Dúvidas sobre o acordo ortográfico
Ao que consta* o Acordo Ortográfico já está em vigor. Estará mesmo?
Depois de um processo atribulado, em 2008 o Estado Português ratificou o Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, acordo esse que veio permitir a entrada em vigor do Acordo Ortográfico propriamente dito depois de, pelo menos, 3 estados signatários procederem ao «depósito de instrumento de ratificação junto da República Portuguesa» (art.º 3.º do dito Segundo Protocolo). Aparentemente, o número de ratificações já foi ultrapassado. Digo aparentemente porque, em Portugal, não foi ainda publicado no Diário da República qualquer aviso do “depósito do instrumento de ratificação” por qualquer dos membros da CPLP, incluindo o “instrumento de ratificação” por parte da própria República Portuguesa.
Nos termos da Constituição e da Lei, tal publicação é obrigatória, sendo mesmo condição de eficácia dos actos a ela sujeitos.
A Resolução da Assembleia da República que aprovou o tal Segundo Protocolo – que abriu as portas para a entrada em vigor do Acordo sem que o mesmo fosse ratificado por todos os Estados (como exigia a versão original do Acordo) – prevê que este entre em vigor (em Portugal) com o depósito do instrumento de ratificação junto da República Portuguesa, seguindo-se um período de transição de 6 anos, durante o qual serão admissíveis as duas ortografias em documentos oficiais. Acontece que, como não sabemos se Portugal já depositou o tal instrumento (nem quando o fez), também não sabemos se, juridicamente, o Acordo já entrou mesmo em vigor, nem quando termina o tal prazo de 6 anos.
É verdade que o Acordo só será vinculativo para a «ortografia constante de actos, normas, orientações ou documentos provenientes de entidades públicas, de bens culturais, bem como de manuais escolares e outros recursos didáctico -pedagógicos, com valor oficial ou legalmente sujeitos a reconhecimento, validação ou certificação». [Não sei se este texto da Lusa, por exemplo, se enquadra em alguma daquelas categorias; sei que está mal escrito, qualquer que seja a norma ortográfica considerada].
Por isso, se o Diário da República começar a ser publicado com a norma ortográfica resultante do Acordo de 1990 já partir da próxima segunda-feira, a ortografia utilizada poderá ser ilegal, por falta de publicação prévia dos Avisos dos depósitos dos instrumentos de ratificação.
Não sendo credível que tal depósito não tenha ainda sido efectuado pelos países que já ratificaram o Segundo Protocolo, não se compreende porque razão o Ministério dos Negócios Estrangeiros não procedeu ainda à respectiva publicação, criando uma confusão jurídica mais bizantina do que este post, mostrando ao mesmo tempo um profundo desrespeito pelos países irmãos.
Considerando a oposição de que o Acordo tem sido objecto entre nós, não é inverosímil pensar que esta situação é propositada. A ser assim, a posição do Estado português é verdadeiramente vergonhosa, considerando os compromissos que assumiu com os outros Estados luso-falantes, que aceitaram ser a República Portuguesa a depositária dos instrumentos de ratificação do Acordo e dos seus Protocolos modificativos. É tempo de pedir alguns esclarecimentos ao Ministro dos Negócios estrangeiros.
*Aproveito o link para felicitar o Eduardo pelos 5 anos do Da Literatura.

Excerto do texto da Lusa citado no post:
«Para os apoiadores, a ratificação do acordo pela Assembleia da República em maio e a promulgação pelo presidente português, Aníbal Cavaco Silva, em 21 de julho terão, conjugadas, constituído uma espécie de “travessia do Rubicão”.»
Apetece-me parafrasear Miguel Esteves Cardoso a propósito do “cágado”. Será que um “apoiador” tem a algo a ver com “poia”?
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dúvida metódica do cagão parafraseador
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A minha tia Cardócia tem uma coleção de notas de 20 escudos.
Agora vai colecionar palavras antigas.
