Por lá vai-se a eleições quando necessário. Por cá nem se pode falar nisso senão o país colapsa completamente, mas nós estamos como o resto da europa, não estamos pior, diz quem governa. É a diferença entre arranjar um novo rumo ou ir afundando.
Vai tudo para o galheiro. É a Europa e a Península Ibérica, qual “jangada de pedra”. Confirma-se o sonho de Saramago, como uma “Ibéria” unida… no afundanço. O sistema financeiro espanhol está por um fio, de tal modo que a Alemanha, já prevendo o que aí vem, aprovou na semana passada o maior pacote de austeridade do pós-guerra, precavendo que vai ter de deitar a mão aos seus bancos que (a mando do governo federal alemão) andaram a dar crédito aos “Pigs”, os quais não vão ter outra alternativa senão reestruturar a sua dívida. Com custos altíssimos, porque nesta altura do “campeonato”, é quase tão mau ficar no Euro do que sair da moeda única.
Resta saber os efeitos que a reestruturação da dívida terá no nosso sistema político. O nosso PEC, e depois as medidas de austeridade acordadas pelo “bloco central”, destinam-se apenas a salvar o “povo” PS e o “povo” PSD. Para o PS, cujo eleitorado e militância é constituído em mais de 90% por pessoas que trabalham para o Estado, aumentar os impostos tem muito menos custos políticos que cortar na despesa do Estado. E o PSD, cujo aparelho está todinho nas autarquias, e pôs o Passos Coelho na liderança, estaria fora de causa que a sua liderança não cuidasse igualmente dos seus. Trata-se apenas de fazer com que o “povo” do “bloco central” seja o último a pagar a crise.
Infelizmente, o país não tem massa crítica ou forças para furar este bloqueio. As (poucas) empresas competitivas vão abandonar o país, sob pena de falirem neste ambiente completamente adverso ao empreendedorismo e competitividade Os jovens mais qualificados e ambiciosos vão emigrar para não ficarem condenados à pobreza. O resto do país, que é a esmagadora maioria, vai andar à “chapada” para disputar os poucos recursos que um cada vez mais empobrecido Portugal tem para oferecer. Nada que não tenha já acontecido na nossa História. Basta estudar o período do final do séc. XIX até ao final da I República, para perceber o que nos pode acontecer, embora sem golpes militares, porque a tropa já nem munições tem para andar aos tiros na rua…
«A preocupação do PSD é “encontrar mecanismos que sejam extraordinários também, adequados a esta conjuntura difícil, que permitam que aqueles que estão desempregados ou à procura do primeiro emprego tenham uma circunstância mais favorável do ponto de vista contratual para poderem ter uma situação de emprego e que as empresas, aquelas que podem oferecer trabalho, tenham também mecanismos mais flexíveis durante este período extraordinariamente difícil, de modo a dar um contributo líquido para a criação de emprego»
Ainda não.
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Por lá vai-se a eleições quando necessário. Por cá nem se pode falar nisso senão o país colapsa completamente, mas nós estamos como o resto da europa, não estamos pior, diz quem governa. É a diferença entre arranjar um novo rumo ou ir afundando.
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Vai tudo para o galheiro. É a Europa e a Península Ibérica, qual “jangada de pedra”. Confirma-se o sonho de Saramago, como uma “Ibéria” unida… no afundanço. O sistema financeiro espanhol está por um fio, de tal modo que a Alemanha, já prevendo o que aí vem, aprovou na semana passada o maior pacote de austeridade do pós-guerra, precavendo que vai ter de deitar a mão aos seus bancos que (a mando do governo federal alemão) andaram a dar crédito aos “Pigs”, os quais não vão ter outra alternativa senão reestruturar a sua dívida. Com custos altíssimos, porque nesta altura do “campeonato”, é quase tão mau ficar no Euro do que sair da moeda única.
Resta saber os efeitos que a reestruturação da dívida terá no nosso sistema político. O nosso PEC, e depois as medidas de austeridade acordadas pelo “bloco central”, destinam-se apenas a salvar o “povo” PS e o “povo” PSD. Para o PS, cujo eleitorado e militância é constituído em mais de 90% por pessoas que trabalham para o Estado, aumentar os impostos tem muito menos custos políticos que cortar na despesa do Estado. E o PSD, cujo aparelho está todinho nas autarquias, e pôs o Passos Coelho na liderança, estaria fora de causa que a sua liderança não cuidasse igualmente dos seus. Trata-se apenas de fazer com que o “povo” do “bloco central” seja o último a pagar a crise.
Infelizmente, o país não tem massa crítica ou forças para furar este bloqueio. As (poucas) empresas competitivas vão abandonar o país, sob pena de falirem neste ambiente completamente adverso ao empreendedorismo e competitividade Os jovens mais qualificados e ambiciosos vão emigrar para não ficarem condenados à pobreza. O resto do país, que é a esmagadora maioria, vai andar à “chapada” para disputar os poucos recursos que um cada vez mais empobrecido Portugal tem para oferecer. Nada que não tenha já acontecido na nossa História. Basta estudar o período do final do séc. XIX até ao final da I República, para perceber o que nos pode acontecer, embora sem golpes militares, porque a tropa já nem munições tem para andar aos tiros na rua…
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«A preocupação do PSD é “encontrar mecanismos que sejam extraordinários também, adequados a esta conjuntura difícil, que permitam que aqueles que estão desempregados ou à procura do primeiro emprego tenham uma circunstância mais favorável do ponto de vista contratual para poderem ter uma situação de emprego e que as empresas, aquelas que podem oferecer trabalho, tenham também mecanismos mais flexíveis durante este período extraordinariamente difícil, de modo a dar um contributo líquido para a criação de emprego»
Disse o PPassos Coelho
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Gostaria de saber o que se pretende discutir neste “post”.
É possível?
Nuno
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