Privar-me de andar de carro, isso nunca!!!
Esta “sondagem” não pretende ter qualquer rigor científico, mas as quase 1.400 respostas até agora (uma amostra superior a várias sondagens que por aí se fazem), permitem retirar algumas pistas interessantes quanto às reacções da nossa classe média urbana. Digo classe média urbana porque os leitores do Blasfémias – como quase tudo neste país – concentram-se na faixa litoral e, sobretudo, nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.
Analisando as respostas – com toda a subjectividade daí inerente – detectam-se potenciais comportamentos simultâneamente lógicos e irracionais. Os bens mais abdicáveis (Blackberry/I-Phone, aparelhagem e televisão) representam, no seu conjunto, mais de 70% das opções; por outro lado, o computador pessoal é o último bem de que aceitaríamos desfazer-nos (apenas 2% das escolhas), o que faz todo o sentido: ele é, em grande medida, um produto sucedâneo da Aparelhagem de som, do Blackberry/I-Phone e até da Televisão.
Mas tais preferências têm também a sua componente “irracional”: os bens abdicáveis não representam um grande esforço financeiro, seja na compra ou na respectiva manutenção. Se houver que efectuar um corte violento na despesa doméstica, eles representarão, na maioria dos casos, uma pequena parcela.
Naquilo que conta, pouquíssimos aceitam tocar. Apenas 4% aceitariam trocar a habitação própria por uma mais barata ou arrendada, apenas 6% abdicariam de ter automóvel. Estes 2 bens, com todas as despesas subjacentes (prestação bancária, renda leasing, manutenção, combustíveis, seguros) representam uma grande fatia de qualquer orçamento familiar. Mas para a classe média são um Must. Pelo conforto que propiciam e também (sobretudo?) pelo status e ostentação que permitem, algo a que o tuga é especialmente sensível.
Não é por acaso que há maior mobilização popular quando nos mexem no automóvel. Aconteceu com as portagens na ponte que marcaram o princípio do fim do cavaquismo, aconteceu em princípios de 2008 quando o petróleo andou a rondar os 150 dólares, está a acontecer agora com a intenção de portajar as SCUTs. Muitos argumentos pertinentes são esgrimidos, designadamente os relativos à equidade, propondo a implementação generalizada mas na prática, a populaça quer sobretudo continuar a circular sem pagar. A questão mais importante, que se prende com o chip na matrícula, uma potencial câmara do Big Brother e que pode mexer seriamente com a nossa liberdade individual, não mobiliza ninguém e é apenas agitada por uma minoria esclarecida. Outra minoria, igualmente esclarecida mas comprometida com a lógica do centrão, procura justificar o injustificável: a quase certa imposição aos deputados do PSD para que votem contra o seu próprio projecto de revogação do chip.
Em termos políticos, Sócrates e o PS vão aqui sofrer merecidíssimo desgaste, pois não é impunemente que se anda anos seguidos a propagandear que as SCUTs se pagariam a si próprias para, no final, pretender portajá-las. Mas, mais uma vez, Sócrates terá engenho e arte para os lançar e o PSD eterna inabilidade para atrair sérios “danos colaterais”.

“Todas as SCUT se pagam a si próprias, em termos orçamentais.As receitas a que dão lugar são superiores aos custos. E, portanto, o argumento de que se trata de um encargo pesadíssimo é só para gente leve”.
(José Sócrates, debate do OE para 2006)
Alguém vê um deputado a questionar sua excelência sobre mais esta mentira?
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Ahhhh…aquela sondagem era para ser levada a sério ?
A sério a ponto de se postar conclusões da mesma ?
Enfim…ainda bem que não me diluí nestas águas.
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Fale por si. Eu estou muito preocupado com o chip. Para haver justiça no país, as SCUT deveriam ser pagas pelo utilizador. O Grande Porto é altamente favorecido em relação ao restante país
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Então se a sondagem não tem qualquer rigor científico, como é afirmado, presta-se aos exercícios lúdicos mais variados.
Assim, tirando o pc, que é o último bem de que aceitaríamos desfazer-nos, e sem o qual não se poderia responder à sondagem, desfazer-se da habitação própria é das últimas coisas que os visitantes do Blasfémias se privariam.