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Ah sobrinho de uma figa.Andas a lamber os tintins ao maior aldrabão da história.Quando cá vieres a casa vais-te coçar com uma vara de marmeleiro.
É a primeira vez que temos um gay na família.
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do mesmo texto da Lusa: “…que o aAcordo …” ; “… conhecida: o cordo …”
palavras para aprender: aAcordo e cordo
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A Tia Cardócia do 4, é o paneleiro que anda atrás do piscoiso.
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Ná. O piscoiso é que se lhe põe à frente com a marcha à ré engatada.
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Que raio de família,então a tia Cardósia é um paneleiro?!
Bonitos parentes têm o picolh…picoiso…biscoito…desisto!
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Se não fosses paneleiro não te andavas a fazer passar por uma mulher para te chegares a ele.
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Isto o que é???
Já se pode escrever mal, que fica por isso mesmo?
(mas vamos ser sérios, o Portugues,falado em Brasileiro, é muito mais “doce”)
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Não sou patriota, de modo algum. Para mim um país é uma instituição, apenas. Não gosto do acordo, é verdade, porque cresci com “esta” ortografia, mas acho parvo, sinceramente, ser-se conta ele. Faz todo o sentido como fez há anos atrás a simplificação de coisas como “ph” para “f”. É uma evolução, é normal que tenha tendência a simplificar-se, não é uma “abrasileiração”.
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Pois é K,
Que se torne mais “doce”.
mas que não venham bestas para amargar, ao abrigo desse acordo.
Portugues, veio do Latim, e tem que evoluir, Mas não por “letra de lei”.
Nem pensar.
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Caro K,
Farmácia em vez de pharmacia é uma evolução? A que propósito? Porquê? E ciência em vez de sciência e filosofia em vez de philosofia são evoluções?
Em alemão, em francês e em inglês, continua o ph, continua o sc. Não evoluíram? Será que quanto mais pobres e analfabetos os países, mais “evolução” conhece a língua?
Ou será que em França, em Inglaterra e na Alemanha, ou nos USA, países onde há ciência e filosofia, não precisam de dar cabo da ortografia para esconder a miséria intelectual e a falência das políticas educativas?
Esses phs e sc “antigos” aparecem em qualquer comunicação científica moderna e nas mais moderna literatura.
Estamos a afastar-nos dos países do 1º mundo, porque com ph’s e ct’s terá de escrever quem usar o inglês, o francês, o alemão… ou o castelhano.
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E o Carlos Loureiro, além de não conhecer o tal “Acordo”, também não escreve Português correcto.
Isto também tem pouca importância se se considerar que, em particular depois da abrilada, ninguém não fala nem escreve Português correctamente.
Nuno
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Argumentos válidos têm, além de saudosismos linguísticos e tacanhice retrógrada? Evolução ou simplificação, chamem o que quiserem, mas faz todo o sentido. Os outros têm PHs, e depois? Também temos de ter? Se podemos facilitar/simplificar a comunicação, qual é o problema de o fazer? Eu também não gosto, mas não posso apontar a medida como errada, sinceramente…
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Será que a capacidade mental do povo português está diminuir? Se está, faz todo o sentido uma reforma ortográfica que ajude as pessoas a exprimirem-se de acordo com a sua capacidade actual. Diria mesmo que essa reforma é imperativa.
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O raciocínio da simplificação também pode ser o da preguiça.Depois, é com certeza, o dos interesses económicos (tão atacado noutras áreas).
Nesta senda da simplificação andam os nossos políticos e educadores faz mais de trinta anos que não tendo acabado com o analfabetismo criando uma enorme massa de “analfabrutos”.
Supostamente “a gente vamos” no bom caminho das coisas fáceis e acabaremos com o presidente a dizer que a mãe dele nasceu analfabeta.
Como dizia o outro professor universitário quando um aluno lhe pediu “altorização” que, mais dia menos dia, sabia que ele chegaria a ministro.
