Saltar para o conteúdo

E se…

20 Maio, 2010

Volta e meia o assunto vem à baila. Volta e meia começa a ser apresentado como um sinal do nosso atraso que é o chavão que habitualmente nos catapulta para fazer mudanças que não levam a parte alguma. Mas enfim dada a insistência nesta ideia de que somos  « “um país com uma Constituição de democrata – mas que ainda não consagra, como há dias alguém lembrou, “o direito a não ser pobre“.» e tendo em conta que a pobreza é um espectro que paira sobre o país ou pelo menos sobre muitos portugueses e sobretudo admitindo que a fé nos milagres é transversal à sociedade começo a crer que seria bom inscrever na Constituição o direito a não ser pobre. Passando a existir o direito  não ser pobre certamente que, para cumprir a nossa Constituição, o Tribunal Constitucional nos mandaria a casa o suficiente para não sermos pobres e, caso em Portugal, não existisse dinheiro suficiente para asseguarar esse direito cosntitucional dos portugueses certamente que a senhora Merkel trataria disso. Ou o Obama. Ou o Lula. Ou o Putin. Ou o Zapatero… Não interessa. O Direito a não ser pobre incluído na Constituição é a saída para a crise. Já!

21 comentários leave one →
  1. CN's avatar
    20 Maio, 2010 09:53

    O que a Constituição devia dispor é que os Beneficiários do OE tivessem o voto suspenso no caso da aprovação de cada OE (através de uma Câmara especial para o efeito). É isso que conduz inevitavelmente todo e qualquer sistema político e económico para uma armadilha suicidiária onde Benficiários OE passam a ser a maioria de votantes, e os contribuintes líquidos para o OE a minoria.

    Gostar

  2. ASC's avatar
    ASC permalink
    20 Maio, 2010 09:55

    Helena,

    Mas existe o direito ao emprego. Que é tão idiota ou mais do que a piada que sarcasticamente conta.

    Direito ao emprego? Então e se ninguém quiser ser empresário? O Estado arranja 6 milhões de poleiros na função pública? Direito?

    Mais grave ainda: quem meteu na cabecinha das pessoas essa trampa de ideia, de que um ser superior lhes diria toda a vida o que fazer e lhes pagaria para serem pequenas rodas dentadas de uma maquineta socialista/comunista, esses continuam à solta.

    Paguemos irmãos.

    Gostar

  3. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    20 Maio, 2010 09:58

    Não há direitos que possam existir à custa de outras pessoas.

    “O que a Constituição devia dispor é que os Beneficiários do OE tivessem o voto suspenso no caso da aprovação de cada OE (através de uma Câmara especial para o efeito). É isso que conduz inevitavelmente todo e qualquer sistema político e económico para uma armadilha suicidiária onde Benficiários OE passam a ser a maioria de votantes, e os contribuintes líquidos para o OE a minoria.”

    Muito bem. Por isso é que cada vez mais há menos pessoas a pagarem IRS. Já são mais de 50%.

    Gostar

  4. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    20 Maio, 2010 10:10

    A saída para a crise. JÁ!:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Molotov_cocktail

    Gostar

  5. Outside(R)'s avatar
    Outside(R) permalink
    20 Maio, 2010 10:26

    http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=152213&lk=srch

    Via Jumento… 8 milhões em cacifos !!!!!

    Arfus, S.A. não será concerteza uma empresa com dificuldades em 2010.

    Retratos de um paìs a saque!

    Gostar

  6. Desconhecida's avatar
    Critico permalink
    20 Maio, 2010 10:28

    “Sócrates classifica os sacrifícios que pede aos portugueses como um “esforço patriótico”. Não se cansa de o dizer. E acredita – pelo menos diz acreditar – que os portugueses vão perceber a anacrónica metáfora soarista de apertar o cinto.”

    É notória a piada presente em tal citação,esforço patriótico? O mesmo que hipócritas fizeram ao arrebatar o que não lhes pertencia?O mesmo que fizeram perante o povo que supostamente representariam? Que o esforço tem de ser feito é claro,que não se podem continuar a manter costumes de rico num pais pobre é notório,agora apelidar de esforço patriótico já é ridículo,e isto se considerarmos que a situação presente do pais se encontra de tal forma agravada devido a um bando de comilões que ainda hoje dão bitaitos do alto do poleiro.
    O que Sócrates de esquece é que, antes da Crise internacional,já havia a doméstica e esta bem mais dramática que a exterior,e o atirar culpas á externa é negar a incompetência e desonestidade patente em inúmeros Governos.