Conclusão especulativa, só vem ao Blasfémias quem tem habitação própria.
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As Scuts pagam-se a si próprias.
Lembra um senhor da Europa, francês, quando disse, a prazo, os subsídios da Europa pagam-se a si mesmos, quando por não morrerem à míngua, essa gente tiver de nos comprar o peixe, a carne e a fruta, além do sulfato e das máquinas.
E é verdade uma coisa e a outra, que não satisfeitos de subsídios, os subsidiados ainda pediram carradas de dinheiro à França, à Alemanha e Inglaterra, que ora têm de pagar com juros.
Sans probleme, diz o Socrates, como o das finanças, se o vamos buscar ao zé pagante, onde ele está, ao bolso do zé pagante, o do automóvel, da casa, assim ao iva e ao irs, olha, e vamos às Scuts.
Que lá acabam a pagar-se a si mesmas, é verdade, como os subsídios, sans probleme, quanto mais tarde mais caro. E só o PS e o PSD, dos partidos ao governo e câmaras deste país, comgovernadores civis e os gestores das empresas semi-estatais, mais bancos e institutos, etc, boyzada toda da famelga, não saem a perder nada.
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“Naquilo que conta, pouquíssimos aceitam tocar.”
Naquilo que conta?! No seu ponto de vista claro…
Quer dizer que acha bem que quem já está a pagar casa e carro à varios anos se desfaça deles? Isso não significa empobrecimento? Vender numa má altura para transações?!
vender a casa para ir arrendar uma com este fantastico mercado do arrendamento que temos?
A população portuguesa está endividada sim, e as empresas não o estão mais ainda? ou tambem acha que os empresarios devam vender as suas empresas e arranjar umas mais pequeninas e com menos trabalhadores? Isso não significa desemprego e mais miseria?
Acho que a situação é reversivel e é fundamental que algumas coisas sejam alteradas, mas essas acho-as mais dificeis de concretizar que vender a casa e o carro e andar de bicicleta (veiculo que suponho seja o seu de eleição diaria…)
O facilitismo que nos tem sido “vendido” nas ultimas decadas é que na minha humilde opinião tem que mudar, os habitos de poupança precisam de voltar, e quando falo de poupança não é amealhar umas coroas para por no banco, porque essa fase so depois de se aprender a poucar e viver dentro das possibilidades de cada familia e isso vai demorar até que se aprenda a viver com menos dinheiro e resistir ao forte impulso de gastar.
Mas isto é a minha opinião…
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Ora… se o português arrendasse casa junto do local de emprego, e optasse pela bicicleta e pelo transporte público, ou pelo motorista de táxi para deslocações mais longas ou ocasionais, não precisaria de carro nem de casa própria. Na Áustria, por exemplo, há quem vá à ópera de bicicleta. E consta que o David Cameron também é adepto das duas rodas.
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Com que então coloca-se aqui uma sondagem, os utilizadores respondem e ainda são qualificados de “irracionais”…
Além do mais o senhor LR esquece-se que, mesmo não se desfazendo do carro ou colocando essa hipótese como 4ª ou 5ª da lista, um cidadão pode reduzir bastante os custos associados. Só por encher o depósito numa bomba de hipermercado poupa-se 5 ou 6 euros.
Para terminar, se calhar o público alvo do Blasfémias, que não me parece, em género televisivo, ser D ou C, mas sim de B para cima, pelo que se calhar só surpreenderia se as respostas tivessem ido em sentido inverso.
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Mas quanto ao uso do automóvel,há que fazer a distinção de quem usa o automóvel em situações desnecessárias (outras opções mais económicas e inclusive convenientes)e quem não tem alternativa.Contudo não cabe ao Estado fazer o papel de “paizinho”,não compete ao Estado ceder a agendas pesadíssimas externas e com determinados laços,como tal não existe qualquer justificação para a colocação do dito chip sob condições incógnitas e bastante dúbias,agora outra pergunta,será que determinadas camadas de “reles” irão ser submetidas ás mesmas “obrigações ilegítimas”?
Agora me interrogo,esta “cambada” já deu provas de que merece crédito? Tais informações não serão passiveis de ser usadas em determinadas situações? Os será simplesmente usado para algo inócuo?
