Os donos do nosso – nova espécie identificada no ecossistema do Estado Social*
Na passada semana a PT confirma a venda da Vivo por 7,5 mil milhões e a entrada na Oi. No primeiro instante só me ocorreu dizer que o “sangue do nosso sangue” – como Granadeiro definiu há semanas a Vivo – sofreu uma transfusão. Há uns escassos dias a Vivo era essencial para enfrentarmos um ataque terrorista ou uma crise, não era? E a Pátria, senhores? O que será agora feito da Pátria?
Não há como o argumentário da defesa dos ataques especulativos do capital para que tudo e o seu contrário se tornem possíveis. Em Portugal esse argumentário tem valido nas mais diversas épocas e regimes. Desde umas barracas da Junta Nacional das Frutas que nos idos de 70 do século passado se propunham vender uns legumes a preços tabelados que nos libertassem da especulação do mercado – tudo acabou, como era mais que previsto, nuns tristes vegetais tabeladíssimos e enfezadíssimos que tal como os ditos postos acabaram por apodrecer à míngua de clientes – até à nacionalização da Companhia dos Telefones em 1968: três anos depois o saldo da “companhia ser nossa” traduzia-se numa fantástica lista de espera de 33 mil aparelhos. Mas a companhia era nossa!
Quando finalmente a realidade se impõe, percebe-se que nada daquilo fazia sentido ou falta, mas até lá a retórica do “nosso” vai rendendo poder a quem gere o “nosso”, esse endémico gambuzino. E esse poder é que conta.
*PÚBLICO

ainda bebi uns copázios de sumo de uva dessas barracas: barato, saboroso e saudável . . .
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Afinal, para essa gente, a honra nacional tinha um preço: trezentos-e-tal milhões de euros.
No fundo, é como a história do indivíduo que, sorrindo, pergunta a uma senhora se era capaz de ir para a cama com um desconhecido por um milhão se euros.
Ela acha graça à pergunta, sorri, e diz que sim.
Sem a deixar respirar, o cavalheiro pergunta-lhe se quer ir para a cama com ele por 100 euros.
Ela mostra-se abespinhada: «O que é que você julga que eu sou?!» – ao que o outro responde:
«Ó minha rica senhora, o que a senhora é, já eu percebi. Agora, estamos só a discutir o preço»
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desculpem mas só me ocorre
«estamos na merda,
mas a merda é nossa»
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SE TIVÉSSEM SIDO 10.000 MILHÕES ESTEIA CERTO?
O QUE NÓS SOMOS, SEI EU, ESTAMOS SÓ
DISCUTINDO O PREÇO.
REPITO : A MELHOR DEFINIÇÃO DO QUE RENSA UM TUGA, QUANDO DE UM INQUÉITO QUE FIZ NO MEU BAIRRO, A PROPÓSITO DA CORRUPÇÃO PROVEIO DE UM COMERCIANTE APOIANTE DO P.S.:
QUEM ME DERA VIR A SER CORROMPIDO
. . .
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2, C. Medina Ribeiro
“Afinal, para essa gente, a honra nacional tinha um preço: trezentos-e-tal milhões de euros”.
Nem isso, meu caro. Se fizer bem as contas, tendo em atenção as novas condições de pagamento, verá que nem isso.
Tratou-se apenas de uma afirmação de poder do falso engenheiro. Como sempre, em prejuízo do País.
Até quando vamos consentir este regabofe?
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http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=437241
O jornal de negocios publica sobre o negocio da PT
Como não sou um expert, fiz a minha analise que é contraria aos post anteriore
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Qual é a ciência que tem conhecimento para isto?
O cego continua o seu caminho e eu não faço mais gestos.
Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual.
Ser real é isto.
Alberto Caeiro
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Avisadas palavras.
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Não sentem asco ao ouvir ou ler os argumentos na nossa inteligência política e demais afins? há pelo menos 35 anos que continua a sacanagem…
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Com o esquema de pagamentos, actualizando o preço é muito menos.Além disso 68% dos accionistas são estrangeiros a massa vai lá para fora.Este Sócrates e colegas são uma quadrilha! De interesse nacional!
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#5
Eu escrevi “trezentos-e-tal” (em vez de 350) já a contar com isso.
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” identificada no ecossistema do Estado Social* ”
Mas qual a relação entre algo na noticia, e o Estado Social ?
Nada.
Sorry
Continuar a ler…
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