Saltar para o conteúdo

Dívida escondida: as eólicas

6 Janeiro, 2010

O Público celebra hoje o facto de a produção de energia eólica portuguesa ser a 2ª do mundo (medida em percentagem do total produzido). A celebração inclui um elogio ao Ministro Pinho no “sobe & desce”. Como é habitual, celebra-se o que se vê, ignora-se os efeitos negativos do que não se vê.  As eólicas existem porque o Estado português (pela mão do ministro Pinho e outros) as subsidiaram com preços de venda garantidos. Quanto maior o peso das eólicas na produção de energia, mais o consumidor terá que pagar. Este custo é dívida escondida que  será paga ao longo dos próximos anos (juntamente com o custo da dívida oficial, o custo da dívida das empresas públicas, os compromissos da segurança social para os quais não existem fundos, o défice tarifário, os pagamentos associados às parcerias público-privado, incluindo TGV, hospitais, SCUTs etc).

Sim, é verdade, somos o segundo país do mundo em produção eólica. Corolário deste título é que também estamos bem colocados na categoria “preços da energia encarecidos pelas eólicas”.

64 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    6 Janeiro, 2010 14:07

    viró-disco-e-tóca-o-mesmo

    Gostar

  2. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    6 Janeiro, 2010 14:09

    Sempre as mesmas jogadas bem imaginadas pelos artistas de serviço. Os resultados nunca aparecem à superfície.
    Agradece-se ao JM a dismitificação necessa´ria e urgente.

    Gostar

  3. Desconhecida's avatar
    o anjinho permalink
    6 Janeiro, 2010 14:12

    Que mais não estará escondido nas contas do estado? Sou anjinho, somos anjinhos mas é melhor não abusar. Será que o Aguiar Branco faz que não sabe e também vai estar feito com o bloco central?

    Gostar

  4. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    6 Janeiro, 2010 14:20

    tome lá mais ideias sobre investimento para desenvolver

    http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1461694&seccao=A%E7ores

    Gostar

  5. Arlequim's avatar
    Arlequim permalink
    6 Janeiro, 2010 14:22

    Caro João Miranda,

    Para uma crítica mais fundamentada (mas na linha da sua)à política energética do governo consultar http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/

    Só uma pequena nota: a Espanha e a Dinamarca têm realmente empresas eólicas, não uma linha de montagem com capacidades simplesmente operativas. E isso introduz dinâmica às respectivas economias; as nossas eólicas são estilo IKEA, só temos de as montar (e vender que estamos no caminho do progresso).

    Gostar

  6. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    6 Janeiro, 2010 14:22

    Caro João Miranda,
    Pese embora o facto de eu partilhar consigo a opinião de que não basta produzir mais, é preciso saber a que custo (ver por exemplo http://ambio.blogspot.com/2009/12/e-bom-saber-bem-o-preco-do-almoco.html) a verdade é que em 2008 o sobrecusto para as famílias e outros pequenos consumidores (os grandes consumidores não pagam) foi de cerca de 5%. É certo que foi um ano com custos especialmente altos do petróleo e portanto este sobrecusto foi especialmente baixo, mas poderá andar pelos 10%, mais para cima, mais para baixo.
    Importa perceber que se os custos de obrigações ambientais de algumas termo-eléctricas fossem entendidos como custos de produção (e não como custos de interesse geral) o sobrecusto das renováveis seria menor.
    Mas está a dirigir mal a sua crítica. A eólica é das renováveis a que tem condições de competitividade melhores (excluindo a grande hídrica que é outra discussão), sendo razoavelmente competitiva para preços de petróleo por volta dos oitenta dólares (era o preço ontem, não sei qual é hoje).
    Onde de facto é absurda a política seguida é no facto de haver clientes isentos deste custo, de haver um aposta excessiva no fotovoltaico (esse sim, com um preço estratosférico) e, sobretudo, uma sub-valorização da poupança e da eficiência energética.
    Sim, já sei que me vai responder que isso devia ser tudo deixado ao mercado, e o Estado não deve pôr-se a inventar preços. Admito essa hipótese. Mas convém não esquecer que o mercado da energia (e infra-estruturas associadas) é um mercado muito imperfeito por razões estruturais.
    henrique pereira dos santos

    Gostar

  7. Basico's avatar
    Basico permalink
    6 Janeiro, 2010 14:23

    Por exemplo, a energia electrica produzida em micro geracao é vendida a rede por um preco 5 vezes superior ao do tarifario regular…

    A medida que aumenta a quota das renovaveis, aumenta exponencialmente o custo unitario da electricidade em portugal (que o governo se ve na obrigacao de subsidiar).

    Gostar

  8. Desconhecida's avatar
    miguel permalink
    6 Janeiro, 2010 14:32

    O problema é que há muita gente que se gaba que somos os melhores, e depois são os mesmos a reclamarem que somos os que pagamos mais.

    Gostar

  9. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    6 Janeiro, 2010 14:32

    Como terá sido o advento da produção de energia nuclear? E da indústria automóvel coreana? e da americana? Não houve “impulso inicial” e garantias do Estado para um negócio incipiente?
    Na altura do primeiros automóveis, comprar um era extraordinariamente mais caro que comprar numa carroça. Enquanto não existir economia de escala nas renováveis, estas só subsistirão com apoios ou períodos de carência. Só assim poderão concorrer com outras fontes já sedimentadas. Nada de novo para quem tem umas luzes de economia.
    Já agora, quem tem umas luzes de economia, considera já, na sua análise, aquilo que há décadas se coloca na balança em países evoluídos: “environmental valuation”.
    Pelos vistos, o JM queixa-se(e bem) de serem ignorados os efeitos negativos e se embandeirar em arco.
    Mas é preciso não ignorar também os efeitos positivos.

    Gostar

  10. tina's avatar
    tina permalink
    6 Janeiro, 2010 14:50

    Parece que estamos na Rússia Comunista, esconde-se as verdades do povo e enaltece-se o governo.

    Aos jornalistas não interessa desvendar a história toda até ao fim porque têm a mesma agenda que o governo ou então são medíocres e incapazes de fazer um trabalho sério. Como podem custos de energia ser ignorados sabendo que neles assenta a economia e a competitividade de um país?

