Entretanto, no divertido mundo da educação …
7 Junho, 2010
… passar de ano por exame passou a ser sinal de facilitismo, passar apenas por frequentar a escola passou a ser sinal de exigência (apesar de ser possível passar com 9 negativas). Fazer um nível académico por exame, quando outros fazem por frequência, viola o princípio da igualdade (embora todos o possam fazer). Saltar um ano da escolaridade obrigatória passou mesmo a ser inconstitucional. Ah, e parece que a constituição não se aplica a sobredotados … “as normas constitucionais estão pensadas para pessoas normais, não para as excepcionais.” Não é só o mundo da educação que é divertido. O do constitucionalismo também o é.
124 comentários
leave one →

Se voce acredita que o “exame” vai ter um grau de dificuldade aceitavel, esta a leste da educaçao em Portugal.
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O JM continua a ser um brincalhão.
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Não vejo por que razão um aluno sobredotado não poderá saltar de ano se em exames exigentes provar que está preparado para tal, assim como não vejo por que motivo um aluno universitário com mais capacidade de trabalho não possa fazer o dobro das cadeiras e terminar o curso em menos tempo.
A questão que se coloca é que estes exames não serão para os sobredotados mas sim para os alunos com menos capacidade. Já se sabe, se forem exames exigentes a coisa não resulta, e sabendo como anda a avaliação em Portugal, está-se mesmo a ver o que vem aí…
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Também achei piada às piruetas jurídicas de Bacelar Gouveia para defender a supla inconstitucionalidade da decisão da ministra. Mesmo que ache que essa decisão é um erro por dar um sinal completamente errado daquilo que deve ser o ensino.
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Que grande coincidência! Venho agora mesmo da sala de professores, onde um grupo previa o sucesso de alunos do 9º ano que têm 2 a Português e VÃO PASSAR NO EXAME com 4.
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EXISTEM PLANOS DE DESENVOLVIMENTO PARA OS SOBREDOTADOS…VER AQUI..desde 98..
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“Fazer um nível académico por exame, quando outros fazem por frequência, viola o princípio da igualdade (embora todos o possam fazer).”
Todos o podem fazer? Ou só aqueles que ficam retidos no 8º ano?
Pelo que percebi, são só aqueles que ficam retidos, e nesse caso acho uma situação injusta para os bons alunos (ou melhor, para aqueles que não reprovam, que hoje em dia não são necessariamente bons alunos).
E já agora, não sei se isto será muito diferente das épocas especiais de exames que existem nas universidades, em que só alunos que reprovam às cadeiras é que têm acesso (e que, do meu ponto de vista, também são injustas).
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#10
Não sei como funciona no básico, mas sim como funcionava até à pouco tempo no Superior, onde um aluno que optasse por fazer mais cadeiras seria impedido de tal. Conheço um caso de um aluno a fazer segunda licenciatura, que foi impedido de se inscrever em cadeiras dos anos seguintes para ocupar o tempo livre deixado pelas cadeiras às quais obteve equivalência, apenas porque havia um limite de 60 créditos por ano para alunos não repetentes.
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#12
refere-se a que épocas especiais? De Setembro ou no final do semestre? Não me parece que as épocas de exames especiais no final do semestre sejam injustas. Por vezes os alunos são obrigados a faltar a exames da primeira fase porque têm cadeiras de anos anteriores em atraso e não conseguem conciliar datas, ou então porque há exames na primeira fase em datas muito próximas e não conseguem conciliar ambas as matérias, optando assim por distribuir os exames pelas duas fases.
Agora, se mudarmos o sistema, e a avaliação começar a ser por dois ou três testes ao longo do semestre, então a fase especial deixa de fazer sentido…
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Luís (#14):
Refiro-me à época de Setembro. Acho-a injusta porque só alunos que reprovam têm acesso à mesma. Muitas vezes os exames são visivelmente mais fáceis, o que beneficia os alunos que têm acesso a essa época. Já no recurso por vezes acontece a mesma coisa (os exames serem mais fáceis), mas desde que todos tenham acesso a essa fase (coisa que deve depender da universidade, e provavelmente nem sempre acontece), não me parece problemático.
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#15
Essa época já foi extinta em muitas faculdades, e neste momento só é permitida para alunos com estatuto de estudante trabalhador ou para dirigentes associativos. Sempre me pareceu que a época de Setembro era um convite ao ócio ao longo do semestre…
Aliás, nisto das reprovações das cadeiras dever-se-ia ir mais longe… Alunos que não terminem o curso no tempo regulamentar previsto deveriam pagar propinas mais caras…Ou seja, se ao fim do terceiro ano o aluno não tivesse cumprido 180 créditos, no ano lectivo seguinte deveria pagar 1500 euros ou mais… Há que penalizar os alunos baldas…
Em contrapartida, deveriam ser dados 240 ou mais créditos por ano… assim, bons alunos poderiam fazer semestre e meio, e terminar mais cedo… e alunos reprovados poderiam recuperar o que têm em atraso.
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Art. 74º
1. Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar
Não haverá uma violação deste artigo?
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A Constituição também diz que “Todos têm direito ao trabalho”- artº 58º nº 1.
Isso quererá dizer que temos para cima de 500 mil vítimas de violadores de preceitos constitucionais?
E será o Estado obrigado a indemnizar por responsabilidade civil extracontratual?
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É que o nº 2 do 58º refere logo que “incumbe ao Estado promover a execução de políticas de pleno emprego.”
Ora o que se vê é o contrário…segundo a perspectiva de Esquerda.
E então?
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O ensino encontra-se gradualmente cada vez mais estupidificante,e é de notar o cada vez maior descaramento e o escarrapachar de tais pretensões ás massas,ditas apáticas.
A suposta “igualdade” é um óbvio engano,por um lado baixa-se o nível de educação,o grau de conhecimento transmitido e naturalmente a cultura dai adquirida,cria-se o facilitismo,o que produzirá indivíduos com menos cultura,que naturalmente nunca trarão grandes problemas a quem está em pódios.
