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Argumentos pela privatização das empresas de transportes

27 Abril, 2010

1. Natureza pública das empresas de transporte reduz os incentivos ao lucro. Prejuízos das empresas públicas de transportes pesam no rating do país, e são pagos por todos sob a forma de impostos mais elevados e juros mais altos.

2. Natureza pública das empresas de transporte reduz os incentivos à inovação e à reestruturação do sector dos transportes.

3. Empresas públicas tendem a valorizar os resultados operacionais e a ignorar os custos de capital. De acordo com as teorias de inspiração marxista que regem este sector o lucro capital deve ser apropriado pelos trabalhadores e pelos consumidores. O resultado é um sector pouco competitivo, empresas desvalorizadas, equipamentos obsoletos.

4. Empresas públicas tendem a tratar todos os colaboradores de forma igualitária. Não há qualquer tipo de valorização do mérito.

5. Empresas públicas não estão cotadas na bolsa, o que tem várias consequências: (i) a contabilidade e o valor da empresa são uma ficção; (ii) as empresas não se podem financiar por dispersão de capital; (iii) o público em geral não pode partilhar eventuais lucros; (iv) não existe um mecanismo transparente que permita que os trabalhadores partilhem os lucros (claro que também não há lucros); (v) escrutínio externo da empresa é reduzido.

6. Empresas privadas pagam melhor e de forma mais ajustada à produtividade de cada um. Esta é uma das razões que faz com que existam menos greves no sector privado. No sector privado os trabalhadores estão desigualmente satisfeitos. No público estão igualmente insatisfeitos.

7. As empresas públicas tendem a ser indiferentes às necessidades do cliente. Para elas, mais ou menos clientes, ou clientes mais ou menos satisfeitos é igual.

8. Gestores públicos ganham o mesmo, quer tenham lucro ou prejuízo, quer sirvam o cliente, quer não o façam. Toda a empresa funciona por critérios burocráticos e políticos.

9. Empresas públicas de transportes subsidiam grande parte das linhas. São um subsídio aos subúrbios e ajudam a destruir as cidades antigas.

10. Gestão privada tem mais incentivos para poupar em combustíveis e para investir em equipamentos que reduzam os custos energéticos. É portanto mais ecológica para o mesmo valor produzido.

35 comentários leave one →
  1. Mae Optimista's avatar
    Mae Optimista permalink
    27 Abril, 2010 08:59

    Trabalho ha 16 anos em multinacionais e verifico,com tristeza, que estas são agora tambem coutadas das administraçoes que saqueiam quanto podem (so se preocupam com o resultado operacional para receber premio). Não ha greves dos trabalhadores por medo de despedimentos, e não por satisfação. E preciso mudar, de forma a integrar valores na nossa vida: honestidade, lealdade, entreajuda, respeito pela dignidade das pessoas (pagando salarios justos, não exigindo horas de trabalho que poem em causa a familia etc). Como faze-lo? Sinceramente nao sei. O capitalismo deve basear-se numa etica e essa parece ter desaparecido.
    A cautela, mando os meus filhos para a Catequese, pode ser que eles consigam fazer melhor 🙂

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  2. Nightwish's avatar
    Nightwish permalink
    27 Abril, 2010 09:03

    Empresas públicas de transportes subsidiam grande parte das linhas. São um subsídio aos subúrbios e ajudam a destruir as cidades antigas.
    A culpa da merdificação dos centros das cidades são das empresas públicas, pois claro.
    Se o JMF ainda tem dúvidas sobre o que é o neolibelismo, é olhar bem para este João Miranda. As pessoas antes de irem morar para algum lado, têm de pensar se vão dar lucro às empresas de transportes para saber se estas podem dispensar um minutinho a passar por lá. Ou então lá vai o carrinho e lá vai o argumento nº 10. É a vida.
    Empresas privadas pagam melhor e de forma mais ajustada à produtividade de cada um.
    Ai afinal é uma comédia…

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  3. Piscoiso's avatar
    27 Abril, 2010 09:10

    Ora bem vindo João Miranda. Quanto mais não seja, porque nos seus posts, tudo o que comento é publicado. Porra, mas o de hoje é extenso. Leio mais logo.
    Devia pôr um gráfico, que facilitava a leitura.

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  4. Desconhecida's avatar
    Tuga preto que está cá desde o terramoto de 1755 permalink
    27 Abril, 2010 09:59

    Concordo com a privatização.A regulação determinaria a parcela da indemnização que o estado daria mercê dos custos sociais
    Mas estamos a caminho do sobado não é?

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  5. Outside's avatar
    Outside permalink
    27 Abril, 2010 10:06

    Perfeito perfeito PERFEITO seria se Tudo tudo TUDO fosse privatizado.

