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«Sei como reduzir o défice»…..

5 Março, 2010

Ontem o primeiro-ministro afirmou que o Estado pretende desfazer-se da quota de 15% de Cahora Bassa. E quem compraria? «não faço ideia, não sei se a EDP terá ou não interesse ou talvez a REN. Dependerá dos contactos que se vierem a desenvolver» disse Sócrates. A EDP rapidamente descartou tal hipótese. Mas os  ditos «contactos» ou foram muito rápidos ou afinal  havia «uma ideia» que o pm desconhecia. Quase ao mesmo tempo, o Governo (que parece ser presidido por Sócrates) assinou Protocolo com governo de Moçambique indicando que um dos adquirentes seria a REN. Não custaria sobre tal «ideia», uma vez que a REN tem como sócio maioritário aquele que é simultaneamente o vendedor e comprador….

Mais uma contabilização de receita extraordinária que Teixeira dos Santos insiste em dizer que nunca a elas recorreu.

15 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Março, 2010 12:45

    O Governo está na fase “fripór”.

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  2. Desconhecida's avatar
    al harem permalink
    5 Março, 2010 12:59

    Os tugas acreditam no maná. Não lhes revelem a verdade, o maná está esgotado. Deixem-nos sonhar mais uns dias, enquanto há vida há esperança, mas a verdade é que muitos tugas vão mesmo para o galheiro ao longo dos próximos anos, frio, fome, dívidas, desespero, ainda assim com pena de não poderem votar no presidente do conselho e de o verem fazer jogging.
    “Conforme o verso 35, Israel se alimentou do maná durante 40 anos, o que expressa o reconhecimento do escritor do Velho Testamento de que foi o milagre da comida recebida que preservou Israel de perecer de fome.
    Nesta ocasião o povo estava no deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai (Êx 16.1) e ali estava exposto a todos os perigos e privações peculiares ao deserto, principalmente no aspecto alimentício; mas Deus diz a Moisés que faria chover “pão dos céus” (Êx 16.4)”.

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  3. causavossa's avatar
    5 Março, 2010 13:34

    REN ao serviço dos negócios do Estado?
    O que é verdadeiramente indiciador desta forma de controlar tudo, é a maneira simplex como se põem as empresas do Estado ao serviço do multinteresse.
    Afinal, queriam o quê, empresas que tivessem apenas interesses empresariais?

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  4. Desconhecida's avatar
    abrantes permalink
    5 Março, 2010 13:44

    A redução do défice pode ser conseguida com o apoio de forças copiadas da “Stasi”, abreviatura para “Ministerium für Staatssicherheit” (Ministério de Segurança do Estado – MfS), o serviço secreto da antiga República Democrática Alemã (RDA). Órgão de espionagem vigiava a população através de um imenso aparato técnico e de pessoal.
    Já temos uma centralização de polícias que se pode adapatr facilamente para o efeito. Basta pois criar um monstro devidamente estruturado, cujo serviço de inteligência investiga e se infiltrar nos opositores, asfixia a crítica a todos os níveis utilizando hábilmente o poder económico para o efeito. Assim será possível calar todos os comentários e continuar a dar a idéia de que a nossa economia vai de vento em pôpa.
    Não dura sempre mas enquanto dura vida doçura.

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  5. Desconhecida's avatar
    tricMemories permalink
    5 Março, 2010 13:52

    Negocios da Xuxaria !! tanto dinheiro que os portugueses perderam com este negócio…

    «Se o perdão servir apenas o Povo Moçambicano, tudo bem, mas se for para engordar a Geocapital de Stanley Ho e Almeida Santos ou outros grupos capitalistas internacionais, então… tudo mal» – disse o autor de ‘Cabora Bassa – A Última Epopeia

    http://coimbra-nacional.blogspot.com/2006/02/lanamento-do-livro-cabora-bassa-ltima.html