Quer tivesse qualquer crédito,determinadas politicas não devem ser aplicadas,o Estado não é o “paizinho” do cidadão,nem qualificações para tal teria,quanto mais obter informações privadas para fins desconhecidos.
Não existam ilusões,esta agenda tem um peso abismal,como tal existiram sempre investidas para o cada vez maior controle e “escravidão” das massas,se existirem obstáculos,novamente irão ser tentadas maneiras de o conseguir,isto nada tem a haver com um fantoche populucho chamado de José Sócrates,mas de uma agenda bem mais organizada por detrás.
E é simples,ao ceder-se a um pequeno “grande passo” o trecho irá ser percorrido numa questão de tempo,é só olhar para várias áreas e constatar tal.
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As Scuts são o simbolo do falhanço das politicas do Partido Socialista desde o Guterres, que quando viu onde as luminarias do PS o tinham metido se pirou na 1ª oportunidade, até ao Socrates que tem sido a galinha dos ovos de ouro de uma autentica quadrilha cor de rosa que tomou conta deste país, a todos os niveis: Bancos, Camaras municipais, CCDRs, Iapmei, e outros institutos que só servem para tapar os negocios escuros que eles andam a fazer com os dinheiros publicos.
Quando em 2006 Sócrates em mais uma afirmação boçal a que nos habituou, mas muito apreciada pelos comentadores politicos e de economia da generalidade dos media, disse o que está transcrito em cima, já sabia que alguem tinha que pagar as Scuts, porque elas e as respectivas regiões, não geravam riqueza para as pagar.
Num país civilizado, onde não há “minorias esclarecidas” porque há é maiorias esclarecidas, e onde os media teem que informar com seriedade os cidadãos porque se não vão à falencia, a discussão seria outra: por a nu de uma vez por todas os verdadeiros crimes que os socialistas teem cometido contra Portugal e a sua população.
Mas não, andam aqui com a conversa dos chips, que é conversa para parvos,e ninguem discute o que está em causa: o buraco sem fundo onde o PS, atraves dos seus dirigentes, meteu e quer continuar a meter cada vez mais, este pobre país. Mais um par de anos, e até a Romenia nos há-de passar à frente.
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Engraçado, eu escolhi a casa e o carro e já não sei que mais porque tudo o resto não representava parcela importante do orçamento.
Deve ser por ter percepção que não estamos a brincar aos menos 20 ou 30 euros mensais.
Os tugas que continuem a dormir já que enquanto dormem não comem.
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a populaça quer sobretudo continuar a circular sem pagar
É uma das liberdades fundamentais em qualquer país que se preze: poder a “populaça” deslocar-se com o máximo de liberdade dentro das fronteiras do seu país. Deve ser por isso que as autobahn alemãs e suíças são (quase) todas gratuitas.
É verdade que o automóvel continua a ser um símbolo de liberdade – insubstituível e insubstituído até à data. Não era preciso fazer o inquérito para saber coisa tão óbvia. Daí até ao que conclui vai uma distância muito grande… habitação própria=ostentação?
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Quando a dependência de um automóvel leva a considerá-lo insubstituível, que raio de liberdade é essa?
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a populaça quer sobretudo continuar a circular sem pagar
Continuar?! WTF!
Mas a quantidade de impostos directamente relacionados com a posse e circulação que já se pagam deixaram de existir foi?
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#13.
Tem que começar a ler-me com mais atenção.
O que é que esta minha afirmação,
o automóvel continua a ser um símbolo de liberdade – insubstituível e insubstituído até à data
tem que ver com esta sua?
Quando a dependência de um automóvel leva a considerá-lo insubstituível
A mais está a palavra “dependência” (que eu não uso nem sugiro) e a menos está a palavra “símbolo” (não o objecto, mas aquilo que ele representa).
A 1ª condição do diálogo é a compreensão das palavras do interlocutor. Doutro modo a conversa torna-se num par de monólogos.
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E quando a factura do TGV, que obviamente também se vai pagar a ele mesmo tal como as SCUTS e os Estádios do Euro, chegar também vamos ter que levar com um chip na testa mesmo que nunca na vida lá entremos?
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Afinal parece que o PSD vai votar contra a lei dos chips. Agora só falta o governo ceder nas isenções, que são demagogia barata, e uma estupidez. É a derrota socretina e dos seus aliados em toda a linha.