    Gostar

  11. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    6 Janeiro, 2010 14:51

    Uma fraude.
    Negócio responsável por incêndios devastadores .
    Onde há éolicas não há pinheiros .
    Não há energia mais barata , só negócios com o Governo e a Martifer .E super remunerações para uma bonza , muito jeitosa , CEO da EDP Renováveis ,e para mais uma série de Administradores da dita .
    Sobra ainda uns negócios meio parvos que vão lançar nos EUA , para ajudar os ianques a aprender a capturar a energia do vento … já sabemos que o ianques são uma cambada de básicos , cowboys etcs e tais … burros e Olifantes … capturam é vacas no Texas … de tecnologia os ianques não sabem nada … aliás a Microsoft inicialmente foi constituída por dois trolhas do Seixal , já nem falo da Boeing que na verdade foi de Alverca para o Seattle.
    FAZEM-NOS DE PARVOS PORQUE DEIXAMOS .

    Gostar

  12. tina's avatar
    tina permalink
    6 Janeiro, 2010 14:52

    O Manuel Pinho descobriu a energia das ondas e do vento. Gastamos uma batelada de dinheiro, mas que interessa isso, somos os melhores do mundo. Este homem é um génio!…

    Gostar

  13. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    6 Janeiro, 2010 14:54

    ARTIGO A PROPOSITO

    Energias renováveis
    Ventos de intrujice
    publicado a Dezembro 16 2009 | International Herald Tribune
    Caurel-Saint Mayeux, Bretanha (França), AFP
    Print
    Send
    partilhado a
    Del.icio.us

    Facebook

    Digg

    Blogmark

    Scoopeo

    Wikio

    comentar
    Taille police + | Taille police – Ler mais
    | A salvação está nas energias renováveis
    | A Europa partilha o ventoAs energias verdes têm ocupado um lugar crucial na agenda da Cimeira de Copenhaga sobre o Clima. Mas na Europa, onde a UE tem seis mil milhões de subsídios para distribuir, a indústria das eólicas, muito ecológica, está a atrair charlatães de todos os tipos. Reportagem do International Herald Tribune.

    Os ventos que sopram do norte sobre as Ilhas Canárias há muito que vêm tentando surfistas temerários. Hoje, porém, os vendavais que se levantam a 60 quilómetros à hora estão a atrair turbinas eólicas gigantes e, com elas, milhões de euros. De pás a girar ao vento, as 55 turbinas por trás da praia de calhaus cinzentos de Pozo Izquierdo são austeros símbolos brancos de uma indústria crescente e um abundante potencial de energia limpa – e de corrupção.

    A cidade de Santa Lucía Tirajana levou, este ano, com um duro vendaval. Uma investigação da Guarda Civil espanhola descobriu irregularidades num plano para construir um novo parque eólico. Agora, o presidente da Câmara, cinco funcionários da edilidade e dois empresários ligados à iniciativa enfrentam acusações penais que incluem tráfico de influências, abuso de poder, apropriação indevida de solos e corrupção. Motivo? Cerca de 40 milhões de euros em subsídios da União Europeia.

    Esta e outras investigações que decorrem na Europa trouxeram a lume abordagens, por vezes desgovernadas, do sector eólico, em rápido desenvolvimento. Com mais de seis mil milhões de subsídios estruturais e agrícolas reservados para energias renováveis, por um período de 13 anos que termina em 2013, esta relativamente nova área de actividade a que os peritos dão o benefício da dúvida, porque tem uma imagem amiga do ambiente aparentemente acima de qualquer crítica, dispõe, pois de um pecúlio atraente.

    As autoridades dizem que é impossível determinar o nível de fraude na despesa pública passível de ser relacionada com a energia eólica, porque as investigações estão distribuídas, nos diferentes países, entre polícia fiscal e regional. Os críticos dizem que os controlos de fundos dispersos são um incentivo para que uma multidão de políticos e empresários corruptos extraia dinheiro fácil… ao sabor do vento.

    Os investigadores têm estado bastante ocupados nos últimos meses. Cinco nacionalistas corsos foram detidos e obrigados a repor 1,54 milhões de euros de subsídios europeus para parques eólicos. Em Itália, decorrem três investigações e foram detidas 15 pessoas no mês passado, numa operação a que a polícia chamou “E tudo o vento levou”. É descrito como um esquema complicado, do tipo Dona Branca, e que desviou 30 milhões de euros de apoios da UE.

    O esquema é elementar: uma turbina normal de dois megawatts custa cerca de 2,75 milhões a construir e produz cerca de 275 mil euros por ano em venda de electricidade a preços de mercado. Mas esse rendimento pode quase duplicar, com os incentivos estatais especiais como prémio às energias renováveis. Em muitos países, os produtores de energia eólica estão a receber tarifas da alimentação – prémios especiais acima do valor de mercado como bónus para a energia renovável – ou taxas especiais por contratos de 15 a 25 anos.

    Richard Robb, investidor em parques eólicos em França e na Alemanha, diz que, mesmo sem ventos muito enérgicos, essas tarifas representam um rendimento confortável para os accionistas. Na Alemanha, o seu parque eólico recebe cerca de 83,6 euros por megawatt/hora, quando o preço no mercado livre varia entre 30 e 70 euros – um retorno de 15%.

    Nas Ilhas Canárias, onde há 44 parques, os dois casos que conduziram à detenção dos funcionários públicos e empresários, com acusações de tráfico de influências e corrupção, foram apanhados graças a milhares de escutas telefónicas. Os investigadores da Guardia Civil escutaram conversas que envolvem os empresários de Santa Lucía e os funcionários municipais, acusados de urdir um negócio secreto para transformar terrenos privados perto da praia de Pozo Izquierdo em terreno municipal – porque era maior a probabilidade de os subsídios serem concedidos para parques eólicos em terrenos públicos. Estavam em jogo quase 40 milhões de euros de um fundo de apoio da UE aos territórios periféricos de Espanha.

    Investigações similares estão a decorrer na Sicília, berço do aproveitamento público da energia eólica em Itália. A operação “E tudo o vento levou” fez com que as autoridades descobrissem um elaborado esquema para receber fundos da UE, diz o coronel Mario Imparato, da Guardia Financeira. O esquema envolveu uma elaborada rede de empresas do ramo; uma conseguia obter fundos da UE, usava uma parte para a construção e punha o resto fora de Itália. As empresas no estrangeiro mudavam o dinheiro para outra empresa que se candidatava a um novo fluxo de subsídios da UE.