    Assim é o seu pensamento JM…e louvor lhe seja creditado por ser coerente nessa sua linha de pensamento.

    ..na qual não me revejo minimamente.

    A sua argumentação, os seus pontos justificativos, as suas conclusões são barro e surreais ( a ideia dos suburbios vs cidades antigas !!!).

    Se presentemente, com empresas públicas já assistimos a uma desertificação do interior o que seria deste paìs com a privatização das empresas transportadoras ???

    Essa sua paixão/dedicação às privatizações ainda lhe vai trazer dissabores…a não ser que os seus VALORES morais sejam outros.

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  6. tina's avatar
    tina permalink
    27 Abril, 2010 10:39

    Tenho também sabido de histórias assim como a Mãe Optimista conta. Parece que à medida que os tempos apertam, os patrões estão a “espremer” mais os empregados. Por um lado, temos as companhias públicas que só dão prejuízo, contribuem para a pobreza do país e subsequente desemprego. Sabendo que os empregados nâo têm para onde ir, os patrões aproveitam-se. A única alternativa é esperar um mercado mais competitivo e isso nunca acontecerá se o Estado continuar a estrangular a economia e a meter-se onde não é chamado.

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  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    27 Abril, 2010 11:22

    andou desaparecido tanto tempo para voltar com esta brilhante ideia. bora lá privatizar tudo o que é transporte e empresa pública de transporte, pode começar pela junta antónia, ana e rios. depois queixe-se que começa a pagar portagem à porta do prédio, porque lá dentro já paga ao condomínio.

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  8. Desconhecida's avatar
    Sampy permalink
    27 Abril, 2010 11:30

    Já agora, não haverá ninguém interessado (fora o Pacheco Pereira)em estudar a aparente coincidência entre a greve dos transportes e a diminuição de actividade na generalidade dos blogues, seja na colocação de posts, seja na inserção de comentários?…

    Sugiro uma hipótese, a verificar: a actividade blogueira está directamente associada à presença no posto de trabalho.

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  9. OLP's avatar
    OLP permalink
    27 Abril, 2010 11:46

    A ética nunca esteve presente no “capitalismo” nem tinha de estar.

    A ética aplica-se aos humanos e deles emana caso estejam interessados nisso.
    Atirar ética para cima de um suposto “capitalismo” difuso é tornar a ética necessária em cada um de nós como se de outros fosse a responsabilidade.
    É assim que todos vão “justificando” as suas acções que porventura possam não ser muito éticas, já que no pensar deles, o culpa é de um tal “senhor” longínquo chamado capitalismo.
    Entretanto fomos também conhecendo outras formas de organização social e económica humanas, prenhes de ética e ela era tanta e tão pouca que até se aplicava na justificação das maiores barbáries que o humano já conheceu.

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  10. bagaço's avatar
    27 Abril, 2010 12:05

    o senhor que escreveu que arrotou este post de pescada deve andar completamente alienado. Entre um ou dois pontos com os quais sou obrigado a concordar, existem algumas pérolas de wishful thinking neo-liberal ou mesmo do puro delírio.
    As empresas privadas pagam de forma mais ajustada à produtividade de cada um? Por experiência própria sei que as empresas privadas pagam o mínimo a 95% dos funcionários, geralmente contratados a prazo,e muito bem apenas aos funcionários de topo. Os funcionários das empresas privadas estão desigualmente satisfeitos e fazem menos greves? Com a parte do desigualmente tendo a concordar, mas satisfeitos? Só se for nos relatórios falsificados de responsabilidade social das empresas…E fazem menos greves porquê? Porque não podem…Aliás, geralmente quando uma grande empresa descobre que um funcionário se sindicalizou, arranja logo maneira de o por a andar (a menos que esteja efectivo, o que começa a ser uma raridade…) Tanta cegueira ou má-fé intelectual que para aí anda…

    http://www.mindjacking.wordpress.com

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  11. bagaço's avatar
    27 Abril, 2010 12:08

    Privatizem tudo! Até os tribunais e a Assembleia da República…

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  12. Outside's avatar
    Outside permalink
    27 Abril, 2010 12:28

    #10 Bagaço

    Para quem é devoto de bagaço…excelente exposição.

    (não me leve a mal mas também não teve que se esforçar muito certo? a argumentação de JM é facilmente desmontada para qualquer ser atento)

    Cumprimentos

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  13. Desconhecida's avatar
    JEM permalink
    27 Abril, 2010 12:32

    Reconheço o enorme valor que a competição e a livre escolha do mercado trazem para uma sociedade, quando a organização das empresas é baseada em capital privado.

    Tenho dúvidas que, quando se trata de bens públicos, haja vantagem em que a organização do capital seja privada. Quando estamos perantes bens públicos (nomeadamente, rede ferroviária e rede de metropolitano), a gestão privada tende a obter lucros essencialmente pelo exploração da posição dominante de mercado de monopolista que o bem público lhe oferece.