Depois disto só há um caminho para a criatura socretina: a demissão.
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#16.
Observação pertinente.
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Não seria crível que quem utiliza o computador para responder aqui, pudesse dispensá-lo.
Celebro com satisfação o chumbo do “chip” que mais não era um atentado à liberdade e uma autêntica caixinha de Pandora para actividades menos lícitas.
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Para o provincianismo só há uma terapêutica: é o saber que ele existe. O provincianismo vive da inconsciência; de nos supormos civilizados quando não somos. de nos supormos civilizados precisamente pelas qualidades por que não o somos. O princípio da cura está na consciência da doença, o da verdade no conhecimento do erro. Quando o doido sabe que está doido, já não está doido. Estamos perto de acordar, disse Novalis, quando sonhamos que sonhamos.
Fernando Pessoa
Nas pequeninas povoações encravadas entre montes, daqueles que velavam a paisagem que ia para lá do humilde casario, nasceram os filhos da república; entre a rudeza de gélidos invernos em casernas sem isolamente térmico (que permitisse poupanças energéticas, sim, daquelas que nos salvam do temível aquecimento global), e de verões em que contactavam com os filhos da terra que haviam abandonado o país, cresceu esta insigne geração, que por ora nos conduz.
Um dia, já na cidade, deslumbrados com as indumentárias compradas na 24 de Julho, com os interiores lustrosos das moradias da Lapa, e com o destilar de cultura dos idealistas diletantes da burguesia urbana, aspiraram a pôr de parte a aldeia e assumir uma opulência distante da caserna natal.
Sendo parca a inteligência ou a motivação para per se construir casas que noutras latitudes geravam riqueza e prosperidade, mas dotados das manhas acumuladas por gerações para sobreviver em meio de miséria, encontraram na cultura do bando e da economia de afectos o algoritmo para limpar a aldeia.
Nas universidades dos amigos, ostentaram-se com diplomas; e, nos lugares oferecidos após o rastejo e a trela nova, auferiram os ordenados milionários que deram nova imagem, enxuta e aprazível.
Mas não obstante a nova indumentária vinda das griffes da Baixa, passavam de covas com flores secas e cruz barata para tumúlos caiados.
Agora já tinham casa no Chiado ou em Oeiras, topo de gama ou motorista de táxi, férias em praias junto da linha do equador ou tardes no Eleven e na Bica do Sapato. Já sabiam o nome de um ou outro escritor, ou de um ou outro compositor, pois ostentar conhecimento ajuda à fachada.
Mas a aldeia estava lá. Guardada. E expressava-se na dicção, na ausência de etiqueta, na rápida fuga quando se tocavam em temas onde não estavam à vontade, ah! e tantos, tantos que eram; colavam no discurso opiniões captadas numa palestra, outra dita pelo assessor, e eis um discurso económico digno de registo! Uma crítica literária assaz pertinente! Vede como todos elogiam Saramago… mas experimentai perguntar o porquê de tal gosto literário…ah! como se querem mansos estes jornalistas…
Mas a maior prova da podridão, o cheiro mais nauseabundo, mais pestilento, emanado pelos túmulos, vinha da ausência mais vergonhosa de qualquer código de conduta moral, daqueles valores que presentes nas elites de outras eras e outros territórios fizeram grandes muitas nações.
E era no odiozinho mascarado a quem sempre fora, e não precisava de ostentar para ser, que a aldeia se manifestava em todo o seu esplendor. E do seu discurso, emergia o ódio aos outros ricos, aquela classe opressora e celerada que durante décadas explorara o povo. Mas isso eram os outros ricos, pois a riqueza dos seus era moralmente aceite, e assaz justificável! Afinal, quem zelava pela aplicação do princípio da redistribuição, tão em voga na seita? Oh povo, não há almoços grátis!
Numa triste e voraz delapidação, saquearam o património lusitano, embruteceram ainda mais a populaça, venderam sonhos de riqueza e conforto que a longo prazo eram inconcretizáveis, trouxeram para o Estado toda a perversão, injúria e luxúria da ralé social. Eis que surgiram os BPN’s, os sucateiros milionários ou a religião do betão. Eis que veio a demolição e o abandono de milhares de belos edifícios e monumentos, de áreas protegidas e terrenos agrícolas.