    Uma investigação separada, com o nome de código “Aeolus”, na zona ocidental da Sicília, conduziu à detenção de sete pessoas, com julgamento marcado para Janeiro. Neste caso, o Ministério Público alega que o crime organizado limitou-se a adaptar técnicas antiquadas, como subornos, para fazer dinheiro com a nova fonte de energia. Isso incluiu 75 mil euros e um Mercedes dados a um vereador para votar a favor de um parque eólico.

    “O dinheiro é rei”, dizia Andrew Campanelli, investigador do forense da Deloitte Financial Advisory Services. “Numa economia deprimida, há quem precise de mais dinheiro. E viram na energia verde um mecanismo para obter fundos fraudulentos.”

    Doreen Carvajal

    Gostar

  14. joaquim's avatar
    joaquim permalink
    6 Janeiro, 2010 14:55

    Era muito bom saber o custo de cada kilowatt instalado e saber tambem como são feitas as contas para obter esse custo, incluindo juros, desmantelamentos futuros,manutenção,aspectos ambientais,produção de co2 na produção fabrico etc.Qual seria o preço de cada kilowatt de venda ao publico

    Gostar

  15. tina's avatar
    tina permalink
    6 Janeiro, 2010 15:03

    “Qual seria o preço de cada kilowatt de venda ao publico”

    Joaquim, isso seria tocar com o dedo na ferida. Aposto que haveríamos de ficar chocadíssimos se a verdade fosse revelada. Mas no entanto, seria o mínimo esperar que o Governo publicasse esses valores ou que algum jornalista sério fizesse esse trabalho.

    Gostar

  16. tina's avatar
    tina permalink
    6 Janeiro, 2010 15:06

    Muito interessante também o artigo que o Honni Soit transcreveu. Afinal, a União Europeia é como um grande Estado e, como é sabido, quanto mais Estado, mais dinheiro fácil e mais corrupção.

    Gostar

  17. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    6 Janeiro, 2010 15:13

    Quem quiser saber os preços é só ir ao site da ERSE, são públicos.
    Nos custos das eólicas estão incluídos os custos todos referidos (com excepção do CO2 na produção, tal como em nenhuma das outras fontes de energia) e ainda estão outros custos que não estão nas outras, como por exemplo a taxa para as autarquias de 1,5% (se não me engano) da produção.
    Noutras fontes, por exemplo na térmica, não estão incluídos os custos de infra-estruturação do gaz natural, que foram suportados pelos contribuintes, ao contrário das eólicas, não estão incluídos vários investimentos ambientais de algumas centrais e na nuclear não estão incluídos os custos de investigação, desmantelamento nem a maioria do tratamento dos resíduos, portanto não vale muito a pena ir por aí na discussão e centremo-nos nas condições concretas do mercado.
    E em todas as origens não estão incluídos muitos custos ambientais e sociais associados, nem a segurança do abastecimento e outras coisas que tal.
    Mas exactamente porque a contabilidade disto é tão fluida fiquemos pela discussão dos preços de mercado (o que aliás prejudica as renováveis).
    henrique pereira dos santos

    Gostar

  18. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    6 Janeiro, 2010 15:24

    Num País que nada produz há que “inventar” novas “industrias” … “protegidas”. Uma pequena versão modernaça do condicionamento industrial do salazar e caetano .

    Já agora tb funciona por outra via : é aquela das “certificaçõeszitas” e “acreditaçõezitas” necessárias ao desenvolvimento de um qq negócio desde que a empresa acreditada nos faculte a “licença de funcionamento ”
    Anda aí muita gente distraída mas a rábula dos “carróseis” de ontem é significativa .
    Legislação inelegivel , autoridades nebulosas , mais uns quanto para o desemprego .

    Quantos menos empresários e mais (desem)empregados para o nosso Governo e PS melhor … assim há mais “dependência” da sociedade civil ao Estado Social … esse monstrengo de vários tentáculos e … muitos votos .

    Gostar

  19. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    6 Janeiro, 2010 15:33

    Carrosséis
    Empresários de diversão e Ministério da Economia não chegam a acordo

    Os representantes dos proprietários de equipamentos de diversão saíram hoje da reunião com o Ministério da Economia sem qualquer compromisso escrito, mas com esperança de, num próximo encontro, conseguirem resposta para os seus protestos

    • Dois militares da GNR feridos em confrontos com manifestantes

    4 comentários / 709 visitas
    Imprimir
    Enviar por mail

    «Saímos daqui com alguma revolta por não termos chegado a nenhum compromisso escrito», afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Diversão (APED), Luís Paulo Fernandes, acrescentando que, na próxima semana, haverá uma outra reunião com o Ministério.

    Empresários e familiares estiveram concentrados terça-feira em frente à Assembleia da República para reivindicarem a alteração do decreto-lei que regula o licenciamento de carrosséis em recintos itinerantes, alegando que o diploma entrou agora em vigor «sem prazos de transição e adaptação».

    A nova legislação, publicada em Diário da República em Setembro, estabelece o regime do licenciamento dos recintos itinerantes e improvisados, bem como as normas técnicas e de segurança aplicáveis à instalação e funcionamento dos equipamentos de diversão instalados nos referidos recintos.

    Segundo defende a APED, a norma apenas se aplica aos equipamentos posteriores a 2004.

    «Não temos nada por escrito. Temos de confiar no Governo, assim como o Governo pode confiar em nós. Somos responsáveis», disse aos jornalistas Luís Paulo Fernandes, realçando que a APED apresentou uma proposta para que seja dado um prazo de três anos para adaptação dos equipamentos, que seja feito o levantamento de todos os existentes e para responsabilizar a associação pelos divertimentos mais antigos, em conjunto com um grupo de engenheiros.

    «Há sócios que investiram mais de um milhão em equipamentos, isto sem qualquer programa de apoio específico», acrescentou.

    A APED diz que estão em risco cerca de 250 empresas do sector, das zonas de Pedrógão Grande e Pampilhosa da Serra, com um total de dois mil postos de trabalho.

    Na reunião com um assessor do ministro da Economia esteve igualmente o presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, João Marques, em representação da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e que manifestou «toda a solidariedade» para com estes empresários.

    «Esta é uma actividade importante. Sem estas diversões as nossas festas populares não têm a mesma força», disse o autarca, lembrando que são do seu município «parte substancial destas empresas».

    «Venho mostrar a solidariedade e também solicitar que concedam períodos de carência necessários e os apoios para que se possam adaptar e até substituir equipamentos. Este sector também precisa de se modernizar para se tornar mais competitivo», acrescentou.