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a grande preocupação são as dívidas
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Do parecer só fiquei com uma dúvida: ele é médico ou jurídico?
«considerar a possibilidade de um tratamento da homossexualidade implicaria, nos tempos actuais, a violação de normas constitucionais e de direitos humanos»
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O último comentário que escrevi não tem nada a ver com o post nem era para ser escrito neste blogue. Tenho muitas janelas abertas e deu nisto. Peço desculpa.
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Não concordo com o acordo que tantas dupla grafias tem, al+ém de oyurras incongruências. Mas uma vez assinado, há que cumopri-lo.Aguardo que oi windows introduza a nova grafia, para me poder ir habituando…
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Peço desculpa das gralhas e aquyi vai corrigido:amelia disse
3 Janeiro, 2010 às 10:25
Não concordo com o acordo que tantas duplas grafias tem, além de oyurras incongruências. Mas uma vez assinado, há que cumopri-lo.Aguardo que o windows introduza a nova grafia, para me poder ir habituando…
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Mas hoje também já há duplas grafias Amélia.
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Os Galegos já falam português?
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Com o novo acordo vai ser possível entender a malta de Rabo-de-Peixe?
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E o mirandês, fica de fora?
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E os tripeiros, vão passar a falar português a sério?
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O pi-erre quando for ao Porto, escreva num bilhete :”arrombem-me o cagueiro”, que eles percebem exactamente aquilo que você quer!!!!
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E… SOBRE ESTE TEMA ? NADA DE NADA ?
Madeira: Padre denuncia pressão
O padre Jardim Moreira acusou o Governo Regional da Madeira de exercer pressões que estiveram na origem da transferência do padre Manuel Martins da Sé do Funchal para Machico, em Setembro. “Por falar dos pobres teve atrás dele uma comissão do Governo da Madeira para investigar se era comunista e foi posto numa aldeia”, disse.
Onde estão os arautos da desgraça ?
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“O pi-erre quando for ao Porto, escreva num bilhete :”arrombem-me o cagueiro”, que eles percebem exactamente aquilo que você quer!!!!”
Vê-se bem que falas por experiência própria. Como estás aí mais perto vais lá muitas vezes e enfiam-te a Torre dos Clérigos pelo cu dentro.
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O Prof Dr Cavaco está a levar ao colo o PPD/PSD, dá-lhe a maizena e muda-lhe a fralda
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Sr. Catalão
Aonde foi que vossemecê concluiu a Instrução Primária (se é que realmente o fez)? Posso saber?
Num mesmo noticiário, do pretérito dia 2, saíram duas bacoradas como segue: polvos e acordos pronunciados ambos com *o* aberto. Passe os olhos por uma Gramática, mesmo elementar, para estar ao seu nível de alfabetização, sim?
Os espectadores agradecem.
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Querem Impostos?
Pinto da Costa diz que no Fóculporto não há petróleo. Haver há, deve é também haver piratas:
“O FC Porto é o clube que, de longe, recebeu mais dinheiro de outros clubes pelos seus jogadores. Uma política de contratos longos e talentos jovens fazem do time portugûes uma verdadeira força financeira: 266,1 milhões de euros foram aos cofres do tradiconal clube campeão europeu de 87 e 2004, uma média de mais de 53 milhões por temporada! Em 2004, logo após o título europeu, o clube ganhou 99 milhões deste dinheiro de uma vez só – vendendo os seus jogadores Ricardo Carvalho (Chelsea), Deco (Barcelona) e Paul Ferreira (Chelsea) por 81 milhões… fora os 10 milhões que o Corinthians pagou por Carlos Alberto, que hoje pertence ao Werder Bremen e joga no Rio. Maniche foi vendido no próximo ano, por 16 milhões – e em 2006, Diego só custou 6 milhões aos cofres do Bremen. Foi em 2007 que o Porto “brilhou” com vendas novamente: 30 milhões por Pepe (Real) e 31,5 milhões por Anderson (Manchester) mostram o poder de negociação invejável deste clube! Com isso, Anderson é até hoje o jogador mais caro que o Porto já vendeu!