O resultado de décadas de ausência de elite, e de inveja primária aos poucos que se aproximam de tal conceito, com concomitante elogio e enaltecer do pior que emanava das cloacas do povo, conduziu a isto. Terão todos aquilo que merecem. Felizmente.
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deixem-me ver, abdicar do carro.. usar a bicleta e os transportes, desistir de comprar casa.. talvez cultivar uma hortinha.. isto está cada vez mais parecido com o leste comunista não está?
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Li agora no “site” TVI24: «Chips: Governo diz que pode cobrar portagens
Enquanto os diplomas da oposição de revogação não forem promulgados»
Mas que raio, será que não discernem? Mas a Assembleia da República é o quê, bancos do jardim para passar os dias? Estes “xuxas” estão cada vez mais “estalinizados”.
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O computador pessoal é insubstituível nem que para visitar este Wesite.
Votei na Televisão, porque para mim a inertnet a substitui.
E porque acho que a televisão tem culpas no estado péssimo da nossa sociedade.
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#22
Li agora no “site” TVI24: «Chips: Governo diz que pode cobrar portagens
Enquanto os diplomas da oposição de revogação não forem promulgados»
Até podem. Desde que haja idiotas que vão buscar a treta do DEM.
Como muito provavelmente quem irá buscar serão os socialistas que apoiam o dispositivo, acho até bem que cobrem. Passa a ser um donativo voluntário que, diga-se de passagem, é uma forma gira de por em prática o princípio redistributivo.
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afinal era um inquérito manhoso com fins duvidosos. bora lá para a saída da missa fazer um inquérito sobre o aborto ou sobre o da costa nas antas.
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estes opusitórios pensam que podem estar de acordo com os princípios e boicotar a execução. depois das providências cautelares, mais um precedente bacano, essa coisa de governar na assembleia, ós pois não se queixem.
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Continuo a não compreender como vão fazer nas SCUTes no que respeita às camionetas de passageiros, vão dar um chip a cada pessoa?
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O facto de se criticar aqueles que dizem que não podem abdicar de carro é curioso… Parece uma forma de pensar Socretina, isto é, parte-se do principio que todos vivemos num centro urbano e trabalhamos num centro urbano perto de casa, e portanto temos transportes públicos de 5 em 5 minutos… Mas o país não é só Lisboa e Porto, e muitos de nós para fazer o trajecto de casa para o trabalho, se utilizassemos transportes públicos, levaríamos 3 ou 4 horas a chegar ao trabalho e só teríamos 1 autocarro para ir e outro para vir!!! Mas o melhor, é mesmo recorrer ao rendimento mínimo…
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a populaça quer sobretudo continuar a circular sem pagar
Caro LR,
a populaça não quer continuar a “circular sem pagar” porque nunca o fez, o que a populaça não quer é pagar ainda mais do que já paga. O que isto das portagens nas SCUTs configura é duplo pagamento, são pagas e mais que pagas através dos impostos cuja justificação é precisamente a construção e manutenção das vias rodoviárias. Julgo que a receita do ISPP ronda os 3.000M por ano. Em dez anos são 30.000M. Não chega? Quanto custam as SCUTs por ano? É que pelas minhas contas só o ISPP ainda sobram 2.350M por ano. Não chega?
Esta conversa do princípio utilizador-pagador serve para enganar tolos, o utilizador já paga e quanto mais usa mais paga.
Nota: essa de dizer que o tuga não abdica do carro sobretudo por status e ostentação também é muito tuga. De populaça tuga mesmo.
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Esclareço o autor da pseudo sondagem com o meu testemunho pessoal.
Votei que abdicaria da Televisão (e fi-lo 40 vezez seguidas) pela única razão de não ter, e portanto não poder abdicar de Aparelhagem HiFi, Automóvel, Blackberry / I-Phone, Computador Pessoal, (uso o do meu filho, portanto não é pessoal).
Quanto a Electrodomésticos tenho os indispensáveis fogão, frigorífico, etc, mas penso que se referia a aparelhos caros que também não tenho.
Concluir daí “Privar-me de andar de carro, isso nunca!!!” acho um abuso, digno de um José Sócrates.
