Há criminosos mais criminosos que outros*
Um homem poderoso convida uma miúda de 13 anos para a casa de um amigo famoso. Prometendo fazer dela uma estrela, pede-lhe que se dispa para lhe tirar fotografias. Isto depois de lhe dar champanhe a beber e a fazer experimentar drogas. Mas antes de a violar e sodomizar. Quando confrontado com a Justiça, esse homem poderoso confessou os seus crimes. O que não o impediu de comentar, mais tarde, que “todos sonham em ter sexo com raparigas novas”. Novinhas mesmo, de preferência com 13 anos, supõe-se.
Um monstro, dir-se-ia. Não. A crer nos relatos da imprensa portuguesa este homem poderoso, quando foi confrontado com a hipótese de vir a ser castigado pelos crimes, algo descrito como uma “saga legal”, viveu “um pesadelo”. Quando um tribunal, invocando uma falha técnica no processo judicial, mas não o libertando da culpa, o deixou sair em liberdade total, logo se ouviram aplausos e festejos pelo fim do “dramático desenvolvimento”.
Se este homem poderoso fosse um bispo nunca teria sido tratado com esta complacência, para não dizer com esta cumplicidade. Mas o homem poderoso chamava-se Roman Polanski, é um homem “de cultura”, e mais uma vez se provou que há criminosos e criminosos. E que os crimes de pedofilia só são crimes quando são perpetrados pelos criminosos “certos”.
*Público

houve um homem que publicou num jornal uma suposta cabala contra o PR que se veio a provar ser mentira, mas mesmo assim ainda hoje ecreve sem vergonha na cara. E que os crimes de calunia e difamação só são crimes quando são perpetrados pelos criminosos “certos”.
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A história não foi assim a preto e branco… Mas já sabemos que o José Manuel Fernandes gosta de se sentir feito um qualquer cruzado. Do lado de cá e do lá do Atlântico, há os que reduzem a realidade…à pedofilia e afins.
PS. Percebe-se que o intuito deste artigo é branquear práticas reiteradas no quadro de uma instituição…Opõe-se assim o artista mediático para relativizar as coisas 😉
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Salvaguardando as questões referidas pelo Pedro, e as presunções de inocência, etc, etc, há um outro pormenor na história que torna tudo mais “soft”: tratou-se de uma rapariga. Se tivesse sido tudo isto, mas com um rapaz de 13 anos, já o caso provavelmente, mudaria radicalmente de figura. Ou então não.
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Economia
Portugal “muito melhor” financeiramente do que outros países do sul da Europa
10h59m
A situação financeira de Portugal é “muito melhor” do que a da maioria dos países do sul da Europa, e as recentes reformas laborais tornaram o país atraente para o investimento estrangeiro, defendeu o embaixador norte-americano em Lisboa.
O embaixador Allan Katz falou à Lusa à margem de encontros com a comunidade luso-americana em Newark, Nova Jérsia, na sua primeira viagem de regresso aos Estados Unidos desde que assumiu formalmente o posto de Lisboa, em Abril.
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57.Euroliberal disse
16 Julho, 2010 às 12:23 pm
A questão é mais complexa e deve ser vista no contexto. A proibição só favorece o partido da guerra de civilizações. Não a paz.
De facto, hoje na Europa, a fractura fundamental é entre os que desejam uma guerra de civilizações armageddónica e apocalíptica contra a mundo islãmico para salvar a colónia sionista e controlar o petróleo (um Reich “judeo-cristão” que teria o mesmo fim inglório que o III Reich) e os que lutam pela aliança de civilizações, que …não é mais que a extrapolação mundial da solução europeia de raiz kantiana que pôs um termo definitivo à milenar guerra civil europeia no pós-guerra. De novo patriotas europeus contra os novos “collabos” do novo nazismo, o nazionismo-neocon… É um remake lamentável…
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ESTE MESMO MADURO , COM TESES MUITO MAIS PRÓXIMAS DO BLOCO DE ESQUERDA DO
QUE *EUROLIBERAL*, DENOMINA PS ISRAELITAS DE NAZIS !!!!!!!!!!!