    Lusa / SOL

    BREVEMENTE DOIS MIL IMPRESSOS PARA O IEFP DO CAMARADA MADELINO … OU DOIS MIL ESTÁGIOS NA FUNÇÃO PÚBLICA .

    Gostar

  20. joaquim's avatar
    joaquim permalink
    6 Janeiro, 2010 16:10

    Na ERSE, custos de produção, podia adiantar um pouco mais Henrique.

    Gostar

  21. Eduardo F.'s avatar
    6 Janeiro, 2010 16:34

    Diz Henrique Pereira dos Santos,

    «Mas exactamente porque a contabilidade disto é tão fluida fiquemos pela discussão dos preços de mercado (o que aliás prejudica as renováveis).»

    Como aferir pelos “preços de mercado” quando o mercado está todo distorcido? Independentemente das razões que ditaram decisões de índole política ou estratégica que são, elas próprias, as causadoras das distorções dos preços, défices tarifários, etc., o que seria de esperar, o que o cidadão deve exigir, é que os custos de produção unitários sejam conhecidos, ventilados pelas diferentes tecnologias de produção d energiai eléctrica, incluindo TODAS as parcelas que contribuem para a sua formação, desde o investimento inicial, eventuais subsídios de capital, custos de manutenção, subsídios à exploração, etc., até aos custos de desmantelamento.

    Gostar

  22. Licas's avatar
    Licas permalink
    6 Janeiro, 2010 16:48

    12.honni soit qui mal y pense disse
    6 Janeiro, 2010 às 2:54 pm

    ***** Cinco nacionalistas corsos foram detidos e obrigados a repor 1,54 milhões de euros de subsídios europeus para parques eólicos. Em Itália, decorrem três investigações e foram detidas 15 pessoas no mês passado, numa operação a que a polícia chamou “E tudo o vento levou”. É descrito como um esquema complicado, do tipo Dona Branca, e que desviou 30 milhões de euros de apoios da UE.

    O esquema é elementar: uma turbina normal de dois megawatts custa cerca de 2,75 milhões a construir e produz cerca de 275 mil euros por ano em venda de electricidade a preços de mercado. *****

    É QUE NÃO É PRECISO ACRESCENTAR MAIS NADA.

    Gostar

  23. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    6 Janeiro, 2010 16:57

    Caro Eduardo F.
    Que o mercado está distorcido, estamos de acordo. Mas conhece algum mercado de energia que não esteja distorcido?
    Os custos de produção são um problema do promotor.
    O que há a discutir é que sobrecustos induzidos pela intervenção do Estado existem e quais as razões para isso.
    Caber-nos-á decidir se estamos ou não de acordo com as intervenções do Estado, concordando ou não com a distorção introduzida.
    Uma opção é dizer que o Estado não deve meter-se nisso e pronto, está o assunto resolvido em teoria (sobra a prática, como a definição de reservas estratégicas, a segurança de abastecimento, o risco da volatilidade dos preços, e, last but not least, as externalidades ambientais e sociais, por exemplo, decidir sobre se o risco associado a uma central nuclear é aceitável ou não, decisão que nunca pode ser do mercado. Diga-se em abono da verdade que todo o desenvolvimento da energia nuclear se fez à sombra do Estado, mesmo quando depois existem promotores de centrais que são privados).
    Se, sabendo que os mercados da energia, em especial os da electricidade são mercados muito imperfeitos onde há tendência para a formação de monopólios, ou perto disso, e que a energia é um bem estratégico, o Estado decide intervir, o melhor mesmo é ficarmo-nos pela discussão dos preços de mercado, sob pena de imediatamente, ao entrar nas contabilidades das externalidades que não têm valor de mercado, entrarmos numa mais que provável intervenção no mercado criadora de ainda mais distorção.
    É aliás o que se passa neste assunto em Portugal, em que à custa da discussão de externalidades mal definidas a discussão racional de custos e benefícios está totalmente cativa de uma propaganda muito agressiva e sempre assente nos melhores motivos.
    henrique pereira dos santos

    Gostar

  24. Licas's avatar
    Licas permalink
    6 Janeiro, 2010 16:59

    Qual é a diferença entre o P.M. (que ainda temos) e o . Quixote (o de la Mancha)?

    Este último investia contra os Moinhos de Vento, o outro. . nos.

    Gostar

  25. tina's avatar
    tina permalink
    6 Janeiro, 2010 17:17

    Resumindo, nunca saberemos quanto custará o kwh de energia eólica…

    Gostar

  26. MFS's avatar
    MFS permalink
    6 Janeiro, 2010 17:24

    1. HPS disse: “como por exemplo a taxa para as autarquias de 1,5% (se não me engano) da produção.” A taxa é de 2,5% para a produção eólica, além do arrendamento dos terrenos, muitos deles autárquicos. Mais nenhuma energia (com relevo para as fósseis) paga “terrado”. Recordemos a polémica com a Central do Pego e a ex-SISA com a Càmara de Abrantes, cuja isenção ministerial deu um rombo nas pretensões municipais.
    2. Outro motivo de encarecimento da electricidade reside nos “direitos de passagem e concessão” da distribuição aos consumidores em BT, cujo valor é da ordem de 8%.
    3. O déficit tarifário foi gerado essencialmente pela elevação dos custos fósseis no petróleo e por arrastamento no gás e no carvão (este triplicou, passou de 60 $/ton para cerca de 200$/ton em poucos meses nos anos de 2006-2008.
    Na altura não houve coragem política de colocar no consumidor estes custos, tendo sido diferidos no tempo por cerca de 10 anos. Agora com chuva com fartura vai ajudar a aliviar esse famigerado e anti-liberal deficit tarifário.

    Gostar

  27. tina's avatar
    tina permalink
    6 Janeiro, 2010 17:24

    Tal como o Joaquim, refiro-me a custos de produção, claro.

    Gostar

  28. GovernoDeCorruptos's avatar
    GovernoDeCorruptos permalink
    6 Janeiro, 2010 17:32

    O manel Tontinho aparecia, todo contente, na televisão a dizer que se estava a produzir o MWh a 32€. Muito contente.
    Fazendo a conta (dividir por mil deve ser ainda mais dificil do que multiplicar por 6=2×3 e tirar dois zeros)isto dá 0,32€ o KWh, o que é quase três vezes mais caro do que o preço final ao consumidor, imposto pela edp (aquela empresa que não tem concorrência e faz dos consumidores o que quer, incluindo subsidiar parques eólicos de empresas de ex-ministros, secretários de estado e profes do técnico com o nosso dinheiro, para produzirem ao preço de 0,32€ o KWh). Preço de produção quase três vezes maior do que o preço final, actual, altíssimo, ao consumidor.
    Estes gajos riem-se porque o dinheiro que usam é nosso e porque como incompetentes e corruptos chapados que são, ficam felizes por ainda aparecerem na televisão.
    Antes o Batatinha, muito mais divertido e infinitamente mais profissional.