Baixa-se a exigência do ensino em prol da igualdade,o certo é existir uma notória discriminação,quer apelidado quem irá colher tais politicas de ignorante que não seria capaz de absorver determinado nível de conhecimentos,quer homogeneizando todos,quer quem tem interesse em aprender ou maior predisposição para tal,ou quem simplesmente está-se literalmente a borrifar para tal.
Estas brincadeiras de uso de igualdades para tudo ainda vai dar mais molho que o que dá,as pessoas misturam igualdade com outros conceitos e geralmente dá barraca.
Mas o mais grave é a consciência destes indivíduos no que fazem,não existam ilusões,sabem perfeitamente o que fazem.
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#21:
São os mesmos que apelidam Salazar de fascista e que queria manter na ignorância o povo para poder mandar em ditadura.
Esquecem alguns deles que tudo o que aprenderam se deve ao sistema de ensino de Salazar. QUe era de qualidade indiscutível e eles mesmos serão incapazes de o desmentir, porque se atascariam na contradição.
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Isto não é fazer a apoligia da ditadura mas sim fazer a completa apologia de um sistema de ensino a sério e com exigência e rigor a sério. Explico isto para evitgar os insultos dos habituais trogloditas.
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Mas isto é cá e nem sei se é assim tão original.
Agora, passando para o dito ensino superior, como é que se explica que as directivas da UE também sejam idênticas?
Que sentido de progresso civilizacional se pode encontrar na tendência para se formarem pessoas a saberem cada vez menos, a troco da rapidez com que ficam despachados disso?
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Creio que o José não tira as devidas consequências do direito à igualdade de oportunidades no acesso e êxito escolar. Não quer isto dizer que o estado esteja impedido de fazer discriminações positivas. Mas pode o estado ir tão longe que permita a um aluno sistematicamente repetente “saltar” um grau de ensino e aceder ao ensino secundário?
O direito ao ensino, embora de natureza económica, social e cultural, não é comparável ao direito ao emprego, cuja carga programática e sujeição à reserva do possível é muito maior.
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E por que razão pensa a Zazie que quem engendra as políticas de educação e de ensino superior tem algum motivo que não a salvaguarda da sua posição e das posições que a sua prole irá ocupar?
A contrapartida para a democratização do ensino foi o empobrecimento da sua qualidade; satisfez esquerda porque à custa da terraplanagem conceptual e na componente de avaliação são cada vez mais aqueles que têm direito ao canudo e as salas de aulas parecem-se cada vez mais com comissões de trabalhadores a discutir a pertinência da localização dos cinzeiros. Deliciou a direita que pode, finalmente, usufruir, sem remorsos de consciência, de um ensino de qualidade que barra à entrada quem não tenha dinheiro e nome.
As sobras do cadáver da nação serão suficientes para a geração de vindouros que se apresta a perpetuar os apelidos do poder numa mimese baratucha da aristocracia?
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Porque o plano foi sempre esse: esquivar-se, tanto quanto possível, à inevitabilidade da democracia e promover um sistema subreptício de castas que possam assegurar os lugares de hoje e de amanhã.
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Zazie,
como já referi, não vejo por que razão um aluno não poderá terminar um curso superior em menos tempo, por exemplo, 4 anos em vez de cinco, se tiver capacidade de trabalho para tal. Nos EUA isso é possível sem por em causa o rigor do ensino, obviamente que isso implicaria outra organização que nós não temos.
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#28.
Não implica organização nenhuma a não ser por parte do aluno. E a colaboração da academia extinguindo a aberração do limite de créditos anual.
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#29
Implica sim. Tive professores que defendiam o «3.º semestre», de Verão, para alunos que queiram terminar o curso mais cedo e para alunos que reprovem de ano. Da minha experiência posso garantir que numa faculdade portuguesa exigente é possível fazer um curso de cinco anos em quatro, ou de três em dois e meio.
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E caso se extinga um dia o limite de créditos anual, e consequentemente as reprovações, deve ser instituída uma penalização para alunos que não façam o curso no tempo regulamentar proposto, ou que não façam um mínimo de créditos por ano, avançando mesmo para a expulsão ao fim de x reprovações a x cadeiras. O actual sistema de prescrições, a meu ver, é muito benevolente.
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#30.
Isso é uma possibilidade (boa, e que exige alguma reformulação). Mas existem outras: um aluno, num curso de cinco, que fizesse duas cadeiras suplementares por ano, acabaria o curso com, pelo menos um semestre a menos, sem alteração nenhuma a não ser o limite de créditos.
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#31.
Correcto. Mais oportunidades e mais responsabilidades.
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Felizmente, com Bolonha já terminou outra aberração que era a impossibilidade de um aluno estar inscrito em dois cursos em simultâneo. Conheço um caso de uma aluna universitária que há uns anos atrás ficou impedida de continuar os estudos de piano por ter entrado na universidade.
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#25:
Não sou eu que comparo, mas a Constituição. O artº 58º integra-se no título III, sobre os “Direitos e deveres económicos, sociais e culturais.” Precisamente o mesmo do artº 74º que consagra que “todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.”
Esta coisa das igualdades têm muito que se lhe diga, desde logo por uma razão: nem todas as pessoas são iguais. Há naturalmente pessoas mais capazes do que outras e com inteligência variável. E essas capacidades naturais, dantes aproveitavam-se quase sempre, mesmo que as famílias não tivessem meios. No entanto, isso era realizado de modo informal, logo na escola primária.
Quantos alunos com potencial elevado, mas pobres, foram estudar com ajuda deste ou daquele, ou desta ou daquela instituição, ( como a Casa Pia, por exemplo), precisamente por terem valor para tal?
E quantos alunos não deveriam pura e simplesmente serem encaminhados para cursos de valorização profissional a sério, como dantes existima nas escolas comerciais e industriais e não andavam a atrapalhar outros que tinham capacidade para mais altos voos?
Porquê não reconhecer esta verdade simples e de senso comum e andar comn fantasias sociais promovidas em nome de uma falsa igualdade?
