Isto comprova a existência de crime de tráfico de influências. Um crime previsto no Código Penal, mas atendendo à sua moldura penal está prescrito. Era isso que o José Luís Lopes da Mota queria dizer veementemente aos dois procuradores do Freeport em nome e por conta de alguém que se pode dizer seja o ministro da Justiça, o “corrido” Alberto Costa, mas mandatado pelo José S. que nisto sabe bem o que importa.
No caso Face Oculta, o crime de atentado ao Estado de Direito que as escutas alegadamente indiciam, é do mesmo teor.E este não está prescrito, mas o Noronha acha que não é crime nenhum e o Pinto Monteiro bate palmas à decisão e não recorre dela porque assim entendeu também.
É com isto que contamos no nosso Estado de Direito: a mais flagrante violação do princípio da igualdade dos cidadãos perante a lei ( que tem consagração constitucional) e ainda uma denegação de justiça, confundida com decidão jurídica, cuja polémica lhes aproveita.
“…a mais flagrante violação do princípio da igualdade dos cidadãos perante a lei ( que tem consagração constitucional) e ainda uma denegação de justiça, confundida com decidão jurídica, cuja polémica lhes aproveita.”
José,com todo o respeito,os magistrados deste país,perante esses factos públicos e estrondosos,não têm uma obrigaçãozita quaquer para aí esquecida…?
Não há um código de qualquer coisa,que me foge o nome…?
O Sindicato do MP já disse o que tinha a dizer, bem claramemente: em primeiro lugar, no auge da polémica divulgou publicamente que o PGR deveria ser escolhido de outro modo que não aquele que conduziu este individuo ao posto onde está.
Em segundo lugar, numa entrevista desta semana, o presidente do Sindicato disse que os magistrados do MP não se revêem neste PGR.
Mais palavras para quê?
O Cavaco nada faz, nada quer fazer e tudo fica na mesma. Ninguém se importa, a não ser umas vozes desgarradas aqui e ali. Entre os juizes, só o Maia Neto teve coragem e mesmo assim mitigada para dizer que não concorda com o Noronha.
É preciso dizer mais?
Por onde anda o Laborinho que escreve textos redondos no Expresso na revista de fim de ano? E por onde anda o sindicado dos juízes que nem uma palavra disse sobre o Noronha e o seu despacho de vergonha?
Num momento em que, aparentemente a bem do País e não para salvar a pele do Regime Colapsante (ironia!), as hostilidades entre PS e PSD regridem e mesmo o tom mais geral de cooperação interpartidária adquire um tom claramente afectuoso, pois os deputados se unem como unha e carne na Comissão Parlamentar AntiCorrupção, em manifestações de concórdia e de afecto nada dissimuladas, eis que se soltam, como farpas institucionais, novas emanções nauseabundas do Freeport. O celebérrimo primo de Sócrates, espécie de Kung-Fu Panda Português ex-exilado na China agora repatriado, diz que, à época, tinha autorização expressa do Ministro do Ambiente para se fazer valer do apelido de família «para conseguir um contrato com o Freeport». Não importa. Há muito tempo que tudo isto chamado Portugal está sob controlo (ironia!). Isto agora, por exemplo, com os seus 10,3% de desempregados e a instituição abstrusa, paradoxalmente conservadora, e encenada do “casamento” homossexual, um farol da liberdade e da igualdade (ironia!). Toda a gente está feliz. O Bloco Central pode até regressar a fim de resolver os problemas que criou, amamentou e ampliou para chegarmos aonde chegámos. A República pode até até ser refundada e moralizada. Por quem? Por todos quantos se cevaram graças a ela, degradando a Justiça e subvertendo a Economia segundo lógicas favoritistas que excluem o mérito e priorizam a cumplicidade, fazendo da Corrupção a Lei de Bases da Economia e até a verdadeira Constituição. Mas enfim, temos Governo (ironia!). Temos Oposição. Temos Primeiro-Ministro. Temos Mário Soares, espécie de Sibila ou de Buda impassível, perorando do alto da Burra sobre o nosso infame derrotismo. Há um Povo feliz neste canto, montículo de gente com a sua iliteracia e virgindade crítica. Dê por onde der, a coisa vai de cada um se desenrascar. Gente que olha para ele, o Grande e Paradimático Desenrascado, e declara, como um juramento de bandeira, «I lambe iu, Sócrates!».