    E quando estamos perante empresas que tendem a gerar vantagens económicas para o resto da sociedade (menor poluição, menor congestionamento de transportes, menor custos para o resto da economia, etc), mais difícil se torna defender a sua simples privatização.

    Apesar de reconhecer que o Metro de Lisboa e a Refer são extremamente mal geridas e que geram défices gigantescos suportados por todos, não acredito que a solução possa passar por uma simples privatização.

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  14. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    27 Abril, 2010 12:39

    ««Quando estamos perantes bens públicos (nomeadamente, rede ferroviária e rede de metropolitano)»»

    O bem em causa não é a rede, que é puramente instrumental. O bem em causa é o transporte. Ora, que eu saiba existem muitas formas de transporte num país ou numa grande cidade. Não há qualquer monopólio da rede de comboio ou de metro.

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  15. tina's avatar
    tina permalink
    27 Abril, 2010 12:48

    “Tenho dúvidas que, quando se trata de bens públicos, haja vantagem em que a organização do capital seja privada.”

    O que nós podemos ter a certeza absoluta é que a gestão pelo Estado é muito ineficiente. Eu imaginaria que por cada 10 euros que gasta, poderia gastar apenas 6 se fosse bem gerido.

    Com o privado, os preços poderiam subir mas seriam os utentes a pagar directamente, e deixaria de haver acumulação de dívida e juros como acontece actualmente. Afinal, são essas dívidas e esses juros que estão a empobrecer cada vez mais o país.

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  16. Talvez...'s avatar
    Talvez... permalink
    27 Abril, 2010 12:59

    Tudo isso o legislador pode resolver sem privatizar o sector.

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  17. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    27 Abril, 2010 13:16

    ««Tudo isso o legislador pode resolver sem privatizar o sector.»»

    O legislador é uma cabeça …

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  18. Talvez...'s avatar
    Talvez... permalink
    27 Abril, 2010 13:30

    O legislador é uma cabeça …

    A Assembleia da República ou o Governo.

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  19. Fado Alexandrino's avatar
    27 Abril, 2010 13:45

    Tudo o que é do Estado funciona melhor no privado.
    Os transportes não são diferentes, basta ver os comboios da CP sempre atrasados, grafitados e com greves e comparar com a Fertagus.
    O problema aqui é que nao faltam operadores para tomar conta da exploração, mas não há ninguém que queira ficar com os milhares de empregados e com o mamute da dívida.

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  20. Sérgio's avatar
    Sérgio permalink
    27 Abril, 2010 13:48

    Bom eu acho que o João Miranda cria ali umas causalidades mal explicadas como por exemplo:

    “Natureza pública das empresas de transporte reduz os incentivos à inovação e à reestruturação do sector dos transportes.”

    Isto por exemplo baseia-se em quê? Estudos “independentes” do Cato Institute?

    E por acaso na maior parte das cidades nos Estados Unidos, o bastião da liberdade e dos bons costumes, a rede de transportes locais é péssima.

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  21. Sérgio's avatar
    Sérgio permalink
    27 Abril, 2010 13:48

    “Tudo o que é do Estado funciona melhor no privado.”

    Olha outro…

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  22. Sérgio's avatar
    Sérgio permalink
    27 Abril, 2010 13:53

    Eu nem sequer defendo que o estado (o “estado” somos todos nós, mas pronto) esteja presente em toda a actividade economica e afins, mas desconfio sempre destas “privatizações” que basicamente consistem em captura de rendas pelos nababos do costume.

    Até o palhaço do Stossel farta-se de rilhar contra o crony capitalism…

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  23. Anónimo's avatar
    Anónimo permalink
    27 Abril, 2010 13:58

    Que tal se as empresas públicas tivessem bons gestores em vez da camarilha partidária que tem lugar cativo?

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  24. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    27 Abril, 2010 14:40

    “Detectado comentário duplicado; parece que já disse isso!”
    Só que não foi publicado!
    Foi censurado!

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  25. Desconhecida's avatar
    ega permalink
    27 Abril, 2010 14:40

    a privatização dos transportes terá quatro efeitos imediatos:
    1- cortes e despedimentos a bem da viabilidade económica. Mais desemprego.
    2- aumento geral das tarifas a bem da viabilidade económica. Acerbar dos custos dos que já usam transportes libertando o tráfego.
    3- Aumento de honorários, participações e prémios de produtividade aos brilhantes gestores que ocuparem a admnistração.
    4- A nomeação de cargos deixa de ser por cunha ou peculato e passa a ser por afilhamento, perfilhamento ou amigamento.