    “O presidente do Partido Socialista (PS) português, António Almeida Santos, manifestou hoje o desejo de ver encerradas as negociações entre Portugal e Moçambique sobre a questão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que, assegurou, está a acompanhar “atentamente”.
    “Estou atento e como pessoa ligada a Moçambique gostaria que [as negociações entre Portugal e Moçambique em torno da reversão do empreendimento] chegassem a um acordo”, disse em Maputo.
    O líder do PS confirmou o interesse da Geocapital, empresa associada ao magnata chinês Stanley Ho, em investir na agro-indústria no Vale do Zambeze, centro de Moçambique, onde está localizada a HCB, mas recusou que esteja no país para tratar de assuntos ligados à barragem.
    “Estamos a estudar hipóteses de desenvolvimento no Vale do Zambeze, sobretudo a partir do momento em que os caminhos-de-ferro forem restabelecidos”, assegurou.
    O estudo de viabilidade em torno do investimento da Geocapital no Vale do Zambeze é coordenado por Ferro Ribeiro, que também se encontra de visita àquela região moçambicana.
    Ainda a propósito da HCB, Almeida Santos disse que a Geocapital está interessada em ajudar na resolução do diferendo, mas, sublinhou, “caso haja uma solicitação” dos governos ou “depois de os dois chegarem a um entendimento”.
    Moçambique reclama a inversão da estrutura accionista da HCB, em que de têm apenas 18 por cento, enquanto Portugal controla os restantes 82 por cento. ”

    http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2005/09/almeida_santos__1.html

    “Almeida Santos, presidente da Assembleia-Geral da Geocapital(e Presidente do Partido Socialista) , disse após a assinatura do acordo que “concretizava hoje um velho sonho” com o “primeiro passo de uma longa caminhada” que permitirá o desenvolvimento do Vale do Zambeze uma região “riquíssima” de oportunidades e muito bem estudada e documentada.”

    http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2005/12/10.htm

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  6. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    5 Março, 2010 13:54

    É natural que haja quem não goste dele, José Pacheco Pereira.
    Será que ele não passa de um mentiroso?
    “Como é que estão as escolas? Mal, com uma crise de autoridade do Ministério e bloqueadas. Saíram de uma e não estão dispostas a entrar em nenhuma outra. As ruínas da política do primeiro mandato de Sócrates ainda fumegam e cada um faz pela vida no meio dos destroços. Conseguir dar à educação uma política coerente tornou-se uma tarefa impossível para os próximos anos.
    Como é que está a justiça? Pelas ruas, melhor, pelas avenidas da amargura. É o problema singular mais difícil de resolver que hoje temos, ainda mais difícil do que o da competitividade da economia. Na economia ainda há áreas de excelência rodeadas de crise por todo o lado. Na justiça entrou-se num pântano de descrédito muito semelhante ao que atravessa a política.
    Como é que estão os campos? Ao abandono, ou produzindo apenas culturas subsidiadas. Há excepções, mas confirmam a regra. No entanto, o potencial está lá intacto, o que no meio desta desgraça ainda permite esperança porque a agricultura é estratégica numa crise.
    Como é que estão as fábricas? Cada vez menos e cada vez mais paradas, cada vez mais a palavra designa apenas edifícios e cada vez menos um local onde se trabalha, cada vez mais as fábricas pertencem em Portugal ao domínio da arqueologia industrial.
    Como é que está o emprego? Tragicamente mal. E vai continuar ainda mais tragicamente mal, mesmo que deixe de crescer como até agora, porque à medida que o tempo passa acaba os subsídios. Então aí é que a crise ameaça passar para as ruas.
    Como é que está a economia? Paralisada e estagnada. Endividada e perdendo competitividade. Mas como uma parte da economia ainda escapa à mão do governo, ainda há oportunidades e há quem as esteja a usar. No meio deste descalabro, não é o pior.
    Como é que está a natalidade, um indicador de futuro? Olhe-se para a Pordata, a base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e olhe-se para os indicadores dinâmicos da população e da natalidade e parece que um bloco de gelo pousou nos números. Em baixo voam os números da despesa…
    Como é que está a corrupção? A fazer um upgrade.
    Como é que está o governo? Bloqueado e sem saber o que fazer
    Como é que estão os portugueses? Sem esperança, cansados, e zangados com os políticos.
    Como é que está o Primeiro-ministro? Impante de optimismo e feliz consigo próprio.
    Como é que está o PS? Perplexo, percebendo que vem aí tempestade da grossa, mas agarrado ao poder. Alguma coisa tem que mudar.
    Como é que e está a oposição? Perplexa, percebendo que vem aí tempestade da grossa, mas sem saber o que fazer. Alguma coisa tem que mudar.
    Como é que estão os bons? Mal.

    Como é que estão os maus? Bem.