ESTÁ COMOS RADICAIS MUÇULMANOS (DAS REPÚBLICAS MUÇULMANAS COMO O IRÃO) QUE NEGAM TERMINANTEMENTE TER HAVIDO ASSASSÍNIO EM MASSA DE JUDEUS NO III REICH DE HITLER. NESTA CONFORMIDADE * O PACIFISTA * EUROLIBERAL (???) ENTRA EM MATÉRIA CONDENADA EXPLICTAMENTE PELA NOSSA CONSTITUIÇÃO ******* CADEIA COM ELE!!!*******
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http://www.nydailynews.com/gossip/2009/09/28/2009-09-28_roman_polanskis_victim_now_45_got_over_it_long_ago.html
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O último parágrafo do texto, mostra que pretende relativizar a pedofilia na igreja, pedofilia esta, que o Papa Bento Dezasseis considera tão grave como o ordenamento de mulheres.
http://www.publico.pt/Mundo/ordenacao-de-mulheres-e-crime-a-par-da-pedofilia-para-o-vaticano_1447303
Para Sua Santidade, uma mulher-padre é como ter sexo com menores.
E esta, hein!
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4.montenegro disse
16 Julho, 2010 às 4:56 pm
Economia
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ESTE MONTENEGRO É UM PERFEITO HUMORISTA.
AFIRMA QUE PORTUGAL É UM PAÍS ATRAENTE PARA O INVESTMENTO ESTRANGEIRO (???????).
**** SE ELE NEM PARA O CAPITAL PORTUGUÊS É : VEJAM-SE AS FALÊNCIAS EM CADEIA E OS DEPÓSITOS EM BANCOS OFF-SHORE !!!
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1, Pedro
“houve um homem que publicou num jornal uma suposta cabala (…)”
A que propósito V. vem para aqui falar do Marcelino e do pasquim do amigo Joaquim?
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Só falta mesmo é falar do desenrolar do processo nos EUA, logo após o crime. E comparar com a alergia extrema que as hierarquias católicas demonstram sempre que se trata e entregar um dos seus pedófilos à Justiça.
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“A história não foi assim a preto e branco…”
Então conte-nos lá as partes cinzentas se souber, claro!
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Aquele judeu cineasta nunca me enganou!
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Luís Marvão disse
16 Julho, 2010 às 4:48 pm
“A história não foi assim a preto e branco…”
Relativizar é isto que o senhor escreveu.
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Há os que foram presidente, republicanos, escreveram em louvor destas práticas e recebem honras nas comemorações republicanas.
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O probelma é sempre o mesmo, a pedofila é repugnante se praticada por padres ou heterosexuais conservadores…já qdo toca a esquerdlhada pia mais fino como o Bernard Coen ( heroi do Maio de 68 ), hoje proeminente deputado europeu que até publicou biografia a contar o sexo com menores e o prazer que isso lhe dava..assim como o Polanski…os crimes da esquerda são sempre coisas assim de rapazes traquinas a quem tudo se perdoa…
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Dois pesos, duas medidas. A pedofilia é crimes seja cometida por cineastas ilustres, padres ou intelectuais de esquerda ou de direita. Mas talvez a idade de Polansky justifique a não extradição.
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O texto que segue é antigo e publiquei-o na Grandelojadoqueijolimiano, em 2.1.2004. Mais de seis anos, já!
“Em 1980, vigorava um Código de Penal de 1886. Os crimes sexuais estavam todos capitulados como “crimes contra a honestidade”. O crime de “Atentado ao pudor” , de que se falou inicialmente, mesmo na televisão e que se previa no artº391 definia-se como …
“todo o atentado contra o pudor de uma pessoa de um ou outro sexo, que for cometido com violência, quer seja para satisfazer paixões lascivas (atentem na linguagem!), quer seja por outro motivo, será punido com prisão”
Um acórdão de 1936 do STJ dizia que
“a cópula consentida ou não com menor de 16 anos, quando não constitua crime de estupro ou violação, constitui crime de atentado ao pudor…”
Também em 1980 se previa o crime de corrupção de menores, para aquele que …
“…favorecer ou facilitar a devassidão ou corrupção( atente-se na linguagem!) de qualquer menor de 21 anos, para satisfazer os desejos de outrém, será punido com prisão de três meses a um ano e multa, e suspensão de direitos políticos por cinco anos ( curiosa, esta, mas que tem de ser devidamente contextualizada na época …)”.