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Querem Impostos? vão ao Dragão
Pinto da Costa diz que no Fóculporto não há petróleo. Haver há, deve é também haver piratas:
“O FC Porto é o clube que, de longe, recebeu mais dinheiro de outros clubes pelos seus jogadores. Uma política de contratos longos e talentos jovens fazem do time portugûes uma verdadeira força financeira: 266,1 milhões de euros foram aos cofres do tradiconal clube campeão europeu de 87 e 2004, uma média de mais de 53 milhões por temporada! Em 2004, logo após o título europeu, o clube ganhou 99 milhões deste dinheiro de uma vez só – vendendo os seus jogadores Ricardo Carvalho (Chelsea), Deco (Barcelona) e Paul Ferreira (Chelsea) por 81 milhões… fora os 10 milhões que o Corinthians pagou por Carlos Alberto, que hoje pertence ao Werder Bremen e joga no Rio. Maniche foi vendido no próximo ano, por 16 milhões – e em 2006, Diego só custou 6 milhões aos cofres do Bremen. Foi em 2007 que o Porto “brilhou” com vendas novamente: 30 milhões por Pepe (Real) e 31,5 milhões por Anderson (Manchester) mostram o poder de negociação invejável deste clube! Com isso, Anderson é até hoje o jogador mais caro que o Porto já vendeu!
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carlos loureiro
tem dois erros na sua escrita.
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Irrelevante.
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Nada tenho contra o Acordo Ortográfico embora me pareça que não passa de uma jogada política; de um “bonito” para brasileiro ver. Entendo perfeitamente que os brasileiros defendam com unhas e dentes a sua maneira de escrever e desprezem as tentativas de dar uma base científica (?) à grafia. Por outras palavras: o Acordo é inútil. Vivi no Brasil e deu para ver que a idiossincrasia dos dois povos é muito diferente o que forçosamente se acaba por reflectir no idioma. Por isso, julgo que o melhor seria deixar cada um escrever como quisesse, não impor regras. Muitos se escandalizariam temendo que caíssemos na anarquia ortográfica, mas eu creio que isso só poderia acontecer num breve período inicial. Com ou sem jogadas políticas, a dinâmica dos arcanos culturais portugueses acabaria por impor uma norma. Aliás, é o que já está a acontecer.
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Esteja ou não, vou começar a aplicá-lo. O tempo não espera pelos que se atrasam: é um fato!
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E esse fato é de duas ou três peças?
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37.Hawk disse
3 Janeiro, 2010 às 1:29 pm
*****Por isso, julgo que o melhor seria deixar cada um escrever como quisesse, não impor regras.*****
Diz bem, mas como calar estes
trauliteiros da Esquerda Ranhosa?
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Explicação necessária:
Cada país escrever como acha correcto
(segundo os pareceres dos Académicos).
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Marafado. Atenção à hora da medicação!
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# 40. Deixe-os falar, a dinâmica cultural de um povo impõe-se sempre aos palpites isolados. Embora me pareça que a questão tem pouco que ver com Esquerdas ou Direitas.
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Será que a Igreja Católica portuguesa, incluindo a Conferência Episcopal e o Cardeal Patriarca, anda tão distraída com a questão do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo que não repara que o presidente do Governo Regional da Madeira se dedica a perseguir os padres cujas homilias lhe desagradam?
http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Conego-da-Se-Catedral-do-Funchal-deslocado-apos-alerta-para-pobreza-na-Madeira.rtp&headline=20&visual=9&article=307370&tm=8
http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Conego-da-Se-do-Funchal-deslocado-apos-denuncia-de-pobreza-na-Madeira.rtp&headline=20&visual=9&article=307358&tm=8
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Ninguem fala na asfixia democrato-religiosa da ilha das bananas?