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Eu votei abdicando de tudo.
SÓ NÃO ABDICO DO SEXO.
Pinar em cima de electrodomésticos, I-phones ou porras do género; dispenso bem.
Agora nas traseiras do automóvel, ou mesmo na frente é que não dispenso.
Não posso pinar em casa, porque o meu velho está lá sempre com o meu primo.
Vendo bem, vou dispensá-lo.
O primo.
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Mas agora também me vão dizer o que tenho de fazer com o meu dinheiro, é? Já não bastava o Estado levar-me uma parte significativa, ainda tenho de dar satisfações com o resto que me sobra? Já pensou que há pessoas que compram um carro e casa porque podem, tendo em conta as suas possibilidades? E se calhar todos os meses poupam uma parte do que recebem para um “dia de chuva”?
E que por isso talvez começassem por cortar no menos importante antes de precisarem de reduzir a sério os seus gastos naquilo que realmente importa (habitação/transporte)? Ou porque a maioria se endividou demais e vive acima das suas posses, isso torna-nos a todos uns esbanjadores que não sabem o que fazer com o que ganham?
Como diria Friedman, ninguém sabe gastar melhor o seu dinheiro do que aquele que o ganhou. Por isso não aceito qualquer lição de moral de quem não faz a mínima ideia de como quem votou gere a sua vida.
Por falar em “circular sem pagar”, que tal cortarem totalmente as indemnizações anuais de centenas de milhões de euros que possibilitam aos lisboetas/portuenses o privilégio de preços “sociais” no Metro/Carris/STCP?
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“a populaça quer sobretudo continuar a circular sem pagar.” <—conversa de PS….D's e Estatistas
-Impostos em duplicado na compra de carro.
-Impostos na Gasolina/Diesel.
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Eu cá não sou nem de Liboa nem do Porto e respondi a essa sondagem.Ja vi que fiz asneira.Quanto mais se fala nas SCUT mais asneiras se dizem.Façam a viagem de Cantanhede ao Porto pelas vias alternatiivas,vá-lá tentem,e depois façam por via alternativa Cantanhede -Viseu e dpois calem-se.Vocês sabem que Aveiro será das cidades onde haverão mais portagens?De facto alguns comentários aqui feitos são de autenticos caras de pau,irra que são teimosos,para não dizer burros teimosos.
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A questão do carro em Portugal já nem pode ser considerada um luxo*. Neste país só se tem investido (endividado) seriamente em estradas. A rede de transportes públicos é uma miséria: as interfaces e ligações entre os vários meios, para além da cobertura e horários são muito ineficientes. Se não quiser engrossar o número de 600000 desempregados tenho de ter carro. A alternativa é demorar 7h em transportes por dia (isto para fazer 80 km diários). Considero o carro uma necessidade e não um luxo (a minha produtividade sem dúvida aumenta). Morar perto do trabalho era sempre bom, mas esse sim é um luxo a que não me posso dar.
*excluo quem troca de carro de 2 em 2 meses ou possui 5 ferraris
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#35
Certíssimo. E o Estado teve a sua culpa. Há vinte anos atrás a linha do Algarve, apesar da lentidão dos comboios, era muito utilizada pelos estudantes e pelos trabalhadores nas suas deslocações diárias. Creio que ainda no governo de Cavaco Silva, retiraram a primeira classe dos comboios, fecharam algumas estações em locais com mais de três mil residentes em época baixa e não adequaram os horários às necessidades dos utentes.
A empresa de autocarros algarvia, a EVA, adaptou os horários dos autocarros aos horários escolares, levando a que os estudantes abandonassem o uso do comboio e optassem pelo autocarro. Só nisso a CP perdeu centenas senão milhares de utilizadores diários. Depois, o fim da primeira classe afastou um certo tipo de cliente, e com o tempo o povo ganhou vergonha de usar o comboio, que passou a ser transporte de imigrante de Leste ou pobretanas sem dinheiro para carro próprio.
Sendo uma região turística, uma linha regional moderna é um projecto fundamental para a região, mais importante e sustentável que a treta do TGV. Mesmo com a linha no estado lastimável em que se encontra, não raras vezes os turistas enchem carruagens. Por isso, foi absurdo o fecho da estação do porto de VRSA, utilizado pelos turistas que se deslocavam no ferry-boat para Ayamonte.
