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Rangel, o ensino profissional e a reinvenção da roda

3 Março, 2010

Ensino Profissional é opção para 91 mil alunos

O Ensino Profissional tem sofrido um forte crescimento. Há dez anos apenas 27 mil alunos frequentavam esta modalidade de ensino. Actualmente, este número sobe para os 91 mil. Destes, cerca de 60% frequentam cursos profissionais na escola pública. Uma realidade potenciada pela reforma do Ensino Secundário, realizada em 2004, e que, recorde-se, possibilitou a integração desta modalidade, anteriormente remetida às escolas profissionais de carácter privado ou cooperativo, no Ensino Secundário público.

22 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    3 Março, 2010 13:47

    Com a reinvenção do Ensino Profissional, conviria esclarecer que profissões serão ensinadas.
    Serralheiro, carpinteiro… era antigamente.
    Actualmente seria curial incluir profissões como:
    Banqueiro.
    Empresário.
    Futebolista.
    Passador de droga.

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  2. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    3 Março, 2010 14:01

    Não é uma questão de reiventar a roda. É sim de ter ensino profissional e não um passa certificados. O governo de Sócrates destruiu o ensino profissional. O Santana Castilho escreve sobre o assunto hoje, no PÚBLICO

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  3. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    3 Março, 2010 14:04

    Helena,

    Rangel fala do ensino profissional como se ele não existisse, o que obviamente não é o caso. O ensino profissional é o ensino que mais cresce em Portugal. Nada do que o Rangel tem dito sugere que ele ache que o ensino profissional que existe não tem qualidade.

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  4. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    3 Março, 2010 14:13

    Eu não ouvi o Rangel. Só sei que aquilo que existia de ensino profissional e que estava muito na área dos privados foi, por este governo, tornado ensino público mas chamar-lhe ensino ou profissional é uma falácia. Trata-se mais de um sistema de presenças que dá direito a um diploma.

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  5. Joaquim's avatar
    Joaquim permalink
    3 Março, 2010 14:37

    Caro JoãoMiranda,
    Quem optar pelo ensino profissional até recebe um subsídio estatal. Uma espécie de mesada.

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  6. HelderEga's avatar
    HelderEga permalink
    3 Março, 2010 16:53

    O Rangel,só se for muito ignorante é que desconhece a nova ralidade do ensino profissional (será?). Como não tem ideias,fia-se na suposta ignorância do povo para fazer passar por nova uma proposta que não é.
    A Helenafmatos tem um pensamento dicotómico: ensino profissional privado é bom, o público é mau e ponto final.
    Que melhor critério para avaliar a qualidade destes cursos que o nível de satistação das empresas onde estes alunos estagiam ou se empregam?
    Contacto de perto com esta realidade e a minha experiência diz-me que essa satisfação existe em relação aos cursos públicos que conheço. Faltará, certamente, um estudo fiável a nível nacional.
    Baseio-me na minha experiência e não em bitaites de café de quem nada conhece desta realidade.

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  7. tina's avatar
    tina permalink
    3 Março, 2010 17:04

    Não é nenhuma reinvenção. Rangel falou a partir dos 12 anos. Isso é que faz toda a diferença, porque é quando os miúdos se começam a perder na escola. E é quando os problemas sérios de indisciplina começam a aparecer.

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  8. Outside's avatar
    Outside permalink
    3 Março, 2010 17:18

    #6

    “Baseio-me na minha experiência e não em bitaites de café de quem nada conhece desta realidade.”

    Mais palavras para quê ?

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  9. Desconhecida's avatar
    Bafo D'Onça permalink
    3 Março, 2010 18:17

    Isto cada vez mais parece um blog do psd…ja tinha deixado de opinar, agora nem vale a pena lêr.
    …impressionante.
    O mundo podia desabar (ja esteve mais longe) mas o pessoal aqui do blog…é só o partido, só partido, só o poder.
    Sem mais comentários
    Bafo’s

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  10. Falcão Peregrino's avatar
    Falcão Peregrino permalink
    3 Março, 2010 19:08

    Ensino profissional era o do fassismo.Que tinha acesso à universidade.Agora é mesmo só animação.
    Mas um dia vai voltar.É a lei do pêndulo…

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  11. Desconhecida's avatar
    Luís permalink
    3 Março, 2010 21:19

    Quem está por dentro do nosso sistema de ensino sabe que o actual sistema de Ensino Profissional é uma fantochada. Precisamos de verdadeiras Escolas Profissionais com oficinas, estufas, cozinhas e outras estruturas onde os alunos possam efectivamente aprender uma profissão e serem profissionais competentes e competitivos. Para além disso, é necessário que tenham professores com formação adequada, podendo haver pontes com o Ensino Politécnico.

    Ora não é isto que sucede. Nas actuais Escolas Secundárias e Liceus introduziram-se cursos profissionais, em escolas sem equipamentos e sem vocação para este tipo de ensino. Aquilo acaba mais por ser um passatempo para este tipo de alunos que ficam com um diploma se 12.º ano sem saber nada. No mercado de trabalho pouco valem. Se tiver uma padaria, um hotel ou uma carpintaria ou uma exploração agrícola saberá que não é fácil arranjar um empregado com um diploma de 12.º ano profissional que saiba fazer pão e bolos, falar inglês e alemão com fluência, montar um armário ou enxertar laranjeiras.

    Bons exemplos há poucos. A Escola de Hotelaria do Algarve é um deles.

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  12. Desconhecida's avatar
    Luís permalink
    3 Março, 2010 21:21

    Mais, a Helena Matos tem toda a razão. Em grande parte trata-se de um sistema de presenças onde nada se aprende. Falem com professores imparciais de muitos Liceus e Escolas Secundárias e confirmarão isto.

