“Clientes do Estado e da Igreja” *
27 Julho, 2010

«Na verdade, quando observamos os dizeres de alguns dos responsáveis da Igreja dá a impressão de que fizeram um arrebatado voto de pobreza intelectual e que o tencionam resguardar até à exaustão.»
12 comentários
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Infelizmente, CAA tem inteira razão no seu comentário! Como é que é possível um bispo inteligente e informado fazer uma proposta que nem o mais desbragado populista poderia defender? Não seria melhor a Confer~encia Episcopal exigir aos seus membros que as propostas públicas difundidas por meios de massas precisam de um consenso prévio?
ALX
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Daqui o que se depreende é que nem os responsáveis políticos nem os religiosos dão o exemplo ou partilham dos sacrificios exigidos à populaça certo ?
E de um lado e do outro do muro atiram-se exemplos e virtudes, defeitos e ironias e depois da poeira passar quem se lixa…CAA sabe não sabe ?
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O que me faz espécie é como o eclesiástico chegou ao número 20 por cento dos salários dos políticos.
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Como não sou tão «cristão» como o Sr.Bispo, a minha proposta passa pelo confisco imediato de todos os bens da maior parte da classe politica.
Não foram eles que puseram Portugal na bancarrota?
Não são eles os actuais beneficiários de altos salários e reformas douradas à custa do trabalho dos contribuintes?
Se eu fizer gestão danosa na minha empresa, não vou responder fiscal e criminalmente por essa situação?
Desde quando denunciar o roubo e a ladroagem é populismo?
Expliquem-me como eu fosse muito loiro e muito burro!
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Disse em Carcavelos PPcoelho
Não vale a pena antecipar problemas. Vão
ser muitos. Uns dirão: então, se mexerem
no equilíbrio de poderes, como vai ser?
Não é melhor esperar pelas eleições p
residenciais? Não vale a pena. Nós
achamos que o equilíbrio de poderes, no
que respeita ao Senhor Presidente da
República, está muito bem. E, portanto,
que não seja esse o impedimento para que
nós possamos fazer as nossas tarefas com
celeridade.’
Hoje, diz uma coisa subtancialmente diferente.
É boa noticia
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CAA
O dízimo não foi abolido pelas igrejas luteranas. Em Portugal as várias dezenas de igrejas luteranas (vulgarmente denominadas de evangélicas)solicitam (sem excepção que eu conheça) o dízimo de todos os rendimentos (salários, vendas, lucros, prémios) dos seus fieis. Aliás, o argumento de que não pagar o dízimo é roubar a Deus é recorrente.
Quanto ao artigo em si, eu até concordo em grande parte dos aspectos que menciona.
Agora, o que não dá para concordar é com a habitual confusão entre as suas ideias e brilhantismo, e entre as ideias dos outros e pobreza intelectual. O facto de discordarmos não pode ser razão suficiente para classificar o intelecto dos outros. Mesmo quando achamos que temos toda a razão. Considero que a pobreza intelectual que aqui fica mostrada é outra (no caso concreto uma que você faz aparecer perante temas que mexem consigo)… mas eu já sei, que para si eu é que devo ser intelectualmente muito pobre.
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Isso só se aplica a alguns prelados, como D.Januário…e D.Martins de Setúbal, e no tocante á subserviência aoPS/Governo, D.Policarpo.
De resto, são figuras de alto gabarito intelectual e teológico.
Claro, nem toda a gente tem capacidade intelectual para perceber os dogmas da ICAR…e os comunicados da Conferência Episcopal.
Mas o que é que se há-de fazer???
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Se esses tais 20% fossem canalizados para pagar fruta e café com leite a árbitros para acautelarem os resultados de determinado clube de futebol, então eu já estaria de acordo.
Até era capaz de escrever um artigozinho no jornal a louvar a iniciativa privadíssima.
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A sugestão de D. Carlos Azevedo tem uma boa intenção do ponto de vista do simbolismo mas é descabida como o CAA explica. O que me parece menos razoável é depois todo o processo de intenções que o CAA faz.
Em primeiro lugar, o Estado não apoia a Igreja para ajudar a Igreja nos seus fins, mas sim para que a Igreja ajude o Estado nas responsabilidades do Estado.
Em segundo lugar, a afirmação
“as declarações de D. Carlos Azevedo só se conseguem emoldurar numa reivindicação comum a todos os grupos de interesse deste país: pedinchar mais dinheiro ao Estado”
diz mais sobre a capacidade do CAA em emoldurar uma proposta destas do que sobre as intenções da proposta.
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Eu até entendo os pressupostos de CAA, neste artigo. O que me enche de surpresa é que ele não veja como cristalino a necessidade de políticos e gestores chegarem-se visível e efectivamente à frente, darem o exemplo e contribuírem ostensivamente para minimizar a fome e o desvalimento de milhões de portugueses. No seu artigo, espécie de escudo anti-missa, CAA centrou a argumentação numa equiparação abusiva Estado-Igreja. Se há esperteza tipo Jardim Gonçalves para meter sumptuosamente ao bolso com esquemas tão formalmente engenhosos quanto socialmente perversos, terá de haver ainda mais esperteza compensatória da parte de quem mais lucra, pelo desnível cavado, obsceno, na sociedade portuguesa, mais notório que nunca. O Estado nem é pessoa de bem nem referência ética, mas a Igreja, pelo contrário, tem uma mensagem que sobrevive a qualquer hiperbólico apelo de D. Carlos Azevedo e não beneficia tanto assim dos tacticismos elencados pelo opinador. Por que motivo fogem eles, políticos e gestores, de essa mensagem urgente e se multiplicam em desculpas?! A conversa aqui já não pode ser fiscal, mas situar-se no plano da pura e imediata solidariedade.
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…
Tenho para mim que, além da discórdia quanto à argumentação do CAA, está a velha pecha do jacobinismo pretensioso.
tácito
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Aceitariam os portugueses dar mais 20% aos políticos e afins em alturas de expansão económica? (Não se esqueçam que os períodos de expansão económica são mais longos do que as recessões…)
Porra… Parece que os fracos políticos que temos aparecem de cegonha, como os bébés… Ninguém é responsável. Democracia? Representatividade? O diabo que a leve… Este país é demasiado hipócrita para ter cabimento.
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