Todos estes crimes dependiam de queixa; ou seja, era necessária a prévia denúncia do …
“ofendido, ou dos seus pais, avós, irmãos, tutores ou curadores” salvo se os ofendidos fossem menores de 12 anos; fossem “miseráveis” (sic)
… ou estivessema a cargo de estabelecimento de beneficiência. Em 1.1.1983, enter the Super One: o novo Código Penal, inspirado por Eduardo Correia, de Coimbra que escrevera nos anos sessenta uma obra maestra: Direito Criminal, manual para estudo de gerações de juristas; o código, gizado por Figueiredo Dias, também de Coimbra, com outros colaboradores, bebeu e comeu confessadamente, no direito alemão, onde aquele mestre se doutorou.
Foi aprovado em 1982 por Meneres Pimentel, com uma filosofia entranhada de conceitos alemães ligados à recuperação e ressocialização de malandros, amplamente publicitada na época, como sendo o último grito da moda sociológica.
Se os factos denunciados inicialmente pela SIC e Expresso são anteriores a essa data, forget it: só a lei antiga se lhes arrima e era aquela que se aponta: as penas ridículas e a filosofia ainda do sec. XIX (veja-se o conceito de honestidade…) ”
O que eu pretende dizer com isto é simples: temos de contextualizar os factos, acontecimentos e ocorrências como as que afectaram Polanski, no tempo de 1977. E para mim, tal deve ser feito por um questão de justiça.
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E continua assim:
“Mas, já agora que se entrou no assunto e se está com as mãos na massa, o C. Penal de 1982 (a vigorar desde 1.1.1983), chama a estes crimes o que eles são: crimes sexuais e introduz no artº 207, um crime desconhecido até então: o de “homosexualidade com menores” e fala em “prática de acto sexual contrário ao pudor” restringindo-o a actos com menores de 16 anos. A pena de prisão, máxima, era até quatro anos, sendo o mínimo de um mês (normalmente, os tribunais não aplicavam o máximo, aliás, porque o critério debatido em inúmeras decisões jurisprudenciais, era partir do meio da pena e calcular a medida exacta…geralmente para baixo). O autor, Eduardo Correia, escreveu na altura, a propósito destes assuntos que …
“o Código devia ser especialmente parcimonioso nas suas intervenções na vida íntima das pessoas, que só deve cair nas malhas da lei penal quando as suas manifestações adquirem um significado social”
O crime de atentado ao pudor, para pessoas “exercendo funções ou trabalhando” em “…escolas, colégios ou casas de educação ou correcção” , previsto no artº 209 , espadeirava a pena de prisão de 6 meses a 3 anos (com critérios de aplicação idênticos aos apontados).
Até 1995, ano glorioso do primeiro governo guterriano, foi este o quadro penal.”
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E assim:
“Mas, há um pormenor, nada despiciendo nestas coisas, em 1986, a A. R. aprova uma amnistia generosa e que deu um trabalho carregado de interpretação, aos legal falcons/doves, com destaque para os forçados dos tribunais e que deixou de fora estes crimes, mas perdoou um ano de prisa a todos os crimes.
A generosidade da A.R. voltou a manifestar-se em 1991, larga e candalmente, e safou contrabandistas de toda a espécie, particularmente os tabaqueiros de Aveiro, com uma outra amnistia geral.
Também não incluiu crimes sexuais, é certo, mas voltou a perdoar aos malandros em geral, um anito, no mínimo.
Em 1994, mais um bundle, aqui, cuidadosos ou avisados, os ilustres deputados excluiram da amnistia, o perdão de mais um anito, para esses crimes; mas só se os malandros tivessem sido condenados em penas superiores a três anos (já vimos como era difícil…)
Em 1999, último regabofe, uma amnistia “limitada” em que se perdoa mais um anito de prisa, nas condições de 1994, aos reclusos e inclusos.”