Sócrates, quase tão simpático como Isabel Alçada, discorreu há pouco, em directo, sobre o défice – que ele combate todos os dias -, sobre o investimento público que tantos empregos gera e sobre o Estado para quem as pessoas “olham” como uma espécie de espelho da natureza. Quanto a presidenciais, ele não diz nada de Alegre porque não é a hora (provavelmente a hora de ter de explicar a Alegre que, quando muito e se quiser, lá terá de voltar a ser o “candidato nº2” como sugeriu Medeiros Ferreira à Visão da semana passada) e mais não avançou muito agradecido. No fim, o jornalista explicou a razão de tamanha simpatia. Sócrates colocou como condição para “o directo” não haver qualquer pergunta sobre um primo dele, recém chegado da China. A televisão obedeceu. Está tudo bem assim e não podia ser de outra maneira.
Publicada por João Gonçalves in “Portugal dos Pequeninos”
Isto comprova a existência de crime de tráfico de influências. Um crime previsto no Código Penal, mas atendendo à sua moldura penal está prescrito. Era isso que o José Luís Lopes da Mota queria dizer veementemente aos dois procuradores do Freeport em nome e por conta de alguém que se pode dizer seja o ministro da Justiça, o “corrido” Alberto Costa, mas mandatado pelo José S. que nisto sabe bem o que importa.
No caso Face Oculta, o crime de atentado ao Estado de Direito que as escutas alegadamente indiciam, é do mesmo teor.E este não está prescrito, mas o Noronha acha que não é crime nenhum e o Pinto Monteiro bate palmas à decisão e não recorre dela porque assim entendeu também.
É com isto que contamos no nosso Estado de Direito: a mais flagrante violação do princípio da igualdade dos cidadãos perante a lei ( que tem consagração constitucional) e ainda uma denegação de justiça, confundida com decidão jurídica, cuja polémica lhes aproveita.
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Isso contradiz o Sócrates.Um dos dois está a mentir e não parece difícil adivinhar qual…
Que vergonha ter como PM um crápula deste jaez!
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É esclarecedor, este esclarecimento.
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O Cavaco lavou as mãos deste escândalo. Outro escândalo em cima do primeiro.
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O mínimo exigível ao Cavaco, como PR era a demissão do PGR. Sem mais.
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“…a mais flagrante violação do princípio da igualdade dos cidadãos perante a lei ( que tem consagração constitucional) e ainda uma denegação de justiça, confundida com decidão jurídica, cuja polémica lhes aproveita.”
José,com todo o respeito,os magistrados deste país,perante esses factos públicos e estrondosos,não têm uma obrigaçãozita quaquer para aí esquecida…?
Não há um código de qualquer coisa,que me foge o nome…?
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O Sindicato do MP já disse o que tinha a dizer, bem claramemente: em primeiro lugar, no auge da polémica divulgou publicamente que o PGR deveria ser escolhido de outro modo que não aquele que conduziu este individuo ao posto onde está.
Em segundo lugar, numa entrevista desta semana, o presidente do Sindicato disse que os magistrados do MP não se revêem neste PGR.
Mais palavras para quê?
O Cavaco nada faz, nada quer fazer e tudo fica na mesma. Ninguém se importa, a não ser umas vozes desgarradas aqui e ali. Entre os juizes, só o Maia Neto teve coragem e mesmo assim mitigada para dizer que não concorda com o Noronha.
É preciso dizer mais?