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O jacobinismo até nisto se meteu e deu cabo de tudo. Precisamente por causa da tal ideia mitíca da igualdade rousseauniana.
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Caro José,
«O jacobinismo até nisto se meteu e deu cabo de tudo. Precisamente por causa da tal ideia mitíca da igualdade rousseauniana.»
Isto é o jacobinismo. Exactamente o inverso da promoção da individualidade do ser, ou seja, da diferença de cada um para todos os outros, bandeira do liberalismo clássico.
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#35
No tempo do Estado Novo, segundo relatam os meus avós, havia em Lisboa escolas industriais e agrícolas que formavam patrões e empregados, com qualidade, rigor e exigência. Cursos pagos, sublinhe-se. Actualmente, como já disse noutros comentários, se tiver uma indústria ou uma herdade dificilmente arranja alguém com diploma que saiba enxertar árvores, adubar ou ler umas instruções de uma máquina em inglês. Falo por experiência própria. Por isso muitos patrões já empregam imigrantes de Leste. Os portugueses preferem trabalhar num centro comercial ou receber o fundo de desemprego, mesmo que assim estejam a auferir menos rendimentos. Trabalhar na indústria, agricultura, panificação ou pescas é uma vergonha para meninos que moram em bairros sociais. Oops, já escandalizei a esquerda caviar…
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Aliás, um excelente paradigma da falta de qualidade são as Novas Oportunidades. O aluno tem de escrever a sua biografia, ornamentado-a com fotos; aprende o equivalente ao quinto ano de inglês; demonstra que sabe calcular um perímetro ou a área de uma mesa na «matemática para a vida»; ganha «competências» informáticas básicas que qualquer criança hoje em dia sabe; faz uma apresentação em Power Point onde se avalia o aspecto visual e se menospreza o conteúdo.
O ensino deve formar acima de tudo cidadãos com o pensamento estruturado e capacidade crítica e de compreensão global do mundo, e isso demora tempo e requer trabalho e estudo. As Novas Oportunidades é um grande desperdício dinheiro para subir estatísticas…
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#39.
As Novas Oportunidades são unicamente um exercício de dividendos políticos, uma espécie de cosmética contabilística aplicada ao Ensino para apresentar na OCDE. Um exercício, como de costume, de gestão de curto prazo.
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#22
Caro José,nem mais,o engraçado é constatar que com menos anos de aprendizagem sabiam bastante mais que nos de hoje,que os standarts estariam bastante mais elevados que os actuais,mas como hipócritas e vigaristas que são, alimentam o nevoeiro em torno de Salazar, justificando as suas canalhadas,esquecendo-se que Salazar e inclusive Marcelo Caetano estão em termos de competência e carácter a anos de luz de esta gente sem valores.
Hoje em dia tem-se o bónus de alem de ensinar a ignorância á colherada,ensina-se também a ausência de respeito.
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# 26
Eu entendo isso em relação à tal escolaridade mínima.
Mas não acredito que todo esta simplificação e facilitismo nas licenciaturas e doutoramentos seja apenas uma “ideia de esquerda”. E ainda menos para reservar lugares para os seus.
São normas da UE. Qual é o interesse? Qual é o interesse de andar para aí meio mundo a fazer “teses de doutoramento” que nem para trabalho de liceu deviam ser aceites.
Sabem responder a isto?
Eu não sei e não entendo.
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E, ao contrário do que aí atrás se escreveu é mentira e impossível que se consiga adquirir saberes à velocidade da luz, bastando depois um teste ou um exame.
Isso poderá resultar para algumas tretas simples. Mas não resulta para o que requer tempo e necessita de muita leitura e conhecimento.
Portanto, a minha pergunta mantém-se. Qual o interesse das directivas da UE para o ensino superior?
Vai ficar tudo mais rico e a trabalhar logo muito cedo, porque é isso que o mercado exige e depois quem é que sabe a sério de alguma coisa?
Vão ter de estudar e aprender em horário pós-laboral o que não aprenderam no liceu nem na licenciatura.
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E, se isto pode ser viável em alguns saberes práticos, a minha pergunta mantém-se para as humanísticas.
Qual a mais valia social de andar a fabricar doutores em humanidades que depois fazem teses mais idiotas que uma criança de liceu?
É para continuarem a transmitir estes saberes?
Eu acho que é para o inverso. Para os matarem com canudo.
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#42.
Não tenho nenhum amigo com algum dinheiro que tenha os seus filhos na Escola Pública. E quando lhes pergunto pela razão de a terem numa privada, dizem-me imediatamente que é por causa da qualidade de ensino, da exigência e gabam-se de ser uma antecâmara dos círculos de poder pelos quais os adultos se movimentam.
Quando toca os Doutoramentos e Mestrados, penso que dois dos motivos que terão levado à profusão incontrolada de teses e temas podem ter sido, por ordem de importância:
A “especialização” das ciências humanas, uma espécie de réplica nas humanidades do que já acontecera nas ciências exactas (há gente que se dedica, uma vida inteira, à física da partícula X). Se nas ciências exactas aconteceu naturalmente, nas ciências humanas aconteceu por decalque. Multiplicando as disciplinas possíveis, multiplicaram-se naturalmente as teses possíveis.
A relatividade do saber e a (de)formação conceptual dos professores. A Escola Francesa de pensamento deixou sequelas graves em todas as áreas de pensamento. Lacan e Deleuze, só para citar duas das bêtes noires, cultivaram um estilo tão esotérico e imbricado que todo um espaço cinzento tecido de hermenêutica e exegese floresceu, uns tentando dar sentido aos escritos dos primeiros e outros aproveitando a onda para poder dizer quase qualquer coisa, desde ornamentada pelos chavões correctos. Teve o movimento tanta força que acabou por gerar uma contra-corrente na filosofia analítica tão obtusa como a força que pretendia rechaçar.
E estou certo que a EU sente o mesmo a olhar para os números dos EUA que os nossos governantes a olhar para os números da EU. Donde…
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É uma bolha educativa.