    Gostar

  29. Atoleiro's avatar
    Atoleiro permalink
    6 Janeiro, 2010 17:42

    Saberá sim Tina.
    Saberá daqui para o futuro em cada aumento que tiver na sua factura de electricidade.
    E saberá mais.
    É que depois dos aumentos nos próximos dez/vinte anos sucessivos ficará a saber que ainda deve mais do que aquilo que andou a pagar.
    Prepare as contas para que os seus filhos e os filhos deles possam continuar com a conta corrente, da dívida.

    Gostar

  30. Licas's avatar
    Licas permalink
    6 Janeiro, 2010 17:52

    #25
    25.tina disse
    6 Janeiro, 2010 às 5:17 pm
    Resumindo, nunca saberemos quanto custará o kwh de energia eólica…
    ******************************

    Se lesse o #22:
    O esquema é elementar: uma turbina normal de dois megawatts custa cerca de 2,75 milhões a construir e produz cerca de 275 mil euros por ano em venda de electricidade a preços de mercado.
    E SE SOUBESSE ALGUMA ARITMÉTICA concluiria que vem são precisos 100 anos SEM NENHUM CUSTO DE MANUTENÇÃO PARA COBRIR A DESPEZA. Não é?

    Gostar

  31. Chiça penico's avatar
    6 Janeiro, 2010 17:57

    Todos os dias encontro novos motivos para estar satisfeito por ter deixado de comprar o Público desde que este se “barbarizou”.
    Chiça, penico!

    Gostar

  32. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    6 Janeiro, 2010 18:09

    O blog blasfémias continua a ser um lugar aberto de discussão de temas quentes como as eólicas. Celebremos.

    Gostar

  33. Ecotretas's avatar
    6 Janeiro, 2010 18:21

    Que bom é blasfemar sobre eólicas! Um dia, os ecologistas ainda onde obrigar a deitar esses moinhos todos abaixo!
    Quem quiser uma retrospectiva também blasfémica sobre energia eolica, pode ver em http://ecotretas.blogspot.com/search/label/energia%20e%C3%B3lica

    Ecotretas

    Gostar

  34. Desconhecida's avatar
    Kolchak permalink
    6 Janeiro, 2010 18:31

    Porreiro Pá!

    Gostar

  35. Desconhecida's avatar
    Kolchak permalink
    6 Janeiro, 2010 18:33

    29:

    Absolutamente de acordo!
    O Batatinha era muito mais divertido e barato!

    Gostar

  36. tina's avatar
    tina permalink
    6 Janeiro, 2010 18:47

    “Preço de produção quase três vezes maior do que o preço final, actual, altíssimo, ao consumidor.”

    Incrível. Mas nada mais seria de esperar deste governo incompetente e irresponsável. Mais uma vez demonstra-se que para eles tudo o que conta é causar a impressão de que fazem alguma coisa.

    Gostar

  37. Desconhecida's avatar
    6 Janeiro, 2010 18:51

    É possível saber qual o custo de produção da energia eólica. As empresas promotoras fornecem dados anualmente à DGGE com esses dados. Não sei se são ou não divulgados e como o são, mas os dados existem.
    É perfeitamente possível pegar nas demonstrações financeiras das promotoras e nas estatísticas de produção para efectuar esse cálculo: custo por kWh com amortizações, sem amortizações, custos directos, indirectos, etc, etc.

    O que claramente não existe é capacidade técnica e política para dizer: “Subsidiamos eólicas por esta ou aquela razão; o custo é “x”; se não subsidiarmos seria “y”; impacto na dívida pública é “z” e compensa (ou não) subsidiar por isto ou aquilo”

    Mas isso é a classe política que temos.

    Gostar

  38. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    6 Janeiro, 2010 18:55

    muitos eólicos e poucos anónimos

    Gostar

  39. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    6 Janeiro, 2010 19:01

    E tudo o vento levou.

    Gostar

  40. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    6 Janeiro, 2010 19:22

    ver aweo.org vale a pena.
    Com tipos formados nas novas oportunidades ainda vai ser mais fácil intrujar a malta.

    Gostar

  41. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    6 Janeiro, 2010 19:29

    EOlica a palavra estranha que seduziu muitos portuguses a contrairem emprestimos nos bancos, que prestimosamente lhe acenavam com o negócio do seculo!
    Para que era este dinheiro, para comprara uma emissão de acções a 8 euros, que uma empresa de gabarito prestimosamente vendia aos saloios!
    Para tornar o assunto mais escladante, à frente dessa empresa, estava uma senhora que acenava com a arvore das patacas!
    `Só que iniciada a venda em bolsa as ditas acções nunca valeram 8 euros e cairam de imediato para 4 euros! foi uma alegria, venjam as garrafas de champanhe que a malta abriu com o prejuizo tão graciosamente armadilhado! mas nem tudo corre mal as acções arrastam-se a 6 euros, neste momento e com os discursos inflamados do Socrates sobre renovaveis, muita gente vai continuar a perder dinheiro, porque afinal as ditas, não são os negócios que foram prometidos, são para a Martifer (Mota e Engil)
    e mais uns quanto seportes de socrates…………….