Relato que há uns meses me desloquei de Lisboa para Faro no Alfa Pendular, tendo chegado ao destino pouco antes das 22 horas. Contudo, para fazer o transbordo para Tavira, tive de esperar perto de três quartos de hora! Quem são os imbecis que fazem estes horários? Que treta de empresa pública é esta?
Saliento que uma deslocação VRSA-Lagos pode demorar perto de três horas e implicar até 3 transbordos, para se percorrer perto de 120 km! Assim, um turista hospedado num dos hotéis de Monte Gordo, que se queira deslocar a Sagres, terá de fazer transbordo em Faro e em Tunes, para depois em Lagos optar por um táxi ou por autocarro. Ou seja, a viagem pode demorar quase quatro horas!
E o mais grave é que nenhum autarca vem defender a modernização da linha do Algarve, mesmo com as portagens na Via do Infante à porta, e com uma EN 125 transformada numa mega rua desordenada.
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viva a República!!!
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LR, com todo o respeito e consideração, a sua ideia até foi boa e poderia ter tido resultados bastante interessantes, e se calhar eventualmente até chegaria às mesmas conclusões.
Mas a sondagem que fez estava pessimamente mal feita, para não dizer patéticamente mal feita, parece até brincadeira de miúdo.
Não se entende meter no mesmo saco aparelhagem HiFi com a Habitação. Quando refere electrodomésticos quer dizer quais ? São tantos, acha que pode meter no mesmo saco um fogão e um microndas por exemplo. Podem ser parecidos, mas são completamente diferentes, nenhum português consegue viver sem um fogão ou um esquentador ou um ferro de engomar, mas muitos podem prescindir de um microondas, aquecedor ou ar condicionado por exemplo. Meter numa sondagem tudo no mesmo saco é um absurdo, vai apenas obter respostas arbitrárias sem qualquer validade estatística.
Se há tantos electrodomésticos e não teve isso em conta, para que foi então criar duas opções distintas para telemóveis (smartphones e telemóveis) ? Puro nonsense…. Dá-me a impressão que pelas suas opções acabamos por saber mais sobre si do que a intenção da sondagem, saber mais sobre os outros.
Primeiro tem que começar por olhar para as coisas que envolvem despesa corrente e não para o bem em si, por exemplo, quem adquiriu um telemóvel, face a uma crise, poderá ponderar acabar é com determinado plano para poupar nas despesas e não propriamente abdicar do telemóvel. Acha que alguém vai venbder a aparelhagem HiFi porque ficou falido ? Não faz sentido, nada ganha com ela nem poupa.
Você pode ter um telemóvel de 20€ com um plano lowcost e não fazer chamadas ou economizar imenso em chamadas e continuará com telemóvel. Quem adquiriu um ferro de engomar vai abdicar dele para quê ? Para poupar 1 ou 2€ por mês em energia ? Não faz sentido.
E como fez tal sondagem sem outras perguntas como por exemplo, abdicar de Internet paga ?
A sua sondagem é interessante, mas repense tudo isso, mas do ponto de vista da despesa. Em vez de falar genericamente de TV fale por exemplo de abdicar de TV por cabo com mensalidade por exemplo. Conheço imensa gente que passa dificuldades e das primeiras coisas que cortaram foi isso.
Abraço.
Aparelhagem HiFi
Automóvel
Blackberry / I-Phone
Computador Pessoal
Electrodomésticos
Habitação Própria
Telemóvel
Televisão
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Estive a ler todos os comentários postados, nesta página.
Concordei com alguns, discordei de outros e até cheguei
ao ponto de concordar com extractos de uns e de outros.
Só me pergunto:
_ Será que todos escrevem a sua opinião no sentido de (se)
esclarecerem um pouco mais ou apostaram na táctica dos jo-
gadores Portugueses X Brasileiros que, andaram mais às “turras”
uns contra os outros do que, propriamente jogarem BEM????
Já que o PC é considerado pela grande maioria como “indispensável”,
Porque não( alguns, claro!! ) dissecarem as opiniões uns dos outros
para contribuirem para uma página de Blasfémias, mais agradável e apa-
ziguadora ( q.b.)?
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