dos Pink Floyd e que está no You TUbe. Também devo pagar se o computador estiver em lugar público?
“Money! It´s gas”…para a SPA. Com a desculpa dos pobre autores que são pobrezinhos, coitadinhos. Os Pink Floyd e outros que tais.
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Mas essa lei e essa “passmusica” não fazem sentido nenhum. A SPA já cobra em nome dos interpretes, que formalmente não podem ser considerados autores. Não vejo a razão para os produtores abrirem uma portagem ao lado.
Nem quero imaginar quando tiverem a mesma ideia os sonoplastas, as maquilhadoras, os carpinteiros de cena, os tecnicos de iluminação, os…
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Deviam mas é cobrar ainda mais para ver se os locais públicos deixavam de nos massacrar os ouvidos. Viva o silêncio!
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#1
Há casos mais graves de autores e interpetres que decidem montar espetaculo gratuito com as suas proprias obras e ainda assim terem que pagar á SPA. Independentemente de serem ou não esses mesmos autores representados pela SPA.
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“Deviam mas é cobrar ainda mais para ver se os locais públicos deixavam de nos massacrar os ouvidos. Viva o silêncio!”
Ah, mas o silêncio também vai ter de pagar.
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É preicso não esquecer que John Cage tem uma obra de cerca de 4 minutos, composta apenas de…silêncio.
Qualquer zeloso da SPA pode sempre argumentar que andam por aí a passar o Cage e…pimba com a competente participação. Qúe é crime, note-se bem! De usurpação, ainda por cima.
Isto é ridículo? Perguntem à SPA se assim acham. E já agora perguntem o que fazem.
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“É preicso não esquecer que John Cage tem uma obra de cerca de 4 minutos, composta apenas de…silêncio.”
servia perfeitamenta para banda sonora da branca de neve
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Caiu um santo do altar:
os liberais defendem a apropriação colectiva do resultado do esforço de empreendedores.
Mais ano menos ano atacarão o regime de patentes…
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Meus senhores já chega desta pouca vergonha da SPA, pagar sim, mas o que de direito e não como querem que seja e está a ser um verdadeiro roubo. Agora e esta a ultima que me aconteceu não é que agora é a SPA que quer e classifica os estabelecimentos.. ora vejam tenho um salão de jogos e eles não querem que seja um salão de jogos mas sim um bar , isto é ridículo nem com a licença de utilização á frente dos olhos eles vêem o que esta la escrito.Passo a descrever: estou a ser vitima de perseguição por parte destes senhores da SPA fui a tribunal á um cerca de um ano e fui condenado por ter um disco externo junto do computador que estava a passar musica de uma radio online de salientar que o disco externo nem sequer estava ligado. Após essa decisão do tribunal passaram-me a licença de direitos de autor primeiro uma por 3 meses e de seguida outra de seis meses em que paguei musica não essencial e musica ambiente, paguei tambem comunicação publica de tv cabo isto tudo pela tabela 7 a tabela de salas de jogo, nao é que fui dia 2 de janeiro para tirar licença para o ano de 2012 e exigiram-me que pagasse pela tabela 2 a respeitante a bares, isto tudo porque me tenho oposto a estas politcas de pagarmos 3 ou 4 vezes a mesma taxa de direitos de autor. Agora quero apresentar queixa de toda esta situação e nao sei a quem me dirigir pois encontro-me sem licença e eles á espreita para nova fiscalização.
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pessoal e vergonhoso termos de pagar tantas licencas e ainda por cima do mesmo por estas e por outras a que portugal nao vai para a frente em vez de ajudar os empresarios a poder subir e dar emprego querem mesmo a que fechemos as portas e depois nem veem dinheiro de licencas nem de imposto nem de nada isto e o pais que temos inflismente porque neste momento estamos numa situacao de quem poder roubar mais e a que o melhor e vemos exemplos disso todos os dias nos jornais e tvs e quem quer trabalhar honestamente sai sempre prejudicado e nao adianta falarmos das forcas policiais que fiscalizam os establicimentos poius eles tambem sao mandandos pelos seus superiores e absurdo o ordenado irrisorio que tira um agente de autoridade e ainda se sujeita a todo tipo de agressoes vez o exemplo do gnr condenado e o bandido a pedir indeminazao vamos todos juntos lutar contra esta injusticas
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