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  26. Eduardo F.'s avatar
    27 Abril, 2010 15:05

    Uma pequena fábula:

    “The little red hen finds some grains of wheat in the farmyard. She asks the other animals – the cat, the rat, and the pig – who would like to help her plant the grains, the reap the harvest, then carry the wheat to the mill for grinding into flour, and then bake the flour into bread. `Not I,’ says each of the animals, each time it is asked. Finally, when the bread is baked, the little red hen asks who would like to help her eat it, and the cat, the rat, and the pig all volunteer. The little red hen declines their help and eats the bread herself.”

    (John Isbister, “Capitalism and Justice: Envisioning Social and Economic Fairness”)

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  27. tina's avatar
    tina permalink
    27 Abril, 2010 15:08

    “1- cortes e despedimentos a bem da viabilidade económica. Mais desemprego.”

    é por este tipo de atitude que Portugal está na bancarrota. Fingem que está tudo bem, por trás é só pedir emprestado para pagar empresas mal geridas.

    Masi valia deixar as pessoas irem para o subsídio de desemprego do que pedir dinheiro emprestado para pagar milhões a Rui Soares e comparsas.

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  28. Desconhecida's avatar
    ega permalink
    27 Abril, 2010 15:11

    nem a propósito eduardo f, afinal foram os impostos dos portugueses que plantaram os caminhos de ferro, viga a viga e agora apareceram subitamente uns comilões que dizem ter mais dentes para o pão..

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  29. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    27 Abril, 2010 15:35

    “Uma constante das empresas públicas de transportes é o facto de darem prejuízos há muitos anos e de estarem tecnicamente falidas. São os casos, por exemplo, da CP, Refer, Transtejo, Carris e STCP. O Tribunal de Contas, concluiu mesmo que a situação económica das 20 principais empresas públicas nacionais, em 2007, era tão má que só pagavam aos fornecedores com empréstimos. Mais, a dívida total dessas empresas ultrapassava os 17 mil milhões de euros – mais de 10% do PIB nacional -, dos quais cerca de cinco mil milhões referiam-se à Refer…”

    http://economico.sapo.pt/noticias/greves-de-transportes-sao-suicidio-colectivo_87925.html

    Como se vê na caixa de comentários há muitos que defendem a irracionalidade económica, a falsificação do custo. Acima estão citados os verdadeiros custos que pagamos, mas continuam a preferir serem enganados com preços falsos. Criando informação falsa que vai entrar em decisões de investimento que por sua vez serão vãlidas enquanto durar a farsa. Depois quando o edifício cair todo restam uma data de obras e decisões inuteís – Publicas e Privadas porque foram realizadas sobre falsos pressupostos.
    Nada disto é sustentável e dentro de anos estas empresas desaparecerão.

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  30. Desconhecida's avatar
    ega permalink
    27 Abril, 2010 15:36

    “é por este tipo de atitude que Portugal está na bancarrota. Fingem que está tudo bem, por trás é só pedir emprestado para pagar empresas mal geridas.”

    não tina, o país está na bancarrota porque a classe empresarial que temos é sebenta e ociosa, sempre a espera da próxima renda.

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  31. Sérgio's avatar
    Sérgio permalink
    27 Abril, 2010 15:37

    “Masi valia deixar as pessoas irem para o subsídio de desemprego do que pedir dinheiro emprestado para pagar milhões a Rui Soares e comparsas.”

    Desconfio que esta não se refere a si própria…
    E também não vejo a fulana, nem os camaradas aqui do insurgente, muito revoltados com a linha de crédito que o estado português abriu para emprestar dinheiro a angola para pagar as dívidas aos nossos grandes e corajosos empresários…

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  32. Eduardo F.'s avatar
    27 Abril, 2010 15:41

    O argumento de que os privados não estão interessados em assumir as gigantescas dívidas das empresas de transporte (em boa verdade, não são mais que dívida pública encapotada) não colhe, pois não decorre nenhum prejuízo acrescido para o estado pelo facto de as empresas serem privatizadas sem essa canga. Mantermos o que temos tido é que é socialmente criminoso e, a prazo – suspeito que muito curto – insustentável.

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  33. Desconhecida's avatar
    ega permalink
    27 Abril, 2010 15:46

    e que tal deixarem o povo português decidir? afinal é deles todo este prato agri-doce conforme as conveniências. Um referendo em vez das reuniões subréptícias e palmadas nas costas de banqueiros para variar?

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  34. tina's avatar
    tina permalink
    27 Abril, 2010 18:58

    “porque a classe empresarial que temos é sebenta e ociosa, sempre a espera da próxima renda.”

    ahahaha, boa imitação da esquerda.

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  35. Desconhecida's avatar
    Tolstoi permalink
    27 Abril, 2010 21:31

    Um motivo importante para a privatização é a redução da influência da CGTP, braço de acção do PCP, e que constitui a força mais conservadora da sociedade Portuguesa.

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