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Em várias áreas vejo doutoramentos que não lembram ao diabo. As grandes teorias e as mudanças de paradigma no Conhecimento estão condenadas com este sistema. Não admira que as grandes ideias que mudaram todas as ciências tenham surgido na sua maioria até meados dos anos 60.
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Há uma revista francesa muito boa que se chama Philosophie. É dirigida por um indivíduo que tem pouco mais de trinta anos.
Por cá, não vejo qualquer possibilidade de tal acontecer. Isso diz tudo do nosso ensino.
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Se eu fosse Ministro da Educação metade dos professores iam para casa e só passavam alunos que soubessem ler, contar e escrever.
E deviam de andar todos uniformizados até ao 11º ano.
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Já agora… tenho um familiar que fez Sociologia a decorar diapositivos e a ler apontamentos de colegas. Não lê jornais nem livros. Não sabe falar nem escrever inglês para além do básico. Conclui doutoramento este ano, para o ano é professor universitário.
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“É uma bolha educativa.”
Precisamente. A Educação julga que não faz parte do Mercado.
Quando o mercado começar a desvalorizar a educação(o canudo), o que já sucede em algumas áreas vão começar a perceber.
Porque ou se sabe fazer e ter resultados ou então finito.
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A revista Ler, por cá, é a publicação que mais se poderia aproximar de uma coisa dessas. Graficamente, a Ler é excelente. Em conteúdo, meramente sofrível e francamente desinteressante na maioria das vezes. COmo a deste mês.
É dirigida por Francisco José Viegas.
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#50.
Eu tenho um amigo que comprou dois doutoramentos na Complutense de Madrid, em ciências do conhecimento(?). Ele fez os dois (o dele e o do pai). Ambos leccionam em Faculdades Nacionais. Se as Universidades dependem do número de alunos que possam atrair para se manterem a funcionar, num lógica de capitalismo educativo, é perfeitamente normal que vendam estas coisas (licenciaturas, mestrados, doutoramentos) para garantir fundos.
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«E estou certo que a EU sente o mesmo a olhar para os números dos EUA que os nossos governantes a olhar para os números da EU. Donde…»
Ah, isto sim, por aí concordo. Mas é precisamente por aí que estão a dar tiros nos pés.
E a destruir e desbaratar um património universal. A mim preocupa-me primeiro os “Doutores” que andam a formar. Porque são esses que depois, em proporção, facilitam tudo o resto e por decréscimo, no ensino que está abaixo.
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Os Politécnicos, outra inovação de carro à frente dos boys, andam à rasca à procura de doutorados para ensinarem. E já descobriram o modo de contornar a lei e de forma bem portuguesa: doutoramentos feitos à pressa em Espanha para os professores que já lá estão. Os doutorados de fora, alguns com doutoramente a sério e trabalho de anos com teses defendidas perante júris exigentes, já sabem com o que contam: a trafulhioce habitual das endogamias universitárias.
Portugal é um couto.
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#51.
A educação tem obrigação de preservar-se, mesmo que em parte, do mercado.
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Acho que toda a gente sabe desta trafulhice generalizada mas ninguém denuncia publicamente este descalabro.
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Agora leiam o Luck e vejam a resposta- o mercado- o “saber fazer”- não há mais nada. Não há saberes a transmitir. Só os que o mercado compra.
Por isso insisto- esta treta anda a ser espatifada a meias. Em tudo.
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O que é o “mercado”?
O reino da trafulhice?
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Mercantilizaram tudo. Isto é a mesma treta da irmandade da igualdade com a irmandade do mercado. Vendem tudo de segunda, como se fosse a feira de Carcavelos. E é esse o pensamento subjacente.
Por isso acho sempre piada quando os neotontos aparecem a exigir “qualidade de ensino”. A qualidade de ensino deles é a que se podia conseguir por produção fabril à chinoca.
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#54.
Não sei se estão a destruir porque, felizmente, tive professores muitíssimo bons na Faculdade. Ou seja, como dizia Nietzsche ” o fraco pede ao forte para que seja também ele fraco; mas está tanto nas mãos do forte tornar-se fraco como o contrário “. Sempre haverá professores bons e alunos bons e doutoramentos e mestrados excelentes. Mas agora é tudo mais confuso e cinzento.
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É que o mercado universitário adaptou-se bem e depressa a estas novas exigências de currículo do pessoal docente…bem demais e bem à portuguesa.
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é isso mesmo- o mercado é o reino da trafulhice onde o que conta é o resultado monetário de se conseguir fazer passar umas trafulhices em competição com outras maiores.
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São estes trafulhas com cátedra que se inscrevem em partidos e vão para os ministérios. O resultado está á vista.
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O que está a dar é fast fast anda fast…quer um diploma ? Pick one…
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# 61
Não sei. As pessoas não são eternas e estas coisas precisam de quem as transmita, de quem exija e de quem julgue.
Eu penso que, naturalmente, tenderá tudo a descer. Aliás, se formos a ver, em muitos saberes, como a História, por exemplo- as grandes obras até são do século XIX ou dos inícios do século XX.
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#53
Há uns meses um ilustre professor universitário das Ciências em Portugal relatou-me que estava muito preocupado com o aumento das reprovações a cadeiras onde há anos atrás reprovavam poucos alunos, facto que ele atribui a duas causas: menor preparação dos alunos, e outra mais maquiavélica… afinal, os departamentos e as faculdades recebem dinheiro de acordo com o número de alunos e não com os resultados…
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Mais rápido do que isto não pode haver, basta juntar água..e ainda falam de cá..
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Zazie, nas Ciências as grandes revoluções paradigmáticas ocorreram até meados dos anos 50/60… o que veio depois foi «aperfeiçoamento»…
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O patrão alemão da Goldman Sachs, um tal Alexander Dibelius, pessoa ainda nova, dizia há uns tempos que a finança e a banca não tem obrigações de promover o bem comum.
É este o espírito do “mercado”: safem-se como puderem. Cada um por si. O tal indiviualismo que se apontava acima como epítome do liberalismo sem contar que esse individualismo se insere na colectividade e assume responsabilidades sociais por isso mesmo.