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Concluindo assim:
“Em 1995, outro Código Penal, novinho em folha, mas que deixa intactos os conceitos fundamentais. É por isso uma revisão que Figueiredo Dias, presidente, mais uma vez, da respectiva Comissão Revisora, em entrevista ao O Diabo de 24.6.1997, refere que …
“ Não se pode dizer que a reforma de 1995 tinha uma inflexão das opções politico-criminais de 82, elas eram praticamente as mesmas, mas procurou que essas opções fossem efectivamente levadas à prática. Só isto justificava a reforma.”
As penas dos “crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual”, aumentam e diversificam, tornam-se mais especiosos.
Só agora , há pouco mais de meia dúzia de anos!, o artº sobre “coacção sexual” fala em acto sexual de relevo e arrima-lhe com prisão de 1 a oito anos!
O artº 166 que reproduz aqueloutro sobre as pessoas ligadas a estabelecimentos de educação arrima-lhe com prisão de 1 a oito anos, para o coito anal, mas reduz para cinco anos se for apenas outro “acto sexual de relevo”.
O artº 172, sobre “abuso sexual de crianças”, arrima-lhe com prisão de 3 a 10 anos para o coito anal com menor de 14 anos e em 1998, uma lei avulsa (Lei nº 65/98, de 2 de Setembro) torna a cousa mais precisa e inclui no rol também o coito oral…
Qualquer um destes crimes requer uma queixa dos ofendidos, nos termos do artº 178 do C. Penal.
Contudo, por força do nº 2 desse artigo que diz…
“(…) quando o crime for praticado contra menor de 16 anos,pode o MºPº dar início ao procedimento se o interesse da vítima o impuser, o curador não tem outro remédio senão dar andamento aos papéis, no caso de as suspeitas se revelarem fundadas e minimamente consistentes.”
Se os ´putos` tiverem mais de 16 anos…no case!
Já não são menores…
… e deve ser esse o caso de alguns notáveis que foram certamente encalacrados e não protestaram inocência. Valha-lhes isso!
Mas uma pergunta se impõe: um gajo maduro que anda por aí à procura de adolescentes do mesmo sexo para…tem direito a ser herói nacional, mesmo que na televisão?! Será moralmente aceitável e socialmente irrelevante, tal conduta?! O gajo não terá vergonha de o admitir publicamente?! A homosexualidade com adolescentes é crime previsto no artº 173 com uma peneca (até um ano) que não tem expressão e qualquer dia ainda acaba despenalizado. Porém, ainda não está! Por isso, quem a pratica, não deve, a meu ver, ufanar-se da vida que tem…nem armar-se em bobo da corte, a quem quase tudo é permitido!
Será isto demasiado moralismo?! “
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A última frase era para o …Herman José.
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Também digo, ou digo eu só, simplesmente, deixa lá o Roman Polansky, que de uma coisinha, há cem anos, não tens mais nada a dizer desde então mais interessante?
E é vero o que ele diz, que um homem sente tentação ainda hoje como antigamente.
Mas os tempos mudam.
E ora acontece que se é bispo ou padre, diz bem jmf, fere mais, dado o labéu de culpa lançado à sexualidade, tradicionalmente, pelos homens da batina, nem assim mais exemplarmente corrigidos na moral hipócrita.
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È da natureza da hiena
Matar para comer
Se uma hiena come uma galinha
Não é nada inesperado
Enjaula-se o animal e está o caso arrumado
Mas se o porco come uma galinha
Fica o caldo entornado
Há que afastar o animal do estábulo
Não se pode confiar no bicho malfadado
Só a morte o redimirá de tal pecado
Em chouriços será transformado
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16.ramiro marques disse
16 Julho, 2010 às 9:12 pm
. . . Mas talvez a idade de Polansky justifique a não extradição.
***********************
NÃO CONSTA, PARECE-ME. QUE OS MÉDICOS,THENHAM-NO DESACONSELHADO, AO POLANSKY, A VIAJAR DE AVIÃO.
E, PARA MAIS OS PAQUETES AINDA NÃO FORAM TODOS DESACTIVADOS . . .
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contextualizar e relativizar … e quando se trata de jmf, por maioria de razão o devemos fazer.