    A questão não é ser rico ou pobre,é simplesmente levar uma vida com dignidade,e para combater tal seria necessário readoptar valores e princípios patentes em sociedade e nas pessoas que foram esquecidos,isso de atribuir ideias resultado de valores em lei é no mínimo anedótico,é retirar todo o carácter humano a solidariedade ao combate da pobreza e coloca-lo num patamar impessoal, que mais tarde ou mais cedo dará para o torto,aliando a tal a necessidade de alguém sustentar a não pobreza alheia/ ou vícios alheios por obrigação.

    Gostar

  7. Desconhecida's avatar
    Colonizado permalink
    20 Maio, 2010 10:35

    E claro que o “direito a não ser pobre” é de versão internacionalista, não xenófoba, homofóbica o que aliado ao “a pátria é onde nos sentimos bem”, “todos iguais, todos diferentes” devem portanto os CONTRIBUINTES aceitar de bom grado, ordeiramente, pacificamente, ser “ordenhados” dos seus proventos para que outros ganhem mais…

    Gostar

  8. DesconfiandoSempre's avatar
    DesconfiandoSempre permalink
    20 Maio, 2010 10:58

    Boa pedrada Helena!
    Acordou com a cabeça virada para Leste.
    Quando adcordar com a cabecinha virada para Norte dou-lhe um pão, por cada pobrezinho que encontrar nos países nórdicos. Pois, países socialistas/comunistas!

    Gostar

  9. JB's avatar
    20 Maio, 2010 11:02

    «a pobreza é um espectro que paira sobre o país» – ou a nova Guerra.

    Hoje (2010), como ontem (1893: banca rota, sem empréstimos exteriores até 1902),
    como sempre, governados no século XIX pelos “Devoristas” (Vasco P. Valente), no século XX/XXI, pelos “Depredadores” (os papa reformas, de Saldanha Saches).
    Vale,
    que o primeiro Magistrado da Nação,
    um dos papa-reformas abordados no derradeiro bilhete de Saldanha Sanches
    no Expresso de 15Mai10, ditado da cama do hospital ao telefone:
    a) do BdP: 4.152 bruxelas (o euro em novi língua);
    b) da UnivNova: 2.328;
    c) de PM: 2.876.
    E agora, para um P(R)EC democrático
    O presidente da República Cavaco Silva, que ganha 7.631* euros por mês vai passar a receber menos 382 euros.
    * Presumo que errado/inferior, nos termos da lei (trabalho de aposentados), que leva a uma redução (um ou dois terços).
    Vale?

    Gostar

  10. Compassivo's avatar
    Compassivo permalink
    20 Maio, 2010 11:21

    Helena,

    Por vezes questiono-me como tem paciência para dar pérolas a porcos (sem ofensa para os suínos).

    Este é um pequeno exemplo em que cada comentário está nos antípodas do que era suposto ser objecto de reflexão. E, o que surpreende, é a existência de tantos antípodas, quase todos fora da linha de raciocínio que, com a sua perspicácia e inteligência, suponho pretendia ver desenvolvida e contraditada.

    Admiro a sua bonomia (no bom sentido).

    Agora, venham lá as pedras: “arrogante”, “quem é que pensas que és”, “parasita”, e por aí fora.

    Como vivemos tempos conturbados, é difícil ver discutidas ideias de per si sem que os argumentos sejam pessoalizados. Porque, quando se entra no domínio do pessoal, já não se discute, julga-se e insulta-se.

    Como estou certo que será essa a interpretação dada à minha primeira frase desta posta — vêem-se demasiadas interpretações literais do que se escreve — junto à lista acima o epíteto de “hipócrita”, para lhes poupar tempo.

    Gostar

  11. Desconhecida's avatar
    António Lemos Soares permalink
    20 Maio, 2010 11:24

    Certa vez, um intelectual russo, visitou os Estados-Unidos.
    Ficou muito impressionado com o que viu e, sobretudo, com a positivação constitucional, de um «direito à felicidade».
    Espantado, exclamou: – «Como? A felicidade de um homem pode ser matar a mulher!»

    Gostar

  12. Levy's avatar
    20 Maio, 2010 11:32

    Mas Helena a constituição não está cheia de coisas dessas?