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Isso de “paradigmas” também é uma grande treta que serve para formar coutadas.
Adiante. A Ciência dos paradigmas anda mas é a toque de caixa de financiamentos e todos os dias se publicam dezenas de papers com teoerias antagónicas acerca de um qualquer micro detalhe dos tais “paradigmas”.
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E questiono-me qual a postura futura de universitários (como eu andei nos dois primeiros anos de curso até que andei lá fora e vi o quão vergonhoso isto é)que passam uma semana a embebedar-se e a cantarolar Quim Barreiros. E os papás deixam a província para irem ver os filhos bêbados a desfilar nos cortejos. Isto depois de um ano de noitadas à terça-feira e à quinta-feira com as respectivas faltas na quarta-feira e sexta-feira de manhã.
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Este exige mais um pouco de esforço 7 dias mas compensa pois o leque é mais alargado e tem certo ar de credibilidade…
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“A educação tem obrigação de preservar-se, mesmo que em parte, do mercado.”
Não ter é essa perpectiva errada que a levou onde está. Enquanto todas outras industrias evoluiram a sua produtividade e melhoraram em muito a sua qualidade a educação consegue a obra de se ter tornado muito mais cara sem melhorias em muitas das suas áreas, em muitos casos piorando. A bolha é isso. O Valor que se paga pela educação é demasiado para o que oferece.
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#70.
O grande guru, o Friedman em pessoa, entrevistado há uns anos pelo autor do excelente documentário “Corporation” disse, quando perguntado acerca do dever ético das empresas: “o único dever ético que as empresas têm é para com os seus accionistas”.
As externalidades negativas ponderam-se pelo valor das multas e não pelas repercussões sociais.
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# 70
Por isso é que até por aqui aparecem os papagaios a dizer que o era preciso era extinguir o Ministério da Educação.
Porque eles negam planeamentos ou visões em função do colectivo. E depois imaginam que cada um por si pode safar-se, uma vez que passou a ser apátrida.
E, nestas tretas do ensino, como no resto, a conversa deles é sempre a mesma- a preocupação com o que ainda possam gastar nos impostos com o tal colectivo.
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Zazie, o que quero dizer é que já não há gente com a fibra de Einstein, Bohr, casal Curie, Lavoisier, Newton, Strauss e por aí fora… Olhai a literatura: hoje em dia até dão alvíssaras a Manuel Alegre e José Rodrigues dos Santos!
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E os igualitários aproveitam e sacam os tachos, bastando-lhes usar o mesmo mercado.
ehehe
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Com a certeza que assim até podem chegar onde nunca chegariam, sem o tal mercado da lei do mais fácil e mais rápido.
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# 77 Claro. E pelos motivos que eu enunciei- Deixou de haver gente a servir saberes para passar a servir-se deles.
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#74.
Têm que formar-se pessoas além da óptica de mercado porque esta, acima de volátil e caprichosa, é estreita. Além de que o mercado tem a evoluir porque alguém ousou pensar “fora da caixa” como está em voga dizer-se.
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A educação tem funcionado pelas vossas regras, o desastre está a vista. Acham-se muito elitistas, demasiado importantes para mercado mas a sua insustentabilidade não vai durar muito mais. As pessoas vão começar a perceber e a começar a peneirar. Vão começar a saber fazer contas nem que seja pela pressão da realidade. Vão começar a exigir qualidade e saber fazer.
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#82.
Pelas minhas regras não terá sido, de certeza. O meu modelo de educação não é o que tem estado a ser proposto e executado. Mas permita-me discordar de si sem que me inclua num grupo de que v. discorda. Pode haver mais do que duas pessoas em desacordo e mais do que dois modelos.
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O sistema americano, tem algumas vantagens. Por exemplo, se um aluno reprova a uma cadeira, a Universidade fica escandalizada porque não quer uma má imagem. Por outro lado, como o curso é pago a preço de ouro, os papás não admitem reprovações e exigem resultados. Mais: como há competição, não interessa às universidade ser facilitistas, mas sim exigentes para formarem Prémios Nobel e nomes de referência. Segundo um professor que lecciona nos EUA, uma reprovação a uma cadeira leva a que o aluno seja de imediato encaminhado para o tutor e para o psicólogo. Muitas reprovações a cadeiras conduzem à expulsão imediata. O mercado por vezes pode não ser assim tão mau…
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As pessoas vão começar a exigir que a educação que têm as vá ajudar na sua vida e no futuro. Senão com o tempo vão chegar á conclusão que aprendem mais num dia na net a investigar do que uma semana numa escola onde há uns tipos que fazem m….
O grande problema da educação é que não tem tido desconfiança. Um mercado só existe e melhora com desconfiança, dúvida , onde há exigência.
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“O grande problema da educação é que não tem tido desconfiança. Um mercado só existe e melhora com desconfiança, dúvida , onde há exigência.”
É capaz de ter razão,nisso. O que estamos aqui a fazer é precisamente isso- a lançar desconfiança no modelo de ensino. Assim que tal desconfiança chegar ao poder que decide e foi levada a sério, o ensino muda.
Então porque não muda? Porque não existe a tal desconfiança? Ou porque não lhes interessa essa desconfiança, porque só lhes interessa a confiança nas estatísticas?
E de onde virá a desconfiança que abala essa confiança de má-fé?
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Mas no sistema americano a qualidade pedagógica é outra. Além da tutoria, há avaliações regulares do conhecimento, os professores preparam textos de apoio e resumos, há boa formação para investigação… Ora isso tudo implica dinheiro e organização… Por exemplo, tive duas cadeiras semestrais no terceiro ano de curso que repetiam a matéria de duas cadeiras semestrais do primeiro ano. Assim, poderiam existir apenas duas cadeiras, e não quatro. O problema é que dois regentes e uma série de assistentes ficavam sem emprego. Às universidades portugueses faltam organismos completamente independentes do corpo docente que pensem os cursos. Pode-se poupar muito no Ensino Superior e aumentar a sua qualidade. Conheço casos de alunos que andam 5 e 6 anos para concluir 3. Isso tem de acabar, é uma despesa extra para a faculdade. A partir do quarto ano, o aluno que pague o custo real da sua frequência, se chumbar mais é expulso. As propinas também poderiam aumentar, se em contrapartida aumentasse a qualidade. Bolsas para quem efectivamente não puder pagar, e tiver mérito. Horários produtivos: aulas das oito às 14 horas, meia hora de almoço, e tardes livres para estudar ou trabalhar em part-time. Liberalização do mercado de trabalho para aumentar o part-time de estudantes. Fim das festas académicas em vésperas de dias úteis, e das semanas das Queimas (um dia para o cortejo basta, é absurdo perder-se uma semana de aulas com deboche).