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Excelente e necessária postada esta JMF.
(desnecessário o último parágrafo contudo não acha?)
Então e sobre o Exmo. e inocente Sr.Isaltino nada ?
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Esta semana o “Público” voltou a comportar-se execravelmente a propósito do “caso” Polanski, demonstrando uma vez mais o relativismo moral com que trata a pedofilia em função dos agentes que a perpetra(ra)m.
Não questiono ou sequer pretendo discutir (de resto não tenho competência para o fazer) o contexto jurídico-legal em que, no passado, num determinado lugar, um acto considerado hoje odioso seria, então, eventualmente passível de ser “tolerado” socialmente. Não me parece ser isso que interesse aqui.
O que interessa, e julgo ser esse o sentido do post de JMF, é que hoje a pedofilia é considerada, também socialmente, um crime grave. Ora, o caso Polanski demonstra, à saciedade, que, para uma certa intelectualidade, predominante mas não exclusivamente de esquerda, existe uma modulação da gravidade do crime que é função da categoria do seu autor. Ora, isso é intolerável. Em todos os planos.
Quando se lê – aqui – que «o seu [de Roman Polanski] sentimento é o de que foi feita justiça», não se pode deixar de se fazer a pergunta: de que justiça se está a falar? Da justiça aplicável à elite da intelligentzia? Daquela aplicável aos membros do clero? Daquela justiça que se continua a preocupar, irritantemente, com casos de há mais de 30 anos, mesmo quando a vítima já anunciou o seu perdão?
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È querer ler ao contrário.
Do que se fala no texto é da imprensa bem pensante e “cultural”.
É verdade que a Igreja obstaculizou, escondeu, resistiu (e ainda resiste) na procura da verdade e castigo dos pedófilos.
Muitos dos casos tem 30/50 anos como os do RP.
A diferença está no “tratamento” dado pelos meios de comunicação social.
Um “Bispo”, quem sabe um “Cardeal” da cultura europeia, pedófilo confesso e fugitivo,recebe por parte dos meios de informação um “tratamento” que induz á desculpa compreensão e aceitação do que ele fez.
Porventura as vítimas dos padres na sua grande maioria terão perdoado os seus abusadores e isso não os desculpa. A maior parte dos casos também já se passou 30 anos atrás e isso não os desculpa.
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Pedro Mexia no artigo do Público de hoje coloca o caso no seu devido contexto e assina um excelente artigo.
O essencial do caso Polanski é isto, a meu ver: um abuso sexual de uma menor, há trinta e tal anos, num contexto social e cultural que deve ser conhecido para se compreender a justiça da época e ainda a relevância que os crimes sexuais entretanto adquiriram no sentido da consciencialização da maioria das pessoas para a danosidade pessoal desses delitos. Um crime sexual é algo horrível porque marca negativamente a vítima por longos anos. Essa consciencialização gradual conduziu a uma completa intolerância hoje em dia relativamente a qualquer abuso sexual de menores. E está bem assim, mas actualmente corre-se o risco de transformar esse crime em algo mais hediondo ainda: perverter a inocência relativamente às crianças. Um adulto, hoje em dia, pensa duas vezes em fazer determinadas carícias a crianças, em público, por causa disso. E isso também é terrível, porque a perversão do abuso é outra coisa.
E por isso mesmo, no caso concreto, deve atender-se a duas coisas: se fosse por cá, o crime estava prescrito há muitos, muitos anos. E a vítima do caso, já declarou em várias ocasiões que perdoa o cineasta. E fá-lo precisamente por causa daquele contexto social da época.
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Concordo, de modo geral com o post. Não penso que o estatuto ou a suposta genialidade de alguém o desculpabilize. É claro que existe um certo caldo cultural que predispõe a isso: (o artista louco ou excêntrico, etc.)No entanto, a comparação com os casos de pedofilia na Igreja Católica parece-me desnecessária.Até porque ainda conseguem ser mais aberrantes (não a nível de efeitos para a vítima, mas a nível da percepção social). Remeto para um texto que publiquei no meu blog sobre o assunto: «Da pedofilia à padrofobia». Quanto ao perdão, não percebo por que razão é chamado para aqui.O perdão não diminui o peso da culpa. Como escreveu Jorge Luís Borges: «Não posso suplicar que os meus erros me sejam perdoados; o perdão é um acto alheio e apenas eu posso salvar-me.O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não diz respeito.» Elogio da Sombra.
http://www.mindjacking.wordpress.com
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#29
Então o mesmo deverá ser aplicado aos crimes nazis. O judeu perdoa ao nazi por ter morto os seus familiares e “fá-lo precisamente por causa daquele contexto social da época”.
