Nas mãos
8 Janeiro, 2010
«Escutas nas mãos de Vara. O ex-ministro socialista é o único que poderá requerer a audição das conversas telefónicas que envolvem o primeiro-ministro José Sócrates.» – é mesmo isso: as mãos em que nunca devíamos ter estado, as de Sócrates, porque se e nos colocou nas mãos de gente como Vara e Morais.

Minha senhora,
Concretize e não foque por meias palavras. Denuncie, vá à polícia. Se não tomar essa atitude tinho que verificar que grassa por aí muita cobardia que se esconde atrás da capas profissionais.
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Estão nas mãos de Vara é um modo de dizer. O que significa a expressão, legalmente, é que o teor das escutas não deve ser destruído, porque a defesa tem direito a saber o que delas consta. E ainda não sabe, porque o interrogatório efectuado não foi necessariamente sobre isso.
A lei processual penal que assim determina, foi alterada em 2007, por estes mesmos que agora prefeririam que a lei dissesse que as escutas deveriam ser destruídas, já!
É das tais coisas com que o Ricardo Rodrigues não contava…
Este personagem afigura-se como o mais sinistro, em termos de influência nas leis penais, de há seis anos para cá. Basta ver por onde andou, o que fez e onde mexeu e se mexeu.
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Este problema das escutas ao PM ainda vai dar muito que falar, por causa do Noronha. E é bom que assim seja, para se ver em que beco nos meteram.
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O anónimo que pede esclarecimentos pode ir ao Google e digitar António Morais. Está lá tudo o que é preciso ver, oficialmente conhecido. Falta o que ainda não se sabe e que a ex-mulher anda a contar. Por exemplo, os dinheiros que estão depositados em off-shores e que a mesma já disse que não lhe pertenciam porque eram dele e a assinatura que consta nas fichas de depósito são falsificadas.
É a ex-mulher do Morais quem o diz…
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Rectifico: digite António Morais engenheiro Sócrates. Incrível!
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Se sou eu o anónimo a que se refer (como se josé não fosse também anónimo uma bez que eu sou de nome Lisboa, mais conhecida por Boa) o que vejo são só conjecturas de artistas incapazes de pegarem no que dizem serem factos e apresentá-los como provas fundadas e, com isso, accionar judicialmete o Socrates. Façam isto.
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6. noto que não distingue artigos de opinião acordãos e textos processuais. Sabe que nas democracias existe mais jornais além daquele que divulga a produção legislativa governamental e reconhece-se o direito à opinião sem ter de ir pedir um certificado de verdae aos tribunais. Mas reconheço que a sua corrente de pensamento é actualmente dominante
Helena Matos
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As personagens políticas desde que estes governos de José S. mandam no país, fazem lembrar a Itália de Craxi. Com vantagem para esta última em termos de credibilidade e honorabilidade.
O Craxi foi condenado à revelia várias vezes em penas de prisão. Por lá, o poder judicial, era independente e actuava.O ministro de Craxi Martelli foi julgado e condenado.
Por cá, é o que se vê.
Acho que Portugal está ao nível de uma Venezuela, agora.
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O que me espanta é ver todos os dias a baixarem os standards de credibilidade e honorabilidade públicos destes personagens e tudo continuar na mesma como se nada importasse.
O VPV hoje no Público fala disso, dessa anomia incrível que afecta a “razão de Estado” e coloca a tónica na necessidade de não se mexer muito no status quo, de que este Cavaco tem dado sobejas mostras, desde sempre. Desde o tempo em que foi governante e se criou o caso Dias Loureiro.
O problema é que o status quo, foi um grupo de música dos anos setenta, com destaque para o estilo “boogie”…
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O nosso problema maior chama-se mediocridade política de que Cavaco é o exemplo máximo. Por isso as coisas continuarão a degradar e a corrupção a medrar.
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#7 Helena Matos
A liberdade de pensar é algo inalienável. Lembro-me, a este propósito, de um livro da adolescência – “o zero e o infinito” de Arthur Koestler – escrito por um homem que teve a coragem de romper com o regime estalinista, o que lhe granjeou algumas inimizades entre outros intelectuais da época, e não menos problemas.
Mas, expressar aquilo que pensamos em texto público é outra coisa…
É evidente que Sócrates e Vara, como figuras públicas que são, estão sujeitos ao escrutínio e à crítica. Mas já é em demasia tanta suspeita, tanta insinuação, tanta acusação não provada (não digo infundada). Sócrates não é nada do processo. Vara é arguido. Não há ainda condenados nem acusados sequer.
Não precisamos de pedir “certificados de verdade aos tribunais” mas temos o dever de respeitar as pessoas, não pelo cargo que desempenhem, mas porque são pessoas. É um dever legal e ético.
Todavia, parte dos comentários que se leem por aqui, resumem-se a insultos torpes a tudo o que possa cheirar a menos que neo-liberal. E isso não faz juz à qualidade dos posts dos autores do blogue. Muito menos faz juz à frase que encabeçalha o mesmo “A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade”. De facto, a maioria dos comentários não acrescenta nada. São apenas manifestações de bovinidsde…
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Se alguns comentários nada acrescentam, outros dizem alguma coisa.
Por exemplo, da degradação a que chegou o regime, com a condescendência e beneplácito dos diversos poderes do Estado. O Executivo actual, parece-se em muito com o pior que a Itália teve nos anos oitenta. A corrupção é não apenas larvar, mas de bicharoco já descasulado. Mas não incomoda ninguém importante porque se estabeleceu uma regra não escrita e que o comentário anterior replica: sem condenação ( transitada em julgado…) não há corrupção.
Logo, como as leis penais foram ajustadas a que não fosse possível provar os indícios abundantes, mas de prova proibida, é assim que a hipocrisia campeia: todos sabem que um pindérico que não tinha onde cair morto de seu, não poderia ter o que tem.
Mas mesmo assim, faz-se de conta que é impoluto.
Porra para isto!
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11.Cáustico disse
8 Janeiro, 2010 às 2:08 pm
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Só dgo uma coisa, Cáustico: experimente, pela primeira vez,
pensar as coisas por si só.
Deixe a situação de apaniguado, se puder. Não sabe quanto isto é saudável e agradável para a alma . . .
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Ó licas (isto em jeito de interpelação):
Vou lendo os seus comentários neste blogue (tal como os dos outros) e parece-me, da leitura dos mesmos, que essa carapuça do apaniguado lhe serve a si, não a mim.
Discorde dos meus argumentos, discorde daquilo que eu escrevo. Mas com argumentos seus e ideias com um mínimo de consistência.
Eu que gosto de tertúlias, até lhe ficarei grato.
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# 14, o nosso amigo cáustico preocupado com as suspeitas infundadas gostará de saber:
1) essas escutas, mais tarde ou mais cedo serão reveladas e nessa altura cá estaremos para lhe dar razão.
2) se estiver na capital da corrupção e precisar de encontrar alguma instituição de relevo, queira apresentar-se aos balcões do millennium que encontrará sempre alguém para o informar da sua localização nem que seja um consultor do referido banco.
3) não querendo ser cáustico estará disposto a reflectir sobre quanto o millennium perdeu em levantamento de depósitos desde que o seu amigo vara comeu os robalos, perdoe ele só os recebeu, ou seja só alegadamente os comeu uma vez que não podemos presumir que os tenha efectivamente comido
4) embora assinando anjinho o cáustico não deve tomar todos por mim uma vez que há peixes com nome demasiado revelador.
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vou deixar de passar por aqui porque quando por aqui passo enojo-me com tanta cobardia
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