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Faz impressão as pessoas que se querem habituar. De facto, habituamo-nos a tudo. A empobrecer, a ser analfabetos, a escrever assim porque sim, porque o lorpa Brasil acha que asssim poderá mais facilmente ser membro do Conselho de Segrança da ONU (cada um com a sua mania). Se nos habituassemos menos a suportar a discricionariedade e a saloiice seríamos mais felizes.
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ó disse
já vimos isso tudo e mais vimos o desmentido do próprio, afirmando que ele próprio pediu a transferência.
Já agora ponha esse link também.
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37, Hawk
Com certeza. Alguma vez lembraria aos Estados Unidos, Reino Unido e restante mundo anglófono um acordo com as características deste? Uma pelintrice…
Por mais que se esforce, a gentalha analfabeta que está agora no poder nos países lusófonos jamais conseguirá que o Português seja ortograficamente comum a Portugal, Brasil, Angola, etc..
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42.luso disse
3 Janeiro, 2010 às 2:40 pm
Marafado. Atenção à hora da medicação!
******************
Ele há coisas!
Porque será que o Marafado e o Luso
tem de tomar os nedicamentos à mesma
hora?
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“Por mais que se esforce, a gentalha analfabeta que está agora no poder nos países lusófonos jamais conseguirá que o Português seja ortograficamente comum a Portugal, Brasil, Angola, etc..”
Claro que não. Nem estes nem outros.
Mas pelo menos podem tentar. Como você disse, é só uma questão de ortografia. Não é de semântica, e muito menos de oralidade.
A tentativa de definição de uma ortografia comum é do domínio da norma e é sempre possível estabelecer uma norma. O problema é de dinâmica e, em termos de língua escrita e falada, há muito que a perdemos para os outros países falantes do português.
Assim, restam-nos duas alternativas: manter-mo-nos no reduto purista (que não é assim tão purista já que as línguas foram sempre entidades vivas e em permanente mutação) ou tentar um consenso para a existência de uma norma ortográfica que abranja o maior número de países que tenham o português como língua oficial.
Penso que a segunda é a mais inteligente porque mais pragmática.
Claro que haverá resistências, sobretudo da parte de quem pensa que a língua portuguesa é propriedade dos portugueses. Felizmente não é, como é quotidianamente comprovado por mais de 200.000.000 de falantes.
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Do post escrito pela Lena, disseram-lhe bolha. mostraram desinteresse e responderam uma vintena de panilas. mais parecia um blog do PIPI
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K,
Não simplifica comunicação nenhuma – nem sei se usam esse argumento – a coisa é uma mera imposição brasileira e trata-se de escrever como eles, país esmagadoramente analfabeto, querem.
Afastamo-nos da ortografia dos países cultos – que as criancinhas que aprendem agora inglês terão de usar.
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AB,
A ortografia influencia a pronúncia.
Os brasileiros, por exemplo, escrevem e pronunciam anistia e indenização.
Já agora, onde está a uniformizaçao ortográfica nestes casos?
Ou também quer começar a escrever e pronunciar como no Brasil?
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AB,
Essa da dinâmica da língua também tem graça.
Com tanta velocidade é uma correria.
O estranho é que não se verifica nos países de grande produção cultural e científica. O ingles não teve “reformas” e parece que não evolui, mas é a grande língua franca do mundo moderno.
Será evolução ou degradação provocada pelo elevado grau de analfabetismo em países atrasados?
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Já agora, e a propósito da hipótese levantada pelo Caro Anónimo #53, isto é, que a ortografia influenciaria a pronúncia, convidava-os a reflectir sobre algo a que este (des)acordo ortográfico creio ser alheio.