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  13. Desconhecida's avatar
    Luís permalink
    3 Março, 2010 21:30

    «Se eu mandasse», como se costuma dizer, o Ensino Profissional teria dois tipos de componentes. Uma formação geral com Inglês, Português, Filosofia e uma ou duas disciplinas específicas de acordo com a profissão escolhida (por exemplo, Biologia para quem escolhesse Agricultura e Pecuária). Depois haveria a formação profissional, que ocorreria com aulas teóricas e práticas: estas desenvolver-se-iam em estufas, oficinas, cozinhas e outros tipo de estruturas adequadas ao ensino da profissão escolhida pelo aluno, dentro da escola ou em empresas locais. Dever-se-iam escolher professores com formação adequada: pasteleiros, cozinheiros, padeiros, engenheiros agrícolas, engenheiros mecânicos, biólogos, etc. Para além disso, poder-se-iam estabelecer pontes com os docentes do Ensino Politécnico. Os alunos deveriam ter um ensino exigente tendo a vista a formação de trabalhadores competitivos à escala do mercado europeu. Isto significa passar do modelo onde um aluno acaba o 12.º ano a saber o verbo to be e os números para um modelo onde um aluno lê fluentemente um manual de instruções de uma máquina industrial em inglês.

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  14. tina's avatar
    tina permalink
    3 Março, 2010 21:46

    Concordo com tudo o que o Luís diz excepto que a componente de formação geral se deveria limitar ao básico: português e matemática principalmente e o resto apenas limitado a conhecimentos básicos de geografia, ciências e história. Quem quer seguir ensino profissional não gosta de esforço intelectual e, além de perderem tempo, afastaria-os da escola.

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  15. Desconhecida's avatar
    Luís permalink
    3 Março, 2010 21:58

    Tina, seria uma formação um pouco mais básica.

    A Filosofia tentar-se-ia desenvolver o pensamento abstracto e o sentido crítico; a Português, rever-se-iam os conhecimentos de gramática já aprendidos e ler-se-iam umas obras mais leves; o inglês teria uma orientação técnica… e por aí fora.

    Por sua vez, alterava-se tudo nos cursos para Prosseguimento de Estudos. Andei numa escola pública onde no 11º ano em Inglês nível 7 havia alunos da turma que não sabiam conjugar o verbo To Be e onde o programa era idêntico ao que tivera no 9.º ano, quando na minha opinião em Inglês nível 7 num Liceu um aluno já deveria ler com fluência uma obra literária. Isto para não falar dos programas científicos de Física e Química, e nisto tenho alguma autoridade para falar… exagera-se no que diz respeito ao ambiente e não se trabalha o que realmente importa… É disto e muito mais que Paulo Rangel e Medina Carreira falam quando dizem que se deve apostar na exigência.

    Mais: saber datas de acontecimentos históricos, nomes de serras e de rios, localizar no mapa todas as capitais de distrito, saber todos os tempos verbais entre outros conhecimentos é algo fundamental no desenvolvimento do pensamento de uma criança e na formação de futuros cidadãos mais inteligentes, de QI mais elevado.

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  16. Daniel's avatar
    Daniel permalink
    3 Março, 2010 23:37

    O Luís desconhece a realidade do ensino profissional.

    Escolas de Hotelaria como essa há várias. Perto de 20 em todo o país.

    E no Porto há, inclusivamente, uma profissional com elevada empregabilidade.

    Concordo com escolas especializadas: liceis, artísticas, profissionais, etc.

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  17. Desconhecida's avatar
    Luís permalink
    4 Março, 2010 00:45

    Sim eu sei que há várias escolas de hotelaria. O meu objectivo é referir o ensino profissional que foi instituído nas restantes dezenas de liceus e escolas secundárias por esse país fora ao estilo Novas Oportunidades.

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  18. Desconhecida's avatar
    Luís permalink
    4 Março, 2010 00:46

    Penso por exemplo no tipo de ensino profissional posto no Liceu João de Deus.

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  19. anonimo's avatar
    4 Março, 2010 01:38

    # 3

    Não insista. Não existe. É mentira.

    Está a emitir opinião sobre o que desconhece.

    O governo de Sócrates destruiu o que ainda restava do ensino profissional.

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  20. Desconhecida's avatar
    sócrates2009 permalink
    4 Março, 2010 09:38

    ppc não é de direita, esquerda ou centro.
    o homem é fraquinho, é só pose e basófia tola, sem conteúdo.

    p rangel é sério, sabe falar e sabe do q fala. tem conteúdo, tem profissão própria, não vem da jotinha, não é um boy da jsd ou de angelo correia.

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  21. tina's avatar
    tina permalink
    4 Março, 2010 09:55

    “Concordo com escolas especializadas: liceis, artísticas, profissionais, etc.”

    mas é esse exactamente o âmago da questão. Escolas especializadas não existem. E os cursos profissionais nas escolas públicas, como não têm facilidades/instalações adequadas, concentram-se muito na informática ao ponto de agora haver muitos alunos em informática e agora querem que eles escolham outra área. Mas o quê? É tudo tão ridículo que dá a impressão que estamos a viver num país de atrasados mentais.

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  22. tina's avatar
    tina permalink
    4 Março, 2010 09:56

    “p rangel é sério, sabe falar e sabe do q fala. tem conteúdo, tem profissão própria, não vem da jotinha, não é um boy da jsd ou de angelo correia.”

    concordo. Mas PPC é cá um pão!…

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