Combate ao desemprego II
O combate ao desemprego que se pratica em Portugal resulta de sucessivas decisões erradas. Todas estas decisões resultam de uma teoria errada e ingénua da forma como funciona o mercado de trabalho. O modelo base utilizado por sindicalistas e responsáveis políticos pressupõe que à partida existe um mercado de trabalho estático em que todos as pessoas têm emprego. Com base neste modelo, o legislador atribui direitos ao trabalhador: direito de não ser despedido, direito implícito a aumentos de salário todos os anos, direito a baixa médica, direito a vários tipos de licenças com vencimento e direito a subsídio de desemprego generoso.
Claro que se o mercado de trabalho fosse absolutamente estático, os empregadores seriam forçados a conceder todos estes direitos sem poderem reagir. Acontece que o mercado de trabalho não é estático. Todos os anos entram novos trabalhadores no mercado de trabalho, todos os anos milhares de empresas vão à falência e milhares de trabalhadores passam para o desemprego. O que implica que existem cada vez mais pessoas que são excluídas do sistema. A proibição de despedimentos não impedem o desemprego. Só o impediriam se o mercado de trabalho fosse absolutamente estático (e se o fosse o sistema colapsaria de qualquer das formas). Como o mercado de trabalho não é absolutamente estático, as empresas procuram evitar ter que pagar os direitos concedidos aos trabalhadores pela lei reduzindo as contratações.
Grande parte do desemprego existente deve-se a medidas que tinham como objectivo combater o desemprego e beneficiar os trabalhadores. O resultado foi o oposto. Foi criado um sistema que gera desemprego, favorece os insiders com poder e com salários acima da produtividade e prejudica os outsiders sem poder e sem salário.

Mas apesar disso tudo os sindicalistas com o seu internacionalismo operário e camponês estão sempre dispostos a ganhar menos para outros ganharem mais.E como a áfrica está cheia de desempregados…
GostarGostar
queres emprego ? faz-te à vida ..vira-te ..cria o teu ..afinal todo o mundo é doutor ..estudam tanto e não sabem nem limpar o proprio cu ..vão à merda
GostarGostar
A opinião de William Engdal:
Não sei, por enquanto, se estamos no princípio do fim da moeda única europeia; enfrentamos sim o maior desafio desde que o euro foi criado em 1999. A estrutura tem várias falhas fundamentais, mas o ponto sobre a crise do euro reside de facto na reacção à crise ser semelhante à reacção à crise do dólar. Todo o ataque à Grécia e o ataque ao euro teve como origem uma estratégia concebida na Wall Street e outras instituições dos Estados Unidos da América para estropiar de forma permanente, ou tentar estropiar a única alternativa capaz de desafiar o dólar como divisa de reserva mundial. Se o dólar perder o seu estatuto de divisa de reserva mundial, com ele desaparece a hegemonia mundial dos Estados Unidos da América. Esta é uma questão maior: a Wall Street, as agências de avaliação dos riscos dos investimentos sediadas nos Estados Unidos da América (rating agencies), o governador do banco central dos EUA, (chairman) Barnanke e os conselheiros de Obama, todos eles cantam a mesma canção, todos eles orquestraram a mesma campanha contra o euro. A ideia foi mutilar o euro, não matá-lo.
(…)
Neste momento, o impacto de um euro enfraquecido contra o dólar representou um grande impulso na economia da eurolândia. As exportações alemãs aumentaram substancialmente em comparação com o que se passava há um ano atrás. Um euro mais barato face ao dólar, na verdade favorece as exportações europeias para os países asiáticos e não só. Mas o que eu retiro das declarações de Barnanke, das agências de rating, etc, é que se pretendem criar uma suspeita permanente sobre o valor do euro. Até ao momento conseguiram agitar esse papão. Considero que os políticos europeus, as instituições financeiras europeias e o Banco Central Europeu já chegaram à conclusão de que esta não é uma crise benigna que possa ser desvalorizada, antes algo que irá requerer passos significativos para controlar produtos financeiros hiper-derivados, tais como os credit default swaps (apostas gigantescas nos incumprimentos das dívidas) que a Goldman Sax e outros bancos da Wall Street lançaram inteligentemente. Impor um controlo sobre este jogo de casino produzido na Wall Street.