    – direito à habitação (“eles” têm de me dar uma casa);
    – direito à saúde;
    – direito à educação(“pública” e de “qualidade”);
    etc

    Gostar

  13. Desconhecida's avatar
    Anonimo permalink
    20 Maio, 2010 11:34

    .
    Nestas alturas vem sempre a culpabilização dos Cidadãos e Empresas: há feriados a mais, a produtividade dos Portuguesas é pequena, não trabalham.
    .
    Em Portugal trabalha-se tanto como em qualquer País Europeu. Só parolos que andam a tirar fotografias e nunca entraram a fundo na vida dos outros Países Europeus é que não sabem.
    .
    O problema de Portugal é competividade, preços mais baixos do que produz internamente para subsituir importações e aumentar exportações.
    .
    São as Governanças que proibem, e agravam continuamente, a competitividade do produzido dentro de Portugal pelo abuso de carga fiscal a aumentar permanentemente.
    .
    Querem continuar a levar o País para onde ? Atingiu o ponto do absurdo em politica, do nada.
    .

    Gostar

  14. Alves's avatar
    Alves permalink
    20 Maio, 2010 11:46

    As pessoas convenceram-se de que a Constituição é uma espécie de apólice de seguro e vá de toda a gente querer meter lá dentro aquilo que lhe interessa ou convém. O resultado é que um documento que deveria ser essencialmente uma regra básica do jogo político acaba por se banalizar e perder eficácia.

    Gostar

  15. Desconhecida's avatar
    Pois permalink
    20 Maio, 2010 12:04

    É
    A constituição seria uma espécie de atestado.
    Levava-se a Constituição debaixo do braço e entrava-se no circo para dar as cambalhotas que quisesse.

    Gostar

  16. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    20 Maio, 2010 12:15

    Ó Piscoiso #17, estás descoberto, pá. Não te safas.

    Gostar

  17. Desconhecida's avatar
    Pois permalink
    20 Maio, 2010 12:38

    Quem não de safa é o censor!

    Gostar

  18. Outsider__'s avatar
    Outsider__ permalink
    20 Maio, 2010 12:42

    Este blog está cada vez mais decadente (na minha opinião)…
    …liberais ? Comentam sempre o mesmo, opinion-makers para ovelhinhas sem um tusto de testa..paixão única por um único partido, pálas nas ventas que só interessa o quintal do vizinho ser um nojo, as ervas daninhas do lado de cá omitem-se e ignoram-se…agora até o Pacheco por aqui desejam.

    Antes encontrava-se por aqui bons posts, lúcidas opiniões, hoje…tudo o vento levou, parece-se cada vez mais com um Arrastão, um Jugular, um Aspirina, um Rua Direita, blog afecto e patrocinado por um grupo político sem isenções mas com claras itenções.

    Fiquem bem.

    p.s: Perdoe o desabafo fora de lugar HM mas o jcdzinho censurador não o permitiu no post anteror.

    Gostar

  19. Desconhecida's avatar
    _eNácio permalink
    20 Maio, 2010 14:33

    Ó senhora, se não gosta de comentários feche-os!
    O que é muito feio é praticar censura.
    Deixar passar o que lhe agrada e cortar o que lhe desagrada só lhe fica mal.

    Gostar

  20. Desconhecida's avatar
    Colonizado permalink
    20 Maio, 2010 15:18

    Os Portugueses na sua grande maioria pouca ou nenhuma importância dão aos partidos tão assoberbados com a sobrevivência que andam.Muitos ainda confiam no seu governo!Asneira!Agora os internacionalistas do homem novo e mulato é que governam.Os internacionalistas que importaram e nacionalizaram quase um MILHÃO de africanos para os quais desenharam “pacotes” de regalias pretensamente GERAIS que os mantém por conta do erário.Casa, saúde, RSI, polícia, justiça, prisão.E muita animação com bem pagos profissionais a mandar.E depois nivelar tudo por baixo para “integrar”.Mas integrar o quê?Quem é que nos “integrou”?
    Ou correm com as bestas que vos governam e com os que pensarem igual ou vão ser escravos de alguém…

    Gostar

  21. Eduardo F.'s avatar
    20 Maio, 2010 17:01

    O “culto do pior”, entre nós, manifesta-se permanentemente e parece não haver forma de suster o seu crescimento. Estar-nos-á do sangue? Seriam, afinal, para citar alguns como Jorge de Sena, Vergílio Ferreira ou Saldanha Sanches oligofrénicos?

    Gostar

Indigne-se aqui.