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  7. Desconhecida's avatar
    Abrantes, deixa Tomar atrás... permalink
    5 Março, 2010 13:54

    Pois é :

    Os cães ladram e a caravana lá vai passando…

    Vou perguntar ao rei de Espanha !

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  8. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    5 Março, 2010 14:10

    E nenhum jornal vem acusar o Governo de fazer o mesmo que a Grécia. Pobres Gregos são os únicos que apanham na cabeça quando toda a gente faz o mesmo para mascarar os seus defices reais. Provavelmente até as escolas foram “vendidas” à Parque Escolar.

    A receita fica no Estado(entra nas contas publicas) a dívida fica na Empresa Publica(fora das contas publicas)…

    E os grandes defensores da regulação, estão caladinhos, não propõem mudanças nas regras contabilisticas dos Estados. Claro. A regulação só existe para sacar dinheiro ás empresas existentes por troca de protecção para não nascerem novos concorrentes.

    Vai acabar mal.

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  9. tina's avatar
    tina permalink
    5 Março, 2010 15:27

    “Provavelmente até as escolas foram “vendidas” à Parque Escolar.”

    Ora aí está uma maneira de o Estado se tornar uma empresa lucrativa. Vende por muito mais do que gastou e acabaremos assim por ter um défice de zero!

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  10. Desconhecida's avatar
    S.Guimarães permalink
    5 Março, 2010 16:34

    A este tipo de engenharia financeira, os franceses chamam-lhe “à la minute”, ou seja, em bom português, “esperteza saloia”.
    Livram-se de um peso morto e encurtam o “déficit”!? Boa.

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  11. tina's avatar
    tina permalink
    5 Março, 2010 17:00

    Sócrates sabe bem como é uma pessoas medíocre e que só consegue chegar onde quer à custa de ludribiar o próximo. Desde o curso manhoso na Independente à forma de governar, terá sempre de usar caminhos “alternativos”.

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  12. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    5 Março, 2010 17:02

    Tina eu não sei se é verdade, e não tem que ver com vender por mais do que gastou. Funciona assim, a Empresa do Estado endivida-se para comprar o património do Estado. Ao comprar o património do Estado, o dinheiro pedido emprestado aparece como receita do Estado diminuindo o defice. Mas a dívida que a Empresa Estatal contraiu para “comprar” património já não aparece nas contas do Estado só aparece nas contas da empresa. Mas foi contraída. Resumindo o estado pediu dinheiro emprestado mas não aparece nas contas, só a receita aparece. A continuar assim veremos o estado a “vender” a Torre de Belém ao próprio Estado, já estou a imaginar uma -Fundação Manuelina – para conseguir mais uns milhões em empréstimos.

    “Livram-se de um peso morto e encurtam o “déficit”!?”
    Na verdade não se livram porque no dia em que uma empresa publica ou para-publica vier abaixo pode bem vir tudo abaixo. O que permite é o endividamento galopante ficar ainda maior e o crash ser potencialmente mais perigoso. Porque quando vier abaixo vêm os Bancos onde as pessoas têm lá o dinheiro.

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  13. Desconhecida's avatar
    abrantes permalink
    5 Março, 2010 20:27

    Aí o bcp vem em primeiro lugar.

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  14. XUPANODEDO's avatar
    XUPANODEDO permalink
    7 Maio, 2010 12:24

    Aqui vai umas dicas para o governo diminuir o défice se quisessem mesmo sem ter que utilizar esquemas. Olhar para o exemplo de paises como a Islandia que implementou um “tecto sobre salários”, isto é, quem ganha acima de por exemplo 5.000 euros começa a pagar 75% para o IRS. Com tanta gente a ganhar milhares neste país o governo ia buscar uma boa quantia a quem pode pagar para diminuir o défice. Outra maneira era congelar os salários de quem ganhar mais do que por exemplo 3.500 euros durante 3 a 5 anos e também quem ganha este tipo de salários deixavam de ter direito ao subsidio de férias durante pelo menos este periodo de “crise” (trabalhar 11 meses e receber 14 meses para quem ganha tanto não faz sentido – estas pessoas podem poupar todos os meses para irem de férias), já viram novamente quanto é que o estado português ia poupar. Vá vamos dar mais ideais para realmente diminuir o défice indo buscar a quem pode mesmo pagar a “crise” que de certeza não é a classe média baixa ou a classe média média.

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