(…)
É um pouco prematuro afirmar que no final o euro ficará mais forte, mas a vontade política existe para descobrir o que é necessário fazer para salvar a estrutura. Daqui a seis meses poderemos muito bem estar a assistir a uma crise do dólar e questionarmo-nos como pudémos considerar o euro o elo mais fraco da cadeia.
GostarGostar
# você é tudo menos tótó.
O João Miranda acerta na mouche.
A verdade csobre a matéria os tugas não a querem aceitar, estão a cair no buraco e ainda se dispõem a ir para a rua entoarem os cânticos da internacional, desculpem intersidical mias o jeróimo, ganda cromo. Cem anos de atrazo, não admira, leiam Eça e verão que estamos praticamente no mesmo sítio em termos de funcionamento de neurónios. Neerdentais a quem emprestaram casa, carro e tudo mais. Quando o homem do fraque, Herr qualquer coisa, chegar voltam para a selva a correr que se faz tarde.
GostarGostar
Ou seja, o desemprego existe por se combater o desemprego.
Diria mesmo: Se não houvesse emprego não havia desemprego.
GostarGostar
# 5
Ha ha ah!
O Piscoiso arrumou a falácia do Miranda. Simples e eficaz.
GostarGostar
“Grande parte do desemprego existente deve-se a medidas que tinham como objectivo combater o desemprego e beneficiar os trabalhadores”
João Miranda,
Demonstre o que escreveu. Não basta fazer acrobacias semânticas. Diga a que medidas se refere, como elas influenciaram negativamente o emprego, alternativas socialmente viáveis e apresente números.
GostarGostar
Não há dúvida que o subsídio de desemprego promove o desemprego. Uma das razões é que as pessoas começaram a seguir o exemplo dos mais espertos e hoje em dia há muita gente que beneficia do subsídio mas trabalha à mesma e recebe um salário não oficial. Afinal, quando temos um governo corrupto como este que, por exemplo, paga 1 milhão de euros ao sobrinho de Mário Soares de 36 anos, porque não hão-de eles usufruir de 500 euros à borla?
GostarGostar
Miranda, ainda não o vi dissertar sobre o relevo do “dumping” chinês, na falência das empresas e no desemprego inerente.
GostarGostar
pois, mas quem reclama são os que têm emprego e fazem pouco ou nada.
GostarGostar
“dumping” chinês?Olhe que está a ser xenófobo com centenas de milhar de PORTUGUESES que são ao mesmo tempo chineses e portugueses…
A táctica foi:se não os conseguires vencer junta-te a eles…
Só foi pena terem limitadoa nacionalidade a todos os macaenses.Podiam ter continuado por ali fora que ao menos tinham uma indústria exportadora de passaportes…
GostarGostar
“Uma das razões é que as pessoas começaram a seguir o exemplo dos mais espertos e hoje em dia há muita gente que beneficia do subsídio mas trabalha à mesma e recebe um salário não oficial”
Claro que o patronato não tem interesse neste tipo de ilegalidade.
GostarGostar
Em cheio João Miranda. Só quem está por dentro percebe isso; é este um dos nós górdios da nossa economia! Não há capacidade política para resolver o assunto e é também por isso que estamos condenados. Quem tem obrigação de combater as distorções impostas pelo código laboral tem medo de defrontar politicamente os opositores e, no fundo, tem esperança de ir vivendo com algum conforto.