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O sistema americano tem uma boa partes dos nosso problemas. Quando os clientes olham como bois para palácio para aquilo que os comerciantes da educação(comerciantes pode ser o nosso estado social que cobra os nossos impostos ou uma empresa qualquer privada) dizem e aceitam acriticamente tudo o que venha no prato é disfuncional. Se uma sopa vem com mosca no restaurante as pessoas recusam, na educação não existe ainda isso. Como é vendida como uma actividade nobre -sem mercado ou para mercado- não há desconfiança, tolera-se muito mais as falhas ou nem sequer se as reconhece.
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Nota: quando falo no sistema americano refiro-me às melhores universidades.
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A Educação num país como o nosso não pode ser deixada a critérios de mercado livre porque isso não existe. Em Portugal tem que ser o Estado a estabelecer as regras e o paradigma porque sustenta a maior parte dos professores e alunos.
E tem sido assim de há décadas para cá. O problema é que se abandonou o que estava bem para o substituir por erros sucessivos cada um pior do que os outros.
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O que estava bem era proporcionar a alunos da primária o saber efectivo de ler e escrever, sem erros e contar, fazendo operações matemáticas complexas e com fracções. Os conhecimentos de História, geografia e das ciências da natureza eram ministrados num grau de exigênciq que tem de ser reposto logo no ensino básico.
É isso que está mal como está o abandono do ensino técnico de qualidade que então havia. E como está o ensino superiore que acolhe analfabetos por causa da menor exigência que vêm do ensino básico e se replica nos anos seguintes, obrigando a reformulações de programas cada vez mais simplificados. Foi por isso que se abandonou o estudo do latim e do grego nas humanidades e até a físco-química para cursos universitários de ciências.
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Portugal não tem futuro sem educação totalmente livre e mercado total na educação. Vouchers para quem não tem tantos recursos e demonstrou qualidade. Só a diferença permite descobrir onde está a qualidade, as boas práticas e depois a construção de reputação.
A aposta única que Portugal fez neste tipo de educação deu o resultado esperado. Meteu-se todo o dinheiro num tipo de educação, como falhou o País perdeu um valor imenso. As apostas únicas dão esse resultado quando falham, é uma política de casino.
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Tornar a educação um bem em vez de um mal necessário passará, naturalmente, por criar uma cultura de competitividade que, por ora, não existe, porque não agrada à esquerda e porque a sua ausência não desagrada à direita.
Quando deixar de ser fácil e automático as pessoas começam a dar alguma atenção.
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#93
Defendo um sistema em que o Estado formule programas imparciais e exigentes, com avaliações a todas as disciplinas no final dos quatro ciclos. Se as escolas forem públicas ou privadas, não interessa. Mas tem de haver sempre intervenção do Estado na formulação dos programas e na avaliação dos conhecimentos. Sem exames nacionais, por exemplo, os alunos de Ribad**r*s e afins entravam todos em Medicina e Arquitectura, e os alunos de escolas mais exigentes ficavam cá fora por falta de média.
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Quem deve fazer a peneira para entrar em arquitectura deve ser o Curso de Arquitectura. De Medicina o curso de Medicina. Não tenho problema com exames nacionais para se saber onde se está, idealmente deveriam ser promovidas pelos clientes por exemplo a associação de Pais mas para entrar as Universidades é que devem dizer as competências primárias que necessitam.
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#85
Quem tem vontade e é capaz de aprender alguma coisa na internet ou numa biblioteca, aprende muito mais com bons professores.
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#96
esse sistema em Portugal não funcionaria. A corrupção seria de bradar aos céus. Com esta sociedade que temos não é possível. Talvez no futuro.
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#96
Nas universidades portuguesas, o ser colega de colégio ou filho de x ou y sobrepor-se-ia por vezes ao mérito do aluno. E como são pagas com dinheiros públicos…
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#98 “esse sistema em Portugal não funcionaria. A corrupção seria de bradar aos céus. Com esta sociedade que temos não é possível. Talvez no futuro.”
Talvez…esperemos…lutemos por, provemos que.
Passei de passagem (num alfa sem super-velocidades)..
Gostei e concordo com o seu pensamento e comentários aqui estendidos.
Esta malta vê na liberalização dos pilares de uma sociedade, na metamorfose da Entidade Estado com as suas responsabilidades para o “Estado” deles, nosso.
Como se se privatizasse a Saúde, a Educação e a Justiça (porque não?) os párias, corruptos, xuxalistas multicolôres e seus avençados, compadres, “amigos” e primos desaparecessem.
O Novas oportunidades é o parente pobre do Bolonha e essa extraordinária invenção comunitária é que, como por aqui já se referiu, não se entende, representa o facilitismo da educação, o canudo, o fácil Doutor, o impreparado Engenheiro. Quem estudou antes de Bolonha sabe isto perfeitamente.
Um mundo ao contrário…e Portugal ? Ai Portugal Portugal, do que é que tu estás à espera ?
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Errata: Esta malta vê na liberalização dos pilares de uma sociedade, na metamorfose da Entidade Estado com as suas responsabilidades para o “Estado” deles, nosso, a salvação, o rigor e a qualidade desses pilares !
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#93
A educação única falha? Se é única, é claro que tem de falhar para quase todos, mas é também é um sucesso para alguns.