    Gostar

  42. tina's avatar
    tina permalink
    6 Janeiro, 2010 19:48

    Muito bom o blogue http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/

    Uma ideia interessantíssima que tirei de lá (peço desculpa por não ter pedido autorização):

    “O que já faz algum sentido, é uma proposta alemã que está a fazer o seu caminho em Bruxelas.
    Esta proposta não defende um futuro de micro-redes.
    Defende exactamente o contrário: a super-rede!
    De um ponto de vista meramente técnico-económico, as super-redes fazem muito mais sentido que as micro-redes. A ideia é a seguinte:
    Instalem-se eólicas onde há muito vento e portanto a respectiva energia sai de facto barata e competitiva: nas costas do mar do Norte, sobretudo nas costas escocesa e irlandesa, e nas estepes russas. Instale-se solar onde há sol todo o ano e sem nuvens, isto é, no Sahara. Ligue-se também a extraordinária super-Itaipu africana, a prometida barragem do Inga, na foz do Zaire. Explore-se a diversidade geográfica para minimizar as necessidades de armazenamento. Usem-se algumas barragens reversíveis, onde as haja, para armazenar alguma energia desta. E ligue-se isto tudo por uma rede de linhas de Muito Alta Tensão com milhares de quilómetros de extensão, em corrente contínua.
    As contas estão feitas. É viável. Técnica e economicamente. Permitirá produzir energia, toda de origem renovável, praticamente ao preço da actual. Basicamente porque a vai buscar onde ela é mais rentável, como sempre se fez na energia eléctrica.
    É também excitante, a ideia de controlar tudo isto em tempo real, quiçá com satélites, Inteligência Artificial, microprocessadores por todo o lado comunicando à escala pluri-continental!
    Só tem um problema. Um problema político.
    Precisa de um Império para poder gerir tudo isto em boa ordem.
    Um IV Reich? Quiçá travestido de Governo de Bruxelas benigno, invocando até um tal “Tratado de Lisboa”?…
    Talvez não. Mas, seguramente, só em tal cenário as barragens reversíveis em construção em Portugal terão alguma utilidade”

    Gostar

  43. Miguel Costa's avatar
    Miguel Costa permalink
    6 Janeiro, 2010 20:01

    Estou totalmente de acordo. Mais uma vez se escolhe levianamente um caminho em que são os contribuintes que pagam a factura.

    As Eólicas são um projecto do antigo Ministro Manuel Pinho o mesmo, como recorda o texto do link a seguir, que em tempos deixou a Brisa tomar conta da A8, contra o parecer da Autoridade da Concorrência, beneficiando-a contra os consumidores.

    No caso das Eólicas quis criar um “cluster” montado nas costas desses mesmos cidadãos; acrescendo que vários estudos questionam muitos aspectos desta solução energética.

    http://classemedia.biz/blog/paginaum/ultimas/energia-eolica-mitos-e-realidades/

    Gostar

  44. Desconhecida's avatar
    Mr. Hyde permalink
    6 Janeiro, 2010 21:58

    Tanta ventosidade!

    Gostar

  45. anti-liberal's avatar
    anti-liberal permalink
    6 Janeiro, 2010 22:20

    .

    E quem paga os túneis entre as ilhas dos Açores?

    Nuno

    Gostar

  46. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    6 Janeiro, 2010 23:15

    “É possível saber qual o custo de produção da energia eólica. As empresas promotoras fornecem dados anualmente à DGGE com esses dados. Não sei se são ou não divulgados e como o são, mas os dados existem.
    É perfeitamente possível pegar nas demonstrações financeiras das promotoras e nas estatísticas de produção para efectuar esse cálculo: custo por kWh com amortizações, sem amortizações, custos directos, indirectos, etc, etc.

    O que claramente não existe é capacidade técnica e política para dizer: “Subsidiamos eólicas por esta ou aquela razão; o custo é “x”; se não subsidiarmos seria “y”; impacto na dívida pública é “z” e compensa (ou não) subsidiar por isto ou aquilo”

    Mas isso é a classe política que temos.”

    E depois dos Políticos a classe que deveria fazer a peneira – é para isso que existem – seriam os Jornalistas. Como se vê pelo exemplo do Publico já não existem Jornalistas.

    Gostar

  47. Eduardo F.'s avatar
    6 Janeiro, 2010 23:27

    Caro Henrique Pereira dos Santos,

    Quando refere que «O que há a discutir é que sobrecustos induzidos pela intervenção do Estado existem e quais as razões para isso. [E que] caber-nos-á decidir se estamos ou não de acordo com as intervenções do Estado, concordando ou não com a distorção introduzida.»

    E, caro comentador, onde esteve e onde está esta discussão? Deu por ela? Eu não.

    Como pode placidamente afirmar que «os custos de produção são um problema do promotor»? Será que é adepto de que, afinal, há almoços grátis? Claro que não é, não lhe faço essa injustiça.

    Pergunto-lhe antes se, em consciência, e não apenas num suposto “circuito informado”, acha que perguntaram aos portugueses se lhes era/é irrelevante ou não saberem que quanto mais consumirem de energia eléctrica proveniente de fontes “alternativas/renováveis” mais aumentará, directa ou indirectamente, a sua factura energética. Para que possamos dizer se estamos de acordo com os “sobrecustos” que refere precisamos desde logo saber quais são e a quanto montam e, claro está, se são ou não inevitáveis.

    Essa, sim, é a questão. E por favor não me responda que este caminho (da energia “renovável”) é-nos imposto pelos compromissos que assumimos anteriormente na redução dos níveis de emissão de CO2. Olhemos para o caso da Alemanha que é, nesse particular, muito interessante, nomeadamente o seu contínuo investimento em energia térmica (via carvão). Interessante é também saber que a Dinamarca é uma grande importadora de energia eléctrica da Alemanha, uma exportadora de energia eólica para a Noruega e Suécia e o país com o custo unitário de electricidade produzida mais elevada no mundo.

    Gostar

  48. Desconhecida's avatar
    JMLM permalink
    7 Janeiro, 2010 00:29

    Caro João Miranda, apesar de ser ano novo, continuamos a ter mais do mesmo. Fica bem a quem critica apresentar novas ideias, soluções. Seria mais honesto da sua parte apresentar uma solução para a produção de energia, já que critica tanto as eólicas. Convido todos os comentadores que aplaudiram o seu post a fazerem o mesmo. Se a solução milagrosa aparecer, garanto que a noticia será capa do público e demais jornais famosos.
    Se a solução não aparecer, teremos memso que continuar com a eólicas… Que fatalidade…

    Gostar

  49. GovernoDeCorruptos's avatar
    GovernoDeCorruptos permalink
    7 Janeiro, 2010 03:04

    O #29 tem um erro! era bom 32€ o MWh, faltou um zero 320€. Desculpem, nem revi, mas procurem que isso passou num jornal duma tv, uma daquelas sessões de propaganda habituais, com a pandilha que está também a meter dinheiro ao bolso a aplaudir na primeira fila.