Interrogo-me sobre a utilidade do Concelho de Concertação Social; essa espécie de Câmara Corporativa, onde, do lado empresarial, só estão representados os grandes grupos económicos, os quais, alimentando-se também da gamela do orçamento, tratam de defender os seus interesses cúmplices, ficando as pequenas empresas – responsáveis por cerca de 65 a 75% do emprego – “de calças na mão”, com a “cruz às costas”.
Na verdade, quando a esquerda clama pelo fim do “paradigma dos baixos salários” está, efectivamente, a pedir socorro ao grande capital. Irónico não é? Pois do meu ponto de vista, é esta uma das grandes contradições políticas do nosso tempo. Imagino o Carvalho da Silva; “Ó Belmiro, dá-nos aqui uma ajuda pá” e ao pequeno empresário ” não podes pagar €1200,00/mês? fecha isso e vai apanhar barro com uma tabuinha”.
Há aqui um grande combate político a travar, com determinação e lucidez. Há um novo protagonista a quem dar voz activa; o pequeno empresário. O Povo tem que saber quem é quem e decidir-se de vez. E os agentes políticos devem dizer claramente à população o que pretendem, em vez de, à capa dos alegados bons princípios, prosseguirem objectivos ocultos propícios ao seu exclusivo interesse.
GostarGostar
e grande parte do desemprego também resulta da escolaridade obrigatória , da criação de falsas expectativas de educação = a emprego xpto , na tentativa de criar necessidades falsas da sociedade para os empregar , na mania de que trabalhar para suprir necessidades básicas é assim tipo de animais inferiores . e então? bora lá todos dedicarnos à intelectualidade !!! mas o maná ?
acho que só caiu do céu uma vez… e Deus manda dizer que não manda mais.
a culpa é , em 1º lugar , de uns palermas com complexos de inferioridade , os medíocres , que , com a democracia representativa , accederam ao poder. e como são burros que nem … nem sei , acho que não há bicho mais burro que homem burro , burros todos os dias ,pronto , facilitaram a educação , que deve ser dura e exigente , para impossibilitar que os não burros desenvolvam a sua capacidade de julgamento da burrice deles , e não só. muita gente válida , superior , perdeu-se na merda da escola de hoje. porque os meninos são como os cães , é de pequenino que se torce o pepino.
estivessem interessados na excelência e todos aqueles que mostrassem valer em meio exigente teriam tudo pago ( estudos , comida , alojamento , inclusivé uns trocos pró lazer ) até ao doutoramento. ou até decidirem ingressar no mercado de trabalho ou no empresariado.
é que o retorno de tudo o que gastamos em educação a fingir…é o què? desemprego de lighestudantes metidos em estágios pagos por nós. santa paciência !!! pagamos a escola de merda e os estágios de merda ?
mais valia nunca tirarmos os meninos do jardim de infância , saía mais barato.
GostarGostar
“Grande parte do desemprego existente deve-se a medidas que tinham como objectivo combater o desemprego e beneficiar os trabalhadores. O resultado foi o oposto. Foi criado um sistema que gera desemprego, favorece os insiders com poder e com salários acima da produtividade e prejudica os outsiders sem poder e sem salário.” JM
claro que, para quem tem tempo para pensar estas questões e que tem um estatuto protegido a solução tem que passar por reduzir a protecção de quem trabalha, como se já não bastassem os baixos salários… talvez até fosse útil, nesta altura de fraco investimento privado na criação de emprego, fazer uma revisão de certas medidas, mas não sem outras medidas, que existem nos países nórdicos, duma responsabilização social e empresarial com um acompanhamento eficaz de quem perde o seu posto de trabalho, sem isso, é entregar pessoas que trabalham à muita falta de responsabilidade de alguns empresários, que aproveitariam as aberturas para fazer gato sapato de quem não lhes agrada, por misteriosas razões e sem justificação… diz-se que a nossa mão de obra não é suficientemente qualificada, mas é uma falácia, para a maioria dos postos de trabalho sem qualificação necessaria, a formação e experência adquiridas no local de trabalho são suficientes, mas, ao que se assiste, é à substituição desses trabalhadores por outros com formação média ou superior, por não haver criação de empregos qualificados suficientes para tanta gente que cada vez mais tem mais qualificações e que acaba por se sujeitar à precaridade e a salários baixos que não correspondem a essas qualificações…
o meu comentário ao combate ao desemprego I:
““Actualmente a sociedade portuguesa dedica uma quantidade significativa de recursos a combater o desemprego. Este esforço inclui a atribuição de um subsídio de desemprego e a existência de uma enorme variedade de serviços de apoio ao desempregado.” JM
nada mais errado, dizer que essas medidas servem para combater o desemprego… essas medidas apenas servem para minorar os efeitos nefastos que o desemprego ocasiona para as pessoasz/b> que perdem os seus empregos e para as quais contribuem com os seus descontos.