A educação a entrar no mercado é uma imagem pouco descritiva. Talvez seja mais descritivo falar em diversificação dos proprietários das escolas, dos tipos de escolas, das correntes educativas e dos currículos; e em liberdade de escolha para as escolas e os pais/alunos.
As que tiverem clientes, sobrevivem. As que não tiverem, morrem.
Cada um encontrará uma escola adequada para desenvolver as suas capacidades.
Mas, como quase ninguém tem dinheiro para pagar os estudos, dos próprios ou dos filhos e como ninguém pode confiar nas instituições que se dedicam ao depósito e ao crédito, o Estado continua a financiar a educação.
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Os departamentos e as faculdades recebem dinheiro de acordo com o número de alunos e não com os resultados.
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Talvez ajude ensinar que é de acordo com o número de alunos e os seus resultados.
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A bagunça total está instalada no superior. Sabemo-lo.
Não estava instalada no Ensino não superior. Estão a tentar impô-la, via os tais tipos do superior. Repare-se nos nomes dos tipos inflitrados no ME e na 5 de Outubro …
Mas estão a ter uma extraordinária luta, inesperada para eles, por parte dos professores dos ensinos básico e secundário (…)
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Está bem visto.
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#96
já o tinha referido alguns comentários acima. Não é por isso de estranhar que as faculdades não fiquem escandalizadas com o elevado número de reprovações em algumas instituições. Numa das faculdades com média do último colocado mais elevada do país reprovaram o ano passado 80 caloiros para 240 vagas. Tendo em conta que nenhum aluno entrou com menos de 180 valores, é muito estranho tanta reprovação…
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São estúpidos porque não perceberam que a grande motivação dos professores do basico e secundário lhe advem dos resultados académicos (e outros, claro) obtidos pelos seus alunos. Não têm outro prémio na carreira, monetário ou de promoção, a não ser o brio profissional, o êxito dos seus alunos. São famosas as disputas entre professores na base das notas dos seus alunos – guerras a sério.
Sem esta motivação, os professores deprimem. A profissão não faz sentido.
A luta dos professores radica, grosso modo, nesse facto.
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Artigo 4.º
Orçamento de funcionamento base
1 – Em cada ano económico, o Estado, pelos montantes fixados na Lei do Orçamento,
financia o orçamento de funcionamento base das actividades de ensino e formação das
instituições, incluindo as suas unidades orgânicas ou estruturas específicas.
2 – O financiamento a que se refere o número anterior é indexado a um orçamento de
referência, com dotações calculadas de acordo com uma fórmula baseada em critérios
objectivos de qualidade e excelência, valores padrão e indicadores de desempenho
equitativamente definidos para o universo de todas as instituições e tendo em conta os
relatórios de avaliação conhecidos para cada curso e instituição.
3 – Da fórmula referida no n.º 2 devem constar os seguintes critérios, valores padrão e
indicadores de desempenho:
a) A relação padrão pessoal docente/estudante;
b) A relação padrão pessoal docente/pessoal não docente;
c) Incentivos à qualificação do pessoal docente e não docente;
d) Os indicadores de qualidade do pessoal docente de cada instituição;
e) Os indicadores de eficiência pedagógica dos cursos;
f) Os indicadores de eficiência científica dos cursos de mestrado e doutoramento;
g) Os indicadores de eficiência de gestão das instituições;
h) A classificação de mérito resultante da avaliação do curso/instituição;
i) Estrutura orçamental, traduzida na relação entre despesas de pessoal e outras
despesas de funcionamento;
j) A classificação de mérito das unidades de investigação.
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Estes idiotas do “superior” instaldos no poder no ME inventaram muitos “cargos”, onde até então existiam professores a trabalhar com alunos, com o objectivo de provocar conflitos artificiais dentro da classe docente – quem tem cargos manda em quem trabalha com alunos/turmas. O número de professores colocados aumentou nestes últimos 5 anos mas o número de alunos por turma aumentou para níveis incomportáveis, o número de turmas de leccionação por professor tornou-se brutal. Chegou a crise. Financeira.
Agora perceberam que os custos desta palhaçada toda são de-mais, mas não creio que vão “deixar mal” o pessoal que nas escolas os serviu tão brilhantemente na destruição da Escola e do Ensino.
Aguarda-se para breve novos desenvolvimentos (…)
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Um novo cerco declarado aos professores (ao Ensino, aos alunos)está a partir do betão – da Parque Oculta …
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# 100
O insucesso e abandono escolares no superior é, esse sim, um verdadeiro escândalo.
Alguém fala dele?!
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Governo alemão anuncia cortes orçamentais de 80 mil milhões até 2014
O governo alemão apresentou hoje, em Berlim, o maior pacote de austeridade desde o fim da II Guerra Mundial, para reduzir a despesa do Estado em 80 mil milhões de euros até 2014
“O único sector que será poupado ás reduções de verbas será o do ensino e da investigação, anunciaram também a chanceler e o vice-chanceler alemães.”
http://www.sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=175084
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Sou a favor desta medida. E acreditem que até vai beneficiar os Explicadores de Matemática e de Português.
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lucklucky disse
7 Junho, 2010 às 5:49 pm
«Quem deve fazer a peneira para entrar em arquitectura deve ser o Curso de Arquitectura. De Medicina o curso de Medicina.»
Como é evidente. É aliás vergonhoso que as nossas universidades públicas não tenham, nem exijam, a responsabilidade, elas próprias, de escolherem os seus alunos, através de provas de admissão.
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Romão disse
7 Junho, 2010 às 4:55 pm
«O grande guru, o Friedman em pessoa, entrevistado há uns anos pelo autor do excelente documentário “Corporation” disse, quando perguntado acerca do dever ético das empresas: “o único dever ético que as empresas têm é para com os seus accionistas”.»
É natural que tenha respondido como respondeu se equacionar que a poupança (dos accionistas) corresponde ao sacrifício do consumo presente (dos accionistas) por incertos consumos futuros.
Eu próprio já respondi a esta pergunta dizendo qualquer coisa do género: «a função social da empresa é gerar lucro».