De há uns meses a esta parte (um ano? dois?) comecei a dar-me conta que não só a ortografia da palavra “encapuçado” tinha mudado para “encapuzado” (à semelhança(?) do que o Inglês fez com Moçambique) como a própria pronúncia usada nos pivots de televisão se tinha alterado em conformidade. O que terá acontecido? Estarei eu, e a minha mulher, ambos na casa dos 50, obsoletos e errámos, quais plebeus, ao longo da nossa vida consciente? E que dizer da palavra caracter (por referência a símbolo, letra, algarismo) que, de acordo com os dicionários actuais desapareceu e foi substituída por carácter (sim, o vocábulo que faz pensar em Sócrates!)?
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O Acordo, em vigor, ainda não está a carburar na prática, mas lá há-de ir aos aos poucos, até ao dia em que os espetadores, com os bormelhos de rastos, gritem, ninguém para o Benfica.
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AB
Pelo que se infere então que a tal “norma” também tem de ser dinâmica como a língua, ou então. corre o risco de se desactualizar rapidamente.
Com que frequência pretendem acompanhar a dinâmica da língua?
Mas também se quer que lhe diga quotidianamente 200 milhões falam e escrevem de forma bem diferente mesmo entre eles e por mais que lhes impinja norma alguma o baiano ou o pernambucano, ou o catarinense (Um terço destes ainda só fala alemão) estará sempre nas tintas para ela.
Não sou purista nem acho que os tugas devam ser donos de nada. Nem o merecem tanto por tão mal tratar a sua própria língua como não a reconhecerem como elemento de carácter cultural.
Não vi no nas outras línguas espalhadas pelo mundo e faladas por mais do que os 200 M que fala nem da parte de ninguém necessidade nenhuma de criarem normas.
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Aviso já que não li os comentários todos, aliás, só li o comentário a seguir ao meu último e parei na palavra “preguiça”.
Será preguiça remover meia dúzia de letras de umas quantas palavras? Foneticamente é indiferente tê-las lá, porque é que as mantemos? Preguiça é não querer aprender a escrever correctamente, seja ortograficamente como gramaticalmente, com ou sem novo acordo. Preguiçoso é aquele que não se sabe exprimir escrevendo como deve ser, usando vocábulos básicos e inúteis como o “tipo”, que muita gente usa no início das frases a falar, e não quer aprender.
Não vai ser a remoção de consoantes mudas que vai cansar menos os pulsos de quem escreve, de certeza.
Para mim, é mais estúpida uma pessoa que não saiba construir um parágrafo com vírgulas bem colocadas do que uma pessoa que dê erros a escrever palavras (qb, claro). Perdão, “quanto baste”, não queria parecer preguiçoso a usar uma acrónimo.
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Então, quer dizer, agora com o novo acordo, a gente em vez de dizer a um gajo que nos está a chtear «por favor, não incomode» passamos a dizer »oh seu cabrão vá foder a cona da sua mãe!».
Porreiro. Agora vai falar-se a língua do Puârto.
Nuno
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O mal é mesmo a preguiça.
Confirma-se.
Quando se afirma que simplificação TAMBÉM PODE ser sinal de…..
não quer dizer que seja nem determinante nem exclusiva……
Daí a extrapolar, sem querer entender o real significado mas tão só aquele que lhe pareceu, é sinal de preguiça mesmo.
E não há simplificação que melhore tal.
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Vivo num pais de lingua inglesa, e e ridiculo que o pessoal por aqui passe constantemente a pedir para soletrar as palavras, isto porque a lingua tem tantas excepcoes que nao e engracado, a gramatica nao corresponde a fonetica da lingua.
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A verdadeira ortographia portugueza, correcta e coherente, é evidentemente aquela que vigorou em Portugal e no Brazil até 1911… Sem acentos apostos inutilmente. Depois de assassinada pelo jacobinismo triunfante em ambos os paizes nesse ano a ortographia, quanto mais voltas lhe dão, pior, e mal por mal, pelo menos que unifiquem o disparate!…
Há lá coiza mais idiota que escrever infinitos e chatos acentos circunflexos, em vez de utilizar o querido, utilíssimo e lindo Z em fim de sílaba, mormente sendo ainda pronunciado esse Z no Brazil como se sabe (porrtugueizzzz…), obrigando o iliterato a oralizar a coisa como “Bràssiu” e não “Bràziu”?