    Gostar

  50. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    7 Janeiro, 2010 06:57

    Caro Eduardo,
    Se seguir o link do post que coloquei algures num comentário lá em cima verá que a discussão existe e quem faça por isso.
    Há no entanto uma ideia que tem sido aqui repetida (e está implícita no post) que não é verdadeira: que as energias renováveis serão sempre mais caras que as alternativas. Ninguém no seuperfeito juízo pode dizer qual vai ser o preço do petróleo daqui a dois anos, quanto mais a dez ou quinze. E exactamente o que digo é que as eólicas são competitivas com o petróleo aos preços destes últimos dias. Há razões para querer diversificar as fontes energéticas face à volatilidade e imprevisibilidade do preço do petróleo. Se descer, as renováveis serão um peso (embora menor que muitos outros, começando pelo desperdício). Se subir, as renováveis foram uma aposta racional do ponto de vista económico.
    Por isso tenho criticado fortemente a propaganda do Governo na matéria, mas em simultâneo, mantido a minha posição favorável a algumas renováveis em algumas circunstâncias.
    henrique pereira dos santos

    Gostar

  51. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    7 Janeiro, 2010 11:23

    Só acrescento uma frase :

    “E tudo o vento levou “

    Gostar

  52. Desconhecida's avatar
    Um Achado permalink
    7 Janeiro, 2010 13:12

    Já somos todos especialistas em tudo e até em éolicas.

    Seria bom que pudessem explicar exactamente quais as soluções alternativas ao petróleo e ao carvão.

    Vamos para a nuclear?
    Vamos manter as centrais a carvão?
    Vamos continuar a importar petróleo com fartura?
    Vamos apoiar as nossas empresas na contrução de eólicas e solares? Como um acima vamos dizer que é a Martifer que está a engordar? Vamos dizer que a microgeração é muito subsidiada? Então não podemos ser autosuficientes em casa? É melhor ficarmos dependentes da edp e despois culpá-la pelo ciclone que, uma noite, apareceu?
    Então o que é que queremos? O que queremos é opinar consoante os nossos interesses particulares.
    Nunca somos capazes de olhar para as coisas de uma forma em que o interesse comum esteja acima dos nteresses particulares. Depois somos também uma cambada de papagaios, sem ideias próprias.

    Gostar

  53. tina's avatar
    tina permalink
    7 Janeiro, 2010 14:03

    “Convido todos os comentadores que aplaudiram o seu post a fazerem o mesmo. Se a solução milagrosa aparecer, garanto que a noticia será capa do público e demais jornais famosos”

    Uma central nuclear resolveria os nossos problemas todos. Ainda agora, a Inglaterra está a construir mais 9 centrais nucleares.

    Gostar

  54. tina's avatar
    tina permalink
    7 Janeiro, 2010 14:08

    Lisboa, 10 jan (Lusa) – O governo britânico aprovou nesta quinta-feira a construção de novas centrais nucleares no país para assegurar o abastecimento energético no futuro e combater as alterações climáticas, disse o ministro da Economia, John Hutton.

    O ministro afirmou na Câmara dos Comuns que a energia nuclear “deve ter um papel no futuro energético do país, ao lado de outras fontes energéticas de baixas emissões de dióxido de carbono”.

    Segundo Hutton, a energia nuclear está “provada e testada”, é segura e uma das opções mais baratas para o Reino Unido cumprir os seus objetivos de redução das emissões de dióxido de carbono.

    O representante do governo britânico disse que as novas centrais serão pagas pelo setor privado e não pelo governo, fazendo um convite para as “empresas energéticas apresentarem projetos de construção e operação para novas centrais nucleares”.

    As atuais centrais nucleares produzem cerca de 20% da eletricidade consumida no país. Londres defende a decisão, argumentado que muitas das centrais a carvão e nucleares terão de fechar dentro de 20 anos.

    Gostar

  55. Curioso's avatar
    Curioso permalink
    7 Janeiro, 2010 15:02

    Sou do tempo (final dos anos oitenta) em que os ecologistas nacionais execravam as “ventoinhas gigantes” porque desfeavam a paisagem. Tentaram mesmo que os cabeços ficassem todos incluídos na REN, com vista a interditar a sua instalação.
    Poucos anos depois, com o envolvimento activo (e empresariasl) de quem era, à data anterior, Secretário de Estado do Ambiente (Engº Carlos Pimenta), tudo se alterou e as ditas ventoínhas passaram a ser a salvação energética do País (a não importa qual custo…).
    Curiosidades

    Curioso

    Gostar

  56. Licas's avatar
    Licas permalink
    7 Janeiro, 2010 15:10

    É preciso dizer a verdade : a energia nuclear é a única alternativa (depois das barragens) a consegui-se o mwh competitivo em preço. O GRANDE PROBLEMA CONSISTE EM COMO NOS LIVRARMOS DOS RESÌDUOS QUE PRODUZ NECESSARIAMENTE..:

    Gostar

  57. tina's avatar
    tina permalink
    7 Janeiro, 2010 18:11

    “O GRANDE PROBLEMA CONSISTE EM COMO NOS LIVRARMOS DOS RESÌDUOS QUE PRODUZ NECESSARIAMENTE..:”

    E como consegue a França libertar-se dos resíduos das suas 70 e tal centrais nucleares? E a Espanha? Etc.

    Gostar

  58. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    7 Janeiro, 2010 21:45

    Tina,
    Bem me parecia que não sabia responder a essa pergunta crucial. Se soubesse é bem possível que fosse mais cautelosa na defesa do nuclear. Já agora, as centrais de que fala no Reino Unido estão a contar com os certificados de carbono para serem rentáveis. E veremos o que ainda está para vir. Na central finlandesa o atraso já se conta em anos e os custos já estão 50% mais elevados que o previsto.
    henrique pereira dos santos

    Gostar

  59. GovernoDeCorruptos's avatar
    GovernoDeCorruptos permalink
    7 Janeiro, 2010 22:08

    O #53 é mesmo um achado e provavelmente um acessor. Ser independente em casa com fotovoltaico e eólico??? Não somos todos especialistas no assunto, não. Tu não percebes mesmo nada disso. Vai ver a potência produzida por um painel, que é a potência máxima que ele produziria se estivessem reunidas simultaneamente 3 condições que nunca o estão, multiplica pelo preço e vais ver quanto gastas e se suportas a situação. Os tontos acham que falar é expelir sons pela boca.