Por onde anda o Laborinho que escreve textos redondos no Expresso na revista de fim de ano? E por onde anda o sindicado dos juízes que nem uma palavra disse sobre o Noronha e o seu despacho de vergonha?
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AS ESCUTAS…
É ELEMENTAR MEUS CAROS AMIGOS: NÃO PUBLICAM É PORQUE IMPLICAM……..
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O Hugo e o José, mas que parelha!
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O melhor é mandar o hugo monteiro outra vez para a china.
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# 2, calma aí não atormentes as tias.
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O paneleiro 2, 6 e 11 já arranjou companhia com o José.
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Por acaso não repararam na cara do PM hoje durante o discurso matinal?
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Olha que novidade! O sr. desenraskado diz para o priminho: “diz-lhes que és meu primo, que os gajos facilitam…”
E prontos! Quanto ao resto do caso “fripòr”, também está tudo dito (pelo escocês): “this guy, socrates, is corrupt”.
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————–
Foda-se, mas que maralha de merda.
Ia escrever “do caralho” mas nem isso…
Porra!
Xico
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Num momento em que, aparentemente a bem do País e não para salvar a pele do Regime Colapsante (ironia!), as hostilidades entre PS e PSD regridem e mesmo o tom mais geral de cooperação interpartidária adquire um tom claramente afectuoso, pois os deputados se unem como unha e carne na Comissão Parlamentar AntiCorrupção, em manifestações de concórdia e de afecto nada dissimuladas, eis que se soltam, como farpas institucionais, novas emanções nauseabundas do Freeport. O celebérrimo primo de Sócrates, espécie de Kung-Fu Panda Português ex-exilado na China agora repatriado, diz que, à época, tinha autorização expressa do Ministro do Ambiente para se fazer valer do apelido de família «para conseguir um contrato com o Freeport». Não importa. Há muito tempo que tudo isto chamado Portugal está sob controlo (ironia!). Isto agora, por exemplo, com os seus 10,3% de desempregados e a instituição abstrusa, paradoxalmente conservadora, e encenada do “casamento” homossexual, um farol da liberdade e da igualdade (ironia!). Toda a gente está feliz. O Bloco Central pode até regressar a fim de resolver os problemas que criou, amamentou e ampliou para chegarmos aonde chegámos. A República pode até até ser refundada e moralizada. Por quem? Por todos quantos se cevaram graças a ela, degradando a Justiça e subvertendo a Economia segundo lógicas favoritistas que excluem o mérito e priorizam a cumplicidade, fazendo da Corrupção a Lei de Bases da Economia e até a verdadeira Constituição. Mas enfim, temos Governo (ironia!). Temos Oposição. Temos Primeiro-Ministro. Temos Mário Soares, espécie de Sibila ou de Buda impassível, perorando do alto da Burra sobre o nosso infame derrotismo. Há um Povo feliz neste canto, montículo de gente com a sua iliteracia e virgindade crítica. Dê por onde der, a coisa vai de cada um se desenrascar. Gente que olha para ele, o Grande e Paradimático Desenrascado, e declara, como um juramento de bandeira, «I lambe iu, Sócrates!».
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Sócrates, quase tão simpático como Isabel Alçada, discorreu há pouco, em directo, sobre o défice – que ele combate todos os dias -, sobre o investimento público que tantos empregos gera e sobre o Estado para quem as pessoas “olham” como uma espécie de espelho da natureza. Quanto a presidenciais, ele não diz nada de Alegre porque não é a hora (provavelmente a hora de ter de explicar a Alegre que, quando muito e se quiser, lá terá de voltar a ser o “candidato nº2” como sugeriu Medeiros Ferreira à Visão da semana passada) e mais não avançou muito agradecido. No fim, o jornalista explicou a razão de tamanha simpatia. Sócrates colocou como condição para “o directo” não haver qualquer pergunta sobre um primo dele, recém chegado da China. A televisão obedeceu. Está tudo bem assim e não podia ser de outra maneira.
Publicada por João Gonçalves in “Portugal dos Pequeninos”
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