Há lá coisa mais patusca e raivosa que passarmos a vida a escrever acentos agudos a separar ditongos, como em “Pahiz”, só para aniquilar o querido Z final, o cómodo H separador do ditongo? Pois não é muito mais lógico separar ditongos com o H mudo, como em “sahida”, em vez da ilegível “saída” jacobina que há cem anos nos precipitou no abismo de pés e mãos atadas?
Quanto às línguas italiana e castelhana, essas sim foram reduzidas hodiernamente à sua expressão ortographica mais simples, despojadas de qualquer graphia que as impeça de serem totalmente phonographicas. Não parece no entanto que a iliteracia por lá seja menor do que por cá… Anulando a vantagem da couza, alias (não, aqui não he alihaz…) bastante feioza e simploria assim à vista dezarmada.
Mas que não se preocupem os leigos com este estado de couzas, porque hoje agora e sempre o luzophono continuará a graphar como muito bem lhe apetecer, em total insubordinação, e no prazer continuado de infringir as regras que lhe queira impor quem que seja.
Aliaz, há lá couza mais tonta que o Estado arrojar-se o direito de definir ortographias para a língua privada do cidadão liberal! É tão fútil e idiota isto como o dito (agora comummente reduzido a mero estado, sem maiúscula, nos jornais…) vir de novo poluir a nossa História com estorias de nos querer obrigar a vestir os nossos corpos assim, ou assado…
E a quem achar este exemplo tonto, hei só de lembrar que o costume de regular o traje dos subditos portuguezes se manteve até ao sc. XVIII findar, e que ainda o terrifico Sebastião Joze, marquez de Pombal, legislou a respeito dos texteis adequados para cada qual envergar, ou não poder envergar, com severissimas multas…
Tudo está portanto na pobreza (olha, esqueceram-se!, escapou-lhes!… Devia ser pobresa, homessa!) do sprito de quem governa? Nada nã senhor, mais o está na pobreza de quem assim se deixa governar por tão tacanha e picuinhosa gente de há um seculo para cá. E tenho dito. Pum. Adeus. Pim. Ámen.
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“Os Galegos já falam português?”
Sempre falaram.
Mas o que me parece escandaloso é que a revisao do português, ao abrigo do acordo, esteja a ter em conta a pronúncia lisboeta, em vez da tradicional norma portuguesa, a de Coimbra (que é a melhor síntese dos falares de todo o país)!
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63.Portuguez disse
4 Janeiro, 2010 às 11:33 am
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DELICIOSO!
Com inegualável espírito.
Difícil descortinar o objectivo.
PARABÉNS
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63.Portuguez disse
4 Janeiro, 2010 às 11:33 am
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DELICIOSO!
Com inigualável espírito.
Difícil descortinar o objectivo.
PARABÉNS
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Pois é, Portuguez,
Mas graças à reforma jacobina Portugal é hoje a grande potência cultural que todos conhecemos.
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Se a questão do AO vingar se coloca em termos populacionais e de número de falantes, estranho a ignorância da Inglaterra em não sucumbir à ortografia Australiana e Americana. Se o inglês, amplamente reconhecido como “língua universal”, está-se bem borrifando para acordos ortográficos, este AO é mesmo para “Inglês ver”, melhor dizendo, para bolsos encher.
Argumentos ao género que se compreende melhor o brasileiro que certos português, por ex beiras, não passam de falácias sustentadas no brasileiro de telenovela (que mesmo recriando cenários do Noordrestre não aplicam o sotaque local, que mesmo assim não é dos mais “incompreensíveis”).
No Brasil de estado para estado não se compreendem, por isso, a unificar, que unificam a ortografia “Brasileira”.
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As gralhas no meu anterior comentário são resultado da iliteracia com que fui brindada neste AO.
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