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31.Palnira disse
17 Julho, 2010 às 7:32 pm
#29
Então o mesmo deverá ser aplicado aos crimes nazis. O judeu perdoa ao nazi por ter morto os seus familiares e “fá-lo precisamente por causa daquele contexto social da época”.
*******************************
HÁ UMA ABISSAL DIFERENÇA: TODOS OS NAZIS QUE FORAM DETECTADOS AO LONGO DESTES 70 ANOS (1940-2010) FORAM JULGADOS E CASTIGADOS SE CULPADOS(E MUITISSIMO BEM) . VEJAM A DIFERENÇA (DE *GÉNERO POLÍTICO*): NENHUM ESTALINISTA ASSASSINO E TORTURADOR NA EUROPA SOFREU UM ÚNICO DISSABOR COM A JUSTIÇA. . .
********* É OBRA !!!!!!!! *******
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O “contexto social da época” cai por terra quando nessa altura )na época) no contexto social (usa) JÁ ERA CRIME.
Se querem misturar contextos sociais dos tugas façam-no mas não queiram confundir as coisas.
Pelos vistos no contexto social onde ocorreu já era penalizado e ainda mais estava na categoria dos crimes que NÃO prescrevem como alguns outros nas leis americanas.
Pelos visTos os Pedros Mexias precisam de mais uns anitos, além dos trinta, para continuar a contextualizar porque nem o argumento do perdão pega neste texto.
O crime público (ex: violência doméstica) apesar do perdão da vítima prossegue os seus trâmites independentemente desse perdão.
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Exactamente, qual é o “contexto social” que permite “relativizar” o acto de atrair uma rapariga de 13 anos a casa de um amigo com a promessa de fazer dela uma estrela e embebedá-la e drogá-la para em seguida a violar e sodomizar?
Ou não foi assim que as coisas se passaram?
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D.Afonso Henriques ainda não pagou por ter batido na mãe!
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Se querem relativizar, e os que o fazem ou querem fazer….são os que estão a desculpar essa padralhada infame que nos anos 60/70 e 80 cometeram os abusos (há 50/40 e trinta amos)
Se querem dizer que o crime prescreveria em Portugal e quiçá em grande parte da Europa estarão a ser verdadeiros mas então englobem os crimes da Igreja cometidos na Europa como prescritos e esqueçam-se deles.
Essa é a hipocrisia apontada neste post.
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Concluindo
Todos nós cometemos algures um crime!
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#34
Não esquecer que o #24 faz parte da “justiça” portuguesa. O que é que espera?
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Para além de intelectual do mundo do cinema, este pedófilo manifesta atitudes inequívocas de esquerda. Para a nossa comunicação social só pode ser “pessoa de bem” e um santo só ultrapassado em esquerdismo pelo “saudoso” terrorista Yasser Arafat, o grande defensor dos oprimidos de Gaza !!.
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A justiça americana, tantas vezes criticada, deve estar a rir-se com o desfecho do caso Roman Polanski. De condenado, inclusive com um mandado de detenção e captura internacional, transformou-se em herói e foi libertado da sua prisão domiciliária na Suiça. A Europa, sempre tão lesta a acusar a dedo abusadores sexuais de menores e pedófilos, muitos deles escondidos sob a capa do “sexo consensual”, como dizem alguns defensores do cineasta, acobardou-se e recusou extraditar “O Pianista”. Mas como quem não deve não teme, eu só queria que a esquerda “Hollywoodesca”, pseudo-intelectual e libertária, me dissesse porque razão Polanski fugiu dos EUA evitando estrategicamente visitas aos países passíveis de extraditá-lo…
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