    Gostar

  60. GovernoDeCorruptos's avatar
    GovernoDeCorruptos permalink
    7 Janeiro, 2010 22:27

    E o Henrique sabe que a alemanha, que se parasse agora de produzir painéis de silício fotovoltaico só os venderia todos daqui a mais de 2 anos, vai instalar mais 6 centrais nucleares?
    A solução actual é uma conjugação de todos os tipos de produção, garantido no entanto que, em cada zona, cada uma delas é rentável por si (como é evidente!).
    Se o petróleo subir torna-se menos competitivo e tal como sempre haverá uma pressão para a sua substituição e para o aparecimento de outras formas de produção que sejam mais competitivas, como sempre aconteceu no passado (vejam por exemplo “As novas tecnologias, o futuro dos impérios e os 4 cavaleiros do apocalipse” do Prof. Carvalho Rodrigues – 1/e da teoria da informação). A necessidade aguça o engenho. É o mercado a funcionar (claro que isto para a esquerdalha e para a direitalha… querem é estado a meter o bedelho), mas isso nunca acontecerá se ele estiver distorcido, castrado pelos subsídios que são a forma de dar dinheiro a uma coisa que não é rentável, tirando esse dinheiro às pessoas, claro.
    Sabem que o fotovoltaico desce muito de produção com o aumento da temperatura na célula???
    Sabem que em espanha os subsídios levaram a que, por cada emprego criado e apregoado, nas renováveis se perdessem 2,tal empregos na economia em geral??????
    O que interessa é o solar térmico, aquecer água, isso sim rentável, mas como dá trabalho em vez de subsídios foram inventar a aldrabice dos bancos, que consistiu em pôr painéis ao dobro do preço, subsidiar a 50% e deixar a malta a pagar juros (claro que o que o país precisa é de mais dívida). Não se metam, deixem trabalhar quem trabalha.
    Sabem que o que parece que começa a ser rentável, para produção de electricidade, nos países com mais sol e calor, é precisamente o solar térmico: produção de vapor, turbinas a girar, electricidade. Vão ver o que estão a afazer em Almeria (espanha, aqui ao lado), EUA, Austrália.
    O resto é conversa do politicamente correcto, ou seja, tontarias e chulice.

    Gostar

  61. tina's avatar
    tina permalink
    7 Janeiro, 2010 23:00

    “Bem me parecia que não sabia responder a essa pergunta crucial. Se soubesse é bem possível que fosse mais cautelosa na defesa do nuclear.”

    Eu sei no caso de Koeberg na África do Sul, em aterros especiais próprios para resíduos nucleares. Falei no caso de França porque se eles têm tantas centrais nucleares e arranjaram uma maneira de dispôr do seu lixo nuclear, não sei porque Portugal é um caso tão especial assim que não poderia seguir o exemplo.

    Gostar

  62. Eduardo F.'s avatar
    8 Janeiro, 2010 00:22

    Caro Henrique Pereira dos Santos,

    Nunca pus em dúvida, naturalmente, que haja pessoas em Portugal e já há algum tempo a tentar conhecer as variáveis relevantes na matéria em discussão. É salutar que assim seja mas não era a esse público restrito que eu me estava a referir, pois não? (Devo dizer que já tinha lido o post lincado e fiquei com curiosidade de ler os dois estudos da APREN que, todavia, continuo sem ver disponibilizados na net).

    O que eu contesto e que correspondeu ao conteúdo dos meus dois comentários anteriores que lhe dirigi, é que não faz qualquer sentido, depois de a decisão ter sido tomada vir, depois, procurar defender a eventual racionalidade da decisão – politicamente tomada, aceitando, pacificamente a priori ou, pelo menos, em tese, que haja hipóteses de a decisão tomada ter sido um enorme disparate do ponto de vista da eficiência económica.

    Este tipo de raciocínio é exactamente o mesmo que agora se desencadeou após o investimento efectuado no aeroporto de Beja. Primeiro, constrói-se. Depois, logo se vê se se arranja passageiros ou carga. De onde e para onde ainda não se sabe. Mas, caramba, não nos bastou Sines, Alqueva e, agora, um estrambólico TGV para Madrid?

    Por fim, repare-se que este meu ponto e a própria objecção, circunstancial em termos temporais, que HPS levanta a propósito dos preços relativos das diferentes fontes de energia, não fariam sequer sentido se a decisão de construir na tecnologia A ou B resultasse de uma decisão de mercado, caso em que a lógica económica teria imperado ao invés de uma lógica política que pretende cavalgar a “modernidade”, adoptar o dogma anti-CO2 e, obsessivamente, determos um lugar no pódio.

    Uma última nota para fazer notar que o Japão, que ao não deter quaisquer fontes de petróleo e importando praticamente todo o carvão que consome, tem uma dependência energética estratégica desde a sua industrialização(*), tenha uma utilização de energia eólica tão baixa. Por que razão será que isto acontece no país que celebrou Kyoto? Aqui talvez esteja parte da explicação. Destaco um parágrafo: «The case of wind in Japan is instructive, as it shows how renewable energy can stumble without proper government intervention. It’s especially significant given that Japan previously had been a green policy leader».

    (*) – Os governos de Hirohito, antes de, e durante a II GG, preocupados com esta dependência energética, conseguiram importantes fundos para promover, junto da sua comunidade científica, aturada investigação neste domínio.

    Gostar

  63. Pinto de Sá's avatar
    13 Janeiro, 2010 15:16

    Venho um pouco fora de tempo e por seguir um rasto de visitas ao meu blog oriundo daqui. Não é que não goste do BLASFÉMIAS! É apenas falta de tempo.
    Esta minha adenda é só para esclarecer que o comentador Henrique Pereira dos Santos tem uma excelente retórica, mas baseada em muitas alusões que constituem uma floresta de enganos. Desbravar essa floresta cansar-nos-ia a todos e talvez seja isso mesmo com que ele conta, mas há uma premissa dos seus raciocínios que é o que me levou a esta escrita: a alusão de que há uma relação entre o preço da energia eléctrica e a cotação do petróleo.
    Não há. E essa é das mais vis demagogias que este Governo tem invocado.
    Enfim, isto é um tema especializado, mas podem, caso queiram, ver aqui alguma coisa de leitura leve sobre economia da energia, destinada a desfazer estas mentiras.
    E já agora: a “polítca das eólicas” não começou com Manuel Pinho. Começou com Oliveira Fernandes no Governo de Guterres, na sequência de Kioto. É uma polítida do 1º Ministro ele-mesmo.
    Cordiais Saudações!

    Gostar

Trackbacks

  1. As eólicas « O Insurgente

Indigne-se aqui.