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Serafim Ventura somos todos nós

10 Maio, 2010

«Serafim Ventura nem queria acreditar quando o polícia lhe apreendeu o carro numa operação stop. Primeiro pensou ser um engano ou uma partida dos “apanhados”, mas a atitude do polícia não deixou margem para dúvidas: a pick-up foi apreendida à ordem do Tribunal de Benavente, devido às dívidas fiscais do anterior proprietário. Ao choque de ficar sem carro, Serafim Ventura somou mais uma série de sobressaltos, a maior das quais a exigência do pagamento de 2400 euros de dívidas fiscais do anterior proprietário. Desde então, este cidadão viu- -se envolvido num pesadelo fiscal que ainda não terminou.» A história desventurada de Serafim Ventura vem do DN de hoje, na secção Centro. Mas a história de Serafim Ventura deveria vir na 1ª página pois é exactamente este o nosso destino: ficarmos sem o pouco que é nosso por causa de dívidas que outros contraíram.

17 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Maio, 2010 09:32

    Já o escrevi neste blog: frequentemente o Estado Português não consegue dar provimento a um simples processo de incumprimento total de contrato no valor de poucas centenas de euros ao fim de vários anos. O Sr.A contrata com o Sr.B, não cumpre e fica na maior impunidade, com o processo a “correr” em tribunal. Noutros casos é isto que relata! Como diz Medina Carreira, ninguém que esteja bom da cabeça vem investir num país destes, a não ser que tenha intenções pouco recomendáveis. Portugal é um desastre completo sem ponta por onde se lhe pegue. O melhor que os jovens podem fazer é aprender inglês a sério e desaparecer.

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  2. tina's avatar
    tina permalink
    10 Maio, 2010 09:48

    É horrível quando as pessoas aprendem e sofrem pela primeira vez na pele que Portugal não é um Estado de direito. Só então, começam a acreditar em histórias semelhantes que outros contam a esse respeito. O atraso de um país reflecte-se principalmente nos aspectos que envolvem o estado.

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  3. Desconhecida's avatar
    Anonimo permalink
    10 Maio, 2010 09:49

    acontece quando se compram coisas penhoradas e é para isso que existe a carreira de medina.

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  4. Manolo Heredia's avatar
    Manolo Heredia permalink
    10 Maio, 2010 10:11

    Eu acho que o Estado devia deixar de cobrar as dívidas fiscais, para não voltar a acontecer violências como esta, sobre os cidadãos e as cidadonas.

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  5. essagora's avatar
    essagora permalink
    10 Maio, 2010 10:27

    Anonimo #3,
    Está enganado, leu mal a notícia.

    O homem comprou a coisa em 2005, e a coisa só foi penhorada em 2007.
    Não sou jurista, mas não consigo perceber como se pode pretender reaver as dívidas de uma pessoa, penhorando coisas que não lhe pertencem.

    Este país, e neste caso especificamente a justiça portuguesa, são uma piada de mau gosto.

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  6. Desconhecida's avatar
    Ermelinda permalink
    10 Maio, 2010 10:44

    #5
    Não vale a pena explicar as coisas ao Coiso. Ele arranja outra maneira para as justificar. Quem consegue arranjar argumentos para defender o grande aldrabão, arranja justificações para tudo.

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  7. Desconhecida's avatar
    Anonimo permalink
    10 Maio, 2010 10:57

    “O homem comprou a coisa em 2005, e a coisa só foi penhorada em 2007.”

    tá bém, então mostre o registo de propriedade com data anterior à penhora ao das finanças que o man absolve-o.

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  8. Desconhecida's avatar
    Colonizado permalink
    10 Maio, 2010 11:02

    O homem que pague que é para uma boa causa.É preciso fazer obras no bairro da Bela Vista!

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  9. Desconhecida's avatar
    Anonimo permalink
    10 Maio, 2010 11:46

    serafins aventuras e helenas aos molhos, por vossa causa, piscam os meus olhos, essas merdas provam-se e resolvem-se em tribunal. é preciso alimentar a claque, bora lá tinas e catongas, tá a teclar contra o governo que confiscou uma dáká em 2ª. mão por causa do sê-lo, ou como diria shakespeare: will i’am?