“O complexo de instituições e pessoas que vivem dos apoios ao desemprego, que inclui desempregados, centros de emprego, segurança social, escolas de formação, formadores independentes, empresas que recebem desempregados e estagiários. Estas pessoas e instituições não têm qualquer incentivo para acabar com o desemprego. Vivem da perpetuação do desemprego. Quanto mais fracassarem mais prosperam.” JM
talvez, mas esses serviços não têm uma eficiência desejada também porque como em muitos serviços públicos, incluindo a justiça e a saúde, mas poderia citar outros, há falta de sentido de serviço público, de responsabilidade e organização e isso é já uma velha história… mas não são só esses que beneficiam com o aumento do desemprego, as empresas e os empresários também beneficiam, remetendo para o Estado a responsabilidade da má gestão que fazem dos meios financeiros e humanos de que dispõem e com o efeito perverso inevitável de manter os salários baixos, e, se possível baixá-los ainda mais e torná-los o mais precários possível, sob pretexto de competitividade… como pode a nossa economia crescer, se uma grande percentagem de portugueses não podem consumir muito do que por cá se produz ou poderia produzir entando limitados a comprar muitos dos produtos baratos made in China (outro efeito perverso!)…”
GostarGostar
“””””””””””””””””””””
Com base neste modelo, o legislador atribui direitos ao trabalhador: direito de não ser despedido, direito implícito a aumentos de salário todos os anos, direito a baixa médica, direito a vários tipos de licenças com vencimento e direito a subsídio de desemprego generoso.
“””””””””””””””””””””
Ora isto é o que nos classifica como paises civilizados, caso contrário não passaríamos de países africanso no in+icio da revolução industrial.
Sra. Tina, as suas deduções são no mínimo esclavagistas, o subsidio de desemprego não é nenhum favor, é algo pelo qual se pagou enquanto se trabalhou, nada mais do que isso. Não conheço ninguém que se sinta psicológicamente agradao por estar desempregado, mas em geral quem julga rege-se pelos seus próprios comportamentos e é incapaz de aceitar que alguém funcione de forma diferente da sua.
GostarGostar
Na sua essência, o desemprego resulta da falência de empresas e está tudo dito. é uma completa imbecilidade responsabilizar um operário fabril com filhos em idade escolar pela sua situação de desempregado e ainda por cima chamá-lo de vadio acusando-o de não querer trabalhar….. num emprego que não existe.
Aquilo a que se assiste é a um aproveitamento mediático do comportamento de uma minoria de desempregados para colocar todos no mesmo saco e assim aplicar medidas restritivas com o objectivo único de reduzir custos. Também usam muito a expressão já gasta de que os imigrantes vêm fazer aquilo que os Portugueses não querem, ERRADO, os Portugueses não o querem fazer PELO PREÇO e CONDIÇÔES dadas aos imigrantes, os quais são quase sempre explorados em violação de todas a leis laborais. Importa medir muito bem aquilo que se diz, até porque julgar a situação de terceiros é muito fácil, especialmente quando se têm as costas quentes.
GostarGostar