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#43
Se eu fosse Ministro da Educação metade dos professores iam para casa e só passavam alunos que soubessem ler, contar e escrever.
Corrija: metade…ia
E deviam de andar todos uniformizados até ao 11º ano.
Corrija: deviam andar.
E sempre lhe digo: perante isto, ainda bem que não é Ministro da Educação.
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«Por isso é que até por aqui aparecem os papagaios a dizer que o era preciso era extinguir o Ministério da Educação.
Porque eles negam planeamentos ou visões em função do colectivo.»
Como dá para perceber realmente sou dos que negam «visões em função do colectivo» linguajar próprio da Soeiro Pereira Gomes e do Comité Central do Partido.
Como uma sinapse melhor conseguida evidenciará facilmente, a extinção/desmantelamento do Ministério da Educação não significa o fim da escola pública. Significa, isso sim, acabar com a 5 de Outubro e pulverizá-la nos municípios e suas associações atribuindo-lhes a responsabilidade de gerir cada escola de per si, escolhendo o seu corpo docente e com a liberdade de oferecer o seu currículo observado que seja o mínimo estabelecido em termos nacionais. Os graus de ensino seriam conferidos pela sujeição a exames nacionais no fim de cada ciclo. Creio ser possível que a Comissão Liquidatária do ME termine o seu trabalho em 10 anos.
Já não são só as charter school americanas ou o recurso ao voucher escolar (invenção friedmanita), são também as «free schools» suecas de gestão privada e que são livres de lucrarem nessa actividade e que o novo governo con-lib já prometeu implementar.
Entretanto, para quem desejasse prosseguir estudos universitários, teria que se sujeitar aos respectivos exames de admissão da responsabilidade de cada universidade.
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José disse
7 Junho, 2010 às 5:28 pm
«O que estava bem era proporcionar a alunos da primária o saber efectivo de ler e escrever, sem erros e contar, fazendo operações matemáticas complexas e com fracções. Os conhecimentos de História, geografia e das ciências da natureza eram ministrados num grau de exigênciq que tem de ser reposto logo no ensino básico.
É isso que está mal como está o abandono do ensino técnico de qualidade que então havia. E como está o ensino superiore que acolhe analfabetos por causa da menor exigência que vêm do ensino básico e se replica nos anos seguintes, obrigando a reformulações de programas cada vez mais simplificados. Foi por isso que se abandonou o estudo do latim e do grego nas humanidades e até a físco-química para cursos universitários de ciências.»
Não posso estar mais de acordo consigo, Caro José-
Mas quando paramos um pouco para fazer uma leitura de tudo que passou de há 40 anos a esta parte (sim, Veiga Simão também tem responsabilidades no descalabro) como supor que haja outra solução que não o desmantelamento do Ministério da Educação?
Pois quando lemos – ontem no Público – que a visão que a Parque Escolar tem para o ensino em Portugal é «uma escola descentrada da sala de aula, em que os alunos se espalham por espaços informais, com os seus computadores portáteis, cruzando-se com os professores [sic!] na biblioteca e discutindo os projectos» que outra porra há a fazer se não arrasar com todo este “edifício”? Acham, no vosso íntimo, que isto é reformável?
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Caro Eduardo,
nenhuma empresa sobrevive hoje com deveres éticos direccionados só para accionistas; clientes, empregados, fornecedores, estado – não necessariamente por esta ordem – também são parte interessada na empresa.
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Caro Portela Menos 1,
Ainda que não concorde com as teses de Friedman (eu também não em aspectos muito importantes na teoria económica), faça-lhe a justiça de o reconhecer como um homem superiormente inteligente que, no contexto citado, deu a única resposta que podia ser dada ainda que, naturalmente, para com todos os stakeholders haja que observar os devidos deveres éticos pois só assim aliás os accionistas verão maximizado o seu retorno.
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Não passas de um coninhas de treta, completamente estúpido e sempre de patinhas no ar a ver se mostras que aprendeste bem a lição.
Deixei de ter pachorra para as tuas merdices apaneleiradas e, a partir de agora, é sempre a enxotar.
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Sempre a desbobinar aqueles gurus todos e até mistura os gurus que se negam mutuamente. E sempre feito aparvalhado e subserviente com quem diz o mesmo que eu.
Ainda ontem andaste para aí a concordar comigo, apenas por nem teres topado que era eu.
Palhaço.
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“Não posso estar mais de acordo consigo”
Palhaço. Galinha subserviente. Eu disse o mesmo, ó mongo.
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O tipo foi maoista, Agora até quer acabar com o Ministério da Educação em troca de comités de bairro.
Isto era o que diziam os drogados dos maoístas e que agora dizem os palermas dos neo-tontos anarquistas.
A mesma cantiga- O peluche é um reciclado Made in Taiwan.
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game over!
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Reinserção Social: «Há muita violência no espaço escolar»
A directora geral de Reinserção Social, Leonor Furtado, disse hoje que os jovens são violentos, utilizam armas de fogo e brancas, sendo o espaço escolar um local onde há «muita violência».
OPS!
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Nada justifica os mil milhões que se gasta na escola existente onde os bons e os que querem aprender não são protegidos.
“I was surprised—by the range of responses, but also partly by the heat of the responses,” he said. “People were mad when they think about the gap between what is possible and what happened in their own educations.”
http://chronicle.com/article/A-Self-Appointed-Teacher-Runs/65793/
E se há duas opiniões diferentes do que deve ser uma escola há mercado.
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# 122
Se há mercado, porque será que o sector do ensino privado em Portugal é praticamente todo subsdiado pelo dinheiro dos contribuintes e os gastos na Educação se inscrevem nas deduções do IRS?!
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Está visto.
Com as botas do meu pai sou um homem.
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#100
Não é nada de estranhar que as faculdades não fiquem escandalizadas com o elevado número de reprovações em algumas instituições. Na universidade de Coimbra foi recentemente aberto o curso de design e multimédia cuja estrutura curricular é um monumento à fraude… para não falar dos professores que não põem os pés nas aulas, pedem os trabalhos aos alunos por mail, etc…
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