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  10. xuxacoiso's avatar
    xuxacoiso permalink
    10 Maio, 2010 12:00

    o Coiso vive disso, da penhora dos bens dos outros mesmo que eles não devam absolutamente nada.Chama-se a isso suxialismo.
    Nada disso me espanta.
    Com o despacho de isenção de contribuição autarquica (com selo branco) de um apartamento,cinco anos depois chegou-me a referida conta do referido imposto.
    Provado que estava isento…arquivado.
    No ano seguinte apareceu a conta acumulada de dois anos de …?….imposto autarquico..claro está!!!
    Mais uma vez provei a isenção que me fora concedida……arquivada!!
    Disseram elee…..
    Dez anos depois reteem o IRS……porquê? Contribuição autarquica claro está!!!
    Como resolver?
    Diversas diligências para além das duas atrás referidas entre as quais diversas por escrito, insultando literalmente os serviços e movendo uma acção contra o estado pela má-fé solicitando a penhora das secretárias e cadeiras dos funcionários das duas repartições envolvidas.
    Resultado?
    Pura e simplesmente apareceu o cheque o IRS devido associado a uma conta em que “provava” que o meu saldo nas finanças era zero.
    É assim que os coisos tratam das coisas.

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  11. Desconhecida's avatar
    José permalink
    10 Maio, 2010 14:37

    Hummm…dívidas fiscais em tribunal siginica que há crime de abuso de confiança ou fraude fiscal por trás. Carro apreendido por causa disso, significa que o carro não estava devidamente regularizado no que se refere à propriedade. A vítima, esse eterno coitadinho, deve saber mais sobre isso do que quer dizer.

    Penso eu de que.

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  12. Desconhecida's avatar
    José permalink
    10 Maio, 2010 14:42

    Bem…precipitei-me. Fui ler a notícia e é nada disso que escrevi. Desculpas por isso.

    A situação está mal explicada mas a que adiantei também não serve.

    Serve apenas uma coisa: quando é que o actual proprietário fez o registo de propriedade do carro? A notícia não diz e o jornalista tinha o dever de lhe perguntar para escapar…à notícia.

    Estes jornalistas adoram estas confusões. Adoram porque pelos vistos, gostam de passar por ignorantes.

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  13. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    10 Maio, 2010 15:38

    Já tinha ouvido esta historieta no meu bairro e era mais complicada. O carro foi para a sucata e nunca esteve registado.

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  14. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    10 Maio, 2010 15:40

    Mas, se não foi esta historieta foi outra igual.

    Há gente que se finge de jornalista por ser mais saloia que um canibal reformado.

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  15. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    10 Maio, 2010 15:41

    Isto é completamente inverosímil. Mas soa bem- serve para o apelo à revolta. É assim que se faz agit prop para mongos.

    E os mongos compram. Claro. Leiam aí a mongalhada a papaguear o boato.

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  16. Desconhecida's avatar
    Anonimo permalink
    10 Maio, 2010 15:46

    oh caga! admiro a tua perspicácia e conhecimentos. só não sou fã porque já tinha aderido à zaida.

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  17. Luis Rilhó's avatar
    Luis Rilhó permalink
    4 Junho, 2010 22:39

    A viatura foi comprada e registada em 01-06-2005 na conservatória do registo automóvel.
    Em Março de 2007, dois anos depois, o serviço de finanças de Benavente pede a apreensão da viatura ao tribunal, que dá provimento, e esta é apreendida em 14 de Dezembro de 2009!
    Tudo por causa de um anterior proprietario que pagou o imposto de circulação com cheque sem provisão referente ao ano de 2004 de 12 viaturas que compunham o activo imobilizado da empresa que possuia.
    Mais, o energumero chefe das finanças de Benavente exige oa novo proprietário o pagamento do imposto das 12 viaturas.

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